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  • África do Sul e territórios vizinhos (Parte Um)
    Anuário das Testemunhas de Jeová de 1977
    • PROSCRIÇÃO DE LIVROS EM OUTRAS PARTES

      No início da Segunda Guerra Mundial, houve frenética proscrição de livros em muitas partes do Império Britânico e em outros países. Era exatamente como Jeová há muito movera o profeta Daniel a predizer — o ‘chifre pequeno’ (do qual a Comunidade Britânica de Nações era uma parte) estava ‘assumindo ares de grandeza’, ‘lançando a verdade por terra’ e cometendo ‘transgressão’ contra as coisas santas de Deus. (Dan. 8:9-12) Isto se estendia aos três protetorados britânicos na África meridional — Basutolândia, Bechuanalândia e Suazilândia. A proscrição oficial das publicações da Sociedade entrou em vigor em fevereiro de 1941. Permaneceu em vigor até 1960 apesar de todos os esforços de eliminá-la. Até mesmo a Bíblia Rei Jaime foi proscrita, caso fosse a impressa pela Sociedade Torre de Vigia (EUA). Isto ocorreu apesar de que, naqueles três países, em 1941, não havia uma Testemunha de Jeová sequer.

      ANOS FRUTÍFEROS NA ÁFRICA DO SUDOESTE

      O momentoso ano de 1939 iniciou outro capítulo na história da obra na África do Sudoeste. Ainda não haviam sido formados quaisquer grupos naquelas plagas e este amplo campo ainda estava vazio. Um casal de pioneiros, Barry Prinsloo e sua esposa, Joan, sentiram o impulso de ir e testemunhar ao povo daquele território.

      Barry comprou um caminhão e o transformou numa casa-móvel. Nela montou uma instalação a gás, prevendo corretamente a escassez de gasolina em virtude da guerra. Para chegar de Joanesburgo à África do Sudoeste, tiveram de viajar pelo deserto de Kalahari. Havia muito poucas estradas e tinham de seguir as marcas deixadas por algum carro que passara antes ou uma carroça de mula, e até mesmo essas marcas eram completamente apagadas às vezes.

      Por fim chegaram a Windhoek, e dali se foram mais para o norte pregando e colocando publicações. Por certo tempo, a polícia os seguia e juntava as publicações que haviam colocado. Com o tempo, foram detidos e acusados de vender sem licença. Aconselhados pela Sociedade, pediram o adiamento do processo, dependendo dos resultados de alguns processos de natureza similar na África do Sul. Algumas semanas depois, o irmão Prinsloo compareceu ao tribunal e conseguiu um veredicto favorável.

      As notícias de uma assembléia em Joanesburgo chegaram até eles, e embora significasse árdua viagem de cerca de 1.600 quilômetros, decidiram ir. Mas, ocorreu uma tragédia. A maioria dos rios da África do Sudoeste não são mais do que ravinas secas e arenosas que só correm quando há uma chuvarada excecional. Tentando atravessar um desses rios seu carro ficou atolado. Naquela noite, o rio sofreu enchente arrastando a casa-móvel algumas centenas de metros corrente abaixo. Ali o encontraram na manhã seguinte, quebrado em duas partes e o chassi enterrado na areia. Salvaram o que puderam, e avisaram a Sociedade do desastre, e de seu desapontamento por não poderem comparecer à assembléia. Mas, mui prontamente, receberam um presente enviado pelo superintendente da filial, e um telegrama explicando que era para um “pequeno feriado”.

      Depois da assembléia, voltaram e acamparam perto da casa-móvel destroçada, pensando em consertá-la. Ao mesmo tempo, testemunharam aos lavradores ovambos, usando Johannes como intérprete. Johannes era um bosquímano que haviam contratado para acompanhá-los em suas viagens através do território, e ele bem pode ter sido o primeiro bosquímano a aceitar a verdade. Os bosquímanos são uma tribo nômade de habitantes do deserto, que vivem mormente da caça com arco e flecha envenenada. Sendo, sem comparação, os menores de todos os africanos da parte sul da África, e comparáveis em tamanho aos pigmeus da África Central, estes caçadores são extremamente primitivos em seus hábitos de vida. As comunicações entre eles e outros se torna muito difícil, não só devido aos locais inacessíveis que habitam, mas também por sua língua, com seu vocabulário limitado e incessante fluxo de cliques. Alguns deles, contudo, deveras se tornam lavradores. Devido à proscrição das publicações e a situação em geral, a Sociedade com o tempo convidou o casal Prinsloo a voltar à África do Sul.

