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Terremoto (Tremor De Terra)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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coragem e fé, compreendendo que o Reino e os que se apegam a ele conseguirão manter-se de pé, enquanto todas as outras coisas dos céus e da terra simbólicos são reduzidos a pedaços. — Heb. 12:18-29.
O maior terremoto de todos que ainda virá é simbólico, sendo descrito em conexão com a sétima das simbólicas sete últimas pragas de Revelação (Apocalipse). É representado como destroçando, não uma ou duas cidades, como têm feito os terremotos mais violentos, mas “as cidades das nações”. O relato de João a respeito deste cataclismo reza: “Houve um grande terremoto, tal como nunca tinha havido desde que os homens vieram a estar na terra, tão extensivo era o terremoto, tão grande. E a grande cidade [Babilônia, a Grande] fendeu-se em três partes, e caíram as cidades das nações”. — Rev. 16:18, 19.
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TesourariaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TESOURARIA
Um local, em geral um prédio ou uma dependência, onde se guardam, a bem da segurança, o dinheiro ou outros valores. O texto de Números 31:54 indica que, num período inicial, a “tenda de reunião” servia, em certo sentido, como tesouraria sagrada, guardando o ouro contribuído. As coisas valiosas de Jericó, que ‘pertenciam a Jeová’, foram entregues “ao tesouro da casa de Jeová”, sugerindo que se estabelecera uma tesouraria de algum tipo em conexão com o tabernáculo. (Jos. 6:17, 24) Foram nomeados levitas para cuidar dos tesouros contribuídos e dos que vieram como despojo tornado sagrado para Deus. (1 Crô. 26:20-28) O templo que Salomão edificou também possuía uma tesouraria, onde eram guardados o ouro e a prata, bem como os custosos utensílios do templo. — 1 Reis 7:51; 2 Crô. 5:1.
Sob a monarquia em Israel, havia, adicionalmente, uma tesouraria real. (2 Reis 20:13; 24:13; 2 Crô. 32:27, 28; Jer. 38:11) Com o passar dos anos, os valores da tesouraria real, bem como da tesouraria da casa de Jeová, foram repetidas vezes levados pelos inimigos como saque, ou utilizados para tentar comprar ou subornar nações pagãs. — 1 Reis 14:26; 15:18; 2 Reis 12:18; 14:14; 16:8; 18:15; 24:13.
NAS ESCRITURAS GREGAS CRISTÃS
Quando Jesus se achava na terra, uma parte do templo em Jerusalém era chamada de “tesouraria”. (João 8:20) Esta, pelo visto, achava-se situada na área chamada de Pátio das Mulheres. De acordo com fontes rabínicas, neste templo reconstruído por Herodes havia treze cofres do tesouro ao redor do muro deste pátio. O formato deles era como que de trombetas, tendo pequenas aberturas no topo, e as pessoas depositavam neles várias contribuições e ofertas. (Mar. 12:41) Os sacerdotes recusaram-se a lançar neste tesouro sagrado as peças de prata que Judas jogou no templo, “porque”, disseram eles, “são o preço de sangue”. (Mat. 27:6) Crê-se que este templo também continha uma grande tesouraria, para onde era levado o dinheiro retirado dos cofres do tesouro.
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TessalônicaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TESSALÔNICA
O principal porto marítimo da Macedônia, onde Paulo estabeleceu uma congregação cristã por volta do ano 50 EC; atualmente a cidade é chamada de Salonica. Originalmente, um povoado próximo chamado Therma, que significa “fonte de águas termais”, era uma das c. 26 cidades pequenas destruídas por Cassandro, que então edificou Tessalônica, em 316 ou 315 AEC. Ele lhe deu esse nome em honra de sua mulher, a irmã de Alexandre Magno. Esta nova cidade estava situada do lado O da península Calcídica, no golfo Termaico (atualmente chamado de golfo de Salonica), na junção da estrada que corre ao N, para o Danúbio, e a estrada principal (a pavimentada Via Egnácia, construída pelos romanos) que se estendia por centenas de quilômetros pela Macedônia, até o mar Adriático.
