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  • O Paraíso — um lugar desejável para se viver
    Despertai! — 1976 | 8 de junho
    • O Paraíso — um lugar desejável para se viver

      QUE quadro lhe vem à mente quando se menciona um paraíso terrestre? Que aparência acha que teria?

      Talvez visualize lindo parque, um local de beleza natural e de paz. Talvez imagine árvores e flores em grande variedade, bem como muitas aves e animais que possa apreciar. Tal quadro mental é compreensível, pois em muitas línguas a palavra “paraíso” provém de palavras antigas que significam um parque arborizado ou um jardim semelhante a um parque.

      No entanto, ao invés de um parque com fronteiras fixas, que dizer se a terra toda fosse um paraíso? Que aparência acha que teria?

      Por um lado, uma terra paradísica disporia de infindável variedade de vida vegetal e animal, e não seria como hoje, que, em grandes áreas, os homens aniquilaram muitas formas de vida.

      Também haveria deleitosa variedade topográfica. Talvez aprecie visitar uma orla marítima rochosa ou arenosa, livre de lixo ou de poluentes industriais. Ali ouviria o som das ondas e observaria graciosas gaivotas e outra vida marinha. No interior, encontraria uma variedade de florestas, cada qual com seus animais e suas plantas caraterísticos, e todas elas livres dos efeitos da ruinosa exploração por homens gananciosos.

      Naturalmente, haveria montanhas, algumas majestosas e recobertas de neve, outras com suaves encostas, que poderia escalar sem tropeçar em latas de cerveja abandonadas e outro lixo. Além dessas montanhas, haveria as planícies mais áridas. Ao invés de serem regiões desérticas, sujeitas a tempestades de pó, criadas pelo homem, exibiriam sua própria vegetação natural, e abundariam de animais, grandes e pequenos, selvagens, e domésticos. Em outra parte encontraria charnecas com árvores pequenas e arbustos de coloração suave.

      Manter e cultivar tal paraíso global exigiria bastante trabalho, não exigiria? Mas, não se importaria em fazê-lo se não se sentisse frustrado nem oprimido por duro chefão. Poderia aplicar seus esforços e suas habilidades de modo que trouxessem proveito para si mesmo, sua família, e para o restante da humanidade, por cooperarem todos juntos. Seria deleitoso fazer sua contribuição para o paraíso.

      Tendo um quinhão pessoal no paraíso, derivaria prazer duradouro de seu trabalho e das oportunidades de repouso, de viajar e de aprender mais sobre as maravilhas da terra.

      Mas, acha que tudo isso é um sonho fantasioso? Acha que não é possível que a terra inteira se torne um lugar de beleza? Do que já viu e leu, crê que ela caminha na direção oposta — para mais poluição, devastação e ruína?

      Francamente, sombrio como pareça ser o futuro da terra, há sólidas razões para esperar que nosso planeta se torne um paraíso global.

  • Um paraíso global — por que é possível?
    Despertai! — 1976 | 8 de junho
    • Um paraíso global — por que é possível?

      ATUALMENTE, muitas pessoas informadas adotam o conceito: ‘Um paraíso global soa maravilhoso, mas é impossível. A terra jamais poderá ser transformada num paraíso total.’ Inclina-se a concordar?

      É provável que, até certo ponto, esteja a par do que os homens têm feito para despojar nossa terra, aparentemente destruindo qualquer esperança de um paraíso.

      Por exemplo, os homens poluíram nosso ar com fuligem e emanações perigosas. Já respirou isso, não é? Além de prejudicar nossa saúde, isto é prejudicial ao nosso inteiro planeta. Como assim? Certa autoridade relatou ‘que o homem torna pior a situação do tempo por lançar pó, fumaça e outros poluentes na atmosfera’. Diz-se que isto altera o clima e produz mudanças climáticas que expandem os desertos e contribuem para fomes, como aconteceu em data recente em África.

      Não podemos ignorar, tampouco, as outras formas prejudiciais de poluição, que fazem de nossa terra tudo, menos um paraíso. A vida marinha é morta por derramamentos de petróleo. As correntes amiúde estão tão cheias de substâncias químicas que a água é insegura, e os peixes morrem aos milhões. O alimento humano e animal acha-se contaminado pelo mercúrio, cobre, chumbo e DDT.

