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Veja Londres — do alto de um ônibus de dois andaresDespertai! — 1979 | 8 de janeiro
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ou espécie de trunfada”. Qual é a conexão com a Londres moderna? Bem, uma obra de referência do século 17 afirma que um alfaiate aposentado, que vendia tais colarinhos, morava aqui, numa casa conhecida como “Piccadilla Hall” (Sala de Picadilla).
Mas, veja ali, à nossa frente! Sim, é de novo o Parque Hyde. Nossa excursão londrina, do alto dum ônibus, terminou. Até aqui dispusemos duma poltrona na primeira fila, ao passarem em revista 19 centúrias da História. Por que não planeja fazer tal excursão quando vier, algum dia, visitar Londres? Gladstone estava certo. O melhor modo de se ver Londres é do alto de um ônibus de dois andares!
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“Que horas são?”Despertai! — 1979 | 8 de janeiro
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“Que horas são?”
Do correspondente de “Despertai!” na República Federal da Alemanha
“QUE horas são?” “Exatamente 8,30”, foi a resposta. “Muito obrigado, tenho de pegar um trem, e meu relógio parou.”
Atualmente, esta consciência precisa do tempo é considerada corriqueira. Contudo, em grande parte da história humana, a preocupação com segundos, minutos e até mesmo horas, era desconhecida. Com o tempo, porém, fizeram-se esforços de medir curtos períodos de tempo.
Sem dúvida o instrumento mais primitivo de medição do tempo, feito pelo homem, era o relógio solar. Sua desvantagem básica é bem expressa pelo provérbio: “Faça como o relógio solar. Só conte os dias ensolarados.” No que tangia a maior fidedignidade, era necessário um medidor de tempo que pudesse funcionar sem o benefício do bom tempo. O relógio de água, mais tarde chamado de clepsidra, satisfez tal necessidade. À medida que a água fluía de um vaso, por meio de pequena abertura, para um cilindro, a água que subia gradualmente no cilindro fornecia a base da leitura da hora.
O relógio de areia ou ampulheta operava segundo este mesmo princípio. Ainda é ocasionalmente usado como relógio para cozer ovos. Daí, havia o relógio de óleo. O óleo servia de combustível para uma lâmpada, e podia-se medir o tempo pela quantidade de óleo usada.
Tanto os relógios de areia como de óleo tinham suas limitações. Por um lado, não funcionavam devidamente quando movidos de um lado para outro. Com o passar do tempo, os homens começaram a reconhecer que havia necessidade de um relógio portátil que continuasse a medir o tempo. Isto se tornou possível com a descoberta do relógio de rodas, o próximo passo no aperfeiçoamento da medição de tempo.
O Relógio de Rodas
Grandes relógios de rodas são mencionados na Divina Comédia, de Dante, escrita no século 13. Tais relógios foram usados de modo extensivo no século 14. Os primeiros relógios portáteis podem ser remontados ao mecânico Peter Henlein, de Nurembergue, Alemanha. Por volta de 1500, aperfeiçoou o primeiro relógio de bolso. Funcionava por 40 horas e assinalava cada hora.
Desde então, muitos aperfeiçoamentos foram feitos. Aperfeiçoaram-se a fidedignidade e exatidão, diminuiu-se o peso e introduziu-se a produção em massa. Em resultado, o relógio veio a gozar de uso universal.
Mas, exatamente quão preciso pode ser um relógio de rodas? Choques, mudanças de temperatura, erros de posição e os do isocronismo influem na exatidão. O que é considerado um relógio de rodas de muita exatidão é um que varia não mais de 0,6 dum segundo por dia, numa mudança de temperatura de um grau centígrado.
Relógios Mais Precisos
No entanto, o alto grau de mecanização, automatização e pesquisa científica hodiernas exige um medir de tempo mais preciso. O primeiro avanço real neste campo foi o aperfeiçoamento do relógio de cristal de quartzo. Foi introduzido no mundo em 1934. O relógio de cristal de quartzo ultrapassou a exatidão do relógio de pêndulo, sendo cerca de 10 vezes mais exato.
Como funciona? Ao passo que há sistemas variados, a base é a mesma. As vibrações dum cristal de quartzo determinam a freqüência duma corrente alternada. Tal corrente pode ser amplificada e reduzida por um divisor de freqüência e, por meio de um mecanismo, pode ser aplicado a um mostrador de relógio. Digamos, por exemplo, que um cristal de quartzo possua uma freqüência de vibração de um megahertz (um milhão de ciclos por segundo). Isto significaria que vibra um milhão de vezes por segundo. É possível tornar visíveis, num oscilógrafo, tais vibrações elétricas dum cristal de quartzo.
