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Despertai! — 1975
g75 8/12 pp. 27-28

Qual É o Conceito da Bíblia?

Que tal um joguinho de cartas?

HÁ CENTENAS de jogos de cartas. Vão desde a paciência, que envolve apenas uma pessoa, até o pôquer, com até dez jogadores. Milhões de pessoas amiúde gastam horas em jogos de cartas que envolvem a perícia ou a “chance”. Quando alguém lhes pergunta: “Que tal um joguinho de cartas?”, mostram-se dispostas a participar.

Todavia, outros ficam pensando: Será correto jogar cartas? Existem princípios bíblicos a considerar, ao decidir se se deve fazê-lo?

A pessoa talvez se preocupe em especial com a origem das cartas de jogos. Provavelmente, seu uso começou no Industão por volta do ano 800 de nossa Era Comum. As cartas dum baralho atual são pedaços finos e retangulares de cartolina que trazem certos números e figuras. Cinqüenta e duas cartas constituem o baralho mais comumente usado, que se divide em quatro naipes de treze cartas. Três em cada naipe representam quer um rei, uma dama ou valete, representações que provavelmente datam da Idade Média.

É objetável jogar cartas porque trazem gravuras dum rei ou duma dama? Não, visto que reis e damas (rainhas) são mencionados na Bíblia, e os humanos que detêm tais posições são respeitados pelas pessoas piedosas. Mas, naturalmente, não seria em harmonia com as Escrituras fazer de qualquer gravura um objeto de adoração. O apóstolo João escreveu aos concristãos: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.” (1 João 5:21) No entanto, não é costumeiro que as pessoas reverenciem as figuras das cartas dum baralho comum. Mas, naturalmente, qualquer pessoa com a consciência treinada não usaria cartas que trouxessem gravuras imorais. (Mat. 5:27, 28) Comumente, porém, cartas desse tipo não são usadas pelos jogadores de cartas.

Outros talvez concluam que todo jogo de cartas é errado porque pode produzir rivalidades. Escreveu o apóstolo Paulo: “Se estamos vivendo por espírito, continuemos também a andar ordeiramente por espírito. Não fiquemos egotistas, atiçando competição entre uns e outros, invejando-nos uns aos outros.” (Gál. 5:25, 26) As pessoas que se submetem à influência do espírito santo ou força ativa de Deus empenham-se em evitar o espírito competidor, motivado pelo egoísmo e que move a pessoa a desafiar outros, de modo a provar que é melhor do que eles. Mas, nem todas as pessoas que jogam cartas têm tal atitude de competição.

Naturalmente, se se desenvolver um espírito altamente competitivo em seu coração, ao disputar qualquer jogo, deve empenhar-se em combater tal sentimento. Talvez até mesmo decida que sua natureza emocional é tal que seria melhor não jogar bola, cartas, ou algum outro jogo. Mas, naturalmente, isso não significa que todos os outros tenham uma atitude muito competitiva ao jogar. Talvez joguem por prazer e com consciência limpa perante Deus e os homens.

Alguns jogadores de cartas confiam na sorte, apelando para a “Dona Sorte”. Será isso correto? Não, segundo as Escrituras. Deus avisou a seu povo da antiguidade: “Vós sois os que abandonais a Jeová, os que vos esqueceis do meu santo monte, os que pondes em ordem uma mesa para o deus da Boa Sorte e os que estais enchendo vinho misturado para o deus do Destino. E eu vou destinar-vos à espada.” (Isa. 65:11, 12) Tais circunstâncias envolviam a adoração falsa, mas que é incorreto confiar na sorte não pode ser ignorado por alguém que deseja a aprovação divina. Todavia, nem todos os jogadores de cartas confiam na sorte.

Certas pessoas talvez se preocupem com a questão do tempo. Se jogar cartas for mais do que atividade ocasional, pode consumir tanto tempo que se negligenciem assuntos mais importantes. No entanto, isso também pode acontecer se se gastar tempo demais jogando bola ou comparecendo a concertos. Assim, as pessoas devotadas a Deus refreiam-se sabiamente de pôr de lado o estudo da Bíblia e as coisas espirituais em favor de quaisquer destas atividades. Antes, ‘compram o tempo oportuno, porque os dias são iníquos’.’ (Efé. 5:15, 16) Obviamente, porém, se uma família participa ocasionalmente em jogos de cartas e tal atividade não domina sua vida, não estão, necessariamente, fazendo algo espiritualmente incorreto.

Isso não significa, contudo, que todos os jogos de cartas se harmonizem com os princípios bíblicos. Os participantes de certos jogos de cartas se empenham em jogos de azar. Talvez arrisquem dinheiro, esperando ganhar somas maiores. Quer a pessoa ganhe quer perca, gradualmente seu domínio próprio pode ser minado. Talvez anseie jogar mais amiúde, não como diversão, mas para ganhar. A falta de consideração pelos outros se desenvolve facilmente em seu coração. O ganhador não se preocupa com seus parceiros de jogo talvez terem trabalhado arduamente para conseguir o dinheiro que ele alegremente toma deles sem trabalhar por ele. Logo a ganância declarada se apodera do jogador, e ele talvez até recorra à desonestidade no empenho de ganhar.

São tais atitudes aprovadas pela Bíblia? Bem, ao passo que o jogador de cartas a dinheiro talvez perca o autodomínio, o servo de Deus deve cultivar tal qualidade. É um fruto do espírito santo de Jeová, como é o amor, que “não procura os seus próprios interesses” de forma egoísta. (Gál. 5:22, 23; 1 Cor. 13:4, 5) Nem é jogar cartas a dinheiro uma forma biblicamente aprovada de se adquirir coisas de valor. A Bíblia recomenda o trabalho com as próprias mãos no emprego honesto, e o apóstolo Paulo exortou aos desordeiros que trabalhassem e assim “comam o alimento que eles mesmos ganham”. — 2 Tes. 3:8-12; Efé. 4:28.

E se se desenvolver a ganância em resultado do jogo de cartas? Ou, suponhamos que o jogador se torne desonesto. Nenhuma dessas caraterísticas condiz com a pessoa que reverencia a Jeová. Os “gananciosos” acham-se entre os injustos que não “herdarão o reino de Deus”. (1 Cor. 6:9, 10) Ademais, as pessoas piedosas se empenham em comportar-se “honestamente em todas as coisas”. — Heb. 13:18.

Bem, suponhamos que não tivesse objeção a certos jogos de cartas, mas soubesse que a consciência de outrem ficaria atribulada se jogasse cartas na presença dele. Talvez decidisse deixar de jogar na presença dessa pessoa. O apóstolo Paulo, que mostrou consideração pela consciência de outros, orou para que os concrentes agissem com discernimento, de modo a ‘certificar-se das coisas mais importantes, e não fazer outros tropeçar’. — Fil. 1:9, 10; compare com 1 Coríntios 8:13.

Por certo, então, há importantes fatores a considerar quando alguém pergunta: “Que tal um joguinho de cartas?” Os jovens, por certo, devem primeiro considerar o assunto com seus pais, que talvez queiram ou não que eles participem. Se for adulto, contudo, é bom compreender que se deve participar pessoalmente ou não é algo para cada um decidir.

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