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  • Grandes acontecimentos num pequeno país!

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  • Grandes acontecimentos num pequeno país!
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1989
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  • ‘Dias das Coisas Pequenas’
  • A Perseverança Colhe Recompensas
  • Vêem-se as Bênçãos de Jeová
  • Pregando em Todas as Oportunidades
A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1989
w89 15/2 pp. 25-28

Grandes acontecimentos num pequeno país!

CONSEGUE localizar no mapa o Grão-Ducado de Luxemburgo? Este pequeno país está encaixado bem na junção das fronteiras da Bélgica, França e Alemanha. Embora pequeno, de modo algum é insignificante. A sua capital, Luxemburgo, é uma das sedes da Comunidade Européia. É também um reconhecido centro financeiro, atualmente com 125 bancos ali representados. No entanto, O Grão-Ducado de Luxemburgo tem apenas 2.586 quilômetros quadrados e uma população de apenas 372.000 habitantes!

Compreensivelmente, pois, a contribuição das Testemunhas de Jeová em Luxemburgo para a obra mundial de pregação do Reino é relativamente pequena quando comparada à das Testemunhas em países maiores ao seu redor. Mesmo assim, o desenvolvimento da obra de pregação do Reino aqui faz lembrar Zacarias 4:10: “Pois, quem desprezou o dia das coisas pequenas?” Como um anjo disse a esse profeta hebreu, não é “‘por força militar, nem por poder, mas por meu espírito’, disse Jeová dos exércitos”. (Zacarias 4:6) Assim, a nossa obra, embora modesta, certamente não deve ser desprezada. Guiada pelo espírito de Deus, traz louvor a ele.

‘Dias das Coisas Pequenas’

A obra de testemunho do Reino começou em Luxemburgo quando, entre 1922 e 1925, um grupinho de cristãos de Estrasburgo, França, aqui veio para distribuir tratados. Embora eles fossem poucos, as suas mensagens impressas eram poderosas. Considere os títulos dos tratados: Um Desafio aos Líderes Mundiais, Aviso a Todos os Cristãos, e Acusados os Eclesiásticos. Exigia muita coragem divulgar tais mensagens, pois o Grão-Ducado de Luxemburgo era 96 por cento católico-romano e estritamente regido por sua religião e tradições.

Durante 1930 e 1931, foi exibido em Luxemburgo o Fotodrama da Criação. Em certo sentido, as exibições e seus resultados fazem lembrar o ministério de Jesus. Grandes multidões se ajuntavam a Jesus para ouvi-lo falar e vê-lo realizar curas, ou para ser curados por ele, mas poucos se tornaram discípulos seus. (Mateus 4:23-25; 23:37) Nas exibições do Fotodrama na cidade de Luxemburgo, o salão que fora alugado ficava lotado todas as noites com 300 pessoas. Mas, poucos voltavam para os discursos e as sessões de perguntas e respostas nas semanas posteriores. No início havia 20 a 30 pessoas, depois 10, e por fim 4. Apenas esses poucos tiveram apreço duradouro pelo alimento espiritual que lhes era oferecido.

A Perseverança Colhe Recompensas

Em 1931, os primeiros luxemburgueses natos iniciaram na pregação. Isso não era nada fácil. A Igreja Católica Romana lançara uma campanha de propaganda odiosa contra o povo de Deus, e influenciou a polícia a interferir o máximo possível no ministério de porta em porta. A polícia confiscava as nossas publicações, fazia advertências ou efetuava prisões quase toda vez que os irmãos saíam no serviço de campo. Haveria uma paralização na expansão da adoração verdadeira no Grão-Ducado? Bem ao contrário! Pouco depois da expulsão de August Riedmueller, o primeiro ministro de tempo integral que trabalhou no país, dez luxemburgueses foram batizados em 25 de setembro de 1932. Participavam regularmente na obra de pregação, apesar dos problemas com a polícia.

