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O terrorismo — uma guerra internaDespertai! — 1983 | 8 de setembro
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O terrorismo — uma guerra interna
DESDE a Primeira Guerra Mundial, poderosos impérios coloniais têm sido desbaratados. Novas nações, saídas dos escombros, lutam pela sua soberania. Fervem e se agitam internamente, alternando o seu modelo político e social de um extremo a outro. A América Latina é um caldeirão de lutas internas. Compare um mapa da África de 1914 com um da África moderna. Desapareceram os vastos impérios coloniais. Em seu lugar, há mais de 30 nações, muitas delas afligidas por agitações internas.
À medida que as guerras internas nas nações se tornam mais sinistras, cresce o temor de que as nações possam desintegrar-se e acabar em niilismo. No seu julgamento em Israel, um terrorista japonês do Exército Vermelho disse a seus acusadores: “Sabemos [que as guerras internas das nações] se tornarão mais graves do que as batalhas entre nações.”
Terrorista ou Lutador Pela Liberdade?
‘O que para um é terrorista, para o outro é lutador pela liberdade.’ Os terroristas de esquerda apontam para George Washington. Não liderou ele exércitos revolucionários para derrubar o domínio britânico? “George Washington era um terrorista”, declarou um acusado da Facção Exército Vermelho, cuja vida estava em julgamento num tribunal alemão-ocidental. “Classificar um homem de terrorista é conferir-lhe um termo de honra.”
Para os estadunidenses, classificar George Washington de terrorista pode soar revoltante. Contudo, os estadunidenses certa vez aclamavam Fidel Castro qual heróico lutador pela liberdade. Isso foi quando, com um grupo de guerrilheiros, ele derrotou o exército do ditador Batista. Mais tarde, devido ao tipo de governo que implantou, Castro passou a ser encarado pelos Estados Unidos à mesma luz dos revolucionários que mataram a bomba o czar Alexandre II e detonaram a Revolução Russa.
Alguns vêem no terrorismo uma fúria que a sociedade traz sobre si mesma. Outros o consideram um câncer da civilização — grupos ou movimentos, grandes ou pequenos, violentamente decididos a reestruturar esse ou aquele sistema político, econômico ou mesmo religioso.
Táticas dos Terroristas
O terrorista moderno assalta, rouba, incendeia, lança bombas, seqüestra e mata. Para ele, suas ações não são crimes no sentido geral. Considera-se fazendo o que as nações fazem umas às outras na guerra. Seus atos são atos de guerra. Ele guerreia contra uma ordem social.
Via de regra, ele se une a companheiros de sangue. Operam em pequenos núcleos. Atacam e fogem. São guerrilheiros, escaramuçadores. Às vezes suas forças aumentam e viram exércitos. Medo deles impele nações à guerra, a invasões e a contra-atrocidades. Como poderiam as Nações Unidas, por exemplo, traçar uma história neutra sobre o moderno Líbano — campo de batalha de palestinos, sírios e israelenses? E, aceita a hipótese de que todas as forças estrangeiras sejam retiradas de suas fronteiras, como o Líbano unirá suas facções internas mescladas de cristãos maronitas, muçulmanos sunitas, xiitas e drusos? A violência praticada por uma facção contra outra seria terrorismo? A resposta depende de a quem você pergunta.
Descrever o que o terrorismo tem feito para moldar o rumo das nações exigiria um retrospecto de boa parte da história mundial dos últimos 50 anos. Sinais tempestuosos de terrorismo alastrante, agitado e manipulado por forças oponentes internas e externas, despertam uma pergunta amedrontadora na mente de líderes mundiais: Que papel desempenharão as “guerras internas” no destino das nações?