      Um paraíso global talvez também pareça impossível por causa da devastação já trazida por causa da erosão provocada pelo homem. Os homens devastaram as florestas, desnudaram o solo da vegetação protetora ou esgotaram as pastagens, resultando em milhões de hectares inúteis. Qual é o efeito? Concluiu Bioscience: “Pela primeira vez na história do homem, ele alcançou um estágio em que realmente possui o potencial para destruir o biosistema da terra, quer intencional quer acidentalmente.”

      É Possível a Recuperação?

      Será que a terra foi tão danificada que jamais se poderá recuperar, que jamais se poderá tornar um paraíso? Rene J. Dubos, professor emérito da Universidade Rockefeller, disse neste respeito: “Enfrentamos enormes problemas, a maioria dos quais se agravam. . . . Mas, tornei-me convicto de que estas situações ruins são reversíveis.”

      Já pensou na capacidade da terra de se recuperar? É deveras surpreendente ver como a terra pode gradualmente vencer os danos e os abusos cometidos contra ela. O livro recente Man and Xis Environment: Law (O Homem e Seu Meio Ambiente: Lei) teceu as seguintes observações:

      “O mundo vivo, que reabastece a si mesmo, é na realidade muito mais rico do que qualquer comparação com um depósito de tesouros. A natureza, a menos que rompida em fragmentos explorados, desprovidos de sustento, constantemente se substitui. . . . As qualidades dinâmicas, móveis e renovadoras da natureza retêm sua atividade e zombam de qualquer comparação com o mais rico tesouro humano.”

      Há prova farta da capacidade da terra de se restaurar. Exemplificando, já ouviu falar na ilha de Cracatoa, próxima de Java? Foi despedaçada por uma explosão vulcânica igual a uma bomba-H de 10.000 megatons. O que restou era simples terra estéril, coberta de cinzas e de púmice. Mas, permaneceria Cracatoa um montão de cinzas sem vida? Os biólogos ficaram observando para ver. Em questão de três anos, 26 espécies de plantas se restabeleceram. Dez anos mais trouxeram coqueiros, cana-de-açúcar silvestre e orquídeas. E outros doze anos resultaram em 263 espécies de animais ali. Mesmo sem a ajuda do homem, voltou a ser um paraíso tropical de florestas e lindos pássaros.

      Não é preciso ir a uma ilha distante para ver este processo recuperativo, ou para ver seus resultados. É provável que haja áreas em seu país que tenham sido radicalmente transformadas pela poluição, enchentes, guerras, hábitos de lavoura destrutivos ou pela erosão. Todavia, talvez já se tenham recuperado de tais mudanças ou estejam em vias de fazer exatamente isso.

      Para exemplificar, muitas áreas da Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, transformaram-se em terras de lavoura há uma centúria ou mais. Florestas virgens foram abatidas, removeu-se a vegetação e as rochas foram empilhadas nos lados dos campos. No entanto, à medida que a onda da agricultura se dirigiu para o oeste, tais campos foram abandonados. Dentro em pouco, plantas silvestres começaram a crescer nos campos sem cultivo — ervas daninhas, grama, vara-de-ouro e algumas plantinhas de frutas silvestres. Em questão de alguns anos, bétulas cinzentas podiam ser encontradas e sementes, trazidas pelo vento, de pinheiros-brancos, desenvolveram-se em arbustos. Daí, em torno de alguns dos pinheiros, plantinhas de cereja negra surgiram de sementes caídas de pássaros. Por algum tempo, dominaram os pinheiros. Todavia, essa era uma fase passageira, porque, à sombra de suas copas cerradas, poucos pinheirinhos poderiam arraigar-se. Mas, carvalhos e áceres podiam, de modo que gradualmente substituíram os pinheiros. Mais tarde, embaixo de majestosas árvores de madeiras nobres, algumas cicutas, faias e tílias começaram a crescer. E, à medida que tais mudanças estavam ocorrendo, o tipo de vida selvagem mudava e se ajustava à floresta em mutação.

      Faça um agradável passeio por estas colinas agora, respirando o doce cheirinho da floresta e mantendo alertas os olhos e os ouvidos quanto às formas variadas de vida selvagem. De vez em quando, encontrará uma amurada de pedra em decomposição que testifica silenciosamente o que era tal solo não faz muito tempo. Agora, retornou a floresta.

