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  • A teologia da libertação — ajudará mesmo os pobres?
    Despertai! — 1987 | 8 de novembro
    • em pobreza, devido à “injustiça social”. Quarenta por cento da população, segundo se afirma, só consegue atingir “níveis mínimos de subsistência”, ao passo que apenas 18 por cento possuem uma “dieta alimentar equilibrada”.

      ◻ Uma notícia declara que, na Guatemala 80 por cento da terra cultivável pertence a apenas 2 por cento da população. Das crianças com menos de cinco anos, 81 por cento sofrem de desnutrição. Nos últimos 30 anos, houve 100.000 atos de violência política e 38.000 seqüestros.

      ◻ Nas Filipinas, 2 por cento da população possui 75 por cento das riquezas. “Se não solucionarmos isso”, afirma a freira filipina Mary John Mananzan, “não solucionaremos coisa alguma!”.

      Diz-se que as pessoas em muitas terras vivem em constante temor das autoridades, dos exércitos não-oficiais, e de grupos de “justiceiros”. Milhares de pessoas se refugiaram, em países vizinhos.

      É por isso que alguns prelados católicos estão “tomando o lado dos pobres”. “Ouvimos muita coisa sobre confessores, virgens, e profetas”, diz Boff, mas “que dizer dos lavradores e dos operários?” Todavia, o que prescrevem os teólogos da libertação para solucionar esta situação? O que significa ‘tomar o lado dos pobres’?

      A Luta no Terceiro Mundo

      “A pobreza é uma injustiça”, argumentam os teólogos da libertação. Assim, a “opção preferencial pelos pobres” visa “ajudá-los a ter uma vida digna, a que eles têm direito”.

      Em seu livro The Power of the Poor in History (O Poder dos Pobres na História), o peruano Gustavo Gutiérrez, considerado o pai da teologia da libertação, afirma que “hoje em dia, mais do que nunca, é importante pertencer àqueles que resistem, que lutam, que crêem e que têm esperança”. Mas, segundo os teólogos da libertação, isto somente é possível por se “conseguir a justiça social, através de profundas transformações estruturais da sociedade”. Como isto está sendo feito em algumas partes do mundo?

      ◻ No Haiti, diz-se que a Igreja Católica ajudou a derrubar a “tirania” de Duvalier.

      ◻ Informa-se que o Cardeal Jaime Sin, de Manila, fez “mais do que qualquer outra pessoa, nas Filipinas, para derrubar a ditadura de Ferdinand Marcos”.

      ◻ Explica Bonganjalo Goba, da África do Sul: ‘Nossa experiência é de pessoas que chegam com a Bíblia em uma das mãos e um revólver na outra, prometendo construir uma igreja para Deus, caso ele nos conceda a terra’.

      Mas a pobreza é apenas um dos problemas. O analfabetismo, o desemprego, a fome e a doença também são os resultados de um deficiente sistema socioeconômico em muitos países. Como conseqüência disso, os pobres e os oprimidos estão contra-atacando.

      Todavia, como é que os teólogos da libertação, tais como Gutiérrez e Boff, arrazoam sobre a questão usando a Bíblia?

      Os Teólogos da Libertação e a Bíblia

      “A libertação é parte essencial da Bíblia”, explica o sacerdote católico sul-coreano, Augustine Ham Sei Ung. Mas, a fim de explicar isto, Gutiérrez afirma que “a história . . . precisa ser relida do ponto de vista dos pobres”.

      Assim, os teólogos da libertação afirmam que certos relatos bíblicos, tais como o da “libertação de Israel”, são ações políticas. “Deus . . . se revela através . . . dos ‘pobres’ e dos ‘pequeninos’”, afirma Gutiérrez. “Se a igreja deseja ser fiel a . . . Deus . . ., ela tem de conscientizar-se de baixo para cima, de entre os pobres do mundo.” Portanto, “o amor de Deus por seu povo”, arrazoam, “poderia ser manifesto politicamente” hoje em dia também.