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Como foram lançadas algumas das sementesDespertai! — 1983 | 8 de setembro
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Como foram lançadas algumas das sementes
NOS ANOS 40, os nazistas ocuparam a Europa. Organizou-se a resistência clandestina. Os movimentos eram apoiados pelos governos aliados, que operavam através da Grã-Bretanha. A Real Força Aérea Britânica lançou sobre a Europa panfletos ilustrados em muitas línguas que ensinavam preparar emboscadas, sabotar ferrovias, hostilizar um exército de ocupação, matar delatores. Os grupos clandestinos receberam metralhadoras, granadas e bombas plásticas. Os nazistas talvez os tivessem chamado de terroristas. Seus compatriotas os respeitavam e honravam. Para o mundo ocidental, suas proezas se tornaram atos de heroísmo.
Esse breve retrospecto tem sido usado por alguns para ilustrar como um espírito insurgente pode nascer do que, na época, parecem ser elevados ideais e nobres motivos. Mas, o câncer do terrorismo não diferencia suas vítimas. Devora os próprios que primeiro o chancelaram. A Alemanha Ocidental, a França e a Itália são hoje focos de terroristas de esquerda, de direita e de outras tendências. Uma geração de lutadores pela liberdade gerou uma prole decidida a desmantelar com violência a própria ordem social que derrubou o regime de Hitler.
Fomentação de Revoluções
Fidel Castro deflagrou um espírito revolucionário que se espalhou nos círculos de esquerda na América Latina. Nos primeiros anos 60, proliferaram movimentos de subversão na Guatemala, Peru e outros países.
“Nasci na Argentina, lutei em Cuba e tornei-me revolucionário na Guatemala”, escreveu Che Guevara, discípulo de Castro. Esse hispano-irlandês, missionário itinerante da revolução, por fim foi morto na Bolívia, em 1967. Ganhou mundialmente uma espécie de “auréola de nobreza”, como “reformador social em armas que lutou só com o apoio do povo oprimido”.
Frantz Fanon, médico de cor, era chefe do departamento psiquiátrico do Hospital de Blida, em Argel, quando os árabes passaram a lutar pela libertação do domínio francês, em 1952. Por meio de seus escritos, como seu livro The Wretched of the Earth (Os Desventurados da Terra), Fanon ajudou a cristalizar a ideologia dos intelectuais de esquerda. Por um período longo demais, asseverava, as potências coloniais haviam explorado as massas na África, na Ásia, na América Latina ou em qualquer outra parte, por meio de deportações, massacres, trabalhos forçados e escravidão. Havia necessidade de um terrível ajuste de contas. A violência, pregava ele, ‘livra o explorado e restaura seu amor-próprio’. As opiniões de Fanon originaram um modelo ideológico entre intelectuais dessa linha, no Ocidente.
À medida que acabavam as guerras anticolonialistas em várias partes da terra, nos anos 50 e 60, evoluía o conceito de um Terceiro Mundo de países pobres e miseráveis. Isso despertou a compaixão de jovens intelectuais. Os países mais ricos, argumentavam, deviam fazer mais para ajudar povos menos afortunados. Homens como Castro, Che Guevara e Fanon se tornaram heróis nas universidades. Estudantes na Europa e na América se ligaram à literatura de subversão.
Herbert Marcuse, nascido em Berlim, professor de ideologia política na Universidade da Califórnia, em consonância com intelectuais da Universidade Livre, em Berlim Ocidental, da Universidade de Trento, no norte da Itália e com outros centros dessa nova opinião, criaram uma tendência na revolução. Transferiu-se a subversão da América Latina, da África e de outras áreas do Terceiro Mundo para países abastados. Ali, estudantes descontentes com o ‘consumismo imperturbável e riqueza ostentosa’ viram razões para revolta, para derrubar a ordem estabelecida.
A Revolução se Alastra
“Na Alemanha Ocidental, a maioria dos primeiros apoiadores se encontravam nas fileiras de clérigos, médicos, professores e jornalistas”, segundo Christopher Dobson e Ronald Payne. No seu minucioso estudo, Os Terroristas (em inglês), esses jornalistas traçam o desenvolvimento revolucionário (na Alemanha Ocidental) entre homens e mulheres das classes média e alta. (Metade dos 28 mais procurados guerrilheiros urbanos na lista da polícia em 1979 eram mulheres.)
