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Pregação do Reino em regiões do PanamáA Sentinela — 1983 | 1.° de fevereiro
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ao lar dum co-crente, que nos dá uma pequena casa para nos hospedarmos. Após uma deliciosa refeição e um banho no riacho, descansamos para a reunião da manhã seguinte. De onde estamos, o Salão do Reino de Camarón dista cerca de uma hora e quinze minutos de caminhada montanha acima. Para chegar ali, outros irmãos também percorrem a pé longas distâncias. Notará que o Salão do Reino, cujo telhado é de folha-de-flandres, não tem paredes. Mas tem uma placa, o texto bíblico do ano e um toca-discos a pilha, para os cânticos do Reino.
Após a reunião, dirigimo-nos ao território de pregação mais próximo. Dista apenas uma caminhada de uns vinte e cinco minutos. Logo cobrimos as poucas casas ali existentes. Onde é o próximo território? Cerca duma caminhada de mais uma hora!
EM TOLÉ
Acha às vezes seu território difícil de trabalhar? Então, eu e minha esposa o convidamos a participar conosco em pregar as boas novas em Tolé. Cruzando uma região montanhosa, desviamo-nos da rodovia Pan-americana. Logo entramos na cidade de Tolé, onde o Salão do Reino se situa na rua principal. Muitas vezes as freiras católicas daqui seguiram as Testemunhas, para tomar dos moradores as publicações bíblicas deixadas com eles. No entanto, apesar disso, diversas pessoas sinceras têm aceitado a verdade da Bíblia.
Por exemplo, há uma Testemunha idosa que gostaríamos que conhecesse. Anos atrás, ele ficou interessado porque certa Testemunha, dona dum armazém, não lhe vendia fumo. Por apreciar as reuniões cristãs, costumava cavalgar seis horas, só de ida, para assistir a elas. Todavia, resolveu que seria melhor se se mudasse para mais perto do Salão do Reino. Agora, ele mora a apenas quatro horas de distância! A caminho das reuniões, atravessa um rio três vezes, montado no cavalo. Será que sempre faz isso? Sim, já tem feito isso por mais de dez anos!
Eu e minha esposa apreciamos dar-lhe uma idéia da sensação que se tem ao visitar congregações e participar na obra de pregação em regiões do Panamá. — Contribuído.
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Sorriso para um estranhoA Sentinela — 1983 | 1.° de fevereiro
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Sorriso para um estranho
“Quando duas senhoras sorriram para este redator, perguntei-me por um momento se as conhecera antes”, escreveu Kazuhiko Nagoya, redator do jornal Daily Yomiuri de Tóquio, em sua coluna “Sabor da Vida”. “A maneira como sorriam, era como se me reconhecessem duma reunião anterior e estivessem contentes de me ver novamente.” Mas esse não era o caso: “Olhei bem para o rosto delas e vi que não as conhecia mesmo.” Quando duas outras pessoas fizeram o mesmo, ele disse: “Senti-me feliz. É assim que essas pessoas sorriem para um estranho, quando o avistam em qualquer de suas reuniões.”
Que povo recebe assim os estranhos? “O local era Okoku Kaikan (O Salão do Reino)”, disse o sr. Nagoya, “um dos muitos locais no Japão onde [as Testemunhas de Jeová] se reúnem”. Ele mencionou também: “Uma coisa notável sobre os indivíduos que se reúnem no salão três vezes por semana é que todos são fervorosos seguidores do cristianismo e nenhum deles assiste às reuniões perfunctoriamente ou apenas por hábito. O poder da fé reúne esses homens, mulheres e crianças, que chamam uns aos outros de ‘kyodai’ (irmão) ou ‘shimai’ (irmã). E o poder da fé tem atraído, no decorrer dos anos, cada vez mais pessoas à sociedade.”
Em conclusão, o redator contou a respeito de outra visita que fez ao Salão do Reino: “Quando ia-me retirando, após a reunião, um garoto de uns 10 anos chegou-se a mim e disse: ‘Ficamos contentes de que o senhor veio hoje. Por favor, volte.’ Ele tinha aquele sorriso especial na face. Sentia-me feliz porque essa fora a primeira vez que uma criança dessa idade, que não me conhecia, sorriu para mim e falou comigo desse jeito.”
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