No ano de 1934, ainda antes da guerra, os 15 publicadores locais distribuíram 3.164 exemplares de publicações bíblicas. Não raro viajavam 80 a 100 quilômetros por dia de bicicleta! Certa irmã relatou: “Minha bicicleta era minha ‘companheira’ constante. Trabalhar num vilarejo após outro veio a ser minha atividade preferida, especialmente aos domingos.”

Os exércitos alemães invadiram o Grão-Ducado de Luxemburgo em 1940, lançando nossos irmãos num período de cinco anos de trabalho às ocultas. Bom número deles foi preso. Depois de meses na prisão eles eram soltos com uma severa ordem de descontinuar toda pregação pública como Testemunhas de Jeová. (Veja Atos 4:17, 18.) Dois irmãos foram levados a campos de concentração. Não obstante, os irmãos remanescentes faziam o que podiam, e o número de estudos bíblicos dirigidos com pessoas interessadas passou de 6, em 1942, para 20, em 1944. E, ao passo que 23 pessoas relataram serviço de campo em 1939, em 1946 houve um auge de 30.

Vêem-se as Bênçãos de Jeová

Nas décadas seguintes, Jeová tem ricamente abençoado a obra de pregação do Reino em Luxemburgo, na forma de aumentos. O número de Testemunhas chegou ao auge de 1.336, em 1988. Existe agora a proporção de uma testemunha de Jeová para cada 327 habitantes no território da nossa filial. Mais de 2.900 assistiram à celebração da Refeição Noturna do Senhor, em 1.º de abril de 1988, o que equivale a uma pessoa dentre cada 148 habitantes! Há muito interesse também no ministério de tempo integral. Em 1955 havia apenas 5 trabalhadores de tempo integral, ou pioneiros, mas, em maio de 1988, havia 190 pioneiros no campo!

Este aumento tornou necessário ampliar as instalações da nossa filial. Foi em setembro de 1955 que se instalou aqui pela primeira vez uma filial da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (dos EUA), que consistia em dois cômodos numa casa particular. Em 12 de setembro de 1987 inaugurou-se um belo conjunto de filial e Lar de Betel de 20 quartos. Na mesma ocasião, foram também dedicados um excelente novo lar missionário com três apartamentos e dois Salões do Reino.

Pregando em Todas as Oportunidades

Luxemburgo é realmente internacional. Os próprios luxemburgueses são trilíngües. Todavia, visto que 1 de cada 4 habitantes procede do estrangeiro, falam-se muitas línguas aqui.

Os estrangeiros vêm para trabalhar na Comunidade Européia, nos muitos bancos ou em serviços braçais. De modo que temos congregações francesas, italianas e portuguesas para servir esses grupos de língua estrangeira.

Uma de nossas irmãs portuguesas conta o que aconteceu numa recente viagem de avião: “Levei comigo um pequeno suprimento de revistas para um possível testemunho informal. Na primeira escala, o nosso avião precisava de reparos. A ninguém se permitiu sair do avião. De início, simplesmente não tive coragem de fazer o que meu coração dizia que eu devia fazer. Orei a Jeová vez após vez para que me desse a força para aproveitar essa oportunidade.

“Depois de meditar a respeito por algum tempo, dirigi-me às aeromoças e perguntei se me seria permitido oferecer às pessoas a bordo algumas revistas encorajadoras e benéficas. Elas me deram permissão, e tive o prazer de contatar livremente os passageiros, indo de uma fileira de assentos para a outra, como se estivesse trabalhando de casa em casa. Coloquei 12 revistas e um folheto com várias pessoas e tive excelentes palestras.

“A última pessoa a quem me dirigi me respondeu, com certa altivez, ‘que não tinha necessidade de ajuda porque era clérigo evangélico. Também, ele achava que eu não devia ter-me dirigido aos passageiros daquela maneira. Com tato, continuei a conversação à base da fé em comum em Deus e do apreço por todas as bênçãos que ele concederá a todos os que crêem nele. Depois da palestra, o pastor me elogiou por eu ter fé e também pela minha coragem de falar com todos os passageiros.

