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  • Saudável vida familiar — não é apenas algo do passado
    Despertai! — 1976 | 8 de agosto
    • ficar na rua, metendo-se em dificuldades com os delinqüentes.”

      Aproveita as oportunidades de fazer as coisas junto com sua família? Milhares de famílias em todo o mundo têm verificado que, aplicar os princípios bíblicos, como os mencionados acima, resultaram em maior felicidade em suas famílias. Gostaria de aprender a aplicar o conselho bíblico à sua própria família? As Testemunhas de Jeová ficarão felizes de ajudá-lo, por dirigirem um estudo bíblico gratuito com o leitor em sua casa, ou em qualquer lugar conveniente.

  • A arte da previsão do tempo
    Despertai! — 1976 | 8 de agosto
    • A arte da previsão do tempo

      Do correspondente de “Despertai!” em Honduras

      É PROVÁVEL que ouça diariamente a previsão do tempo. Quase tudo que faz é influenciado pelo tempo. Já imaginou como é possível predizer algo tão mutável quanto o tempo?

      Por outro lado, por que é que o meteorologista erra com tanta freqüência? A fim de avaliar a tarefa do meteorologista, precisamos entender algo sobre a natureza do tempo, e suas causas.

      Acima da superfície da terra, a atmosfera se estende por centenas de quilômetros pelo espaço. Mas, preocupamo-nos aqui apenas com a camada inferior de uns 10 a 15 quilômetros de altura, chamada “troposfera”. Esta camada contém cerca de cinco quatrilhões de toneladas de ar, e é nela que se registra todo o tempo. Há três propriedades primárias da atmosfera envolvidas no tempo — a temperatura, a pressão e a umidade.

      Temperatura

      A causa fundamental de todo tempo é o aquecimento desigual da atmosfera pelos raios solares. Isto se dá porque a própria atmosfera é transparente e absorve pouquíssima energia direta da luz solar. Os raios solares vão até a superfície terrestre, onde são refletidos ou absorvidos, em graus variados. A água reflete mais luz, e o solo, especialmente a terra de coloração escura, absorve mais luz. Se a superfície absorver boa quantidade, é aquecida. Se refletir boa quantidade, permanece mais fria.

      As regiões equatoriais recebem mais calor porque os raios do sol as atingem verticalmente. Nas regiões polares, eles as atingem obliquamente, de modo que a energia calorífica num feixe de raios se espalha por uma área maior. Também, a capa de neve dos pólos reflete a maior parte da luz solar. Por conseguinte, é mais frio nos pólos. As diferenças de temperatura provocadas por este processo, chamado “insolação”, provocam uma série de conseqüências que resultam na grande variedade de nosso tempo.

      Pressão

      Importante fator são as mudanças de pressão. Visto que o ar, numa temperatura mais alta, é menos denso do que o ar mais frio sobre outra área, ele sobe. Este movimento, por sua vez, gera diferenças de pressão entre diferentes áreas.

      Um barômetro, que mede o peso da atmosfera acima dele, indicará uma pressão inferior sob uma coluna ascendente de ar quente, que substitui o ar mais frio, relativamente mais denso, acima dela. Por outro lado, uma coluna descendente de ar frio provocará pressão mais alta abaixo dela. A diferença de pressão na superfície faz que um vento sopre da região de pressão mais alta para a de pressão mais baixa. É similar ao que acontece quando um balão inflado é aberto em uma extremidade. O ar de alta pressão dentro dele sairá para a área vizinha de pressão mais baixa. Quanto maior for a diferença de pressão, tanto mais forte será o vento. Este princípio opera em escala global.

      O ar quente perto do equador sobe e se move em direção aos pólos. Por sua vez, o ar polar mais frio é atraído para baixo, perto do equador. A rotação da terra desvia essas correntes em ventos prevalecentes para leste e para oeste, em diferentes latitudes e altitudes.

      Estes movimentos globais de massas de ar em diferentes direções geram turbulências nos pontos em que as principais correntes se roçam. Há efeitos adicionais da topografia — os contornos irregulares dos continentes e o padrão complexo das montanhas e planícies, desertos e florestas.

      Umidade

      À medida que as massas de ar se movem pela superfície da terra, captam água. A maior parte dela é o vapor dos oceanos, mas parte dela provém da terra úmida. Visto que o ar tépido tem maior capacidade de captar umidade, as massas de ar atraídas para as áreas de baixa pressão apresentam umidade relativamente mais alta. O fato de que o vapor d’água pesa menos que o volume equivalente de ar seco contribui ainda mais para a leveza das colunas de ar quente que sobem nas áreas de baixa pressão.