A Macedônia estava dividida em quatro distritos antes de meados do século II AEC, sendo Tessalônica a capital do segundo. Poucos anos depois, quando a Macedônia se tornou província romana, Tessalônica passou a ser a sede administrativa do seu governo provincial. Assim, quando o apóstolo Paulo e Silas ali chegaram, c. 121 km a O de Filipos, verificaram tratar-se de próspera metrópole de certa importância.
Durante três sábados, Paulo pregou na sinagoga de Tessalônica, e, como resultado disso, alguns judeus e uma grande multidão de prosélitos gregos se tornaram crentes e se associaram a Paulo e Silas, e, entre eles, achavam-se “não poucas das mulheres de destaque”. (Atos 17:1-4) Não se revela por quanto tempo Paulo permaneceu ali, embora fosse por tempo suficiente para que ele e seu companheiro obtivessem um trabalho a fim de se sustentarem. Desta forma Paulo, embora tivesse a autoridade, por ser apóstolo, de receber ajuda material daqueles a quem ministrava coisas espirituais, deu o exemplo de que ‘se deve comer o alimento que a própria pessoa ganha’ pelo seu trabalho. (1 Cor. 9:4-18; 1 Tes. 2: 9; 2 Tes. 3:7-12) Isto foi provavelmente feito, em parte, por causa da tendência que alguns ali manifestavam para a ociosidade. Durante sua permanência ali, Paulo recebeu dos irmãos de Filipos duas diferentes dádivas que lhes supriram suas necessidades. — Fil. 4:16.
Com o tempo, aqueles judeus tessalonicenses que rejeitaram a mensagem de Paulo provocaram um tumulto de pessoas ociosas do mercado, e atacaram a casa de Jasão, em que Paulo se hospedava. Mas, quando ficaram sabendo que o objeto de sua busca não estava ali, arrastaram Jasão e outros crentes perante os governantes da cidade, isto é, os “politarcas”, segundo o texto literal grego. (Atos 17:5-9; Int; PIB, nota) É de interesse especial que Inscrições desse período, que foram encontradas em Tessalônica e em suas proximidades, refiram-se a determinados oficiais locais como politarcas.
A bem da segurança deles, Paulo e Silas foram despachados à noite pelos irmãos tessalonicenses para Beréia. Ali, Paulo verificou que os bereanos ‘eram de mentalidade mais nobre do que os de Tessalônica, pois não só recebiam a palavra com grande anelo mental, mas também examinavam cuidadosamente as Escrituras diariamente, para certificar-se de que aquilo que o apóstolo dizia se ajustava a elas’. Em breve, contudo, surgiram dificuldades, quando chegaram de Tessalônica alguns judeus opositores e provocaram um tumulto, tornando de novo necessário que Paulo se evadisse secretamente. — Atos 17:10-15.
Paulo, menos de um ano depois de deixar Tessalônica, mas estando agora mais ao sul, em Corinto, escreveu sua primeira carta aos tessalonicenses. Ele enviara Timóteo para confortá-los e encorajá-los, e tinha recebido um bom relatório de Timóteo. Na carta, ele os elogiou por seu excelente exemplo “para todos os crentes na Macedônia e na Acaia”, e instou com eles para não desanimarem por causa da perseguição. (1 Tes. 1:1-8; 3:1-13; 4:1) Esta carta, segundo parece, goza da distinção de ser o primeiro dos escritos canônicos de Paulo, e de ser, com a provável exceção do Evangelho de Mateus, o primeiro livro das Escrituras Gregas Cristãs a ser assentado por escrito. Pouco depois, Paulo escreveu uma segunda carta aos tessalonicenses para que não se deixassem desviar por falsos instrutores. — 2 Tes. 1:1; 2:1-3.
Com o passar dos anos, Paulo sem dúvida revisitou Tessalônica em várias ocasiões quando passava pela Macedônia, no decorrer de suas viagens. (Atos 20:1-3; 1 Tim. 1:3) E certos tessalonicenses, que são citados nominalmente — Aristarco e Segundo — eram companheiros de viagens de Paulo. (Atos 20:4; 27:2) Demas, que abandonou a Paulo em Roma, dirigiu-se para Tessalônica, possivelmente sua cidade natal. — 2 Tim. 4:10.
