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DatasRaciocínios à Base das Escrituras
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de colheita por parte de Israel, em datas específicas. Dessa forma, as festividades sempre caíam nas devidas estações do ano. — Lev. 23:39.
Tenha sempre presente que Deus fez os humanos para viverem para sempre. Foi o pecado de Adão que trouxe a morte. (Gên. 2:17; 3:17-19; Rom. 5:12) Os que viveram antes do Dilúvio estavam mais próximos da perfeição do que nós atualmente, assim, viviam muito mais tempo. Mas todos eles morreram sem alcançar mil anos.
Por que afirmam as Testemunhas de Jeová que o Reino de Deus foi estabelecido em 1914?
Duas linhas de evidência indicam aquele ano: (1) A cronologia bíblica e (2) os acontecimentos desde 1914 que cumprem profecias. Consideraremos aqui a cronologia. Para informações sobre o cumprimento de profecias, veja o tópico geral “Últimos Dias”.
Leia Daniel 4:1-17. Os versículos 20-37 de Dan. 4 mostram que essa profecia teve cumprimento em Nabucodonosor. Mas ela tem também um cumprimento maior. Como sabemos isso? Os versículos 3 e 17 de Dan. 4 mostram que o sonho que Deus deu ao Rei Nabucodonosor tem que ver com o Reino de Deus e a promessa de Deus de dar tal reino “a quem [Ele] quiser . . . até mesmo [ao] mais humilde da humanidade”. A inteira Bíblia indica que o propósito de Jeová é que o seu próprio Filho, Jesus Cristo, qual representante Seu, governe a humanidade. (Sal. 2:1-8; Dan. 7:13, 14; 1 Cor. 15:23-25; Rev. 11:15; 12:10) A descrição que a Bíblia faz de Jesus revela que ele era de fato “o mais humilde da humanidade”. (Fil. 2:7, 8; Mat. 11:28-30) O sonho profético, portanto, aponta para o tempo em que Jeová daria o governo da humanidade a Seu próprio Filho.
O que aconteceria no ínterim? O governo sobre a humanidade, representado pela árvore e seu toco, teria “coração de animal”. (Dan. 4:16) A história da humanidade seria dominada por governos que manifestariam características de feras. Nos tempos atuais, o urso é comumente usado para representar a Rússia; a águia, os Estados Unidos; o leão, a Grã-Bretanha; o dragão, a China. A Bíblia também usa feras para simbolizarem governos mundiais e também o inteiro sistema global de governo humano sob a influência de Satanás. (Dan. 7:2-8, 17, 23; 8:20-22; Rev. 13:1, 2) Conforme Jesus mostrou na sua profecia que indica a conclusão do sistema de coisas, Jerusalém seria “pisada pelas nações”, até que se cumprissem “os tempos designados das nações”. (Luc. 21:24) “Jerusalém” representava o Reino de Deus, porque, quanto aos seus reis, falava-se deles que se assentavam no “trono do reinado de Jeová”. (1 Crô. 28:4, 5; Mat. 5:34, 35) Assim, os governos gentios, representados por feras, ‘pisariam’ o direito do Reino de Deus de dirigir os assuntos humanos, e eles mesmos governariam debaixo do controle de Satanás. — Compare com Lucas 4:5, 6.
Por quanto tempo tais governos teriam a permissão de exercer tal controle antes que Jeová desse o Reino a Jesus Cristo? Daniel 4:16 diz “sete tempos” (“sete anos”, ABV, AT, Mo, também BJ, nota ao pé da página sobre o versículo 13 de Dan. 4). A Bíblia indica que, nos cálculos de tempos proféticos, um dia é computado como um ano. (Eze. 4:6; Núm. 14:34) Por conseguinte, quantos “dias” temos aqui? Revelação 11:2, 3 indica claramente que 42 meses (3 1⁄2 anos) naquela profecia equivalem a 1.260 dias. Sete anos seriam o dobro disso, ou 2.520 dias. Aplicando-se a regra de “um dia por um ano”, temos 2.520 anos.
Quando começou a contagem dos “sete tempos”? Depois que Zedequias, o último rei no típico Reino de Deus, foi destronado em Jerusalém pelos babilônios. (Eze. 21:25-27) Por fim, no início de outubro de 607 AEC, apagou-se o último vestígio da soberania judaica. Naquela época, Gedalias, o governador judeu empossado pelos babilônios, já havia sido assassinado e os judeus remanescentes haviam fugido para o Egito. (Jeremias, caps. 40-43) A fidedigna cronologia bíblica indica que isso ocorreu 70 anos antes de 537 AEC, ano em que os judeus retornaram do cativeiro — isto é, ocorreu em princípios de outubro de 607 AEC. (Jer. 29:10; Dan. 9:2; para mais detalhes, veja o livro “Venha o Teu Reino”, páginas 186-190.)
