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  • O serviço de Deus — um motivo de alegria
    A Sentinela — 1966 | 1.° de dezembro
    • O serviço de Deus — um motivo de alegria

      “A alegria de Jeová é vossa fortaleza.” — Nee. 8:10.

      1, 2. O que impressionava de modo especial a Davi quando ele era pastor, e como foi que expressou mais tarde seus sentimentos?

      NAS colinas abertas da Palestina, longe de qualquer moradia; o pastor pode sentir-se achegado a Jeová, o grande Criador. Tem tempo de meditar e de examinar visualmente as criações do Todo-poderoso. A noite, ao deitar-se sob o céu estrelado, pode admirar a sabedoria e o poder do Criador ao fazer os belos céus. Comparado com estes, ele é tão pequenino e insignificante que tem motivo de se regozijar de que o seu Criador se lembre dele e se interesse por ele. O Rei Davi de Judá teve esta experiência quando, qual rapaz que era pastor, passou muitas noites nos campos abertos, cuidando das ovelhas do seu pai.

      2 Davi era homem de vívida percepção, tendo genuíno amor a seu Deus, Jeová. Como é de se esperar, sentia-se profundamente impressionado pelas criações de Jeová, em especial os céus estrelados, cuja beleza tanto apreciara quando rapaz e pastor. Expressando seus sentimentos, disse: “Quando vejo os teus céus, as obras dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste, o que é o homem mortal para que o tenhas em mente, e o filho do homem terreno, para que cuides dele?” Daí, falando sobre a posição do homem como sendo inferior à dos anjos, disse: “Também passaste a fazê-lo um pouco menor do que os semelhantes a deuses, e de glória e de esplendor então o coroaste. Fazes que domine sobre as obras das tuas mãos; tudo tens colocado sob os pés dele:gado miúdo e bois, todos eles, e também os animais do campo aberto, as aves do céu e os peixes do mar, tudo que passa pelas veredas dos mares. Ó Jeová, nosso Senhor, quão majestoso é o teu nome em toda a terra!” — Sal. 8:3-9.

      3. (a) Expliquem como o homem obteve o domínio sobre as outras criaturas terrestres. (b) Que homem, desde Adão, podia exercer devidamente este domínio, e como a declaração de Davi apontava para ele?

      3 No tempo em que Jeová Deus criou o homem, deu-lhe o domínio sobre todas as outras criaturas da terra, dizendo-lhe: “Tenham em sujeição os peixes do mar, e as criaturas volantes dos céus, e os animais domésticos, e toda a terra, e todo animal movente que se move sobre a terra.” (Gên. 1:26) Este foi um dever, dado por Deus ao homem, que este não tem exercido devidamente em sua condição imperfeita. A expressão inspirada de Davi a respeito da posição do homem tem significado especial por ter apontado profèticamente para Aquele que se tornou o homem perfeito, Jesus Cristo. Este foi feito menor do que os semelhantes a deuses, ou os anjos, deixando a vida espiritual para tornar-se homem. Sendo homem perfeito, podia dominar devidamente as obras terrestres das mãos de Deus. Em virtude de seu serviço fiel a Deus, foi coroado de honra e de glória. (Heb. 2:9) Davi não previu este significado profético do que escreveu, mas viu deveras como o homem fora abençoado por Deus. Assim, Davi deu glória a Jeová por causa da posição proeminente que Deus concedeu ao homem na terra e das coisas maravilhosas da criação, que o homem pode contemplar com admiração, dizendo: “Quão majestoso é o teu nome em toda a terra!”

      4. Como é que Davi mostrou apreciação pelo verdadeiro Deus?

      4 Davi mostrou sua apreciação ao verdadeiro Deus mediante jamais servir a quaisquer dos deuses, feitos pelo homem, das nações de seus dias. Derivava a máxima alegria possível em servir a Jeová, Aquele que criou as coisas que o deixavam admirado. Isto era como uma fortaleza que ajudava a preservá-lo. Expressando sua alegria em poder servir seu Criador, afirmou Davi: “Em fazer a tua vontade, ó meu Deus, tenho-me deleitado, e a tua lei está nas minhas partes íntimas.” (Sal. 40:8) Em toda a sua vida, Davi mostrou que a lei de Deus estava deveras em suas partes íntimas, perto do seu coração, sua sede de motivação. Mediante sempre se esforçar a obedecer tal lei, deixando que ela guiasse suas ações, e colocando constantemente a vontade de Deus em primeiro lugar em sua vida, Davi manifestou a alegria que tinha em servir o grande Dominador do universo.

