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    • uma fonte de conforto para os cristãos. À base de sua própria experiência, podem encorajar e confortar a ainda outros, o seu exemplo de fidelidade e as expressões de sua convicção inspirando tais pessoas a igualmente permanecerem fiéis. — 2 Cor. 1:3-6.

      O próprio Paulo sentia apreço pelo conforto que recebia dos co-crentes enquanto ele aguentava tribulações. Ele elogiou os cristãos filipenses por assim agirem: “Agistes bem em vos tornardes parceiros meus na minha tribulação.” (Fil. 4:14) Mostrando genuíno interesse por Paulo, detido em Roma, eles o ajudaram a suportar sua tribulação por auxiliá-lo materialmente. — Fil. 4:15-20.

      Há ocasiões, contudo, em que certas pessoas se tomam temerosas por causa da tribulação sofrida por outros. Tendo isto presente, Paulo incentivou os cristãos efésios: “Peço-vos que não desistais por causa dessas minhas tribulações em vosso benefício, pois estas significam glória para vós.” (Efé. 3:13) As perseguições ou tribulações sofridas por Paulo resultaram de seu ministério aos efésios e a outros. Por este motivo, ele podia falar sobre elas como tribulações ‘em beneficio deles’. A perseverança fiel de Paulo sob tais tribulações significava “glória” para os cristãos efésios, pois demonstrava que valia a pena perseverar por aquilo que eles possuíam como cristãos (incluindo as promessas seguras de Deus e o precioso relacionamento deles com Jeová Deus e seu Filho, Cristo Jesus). (Compare com Colossenses 1:24.) Caso Paulo, como apóstolo, tivesse desistido, isto teria significado desonra para a congregação. Outros poderiam ter tropeçado. — Compare com 2 Coríntios 6:3, 4.

      A “GRANDE TRIBULAÇÃO”

      Ao responder à pergunta de seus discípulos a respeito do sinal de sua presença e da terminação do sistema de coisas, Jesus mencionou uma “grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”. (Mat. 24:3, 21) Como revela o cotejo de Mateus 24:15-22 com Lucas 21:20-24, isto se referia inicialmente a uma tribulação que adviria a Jerusalém. O cumprimento se deu em 70 EC, quando a cidade foi cercada pelos exércitos romanos sob o general Tito. Isto resultou em grave fome, e em grandes perdas de vidas. O historiador judeu, Josefo, relata que 1.100.000 judeus foram mortos ou pereceram, ao passo que 97.000 sobreviveram e foram conduzidos ao cativeiro. Esta “grande tribulação” não ocorreu desde então, nem se repetiu sobre Jerusalém.

      Jesus também se referiu a esta tribulação em conexão com a sua vinda em glória: “Imediatamente depois da tribulação daqueles dias, o sol ficará escurecido, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se baterão então em lamento, e verão o Filho do homem vir nas nuvens do céu, com poder e grande glória. E enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e eles ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma extremidade dos céus até à outra extremidade deles.” (Mat. 24:29-31) O termo “imediatamente”, neste trecho, não elimina a possibilidade de um lapso de considerável período de tempo entre a tribulação que sobreveio a Jerusalém, em 70 EC, e os eventos que deviam seguir-se. Escreve o helenista A. T. Robertson: “Esta palavra, comum no Evangelho de Marcos como euthus, causa dificuldades quando se enfatiza o elemento tempo. O problema é saber quanto tempo decorre entre ‘a tribulação daqueles dias’ e os simbolismos vividos do versículo 29. O emprego de en tachei [“brevemente”], em Apoc. 1:1, deve fazer-nos pausar antes de decidirmos. Temos aqui um panorama profético como que em perspectiva reduzida. Os quadros apocalípticos no versículo 29 [de Mateus 24] também exigem a sobriedade de critério. . . . O literalismo não é apropriado para esta escatologia apocalíptica.” — Word Pictures in the New Testament (Quadros Verbais no Novo Testamento), Vol. 1, pp. 192, 193.