Como é, então, calculado o tempo até 1914? Contando-se 2.520 anos a partir de princípios de outubro de 607 AEC, chegamos a princípios de outubro de 1914 EC, conforme demonstrado no gráfico.
COMO SE CALCULAM OS “SETE TEMPOS”
“Sete tempos” = 7 X 360 = 2.520 anos
Um “tempo” ou ano bíblico = 12 X 30 dias = 360.
No cumprimento dos “sete tempos”, cada dia equivale
a um ano. (Eze. 4:6; Núm. 14:34)
Princípios de outubro de 607 AEC a 31 de dezembro
de 607 AEC = 1/4 de ano.
1.º de janeiro de 606 AEC a 31 de dezembro
de 1 AEC = 606 anos.
1.º de janeiro de 1 EC a 31 de dezembro
de 1913 = 1.913 anos.
1.º de janeiro de 1914 a princípios de
outubro de 1914 = 3/4 de ano.
Total: 2.520 anos.
O que aconteceu nesse tempo? Jeová confiou o governo da humanidade ao seu próprio Filho, Jesus Cristo, glorificado nos céus. — Dan. 7:13, 14.
Se é assim, por que há ainda tanta iniqüidade na terra? Depois que Cristo foi entronizado, Satanás e seus demônios foram lançados dos céus para a terra. (Rev. 12:12) Cristo, na qualidade de rei, não passou a destruir de imediato a todos os que se recusaram a reconhecer a soberania de Jeová e a si próprio qual Messias. Em vez disso, como ele predissera, seria realizada uma obra mundial de pregação. (Mat. 24:14) Qual rei, dirigiria a separação de pessoas de todas as nações, concedendo-se àqueles que se revelassem justos a perspectiva de vida eterna e os iníquos sendo consignados ao decepamento eterno na morte. (Mat. 25:31-46) No ínterim, prevaleceriam as muitas dificuldades preditas para os “últimos dias”. Conforme delineado sob o tópico “Últimos Dias”, esses acontecimentos têm estado em clara evidência desde 1914. Antes que os últimos membros da geração que já existia em 1914 desapareçam do cenário, todas as coisas preditas ocorrerão, inclusive a “grande tribulação”, na qual será eliminado o presente mundo iníquo. — Mat. 24:21, 22, 34.
Quando virá o fim deste mundo iníquo?
Jesus respondeu: “Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente o Pai.” Não obstante, ele declarou também: “Deveras, eu vos digo que esta geração [que já existia quando “o sinal” dos “últimos dias” começou a se cumprir] de modo algum passará até que todas estas coisas ocorram.” — Mat. 24:36, 34.
Também, após discorrer sobre os acontecimentos que seguiriam ao estabelecimento do Reino nas mãos de Jesus Cristo em 1914, Revelação 12:12 acrescenta: “Regozijai-vos, ó céus, e vós os que neles residis! Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.”
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DestinoRaciocínios à Base das Escrituras
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Destino
Definição: Um resultado inevitável e amiúde adverso. O fatalismo é a crença de que todos os eventos estão determinados pela vontade divina ou por alguma força superior ao homem, que todo evento tem de suceder como sucede, porque foi predeterminado. Não é um termo ou ensinamento bíblico.
Será que toda pessoa tem um predeterminado “tempo para morrer”?
Essa era uma crença popular entre os gregos e os romanos. Segundo a mitologia grega pagã, as Parcas eram três deusas que fiavam, dobravam e cortavam o fio da vida.
Eclesiastes 3:1, 2 fala de um “tempo para morrer”. Para mostrar, porém, que não se trata de um momento fixo, predeterminado, para a pessoa, Eclesiastes 7:17 aconselha: “Não sejas iníquo demais, nem te tornes estulto. Por que devias morrer, sendo que não é o teu tempo?” Provérbios 10:27 diz: “Os próprios anos dos iníquos serão encurtados.” E Salmo 55:23 acrescenta: “Quanto aos homens culpados de sangue e enganosos, não viverão metade dos seus dias.” O que significa, então, Eclesiastes 3:1, 2? É simplesmente uma consideração sobre o contínuo ciclo de vida e morte neste imperfeito sistema de coisas. Há tempo para as pessoas nascerem e tempo para morrerem — usualmente a uma idade que não passa de 70 ou 80 anos, mas às vezes mais cedo e às vezes mais tarde. — Sal. 90:10; veja também Eclesiastes 9:11.
Se o momento e o modo de toda pessoa morrer fossem já fixados na ocasião do nascimento ou antes, não haveria necessidade de alguém evitar situações perigosas ou de cuidar da saúde, e as precauções de segurança não alterariam os índices de mortalidade. Mas acredita que o campo de batalha durante uma guerra é tão seguro quanto o lar da pessoa, longe da zona
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