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TerraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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quatro direções e, às vezes, empregamos as expressões “os confins da terra”, “os quatro cantos da terra” no sentido de abranger a Terra toda. — Compare com Ezequiel 1:15-17; Lucas 13:29.
EXPRESSÕES FIGURADAS E SIMBÓLICAS
Menciona-se a Terra de forma figurada em vários casos. Em Jó 38:4-6, é assemelhada a um edifício, quando Jeová propõe perguntas a Jó que este, obviamente, não consegue responder, a respeito da criação da Terra e o controle que Jeová exerce sobre ela. Jeová também emprega uma expressão figurada para descrever o resultado da rotação da Terra. Diz: “[A Terra] se transforma como o barro debaixo dum selo.” (Jó 38:13, 14) Nos tempos bíblicos, alguns selos para a “assinatura” de documentos tinham a forma dum rolo gravado com o emblema do escritor. Era passado sobre o documento de barro mole, ou um envelope de argila, deixando uma impressão na argila. De forma similar, ao amanhecer, a parte da Terra que sai da escuridão da noite começa a mostrar sua forma e cor, à medida que a luz solar se move progressivamente de um lado para o outro de sua face. Sendo os céus, local do trono de Jeová, mais elevados do que a Terra, esta é, de forma figurada, o seu escabelo. (Sal. 103:11; Isa. 55:9; 66:1; Mat. 5:35; Atos 7:49) Aqueles que se acham no Seol ou Hades — a sepultura comum da humanidade — são considerados como estando sob a terra. — Rev. 5:3.
O apóstolo Pedro compara os céus e a terra literais (2 Ped. 3:5) com os simbólicos céus e terra (V. 7). Os “céus” do V. 7 não significam a própria morada de Jeová, o lugar de Seu trono nos céus. Os céus de Jeová não podem ser abalados. Nem a “terra”, neste mesmo versículo, é o planeta Terra literal, pois Jeová diz que ele estabeleceu firmemente a Terra. (Sal. 78:69; 119:90) Todavia, Deus diz que ele abalará tanto os céus como a terra (Ageu 2:21; Heb. 12:26), que os céus e a terra fugirão da sua presença, e que serão estabelecidos novos céus e uma nova terra. (2 Ped. 3:13; Rev. 20:11; 21:1) É evidente que o termo “céus” é simbólico, e que “terra”, neste caso, refere-se simbolicamente a uma sociedade de pessoas que vivem na terra, assim como no Salmo 96:1.
O termo terra também é empregado de forma simbólica para indicar os elementos mais firmes, mais estáveis do gênero humano. Os elementos irrequietos e instáveis da humanidade são ilustrados por meio da inquietação característica do mar. — Isa. 57:20; Tia. 1:6; Judas 13; compare com Revelação 12:16; 20:11; 21:1.
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Terremoto (Tremor De Terra)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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TERREMOTO (TREMOR DE TERRA)
Uma vibração da terra, causada primariamente pelo deslizamento ou deslocação de camadas de solo, ao longo duma falha, de uma fenda, ou pela erupção vulcânica. Abalos e tremores de terra ocorreram no decurso de toda a história bíblica, às vezes como resultado de forças geológicas naturais — como quando Judá sofreu grave terremoto nos dias de Uzias e de Jeroboão (Amós 1:1; Zac. 14:5) — ou como medidas diretas tomadas por Deus com fins judiciais, ou com objetivos que envolviam os Seus servos. A geologia da área explica a história passada de atividades sísmicas de Israel, que ainda não terminou. Para exemplificar, há algum tempo surgiu uma falha muito séria, que percorria a direção N-NE a partir do centro do golfo de Acaba. Graves terremotos ocorreram na Palestina a cada cinqüenta anos, aproximadamente, sendo muito mais freqüentes os tremores menores.