Livre da carga dos gastos militares, os alemães-ocidentais após a Segunda Guerra Mundial experimentaram um surto de prosperidade, ao passo que a maioria do mundo sofria necessidade. Alguns alemães jovens e idealistas protestaram ruidosamente. Incendiou-se o espírito em outros países. Em Paris, estudantes franceses marcharam sob a bandeira vermelha do comunismo e a bandeira negra da anarquia. Os estudantes conseguiram algumas reformas nas “superlotadas e arcaicas universidades” da França e da Alemanha. Mas, quando convocaram os trabalhadores para manifestações de rua e bloqueio de fábricas, a grande cruzada para derrubar o capitalismo fracassou.
A revolta, porém, foi alimentada por outros fogos. Em 1967, o xá do Irã visitou a Alemanha Ocidental. Os manifestantes marcharam em protesto, e um policial matou Benno Ohnesorg, estudante moderado de Hanôver. Em 1970, estudantes da Universidade Estadual de Kent, Ohio, EUA, protestaram contra a invasão americana do Camboja. Os Guardas Nacionais abriram fogo. Quatro estudantes foram mortos e 10 feridos. Em toda a parte, as autoridades constituídas eram tidas como opressores violentos pelos estudantes radicais.
Os reacionários retaliaram quando alemães radicais incendiaram uma loja de departamentos em Frankfurt — “para mostrar aos imperturbáveis burgueses como realmente eram os horrores da guerra do Vietnã”. Para se defenderem, adquiriram armas. Para pagar as armas, assaltaram bancos. De assalto a bancos, o próprio ímpeto os impulsionou arrojadamente a mais violência. Foi um processo que conferiu a jovens estudantes um rótulo assustador: terroristas.
Isso levou alguns a um estilo de vida comunal, troca de cônjuges, uso de maconha, prazeres sensuais. Misturado a tudo isso havia a ilusão de defender nobres ideais. Incitamentos que ofuscam o bom senso atraíram adesões mesmo dentre moças de formação aristocrática. Mas, o fascínio pela excitação e pelas recompensas atraiu também alguns criminosos comuns com idealismo não muito maior do que o de um animal.
São os Terroristas Reflexo de Maus Governos?
O historiador Henry Steel Commager atribui a ‘crise de violência’ que surgiu nos Estados Unidos nos anos 70 ao mau exemplo do governo. Os Estados Unidos, disse ele, estavam lançando nove vezes mais bombas na Indochina do que foram lançadas em todo o Pacífico Sul durante a Segunda Guerra Mundial. “De que adianta o Presidente autorizar e perpetuar essa violência, na qualidade de comandante-em-chefe”, perguntou Commager, “e em seguida lamentar a violência no campus na qualidade de Presidente?”
Após o assassinato de Robert F. Kennedy, a Comissão Nacional de Violência publicou um estudo sobre a luta civil mundial. De cada 1.000 americanos, descobriu que 11 tomaram parte em luta civil entre 1963 e 1968. Os americanos figuravam em primeiro lugar entre 17 democracias ocidentais e em 24.º entre as 114 maiores nações e colônias do mundo. Não obstante todas suas manifestações antigovernamentais e distúrbios raciais, os americanos ainda não se organizaram segundo as linhas de irredutíveis grupos de terror que agem na Europa Ocidental. Não que isso não possa acontecer, concluiu o estudo, porque “os americanos sempre foram um povo violento”.
Como Consideram a Si Mesmos?
Clandestinos ou manifestos, há movimentos organizados para a luta de guerrilhas, qualquer que seja o modo possível, cada qual em favor de sua própria causa. Para os palestinos a causa é o nacionalismo — querem ter a sua própria pátria. O ETA (Partido dos Países Bascos) tenta conseguir um estado independente composto de quatro províncias majoritariamente bascas na Espanha e três na França. O Exército Republicano Irlandês luta para derrubar o domínio britânico e estabelecer uma forma de independência irlandesa.
