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  • Tensão — o que pode fazer a respeito?
    Despertai! — 1976 | 22 de fevereiro
    • combater a tensão. Consideremos brevemente algumas delas.

      O VALOR DO CONCEITO EQUILIBRADO

      Se a tensão for um problema, poderia ajudá-lo um conceito mais equilibrado da vida? Considere o conselho do Dr. Aaron T. Beck com respeito ao tipo do executivo da “faixa média”:

      “Suas dificuldades são um produto da ênfase excessiva às realizações e à noção de que o valor pessoal depende de quanto consegue realizar. Em seu ponto extremo, as realizações se tornam uma questão de vida ou morte para ele, e constantemente gera ansiedade, exatamente como se o machado estivesse prestes a descer a qualquer momento.

      “Se puder desenvolver uma atitude mais saudável quanto às realizações — aprender, por experiência, que é algo bom de se conseguir, mas que é um extra opcional, e não algo essencial à existência ou de valor pessoal — então terá menos probabilidade de sentir o estresse de perseguir um alvo.”

      Um dos homens mais sábios dos tempos antigos contribuiu com similar sentimento para as Escrituras inspiradas, ao escrever: “E eu mesmo vi todo o trabalho árduo e toda a proficiência no trabalho, que significa rivalidade de um para com o outro; também isto é vaidade e um esforço para alcançar o vento. Melhor é um punhado de descanso do que um punhado duplo de trabalho árduo e um esforço para alcançar o vento.”

      A emoção da ira talvez seja a pior como causa da tensão. Muitos já caíram mortos em resultado de ataques cardíacos provocados por acessos de ira. Inclina-se a ser irritadiço? Se assim for, ser-lhe-á de ajuda adquirir um conceito mais equilibrado, compreendendo que ‘estourar’ não é sinal de vigor, e sim de fraqueza. O provérbio bíblico declara sabiamente: “Melhor é o vagaroso em irar-se do que o homem poderoso, e aquele que controla seu espírito, do que aquele que captura uma cidade.” (Pro. 16:32) Depois de tratar-se com um psicoterapeuta, um rapaz que agredira de modo físico mais de vinte pessoas, admitiu: “Agora compreendo que um verdadeiro homem pode cuidar de seus problemas sem uma briga.”

      Apontando um princípio seguro para desarraigar de nossa vida a tensão indevida, o Dr. Selye observou numa entrevista:

      “As duas grandes emoções que provocam a ausência ou a presença do estresse são o amor e o ódio. A Bíblia frisa vez após vez este ponto. A mensagem é que, se não modificarmos de algum modo nosso egoísmo inato, suscitaremos o temor e a hostilidade em outras pessoas — o que não é um ambiente muito favorável em que existir! Inversamente, quanto mais modificarmos esse egocentrismo, tanto mais persuadiremos as pessoas a nos amar, ao invés de nos odiar, tanto mais seguros ficaremos, e tanto menos estresse teremos de suportar.”

      SERÁ DE AJUDA A MUDANÇA DE RITMO?

      Que dizer de sua rotina diária? Se for como muitos operários de fábrica que trabalham em linhas de montagem, é provável que a repetição das mesmas tarefas, dia após dia, o deixe abatido às vezes. O que pode fazer para diminuir a tensão em sua vida?

      Se seu atual emprego não cumpre um propósito especial que contrabalance seus aspectos indesejáveis, será que mudar para um emprego que se ajuste melhor à sua personalidade melhoraria as coisas para você? Se tal mudança não lhe criar dificuldades econômicas, poderá verificar que fazer as coisas de que gosta reduzirá o estresse em sua vida.

      Amiúde, porém, a mudança de emprego está fora de questão, como no caso das donas-de-casa. Se a sua circunstância for essa, talvez verifique ser de ajuda executar as tarefes mais desagradáveis primeiro, deixando as últimas horas para os deveres mais agradáveis. Também, a mudança de ritmo de tempos a tempos é uma necessidade para impedir o acúmulo da tensão. Uma breve caminhada, uma soneca de meia hora ou simplesmente ficar olhando pela janela por alguns minutos talvez opere maravilhas para a pessoa tensa. Cuide, contudo, de não ter tantas pausas que se torne frustrado por falta de consecução. Isto agravaria, ao invés de aliviar, a tensão.

      Talvez até mesmo haja melhor meio de procurar saudável mudança de ritmo. Comenta o Dr. Selye: “Verificamos que, quando se torna impossível concluir determinada tarefa, o desvio . . . é freqüentemente tão bom — se não for melhor que — o descanso.” Um passatempo tal como escrever, pintar, tricotar, trabalhar na oficina, ou algum outro empreendimento que ache interessante pode reduzir a tensão.

      E não subestime o valor do exercício físico. Escreve o Dr. Carruthers: “A maioria dos fatores de risco conhecidos, nas doenças do coração, tais como os altos níveis de gordura no sangue, alta pressão sangüínea, intolerância ao açúcar e rápida coagulação sangüínea, segundo verificado, diminuem em programas de treinamento físicos apropriados. Os pacientes também aparentam melhora e sentem-se melhores, enfrentam melhor as coisas em casa e no trabalho e dormem mais profundamente à noite.” Cortar um pedaço de lenha, pintar um quarto, andar de bicicleta, vigorosa e revigorante nadada, deveras, qualquer atividade física pode contribuir muito para aliviar a tensão.

