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Tessalonicenses, Carta AosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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(1 Tes. 5:6-10), a ter consideração para com aqueles que trabalhavam de forma árdua entre eles, a ‘admoestar os desordeiros, a falar consoladoramente às almas deprimidas, a amparar os fracos, a ser longânimes para com todos’ e a ‘abster-se de toda forma de iniqüidade’. — 1 Tes. 5:11-22.
ESBOÇO DO CONTEÚDO
I. Saudações e bênção proferida (1:1)
II. Recapitulação da atividade de Paulo, e colaboradores em Tessalônica, e de seu resultado (1:2 a 3:13).
A. Cristãos tessalonicenses tornaram-se exemplo para os crentes na Macedônia e na Acaia, e sua fé se tornou bem conhecida de outros, dando a Paulo e associados motivo de agradecerem a Deus (1:2-10)
B. Paulo e colaboradores pregaram “boas novas” com grande esforço, não significaram carga para tessalonicenses, tornaram-se meigos em seu meio, exortaram-nos como faz um pai (2:1-12)
C. Aceitarem os tessalonicenses a “palavra de Deus” e suportarem o sofrimento era motivo de Paulo e associados agradecerem a Deus (2:13-16)
D. Quando longe deles, Paulo ansiava vê-los; baldaram-se por duas vezes seus esforços de visitá-los, mas então enviou Timóteo (2:17 a 3:5)
E. Paulo se regozijava com boas novas de que os tessalonicenses continuavam fiéis, e orava para que abundassem em amor (3:6-13)
III. Exortação para que tessalonicenses se portassem corretamente; também comenta ressurreição e vinda do dia de Jeová (4:1 a 5:22)
A. Abstenham-se da fornicação (4:1-8)
B. Amem-se uns aos outros em medida mais plena e trabalhem com suas próprias mãos (4:9-12)
C. Visto que mortos ressuscitarão, não é preciso sentir tristeza como os que não têm esperança (4:13-18)
D. Dia de Jeová virá como ladrão de noite, exigindo condição espiritualmente alerta (5:1-11)
E. Mostrem respeito pelos que presidem, sejam pacíficos, admoestem os desordeiros, busquem o bem uns dos outros, e de todos os demais, regozijem-se, orem incessantemente, certifiquem-se de todas as coisas, abstenham-se da iniqüidade (5:12-22)
IV. Expressão final de bênção, e pedido para que irmãos orem por Paulo e colaboradores, e que carta seja lida a todos (5:23-28)
FUNDO HISTÓRICO DE SEGUNDA TESSALONICENSES
A fé dos cristãos em Tessalônica estava crescendo sobremaneira, seu amor mútuo aumentava, e continuavam a suportar fielmente a perseguição e a tribulação. Assim sendo, o apóstolo Paulo, como fizera em sua primeira carta, elogiou-os e encorajou-os a continuarem firmes. — 2 Tes. 1:3-12; 2:13-17.
Na congregação havia alguns, contudo, que argüíam erroneamente que a presença de Jesus Cristo era iminente. Possivelmente, até mesmo uma carta atribuída de forma errônea a Paulo foi interpretada como indicando que “o dia de Jeová está aqui”. (2 Tes. 2:1, 2) Pode ter sido esta a razão pela qual o apóstolo frisou a genuinidade de sua segunda carta, dizendo: “Aqui está o meu cumprimento, o de Paulo, pela minha própria mão, que é sinal em cada carta; é assim que eu escrevo.” (2 Tes. 3:17) Não desejando que os irmãos fossem seduzidos a aceitar um ensino errôneo, Paulo mostrou que outros eventos tinham de preceder a vinda do dia de Jeová. Escreveu: “Não virá a menos que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem que é contra a lei.” — 2 Tes. 2:3.
Ainda precisava de atenção um problema que já existia antes na congregação. Em sua primeira carta aos tessalonicenses, Paulo lhes dissera: “Exortamo-vos, porém, irmãos, . . . que tomeis por vosso alvo viver sossegadamente, e que cuideis de vossos próprios negócios e trabalheis com as vossas mãos, assim como vos ordenamos, a fim de que andeis decentemente para com os de fora e não necessiteis de nada.” (1 Tes. 4:10-12) Na congregação havia aqueles que não levavam a peito essa admoestação. Por isso, Paulo ordenou que tais pessoas trabalhassem sossegadamente, e comessem o alimento que eles próprios haviam ganho, acrescentando: “Mas, se alguém não for obediente à nossa palavra por intermédio desta carta, tomai nota de tal, parai de associar-vos com ele, para que fique envergonhado. Contudo, não o considereis como inimigo, mas continuai a admoestá-lo como irmão.” — 2 Tes. 3:10-15.
ESBOÇO DO CONTEÚDO
I. Saudações, e bênção proferida (1:1, 2)
II. Expressão de gratidão pela fidelidade de cristãos tessalonicenses, e garantia de que Deus trará vingança sobre os que os fazem sofrer tribulação (1:3-10)
III. Oração para que tessalonicenses possam ser contados dignos da chamada de Deus (1:11, 12)
IV. Apostasia e revelação do homem que é contra a lei precede a vinda do dia de Jeová (2:1-12)
A. Tessalonicenses não devem ficar excitados com mensagens no sentido de que dia de Jeová está aqui (2:1, 2)
B. Descrito o homem que é contra a lei (2:3-12)
V. Admoestação a favor da conduta correta (2:13 a 3:15)
A. Fiquem firmes nas coisas ensinadas (2:13-17)
B. Pedido de Paulo para que orem por ele e colaboradores, e sua confiança de que tessalonicenses farão as coisas ordenadas (3:1-5)
C. Trabalhem, não se intrometendo nos assuntos dos outros (3:6-12)
D. Orientação sobre como tratar casos dos que não seguem a admoestação do apóstolo (3:13-15)
VI. Declaração final de bênção; cumprimento de Paulo (3:16-18)
Veja o livro “Toda a Escritura é Inspirada por Deus e Proveitosa”, pp. 219-223.