      Que dizer, contudo, quando os humanos interferem, não apenas transformando uma floresta em terra agrícola por algum tempo, mas ao ponto de poluírem ou estragarem terrivelmente a terra? Pode ela ainda recuperar-se? Há ainda possibilidade de a terra se tornar um paraíso?

      Desolação e Recuperação

      “Poluição no Paraíso” foi o título dum documentário de televisão sobre o terrivelmente poluído Rio Willamette, em Oregon, EUA. O rio tinha sido explorado e danificado pelo homem. Mas, ficou arruinado para sempre? Depois de certas leis acabarem com a mais crassa poluição, o rio se restaurou por si mesmo. Tornou-se um lugar onde se podia nadar, e, mais uma vez, pululava de salmões. Similarmente, um relatório de 1975, mencionando como o Rio Tamisa, da Inglaterra, se recupera, afirma: “Há um ano atrás, o primeiro salmão, em 141 anos, foi retirado do Tamisa. Neste verão, encontrou-se no rio um segundo salmão.”

      Não apenas os lagos e os rios, mas também o solo pode recuperar-se depois que o homem o devastara. Caso visite certas áreas da França, Bélgica e Alemanha, que foram pulverizadas e desnudadas nas guerras mundiais, encontrará agora luxuriantes campos e vicejantes florestas.

      Às vezes o próprio homem pode cooperar efetivamente com os processos restaurativos da terra. Na Nova Zelândia, os primitivos colonos abateram ou queimaram grandes florestas para formar pastos. Mas, em muitos casos, colocaram mais animais para pastar do que os pastos podiam alimentar. Em adição a isso, os coelhos, que o homem introduziu na Nova Zelândia, tornaram-se uma praga, por comerem vegetação necessária para reter o solo. Com que resultado? Erosão em massa — solo estragado. Mais tarde, porém, os conservacionistas do solo trabalharam para impedir danos nas Colinas Tara, até mesmo para inverter o processo. Restauraram a fertilidade por espalhar estrume e semear legumes para pasto, e empenharam-se em controlar o número de coelhos. Com o tempo, as colinas se tornaram pastos de novo, úteis e agradáveis.

      Que dizer do solo que tem sido arruinado pelo homem durante séculos? Pode recobrar-se e tornar-se parte dum paraíso por toda a terra?

      Um caso em pauta é o Oriente Próximo e Médio, e a África do Norte. Talvez imagine esta área em termos do que tem sido nas épocas recentes, ‘dunas de areia, charcos maláricos e colinas desnudas de rocha calcária’. Mas, escrevendo em Scientific American, o agrônomo Walter C. Lowdermilk explicou que a evidência prova que “esta terra certa vez era um paraíso pastoril”, mas que “abusou-se das pastagens por mais de 1.000 anos”. Pense só nisso — um “paraíso pastoril”! Todavia, visto que tem sido devastada por tanto tempo, será que já passou do ‘ponto em que não é mais possível voltar atrás’?

      Representando a Organização de Alimentação e Agricultura da ONU, o Sr. Lowdermilk investigou o que estava sendo feito em Israel. Concluiu que “Israel restaura ao cultivo uma terra prejudicada por um milênio de má utilização”. Sim, com a ajuda e a cooperação do homem, a terra pode recuperar-se até mesmo de séculos de mau uso; pode voltar atrás.

      Teria pensado que “o Oriente Próximo e Médio e a África do Norte” eram certa vez um “paraíso pastoril” e poderiam retornar a tal condição? Isso não é surpreendente se o considerar do ponto de vista bíblico.

      A Bíblia explica que, no início da história humana, o Criador proveu um paraíso ou jardim para o primeiro casal humano. Evidentemente, achava-se na área que agora chamamos de Oriente Médio. O relato histórico sobre isto reza:

      “Ora, o Senhor Deus tinha plantado, desde o princípio, um paraíso de delícias [o Jardim do Éden], no qual pôs o homem que tinha formado. E o Senhor Deus tinha produzido da terra toda a casta de árvores formosas à vista, e de frutos doces para comer; . . . Deste lugar de delícias saia um rio para regar o paraíso.” — Gên. 2:8-10, Soares.

      Nossos antepassados, Adão e Eva, eram responsáveis de cuidar desse jardim ou parque e de estendê-lo até que a terra toda se tornasse um paraíso. — Gên. 1:28; 2:15.

