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    • Um ano de 12 meses lunares resulta ter cerca de 11 dias menos que um ano solar de 365 1⁄4 dias. Visto que o ano solar determina o retorno das estações, havia necessidade de se ajustar o calendário a este ano solar, e isto resultou no que são chamados de anos “lunissolares”; isto é, anos em que os meses eram lunares, mas os anos eram solares. Isto era feito pela adição de vários dias, cada ano, ou de um mês adicional durante certos anos, para compensar o que faltava aos 12 meses lunares.

      CALENDÁRIO HEBREU

      Os israelitas usavam tal calendário de anos lunissolares. Isto se evidencia de que Jeová Deus estabeleceu o início do ano sagrado deles como sendo o mês de abibe, na primavera setentrional, e especificou a celebração de certas festas em datas fixas, festas estas que se relacionavam com épocas de colheita. Para que tais datas coincidissem com as colheitas especificas, tinha de haver um arranjo de calendário que se sincronizasse com as estações, compensando a diferença entre os anos lunares e solares. — Êxo. 12:1-14; 23:15, 16; Lev. 23:4-16.

      Ao passo que o ano sagrado começava na primavera setentrional com o mês de abibe (ou nisã), segundo o decreto de Deus por ocasião do êxodo (Êxo. 12:2; 13:4), o registro bíblico indica que, antes disso, os judeus contavam o ano como decorrendo de um outono setentrional ao outro. Deus reconheceu tal arranjo, de modo que, efetivamente, havia um sistema duplo, existindo um calendário sagrado e um calendário secular ou agrícola, usado por Seu povo. (Êxo. 23:16; 34:22; Lev. 23:34; Deut. 16:13) Nos tempos pós-exílicos, o dia 1.° de tisri, na última metade do ano, assinalava o começo do ano secular, e o Ano Novo judaico, ou Rosh Hashanah (Hebraico, “cabeça do ano”) ainda é celebrado nessa data.

      Em 1908, a única coisa próxima de um antigo calendário hebreu, escrito, foi encontrada no sítio de Gezer, e crê-se datar do século XI ou X A.E.C. Trata-se dum calendário agrícola e descreve as atividades agrícolas que começavam no outono setentrional. Em suma, descreve dois meses para cada uma das atividades de armazenagem, de semeadura e de crescimento primaveril, seguidos de um mês para cada uma das atividades de colher o linho, de colher a cevada e de uma colheita geral, daí, dois meses para podar videiras, e, por fim, um mês de frutas do verão setentrional. — Lev. 26:5.

      A tabela que acompanha este verbete apresenta os meses em sua relação tanto ao calendário sagrado como ao secular, e também sua correspondência aproximada aos meses de nosso atual calendário.

      Deve-se notar que os cristãos, sob o novo pacto, não são governados por nenhum calendário sagrado ou religioso que especifique certos dias santos ou festividades sagradas, ponto que é expressamente declarado pelo apóstolo Paulo em Gálatas 4:9-11 e Colossenses 2:16, 17. O único evento que se requer que observem anualmente é a Refeição Noturna do Senhor, na época da Páscoa judaica, sendo assim governada pelo calendário lunar. — Mat. 26:2, 26-29; 1 Cor. 11:23-26; veja Refeição Noturna do Senhor.

      CALENDÁRIOS JULIANO E GREGORIANO

      No ano 46 A.E.C., o 708. ° ano desde a data tradicional da fundação da cidade de Roma, Júlio César expediu um decreto que transformava o ano do calendário romano de lunar para solar. Este calendário juliano, baseado nos cálculos do astrônomo grego, Sosígenes, tinha 12 meses de duração arbitrária e um ano regular de 365 dias, que começava em .° de janeiro. Também passou a utilizar os anos bissextos, pela adição de um dia extra a cada quatro anos, para compensar a fração extra de um dia na duração do ano trópico, que tem pouco menos de 365% dias.