      Durante seus anos formativos, os jovens são especialmente suscetíveis ao estresse. O Dr. Aaron T. Beck explica como os pais podem ajudar seus filhos a enfrentar a tensão:

      “Minha própria atitude é que, ao passo que é bom manifestar muito amor pelo filho, isso não basta. . . . O que precisam é da oportunidade de confrontar vários problemas quando são jovens e aprender a enfrentá-los. . . . O genitor não deve enfrentar tudo pelo filho. A idéia é fazer disso uma experiência de aprendizagem, de modo que a criança possa solucionar tipos similares de problemas que surjam mais tarde.”

      Evite Tornar Piores as Coisas

      Não poderá evitar certa medida de tensão em sua vida. Mas, torna as coisas piores do que precisam ser? Sabe-se, para exemplificar, que o uso do fumo coloca uma carga extra sobre o coração. Certo estudo indicava que a cafeína do café aumenta a secreção dum hormônio do estresse em pessoas muito agitadas, embora não faça isso para as pessoas descontraídas em casa. E o que dizer de comer demais e do abuso do álcool? A Bíblia, em Lucas 21:34, associa tais excessos com as “ansiedades da vida”. Poderia o abandono de alguns hábitos e a modificação de outros resultar em menos tensão em sua vida?

      Há outra causa da tensão do dia-a-dia que muitas pessoas poderiam facilmente evitar. Qual é? O automóvel. Testes feitos com motoristas que antes sofreram ataques cardíacos mostraram uma taxa de 180 pulsações por minuto enquanto estavam atrás do volante, que é tão alta quanto a dos volantes de corridas. Poderia a substituição de parte das saídas de carro pelo caminhar, andar de bicicleta ou pelo uso de transporte público reduzir o estresse da sua vida,

      Uma forma de evitar tornar as coisas piores quando está sob estresse é não assumir responsabilidades adicionais desnecessárias. Para exemplificar, se atualmente sofre grave doença em sua família, seria tolo fazer grandes mudanças em sua vida, tais como mudar de casa ou de empregos, até que a doença tenha passado.

      Muitas situações que geram tensão em excesso surgem de forma inesperada. A fim de minimizar os efeitos prejudiciais delas, é preciso treinar a mente de antemão. Excelente princípio encontra-se na Bíblia em Eclesiastes 7:8, 9: “Melhor é aquele que é paciente do que o soberbo no espírito. Não te precipites no teu espírito em ficar ofendido, pois ficar ofendido é o que descansa no seio dos estúpidos.” Reagir de forma branda quando se é provocado talvez beneficie o antagonista, também, pois as Escrituras também declaram: “Uma resposta, quando branda, faz recuar o furor.” — Pro. 15:1.

      Em suma, o que pode fazer a respeito da tensão? Se emanar de uma atitude mental, mude tal atitude. Procure uma mudança de ritmo de sua rotina regular mediante pausas periódicas, mediante a atividade física ou por manter um passa tempo construtivo. Se possível, evite situações agravantes, que produzem estresse, e prepare-se de antemão para o estresse inesperado.

  • Quando um fungo se instala — em você
    Despertai! — 1976 | 22 de fevereiro
    • Quando um fungo se instala — em você

      ALGUNS convidados são aguardados com ansiedade, mas acontece que eu não sou um deles. E, em geral, os convidados fazem questão de não ficarem por mais tempo do que o desejado, mas eu possuo a irritante qualidade de criar raízes, instalando-me indefinidamente em certas pessoas e recusando-me a partir até ser expulso à força. Entre os lugares mais comuns em que me instalo no corpo humano acham-se os pés, em especial entre os artelhos, no couro cabeludo, sob a barba e nas virilhas.

      Quem sou eu! Sou um fungo. E os problemas que causo receberam diversos apelidos — sapinho, tinha e frieira ou pé-de-atleta são os mais comuns.

      Na realidade, pertenço à grande família das coisas vivas do reino vegetal conhecida como fungos, muitos de meus “primos” sendo utilíssimos à espécie humana. Entre meus parentes acham-se os cogumelos comestíveis, tão queridos dos mestres-cucas e dos gastrônomos, bem como os fermentos dos padeiros e dos cervejeiros. Outros de nossa família são responsáveis pelo queijo azul e pelo queijo Roquefort.

      E não se deve desperceber o papel que alguns membros de nossa família têm na forma de antibióticos. Quem não ouviu falar do bem realizado pela penicilina, em resultado da qual muitas pessoas hoje sobrevivem à pneumonia e outras moléstias que, em tempos passados, tão amiúde resultavam fatais! Mas, quanto a mim mesmo, muito embora faça o máximo para me aproximar das pessoas, de alguma forma minha amabilidade não parece ser apreciada.

      Nós, da família dos fungos, diferimos da vegetação comum no sentido de que não contemos clorofila. Portanto, não podemos fabricar nosso próprio alimento do sol e do solo, como fazem a maioria das plantas. Ao invés, mantemo-nos vivos por nos alimentar de matéria orgânica. A maioria de nós se alimenta de matéria viva, razão pela qual somos classificados como parasitas, mas alguns de nós também subsistem de matéria orgânica morta. Tem-nos visto crescer no pão velho ou no queijo, ou como mofo em armários úmidos, ou como carvão ou ferrugem do milho ou trigo.

      Achamos mui agradável viver o ano todo em áreas tépidas e úmidas tais como a Flórida, o Havaí, o Pacífico Sul e outras áreas tropicais semelhantes. Alguns de nós também pululamos em zonas temperadas, durante os meses quentes do verão, quando a atividade estrênua nos esportes de um tipo ou de outro tende a saturar as pregas da pele de umidade e tornar a pele encharcada e suscetível à nossa reprodução.

      Podemos crescer quase em toda parte da areia ou do solo, uma vez que haja nutrientes; e, quando anda descalço pelas praias ou piscinas, faz-nos um convite aberto de entrarmos e nos alojarmos em

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