      Os primeiros humanos, porém, rebelaram-se e foram expulsos do paraíso original. Deus disse ao homem: “Maldito é o solo por tua causa. Em dor comerás dos seus produtos todos os dias da tua vida. E ele fará brotar para ti espinhos e abrolhos . . . no suor do teu rosto comerás pão.” — Gên. 3:17-19.

      Realizou-se essa maldição? Certamente que sim. Centúrias mais tarde, Lameque até mesmo falou da necessidade de alívio “da dor das nossas mãos, que resulta do solo que Jeová amaldiçoou”. (Gên. 5:29) Lameque profetizou que o alívio de tal maldição viria nos dias de Noé, e veio mesmo. Por meio dum dilúvio, Deus eliminou os iníquos. Depois disso, Jeová Deus indicou que ele também suspendera a maldição do solo. — Gên. 8:21.

      Devido a isso, partes da terra puderam mais tarde ser descritas como ‘regadas de água, como o paraíso do Senhor’. (Gên. 13:10, Soares) E a Terra Prometida era abundantemente frutífera, deveras, ‘manava leite e mel’. (Núm. 13:23-27; Deu. 8:7-9; 11:10-17) Não é a exatidão desta descrição bíblica confirmada pela conclusão do agrônomo Lowdermilk, de que grande parte dessa área “certa vez era um paraíso pastoril”? Também, conhece pessoalmente áreas da terra que agora mesmo são como um paraíso, em virtude de sua beleza e fertilidade?a

      O Que Falta?

      Honesta avaliação da cena mundial, porém, leva à conclusão de que até mesmo se lindos parques e áreas são agora como um paraíso, elas constituem exceções. O homem arruína cada vez mais a terra. Sim, a responsabilidade cai sobre os ombros do homem. Oh, é verdade que às vezes “desastres naturais”, tais como enchentes ou secas, causam estragos. Mas, o problema básico é o que tem sido feito e está ainda sendo feito pelo homem. Indicou Walter Lowdermilk:

      “Desagradáveis como sejam estas condições [agora comuns no Oriente Médio], não houve nenhuma deterioração significativa no clima desde os tempos romanos. . . . O ‘deserto’ que tomou conta da terra uma vez florescente foi obra do homem, e não da natureza.”

      Similarmente, afirma o livro Ecology:

      “O homem tem o poder — e a responsabilidade — de um destino atribuído a ele em Gênesis; ‘dominar toda a terra’. Mas, durante seu domínio, violou quase que todo princípio ecológico.” — Página 165.

      No entanto, as realizações técnicas do homem, usadas para poluir e devastar nossa terra, poderiam ser utilizadas para desfazer os estragos. Admitiu a Encyclopœdia Britannica (1974): “O conhecimento científico e tecnológico agora disponível é mais do que adequado para solucionar a maioria dos principais problemas ambientais do mundo.” Imagine só o que poderia ser conseguido se tal conhecimento fosse unida e coerentemente aplicado à nossa terra, tendo-se presente que a terra é local seleto para a vida e que possui tão ampla capacidade de recuperar-se dos danos causados a ela! A terra poderia mais uma vez ser um lar limpo, saudável e salutar para a humanidade. É disso que o homem carece!

      Com efeito, o Dr. Rene Dubos indicou que um dos principais problemas hoje é que

      “de alguma forma, os modos de vida não satisfazem algo muito profundo que o ser humano necessita. Quando as pessoas dificilmente dispõem de qualquer oportunidade de provar as sensações fundamentais da vida — o contato com a natureza tranqüila, ouvir seus agradáveis sons e cheirar suas agradáveis fragrâncias — elas os anseiam e procuram um substituto. Os tóxicos fornecem momentânea oportunidade de criar um mundo próprio, uma espécie de satisfação que os viciados crêem que o mundo real não mais fornece.”

      Na verdade, precisa-se mais do que simplesmente enfiar-se nas florestas pois alguns que fugiram para áreas ermas continuam a procurar emoções e um meio de escape através dos tóxicos. Todavia, isso não altera o fato de que, se a terra fosse um paraíso global, todos poderíamos derivar paz e satisfação do “contato com a natureza tranqüila”.

