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    Anuário das Testemunhas de Jeová de 1975
    • de 3.397 pessoas na Comemoração da Morte de Cristo em 1973, estamos convictos de que ainda há tremenda obra a fazer aqui, no curto tempo que resta.

  • China, Hong Kong, e Macau
    Anuário das Testemunhas de Jeová de 1975
    • China, Hong Kong, e Macau

      A CHINA é a nação mais populosa da terra. Situada no canto sudeste da Ásia, e flanqueada pelo Japão e pela Coréia, abrange uma área de mais de 9 milhões de quilômetros quadrados.

      A maioria dos chineses são lavradores, criam gado, galinhas, cultivam arroz e legumes, a fim de alimentar os 800 milhões de habitantes do país. Com o passar dos séculos, os chineses criaram uma reputação de serem muito laboriosos e trabalhadores, e de vencerem a adversidade através de admirável tenacidade. Tradicionalmente, são budistas, com um conceito fatalista. Seu budismo é uma mistura do antigo tauísmo da China com influências da filosofia de Confúcio, a adoração dos ancestrais desempenhando proeminente papel na vida familiar.

      Por tradição, a família chinesa é muito unida. As famílias da mesma província e que falam o mesmo dialeto formam clãs que raramente podem ser rompidas. Os negócios pessoais tornam-se negócios da clã. Para tais chineses, o dinheiro representa poder, e é adorado como deus, mas quase não raciocinam sobre a origem e o propósito da vida.

      A “TORRE DE VIGIA” ALCANÇA A CHINA

      Teve o povo da China a oportunidade de ouvir as boas novas do reino de Deus? Até mesmo nos anos primitivos da moderna organização das testemunhas cristãs de Jeová as boas novas alcançaram a China. Ao passo que a Torre de Vigia de Sião foi primeiro impressa e distribuída em julho de 1879, em 1883 já conseguira chegar à China. Em 1883, a Srta. Downing, missionária da Junta Presbiteriana em Chefoo, China, encontrou por acaso um exemplar da Torre de Vigia. Um artigo sobre a restituição suscitou seu interesse; ela assinou a revista, deixou sua religião, e tornou-se testemunha de Jeová. Falou com outros missionários, e serviu de instrumento em ajudar outros a abandonar a religião falsa.

      Entre estes, achava-se Horace A. Randle, missionário batista. De início, sua acolhida foi lenta, mas, em 1896 começou a estudar a sério e a partilhar com a esposa e filhos aquilo que aprendia. Assim, tanto a esposa como a filha mais velha dele aceitaram a verdade. Também testemunhou a colegas missionários. Tudo isto o levou a importante decisão, conforme relatada na Torre de Vigia de Sião, de 15 de maio de 1900: “Em 1898, persuadido que este testemunho é de Deus, e colide com o cristianismo nominal, não considerei necessário consultar carne e sangue, mas abandonei minhas conexões tanto com a igreja batista como com a Junta das Missões com a qual estava ligado. Agora, livre dos credos e das tradições dos homens, meu primeiro desejo foi de falar a outros a verdade que me dera tanta alegria e conforto.”

      O zelo do irmão Randle o levou a dirigir reuniões com várias missões na China. Para disseminar ainda mais o evangelho por todo o Extremo Oriente, cerca de 5.000 tratados e 2.324 cartas foram enviados a missionários na China, Japão, Coréia e Tailândia, também noventa exemplares do livro Aurora do Milênio foram colocados. A acolhida foi limitada mas uma senhora chinesa bem ilustrada escreveu: “Tenho lido os tratados que o Sr. tão bondosamente deixou comigo, primeiro, com interesse, daí, com deleite, e me sinto muito mais feliz do que me tenho sentido por muito tempo quanto mais leio, mais desejo ler, e mais luz eu adquiro mas ainda há muita coisa que desejo saber. Apreciaria ter o Aurora do Milênio e o opúsculo sobre o Inferno. Se me disser como devo enviar o dinheiro, ficarei muito agradecida.” No norte da China, um rapaz deixou a obra missionária dos Irmãos de Cristo e ficou firme do lado da verdade. Alguns outros missionários também mostravam interesse. Assim, na China, a luz da verdade ralou bem cedo. Mas, dirigiu-se principalmente aos missionários das soltas da cristandade, visto que a mensagem era distribuída apenas em inglês, naquele tempo.