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Tessalonicenses, Carta AosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TESSALONICENSES, CARTA AOS
Duas cartas inspiradas das Escrituras Gregas Cristãs, sendo as primeiras a serem redigidas pelo apóstolo Paulo, que se identifica como a fonte de ambas. (1 Tes. 1:1; 2:18; 2 Tes. 1:1; 3:17) Na ocasião em que tais cartas foram postas por escrito, Silvano (Silas) e Timóteo estavam com Paulo. (1 Tes. 1:1; 2 Tes. 1:1) Isto aponta Corinto como o local do qual as cartas foram remetidas, visto não haver nenhum registro de que estes três homens trabalhassem de novo juntos depois de sua estada em Corinto, no decurso da segunda viagem missionária de Paulo. (Atos 18:5) Visto que os dezoito meses de atividade do apóstolo em Corinto parecem ter começado no outono setentrional de 50 EC, foi provavelmente nessa mesma época que foi escrita a primeira carta aos tessalonicenses. (Atos 18:11) A segunda carta deve tê-la seguido, não muito tempo depois, provavelmente em cerca de 51 EC.
Em todos os catálogos notáveis dos séculos II, III e IV EC, alistam-se ambas essas cartas como canônicas. Também se harmonizam plenamente com o restante das Escrituras, ao admoestarem os servos de Deus a manter sempre uma conduta excelente. Digno de nota, também, é o destaque que se dá à oração nestas cartas. Paulo, junto com seus colaboradores, lembrava-se sempre dos tessalonicenses em oração (1 Tes. 1:2; 2:13; 2 Tes. 1:3, 11; 2:13), e o apóstolo os encorajou: “Orai incessantemente. Dai graças em conexão com tudo.” (1 Tes. 5:17, 18) “Irmãos, continuai a orar por nós.” —1 Tes. 5:25; 2 Tes. 3:1.
FUNDO HISTÓRICO DE PRIMERA TESSALONICENSES
Desde o início, praticamente, a congregação a que Primeira Tessalonicenses foi dirigida sofria perseguição. Depois de chegar a Tessalônica, Paulo pregou por três sábados na sinagoga de lá. Considerável número de pessoas tornaram-se crentes, e foi estabelecida uma congregação. Os judeus fanáticos, contudo, provocaram violento motim. A turba, não encontrando Paulo e Silas na casa de Jasão, arrastou Jasão e outros irmãos perante os governantes da cidade, acusando-os de sedição. Apenas ao prestarem “suficiente fiança” é que Jasão e os outros foram libertados. Isto moveu os irmãos a enviar Paulo e Silas para Beréia, à noite, evidentemente para o bem da congregação e a segurança destes dois homens. — Atos 17:1-10.
Depois disso, além de contínua perseguição (1 Tes. 2:14), a congregação aparentemente sentiu grande tristeza com a perda, na morte, de um, ou mais, dentre eles. (1 Tes. 4: 13) Cônscio da pressão que estava sendo exercida sobre a nova congregação, e muitíssimo preocupado com o efeito dela, Paulo enviou Timóteo para confortar e fortalecer os tessalonicenses. Antes disso, o apóstolo por duas vezes tentara visitá-los, mas ‘Satanás se interpôs em seu caminho’. — 1 Tes. 2:17 a 3:3.
Paulo se regozijou ao receber o relatório encorajador de Timóteo sobre a fidelidade e o amor dos tessalonicenses. (1 Tes. 3:6-10) No entanto, eles precisavam de mais encorajamento e admoestação para resistirem às fraquezas da carne. Por esse motivo, Paulo, além de elogiar os tessalonicenses por sua perseverança fiel (1 Tes. 1:2-10; 2:14; 3:6-10), e de confortá-los com a esperança da ressurreição (1 Tes. 4:13-18), exortou-os a continuar seguindo um proceder aprovado por Deus e a fazê-lo ainda mais plenamente. (1 Tes. 4:1, 2) O apóstolo, entre outras coisas, aconselhou-os a abster-se da fornicação (1 Tes. 4:3-8), a se amarem uns aos outros em medida mais plena, a trabalhar com suas próprias mãos (1 Tes. 4:9-12), a permanecer espiritualmente despertos
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