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  • A divulgação da verdade do Reino na Guiana

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  • A divulgação da verdade do Reino na Guiana
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1984
  • Subtítulos
  • A VERDADE DO REINO CHEGA A GUIANA
  • A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL E A ATIVIDADE PÓS-GUERRA
  • ALCANÇADAS REGIÕES REMOTAS
  • SUPERADOS DIVERSOS OBSTÁCULOS
  • PERSPECTIVAS FUTURAS
A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1984
w84 1/5 pp. 23-26

A divulgação da verdade do Reino na Guiana

A Guiana está situada na costa norte da América do Sul, e limita-se a leste com o Surinã, a oeste com a Venezuela e ao sul com o Brasil. Antes de se tomar nação independente em 1966, a Guiana era conhecida como Guiana Inglesa. O país é quase do tamanho do estado de São Paulo no Brasil, embora sua população de 800.000 habitantes seja bem inferior.

Os antilhanos constituem pouco mais da metade de toda a população. Seus antepassados foram trazidos da Índia para trabalhar na lavoura. Outros 40 por cento, mais ou menos, da população são negros, cujos antepassados foram trazidos da África como escravos. O restante da população são descendentes dos índios que aqui viviam quando os exploradores europeus chegaram no século 16, e há, também uns poucos chineses, portugueses e pessoas de outras nacionalidades. O inglês é a língua oficial, mas a maioria fala também um dialeto local.

A VERDADE DO REINO CHEGA A GUIANA

Por volta da virada do século, a verdade chegou a um acampamento madeireiro em Orealla, no rio Corentine. Ali, um certo Peter Johassen veio a possuir um exemplar de A Sentinela e falou do seu conteúdo com um certo Sr. Elgin, que escreveu a Brooklyn, Nova Iorque, solicitando mais publicações bíblicas. Embora Elgin não tenha aderido às verdades do Reino que aprendera, ele suscitou em outros na cidade de Nova Amsterdã o interesse nessas verdades. O pequeno grupo estabelecido ali constitui atualmente uma próspera congregação de cerca de 110 publicadores, e outras congregações de cidades vizinhas procederam deste grupo original.

Nesse ínterim, na capital de Georgetown, Edward Phillips adquiriu publicações bíblicas e reunia parentes e amigos no seu lar para realizar palestras bíblicas regulares. Em 1908, escreveu à Sociedade Torre de Vigia e solicitou a visita, no país, de um representante da organização. Quatro anos depois chegou E. J. Coward, que proferiu discursos a centenas de pessoas nos centros comunitários de Georgetown e Nova Amsterdã. Logo outros começaram a se juntar aos pequenos grupos de Estudantes da Bíblia.

Com o tempo, a casa onde o grupo de Georgetown se reunia para estudar a Bíblia já não era suficientemente grande. Portanto, alugou-se uma sala no Sommerset House, que serviu de local de reuniões da congregação durante 45 anos, de 1913 a 1958. Em 1914, o ano em que começou a Primeira Guerra Mundial, estabeleceu uma filial da Sociedade Torre de Vigia. Foi alojada no lar do irmão Phillips.

Quando as nações se atracaram na guerra mundial, a Guiana Inglesa foi tomada pela histeria da guerra, visto que fazia então parte do Império Britânico. Os clérigos instavam para que se rezasse pelos ingleses e seus aliados. Por volta de 1917, o irmão Coar retornara ao país, e, numa carta à imprensa, ele fez um retrospecto da situação mundial à luz da profecia bíblica. Também, no auditório municipal de Georgetown, ele proferiu um vigoroso discurso intitulado “Demolição das Muralhas de Babilônia”.

Os clérigos ficaram tão enraivecidos que conseguiram convencer as autoridades a expulsar o irmão Coward e proscrever diversas de nossas publicações, proscrição esta que durou até 1922. Ele era muito respeitado, e, quando partia, muitos se enfileiraram no cais, bradando: “Ele era o único que pregava a verdade.” Os estivadores ameaçaram fazer greve em protesto, mas os Estudantes da Bíblia (agora conhecidos como Testemunhas de Jeová), aconselharam-nos a não fazê-lo.

Nos anos que se seguiram à primeira guerra mundial, a divulgação da verdade do Reino foi ainda mais estorvada pela influência de P. S. L. Johnson, ex-membro do pessoal da sede de Brooklyn, que se apostatara da verdade. Ele visitou diversas vezes a Guiana Inglesa. Durante algum tempo, os Estudantes da Bíblia no país ficam divididos em três partes, uma leal à organização, um grupo oposicionista, e um terceiro grupo de pessoas que não sabiam o que fazer. Entretanto, a bênção de Jeová estava somente sobre o grupo leal, e, por fim, este prosperou.

