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Tendas, Fabricante DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Assim, Paulo provavelmente adquiriu experiência na fabricação de tendas enquanto ainda era jovem. A fabricação de tendas pode também ter sido o tipo de trabalho que o apóstolo realizou em Tessalônica (1 Tes. 2:9; 2 Tes. 3:8) e em outros lugares. (Atos 20:34, 35; 1 Cor. 4:11, 12) Tal trabalho não era fácil, pois se relata que o cilicium tendia a ficar endurecido e áspero, sendo, por conseguinte, difícil de ser cortado e costurado.
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TequelAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TEQUEL
Veja MENE.
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TeraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TERA
[íbex].
Pai de Abraão, a oitava geração a contar de Sem. (Luc. 3:34; Gên. 11:10-24; 1 Crô. 1:24-26) Tera (Taré, BV; CBC; PIB), por meio de seus filhos — Abraão, Naor e Harã — tornou-se um antepassado de numerosas tribos. (Gên. 11:27; 22:20-24; 25:1-4, 13-15; 1 Crô. 1:28-42; 2:1, 2) Tera começou a gerar filhos aos 70 anos. Ao passo que Abraão é alistado em primeiro lugar, isto parece dar-se por ser ele o mais famoso dos filhos de Tera, em vez de por ser o primogênito. Quando Tera morreu, aos 205 anos, Abraão só tinha 75 anos, de modo que Tera devia ter 130 anos quando Abraão nasceu. (Gên. 11:26, 32; 12:4) Sara era irmã unilateral de Abraão, sendo provavelmente filha de Tera com uma outra esposa. (Gên. 20:12) O primogênito de Tera era, provavelmente, Harã, cuja filha já tinha idade suficiente para se casar com Naor, outro filho de Tera. — Gên. 11:29.
Tera vivia em Ur dos caldeus e ali crescera sua família. (Gên. 11:28) De acordo com Josué 24:2, Tera, outrora, adorara deuses diferentes de Jeová, talvez Sin, o deus-lua, a deidade favorita de Ur. Sem embargo, quando Jeová convocou Abraão a partir de Ur, Tera, como cabeça familiar, o acompanhou até Harã, onde todos moraram até a morte dele, Tera, por volta de 1943 AEC. — Gên. 11:31, 32; Atos 7:2-4.
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TerafinsAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TERAFINS
Deuses ou ídolos da família. (Gên. 31:30, 34) Embora se ache no plural, o designativo “terafins” pode também aplicar-se a um ídolo singular. Pelo menos alguns destes ídolos podem ter tido o tamanho e o formato dum homem. (1 Sam. 19:13, 16) Outros devem ter sido muito menores, podendo ser colocados dentro do cesto da sela duma mulher. (Gên. 31:34) Os terafins eram consultados, ocasionalmente, em busca de presságios. — Eze. 21:21; Zac. 10:2; veja LABÃO.
Em Israel, o emprego idólatra de terafins existia nos dias dos juízes, bem como nos dos reis. (Juí. 17:5; 18:14, 17, 20; Osé. 3:4) Não é provável, contudo, que os terafins servissem para fins de herança em Israel, em vista da ordem expressa de Deus contra a fabricação de imagens. (Êxo. 20:4) Também, o profeta Samuel mencionou os terafins como um paralelo do poder mágico ou sobrenatural, comparando a utilização de ambos ao avançar presunçoso (1 Sam. 15:23), e os terafins se achavam entre os acessórios da idolatria que foram expurgados de Judá e de Jerusalém pelo fiel Rei Josias. (2 Reis 23:24) Assim sendo, ter Mical, esposa de Davi, uma imagem de terafim entre seus bens sugere que o coração dela não era completo para com Jeová, e que Davi, ou não sabia que ela possuía tal imagem de terafim, ou então o tolerava, por ser ela a filha do Rei Saul. — 1 Sam. 19:12, 13.