      Outros teceram observações semelhantes a respeito do emprego do vocábulo grego traduzido “imediatamente” em Mateus 24:29. Uma nota de rodapé deste texto em The Westminster Version of the Sacred Scriptures (A Versão Westminster das Santas Escrituras) reza: “‘Sem demora’ [imediatamente] é provavelmente aqui ‘um termo de profecia, e não de história’, e, assim, não subentende sequência imediata, a qual, deveras, em qualquer caso, nem sempre deve ser buscada . . . Termos similares são comuns na literatura apocalíptica a fim de introduzir uma nova cena numa série rapidamente mutável de visões: cf. Apoc. xi. 14; xxii. 12.” O comentarista Matthew Henry escreve: “É comum, no estilo profético, falar-se de coisas grandes e certas como estando próximas e bem às portas, apenas para se expressar a grandeza e a certeza delas. . . . Mil anos são, à vista de Deus, apenas como um dia, 2 Ped. iii.8. Insta-se ali, com referência a isto mesmo, e assim se podería dizer que ocorre imediatamente depois.” — A Commentary on the Holy Bible (Comentário Sobre a Bíblia Sagrada), Vol. V, p. 205.

      A evidência bíblica indica que a tribulação advinda a Jerusalém, em 70 EC, apontava para uma tribulação muito maior. Cerca de três décadas depois da destruição de Jerusalém, disse-se ao apóstolo João, referindo-se a uma grande multidão de pessoas de todas as nações, tribos e povos: “Estes são os que saem da grande tribulação.” (Rev. 7:13, 14) Anteriormente, o apóstolo João tinha visto “quatro anjos” que seguravam ventos destrutivos, de modo que se pudesse concluir a selagem dos 144.000 escravos de Deus. Esta selagem evidentemente se vincula ao ‘ajuntamento dos escolhidos’, que Jesus predisse que se seguiria à tribulação sobre a Jerusalém terrestre. (Mat. 24:31) Assim sendo, a “grande tribulação” tem de vir depois de os escolhidos serem ajuntados e ser concluída sua selagem, e quando os quatro anjos soltam os quatro ventos para soprar sobre a terra, o mar e as árvores. (Rev. 7:1-4) O fato de que os duma grande multidão ‘saem da grande tribulação’ mostra que eles sobrevivem a ela. Isto é confirmado por uma expressão similar utilizada em Atos 7:9, 10: “Deus estava com [José], e o livrou de todas as suas tribulações.” Ser José livrado de todas as suas tribulações significava, não só que conseguira suportá-las, mas também que tinha sobrevivido às aflições pelas quais passara.

      É digno de nota que o apóstolo Paulo se referisse como tribulação à execução do julgamento de Deus sobre os ímpios. Escreveu: “Isto toma em conta que é justo da parte de Deus pagar de volta tribulação aos que vos causam tribulação, mas, a vós, os que sofreis tribulação, alívio junto conosco, por ocasião da revelação do Senhor Jesus desde o céu, com os seus anjos poderosos, em fogo chamejante, ao trazer vingança sobre os que não conhecem a Deus e os que não obedecem às boas novas acerca de nosso Senhor Jesus.” (2 Tes. 1:6-8) O livro de Revelação (Apocalipse) mostra que “Babilônia, a Grande”, e a “fera” têm trazido tribulação sobre os santos de Deus. (Rev. 13:3-10; 17:5, 6) Por conseguinte, conclui-se logicamente que a tribulação que sobrevirá à “Babilônia, a Grande” e à “fera” acha-se incluída na “grande tribulação”. — Rev. 18:20; 19:11-21.

  • Tribunal
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    • TRIBUNAL

      Uma corte ou foro de justiça. Esta palavra aparece em algumas traduções da Bíblia em 1 Coríntios 4:3, onde Paulo afirma: “Para mim é um assunto muito trivial o de eu ser examinado por vós ou por um tribunal humano [Gr. , anthropínes heméras].” A expressão grega significa literalmente “dia humano”, e se entende que se refere a um dia afixado, ou dia afixado pelos homens para um julgamento, ou para se proferir uma decisão.

