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  • As Caimãs — as ilhas que o tempo esqueceu

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  • As Caimãs — as ilhas que o tempo esqueceu
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1988
  • Subtítulos
  • Tartarugas, Piratas e Alta Tecnologia
  • Visitantes de Outro Tipo
  • Os Caimanenses Ouvem as Boas Novas
  • Oposição Derrotada em Caimã Brac
  • Lembradas por Jeová
A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1988
w88 15/10 pp. 22-24

As Caimãs — as ilhas que o tempo esqueceu

VOCÊ pode nadar nas calmas águas azuis. Pode mergulhar para explorar no fundo do mar os muitos restos de navios afundados. Ou pode visitar um viveiro de tartarugas. Onde? Nas Ilhas Caimã — Grande Caimã, Caimã Brac e Pequena Caimã.

‘Mas, onde é que ficam essas Ilhas Caimã?’, talvez se pergunte. É uma pergunta compreensível, pois elas são tão pequenas que raramente aparecem nos mapas-múndi. Quando aparecem, talvez sejam apenas três pontinhos no Mar do Caribe Ocidental, 240 quilômetros ao sul de Cuba, ou uns 800 quilômetros ao sul de Miami, Flórida, EUA.

Descobertas em 1503 por Cristóvão Colombo na sua última viagem pelas Índias Ocidentais, as ilhas — Caimã Brac e Pequena Caimã, visto que Colombo não chegou a ver a Grande Caimã — foram chamadas de Las Tortugas (As Tartarugas). Isto devido ao grande número de tartarugas que havia nas ilhas e em volta delas. Em 1670, pelo Tratado de Madri, a Espanha cedeu as ilhas à Inglaterra, e elas são desde então uma colônia britânica.

Tartarugas, Piratas e Alta Tecnologia

Na época dos navios a vela, estas ilhas eram parada preferida dos grandes navios que navegavam nas águas do Caribe. As abundantes tartarugas-verdes marinhas tornaram-se uma conveniente fonte de carne fresca para matar a fome dos marujos. As tartarugas eram consumidas frescas ou então levadas a bordo secas ou salgadas. Tornaram-se a principal fonte de proteínas para longas viagens.

Mas, as ilhas eram conhecidas por algo mais. A sua superfície plana e seus portos seguros atraíam outros homens dos altos-mares. Famosos corsários e piratas, como Sir Henry Morgan e Edward Teach, também conhecido como Barba Negra, usavam estas ilhas como esconderijos ou bases de operação para as suas incursões contra navios mercantes. Este vívido lance da história é comemorado por uma festividade anual chamada de Semana dos Piratas, considerada localmente como destaque do ano.

À medida que a população de tartarugas minguava e os navios a vapor substituíam os a vela, cada vez menos navios aportavam. E, visto que poucos ilhéus tinham rádio, em todos os sentidos práticos as Ilhas Caimã foram excluídas e esquecidas pelo resto do mundo. Granjearam o título de “As Ilhas Que o Tempo Esqueceu”.

Mas, na década de 60, o quadro começou a mudar. Leis bancárias e fiscais locais, junto com o advento dos sistemas de comunicação de alta tecnologia, transformaram esse território antes esquecido num dos mais bem conhecidos centros bancários internacionais. Em junho de 1987 as ilhas registraram a instalação de seu 500.º banco. A melhoria também impulsionou o turismo. A câmara de turismo local exultou com a chegada de 8.244 visitantes, em 1966. Este número pulou para 430.000, em 1986, fazendo com que o turismo perca em importância apenas a indústria financeira. Existe, porém, outro grupo profundamente interessado nestas ilhas.

Visitantes de Outro Tipo

As Testemunhas de Jeová, que levam a sério as palavras de Jesus de que as boas novas do Reino serão pregadas em todas as nações, não passaram por alto as Ilhas Caimã. (Mateus 24:14) Já em 1929, Patrick Davidson, que supervisionava a pregação na Jamaica, fez uma visita à Grande Caimã. Apesar da oposição, ele conseguiu lançar sementes da verdade do Reino.

Davidson fez uma segunda visita em 1937, mas foi somente em 1950 que se fez uma cobertura cabal de Grande Caimã por Aleck Bangle e um co-missionário. Centenas de publicações bíblicas foram distribuídas em pouco tempo. Os missionários relataram que as pessoas eram amistosas, acessíveis, e que ansiavam ouvir as boas novas.

