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Sobrevivência e vida por harmonizar-se com o propósito de DeusA Sentinela — 1975 | 15 de junho
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a ajuda de Deus. Para tais, é igual a um prêmio que acena para elas, algo gracioso que as convida a vir e a compartilhar.
14. (a) Como é o tom hospitaleiro deste convite expresso em Revelação 22:17? (b) Que vida para a humanidade visa este convite?
14 O tom hospitaleiro do convite é expresso nas palavras inspiradas encontradas em Revelação 22:17: “E o espírito e a noiva estão dizendo: ‘Vem!’ E quem ouve, diga: ‘Vem!’ E quem tem sede, venha; quem quiser, tome de graça a água da vida.” A vida a que isto se refere não é a espécie desagradável de vida que somos obrigados a levar atualmente, por causa das condições mundiais e de nossa herança natural por nascença. É uma vida na terra, que até agora nenhum governo humano pôde dar à humanidade, mas que apenas o reino de Deus, mediante seu Filho Jesus Cristo, poderá conceder à humanidade como seus súditos. É a vida que Deus, o Criador, intencionou para os habitantes da terra, quando pôs o primeiro homem e a primeira mulher na terra, no meio das glorias e das belezas daquele paraíso chamado Jardim do Éden.
15, 16. (a) Por que veio a ser o Paraíso terrestre um lar temporário para Adão e Eva? (b) Ao declarar seu propósito para com eles, disse Deus algo a respeito dum lar celestial para eles, ou o quê?
15 Quando o amoroso Criador produziu o primeiro homem e a primeira mulher no Jardim do Éden, ele não destinou aquele Paraíso apenas como lar temporário para eles, nem como pequeno “ninho de amor” para eles estarem por um pouco de tempo sozinhos, sem terem filhos por perto. O motivo pelo qual aquele Paraíso na terra se transformou num lar temporário para eles foi que pararam de harmonizar seu proceder com o propósito amoroso de Deus.
16 Nunca foi do propósito de Deus levá-los para o céu, após um período de prova e experiência aqui na terra. Não precisavam do céu para se tornarem perfeitamente felizes e satisfeitos. Nem precisava Deus deles lá no céu, junto de si, para ele ser perfeitamente feliz e estar contente. Por isso, quando Deus declarou seu propósito para com eles, não disse nada sobre um lar celestial, mas disse: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitai-a, e tende em sujeição os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e toda criatura vivente que se move na terra.” — Gên. 1:28.
17. (a) Quanto tempo designou Deus para este privilégio de serviço ser realizado? (b) A que se devem as condições da terra no fim de seis mil anos da história humana?
17 Segundo a Bíblia Sagrada, Deus designou um período de sete mil anos para este privilégio de serviço ser realizado. Hoje já avançamos cerca de seis mil anos na história humana, e esta terra não é nenhum paraíso global. A terra tem agora uma população de quase quatro bilhões de habitantes, mas o incontável número de cemitérios em todo o globo atesta que a vasta maioria dos que descenderam de Adão e Eva morreram e que toda a humanidade hoje também está sob a condenação à morte. As aves do céu, os animais terrestres e os peixes do mar foram mantidos em sujeição à humanidade até agora, mas seu número foi perigosamente reduzido, em alguns casos quase ao ponto da extinção. O solo debaixo de nossos pés foi poluído, não apenas pelos resíduos das cidades e das comunidades industrializadas, mas, o que é mais sério, pelo derramamento de sangue por meio de assassinatos em escala particular e em massa, nas guerras religiosas, raciais, comerciais e políticas. Por que se dá tudo isso? Evidentemente, porque a humanidade não agiu harmoniosamente com o propósito de Deus.
18. Qual parece ser o estado em que se encontra o propósito original de Deus, e que pergunta se impõe a nós?
18 O êxito do propósito original de Deus para com o homem e seu lar terrestre parece estar impedido ou pelo menos criticamente ameaçado. Em vista da concessão de tempo que ainda sobra, impõe-se-nos a pergunta: Será que o propósito amoroso, original de Deus para com a humanidade fracassou ou foi abandonado como um caso sem esperança?