Sem dúvida já viu o mecanismo dum relógio grande ou pequeno, e talvez notou que o movimento rápido do balancim se converte no movimento mais lento do ponteiro de segundos. Tal redução é feita mecanicamente. Num relógio de quartzo, contudo, é conseguida eletronicamente. A freqüência é dividida progressivamente até que possa impulsionar um motor sincronizado ou mancal ligado ao mecanismo e conectado ao mostrador, ou até que possa mostrar a hora por meio de um mostrador digital elétrico. Desta forma, seria teoricamente possível reduzir o erro a 0,0001 segundo por dia — um erro de apenas um segundo a cada 10 anos. No entanto, o quartzo começa a vibrar mais rapidamente ao ficar velho, assim influindo na exatidão dum relógio de quartzo.
Por isso, para certa pesquisa científica, é essencial um medir de tempo mais exato. O relógio atômico preenche tal papel. Tal relógio mede a freqüência da luz que emana ou que é absorvida pelas moléculas ou átomos. Há relógios atômicos que se espera variem apenas um segundo a cada 1.000 anos, ou até mesmo um segundo em 100.000 anos.
Mas pausemos por um instante. Se a pessoa não trabalha num laboratório ou em alguma instituição científica, deveria preocupar-se com um milionésimo dum segundo? Não raro, quando as pessoas estão em férias ou fazendo um trabalho de que gostam, esquecem-se do tempo. Também, quem gostaria de saber que horas são ao contemplar um espetacular pôr-do-sol? Por isso, dependendo das circunstâncias, a pergunta: “Que horas são?” pode ser apropriada ou não.
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O olho não tem visto nem o ouvido ouviu’ — o quê?Despertai! — 1979 | 8 de janeiro
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O Conceito da Bíblia
O olho não tem visto nem o ouvido ouviu’ — o quê?
“FECHE os olhos e imagine a cena mais linda que puder”, disse o ministro à sua assistência, “e as bênçãos da Nova Ordem serão ainda mais grandiosas, pois o apóstolo Paulo disse: ‘O olho não tem visto e o ouvido não tem ouvido, nem foram concebidas no coração do homem as coisas que Deus tem preparado para os que o amam.’” Por certo, tratava-se duma perspectiva emocionante. Mas será isso o que o apóstolo tinha presente em 1 Coríntios 2:9? Falava das bênçãos inimagináveis da nova ordem de Deus? Se não, então a que se referia?
Consideremos o contexto. O apóstolo dirige-se à congregação de Corinto. Segundo o comentarista Matthew Henry: “Alguns dos antigos nos dizem que a cidade abundava de retóricos [discursadores] e de filósofos.” Influenciados pelos chamados ‘sábios’ e ‘polemistas’, alguns da congregação podem ter-se esforçado até mesmo a imitar tais filósofos com a mesma “extravagância de linguagem”. — 1 Cor. 1:20; 2:1.
Mostra o apóstolo Paulo que tal sabedoria do mundo é tolice perante Deus, daí, reflete sobre seu próprio ensino. Não, não fora com “palavras persuasivas de sabedoria [humana]” que lhes ensinava. Pregava algo de real importância. “Falamos a sabedoria de Deus em segredo sagrado, a sabedoria escondida, que Deus predeterminou antes dos sistemas de coisas, para a nossa glória.” — 1 Cor. 2:4, 7.
Este “segredo sagrado” ou “sabedoria escondida” é muito superior a qualquer coisa ideada pelos homens. Efetivamente, contém conhecimento de coisas que Deus objetivara antes de existirem quaisquer nações, “antes dos sistemas de coisas”. Foi nessa época, após o pecado de Adão e Eva, que Deus “predeterminou” ou propôs um libertador da humanidade. Na primeira profecia bíblica registrada, Ele predeterminou que o “descendente” da “mulher” iria ‘machucar’ a cabeça duma criatura sobre-humana que, por meio da serpente, enganara Eva, resultando num mundo de pecado e morte. Tal ferimento significaria o esmagamento de Satanás e a remoção de todo ‘gemido, dor e futilidade’ humanos, e pavimentaria o caminho para um governo justo que regeria sobre toda a humanidade. Isto realmente solucionaria os problemas do homem e vindicaria o nome de Deus. — Gên. 3:15; Rom. 8:20-22.
Mas quem seria tal “descendente”? Por séculos, isto ficou sem resposta. Por fim, tornou-se evidente que não era outro senão Jesus Cristo. Quão fortalecedor para a fé era então saber que o grande Libertador surgira e que, mediante sua ressurreição, temos garantia da remoção do pecado e da imperfeição! — Atos 17:31.
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