Os Caimanenses Ouvem as Boas Novas

Constante e pacientemente, os missionários e outros ministros de tempo integral continuaram o seu trabalho. Em 1959, havia um pequeno grupo de 12 publicadores do Reino, e foi organizada uma congregação. Um dos primeiros residentes locais a aceitar a verdade bíblica foi Wilbert Sterling. Ele lembra-se muito bem dos dias em que o pequeno grupo de Testemunhas tinha de cobrir o território a pé. Embora agora esteja cego e com mais de 80 anos, o irmão Sterling ainda serve como ancião na congregação de Georgetown.

Os esforços diligentes daqueles primeiros proclamadores do Reino foram abençoados por Jeová. Existem agora em média 60 publicadores do Reino, dentre uma população de umas 17.000 pessoas. Muitos ilhéus vieram a se dar conta de que as Testemunhas de Jeová são diferentes porque a sua adoração se baseia na Bíblia.

Por exemplo, uma mulher que trabalhava num restaurante viu uma Testemunha pregando de casa em casa. Ela aproximou-se do publicador e perguntou o que devia fazer para tornar-se Testemunha de Jeová. Foi-lhe dito que teria de adquirir conhecimento exato sobre Jeová Deus e seu Filho, Jesus Cristo, e daí pôr isso em prática. (João 17:3) Ela aceitou um estudo bíblico domiciliar e hoje serve a Jeová como uma de suas testemunhas.

Muitos dos que aceitaram a verdade são de outros países. Fizeram de Caimã a sua morada permanente, ou então são moradores temporários com contrato de serviço. Assim, certa irmã expressou o desejo de ver mais caimanenses nativos na congregação. Ela pediu a Jeová em oração que a ajudasse a encontrar um nativo que quisesse estudar a Bíblia. Pouco depois, ela contatou uma jovem senhora que já possuía o livro A Verdade Que Conduz à Vida Eterna, e essa irmã iniciou um estudo bíblico com ela. Dentro de poucos meses essa senhora passou a assistir a reuniões, abandonou a sua religião anterior e começou a partilhar com outros o que aprendia. Dentro de um ano tornou-se testemunha de Jeová dedicada e batizada.

A obra de pregação recebeu um impulso adicional em 1982, quando um casal de missionários foi designado para Grande Caimã. Eles dirigiram muitos estudos bíblicos domiciliares e lançaram um bom alicerce para expansão adicional.

Oposição Derrotada em Caimã Brac

A ilha de Caimã Brac fica a uns 140 quilômetros a nordeste de Grande Caimã. De tempos a tempos, missionários e outros trabalhadores de tempo integral de Grande Caimã iam até lá para levar as boas novas aos seus 1.700 habitantes. Mas, em 1986 começaram a acontecer coisas emocionantes ali.

Um casal que tinha um contrato de trabalho temporário nessa ilha começou a estudar e progrediu a ponto de se dedicar e ser batizado. Daí, outras duas Testemunhas de outros países se mudaram para lá. A aumentada atividade logo provocou a ira dos opositores, que tentaram induzir as autoridades de imigração a cancelar as licenças de trabalho do casal recém-batizado. Mas, os seus esforços foram frustrados quando o chefe de imigração em Georgetown, Grande Caimã, decidiu que se os opositores religiosos estavam aborrecidos com o trabalho das Testemunhas, eles também deviam ir de casa em casa para contê-lo. Depois disso não houve mais franca hostilidade.

Lembradas por Jeová

O povo das Ilhas Caimã certamente não foi esquecido por Jeová, o Grande Criador. Ao contrário, ele está tornando possível que as boas novas sejam pregadas nessas pequenas ilhas, cumprindo assim a profecia de Isaías: “Cantai a Jeová um novo cântico, seu louvor desde a extremidade da terra, vós os que desceis ao mar e ao que o enche, vós ilhas e os que nelas habitais.” — Isaías 42:10.

As Ilhas Caimã podem alegrar-se de que, do ponto de vista de Jeová, elas não são “As Ilhas Que o Tempo Esqueceu”.

[Mapas na página 22]

(Para o texto formatado, veja a publicação)

Mar do Caribe

PEQUENA CAIMÃ

CAIMÃ BRAC

[Mapa]

GRANDE CAIMÃ

[Mapa]

CUBA

PEQUENA CAIMÃ

GRANDE CAIMÃ

CAIMÃ BRAC

JAMAICA

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