      O QUE ENVOLVE O SERVIÇO DE DEUS

      5, 6. Qual é o modo principal de servir a Deus? Dêem exemplos para a sua resposta.

      5 Estando cabalmente a par do que Moisés foi inspirado a escrever, Davi tinha consciência de que o serviço de Jeová envolvia várias coisas, uma das quais é a adoração exclusiva. Isto se tornou claro naquilo que Moisés disse às doze tribos de Israel pouco antes de cruzarem o Jordão, entrando na Terra Prometida: “A Jeová, vosso Deus, deveis temer, e a ele deveis servir, e pelo seu nome deveis jurar. Não deveis andar atrás de outros deuses, de quaisquer deuses dos povos em todo ao redor de vós, (pois Jeová, vosso Deus, no vosso meio, é Deus que exige devoção exclusiva), temendo que a ira de Jeová, vosso Deus, se acenda contra vós e ele vos aniquile da superfície do solo.” (Deu. 6:13-15) Se andassem atrás de outros deuses, adorando-os, estariam servindo a esses deuses. Repetidas vezes foram avisados para não fazer isto: “Não deveis servir aos seus deuses, porque isso vos será por laço.” — Deu. 7:16.

      6 Enquanto os israelitas eram escravos no Egito, Moisés pediu a Faraó que lhes permitisse partir do Egito para que servissem a Jeová. Moisés fez isto sob a direção de, Deus, pois Deus lhe dissera: “Vá a Faraó e tens de lhe dizer: ‘Isto é o que Jeová, o Deus dos hebreus, diz: “Manda embora o meu povo, para que me sirva.”’” (Êxo. 9:1) Adorando-o, eles o serviriam, e isto foi o que fizeram quando finalmente foram libertos do Egito. Adorar a Jeová Deus é o principal modo de uma pessoa poder servir a ele.

      7. Expliquem a relação entre a obediência e o serviço de Deus.

      7 Outro modo de se servir a Deus é obedecer-lhe as ordens. A importância disso foi inculcada nos israelitas sempre que desobedeciam, e Deus lhes fazia sofrer por isso. Na Terra Prometida amiúde a desobediência resultava em Ele os entregar nas mãos de seus inimigos. Sendo obedientes, podiam mostrar que sua adoração prestada a Jeová era de coração, e não formalismo vazio. Por tal motivo, o profeta Samuel disse ao seu primeiro rei, Saul: “Tem Jeová tanto prazer em ofertas queimadas e em sacrifícios como em que se obedeça à voz de Jeová? Eis que obedecer é melhor do que um sacrifício, prestar atenção do que a gordura de carneiros.” (1 Sam. 15:22) Ao obedecer às justas ordens de Jeová, a pessoa pode servi-lo, assim como um servo humilde serve a seu amo. Tal serviço prestado a Deus significa que anda no caminho que agrada ao Altíssimo, e isto se torna fonte de alegria enquanto continua em tal caminho. Por tal motivo, acha-se sabiamente escrito: “Felizes os irrepreensíveis em seu caminho, os que andam na lei de Jeová.” — Sal. 119:1.

      8, 9. (a) Expliquem como os levitas serviam a Deus de modo adicional e por que este serviço era distintivo. (b) Como podia a forma de serviço dos levitas ser considerada um motivo de alegria?

      8 Prestar serviço a Deus inclui, não só a adoração e a obediência, mas também as atividades que ele orientou que fossem feitas. No caso dos levitas, sua designação de trabalho, dada por Deus, tinha que ver com os serviços do tabernáculo. A presença de Jeová se achava ali representada de formas milagrosas, inculcando em todos a importância e o privilégio de ali servirem. Tão valioso era este privilégio de serviço que se tornou a herança levítica ao invés de posses de terra como no caso das demais tribos. Para eles, disse Jeová: “Eu sou a tua parte e a tua herança no meio dos israelitas.” (Núm. 18:20, CBC) Tratava-se dum privilégio de serviço distintivo, com o qual os levitas podiam regozijar-se.

      9 Estar perto da casa de Deus, em que a milagrosa luz shekinah brilhava no Santíssimo, simbolizando a Sua presença, era um deleite. Servir ali ao grande Deus do universo era algo a ser desejado. Expressando seu amor a tal lugar tão intimamente associado com a adoração de Jeová, disse Davi: “Jeová, tenho amado a habitação da tua casa e o lugar de residência da tua glória.” (Sal. 26:8) Os levitas que mantinham a mesma atitude obtinham grande alegria em servir a Jeová Deus neste lugar.

