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Porta, PortãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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37:11-13) Zedequias estava sentado junto ao Portão de Benjamim quando Ebede-Meleque se aproximou dele com um apelo em favor de Jeremias. (Jer. 38:7, 8) Sugere-se que o rei estava próximo dum ponto de máxima preocupação durante o sítio pelos babilônios. O Portão das Ovelhas, ao N da cidade, seria o mais gravemente ameaçado pelos babilônios atacantes.
Outros portões mencionados
Quando o Rei Zedequias fugiu dos babilônios, ele saiu “pelo caminho do portão entre a muralha dupla que há junto ao jardim do rei”. (Jer. 52:7, 8; 39:4) Há grande incerteza quanto à identidade da “muralha dupla”. No entanto, à base do conhecimento atual, tanto o Portão dos Montes de Cinzas como o Portão da Fonte poderiam ajustar-se às circunstâncias descritas nas Escrituras, ambos se situando próximo do jardim do rei.
Em 2 Reis 23:8, faz-se referência aos “altos dos portões que havia à entrada do portão de Josué, o principal da cidade, o qual estava à esquerda ao se entrar no portão da cidade”. Aqui, o “portão de Josué” não é o nome dum portão da cidade, mas, evidentemente, é o nome de um portão dentro das muralhas da cidade que dava para a residência do governador, que se situava à esquerda, quando a pessoa entrava pelo portão da cidade.
PORTÕES DO TEMPLO
Portão do Leste (“Porta Oriental”, ALA; BV). O relato da reconstrução, feito por Neemias, conta-nos que o guarda do Portão do Leste participou na obra de reparos. (Nee. 3:29) Assim, o Portão do Leste não é designado como um portão da muralha de Jerusalém, como alguns julgaram. O Portão do Leste talvez estivesse aproximadamente no mesmo alinhamento que o Portão de Inspeção na muralha da cidade. Este portão é, como é evidente, o mencionado em 1 Crônicas 9:18 como o “portão do rei, ao leste”, sendo o portão por onde o rei entrava ou saía do Templo.
Portão do Fundamento (“Porta Sur”, Al; IBB). Um portão do templo, cuja localização é incerta. — 2 Reis 11:6; 2 Crô. 23:5.
“O portão superior da casa de Jeová”. Este bem pode ter sido um portão que dava para o pátio interno, possivelmente o “portão novo de Jeová”, onde Jeremias foi julgado; também, onde Baruque, secretário de Jeremias, leu o rolo diante do povo. (Jer. 26:10; 36:10) Jeremias talvez o tenha chamado de “portão novo” porque não tinha sido construído numa época tão antiga quanto os demais; possivelmente era o “portão superior da casa de Jeová”, construído pelo Rei Jotão. — 2 Reis 15:32, 35; 2 Crô. 27:3.
“Portão superior de Benjamim, na casa de Jeová”. Provavelmente um portão que dava para o pátio interno, do lado N do Templo. — Jer. 20:2; compare com Ezequiel 8:3; 9:2.
Portão Belo (“Porta Formosa”, Al; ALA; BJ; BLH; BV; CBC; IBB; LR; MC; NTI; NTV; PIB; So; VB). Um portão do templo reconstruído por Herodes, o Grande, sendo o local em que Pedro curou um homem que era coxo desde a madre de sua mãe. (Atos 3:1-10) Existe uma tradição que identifica este portão com a existente Porta Dourada na muralha da cidade, mas pode ser que o Portão Belo fosse uma porta interna na área do Templo, correspondendo, possivelmente, ao antigo “Portão do Leste (ou, Oriental)”. Alguns afirmam que talvez fosse um dos portões a E do próprio prédio do Templo, que dava para o Pátio das Mulheres, portão descrito por Josefo como tendo cinqüenta côvados (c. 22 m) de altura e tendo portas de bronze coríntio.
