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Devem as religiões levantar fundos pelo bingo?Despertai! — 1975 | 8 de abril
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obedeçam a todas as leis das “autoridades superiores” governamentais que não colidam com seus mandamentos. — Rom. 13:1; Atos 5:29.
Exige-se considerável perícia e esforço mental para ganhar certos tipos de jogo. Mas, dá-se isto com o bingo? Não. Os jogadores confiam na sorte. Será isso errado? Do ponto de vista de Deus é, pois as Escrituras não aprovam que se confie na sorte. — Isa. 65:11.
Por jogar o bingo alguns conseguem dinheiro que podem gastar nas coisas de que necessitam. Mas, há mais a refletir do que em apenas isto. Visto que os lucros beneficiam uma igreja patrocinadora em alguns casos, os adeptos de outras religiões talvez prefiram refrear-se de participar, visto não desejarem sustentar outra forma de adoração. O jogador mediano de bingo provavelmente não vai pensar em como os lucros ajudarão uma igreja ou alguma obra de caridade, contudo. Antes, muitos são engodados pelo bingo a jogar dinheiro na esperança de que, ao invés de dar, estarão recebendo. Quão facilmente isto se poderia transformar em ganância! E sabia que a Bíblia diz que os “gananciosos” não herdarão o reino de Deus? O apóstolo cristão, Paulo, disse isso. — 1 Cor. 6:9, 10.
Admitamos que o jogador mediano de bingo não é como muitos jogadores profissionais que talvez recorram à desonestidade e demonstram intensa ganância. Todavia, não promove o bingo, em realidade, a ganância? Todos os participantes despendem dinheiro para jogar, e cada jogador deseja vividamente ganhar parte do dinheiro assim acumulado ou obter os prêmios adquiridos com o mesmo. Sim, o bingo promove o egoísmo e a falta de amor para com outras pessoas.
O que Deus exige dos que desejam a Sua aprovação não é uma atitude egoísta para com os outros, mas o amor pelas concriaturas humanas. O apóstolo Paulo escreveu: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto que vos ameis uns aos outros; pois, quem ama o seu próximo tem cumprido a lei.” — Rom. 13:8.
Em vista dos requisitos de Deus e dos indesejáveis frutos do bingo, poderia ,visualizar Paulo, ou talvez o apóstolo Pedro, sentado em algum estabelecimento para um jogo de azar, ouvindo atentamente os números anunciados, daí erguendo a mão e gritando, excitado, “bingo”! É difícil de imaginar isso, não é? Poderia colocar Jesus Cristo em tal posição? Dificilmente! Bem, é bom lembrar que as pessoas piedosas devem voltar-se para ele como seu Exemplo. — Heb. 12:1, 2; 1 Ped. 2:21.
Como podem as pessoas desejosas de agradar a Deus adquirir fundos ou coisas materiais? Não se pode corretamente objetar à doação ou ao recebimento de presentes corretamente motivados. As Escrituras falam sobre ‘carregar um presente aos pátios de Jeová’ e Deus é descrito como Dador de ‘toda boa dádiva e todo presente perfeito’. (Sal. 96:8; Tia. 1:17) Todavia, pode alguém afirmar que a doação generosa e de bom coração está ligada ao bingo? Certamente que não!
Os cristãos costumeiramente obtêm as coisas necessárias ou desejadas por meio de seu trabalho produtivo. O apóstolo Paulo instou com seus concrentes a ‘trabalhar com suas mãos’. Foi exatamente o que ele fez. — 1 Tes. 4:10-12.
Já por milhares de anos são conhecidos os jogos de azar. Um jogo parecido ao bingo era, segundo se alega, jogado no Egito antes de as pirâmides serem construídas. Os romanos dos séculos posteriores tinham loterias. Mas, será que o povo de Deus da antiguidade usava tais jogos para levantar fundos ou adquirir bens para fins religiosos? Não.
Pouco depois de os israelitas serem libertos da escravidão no Egito, o tabernáculo de Jeová foi construído qual centro de adoração. Não se realizaram jogos de azar para acumular coisas valiosas para o mesmo. Antes, os do povo “vieram, então, todo aquele cujo coração o impelia, e trouxeram, todo aquele cujo coração o incitava, a contribuição pertencente a Jeová para a obra da tenda de reunião e para todo o seu serviço, e para as vestes sagradas” dos que serviam no santuário de Deus. — Êxo. 35:20-29; 36:4-7.
Nem os cristãos primitivos realizaram jogatinas para obter fundos para fins religiosos. Antes, faziam contribuições voluntárias. Escreveu Tertuliano: “Mesmo que haja uma arca de alguma espécie, não é feita de dinheiro pago em cobrar entradas, como se a religião fosse uma questão de contrato. Todo homem uma vez por mês traz alguma moeda modesta — ou quando queira, e somente se quiser, e se puder; pois ninguém é obrigado; é oferta voluntária.” (Apologia, XXXIX, 5) Isto se harmoniza com o conselho de Paulo: “Faça cada um conforme tem resolvido no seu coração, não de modo ressentido, num sob compulsão, pois Deus ama o dador animado.” — 2 Cor. 9:7.