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TestaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TESTA
Sendo um traço bem destacado e prontamente visível do indivíduo, a testa era, nos tempos antigos, um lugar para se marcar os escravos, de modo que todos pudessem divisar a que amo eles pertenciam. Também, os devotos de determinados deuses pagãos eram assim marcados. Até mesmo hoje em dia alguns seguem o costume de colocar marcas religiosas na testa, de modo que todos os demais possam dar-se conta do devotamento deles às suas crenças religiosas.
O SINAL NA TESTA
Apresentar um sinal na “testa” é, similarmente, utilizado na Bíblia de modo figurado para significar que tal pessoa é um escravo do verdadeiro Deus ou de outrem. Em Revelação 7:2-4, faz-se referência à selagem angélica de 144.000 pessoas em suas testas. A Bíblia indica que tal selo é um símbolo do espírito santo de Deus, e que tal selagem começou em Pentecostes de 33 EC, sendo selados no “tempo do fim” os últimos que restavam para ser selados. (Efé. 1:13, 14; 4:30) Estes, por seguirem a Cristo Jesus e por sua atividade em pregar e apoiar o reino dele, exibem o selo do espírito derramado e, assim, são claramente identificáveis como escravos de Jeová Deus. (Rev. 20:4) Em outra parte da visão de Revelação (Apocalipse), representa-se os 144.000 como tendo escrito na testa o nome do Cordeiro, Jesus Cristo, e o nome do Pai dele. Sendo a Noiva do Cordeiro, eles assumiriam corretamente o nome dele. (Rev. 14:1; 22:3, 4) Uma vez que o hebraico é duas vezes mencionado no livro de Revelação (9:11; 16:16), e considerando que o apóstolo João era hebreu, pode ser que o Tetragrama sagrado tenha sido o que estava escrito na testa dos 144.000, identificando-os como servos e testemunhas de Jeová.
Segundo descrito em Ezequiel 9:3-6, marca-se na testa uma classe de pessoas, para serem protegidas da destruição efetuada pelas forças executoras de Deus, elas não sendo marcadas por anjos, neste caso, nem com um “selo”, mas por um homem que portava um “tinteiro de secretário”. Representadas como ‘suspirando e gemendo por causa de todas as coisas detestáveis que se fazem’, estas pessoas, quando ‘marcadas’, mostram-se escravos e devotos de Jeová, as suas ações, seus costumes e suas personalidades evidentemente suprindo evidência disto diante de todos, como se estivesse escrito ‘em sua testa’.
Ao marcar os escravos para a “fera” política mundial, uma marca simbólica é colocada na testa ou na mão direita de pessoas, mesmo sob compulsão, conforme representado em Revelação 13:16, 17. Aqueles que recebem tal marca se identificam como contrários a Deus e hão de receber a Sua ira de forma não diluída. — Rev. 14:9-11.
OUTROS EMPREGOS DESSE TERMO
Encontramos outros empregos figurados da palavra “testa”, em Isaías 48:4, Jeová ali declarando que a testa de Israel era de cobre, evidentemente por ser tão grande a teimosia e rebeldia por parte de Israel; também, em Ezequiel 3:7-9, Deus disse a Ezequiel, que profetizou aos israelitas de cabeça e de coração endurecidos, que Ele tinha tornado a testa do profeta “igual ao diamante”, no sentido de que Ele lhe dera a resolução, a determinação e a intrepidez necessárias para proferir-lhes a mensagem de Deus.
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TestemunhaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TESTEMUNHA
Veja CAUSA JURÍDICA (PROCESSO LEGAL).
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TiagoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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TIAGO
[ou Jaime, forma derivada de Jacó, que significa agarrar o calcanhar; suplantador].
1. Filho de Zebedeu; irmão de João e um dos doze apóstolos de Jesus Cristo. (Mat. 10:2) Sua mãe, pelo visto, era Salomé, conforme se pode aquilatar por meio da comparação de dois relatos sobre o mesmo evento. Um dos relatos menciona “a mãe dos filhos de Zebedeu”, o outro a chama de “Salomé”. (Mat. 27:55, 56; Mar. 15:40, 41; veja SALOMÉ N.° 1.) Uma comparação adicional com João 19:25 talvez aponte Salomé como irmã carnal de Maria, a mãe de Jesus. Se assim for, Tiago era primo em primeiro grau de Jesus.
Tiago e seu irmão trabalhavam com o pai deles no comércio pesqueiro, em 30 EC, quando Jesus os chamou — junto com os seus colegas pescadores, Pedro e André — para serem discípulos dele e “pescadores de homens”. Ao aceitar a convocação de Jesus, Tiago e João deixaram um comércio pesqueiro que era suficientemente grande para empregar outros assalariados, bem como para constituir uma sociedade, junto com Pedro e André. — Mat. 4:18-22; Mar. 1:19, 20; Luc. 5:7-10.
No ano seguinte, 31 EC, quando Jesus nomeou doze de seus discípulos como apóstolos, Tiago foi um dos que se achavam no grupo escolhido. — Mar. 3:13-19; Luc. 6:12-16.
Amiúde Pedro, Tiago e João eram mencionados
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