      Visto certamente existir o potencial para um paraíso global, por que não foi alcançado? O que falta? E por que se pode dizer, confiantemente que é de todo possível que o leitor viva para ver e usufruir a vida num paraíso global?

      [Nota(s) de rodapé]

      a O número de 1.º de setembro de 1975 de Newsweek noticiou que ‘o trânsito humano colocou agora em perigo a vida vegetal e animal que os parques foram feitos para proteger’. Assim, a UNESCO tenta reservar áreas ainda intocadas. Lemos: “Para amortecer o impacto do homem sobre a natureza, a agência estabelece uma rede global de ecossistemas semelhantes ao Éden, chamados ‘reservas da biosfera’.” — Página 64.

      [Foto na página 4]

      Cracatoa tornou-se estéril devido a uma explosão vulcânica, mas, até mesmo sem a ajuda do homem, tornou se de novo um paraíso tropical.

      [Foto na página 5]

      Terra que certa vez fora despojada pelo homem e mais tarde desertada, tornou-se de novo uma floresta.

  • Verá toda a terra tornar-se um paraíso?
    Despertai! — 1976 | 8 de junho
    • Verá toda a terra tornar-se um paraíso?

      NÃO resta dúvida, a terra tem dentro de si reservas tremendas, quase inesgotáveis, para restaurar-se, se apenas lhe for dada a oportunidade. E, semelhantemente, há pouca dúvida sobre o meio científico e tecnológico do homem tornar possível que ele coopere com as forças da terra para restaurar e manter equilíbrio ecológico. Mas, estão os cientistas, tais como os biólogos e os ecologistas, conseqüentemente otimistas no que tange ao futuro? De forma alguma!

      Assim, o Dr. Szent-Gyorgyi, um dos destacados biólogos dos Estados Unidos, afirma que o homem pode escolher que proceder seguir: “Em direção a um futuro brilhante ou em direção ao extermínio de si mesmo? Na atualidade, estamos a caminho da exterminação.” Sim, de acordo com ele, a perspectiva é “muito sombria”. E fala como eminente cientista, dotado de mais de 50 anos de experiência. O biofísico Dr. John Platt expressa-se similarmente. Insta que os peritos, tais como os cientistas naturais e sociais, os médicos, os engenheiros, os professores e os com capacidade inventiva sejam todos convocados para salvar o meio ambiente. Mas, até mesmo com a ajuda de todos eles, avisa, “não há garantia de que tais problemas sejam solucionados, ou solucionados em tempo, não importa o que façamos”.

      Por que tais homens são tão pessimistas? Porque o homem perde a luta contra a poluição. Cada vez mais produtos prejudiciais são despejados nos oceanos, e sua contaminação por derramamentos de petróleo está aumentando. Em alguns casos, os esforços de reduzir uma causa da poluição do ar resultaram em poluição de outro tipo e até mesmo ainda mais grave. Exemplo disso é a luta da Califórnia contra a poluição do ar. Embora suas leis sejam as mais estritas do país, despachos noticiosos afirmam que “perde a batalha contra a poluição em todas as frentes” e “o fato triste é que a poluição atmosférica” ali “é pior do que nunca”.

      Por Quê?

      Por que é tão sombria a perspectiva geral? O que é responsável por ela? Sem dúvida, uma das razões é que a questão de manter tolerável o meio ambiente do homem não é simplesmente algo de interesse nacional; é de interesse internacional. Os autores Ward e Dubos, em seu livro Only One Earth (Uma Única Terra), explicam: “As preocupações com a poluição atmosférica global vão além da proteção eficaz dos governos individuais.” Segundo eles, “a interdependência global do homem começa a exigir . . . nova capacidade decisória global e cuidados globais”, isto é, “exige novo engajamento às responsabilidades globais”. Mas, que perspectiva existe de se assumirem responsabilidades globais e de cooperação global? A mínima, deveras, a julgar pelos antecedentes passados.

      A Encyclopœdia Britannica (1974) mostra por que este é o caso. Depois de falar que o homem tem a tecnologia para impedir que se arruíne a terra, prossegue mostrando que os problemas da década de 1970 “não são problemas de ciência e tecnologia, mas dos arranjos e do funcionamento das instituições humanas e das atitudes das pessoas”.