As testemunhas de Jeová hoje não levantam fundos pelo bingo, porque se trata de jogatina, é ilegal em muitos lugares e promove o egoísmo, a ganância e a falta de amor pelos outros. Para conseguir fundos e as coisas necessárias às suas famílias, empenham-se em trabalho produtivo. Daí, para promover os interesses da adoração verdadeira, semelhantes aos servos de Jeová no passado, fazem contribuições voluntárias. ‘Honram a Jeová com suas coisas valiosas.’ Por sua vez, Deus ‘as enriquece para toda sorte de generosidade’. — Pro. 3:9, 10; 2 Cor. 9:8-12.
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Observando o MundoDespertai! — 1975 | 8 de abril
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Observando o Mundo
Piora o Quadro dos Alimentos
Ao avançarmos em 1975, torna-se mais sombria a perspectiva desanimadora para alimentar o mundo. Eis aqui como as autoridades em questões de alimentos vêem a situação:
● “Mil novecentos e setenta e quatro foi o ano em que o meteorologista puxou todas as alavancas erradas”, declara a autoridade do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), Don Paarlberg. Safras “desapontadoras” ocorreram exatamente na ocasião em que boas safras eram necessárias para restaurar os estoques perigosamente baixos. “No fim deste ano agrícola estarão raspando os silos”, avisa Paarlberg.
● Qual é a perspectiva para 1975? As últimas projeções do USDA indicavam que o mundo produziria mais de 36 milhões de toneladas a menos de cereais durante o ano de comercialização de 1974-75 que havia consumido durante o ano que findara em 30 de junho de 1974! Isso seria o suficiente para alimentar cerca de 150 milhões de pessoas. No ínterim, cerca de 78 milhões de pessoas serão acrescentadas à população mundial.
● O “pai” da “revolução verde”, Norman Borlaug, acautela: “O palco está montado para reais dificuldades.” Afirma que ainda sustenta o seu aviso primitivo de que “dezenas de milhões de pessoas poderiam morrer este ano devido a mudanças climáticas e à escassez de fertilizantes”. Prenunciadores iniciais do que está para vir já estão surgindo.
● “Pessoas morrem às dezenas”, afirma o chefe em exercício da Organização Mundial de Saúde em Daca, Bangladesh. “A cólera irrompeu em forma epidêmica em muitos lugares”, devido a que a fome deixou pobres aldeões “sem nenhuma resistência à infecção”. Problemas de expedição e de comunicações mantêm distante, por semanas ou meses o prometido alimento socorrista. “O Governo parece estar resignado à inevitabilidade de mortes em ampla escala devido à fome”, observa o Times de Nova Iorque.
● A ganância local também complica as medidas de socorro. Em um país africano que passa fome, os proprietários locais de caminhões cobraram a taxa mais alta por tonelada-milha no mundo para levar os cereais mandados como socorro! “Temos o monopólio e fixamos as tarifas”, jactou-se seu dirigente. Recusaram-se a permitir que caminhões que cobravam mais barato e eram mais rápidos de um país vizinho transportassem os alimentos — enquanto seus concidadãos morriam de fome.
‘Nenhum Lugar Para Esconder-se’
● O Procurador-Geral dos EUA, Saxbe, declarou em data recente que o agudo surto nas estatísticas de crime indica um futuro próximo que “bastará para evocar calafrios até mesmo nos mais otimistas. Não poderia haver mais qualquer lugar para esconder-se — nenhuma zona segura, para ninguém. Com efeito, talvez já estejamos perto deste ponto”. A toxicomania e o crime que se espalham rápido pelos subúrbios chiques e pelas cidadezinhas sublinham a declaração dele.
Perigos da “Hidroscopia”
● Localizar água por meio de varas, varetas ou instrumentos de pêndulo é chamado de “hidromancia” ou “hidroscopia”. Uma carta recentemente publicada em Buckeye Farm News, de Ohio, EUA, traz à atenção uma carta do presidente da Sociedade Estadunidense de hidromancistas. Ele fez restrições a um artigo de A Sentinela que ligava a hidromancia ao espiritismo e que recomendava abster-se dessa prática. No entanto, realmente reconheceu que: “O ponto frisado no artigo talvez seja muito bom. Concordamos com a teoria de que a hidromancia é uma forma de PES, e que empenhar-se em qualquer forma de PES poderá levar à ‘possessão’ ou envolvimento com forças espirituais iníquas, a menos que se tomem precauções.”
Feiticeiros e Esportes
● O escritor esportivo de Quênia, Hezekiah Wepukhulu calcula que 90 por cento dos destacados clubes de futebol daquele país contratam feiticeiros para ajudá-los a ganhar jogos. Afirma ele: “Às vezes, antes dum jogo, os times de futebol fazem piquetes em torno do estádio a fim de impedir que seus adversários lancem feitiços sobre o campo. . . . os jogadores evitam o portão oficial, para o caso em que se tenha lançado algum feitiço ali. Bolas suspeitas de conter encantamentos são cortadas no meio durante um jogo.” O mais conhecido encantador esportivo da África Oriental, Shariff Omar, escreveu oferecendo-se para lançar feitiços a favor da equipe da Inglaterra, para assegurar uma vitória na Copa do Mundo. Asseverou que “eles ignoraram a oferta e pagaram caro por isso”, quando eles perderam.
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