Outros portões mencionados são o “portão atrás dos batedores”, e o “portão dos batedores”. Estes são portões do Templo, cuja localização é incerta. — 2 Reis 11:6, 19.
EMPREGOS FIGURATIVOS
Os “portões da justiça“ e “o portão de Jeová”, pelos quais entram os justos, são mencionados no Salmo 118:19, 20. (Compare com Mateus 7:13, 14.) Quando alguém morria, considerava-se que ele entrava pelos “portões da morte”. (Sal. 9:13; 107:18) Ia para a sepultura comum da humanidade, e, assim, entrava pelos portões do Seol-Hades. (Isa. 38:10; Mat. 16:18) Visto que Jesus Cristo possui as chaves da morte e do Hades (Rev. 1:18), a sua congregação tem a garantia de que tais inimigos não os reteriam para sempre em escravidão. O apóstolo Paulo mostrou que todos estes morrem, indo para a morte e o Hades, assim como o foi Cristo, a quem Deus livrou das ânsias da morte, e não deixou no Hades. (Atos 2:24, 31) E a morte e o Hades — por causa da ressurreição que é assegurada aos cristãos fiéis — não obtêm a vitória final sobre a congregação de Cristo. — 1 Cor. 15:29, 36-38, 54-57.
A cidade santa, “Nova Jerusalém”, é representada como tendo doze portões de pérolas, havendo um anjo posicionado em cada portão, evidentemente como guarda. Tais portões acham-se continuamente abertos, pois não existe noite para ocasionar o seu fechamento. A glória e a honra das nações são trazidas através dos portões da cidade. Embora estejam abertos, não conseguem entrar por eles os que praticam coisas iníquas, impuras ou repugnantes. Apenas os que conservam a pureza como vencedores, conquistadores, e que se tornam reis e sacerdotes junto com Cristo, conseguem entrar, passando pelos auxiliares angélicos. (Rev. 21:2, 12, 21-27; 22:14, 15; 2:7; 20:4, 6) Os povos das nações da terra que andam na luz da cidade são abençoados.
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PorteiroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PORTEIRO
Nos tempos antigos, os porteiros serviam em vários locais, tais como nas portas das cidades, nas portas do templo, até mesmo em portões ou portais das casas. Os porteiros da cidade eram incumbidos de se certificar de que as portas fossem fechadas à noite, e agiam como vigias na porta. Outros vigias talvez fossem colocados como sentinelas no topo da porta ou numa torre, de onde podiam obter ampla visão e podiam anunciar os que se aproximavam da cidade. Cooperavam com o porteiro. (2 Sam. 18:24, 26) Tratava-se duma posição de grande responsabilidade, uma vez que a segurança da cidade dependia, de forma considerável, do porteiro, e ele era um instrumento de comunicação entre os de fora da cidade e os que estavam dentro dela. (2 Reis 7:10, 11) Os porteiros do Rei Assuero, dois dos quais planejaram assassiná-lo, foram também chamados de oficiais da corte. — Ester 2:21-23; 6:2.
NO TEMPLO
O Rei Davi organizou cabalmente os levitas e os trabalhadores do templo, pouco antes de sua morte, incluindo os porteiros, dos quais havia 4.000. Nas divisões deles, serviam por sete dias de cada vez. Eram responsáveis de guardar a casa de Jeová, e de certificar-se de que as portas fossem abertas e fechadas na hora certa. (1 Crô. 9:23-27; 23:1-6) Além do dever de guarda, alguns cuidavam das contribuições trazidas pelas pessoas, para serem utilizadas no templo. (2 Reis 12:9; 22:4) Numa época posterior, Jeoiada, o sumo sacerdote, designou guardas especiais nas portas do templo para proteger o jovem Joás (Jeoás) da usurpadora rainha Atalia, quando Jeoiada ungiu a Joás como rei. (2 Reis 11:4-8) Quando o Rei Josias destruiu a adoração idólatra, os porteiros ajudaram a remover, do templo, os utensílios e os objetos que tinham sido utilizados na adoração de Baal. Estes foram então queimados fora da cidade. — 2 Reis 23:4.