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TerraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TERRA
O quinto maior planeta do sistema solar, e o terceiro em ordem de posição, pela ordem de afastamento do sol. Trata-se dum elipsóide ligeiramente achatado nos pólos. Observações feitas por meio de satélites indicaram outras ligeiras irregularidades no formato da Terra. Sua massa é de quase seis sextilhões, quinhentos e oitenta e oito quintilhões de toneladas curtas. Sua área é de 510.103.276 km2. As medidas da Terra são (aproximadamente) as seguintes: circunferência no equador: 40.068 km; diâmetro no equador: 12.755 km. Os oceanos e os mares cobrem, aproximadamente, 71 por cento de sua superfície, deixando c. 148,9 milhões de quilômetros quadrados de superfície terrestre.
TERMOS BÍBLICOS E SEU SIGNIFICADO
Nas Escrituras Hebraicas, a palavra empregada para a Terra, como planeta, é ‘érets. O termo ‘érets se refere (1) à terra, em contraste com o céu, o firmamento (Gên. 1:2), à terra, o país, o território (Gên. 10:10), ao solo, a superfície do solo (Gên. 1:26), às pessoas de todo o globo (Gên. 18:25), às pessoas da terra, os naturais dela. — Gên. 23:7.
A palavra ’adhamáh também é traduzida “terra”, e, às vezes, “solo” ou “terreno”. O termo ’adhamáh significa (1) solo, como sendo lavrado, fornecendo sustento (Gên. 3:23), (2) um terreno, propriedade fundiária (Gên. 47:18), (3) terra como material, substância material, solo, poeira (Jer. 14:4; 1 Sam. 4:12), (4) solo como superfície visível da terra (Gên. 1:25), (5) terra, território, país (Lev. 20:24), (6) a Terra inteira, a Terra habitada. (Gên. 12:3) O vocábulo ’adhamáh parece relacionar-se, em sentido etimológico, com a palavra ’adhám, o primeiro homem, Adão, tendo sido feito do pó do solo. — Gên. 2:7.
Nas Escrituras Gregas, ge indica a terra como terreno ou solo arável. (Mat. 13:5, 8) Este termo é utilizado para designar a matéria da qual Adão fora feito, a terra (1 Cor. 15:47); o globo terrestre (Mat. 5:18, 35; 6:19); a terra como habitação para as criaturas humanas e os animais (Luc. 21:35; Atos 1:8; 8:33; 10:12; 11:6; 17:26); terra, país, território (Luc. 4:25; João 3:22); solo (Mat. 10:29; Mar. 4:26); terra seca, margem, contrastando-se com mares ou águas (João 21:8, 9, 11; Mar. 4:1) O termo oikouméne, traduzido “mundo” na versão Almeida, denota “terra habitada”. — Mat. 24:14; Luc. 2:1; Atos 17:6; Rev. 12:9) Em cada caso de todos os sentidos acima mencionados, em que tais palavras são empregadas, a forma da palavra na língua original, e, mais particularmente, o ambiente ou contexto, determina qual é o sentido visado.
Os hebreus dividiam a Terra em quatro quadrantes ou regiões, que correspondiam aos quatro pontos cardeais. Nas Escrituras Hebraicas, as palavras “diante” e “em frente a” designam e são traduzidas “leste” (1 Crô. 4:39); “atrás” ou “costas” significando “oeste”; a “mão direita” indicando o “sul” (Êxo. 40:24), e a “mão esquerda” o “norte”. (Jó 23:8, 9) O leste também era (em hebraico) às vezes chamado de nascente, como, por exemplo, em Josué 4:19, ‘o limite oriental’. O oeste (no hebraico) era o poente. (2 Crô. 32:30: “o oeste.”) Também se empregavam as características físicas. Sendo quase o limite ocidental da Palestina, “o mar” (Mediterrâneo) era, por vezes, empregado para o oeste. — Núm. 34:6.
CRIAÇÃO
A vinda à existência do planeta é narrada na Bíblia por meio duma declaração simples: “No princípio Deus criou os céus e a terra.” (Gên. 1:1) A Bíblia não declara exatamente há quanto tempo foram criados os céus estrelados e a Terra. Por conseguinte, não existe nenhuma base para que os peritos bíblicos questionem os cálculos científicos para a idade da massa rochosa da Terra. Os cientistas calculam, de forma variável, a idade das rochas em 3,5 a 4 bilhões de anos, ou mais.
