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Terrorismo — está alguém seguroDespertai! — 1986 | 22 de junho
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conseguirá enchê-lo de novo.” Não há medidas que garantam 100 por cento de segurança.
“Neste momento, não parece possível que qualquer aeroporto seja realmente seguro”, afirma Michael Barron, diretor-assistente de viagens de uma agência de viagens dos EUA. “A pessoa paga e corre seus riscos.”
Milhares de pessoas mudaram seus planos de viagens, por receio do terrorismo. Cerca de 850.000 estadunidenses alegadamente podem ter cancelado suas viagens ao ultramar, no verão setentrional passado, depois de um grande seqüestro. Um agente de viagens de Nova Iorque recentemente observou: “Nem mesmo os agentes de viagens daqui desejam, nesse momento, fazer viagens à Europa”, acrescentando, “e podemos viajar grátis”.
A situação é grave. Orientando uma comissão do Senado dos EUA, o diretor da CIA, Casey, disse: “Estamos no meio de uma guerra não-declarada.” Mas o problema é identificar o inimigo. Poderia ser o ocupante da poltrona ao lado, em seu avião.
Gostaria de ficar a par do que significa tornar-se refém de seqüestradores desesperados? Leia então o seguinte relato, de Elias Rousseas, que sobreviveu ao seqüestro do Vôo 648 da EgyptAir.
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Fui sequestrado para Malta — mas consegui sobreviverDespertai! — 1986 | 22 de junho
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Fui sequestrado para Malta — mas consegui sobreviver
POR volta das 2O horas, de 23 de novembro último, cheguei ao Aeroporto Internacional de Atenas junto com um colega, George Vendouris. Estávamos a caminho de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para inspecionar um dos navios da companhia para a qual trabalho. Já por muitos anos, sirvo como engenheiro-chefe de nossa companhia, e, nesta tarefa, George deveria ajudar-me.
Viajávamos para Dubai, via Cairo, no Vôo 648 da EgyptAir. Depois de passarmos por vários postos de controle, chegamos ao avião, um Boeing 737. Visto que só tínhamos bagagem de mão, pudemos entrar no avião relativamente cedo. Se me lembro corretamente, estávamos na fila 7, poltronas A e B.
Por fim, depois de todo o mundo ter entrado, decolamos no horário previsto, pouco depois das 21 horas. O avião não estava muito cheio, tendo menos de 100 passageiros. Pouco depois da decolagem, os comissários de bordo começaram a servir refrigerantes. Devem ter decorrido mais ou menos uns 25 minutos de vôo quando um homem surgiu na frente da porta da cabina do piloto. Tinha um revólver numa das mãos, e uma granada verde na outra, e começou a gritar em árabe. Sou grego e não entendo árabe, mas tornou-se claro que se tratava dum seqüestro.
Assim, acompanhamos os movimentos dos passageiros egípcios e levantamos as mãos por sobre a cabeça. O seqüestrador, ao dar ordens, também tentava puxar com os dentes algo da granada. Não teve êxito, porém, de modo que recolocou a granada no bolso do colete.
O seqüestrador, que, como depois ficou claro, não estava sozinho, fez com que os sentados nas poltronas da frente fossem
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