“A seguir, o passageiro ao meu lado passou a fazer perguntas, e conversamos por quase três horas!”

Os nossos irmãos têm também demonstrado zelo excepcional no seu serviço de casa em casa. Um superintendente de circuito fala de quão concorrida foi a visita numa congregação: “O grande clímax aconteceu quando nos reunimos para o serviço de campo no domingo de manhã. Dos 109 publicadores associados com a congregação, 102 estavam presentes para participar na obra de pregação! Fizeram excelentes esforços para convidar pessoas interessadas para o discurso público de tarde, e o resultado foi um salão lotado com 198 pessoas! Muitos assistiam pela primeira vez a uma reunião, embora exista uma Testemunha para cada 50 habitantes no território daquela congregação!”

Os jovens também estão mostrando excelente atitude para com as suas oportunidades de proclamar a mensagem do Reino. Depois de lerem em A Sentinela de 1.º de abril de 1985 sobre a prisão de alguns de nossos irmãos na Turquia, dois adolescentes decidiram falar com o embaixador turco. Eles contam:

“O primeiro passo foi marcarmos uma entrevista. Inicialmente, a sua secretária não nos levou a sério. Para convencê-la de nossas intenções sinceras, mostramos-lhe exemplares da revista que continha o assunto, em vários idiomas. Impressionada, ela apanhou as revistas e entrou no gabinete do embaixador. Depois de dez minutos, ela voltou e disse que poderíamos voltar dentro de duas semanas, mas que o embaixador ficaria com as revistas para checar as fortes acusações ali feitas. Achamos que isso era um bom sinal.

“Ao retornarmos à embaixada para a nossa entrevista, constatamos que o embaixador era uma pessoa muito bondosa e amistosa. Ele nos mostrou uma mensagem de telex que enviara ao governo turco para checar alguns detalhes contidos no artigo da nossa revista. Estes haviam sido confirmados e deram à nossa queixa um grande peso.

“Ele estava impressionado com a maneira objetiva com que o artigo fora escrito, sem exageros ou injustificado criticismo a líderes políticos. Falamos com ele por uma hora e meia a respeito da soberania de Deus, da neutralidade cristã e da incapacidade de o homem governar com êxito seus semelhantes. Ele disse que compreendia a nossa posição e perguntou o que poderia fazer para ajudar. Sugerimos que informasse ao seu governo a respeito de nossa entrevista com ele e que lhe dissesse o que ele pensava sobre o assunto. Ele concordou em fazer isso, e pediu alguns exemplares da revista para enviar a vários representantes do governo. Disse que abriria um arquivo de informações pertinentes ao caso e que tentaria ajudar no que fosse possível.”

Alguns meses depois, A Sentinela publicou que as Testemunhas na Turquia haviam sido libertadas da prisão por decreto do Supremo Tribunal Turco. Ao saberem disso, os jovens voltaram a visitar o embaixador e foram calorosamente recebidos.

Da história da obra de proclamação do Reino aqui no Grão-Ducado de Luxemburgo, vemos a sabedoria de não desprezar “o dia das coisas pequenas”, mas de confiar no espírito de Jeová para dar a cada um de nós a força necessária para realizar a Sua vontade até o seu grandioso final. Com a ajuda de Jeová Deus, grandes coisas estão acontecendo aqui no nosso pequeno território da filial de Luxemburgo. Aos que ainda não o fazem, conclamamos em alta voz a ‘magnificar a Jeová’ junto conosco, e assim ‘saborear e ver que Jeová é bom’. — Salmo 34:3, 8.

[Foto/Mapas na página 25]

(Para o texto formatado, veja a publicação)

Mar do Norte

Países-Baixos

República Federal da Alemanha

Bélgica

França

Luxemburgo

150 km

100 mi

Bélgica

Luxemburgo

Luxemburgo

República Federal da Alemanha

Trier

França

Metz

[Foto na página 27]

Embora com mais de 80 anos, Victor Bruch, que durante a Segunda Guerra Mundial esteve num campo de concentração, serve como ancião cristão.

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