      J. F. Cassel, escrevendo em Environmental Ethics (Ética do Meio Ambiente), expressa-se sem rodeios: “O problema básico da ecologia humana contemporânea é o egoísmo — e o egoísmo está dentro dele. O salário do pecado é a morte. O mundo biótico está morrendo!” E como é um egoísmo míope! O cientista Szent-Gyorgyi conclui que a dificuldade é que as pessoas “acham-se sob o terrível estresse de atoleimados que governam o mundo e se movem inexorável e insanamente em direção à calamidade final”.

      Pelo que já observou, é provável que concorde com certa autoridade estadunidense preocupada, de destaque, que disse: “Se, por um ato egoísta, um homem pode beneficiar-se enquanto prejudica a comunidade, é provável que ele cometa tal ato.” Ilustrando isto, há um relatório que mostrava por que os serviços públicos eram tão lentos em cumprir as ordens governamentais de instalar equipamento de controle da poluição. Cada ano que um de tais serviços postergasse a instalação de tal equipamento, no valor de um milhão de dólares, pouparia um quarto de milhão de dólares. Isto ajuda a explicar por que os serviços públicos estadunidenses gastam oito vezes mais em publicidade do que em pesquisas para ajudar a solucionar os problemas de poluição para os quais eles mesmos contribuem! Bem disse o Lorde Ritchie-Calder: “A poluição é um crime composto de ignorância e de avareza.”

      ‘O Momento Crítico do Homem É a Oportunidade de Deus’

      Não existe, então, nenhuma esperança para o futuro? Se o homem, com toda a sua ciência e tecnologia, trava uma luta insana devido ao egoísmo arraigado, de onde pode vir a ajuda? A ajuda pode e virá do Grandioso Criador, Jeová Deus. De Deus? Sim, porque sua Palavra nos assegura tanto do interesse de Deus pela terra como também de seu propósito para a terra. Afinal de contas, Ele criou a terra. Ela pertence a Ele, assim como cantou o antigo salmista, o Rei Davi: “A Jeová pertence a terra e o que a enche, o solo produtivo e os que moram nele.” — Sal. 24:1.

      Quando na terra, o Filho de Deus, Jesus Cristo, repetidas vezes nos garantiu o interesse de seu Pai pelas criaturas da terra. Declarou que Deus veste os lírios do campo com beleza, que faz provisões para as aves do céu, de modo que num um pardal cai sem seu conhecimento. Mais do que isso, Jesus disse que Deus faz o sol brilhar e a chuva cair tanto sobre bons como maus. (Mat. 5:45; 6:26-30) No Salmo 104, um dos servos de Deus exalta Jeová Deus por prover tão abundantemente para as árvores do campo e para toda sorte de criaturas viventes na terra, inclusive o homem.

      Ademais, a Palavra de Deus nos assegura que Jeová é “o Formador da terra e Aquele que a fez, Aquele que a estabeleceu. firmemente, que não a criou simplesmente para nada” mas “que a formou mesmo para ser habitada”. Sim, para ser habitada, e não arruinada. E sua Palavra nos assegura ainda mais: “Minha palavra que sai da minha boca . . . não voltará a mim sem resultados, mas certamente fará aquilo em que me agradei e terá êxito certo naquilo para que a enviei.” Assim, podemos ter confiança de que o Criador jamais permitirá que esta terra e toda a humanidade sejam arruinadas. — Isa. 45:18; 55:11.

      Quanto aos humanos imperfeitos, amiúde é verdade que ‘muitas vezes, embora exista vontade, não existem meios, ou, quando existem meios, não existe vontade’. Em outras palavras, em geral é a pessoa de poucos meios que tem compaixão pelos que necessitam de ajuda. Mas, isso não se dá com o Criador. Ele não só tem a vontade de ajudar a humanidade — tanto assim que ele deu seu Filho unigênito para ser nosso salvador — como também que ele dispõe de meios, de recursos, infinitos. — João 3:16.

      Indubitavelmente, não há limites para os ‘meios’ de Deus, de sua sabedoria e do seu poder. Não criou os céus estrelados e a terra, inicialmente? (Gên. 1:1) Daí, nas seis épocas criativas, preparou a terra para ser o lar permanente do homem. Nestas épocas, fez que a luz surgisse, produziu a atmosfera, fez aparecer a terra seca e fez surgir a vida vegetal, criou as criaturas marinhas, aéreas e terrestres, e, por último, o homem, sua consecução suprema. — Gên. 1:3-28.