Entre os que permaneceram firmes em divulgar lealmente a verdade do Reino estava Felix Powlett, agora com 90 anos. Batizou-se em 1916 e ainda serve como ancião junto à Congregação Newtown-Kitty, em Georgetown. Há, também Malcolm Hall, atualmente com 92 anos, que se batizou em 1915. Tem servido como ministro pioneiro durante os últimos 31 anos na ilha Leguan, que fica no rio Essequibo.

A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL E A ATIVIDADE PÓS-GUERRA

A segunda guerra mundial também afetou a divulgação da verdade do Reino. Em 1941, quando havia 52 proclamadores do Reino ativos, as revistas A Sentinela e Consolação (agora chamada Despertai!.) foram proscritas. Em 1944, essa proscrição foi ampliada de modo a abranger todas as publicações da Sociedade Torre de Vigia. Contudo, apesar da oposição, a pregação do Reino prosseguiu.

No início de 1946, menos de um ano após o fim da guerra, lançou-se uma campanha de abaixo-assinados, na qual 31.370 assinaturas foram obtidas em protesto à ação governamental tomada contra as Testemunhas de Jeová. Daí, em abril, N. H. Knorr visitou a Guiana Inglesa e avistou-se com o secretário das Colônias, em busca dum afrouxamento da proscrição. Por fim, em 12 de junho de 1946, foi suspensa a proscrição.

Nas dez semanas que se seguiram, os 70 publicadores do Reino no país indicaram sua alegria por distribuírem 11.798 livros e folhetos que haviam sido proscritos durante dois anos. Empregaram um total de 20.547 horas na distribuição das verdades do Reino contidas nestas publicações. Em agosto de 1946, quando pela primeira vez foi iniciado aqui o trabalho de testemunho nas ruas, as revistas eram colocadas quase tão rapidamente como os jornais locais eram vendidos. E em 1946 chegou William Tracy, missionário de Gileade, para ajudar na obra de pregação.

ALCANÇADAS REGIÕES REMOTAS

Georgetown e Nova Amsterdã abrangem apenas 930 hectares — cerca de dez quilômetros quadrados. Contudo, concentram 27 por cento da população da Guiana. Mesmo nos primeiros anos os publicadores procuraram levar a mensagem do Reino a regiões remotas. Quando o irmão W. Tracy chegou, havia apenas três congregações no país. Ele comenta: “Fiz um reconhecimento do país, fazendo diversas viagens pela costa e subindo os rios, a fim de contatar pessoas interessadas isoladas e encontrar novos interessados. Viajei no trem costeiro, de ônibus, de bicicleta, em grandes embarcações fluviais, em pequenos barcos e até em canoas.”

Outro missionário de Gileade John Pontting, que se tornou servo de filial em 1950, fala do trabalho nos territórios junto às margens dos muitos rios da Guiana. “Tomávamos as embarcações normais de transporte. Quando os aldeões que moravam ao longo do caminho vinham em suas canoas para trocar correspondência com este correio flutuante, solicitávamo-lhes uma carona e íamos para a margem, confiando em que alguém nos proveria alimento e alojamento. Dávamos testemunho na aldeia, e, à noite, sempre se nos provia um lugar para dormirmos. No dia seguinte, alguém nos levava de canoa rio abaixo e divulgávamos a mensagem do Reino na aldeia seguinte. Ao visitar uma serraria certa tarde, o administrador interrompeu o trabalho e reuniu os operários para uma palestra de 15 minutos, e todos ficaram com publicações.”

Por volta de 1951 havia em média 279 que participavam todo mês em divulgar a mensagem do Reino, quatro vezes mais do que havia apenas cinco anos antes! Em anos mais recentes, os irmãos têm utilizado seus próprios barcos, Proclamador do Reino I e Proclamador do Reino II para chegarem a povoados existentes ao longo dos rios e dos canais. Há perigos neste trabalho, conforme relata Frederick Mcalman, Testemunha nativa que se formou em Gileade em 1970:

“A caminho de casa, certo sábado à tarde, após o trabalho de testemunho no rio Pomeroon, um grande navio cargueiro que navegava a toda velocidade colidiu comigo. O capitão e a tripulação não estavam prestando atenção devido a uma bebedeira desenfreada. Fui derrubado do Proclamador do Reino I e caí, no rio, sob o navio. Fui para o fundo, lutando na escuridão para salvar a vida, batendo contínua e violentamente a cabeça contra o fundo do navio, apenas alguns centímetros de distância da potente hélice. Um rapaz do navio, ao ver minha aflição, mergulhou no rio e me salvou. Por diversas semanas senti dores constantes devido aos ferimentos, mas sentia-me grato por estar vivo!”