PROPÓSITO
Como todas as outras coisas criadas, a Terra veio a existir pela vontade (“beneplácito”, AV) de Jeová. (Rev. 4:11) Ela foi criada para permanecer para sempre. (Sal. 78:69; 104:5; 119:90; Ecl. 1:4) Deus fala de si mesmo como Deus de propósito e declara que seus propósitos são certos de cumprir-se. (Isa. 46:10; 55:11) Ele tornou bem explícito o Seu propósito quanto à Terra ao dizer ao primeiro casal humano: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitai-a, e tende em sujeição os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e toda criatura vivente que se move na terra.” (Gên. 1:28) Não houve falhas na Terra ou nas coisas que nela existem. Tendo criado todas as coisas necessárias, Jeová viu que eram ‘muito boas’ e “passou a repousar” ou a desistir de outras obras criativas terrestres. — Gên. 1:31 a 2:2.
Habitar o homem na Terra é também algo permanente. Quando Deus forneceu ao homem a lei a respeito da árvore do conhecimento do bem e do mal, ele deu a entender que o homem poderia continuar vivendo para sempre na terra. (Gên. 2:17) As próprias palavras de Jeová nos asseguram de que “por todos os dias que a terra continuar nunca cessarão sementeira e colheita, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite” (Gên. 8:22), e que Ele jamais destruirá novamente toda a carne por meio dum dilúvio. (Gên. 9:12-16) Jeová afirma que Ele não fez a Terra a troco de nada, mas, ao invés, que a tem dado aos homens como um lar, e que a morte por fim será eliminada. O propósito de Deus, portanto, é que a Terra seja a habitação do homem em perfeição e felicidade, com vida eterna. — Sal. 37:11; 115:16; Isa. 45:18; Rev. 21:3, 4.
A HARMONIA DA BÍBLIA COM FATOS CIENTÍFICOS
A Bíblia, em Jó 26:7, menciona a Deus como ‘suspendendo a terra sobre o nada’. A ciência afirma que a Terra permanece em sua órbita no espaço primariamente devido à interação entre a gravidade e a força centrífuga. Tais forças, naturalmente, são invisíveis. Por conseguinte, a Terra, como os demais corpos celestes, acha-se suspensa no espaço como se estivesse pendurada no nada. Falando do ponto de vista do próprio Jeová, afirma o profeta Isaías: “Há Um que mora acima do círculo da terra, cujos moradores são como gafanhotos.” (Isa. 40:22) A Bíblia declara: “Ele [Deus] demarcou um círculo sobre a face das águas.” (Jó 26:10) As águas ficam limitadas, por tal decreto, a seu devido lugar. Não sobem e inundam a terra seca; nem salpicam no espaço. (Jó 38:8-11) Do ponto de vista de Jeová, a face da Terra, ou a superfície das águas, por certo, teria um formato circular, assim como as bordas da lua apresentam um aspecto circular para nós. Antes de surgirem as superfícies da terra seca, a superfície do inteiro globo era de uma só massa circular (esférica) de águas agitadas. — Gên. 1:2.
Os escritores bíblicos não raro falam do ponto de vista do observador da Terra, ou de sua específica posição geográfica, assim como o fazemos, naturalmente, hoje em dia. À guisa de exemplo, a Bíblia menciona o “nascente” ou nascer do sol. (Núm. 2:3; 34:15) Alguns se têm apossado disto como oportunidade para desacreditar a Bíblia como cientificamente inexata, afirmando que os hebreus consideravam a Terra como o centro das coisas, o sol girando em torno dela. Os escritores bíblicos, porém, em parte alguma expressaram tal crença. Estes mesmos críticos despercebem que eles mesmos utilizam essa idêntica expressão e que ela se acha em todos os almanaques. É comum ouvir alguém dizer: “é o nascer do sol”, ou “o sol já se pôs”, ou “o sol percorreu o céu”. A Bíblia também menciona “a extremidade da terra” (Sal. 46:9), “os confins da terra” (Sal. 22:27), “as quatro extremidades da terra” (Isa. 11:12), “os quatro cantos da terra” e “os quatro ventos da terra”. (Rev. 7:1) Não se pode usar estas expressões para provar que os hebreus entendiam que a Terra era quadrada. O número quatro é, não raro, utilizado para indicar aquilo que é totalmente concluído, por assim dizer, assim como temos quatro direções e, às vezes, empregamos as expressões “os confins da terra”, “os quatro cantos da terra” no sentido de abranger a Terra toda. — Compare com Ezequiel 1:15-17; Lucas 13:29.
