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Estamos realmente nos “últimos dias”?A Sentinela — 1979 | 15 de janeiro
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as grandes potências jogam — por meio de desarmamento sério e substancial, limitações de bases, do tráfico global de armas, de operações ocultas — ou o jogo em que estamos acabará numa guerra nuclear em nosso tempo.”
No entanto, há atualmente um povo que não participa neste “jogo”. Trata-se do grupo internacional conhecido como Testemunhas de Jeová. Se ‘aprendessem a guerra’, seriam lançadas contra seus irmãos cristãos em outras partes do mundo. Preferem cultivar o amor ao próximo, cristão, e a toda a humanidade, participando assim no cumprimento da profecia de Miquéias. A neutralidade das Testemunhas lhes tem granjeado o respeito em muitas partes da África, na Irlanda, no Líbano e em outros lugares, onde a religião tem dividido o povo em facções militantes. Por coerentemente ‘forjarem das espadas relhas de arado’, mesmo sob a pressão da perseguição, os do povo de Jeová se identificam como cumprindo esta profecia “na parte final dos dias”.
Felizmente, “na parte final dos dias” há um povo na terra, mundialmente unido no vínculo do amor, que está decidido a andar, não segundo os “deuses” da religião sectária, mas no precioso nome de ‘Jeová, seu Deus’, para sempre. (Miq. 4:5) Eles acreditam firmemente, à base de profecia cumprida, que estamos vivendo nos “últimos dias”, e que, conforme Pedro o descreveu, “o dia de Jeová virá como ladrão”, para destruir o sistema iníquo que agora controla a terra de Deus. Por isso, diligenciam acatar a admoestação:
“Visto que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que sorte de pessoas deveis ser em atos santos de conduta e em ações de devoção piedosa, aguardando e tendo bem em mente a presença do dia de Jeová.” — 2 Ped. 3:10-12.
Este “dia” não acabará com ‘andarem no nome de Jeová, seu Deus’, visto que esperam fazer isso para sempre. Portanto, na expectativa da maravilhosa provisão de Jeová, duma nova ordem, fazem o máximo para se mostrarem dignos de entrar neste tempo glorioso. Sua brilhante esperança é expressa nas palavras adicionais de Pedro:
“Há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes há de morar a justiça.” (2 Ped. 3:13)
Esta é uma esperança real, uma esperança presente, porque toda a evidência indica que estamos realmente nos “últimos dias” do atual sistema mundial. É urgente que os reconheçamos como tais.
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Quão urgentes são os nossos tempos?A Sentinela — 1979 | 15 de janeiro
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Quão urgentes são os nossos tempos?
“Sereis pessoas odiadas por todos, por causa do meu nome [o de Jesus]. Mas aquele que tiver perseverado até o fim é o que será salvo.” — Mar. 13:13.
1. Que tribulação predisse Jesus para o povo de Deus, em quem se cumpriu isso, e como?
JESUS disse, como parte de sua emocionante profecia sobre a “terminação do sistema de coisas”: “Então vos entregarão a tribulação e vos matarão, e sereis pessoas odiadas por todas as nações, por causa do meu nome.” (Mat. 24:9) Em que único povo cumpriram-se estas palavras nos tempos modernos? Ora, nas testemunhas cristãs de Jeová! Dentre todos os grupos religiosos, só elas se destacam como os perseguidos por nazistas, comunistas, ditaduras militares e até mesmo pelos chamados países democráticos, em toda a terra.
2. Como foi esta questão enfrentada pelas Testemunhas de Jeová na África? (Sal. 37:39)
2 Nos últimos anos, a fé inabalável das Testemunhas malauis, em face de matanças, estupros, espancamentos e encarceramentos, granjeou o respeito e a admiração não só de seus irmãos espirituais, mas também de pessoas cônscias da liberdade, em toda a parte. Embora a situação possa ter melhorado um pouco em Malaui, outros países africanos relatam crescente perseguição.