      O ano do calendário juliano tinha realmente um pouco mais de 11 minutos e 14 segundos do que o verdadeiro ano solar. Assim, por volta do século XVI, acumulara-se uma discrepância de 10 dias inteiros. Em 1582 E.C., o Papa Gregório XIII introduziu ligeira revisão no calendário juliano, através da qual se retinham os anos bissextos a cada quatro anos, mas com a exceção de que apenas os anos dos séculos cujos números eram divisíveis por 400 deviam ser contados como anos bissextos. Por uma bula papal, em l.° de março de 1582, omitiram- se dez dias daquele ano, de modo que o dia depois de 4 de outubro passou a ser 15 de outubro. Este calendário gregoriano goza de uso geral agora na maioria do mundo. É a base para as datas históricas usadas em toda esta publicação.

  • Cálice
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    • CÁLICE

      Veja COPO (TAÇA).

  • Calúnia
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • CALÚNIA

      Veja TAGARELICE, CALÚNIA.

  • Calvário
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • CALVÁRIO

      Veja GÓLGOTA.

  • Calvície
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • CALVÍCIE

      A ausência de cabelos na cabeça, embora não haja necessariamente uma ausência total de cabelos. Não raro, a calvície ocorre em determinados pontos ou faixas, ao passo que, em outras partes da cabeça, os cabelos crescem normalmente. Esta espécie de perda de cabelos é responsável por 90 por cento de todos os casos. A Bíblia menciona a calvície da coroa da cabeça e a calvície da testa. (Lev. 13:41-44) A causa exata da calvície é desconhecida. Considera-se a hereditariedade como o fator primário, ao passo que a infecção, o desequilíbrio hormonal, o envelhecimento, os distúrbios nervosos e a sífilis podem constituir fatores.

      Alguns povos tinham por hábito impor artificialmente a calvície, por raparem a cabeça em época de pesar por causa de um parente morto, ou por motivos religiosos, mas proibiu-se os israelitas de praticar tal coisa. (Deut. 14:1) Os sacerdotes receberam uma ordem especifica de não se fazerem calvos, nem rapar as extremidades da barba por causa dos mortos. (Lev. 21:5) Ordenou-se a Israel que não deveriam cortar as costeletas ou a ponta de suas barbas. — Lev. 19:27; Jer. 9:26.

      No Egito, os homens geralmente rapavam a cabeça, e encaravam as barbas compridas como sinal de relaxamento pessoal. Por este motivo José, quando retirado da prisão, fez a barba antes de ser conduzido à presença do Faraó. (Gên. 41:14) No entanto, os egípcios cobriam a careca com perucas, e muitos que rapavam a cabeça e a barba usavam perucas e amarravam barbas postiças. No Papiro Ebers, tratado médico egípcio que data do segundo milênio A.E.C., há onze receitas para se evitar a calvície.

      Na Lei, alguém com lepra na cabeça tinha de rapar a cabeça no início de seu período de quarentena, e no dia de sua purificação, e, novamente, no sétimo dia. (Lev. 13:33; 14:8, 9) Caso um nazireu ficasse contaminado, então, na ocasião de efetivar-se a sua purificação, ele rapava a cabeça. (Núm. 6:9) A mulher cativa, a quem um soldado israelita fosse tomar como esposa, tinha de rapar a cabeça. — Deut. 21:12.

      Em alguns lugares, nos dias dos apóstolos, tais como na cidade imoral de Corinto, as mulheres que eram apanhadas em adultério ou em fornicação eram punidas por se lhes rapar a cabeça. As escravas tinham os cabelos aparados bem curtos. Paulo, pelo que parece, aproveita tal circunstância para uma ilustração, mostrando que a mulher, na congregação cristã, que orasse ou profetizasse com a cabeça descoberta, muito embora tivesse os cabelos como cobertura, bem que poderia ir ao extremo e mostrar sua vergonha em desrespeitar o princípio de Deus sobre os cabeças por rapar completamente seus cabelos. — 1 Cor. 11:3-10.

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