      O primeiro presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados dos EUA estava vivamente interessado na pregação das boas novas do reino de Deus conforme ordenado em Mateus 24:14. Assim, no início de 1912, como presidente duma comissão de sete homens, C. T. Russell velejou até o porto de Xangai, preferindo discursos com uma mensagem de aviso do próximo fim dos “Tempos dos Gentios”. Tais discursos ajudaram a disseminar as sementes da verdade a ainda outras áreas.

      Testemunho adicional foi dado em 1915, e novamente em 1918, quando certa irmã, F. L. Mackenzie, colportora inglesa, visitou partes do Japão, Corria e China. Daí, em 1923, duas irmãs carnais, Bessie e Harriet Barchet, apareceram em Xangai. Bessie Barchet apresentou a verdade bíblica a um jovem chinês, Frank Chen, por meio do livro A Harpa de Deus. Os agentes da cristandade o desanimaram temporariamente de lê-lo. Mas, quando a Srta. Barchet partiu de volta para casa, em 1926, forneceu o nome de Frank Chen ao irmão Akashi, em Tóquio. Durante os anos seguintes por meio de irmãos que passavam por Xangai, e por meio de correspondência com um irmão em Nova Iorque, Frank Chen fez progresso em entender e apreciar a verdade.

      Em outubro de 1931, dois colportores japoneses chegaram em Xangai, vindo de Formosa, seguidos pelo irmão Akashi. Este aconselhou a Frank Chen que, embora fosse batizado na religião da cristandade, precisava ser batizado de novo. Junto com Frank Chen havia um amigo íntimo, Bao Min Jong, que também se interessava pela verdade. Assim, em 21 de outubro de 1931, os primeiros dois irmãos chineses foram batizados numa banheira de hotel em Xangai.

      Não se devia perder tempo algum! O irmão Akashi forneceu de imediato instruções ao irmão Chen para se traduzir para o chinês o folheto Reino, daí, o folheto Guerra ou Paz, Qual? e então o livro Governo. As matrizes para o folheto Reino foram logo depois enviadas a Brooklyn, para sua impressão, mas o irmão Chen já havia impresso 500 exemplares com capa simples, e os distribuía diariamente nas ruas. Embora o irmão Bao fosse fuzilado pelos soldados japoneses no início de 1932, o irmão Chen continuou a trabalhar arduamente.

      Durante os anos 30, vários pioneiros resolutos da Austrália também semearam sementes da verdade no Oriente. Mantinha-se em Xangai um escritório para suprir as necessidades de serviço destes pioneiros. Um fiel casal de pioneiros, o irmão e a irmã Schuett, fazia viagens de Xangai para outros portos abertos por tratados, inclusive Hong Kong, Chefoo, Swatow, Tientsin, Tsingtao e, mais tarde, até Pequim. Colocaram-se milhares de livros e folhetos. Em junho de 1933, o irmão Chen relatou que, todo domingo, das 10 às 10,30 da manhã, transmitiam-se pela rádio XHHH, de Xangai, discursos fornecidos por Brooklyn.

      Não era fácil espalhar as boas novas do Reino nesta parte do mundo. Isto é bem ilustrado pela experiência relatada por um comerciante australiano que morava em Xangai, em 1935:

      “No verão de 1935, a temperatura sendo de cerca de 35.º C. à sombra, olhamos pela nossa janela e ali, no meio da rua, uma idosa senhora européia empurrava um carrinho de bebê. No carrinho havia um fonógrafo, e ela tocava discursos bíblicos. Junto com ela havia um senhor chinês que traduzia os discursos para o chinês. Foram cercados por um grupo da ralé chinesa que na maior parte zombava deles, xingando-os e dizendo: ‘Veja só essa ridícula velha diaba branca.’”