Terroristas de esquerda na Itália querem reestruturar a sociedade italiana em linhas mais extremas do que o “brando” modelo comunista. Grupos de direita querem levar a Itália de novo ao fascismo.
Terroristas alemães-ocidentais e japoneses defendem uma revolução mundial total em favor de uma nova ordem radicalmente nova. Outros, como os insurgentes muçulmanos nas Filipinas e os Guerreiros de Cristo, o Rei, na Espanha, lutam pela emancipação religiosa. Outros parecem ter objetivos mistos de política e religião. Os soldados que gritavam: “Glória ao Egito, atacar!”, enquanto suas armas exterminavam o presidente Anuar Sadat, no Cairo, foram executados como parte de um núcleo terrorista de religiosos fanáticos acusados de querer criar um estado islâmico fundamentalista no Egito. Daí há os taxados de terroristas cujos motivos parecem não ser maiores do que os lucros que colhem do crime.
Mas, na maior parte, os encarados e temidos por outros quais terroristas vêem a si mesmos como idealistas, visionários, revolucionários. “Deixemos bem claro uma coisa. Exportaremos a nossa revolução para toda a parte, a todo país que se opuser a nós.” Essa declaração é atribuída ao governante líbio Muammar Khadafi. Do ponto de vista ocidental, ele é encarado como muçulmano fundamentalista que exige uma “guerra santa” contra o sionismo e sonha unir os 160 milhões de árabes do mundo sob seu comando. Com bilhões de dólares de renda do petróleo sob seu controle, o coronel Khadafi é levado a sério pelos líderes políticos dos Estados Unidos. Crêem que ele tem condições de infiltrar num país revolucionários treinados. Mas, Khadafi não se considera terrorista. Os terroristas, diz ele, estão em toda a parte. “Israel está terrorizando os árabes com seu programa nuclear. Os alemães-ocidentais sofrem terrorismo porque os Estados Unidos estão instalando mísseis ali. Nós na Líbia sofremos terrorismo pela presença da frota americana no Mediterrâneo. Isso é verdadeiro terrorismo.”
[Destaque na página 6]
‘De que adianta o Presidente perpetuar a violência na Indochina e lamentar a violência no campus?’
[Foto na página 5]
‘O que para um é terrorista, para o outro é lutador pela liberdade.’
[Foto na página 7]
Crescente número de mulheres participam.
[Foto na página 8]
Alguns afirmam que a Segunda Guerra Mundial lançou as sementes do terrorismo moderno.
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Quando cessará o terror?Despertai! — 1983 | 8 de setembro
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Quando cessará o terror?
EM PAÍSES como os Estados Unidos, em que o terrorismo organizado raras vezes põe suas mangas de fora, existem, não obstante, ‘bombas-relógio’ humanas prontas para explodiram em distúrbios raciais, rebelião de jovens ou outras formas de anarquia social. Essas convulsões sociais abalam as estruturas sociais e políticas mesmo em nações fortes. Elas temem que agitadores profissionais assumam o controle dos amotinadores e os liderem em terrorismo organizado.
Em alguns países os terroristas dispõem de armas modernas. Vão desde sofisticadas metralhadoras automáticas, bombas de alto teor explosivo, foguetes SAM de fabricação soviética e mísseis antiaéreos portáteis até a parafernália bélica de ar-e-terra à disposição da OLP em sua guerra com Israel. Na maioria dos países estão disponíveis armas químicas capazes de envenenar as reservas de água duma cidade. Mas, acima de tudo, as nações temem o dia em que algum grupo terrorista venha a possuir uma bomba nuclear. Poderia então manter países inteiros como reféns? Ou enganar nações nucleares, levando-as a pensar que uma atacou a outra?