No templo reconstruído por Herodes, quando Jesus Cristo estava na terra, sacerdotes e levitas foram designados como porteiros e vigias. Exigia-se destes que se mantivessem alertas, pois o superintendente ou oficial do monte do Templo fazia suas rondas, aparecendo em horas não anunciadas, e era mister que o vigia permanecesse constantemente alerta em seu posto, a fim de não ser apanhado desprevenido. Havia outro oficial que era encarregado de lançar sortes para os serviços no templo. Quando ele chegava e batia à porta, era necessário que o guarda estivesse alerta para abri-la para ele. Também ele poderia apanhar o guarda dormindo. — Veja também Revelação 16:15.
Estes porteiros e guardas eram colocados em seus postos a fim de salvaguardar o templo de roubos e para impedir a entrada de todas as pessoas impuras e todos os intrusos, que não visavam legítimos propósitos.
PASTORES
Os pastores, nos tempos bíblicos, costumavam manter seus rebanhos de ovelhas num redil ou abrigo, durante a noite. Estes redis consistiam numa mureta de pedra com uma porta. Os rebanhos de um único homem, ou, por vezes, de vários deles, eram mantidos no redil durante a noite, havendo um porteiro para vigiá-los e protegê-los. Jesus, pelo visto, baseou-se neste costume para a ilustração em que mencionou um porteiro — falando de si mesmo, não só como o pastor das ovelhas de Deus, mas também como a porta através da qual as ovelhas podiam entrar. — João 10:1-9.
CRISTÃOS
Jesus sublinhou a necessidade de os cristãos se manterem alertas e vigilantes a respeito do sinal da terminação do sistema de coisas, por assemelhar o cristão ao porteiro ao qual seu senhor ordenou que se mantivesse alerta quanto à sua volta duma viagem ao exterior. — Mar. 13:33-37.
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PortentoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PORTENTO
A palavra portuguesa “portento” (referindo-se a algo que pressagia eventos ou situações futuras; também, uma maravilha) às vezes é uma tradução apropriada para o termo hebraico mohphéth e o grego téras.
Mohphéth geralmente transmite a idéia dum “milagre”, como no caso dos milagres realizados por meio de Moisés e Arão no Egito. Não obstante, em certos casos, o termo é definitivamente empregado no sentido dum “portento”, como a respeito do profeta ou sonhador que oferece um sinal ou portento (a ser cumprido no futuro), para apoiar sua profecia. — Deut. 13:1-3.
O portento (mohphéth) poderia ser um ato miraculoso que manifestasse poder divino, como no caso em que Deus fendeu o altar de Jeroboão, como portento da execução ainda futura e maior de Seu julgamento adverso a respeito daquele altar e dos que serviam nele. (1 Reis 13:1-5; compare com o cumprimento, cerca de 300 anos depois, em 2 Reis 23:16-20.) Ou, poderia ser apenas uma ação incomum realizada por alguém, como no caso em que Isaías andou nu e descalço como portento das circunstâncias que deveriam sobrevir ao Egito e à Etiópia, às mãos do rei da Assíria. — Isa. 20:3-6.
Uma vez que um portento é um sinal que aponta para coisas ou circunstâncias futuras, um escritor talvez empregue a palavra mohphéth (“portento” ou “milagre”), enquanto outro utilize o vocábulo ’ohth (“sinal”) para descrever a mesma coisa. (Compare 2 Crônicas 32:24 com 2 Reis 20:8, 9.) Um “sinal” talvez sirva como guia ou indício para o presente, bem como para o futuro, ao passo que um “portento” se relaciona primariamente com o futuro. A designação de algo como “sinal” destaca que possui significado, quer para o presente, quer para o futuro. Ser chamado de “portento” dá realce a seu significado como se relacionando com o futuro.
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