      Assim, embora pioneiros tivessem ido à África do Sudoeste em 1929, 1935 e 1942, e colocassem muitas publicações, não houve real cultivo do campo, resultando em poucos frutos. O ano de 1950, contudo, assinalou momento decisivo na história da obra na África do Sudoeste. A Sociedade então enviou quatro missionários, graduados da Escola de Gileade, George Koett, Fred Hayhurst, Gus Eriksson e Roy Stephens. No início de 1950, estabeleceu-se um lar missionário em Windhoek.

      Embora tais irmãos não devessem concentrar-se meramente em colocar publicações, mas em achar e apascentar as “outras ovelhas” do Senhor, ainda apresentavam excelentes colocações. (João 10:16) Ao mesmo tempo, conseguiram contatar cinco irmãos africanos que se mudaram para vizinha localidade africana, vindo da União Sul-Africana, e eles foram organizados numa companhia (congregação). Um dos missionários também iniciou nada menos de 25 estudos nesta localidade africana. Tudo parecia indicar que a obra neste território, em especial entre os africanos, gozava de excelente início, com boas perspectivas de aumento.

  • África do Sul e territórios vizinhos (Parte Dois)
    Anuário das Testemunhas de Jeová de 1977
    • África do Sul e territórios vizinhos (Parte Dois)

      SUAVE TRANSIÇÃO

      No fim de 1941, o irmão Rutherford, que servira fiel e zelosamente como presidente da Sociedade por 25 anos, sentia-se já muito enfermo. Tinha então 72 anos, e, já por muitos anos, não se poupara no serviço de Jeová. Em 8 de janeiro de 1942, selou na morte seu serviço terrestre do Reino. Em questão de dias, a diretoria da Sociedade se reuniu no Betel de Brooklyn e elegeu Nathan H. Knorr como novo presidente. No campo, a reação foi muito diferente, após a morte de Rutherford, do modo como os irmãos se sentiram após a morte do irmão Russell. Em 1942, não houve brados de “o que faremos agora?” Naturalmente, quando o irmão Rutherford morreu, os inimigos da verdade ficaram jubilantes, e afirmavam: “Agora que seu líder e orador desapareceu, sua obra se desintegrará muito em breve.” Mas, ficaram rapidamente desapontados nesse sentido.

      Em agosto de 1941, não muito antes de sua morte, o irmão Rutherford estivera presente à assembléia de S. Luís, Missúri, EUA, onde um dos destaques tinha sido o “Dia das Crianças”, sendo lançado o novo livro Filhos. As modalidades desta notável assembléia foram reproduzidas em mini-escala num congresso em Joanesburgo, em abril de 1942. A assistência nessa ocasião ascendeu a 1.700 pessoas, inclusive 340 crianças que alegremente receberam exemplares do novo livro. Naquela assembléia, 400 pessoas simbolizaram sua dedicação para fazer a vontade de Deus, mais que o dobro do auge anterior. A organização da assembléia, pela primeira vez, operou um restaurante para servir 6.000 refeições, que teve notável êxito, e lhes deu mais tempo para a boa associação. Todos os irmãos ficaram muitíssimo revigorados e reforçados, e foram para casa muitíssimo felizes.

      Especialmente encorajados por esta assembléia foram vários jovens pioneiros que havia pouco iniciaram esse serviço. Em 1942, o número de pioneiros aumentara para 65 na África do Sul. Um deles era o irmão Piet Wentzel, que tomara sua posição a favor da verdade no povoado de Bonnievale, na Província do Cabo. Em dezembro de 1941, ele iniciara o serviço de pioneiro em Kimberley. Em 1945, juntou-se a ele Frans Muller, que, com 16 anos, acabara de cursar a escola e já tinha relativamente bom treino e experiência na obra junto com a congregação de Pretória. Os dois jovens pioneiros foram designados à cidade de Vereeniging, a cerca de 48 quilômetros ao sul de Joanesburgo. Trabalharam arduamente,

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