19. Em Isaías 55:10, 11, o que disse Deus sobre permitir que seu propósito declarado falhe?
19 Para o Deus Todo-poderoso, nenhum projeto é irrealizável. A passagem de longos períodos de tempo não faz nenhuma diferença com respeito aos seus propósitos. Ele não se esquece de seus propósitos declarados. Nunca se mostra infiel à sua palavra dada. No Jardim do Éden deu a sua palavra em bênção às suas perfeitas criaturas humanas, Adão e Eva, e quase três mil e trezentos anos depois ele disse, pela boca de seu profeta Isaías: “Assim como desce dos céus a chuvada e a neve, e não volta àquele lugar, a menos que realmente sature a terra e a faça produzir e brotar, e se dê de fato semente ao semeador e pão ao comedor, assim mostrará ser a minha palavra que sai da minha boca. Não voltará a mim sem resultados, mas certamente fará aquilo em que me agradei e terá êxito certo naquilo para que a enviei.” — Isa. 55:10, 11.
20, 21. (a) Quando apresentou Jesus especificamente a esperança do restabelecimento do Paraíso na terra? (b) Após a sua ressurreição, que obra aguardava ele?
20 Também, mais de sete séculos depois daquela declaração divina, no dia da Páscoa do ano 33 de nossa Era Comum, Jesus Cristo, o Filho de Deus, ofereceu à humanidade a esperança do restabelecimento do Paraíso. Naquele dia, quando o reino de Deus parecia ser uma causa perdida, enquanto Jesus estava pendurado numa estaca de tortura, pregado nela por soldados romanos, um malfeitor condenado, pendurado ao lado dele, expressou fé na ressurreição dos mortos e no reino messiânico de Deus.
21 Tomando a sério a acusação lançada contra Jesus, de ser o “rei dos judeus”, este malfeitor moribundo disse-lhe respeitosamente: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino.” Jesus tinha também plena fé na ressurreição e no reino de Deus, então muito distante, e por isso respondeu ao malfeitor: “Deveras, eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso.” (Luc. 23:39-43) No terceiro dia depois disso, Jesus Cristo foi ressuscitado dentre os mortos como glorioso ser espiritual, e ele aguardava o tempo em que Deus lhe concedesse o poder do reino messiânico e ele pudesse restabelecer o Paraíso na terra, em benefício de tal malfeitor compassivo e do restante da humanidade remida. — Heb. 10:12, 13.
22. (a) Como assegura Hebreus 13:8 o cumprimento bem sucedido do propósito de Deus para com a humanidade? (b) Com que se conjuga agora este cumprimento?
22 Vemos assim Jesus Cristo corroborar o propósito original de seu Pai celestial, Jeová Deus, a respeito da humanidade e seu lar terrestre. A respeito de Jesus, está escrito sob inspiração divina: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre.” (Heb. 13:8) De modo que nunca quebrará a sua palavra, embora a promessa fosse dada a um malfeitor condenado. Isto assegura o cumprimento bem sucedido do propósito original de Deus para com os descendentes de Adão e Eva. Mas relaciona o cumprimento deste propósito divino com o reino messiânico de Deus, nas mãos de seu Filho Jesus Cristo. Desta maneira, conjuga-se o propósito original de Deus para com a humanidade com o Seu propósito a respeito do reino messiânico.
23. Quem herdou a “vindoura terra habitada”, e o que se sente obrigado a fazer a respeito dela?
23 Jesus Cristo, o Filho de Deus, foi o homem mais manso que já houve na terra, ainda mais manso do que o profeta Moisés. (Núm. 12:3) No seu Sermão do Monte, Jesus disse aos seus discípulos: “Felizes os de temperamento brando, porque herdarão a terra.” (Mat. 5:5; Sal. 37:11) Em harmonia com esta declaração inspirada, Jesus Cristo, como o homem de temperamento mais brando ou manso na terra, entrou na herança da terra. Concordando com isso, declara-se na carta aos Hebreus, capítulo dois, versículos cinco a nove: “Não é a anjos que ele sujeitou a vindoura terra habitada, da qual estamos falando . . . . mas observamos a Jesus, feito um pouco menor que os anjos, coroado de glória e de honra por ter sofrido a morte, para que, pela benignidade imerecida de Deus, provasse a morte por todo homem.” Como herdeiro da terra, o glorificado Jesus Cristo sente sua obrigação de levar a terra inteira ao estado que Deus intencionou que tivesse, o dum Paraíso, um Jardim do Éden, como eterno lar feliz da humanidade. Ele colocará sua herança em perfeito estado.