      A Encyclopœdia Britannica (1974) observou: “A Terra é um meio ideal para a vida. Acha-se precisamente à distância apropriada do Sol de modo a receber nem demasiada nem insuficiente luz solar. Gira em seu eixo a uma taxa bastante rápida para permitir que o lado do dia se aqueça na luz solar e o lado da noite esfrie. Sua massa — e portanto sua gravidade — é tal que detém ampla variedade de moléculas, inclusive as mais leves que, de outra forma, seriam levadas pelo espaço afora. Seu campo magnético deflete de volta ao espaço a irradiação de alta energia do Sol, que, de outra forma destruiria a vida.”

      Que sabedoria infinita demonstram todos esses fatos no tocante à terra e às criaturas sobre ela! Por certo, a sabedoria que produziu todas essas coisas faz frente a qualquer problema que o homem possa causar devido ao seu egoísmo e à sua ignorância!

      Assim como a sabedoria de Deus é infinita, assim também é o seu poder. Como Ele mesmo lembrou ao patriarca Abraão, ele é “Deus Todo-poderoso”. Ademais, perguntou-se a Abraão: “Há alguma coisa que seja extraordinária demais para Jeová?” Muitos séculos depois, o Filho de Deus, Jesus Cristo, assegurou-nos a mesma coisa, dizendo: “A Deus todas as coisas são possíveis.” Sim, ele é o Todo-poderoso, fato de que a Bíblia nos lembra cerca de sessenta vezes.” — Gên. 17:1; 18:14; Mat. 19:26.

      Como Deus o Fará?

      Como é que Deus passará a livrar a terra de seus poluidores e destruidores, e trará um paraíso global? Isto ele fará por meio de uma ação tríplice. Primeiro de tudo, visto que a ignorância e o egoísmo estão na raiz do problema, Deus, na atualidade, realiza uma campanha educativa que visa desviar os homens dum proceder de ignorância e egoísmo para um proceder de sabedoria e justiça. Por meio da pregação das boas novas do reino de Deus, e por ensinar aos homens como se tornar discípulos de Jesus Cristo, grandes mudanças são feitas nas personalidades das pessoas. Tais pessoas estão sendo preparadas para a vida na nova ordem de Deus, onde não haverá mais o crime da poluição. — Mat. 24:14; 28:19, 20; Mar. 12:29-31.

      Mas, por um motivo ou outro, a ampla maioria das pessoas na terra não aceitam a pregação do reino de Deus. Todas elas perecerão quando Deus der o segundo passo contra o crime da poluição, por meio da “grande tribulação” em que arruinará os que arruínam a terra’. — Mat. 24:21; Rev. 11:18.

      Certa vez, por poderoso ato, Jeová Deus livrou a terra daqueles que a poluíam e arruinavam. Quando foi isso? No tempo do dilúvio noeano. Tanto Jesus como o apóstolo Pedro teceram paralelos entre o dilúvio nos dias de Noé e o fim deste presente sistema iníquo de coisas. Jesus descreveu o fim como “grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”. Tal tribulação culminará na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, o Armagedom. — Mat. 24:21, 37-39; 2 Ped. 3:3-13; Rev. 16:14, 16.

      Com a destruição de todos os que se acham em oposição a Deus e à sua regência justa, estará aberto o caminho para a terceira grande ação de Deus com respeito ao problema da poluição. Trata-se da transformação da terra num paraíso a ser apreciado pelos humanos de vida limpa, inclusive os que sobreviveram à “grande tribulação” devido à sua fé e amor a Deus e à justiça. Então, a oração repetida há tanto tempo e com tanta freqüência, pelos discípulos de Cristo, encontrará seu cumprimento: “Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” — Mat. 6:9, 10.

      O que se dará quando a vontade de Deus for feita na terra como no céu? A Bíblia responde que, quando esta vontade divina for feita na terra, então Deus “enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, num haverá mais pranto, num clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram”. — Rev. 21:4.

      Mas, Quando?

      No entanto, resta a grande pergunta: Quando é que Deus tomará tal ação? Sua Palavra declara o princípio: “Para tudo há um tempo determinado.” Por isso, “quando chegou o pleno limite do tempo, Deus enviou o seu Filho, que veio a proceder duma mulher”. — Ecl. 3:1; Gál. 4:4.

