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Já leu seu exemplar?A Sentinela — 1967 | 1.° de novembro
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quanto ao capítulo “A Refeição Noturna do Senhor — Uma Ceia de Libertação”. Pois, em adição a considerar o assunto doutrinalmente em todos os seus aspectos, torna mais claro do que nunca exatamente quem deve participar dos emblemas da Comemoração e como a pessoa pode julgar isso por si mesma com certeza.
Em outros capítulos, o livro torna claro exatamente o que Jesus Cristo queria dizer ao mencionar que os cristãos “não fazem parte do mundo”, também, o que significam as palavras de Paulo de que os cristãos ‘apresentam seus corpos a Deus’, e como estes princípios devem influenciar a escolha de emprego e nossa atitude para com as atividades políticas em sua comunidade, bem como para com os conflitos entre as nações. — João 17:16; Rom. 12:1.
Entre os muitos pontos excelentes sobre os quais se lança luz neste novo compêndio bíblico se acha a correta aplicação de 1 Pedro 3:21, que reza, em parte: “O que corresponde a isso salva-vos também agora, a saber, o batismo.” Qual é o batismo que é mencionado aqui? Qual é a salvação? Será ser salvo no Armagedom?
Daí, então, por que não é correto dizer que o batismo de Jesus simbolizou sua dedicação para fazer a vontade de seu Pai? E será que entrar e sair Jesus da água representam sua morte e sua ressurreição? Se não, por que não? Leia o livro e descubra a razão.
Mas, sem dúvida, nada suscitou mais interesse neste compêndio do que o primeiro capítulo, com sua tabela e informações excelentes a respeito dos 7.000 anos do dia de descanso de Deus. A observação de que 1975 bem que pode assinalar o começo do grande Jubileu da humanidade tem deixado intrigados a muitos.
A pergunta, contudo, permanece: Como pode achar tempo para ler este excelente compêndio bíblico? Pode-se dizer que se trata principalmente duma questão de apreciação e organização. Alguns conseguiram ler o livro inteiro em suas férias, no verão setentrional passado. Para outros, o problema poderá ser solucionado simplesmente por comprarem tempo de ver televisão para lerem o livro Vida Eterna. (Efé. 5:15, 16) Ou, talvez aconteça que possa utilizar melhor certo tempo em horário bem atarefado. Por exemplo, será que viaja ao ir e voltar do trabalho, cada dia, de ônibus, trem, ou diversas vezes por semana para ir e voltar das reuniões congregacionais? Então, porque não leva consigo e lê a edição de bolso de Vida Eterna?
Ou poderia o leitor e sua família gastarem dez ou quinze minutos logo depois do jantar, cada dia, lendo-o? A respeito disto, o presidente da Sociedade Torre de Vigia, N. H. Knorr, recebeu recentemente a seguinte carta:
“Eu e minha família desejamos agradecer-lhe a maravilhosa sugestão que deu neste verão (hemisfério norte) em nossa Assembléia de Distrito em Montreal, Canadá, a respeito de lermos o livro Vida Eterna enquanto estamos sentados à mesa do jantar. Este tempo antes despercebido nos habilitou a terminar o livro em dois meses, fornecendo-nos um cabedal de conhecimento, e nos tornando mais plenamente equipados para o nosso ministério. Estamos agora usando este tempo para ler outras publicações da Sociedade, que foram negligenciadas por nós no passado. Agradecemos-lhe, irmão Knorr, por ter trazido à nossa atenção este tempo antes despercebido — tempo que de outra forma seria desperdiçado.”
O tempo é precioso, use-o sabiamente. Se tiver um exemplar de Vida Eterna — na Liberdade dos Filhos de Deus, tem em sua possessão um maravilhoso livro. O tempo para uma leitura preliminar dele, pelo menos, é tempo bem gasto. Quando notar algo que lhe seja novo, talvez deseje diminuir o passo e assimilá-lo, mas, não adie a sua primeira leitura do livro por falta de tempo para estudá-lo cabalmente. Arranje tempo para lê-lo agora!