Jesus predisse que haveria grande número de terremotos, e de grande magnitude, como característica do sinal de sua presença. (Mat. 24:3, 7, 8; Mar. 13:4, 8) Desde 1914 EC, e notadamente desde 1948, tem havido um aumento no número de terremotos, especialmente dos grandes. Antes de 1948, ocorriam em série, havendo um período de descanso entre eles, mas, desde então, tem havido um grande terremoto quase que anualmente, em aditamento ao grande número dos sismos menores. — Veja The Encyclopedia Americana (Enciclopédia Americana), Livros do Ano, 1965-67, sob “Terremotos”.
No período de 68 anos, de 1915-1982, relata-se que 1.627.068 pessoas foram mortas pelos grandes terremotos. Ocorrem 1.000 sismos, por ano, suficientemente grandes para causar danos. — World Almanac (Almanaque Mundial) 1982, p. 745.
EMPREGOS FIGURADOS E SIMBÓLICOS
Amiúde se utilizam os terremotos em sentido figurado, nas Escrituras, para descrever o abalo e a derrubada de nações e de reinos. A antiga Babilônia confiava em deuses falsos, tais como Nebo e Marduque, os quais, segundo a imaginação do povo, enchiam seus céus. Também confiavam grandemente no poder de sua potente força militar, mas Deus disse, em uma declaração contra Babilônia: “Farei que o próprio céu fique agitado, e a terra sairá tremendo do seu lugar diante da fúria de Jeová dos exércitos.” (Isa. 13:13) No que diz respeito à Babilônia, deve ter sido um grande choque quando o seu império caiu e seu território deixou de pertencer a Babilônia como a terceira potência mundial, e ela se tornou simples província do Império Persa. — Dan. 5:30, 31.
O apóstolo Paulo emprega, como ilustração, a assombrosa demonstração feita no Sinai, comparando-a com a maior e mais assombrosa assembléia da congregação cristã dos primogênitos perante Deus e seu Filho e Mediador, no celeste monte Sião. Ele prossegue com a ilustração do terremoto que ocorreu no Sinai, e fornece uma aplicação simbólica, incentivando os cristãos a continuar servindo com coragem e fé, compreendendo que o Reino e os que se apegam a ele conseguirão manter-se de pé, enquanto todas as outras coisas dos céus e da terra simbólicos são reduzidos a pedaços. — Heb. 12:18-29.
O maior terremoto de todos que ainda virá é simbólico, sendo descrito em conexão com a sétima das simbólicas sete últimas pragas de Revelação (Apocalipse). É representado como destroçando, não uma ou duas cidades, como têm feito os terremotos mais violentos, mas “as cidades das nações”. O relato de João a respeito deste cataclismo reza: “Houve um grande terremoto, tal como nunca tinha havido desde que os homens vieram a estar na terra, tão extensivo era o terremoto, tão grande. E a grande cidade [Babilônia, a Grande] fendeu-se em três partes, e caíram as cidades das nações”. — Rev. 16:18, 19.
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TesourariaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TESOURARIA
Um local, em geral um prédio ou uma dependência, onde se guardam, a bem da segurança, o dinheiro ou outros valores. O texto de Números 31:54 indica que, num período inicial, a “tenda de reunião” servia, em certo sentido, como tesouraria sagrada, guardando o ouro contribuído. As coisas valiosas de Jericó, que ‘pertenciam a Jeová’, foram entregues “ao tesouro da casa de Jeová”, sugerindo que se estabelecera uma tesouraria de algum tipo em conexão com o tabernáculo. (Jos. 6:17, 24) Foram nomeados levitas para cuidar dos tesouros contribuídos e dos que vieram como despojo tornado sagrado para Deus. (1 Crô. 26:20-28) O templo que Salomão edificou também possuía uma tesouraria, onde eram guardados o ouro e a prata, bem como os custosos utensílios do templo. — 1 Reis 7:51; 2 Crô. 5:1.
Sob a monarquia em Israel, havia, adicionalmente, uma tesouraria real. (2 Reis 20:13; 24:13; 2 Crô. 32:27, 28; Jer. 38:11) Com o passar dos anos, os valores da tesouraria real, bem como da tesouraria da casa de Jeová, foram repetidas vezes levados pelos inimigos como saque, ou utilizados para tentar comprar ou subornar nações pagãs. — 1 Reis 14:26; 15:18; 2 Reis 12:18; 14:14; 16:8; 18:15; 24:13.