ALGO PARA QUE VALE A PENA SOBREVIVER
24. A sobrevivência de quem na terra é agora posta em dúvida, e por quê?
24 Não é isto algo para o qual homens e mulheres de apreço desejariam sobreviver? Hoje em dia, quase todos se preocupam com empenhos egoístas para sobreviver, a fim de viver apenas mais um pouco debaixo deste sistema insatisfatório de coisas. (Tia. 4:13, 14) Nas condições cada vez piores do mundo a sobrevivência humana se torna cada vez mais difícil. Embora sejam agora más as condições em todo o mundo, homens de visão predizem coisas piores no futuro, assomando no horizonte uma fome mundial! Até mesmo a sobrevivência indefinida de toda a raça humana é agora posta em dúvida, havendo a terrível possibilidade duma guerra nuclear com mísseis balísticos intercontinentais, com a disponibilidade de armas armazenadas para a matança em massa, mais do que suficientes para exterminar toda a família humana, sem se falar da vida animal.
25, 26. (a) Dá a atual situação da terra qualquer crédito ao Criador, e o que é razoável esperar de Sua parte? (b) Por que é o motivo de ele agir mais justificável agora do que há milhares de anos atrás?
25 Certamente, ao proferir sua bênção sobre Adão e Eva no Jardim do Éden, no início da existência humana na sua perfeição, Deus não teve o propósito de que a humanidade se levasse ao estado e coisas hoje existente. A terra em tal estado lastimável não dá crédito a Ele qual Criador. Não se deve esperar que ele faça algo a respeito? Não devia aquele a quem Deus constituiu herdeiro da terra também querer fazer algo para melhorar sua propriedade? Quando se mede a Deus e a Jesus Cristo pelo que fizeram no passado, é somente razoável que esperemos deles tomar as coisas na mão e fazer algo sobre a situação. Há muito tempo atrás, não em tempos pré-históricos, mas em tempos históricos, Deus interveio numa situação similar à de hoje, mas não tão ruim como a nossa agora. A situação lá naquele tempo existia apenas 1.656 anos depois da criação do homem, ao passo que hoje se passaram um pouco menos de seis mil anos desde a criação e a queda do homem.
26 Por causa do constante declínio no comportamento humano, o estado depravado, imoral, egoísta, da humanidade, deve ser agora muito pior do que há quatro mil e trezentos anos atrás. Este fato constitui um motivo mais justificável para Deus, o Criador, agir agora, do que havia há tanto tempo atrás. Chegou o tempo de ele fazer isso, com o fim de vindicar-se.
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Um drama profético que prefigurava a sobrevivênciaA Sentinela — 1975 | 15 de junho
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Um drama profético que prefigurava a sobrevivência
1. No segundo milênio da existência humana, por que se tornará a terra um lugar perigoso para se viver?
LÁ NAQUELE tempo, no segundo milênio da existência humana, a terra se tornara um lugar perigoso em que viver. Sim, tal como se dá hoje, isto se dava porque a violência enchia a terra. Era assim embora os homens lá naquele tempo não tivessem espingardas, revólveres, canhões e armas nucleares. Deus tinha a visão geral das coisas durante aquele período antigo, e foi assim que descreveu a situação mundial. Mais de um século antes de se alcançar o pior estágio nos assuntos humanos, ele decidiu tomar a ação devida e fixou o tempo exato para isso.
2. Que limite de tempo fixou Deus para aquela geração de vida longa, a fim de que sofresse que espécie de morte?
2 Numa declaração revelada ao homem, Deus disse: “Meu espírito não há de agir por tempo indefinido para com o homem, porquanto ele é carne. Concordemente, seus dias hão de somar cento e vinte anos.” (Gên. 6:3) Não iria agir com tolerância para com a geração de longa vida por um período indefinido de tempo, mas fixou então um limite para aquela geração se aprofundar cada vez mais na sua degradação, tão afastada da imagem e semelhança de Deus, na qual ele criara o primeiro homem de carne e sangue. Conceder-se-iam mais doze décadas antes de haver mundialmente um “ato de Deus”. Não haveria para aquela geração uma morte natural!
3. Que declaração fez Deus a respeito da maldade da humanidade de então e que pergunta fazemos em comparação a respeito de nossa geração?
3 Em comparação, examinemos a atual geração humana com respeito à sua moralidade, ao lermos agora como Deus encara a condição da humanidade, por cuja criação ele foi responsável: “Por conseguinte, Jeová viu que a maldade do homem era abundante na terra e que toda inclinação dos pensamentos do seu coração era só má, todo o tempo. E Jeová deplorou ter feito os homens na terra e sentiu-se magoado no coração. De modo que Jeová disse: ‘Vou obliterar da superfície do solo os homens que criei, desde o homem até o animal doméstico, até o animal movente e até a criatura voadora dos céus, porque deveras deploro tê-los feito. . . . Chegou o fim de toda a carne diante de mim, porque a terra está cheia
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