      O que faria este comerciante, Sr. Wolnizer? “Meu filho disse: ‘Veja só aquela pobre senhora idosa. Por que não a convidamos a entrar e tomar uma chávena de chá conosco?’ Nós a convidamos. Ela ficou muito contente. Disse-me: ‘Está interessado na Bíblia?’ ‘Naturalmente que sim’, repliquei-lhe. ‘Estou especialmente interessado na segunda vinda de Cristo.’ ‘Cristo já veio!’, disse ela, olhando-me diretamente nos olhos. ‘Cristo já veio?’, repeti eu. Bem, certamente era um dia muito quente, e ela era uma senhora idosa, não era? Certamente o sol afeta um pouco a cabeça às vezes, não afeta? Note bem, eu não disse isso; apenas pensei.”

      Mas, por causa da hospitalidade de uma “chávena de chá” a inteira família Wolnizer recebeu a verdade por meio da irmã Hudson, e foram batizados em 1937. Puderam oferecer seu lar para as reuniões e trabalhar junto com fiéis publicadores e pioneiros em disseminar as boas novas.

      Relatórios sobre a obra feita de 1935 a 1937 indicam que se dava extensivo testemunho na China. Em 1935, quatro irmãos diferentes participavam no ministério de pioneiro e fazia-se a obra nas cidades de Nanquim, Xangai, Tsingtao Hankow, Kiukiang, Wuhu e Soochow. Toda noite de domingo por cerca de três anos, os discursos do irmão Rutherford eram transmitidos pela Rádio XMHA, de Xangai, até que a oposição por parte da Igreja Católica os fez cessar. Chegavam cartas de todas as partes da China, até mesmo da Manchúria e da província do extremo oriental, de Kansu. Interessante é que, por volta desse tempo, havia onze folhetos e o livro Preparação já traduzidos e disponíveis na língua chinesa.

      Em 7 de julho de 1937, irrompeu a guerra sino-japonesa. Os Schuetts continuaram seu trabalho de pioneiros da melhor forma que puderam sob as circunstâncias. Daí, em 1939, três pioneiros alemães, Willie Poethko, Herman Guettler e Paul Mobius, foram designados a Xangai pela filial da Suíça. Visto que o Japão se tornou aliado da Alemanha, os pioneiros tiveram poucos problemas de entrar. O relatório anual de 1939 sobre a China mostrava 4 pioneiros, 9 publicadores de congregação, 846 livros distribuidor e 2.817 horas sendo devotadas à pregação das boas novas, em comparação com as 1.182 horas em 1938. Seguiu-se o domínio cruel e brutal dos japoneses sobre a China.

      AS BOAS NOVAS CHEGAM A HONG KONG

      Aproximadamente a uns 1.300 quilômetros ao sul de Xangai, na costa chinesa, acha-se a colônia britânica de Hong Kong. A linda baía natural sempre borbulha de atividade com mais de cinqüenta navios da China e de outros portos do mundo sendo cuidados cada dia. Juncos, sampanas, barcas e modernos transatlânticos podem ser vistos lado a lado a qualquer dia do ano. A colônia realmente consiste em três partes distintas: a Ilha de Hong Kong (Vitória), Kowloon, e os distritos afastados na fronteira com a China, chamados Novos Territórios.

      A vida nos Novos Territórios é quase uma réplica exata da vida na China. Em contraste, a cidade pulula, fervilha, está cheia de altos sons cacofônicos, a vida tendo uma acentuação britânica, com substrato e cultura chinesas. Hong Kong é agora uma cidade moderna, com a típica “selva de concreto”. Depois de Tóquio, Hong Kong talvez seja a cidade mais densamente povoada do Oriente.

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