EXPRESSÕES FIGURADAS E SIMBÓLICAS
Menciona-se a Terra de forma figurada em vários casos. Em Jó 38:4-6, é assemelhada a um edifício, quando Jeová propõe perguntas a Jó que este, obviamente, não consegue responder, a respeito da criação da Terra e o controle que Jeová exerce sobre ela. Jeová também emprega uma expressão figurada para descrever o resultado da rotação da Terra. Diz: “[A Terra] se transforma como o barro debaixo dum selo.” (Jó 38:13, 14) Nos tempos bíblicos, alguns selos para a “assinatura” de documentos tinham a forma dum rolo gravado com o emblema do escritor. Era passado sobre o documento de barro mole, ou um envelope de argila, deixando uma impressão na argila. De forma similar, ao amanhecer, a parte da Terra que sai da escuridão da noite começa a mostrar sua forma e cor, à medida que a luz solar se move progressivamente de um lado para o outro de sua face. Sendo os céus, local do trono de Jeová, mais elevados do que a Terra, esta é, de forma figurada, o seu escabelo. (Sal. 103:11; Isa. 55:9; 66:1; Mat. 5:35; Atos 7:49) Aqueles que se acham no Seol ou Hades — a sepultura comum da humanidade — são considerados como estando sob a terra. — Rev. 5:3.
O apóstolo Pedro compara os céus e a terra literais (2 Ped. 3:5) com os simbólicos céus e terra (V. 7). Os “céus” do V. 7 não significam a própria morada de Jeová, o lugar de Seu trono nos céus. Os céus de Jeová não podem ser abalados. Nem a “terra”, neste mesmo versículo, é o planeta Terra literal, pois Jeová diz que ele estabeleceu firmemente a Terra. (Sal. 78:69; 119:90) Todavia, Deus diz que ele abalará tanto os céus como a terra (Ageu 2:21; Heb. 12:26), que os céus e a terra fugirão da sua presença, e que serão estabelecidos novos céus e uma nova terra. (2 Ped. 3:13; Rev. 20:11; 21:1) É evidente que o termo “céus” é simbólico, e que “terra”, neste caso, refere-se simbolicamente a uma sociedade de pessoas que vivem na terra, assim como no Salmo 96:1.
O termo terra também é empregado de forma simbólica para indicar os elementos mais firmes, mais estáveis do gênero humano. Os elementos irrequietos e instáveis da humanidade são ilustrados por meio da inquietação característica do mar. — Isa. 57:20; Tia. 1:6; Judas 13; compare com Revelação 12:16; 20:11; 21:1.
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Terremoto (Tremor De Terra)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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TERREMOTO (TREMOR DE TERRA)
Uma vibração da terra, causada primariamente pelo deslizamento ou deslocação de camadas de solo, ao longo duma falha, de uma fenda, ou pela erupção vulcânica. Abalos e tremores de terra ocorreram no decurso de toda a história bíblica, às vezes como resultado de forças geológicas naturais — como quando Judá sofreu grave terremoto nos dias de Uzias e de Jeroboão (Amós 1:1; Zac. 14:5) — ou como medidas diretas tomadas por Deus com fins judiciais, ou com objetivos que envolviam os Seus servos. A geologia da área explica a história passada de atividades sísmicas de Israel, que ainda não terminou. Para exemplificar, há algum tempo surgiu uma falha muito séria, que percorria a direção N-NE a partir do centro do golfo de Acaba. Graves terremotos ocorreram na Palestina a cada cinqüenta anos, aproximadamente, sendo muito mais freqüentes os tremores menores.
