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Bambu — gigantescas gramíneas da ÁsiaDespertai! — 1973 | 8 de julho
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toda a energia do bambu que cresce se dirige a erguer no ar a nova safra. Cessa temporariamente o crescimento subterrâneo durante este crescimento para o alto.
Morte
É interessante que a cada ano sucessivo, os brotos de bambu têm um ano a menos de vida potencial do que seus predecessores. Assim, quer tenham cem anos, quer cinqüenta, vinte e cinco, cinco, ou sejam da safra do ano passado, todos os bambus morrem por volta do mesmo tempo.
Ao florescer seu colmo, o bambuzal morre por um período de um ano ou dois. Assim, o bambuzal floresce uma vez em cerca de um século e então morre. Até mesmo as plantas transportadas para outros países florescem e morrem no mesmo ano ou dentro de dois anos da época em que morre o bambuzal “mãe”. O bambuzal e toda a sua prole transportada, embora espalhada por todo o mundo, agem bem parecido aos salmões espalhados por todos os mares, segundo um relógio interior.
Recentemente, para exemplificar, o bambu madake floresceu no Japão. Visto que três quartos do bambu japonês é desse tipo, o Japão entrou numa década de grande perda, visto que levam cerca de dez anos para que um bambuzal retorne em pleno vigor.
Quando morre um bambuzal, como é que volta?
Renascimento
Em certas variedades, é através da semente produzida pelo fruto das flores. Mas, há ainda outro modo, que é ímpar.
Conforme adrede observado, quando o bambuzal floresce, as plantas morrem dentro de uns dois anos. Não se trata apenas de morte superficial; os rizomas subterrâneos também morrem. Trata-se de caules ou raízes subterrâneos carnosos e que retêm a nutrição. Bem, então, qual é a fonte duma nova floresta?
É resultado do crescimento subterrâneo de novos rizomas. De forma notável, a vida é transferida, por um período de três anos, da velha floresta de bambu para estes diminutos rizomas novos. Levam então outros sete anos para que a rede de rizomas prolifere, e para que esta clareira se torne uma floresta.
E, assim, em meu quintal dos fundos, às vezes me deleito de correr descalço pelo gramado cheio de orvalho que naturalmente não é de bambu, ao mesmo tempo contemplando com admiração as gigantescas gramíneas de bambu. Meu coração grato se eleva ainda mais alto, até o Grandioso Criador de todas as coisas — da grama comum, da humanidade, e do bambu — e fica admirado com as formas em que se demonstra Sua sabedoria.
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Classificando um terremotoDespertai! — 1973 | 8 de julho
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Classificando um terremoto
As notícias jornalísticas sobre terremotos amiúde indicam sua forma em termos de números na Escala de Richter. Mas, o que tais classificações indicam nos efeitos causados?
Percorrendo os números de 1 a 8 da Escala de Richter, os efeitos são os seguintes: 1 - terremoto detectável apenas pela medida sismográfica; 2 - objetos pendurados balançam ligeiramente e alguns talvez sintam o tremor; 3 - as pessoas dentro de casa sentem algumas vibrações; 4 - os edifícios tremem e os artefatos de vidro se quebram; 5 - a mobília muda de lugar e os quadros nas paredes caem; 6 - as obras de alvenaria racham, algumas casas desabam, as janelas se rompem e as chaminés caem; 7 - danos extensos nas represas, diques e pontes, desabando muitos edifícios; 8 - todas as estruturas sofrem danos catastróficos.
O terremoto no Peru, que ocorreu em 31 de maio de 1970, em que mais de 50.000 pessoas foram mortas e 800.000 ficaram desabrigadas, media 7,8 na Escala Richter.
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