      O que acontece quando sobe o ar úmido? Diminui a pressão sobre ele, ele se expande e esfria. Quando a temperatura cai até o nível em que o ar fica saturado, a água começa a condensar-se em gotículas ou cristais de gelo, formando nuvens. Estas poderão provocar a chuva ou a neve. O ar, assim secado, desce para as áreas de alta pressão, produzindo tempo claro.

      A Carta Meteorológica

      Os meteorologistas observam as várias propriedades do ar: temperatura, pressão e umidade. Em cada posto meteorológico há instrumentos para medir todas elas. Um meteorologista também estuda a direção e a velocidade do vento, a natureza das nuvens, a visibilidade, se está ou tem estado chovendo ou nevando, e quanto.

      Estes dados são organizados para comparação com as leituras em outros locais. Para facilitar isto, todas as estações meteorológicas têm uma hora fixa segundo o horário médio de Greenwich para colher as informações necessárias.

      O observador deve levar em conta que a pressão barométrica decresce com a altitude sob condições constantes de tempo. Com efeito, a diferença até numa altitude de 300 metros é maior do que a causada pelas mudanças de tempo. Assim, aplica-se uma correção à leitura em cada estação, para se colocar todas as leituras numa base comum, como se fossem tomadas ao nível do mar.

      Com a ajuda de tais informações pormenorizadas das estações meteorológicas espalhadas por ampla área, um meteorologista faz a plotagem de uma carta numa “linguagem” especial, criada pela Organização Mundial de Meteorologia. Nesta linguagem, as informações aparecem como números, ao invés de palavras, tornando possível sua transmissão entre os navios do mar e as estações em terra em vários países, sem a necessidade de tradução. Cartas meteorológicas são então traçadas com linhas curvas irregulares chamadas “isóbares” que ligam os lugares que relatam a mesma pressão. Algumas dessas linhas formam curvas fechadas em torno de regiões que são assim identificadas como áreas de alta ou de baixa pressão ou, em resumo, “altas” e “baixas”. Isto fornece ao meteorologista um bom quadro do tempo na hora das observações.

      A Previsão do Tempo

      No entanto, discernir qual é o tempo em determinado momento é uma coisa; dizer qual será amanhã ou daqui a vários dias é outra coisa. Isto exige o exame de várias cartas traçadas por um período de tempo. Visto que cada carta é como uma foto que indica o tempo em determinado momento, por colocar em ordem várias cartas, o meteorologista vê um “filme” dos movimentos atmosféricos. Baseado nas mais recentes mudanças dos altos e baixos, assinala sua provável posição para amanhã. Assim, pode ter boa idéia de como mudará o tempo no futuro imediato.

      Em vista do hodierno equipamento sofisticado e know-how científico, por que as previsões de tempo amiúde estão erradas? Por que os meteorologistas às vezes não conseguem prever devastadoras tempestades que provocam amplos danos às propriedades e perdas de vidas?

      É importante compreender que seu meteorologista só pode observar o que está acontecendo e nos dizer o que crê que acontecerá em seguida, mas não pode controlar as condições meteorológicas. Não podemos esperar, pela natureza de sua tarefa, a exatidão precisa. Por exemplo, talvez prediga chuvas em determinada área. Mas, estas amiúde são fenômenos locais. Certa localidade talvez receba pesada chuva, e outra, a apenas alguns quilômetros, talvez continue perfeitamente seca.

      E há outros fatores imprevisíveis. Assim como existem correntes diferentes em várias profundidades do oceano, assim também a atmosfera, em altitudes variadas, apresenta diferentes ventos e massas de ar que influenciam uns aos outros. As cartas das altitudes mais elevadas contêm menos pormenores, tornando difícil saber-se de antemão o efeito destas condições mais remotas sobre nosso tempo.

      Quando elabora sua previsão, o meteorologista tem de fazer a si mesmo perguntas tais como: Será que este centro de baixa pressão continuará na mesma velocidade amanhã? Ou talvez diminua de passo ou se desvie? Existe qualquer indicação de que a turbulência está diminuindo e talvez desapareça? Será que a aproximação da “baixa” de uma “alta’, estacionária interferirá nela? Qual provavelmente prevalecerá?

      Longe de ser simples questão de adivinhação, contudo, a previsão do tempo é uma arte que envolve pormenorizado conhecimento e perícia. Seu meteorologista pode deveras ajudá-lo a planejar atividades de antemão, mas não pode garantir qual será o tempo. E agora já sabe por quê. Há muitos fatores além do seu controle.

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