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1967 | 1.° de novembro
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Perguntas dos Leitores
• Sob a lei mosaica, qual era a diferença entre o ano sabático e o ano do Jubileu? Não se cancelavam as dívidas em ambos os anos? — E. P., EUA.
O ano do Jubileu tem também algumas características do sétimo ano sabático regular, mas há marcantes diferenças. Quanto ao ano sabático, segundo Deuteronômio 15:1, 2 (Al), havia uma remissão da dívida: “Ao fim dos sete anos, farás remissão. Este pois é o modo da remissão: Que todo o credor, que emprestou ao seu próximo uma cousa, o quite: não a exigirá do seu próximo ou do seu irmão, pois a remissão do Senhor [Jeová] é apregoada.” A expressão “ao fim dos sete anos”, segundo se entende, quer dizer “no sétimo ano”. Compare-se-lhe com Deuteronômio 14:28.
Este ano sabático era assim apropriadamente chamado de “o ano da remissão”. (Deu. 15:9; 31:10, Al) Durante tal ano, não só a terra usufruía um descanso ou remissão, permanecendo não cultivada (Êxo. 23:11), mas havia também um descanso ou remissão com respeito às dividas contraídas. (Deu. 15:3) Era uma “remissão do Senhor [Jeová]”, em honra a Ele.
Quanto ao assunto da remissão de dívidas no ano sabático, embora alguns comentaristas o considerem de forma diferente, as dividas, aparentemente, não eram canceladas, mas o credor não deveria pressionar um companheiro hebreu para receber o pagamento da divida. Ele ficava livre de pagar qualquer dívida naquele ano. Esta era uma provisão amorosa, especialmente visto que a terra não era cultivada durante o ano sabático e, sem haver colheita, não haveria nenhuma receita para o fazendeiro durante o ano.
Este ano de remissão da pressão para o pagamento de dívidas não trazia a remissão de escravos, muitos dos quais estariam em escravidão devido a dúvidas. Antes, o escravo hebreu era liberto no sétimo ano de sua servidão, ou no Jubileu, se viesse primeiro. (Deu. 15:12; Lev. 25:10, 54) Este regulamento está mencionado em Êxodo 21:2 (Al): “Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas no sétimo ano sairá forro, de graça.” Note-se que a liberdade do escravo, neste caso, não coincidia necessariamente com o ano sabático.
Não obstante, no Jubilei, todos que se haviam vendido como escravos, quer se tivessem completado os seis anos de servidão, quer não, eram libertados; havia liberdade. “E santificareis o ano qüinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores: ano jubileu vos será, e tornareis cada um à sua possessão, e tornareis, cada um, à sua família.’ — Lev. 25:10, Al.
Quanto ao Jubileu, dever-se-iam contar sete dos períodos de sete anos (7 x 7 = 49), e o ano seguinte, o qüinquagésimo, era um ano de Jubileu. A terra de novo gozava de completo repouso. (Lev. 25:11, 12) O Jubileu era, em certo sentido, um ano inteiro de festa, um ano de liberdade. A sua guarda demonstraria a fé de Israel em seu Deus, Jeová, e seria uma época de ações de graças e de felicidade devido às suas provisões. — Lev. 25:20-22.
A trombeta do Jubileu anunciava que todas as possessões hereditárias de terra que haviam sido vendidas (usualmente por causa de reveses financeiros) deveriam ser devolvidas; e cada homem retornava à sua família e à sua possessão ancestral. Nenhuma família deveria mergulhar nas profundezas da pobreza perene. Toda família deveria gozar sua honra e respeito. Até os que esbanjassem seus meios não poderiam perder para sempre sua herança, para sua posteridade. Afinal de contas, a terra era realmente de Jeová e os próprios israelitas eram residentes temporários do ponto de vista de Jeová. — Lev. 25:9, 23, 24.
Em razão da lei do Jubileu, nenhuma parte da terra poderia ser vendida perpetuamente. Deus fez provisões para que, se certo homem vendesse qualquer terra de sua possessão hereditária, o preço da venda deveria ser calculado segundo o número de anos que restavam até o Jubileu. A
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