Tal acontecimento, porém, não desanimou o irmão McAlman. Ele explica: “Eu estava decidido a prosseguir por causa do interesse que as pessoas que moravam ao longo do rio mostravam pela Bíblia. Em Sirika, distante 11 quilômetros de Charity, há um grupo de Estudo de Livro de Congregação, e eles dependem de mim.”

SUPERADOS DIVERSOS OBSTÁCULOS

Quando Joy Strom, formada em Gileade, chegou em 1959, o número dos publicadores do Reino na Guiana Inglesa já aumentara para 603. Ela continua a divulgar as boas novas em sua designação apesar de acamada, vítima de esclerose múltipla. Seus estudantes da Bíblia vão a casa dela para aprender. No ano passado, Joy devotou 365 horas ao ministério e dirigiu uma média mensal de três estudos bíblicos. Feliz, ela explica: “Pude assistir à Assembléia de Distrito ‘A Verdade do Reino’. Deitada num furgão estacionado em frente ao palco, pude ver os dramas, ouvir os discursos e conversar com os irmãos que vinham ver-me.”

Um obstáculo comum na Guiana é que muitos não estão legalmente casados, de modo que quando aprendem as verdades do Reino precisam fazer ajustes na vida para se harmonizarem com as normas bíblicas. Este foi o caso de Gordon Chase. Lá, em 1971, ele pediu o livro “Certificai-vos de Todas as Coisas; Apegai-vos ao Que É Excelente’. Em vez de enviar pelo correio, James Thompson, que trabalhava na filial, entregou-o pessoalmente. Thompson visitou-o diversas vezes, tentando iniciar um estudo regular, mas sem êxito. Por fim, perdeu-se o contato.

Mas, o conhecimento da Bíblia surtiu efeito. Gordon legalizou a união com sua companheira e parou de comer morcela, certa iguaria local feita de sangue. Anos mais tarde, em 1979, ele aceitou um convite para assistir a um discurso bíblico em que o orador era James Thompson. “Escondi-me na cadeira do fundo do salão”, relata Gordon. “Não queria que ele me visse, mas ele me viu. Após a reunião, dirigiu-se a, mim, cumprimentou-me e disse: ‘Quando estará pronto para iniciar seu estudo da Bíblia?, (Como se tivesse certeza de que eu ia começar a estudar.) Portanto, eu disse: ‘Sábado.’ No sábado seguinte ele veio e minha esposa se juntou a nós no estudo.”

Gordon iniciou no ministério de campo em agosto de 1979, batizou-se junto com sua esposa em novembro daquele ano, começou no serviço de pioneiro auxiliar em junho do ano seguinte, e, em setembro de 1982, ingressou no serviço de pioneiro regular. Dá prazer ver agora tantos corresponderem assim à verdade do Reino.

PERSPECTIVAS FUTURAS

Embora a obra do Reino tenha iniciado por volta da virada do século, até 1958 nenhuma congregação possuía Salão do Reino próprio. Em 1969 acrescentou-se um segundo, e, nos últimos 13 anos, tem sido construído em média um Salão do Reino por ano. E há outros em vias de serem construídos.

As perspectivas de expansão são muito boas. Em março do ano passado, 3.874 pessoas assistiram a Comemoração. Em 1982, 2.505 pessoas estiveram presentes à Assembléia de Distrito “A Verdade do Reino”. E, numa recente assembléia de circuito, houve 1.235 pessoas, embora haja apenas 709 publicadores no circuito. Algumas congregações relatam assistências de quase o dobro do número de seus publicadores nas reuniões de domingo. Um bom número de jovens contemplam o serviço de pioneiro.

A verdade do Reino que primeiro penetrou num acampamento madeireiro espalhou-se a 34 locais na Guiana. As 29 congregações e os 6 grupos isolados estão divididos em 2 circuitos. E cerca de 140 dos mais de 1.100 publicadores que participam todo mês na pregação o fazem como pioneiros. Ainda há obstáculos para se divulgar a verdade do Reino neste país, mas, com a contínua bênção de Jeová, aguardamos um período de expansão sem igual.

[Foto página 25]

Fred Phillips (filho de Edward Phillips), Nathan Knorr e William Tracy em 1946.

[Mapas na página 23]

(Para o texto formatado, veja a publicação)

GUIANA

GEORGETOWN

AMSTERDÃ

RIO CORENTINE

[Mapa]

GUIANA

AMÉRICA DO SUL

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