O medo é a derradeira arma dos terroristas. O medo da morte faz desfalecer corações mesmo nas mais poderosas nações. Quando se espalhou o boato de que o coronel Khadafi (líderes americanos o consideram terrorista) estava enviando “pistoleiros” aos Estados Unidos para matarem o presidente Reagan e outros (a quem Khadafi considera terroristas), uma agência de notícias de Washington informou que “nunca nada igual ao pânico causado pela suposta presença líbia tomou conta desta cidade, pelo menos não em tempo de paz”.
A Todos os de Alma Amargurada
Não existe meio de banir o medo? Nenhum poder para minorar a desconfiança, o ódio e a amargura que envenenam o coração dos homens? Talvez os homens acalentassem tal bênção quando decoraram uma amurada defronte do edifício das Nações Unidas com estas palavras da Bíblia:
CONVERTERÃO AS SUAS ESPADAS EM ENXADÕES E AS SUAS LANÇAS EM FOICES: NÃO LEVANTARÁ ESPADA NAÇÃO CONTRA NAÇÃO, NEM APRENDERÃO MAIS A GUERREAR.
Dois profetas contemporâneos, Isaías e Miquéias, registraram essas palavras mais de 700 anos antes de Cristo. (Isaías 2:4; Miquéias 4:3, Almeida, revista e corrigida) Devido às terríveis animosidades entre si, algumas nações e alguns homens talvez desdenhem qualquer coisa procedente da Bíblia. A Bíblia, porém, não é um “livro judaico”, como também não é um “livro cristão”. Recue distante na história, para a época em que não existiam judeus. Recue a uns 2.300 anos antes de Cristo — a Sem, filho de Noé. O Deus da Bíblia é “Jeová, Deus de Sem”, diz Gênesis 9:26. Sem foi avô de Éber, ancestral dos judeus, é verdade. Mas Sem, segundo peritos bíblicos, foi também ancestral dos assírios, caldeus, elamitas, arameus e lídios. Esses antigos ocupavam partes do que hoje é o Irã, Iraque, Arábia Saudita, Jordânia, Síria e Turquia. Houve tempo em que Jeová, o Deus de Sem, tinha Suas testemunhas naquelas terras.
Ele tem hoje Suas testemunhas nessas terras. Efetivamente, Ele as tem em todo o mundo. Milhões de Testemunhas de Jeová vivem irmanados numa paz global. Muitas delas eram antes como aqueles que acorreram ao jovem Davi, quando ele mesmo era fugitivo do Rei Saul, de Israel. “Todos os homens em aperto, e todos os homens que tinham credor, e todos os homens de alma amargurada começaram a reunir-se a ele, e ele veio a ser chefe sobre eles.” Em duas ocasiões, alguns incitaram Davi a assassinar Saul. Com o tempo Davi tornou-se rei, mas não por meio de táticas terroristas. — 1 Samuel 22:2; 24:4-6; 26:8-11; 2 Samuel 5:1-3.
Os homens que confiam nas Nações Unidas talvez não se apercebam que aquilo que gravaram na amurada da Praça da ONU é uma profecia divina. Será cumprida, não segundo os moldes do meliorista — que crê que o mundo tende a melhorar naturalmente e, especialmente, que pode ser melhorado por meio de esforços humanos. A profecia aponta para a vinda do Reino de Deus. Os homens não estabelecem o Reino de Deus, por meios políticos, prestando favor a Deus. O Todo-poderoso introduz seu Reino, a partir dos céus, por meio de seu Filho, o herdeiro do “trono de Davi”. — Lucas 1:32; Isaías 2:2-4; Daniel 2:44; 7:13, 14.
Antes que esse Reino exerça o domínio pleno sobre a terra, Deus faz com que suas testemunhas o anunciem, em testemunho a todas as nações. As pessoas que atentam a essas boas novas já demonstram que, pelo poder de Deus, podem converter seu espírito belicista em espírito de paz. Não mais aprendem a guerrear.