NAS ESCRITURAS GREGAS CRISTÃS
Quando Jesus se achava na terra, uma parte do templo em Jerusalém era chamada de “tesouraria”. (João 8:20) Esta, pelo visto, achava-se situada na área chamada de Pátio das Mulheres. De acordo com fontes rabínicas, neste templo reconstruído por Herodes havia treze cofres do tesouro ao redor do muro deste pátio. O formato deles era como que de trombetas, tendo pequenas aberturas no topo, e as pessoas depositavam neles várias contribuições e ofertas. (Mar. 12:41) Os sacerdotes recusaram-se a lançar neste tesouro sagrado as peças de prata que Judas jogou no templo, “porque”, disseram eles, “são o preço de sangue”. (Mat. 27:6) Crê-se que este templo também continha uma grande tesouraria, para onde era levado o dinheiro retirado dos cofres do tesouro.
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TessalônicaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TESSALÔNICA
O principal porto marítimo da Macedônia, onde Paulo estabeleceu uma congregação cristã por volta do ano 50 EC; atualmente a cidade é chamada de Salonica. Originalmente, um povoado próximo chamado Therma, que significa “fonte de águas termais”, era uma das c. 26 cidades pequenas destruídas por Cassandro, que então edificou Tessalônica, em 316 ou 315 AEC. Ele lhe deu esse nome em honra de sua mulher, a irmã de Alexandre Magno. Esta nova cidade estava situada do lado O da península Calcídica, no golfo Termaico (atualmente chamado de golfo de Salonica), na junção da estrada que corre ao N, para o Danúbio, e a estrada principal (a pavimentada Via Egnácia, construída pelos romanos) que se estendia por centenas de quilômetros pela Macedônia, até o mar Adriático.
A Macedônia estava dividida em quatro distritos antes de meados do século II AEC, sendo Tessalônica a capital do segundo. Poucos anos depois, quando a Macedônia se tornou província romana, Tessalônica passou a ser a sede administrativa do seu governo provincial. Assim, quando o apóstolo Paulo e Silas ali chegaram, c. 121 km a O de Filipos, verificaram tratar-se de próspera metrópole de certa importância.
Durante três sábados, Paulo pregou na sinagoga de Tessalônica, e, como resultado disso, alguns judeus e uma grande multidão de prosélitos gregos se tornaram crentes e se associaram a Paulo e Silas, e, entre eles, achavam-se “não poucas das mulheres de destaque”. (Atos 17:1-4) Não se revela por quanto tempo Paulo permaneceu ali, embora fosse por tempo suficiente para que ele e seu companheiro obtivessem um trabalho a fim de se sustentarem. Desta forma Paulo, embora tivesse a autoridade, por ser apóstolo, de receber ajuda material daqueles a quem ministrava coisas espirituais, deu o exemplo de que ‘se deve comer o alimento que a própria pessoa ganha’ pelo seu trabalho. (1 Cor. 9:4-18; 1 Tes. 2: 9; 2 Tes. 3:7-12) Isto foi provavelmente feito, em parte, por causa da tendência que alguns ali manifestavam para a ociosidade. Durante sua permanência ali, Paulo recebeu dos irmãos de Filipos duas diferentes dádivas que lhes supriram suas necessidades. — Fil. 4:16.
Com o tempo, aqueles judeus tessalonicenses que rejeitaram a mensagem de Paulo provocaram um tumulto de pessoas ociosas do mercado, e atacaram a casa de Jasão, em que Paulo se hospedava. Mas, quando ficaram sabendo que o objeto de sua busca não estava ali, arrastaram Jasão e outros crentes perante os governantes da cidade, isto é, os “politarcas”, segundo o texto literal grego. (Atos 17:5-9; Int; PIB, nota) É de interesse especial que Inscrições desse período, que foram encontradas
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