Jesus predisse que haveria grande número de terremotos, e de grande magnitude, como característica do sinal de sua presença. (Mat. 24:3, 7, 8; Mar. 13:4, 8) Desde 1914 EC, e notadamente desde 1948, tem havido um aumento no número de terremotos, especialmente dos grandes. Antes de 1948, ocorriam em série, havendo um período de descanso entre eles, mas, desde então, tem havido um grande terremoto quase que anualmente, em aditamento ao grande número dos sismos menores. — Veja The Encyclopedia Americana (Enciclopédia Americana), Livros do Ano, 1965-67, sob “Terremotos”.
No período de 68 anos, de 1915-1982, relata-se que 1.627.068 pessoas foram mortas pelos grandes terremotos. Ocorrem 1.000 sismos, por ano, suficientemente grandes para causar danos. — World Almanac (Almanaque Mundial) 1982, p. 745.
EMPREGOS FIGURADOS E SIMBÓLICOS
Amiúde se utilizam os terremotos em sentido figurado, nas Escrituras, para descrever o abalo e a derrubada de nações e de reinos. A antiga Babilônia confiava em deuses falsos, tais como Nebo e Marduque, os quais, segundo a imaginação do povo, enchiam seus céus. Também confiavam grandemente no poder de sua potente força militar, mas Deus disse, em uma declaração contra Babilônia: “Farei que o próprio céu fique agitado, e a terra sairá tremendo do seu lugar diante da fúria de Jeová dos exércitos.” (Isa. 13:13) No que diz respeito à Babilônia, deve ter sido um grande choque quando o seu império caiu e seu território deixou de pertencer a Babilônia como a terceira potência mundial, e ela se tornou simples província do Império Persa. — Dan. 5:30, 31.
O apóstolo Paulo emprega, como ilustração, a assombrosa demonstração feita no Sinai, comparando-a com a maior e mais assombrosa assembléia da congregação cristã dos primogênitos perante Deus e seu Filho e Mediador, no celeste monte Sião. Ele prossegue com a ilustração do terremoto que ocorreu no Sinai, e fornece uma aplicação simbólica, incentivando os cristãos a continuar servindo com coragem e fé, compreendendo que o Reino e os que se apegam a ele conseguirão manter-se de pé, enquanto todas as outras coisas dos céus e da terra simbólicos são reduzidos a pedaços. — Heb. 12:18-29.
O maior terremoto de todos que ainda virá é simbólico, sendo descrito em conexão com a sétima das simbólicas sete últimas pragas de Revelação (Apocalipse). É representado como destroçando, não uma ou duas cidades, como têm feito os terremotos mais violentos, mas “as cidades das nações”. O relato de João a respeito deste cataclismo reza: “Houve um grande terremoto, tal como nunca tinha havido desde que os homens vieram a estar na terra, tão extensivo era o terremoto, tão grande. E a grande cidade [Babilônia, a Grande] fendeu-se em três partes, e caíram as cidades das nações”. — Rev. 16:18, 19.
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TesourariaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TESOURARIA
Um local, em geral um prédio ou uma dependência, onde se guardam, a bem da segurança, o dinheiro ou outros valores. O texto de Números 31:54 indica que, num período inicial, a “tenda de reunião” servia, em certo sentido, como tesouraria sagrada, guardando o ouro contribuído. As coisas valiosas de Jericó, que ‘pertenciam a Jeová’, foram entregues “ao tesouro da casa de Jeová”, sugerindo que se estabelecera uma tesouraria de algum tipo em conexão com o tabernáculo. (Jos. 6:17, 24) Foram nomeados levitas para cuidar dos tesouros contribuídos e dos que vieram como despojo tornado sagrado para Deus. (1 Crô. 26:20-28) O templo que Salomão edificou também possuía uma tesouraria, onde eram guardados o ouro e a prata, bem como os custosos utensílios do templo. — 1 Reis 7:51; 2 Crô. 5:1.