Dois outros profetas bíblicos, Ezequiel (38:21) e Zacarias (14:13), predisseram que, na sua ruína rodopiante, o mundo chegará ao fim com a mão de cada um levantada contra seu próximo. Quem sabe que papel desempenharão nisso as terroristas “guerras internas”? Mas, o método deste mundo para aliviar as amargas animosidades e a dor no coração dos homens, exclusivamente por exaurir seu sangue, não precisa ser o seu método. Em qualquer país que você more, independente de suas circunstâncias, por que não compartilha com as Testemunhas de Jeová o conhecimento bíblico preciso, por meio do qual a nossa própria natureza é transformada em nova personalidade “criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade”? — Efésios 4:22-24, 31, 32.
[Destaque na página 9]
Pessoas que atentam à Palavra de Deus não mais aprendem a guerrear.
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Realístico sobre governoDespertai! — 1983 | 8 de setembro
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Realístico sobre governo
“Nossas armas eram porretes, cacetes revestidos de chumbo, correntes e revólveres”, relata Stelvio, que nos anos 70 era militante político no sul da Europa. Em campos de estilo militar clandestinos, aprendera a organizar turbas e travar guerrilha urbana.
Mas, após alguns anos ocorreu uma mudança. Uma Testemunha de Jeová chegou à casa de Stelvio, ensinando a Bíblia. O efeito? “Abriu meus olhos para ver que o nacionalismo e as facções políticas dividem os homens. Aprendi da Bíblia que Deus fez de um só homem toda nação dos homens para morarem sobre a terra. (Atos 17:26) A conscientização disso é uma força unificadora. Fez-me deixar de odiar outros só porque suas idéias políticas eram diferentes.”
Esse ex-ativista violento disse mais: “Continuamente me perguntava: Como pode o homem algum dia resolver seus problemas por meio da política, uma vez que a própria política tem causado divisões na humanidade? Para que os homens se unam, as razões para as divisões devem desaparecer. Tenho visto entre as Testemunhas de Jeová negros e brancos ser batizados na mesma água, ex-protestantes e católicos na Irlanda deixar de se odiarem, árabes e judeus se reunirem juntos durante a Guerra dos Seis Dias. Aprendi a amar os que antes odiava.
“Ninguém pode dizer que o Reino de Deus, que as Testemunhas de Jeová anelam, seja mero sonho utópico, pois já existe uma comunidade internacional unida sob tal Reino. A aplicação de princípios bíblicos tem produzido resultados não alcançados por nenhum outro grupo religioso, político ou social.
“Aos que, como eu no passado, lutam pela implantação da justiça, paz e ordem social, digo: ‘Sejam realísticos e admitam que o homem tem sido incapaz de implantá-las. Vejam, contudo, as Testemunhas de Jeová. Não superaram elas problemas ligados à guerra, divisões políticas, discriminação racial, paz e união? Homens confiam em homens e têm problemas. As Testemunhas de Jeová submetem-se ao Reino de Deus e têm resolvido os principais problemas da vida.’”
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Síndrome de filho “único” na ChinaDespertai! — 1983 | 8 de setembro
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Síndrome de filho “único” na China
Um filho por família pode ajudar a China a estancar o aumento de sua população, mas está também criando um problema peculiar — uma geração de filhos ‘únicos’ mimados. Para tocar o plano, o governo recompensa os pais de um só filho com gratificações e privilégios especiais de moradia, assistência médica e educação. O resultado? “Os filhos únicos são o sol numa família e os pais e os avós os planetas que orbitam o sol”, diz China Daily. Conseqüentemente, “alguns filhos únicos jamais aprendem a se preocupar com os outros. No jardim da infância, brigam com seus amigos e se recusam a partilhar seus brinquedos”. Num empenho de “fazer os pais parar de paparicar seus queridinhos”, o governo está distribuindo milhões de exemplares de livros e folhetos sobre o assunto de criar filhos ‘únicos’.
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