      O que pensam os teólogos da libertação sobre a relação entre a Bíblia e a política? Leonardo Boff explicou a Despertai! que “a função da Bíblia não é ser um livro de inspiração de métodos políticos e de alternativas políticas; antes, a Bíblia é uma fonte de inspiração na busca de relacionamentos humanos mais justos”. Todavia, quais são os resultados da participação dos clérigos nas reformas sociais?

      A violência muitas vezes conduz à morte. Não se deve desperceber a realidade de que, durante séculos, o clero pôs e dispôs quanto à política do mundo. Alinhou-se com os reis da Terra e com ditadores, ou com as classes elitistas dominantes que esmagavam os pobres. Como resultado, ceifaram-se muitas vidas.

      Uma “Opção Pereferencial”?

      “Os modernos “movimentos de libertação” não constituem exceção. Eles, também, levam a muitas mortes. Como Gustavo Gutiérrez admite: “Hoje em dia, a fome e a exploração que se agravam, bem como o exílio e o encarceramento . . ., a tortura e a morte . . ., são o preço a ser pago por se ter rebelado contra uma opressão secular.”

      Assim, na realidade, nenhuma teologia humana consegue remover a angústia da humanidade. Enquanto existirem a ganância e o ódio, haverá necessidade de algo melhor. Mas existe uma opção melhor para os pobres?

  • Um dilema para os católicos sinceros
    Despertai! — 1987 | 8 de novembro
    • Um dilema para os católicos sinceros

      Em 1984, o Vaticano expediu uma instrução que condenava a teologia da libertação, e Leonardo Boff, um dos “mais controversiais” teólogos católicos, foi sentenciado a um ano de “silêncio obsequioso” — punição imposta pela Igreja, que o proibia de publicar livros ou de dar entrevistas, ou de promover, de qualquer modo, sua teologia sob suspeição.

      Mas, em 1986, um mês antes de terminar o ‘ano de silêncio’, concedeu-se anistia a Boff. Expediu-se a Instrução Sobre a Liberdade Cristã e a Libertação, que declarava ser “plenamente legítimo que aqueles que sofrem opressão por parte dos detentores da riqueza ou do poder político ajam, por meios moralmente lícitos . . .”. O recurso à “luta armada” foi aprovado como “remédio último”. Estaria a Igreja corrigindo a si mesma?

      Não, de acordo com o autor da nova instrução, o Cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Sagrada Congregação Para a Doutrina da Fé, do Vaticano. “A primeira instrução não perde nada de seu valor”, declarou ele. “O segundo documento é uma continuação.” Mas outras pessoas, tais como o pessoal da imprensa, definem a segunda instrução como uma “nova posição sobre a ‘teologia da libertação’”. Qual a razão dessa incoerência?

      O criterioso fraseado da nova instrução pode ser interpretado de várias formas. Por exemplo, declara que “não cabe aos pastores da Igreja intervir diretamente na construção política e na organização da vida social”. Como a revista Newsweek observa com perspicácia: “Esse tipo de linguagem oferece muita margem de manobra para prelados astutos.”

      Uma notícia afirma que ‘virtualmente todos na Igreja podem achar algo com que possam concordar’. Um liberacionista, como Gutiérrez, podia então dizer que “a teologia da libertação é um sinal dos tempos na América Latina, e a Igreja a reconhece como tal”, ao passo que um católico conservador podia regozijar-se de que sua Igreja ainda se “opõe fortemente ao coletivismo marxista para a negação da liberdade do homem”. Todavia, os vários conceitos da teologia da libertação colidem com a tradição eclesial, e continuam a lançar os católicos-romanos uns contra os outros.

      No entanto, o apóstolo Paulo admoesta aos verdadeiros cristãos: “Guardai a concórdia uns com os outros, de sorte que não haja divisões entre vós; sede estreitamente unidos no mesmo espírito [“crença”, ed. em inglês] e no mesmo modo de pensar.” “Estejai unidos em vossas convicções . . . tendo um propósito em comum e uma mente em comum.” (1 Coríntios 1:10; Filipenses 2:2)a Em que acredita? Estão os católicos-romanos ‘unidos em suas convicções’?

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