      Paulo reconhecia que certos homens, tais como Apolo, Cefas e ele próprio, pertenciam em certo sentido à congregação coríntia, ou eram servos dela. (1 Cor. 3:21, 22) Todavia, alguns daquela congregação criticavam e julgavam Paulo, atitude oriunda do sectarismo e da carnalidade deles, em vez de espiritualidade, de se voltarem para os homens, em vez de para Cristo. (1 Cor. 9:1-4) Paulo defendeu aptamente seu ministério (1 Cor. 9:5-27), delineando a regra ou conceito geral de que aquilo com que um cristão devia preocupar-se primariamente não era o julgamento de homens, quer fossem eles os coríntios, quer algum tribunal humano, algum dia. Antes, Paulo preocupava-se com o futuro dia de julgamento ou de avaliação por parte de Deus (mediante Jesus), que havia conferido a Paulo a mordomia, em que ele tinha de provar-se fiel. — 1 Cor. 1:8; 4:2-5; Heb. 4:13; veja CADEIRA DE JUIZ (TRIBUNAL).

  • Tribunal De Justiça
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    • TRIBUNAL DE JUSTIÇA

      Jeová Deus, como o Criador do universo, detém a suprema soberania. Segundo reconhecido pela antiga nação de Israel, ele também o é para com o universo, a saber, o Juiz, o Legislador e o Rei. (Isa. 33:22) O cabeça familiar, Abraão, reconheceu-o qual “Juiz de toda a terra”. (Gên. 18:25) Jeová se apresenta como Juiz Supremo num processo legal contra Israel (Miq. 6:2), também num processo legal a favor do Seu povo, contra as nações. (Isa. 34:8) Ele convoca seu povo quais testemunhas num processo que envolve um desafio à sua Divindade por parte dos adoradores de deuses falsos. — Isa. 43:9-12.

      NA SOCIEDADE PATRIARCAL

      O chefe de família era o juiz da família, que abrangia os escravos e todos que viviam sob o teto do chefe de família, assim como Jeová Deus é o grande Chefe e Juiz da família. (Gên. 38:24) As disputas entre as famílias eram solucionadas entre os chefes de família, quando era possível resolvê-las pacificamente.

      SOB A LEI

      Com o Êxodo dos israelitas do Egito, Moisés, como representante de Jeová, tornou-se juiz. De início, ele tentava decidir todos os casos, que eram tão numerosos que ele se mantinha ocupado desde a manhã até a noitinha. Seguindo o conselho de Jetro, Moisés nomeou homens capazes como chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez. (Êxo. 18:13-26) Moisés estabeleceu assim um eficaz sistema judicial para prover justiça a um conjunto aproximado de 3.000.000 de pessoas sob seus cuidados. Estes deviam cuidar dos casos comuns, mas qualquer coisa incomumente complicada ou difícil, ou um assunto de importância nacional, devia ser levado a Moisés ou ao santuário perante os sacerdotes.

      Os homens escolhidos quais juízes deviam ser homens capazes, fidedignos, tementes a Jeová, odiando o lucro injusto. (Êxo. 18:21) Eram, em geral, chefes de família e cabeças tribais, anciãos da cidade em que atuavam quais juízes. Os levitas, que foram postos à parte por Jeová como instrutores especiais da Lei, também serviam de forma destacada como juízes. — Deut. 1:15.

      Visto que os juízes deviam ser homens retos, que julgassem segundo a lei de Jeová, eles representavam a Jeová. Por conseguinte, colocar-se diante dos juízes era considerado como colocar-se diante de Jeová. (Deut. 1:17; 19:17; Jos. 7:19; 2 Crô. 19:6) O termo “assembléia” ou “congregação”, na maioria dos casos,

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