      Assim se dá igualmente hoje, o ‘pleno limite do tempo já chegou’ para que Deus aja contra todos seus inimigos, inclusive os que arruínam a terra. Como sabemos? Por causa do cumprimento de muitas e muitas profecias em nossa geração. Temos visto as guerras, fomes, pestes, terremotos e o aumento das ações contrárias à lei, que Jesus disse assinalariam o tempo de sua presença e o fim deste sistema iníquo de coisas. — Mat. 24:1-22; Rev. 6:1-8.

      Não, o Criador não esperará até que os homens tenham feito inabitável este planeta e tenham extirpado a humanidade de sua superfície pela guerra nuclear. O próprio fato de que tais coisas são clara possibilidade no futuro próximo move muitas pessoas a sentir grande preocupação. Mas, em vista do interesse de Deus pela terra e sua preocupação com ela, podemos ficar seguros de que Ele agirá antes de que tal possibilidade se materialize.

      Fará Algo a Respeito?

      Não lhe atrai a perspectiva de vida numa terra paradísica? Acha-se certamente a seu alcance. Poderá esperar vê-la — se fizer algo a respeito! Precisa acatar o conselho que Deus deu há muito: “Procurai a Jeová . . . procurai a justiça, procurai a mansidão. Talvez sejais escondidos no dia da ira de Jeová.” Buscar a Jeová significa familiarizar-se com ele, suas qualidades, seus propósitos e sua vontade para o leitor, tudo o que Ele revelou em sua Palavra, a Bíblia Sagrada. Buscar a justiça significa aprender os princípios justos de Deus, de justiça, honestidade e imparcialidade, e harmonizar sua vida com eles. E buscar a mansidão significa cultivar uma disposição mental branda, modesta e passível de ensino. — Sof. 2:3.

      Visto que é curto o tempo antes de Deus agir contra os que arruínam a terra, também é curto o tempo para que o leitor faça tais mudanças na vida. Não há tempo a perder. Atualmente é o ‘dia da salvação’ no que lhe diz respeito. As testemunhas cristãs de Jeová em sua localidade estão prontas a ajudá-lo. — 2 Cor. 6:2.

  • Podem ajudá-lo os novos santos do ano santo?
    Despertai! — 1976 | 8 de junho
    • Podem ajudá-lo os novos santos do ano santo?

      MILHARES de defensores dedicaram 93 anos de trabalho e de orações à causa. Juntos, doaram milhões de dólares. Por fim, o alvo — o Papa Paulo VI, no Ano Santo de 1975, canonizou a primeira estadunidense de nascimento, Elizabeth Ann Bayley Seton. “Oficialmente declarada pela Igreja como tendo alcançado o céu”, ela é considerada como outra santa que pode ajudar os membros da igreja a achegar-se a Deus.

      Na, opinião de The Wall Street Journal, os zelosos apoiadores de Elizabeth Seton participaram num processo “mais árduo do que qualquer campanha política e certamente tão dispendioso como a maioria delas”. Dezenas de advogados e médicos tiveram de ser pagos para argumentar a favor dos méritos do caso dela e comprovar os “milagres”; montões de documentos tiveram de ser traduzidos para o italiano, para uso pelas autoridades do Vaticano.

      O dispêndio de recursos sobrecarregou de tal modo até mesmo a Associação Madre Seton em seu orçamento anual de Cr$ 320.000,00 que foi necessário um apelo de emergência para mais dinheiro. Ostentosas e pomposas cerimônias da canonização em Roma, segundo se disse, custaram mais de Cr$ 1.000.000,00, destinados à celebração estadunidense. Alegados Cr$ 100.000,00 para o aluguel da Basílica de S. Pedro, apenas, durante recente cerimônia de beatificação (o último passo antes da canonização) fornece alguma idéia das despesas.

      Além das amplas somas, fazer uma santa exige investigações que às vezes podem levar centenas de anos. A Congregação dos Ritos, do Vaticano, perscruta montões de evidência escrita e testemunhal em busca de provas de “virtudes heróicas” e “milagres”. Por outro lado, um “promotor geral da fé”, ou “advogado do Diabo”, apresenta muitos desafios legalísticos, chamados animadversões, contra a proposta santa em vários estágios. Em uma fase de certa investigação, para

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