Uma nova nação ordenou que todos os seus cidadãos usem distintivos políticos. Em outro país, na noite da Comemoração da morte de Cristo, um falso “irmão” traiu a congregação, de modo que a polícia veio e cercou o lugar de reunião, concentrando suas forças, por algum motivo, perto da entrada dos fundos. Quando se deu o alarme, as Testemunhas encontraram a porta da frente desprotegida, de modo que todos, com exceção de dois, puderam escapar e espalhar-se pela noite adentro. Esses dois cristãos foram cruelmente espancados, mas a sua fé não vacilou e eles deram um esplêndido testemunho no tribunal.
Em mais outro país, Testemunhas leais, que se negaram a clamar lemas patrióticos, foram espancadas e expulsas de suas aldeias. A algumas se disse, zombeteiramente: “Podem ir a qualquer lugar, até mesmo a seu Jeová.” Ali se tornou cada vez mais difícil viajar, e superintendentes viajantes foram presos. Todavia, não há falta de “alimento” espiritual nos campos de prisão. Essas Testemunhas assediadas tiveram até mesmo participação nas assembléias “Fé Vitoriosa”, no ano passado.
Outro país africano relata que 22 Testemunhas foram presas, acusadas falsamente de atividade política, terrivelmente espancadas, despidas até a roupa de baixo e encarceradas nesta condição seminua por um mês. Em outro país, três foram espancados até à morte, e diversos outros sentenciados à morte, por causa da questão da neutralidade; a sentença foi apelada. Também em certo país africano, um sacerdote copta fez a acusação falsa de que as Testemunhas de Jeová estavam envolvidas na política do Oriente Médio, causando assim o encarceramento de 13 homens e 20 mulheres das Testemunhas, sendo que uma delas estava grávida e outra tinha consigo a sua filhinha.
3. Como demonstra o povo de Jeová a sua fé?
3 Embora se mencionem aqui especialmente acontecimentos mais recentes na África, muitos outros países da terra têm fechado o cerco às Testemunhas de Jeová, de modo que a pregação regular e a programação de assembléias cristãs têm ficado mais difíceis. Os missionários foram expulsos de diversos países, e tornou-se mais difícil enviar missionários a campos novos. É exatamente como Jeová predisse por intermédio de seu profeta Jeremias: “Por certo lutarão contra ti.” Estão fazendo exatamente isso! Mas, apesar da amarga propaganda e perseguição, o povo de Jeová continua a dar um testemunho cabal. Tem plena fé na promessa de Jeová: “Não prevalecerão contra ti, pois ‘eu [Jeová] estou contigo . . . para te livrar’.” — Jer. 1:19.
“ASSIM COMO ERAM OS DIAS DE NOÉ”
4. Por que podia Noé perseverar? (Tia. 1:2-4)
4 O patriarca Noé foi um dos que atravessaram tempos especialmente provadores. Seu trabalho especial na preparação para o dilúvio durou possivelmente uns 60 anos — aproximadamente o mesmo tempo que a nossa pregação do reino estabelecido de Deus nos tempos modernos. Embora a terra viesse “a estar arruinada à vista do verdadeiro Deus, e . . . cheia de violência”, Noé pôde perseverar porque depositou fé na sua obra. Iguais às Testemunhas de Jeová dos tempos modernos, continuou a servir zelosamente como “pregador da justiça”. — Gên. 6:11; 2 Ped. 2:5.
5, 6. (a) Que comparações devem ser observadas entre os dias de Noé e os nossos? (b) Em que devem ficar absortos os cristãos, e por quê?
5 No entanto, a maioria das pessoas, lá naquele tempo, eram iguais ao mundo da humanidade hoje em dia. “Não fizeram caso, até que veio o dilúvio e os varreu a todos.” Segundo a versão de Lucas, referentes às mesmas palavras de Jesus:
“Comiam, bebiam, os homens casavam-se, as mulheres eram dadas em casamento, até aquele dia em que Noé entrou na arca, e chegou o dilúvio e destruiu a todos.”
Atualmente, um mundo iníquo, de mentalidade igual, enfrenta a culminante “grande
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