Sob a monarquia em Israel, havia, adicionalmente, uma tesouraria real. (2 Reis 20:13; 24:13; 2 Crô. 32:27, 28; Jer. 38:11) Com o passar dos anos, os valores da tesouraria real, bem como da tesouraria da casa de Jeová, foram repetidas vezes levados pelos inimigos como saque, ou utilizados para tentar comprar ou subornar nações pagãs. — 1 Reis 14:26; 15:18; 2 Reis 12:18; 14:14; 16:8; 18:15; 24:13.
NAS ESCRITURAS GREGAS CRISTÃS
Quando Jesus se achava na terra, uma parte do templo em Jerusalém era chamada de “tesouraria”. (João 8:20) Esta, pelo visto, achava-se situada na área chamada de Pátio das Mulheres. De acordo com fontes rabínicas, neste templo reconstruído por Herodes havia treze cofres do tesouro ao redor do muro deste pátio. O formato deles era como que de trombetas, tendo pequenas aberturas no topo, e as pessoas depositavam neles várias contribuições e ofertas. (Mar. 12:41) Os sacerdotes recusaram-se a lançar neste tesouro sagrado as peças de prata que Judas jogou no templo, “porque”, disseram eles, “são o preço de sangue”. (Mat. 27:6) Crê-se que este templo também continha uma grande tesouraria, para onde era levado o dinheiro retirado dos cofres do tesouro.
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TessalônicaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TESSALÔNICA
O principal porto marítimo da Macedônia, onde Paulo estabeleceu uma congregação cristã por volta do ano 50 EC; atualmente a cidade é chamada de Salonica. Originalmente, um povoado próximo chamado Therma, que significa “fonte de águas termais”, era uma das c. 26 cidades pequenas destruídas por Cassandro, que então edificou Tessalônica, em 316 ou 315 AEC. Ele lhe deu esse nome em honra de sua mulher, a irmã de Alexandre Magno. Esta nova cidade estava situada do lado O da península Calcídica, no golfo Termaico (atualmente chamado de golfo de Salonica), na junção da estrada que corre ao N, para o Danúbio, e a estrada principal (a pavimentada Via Egnácia, construída pelos romanos) que se estendia por centenas de quilômetros pela Macedônia, até o mar Adriático.
A Macedônia estava dividida em quatro distritos antes de meados do século II AEC, sendo Tessalônica a capital do segundo. Poucos anos depois, quando a Macedônia se tornou província romana, Tessalônica passou a ser a sede administrativa do seu governo provincial. Assim, quando o apóstolo Paulo e Silas ali chegaram, c. 121 km a O de Filipos, verificaram tratar-se de próspera metrópole de certa importância.
Durante três sábados, Paulo pregou na sinagoga de Tessalônica, e, como resultado disso, alguns judeus e uma grande multidão de prosélitos gregos se tornaram crentes e se associaram a Paulo e Silas, e, entre eles, achavam-se “não poucas das mulheres de destaque”. (Atos 17:1-4) Não se revela por quanto tempo Paulo permaneceu ali, embora fosse por tempo suficiente para que ele e seu companheiro obtivessem um trabalho a fim de se sustentarem. Desta forma Paulo, embora tivesse a autoridade, por ser apóstolo, de receber ajuda material daqueles a quem ministrava coisas espirituais, deu o exemplo de que ‘se deve comer o alimento que a própria pessoa ganha’ pelo seu trabalho. (1 Cor. 9:4-18; 1 Tes. 2: 9; 2 Tes. 3:7-12) Isto foi provavelmente feito, em parte, por causa da tendência que alguns ali manifestavam para a ociosidade. Durante sua permanência ali, Paulo recebeu dos irmãos de Filipos duas diferentes dádivas que lhes supriram suas necessidades. — Fil. 4:16.
Com o tempo, aqueles judeus tessalonicenses que rejeitaram a mensagem de Paulo provocaram um tumulto de pessoas ociosas do mercado, e atacaram a casa de Jasão, em que Paulo se hospedava. Mas, quando ficaram sabendo que o objeto de sua busca não estava ali, arrastaram Jasão e outros crentes perante os governantes da cidade, isto é, os “politarcas”, segundo o texto literal grego. (Atos 17:5-9; Int; PIB, nota) É de interesse especial que Inscrições desse período, que foram encontradas
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