      SERVIÇO PARA TODOS

      10, 11. (a) Como as doze tribos tinham o privilégio de servir a Deus com respeito ao tabernáculo e, mais tarde, ao templo? (b) Como corresponderam a tal serviço?

      10 As oportunidades de servir a Deus de modo ativo foram concedidas a todas as tribos. Uma de tais oportunidades se deu quando o tabernáculo estava prestes a ser construído. O povo teve o privilégio de fazer contribuições para a sua construção, e, ao fazer tais contribuições, teve a alegria de partilhar em algo que era importantíssimo em sua adoração do verdadeiro Deus. A sua tremenda generosidade indicou que obtiveram alegria neste privilégio de serviço. Os homens encarregados de receber as contribuições vieram a Moisés e disseram: “O povo traz muito mais do que é necessário para a execução do trabalho que o Senhor [Jeová] ordenou.” (Êxo. 36:5, CBC) A alegria de servir a Deus com as coisas valiosas foi de novo manifesta por esta nação centenas de anos mais tarde, quando fez contribuições para a construção do templo de Jeová em Jerusalém.

      11 Quando Davi tornou conhecido ao povo os planos para a construção dum templo durante o reinado de seu filho, Salomão, ele perguntou: “Quem quer, ainda hoje, oferecer espontaneamente donativos ao Senhor [Jeová]?” (1 Crô. 29:5, CBC) Sua resposta foi um dilúvio de contribuições — ouro, prata, pedras preciosas e cobre. Regozijaram-se com esta oportunidade de servir a Jeová de modo ativo. “O povo se alegrava com suas oferendas voluntárias, pois era de coração generoso que as faziam ao Senhor [Jeová]; e o próprio rei Davi sentiu uma grande alegria.” (1 Crô. 29:9, CBC) Mas, havia outros modos de as doze tribos servirem a Deus com ações.

      12. Quais eram outros modos ativos de as doze tribos poderem servir a Deus?

      12 Era o propósito de Jeová que a nação de Israel adquirisse a posse da Terra Prometida qual herança dele, mas, para receberem tal herança tinham de empenhar-se em atividades diretamente relacionadas com este propósito. Tinham de remover da terra os posseiros pagãos da mesma e destruir os deuses falsos que tais povos adoravam. As vitórias que obtiveram, com a ajuda de Jeová, ao executarem este propósito divino, eram motivo de alegria. Sentiam-se felizes de servir a Jeová Deus, muito embora arriscassem a vida ao fazê-lo. E, então, depois de terem conquistado a terra, podiam servir ativamente a ele mediante se dirigirem três vezes por ano a Jerusalém para as festas que Deus lhes ordenara que observassem. Isto exigia grande esforço de sua parte, especialmente para os que moravam a grande distância de Jerusalém. A sua participação nestas festas era serviço ativo a Deus, inseparàvelmente ligado à adoração prestada a ele. Embora estas fossem ocasiões alegres, não eram ocasiões de festanças bêbedas e de glutonaria, como se dava com as festas observadas pelos pagãos. Os israelitas deviam guardar as festas de Deus de maneira santa.

      13. Que novo modo de servir ativamente a Deus foi introduzido com o advento do Cristianismo?

      13 Com a introdução do Cristianismo, os modos de se servir ativamente a Deus passaram por algumas alterações. Não mais se podia servir a Deus por tais festas, pelas ofertas sacrificiais que o povo costumava levar ao templo, e pelos deveres dos levitas no templo. Com a terminação do pacto da lei pelo sacrifício de Cristo, Deus acabou com tais formas de serviço. O ministério cristão se tornou o novo modo de se servir ativamente ao Altíssimo. Proclamar e ensinar publicamente as verdades, os propósitos de Deus e a provisão que fez para a salvação do homem, mediante Cristo, era um modo novo e tremendamente alegre de servir a Ele. Na realidade, era o modo de a pessoa poder oferecer um sacrifício de louvor a ele. “Ofereçamos sempre a Deus um sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que fazem declaração pública do seu nome.” — Heb. 13:15.

      A ALEGRIA QUE ADVÉM DO SERVIÇO DE DEUS

      14. Expliquem como a pessoa pode ter alegria sem expressá-la audivelmente.

      14 A alegria que uma pessoa sente ao servir a Deus nem sempre é expressa de maneira audível. Pode ser agradável senso de satisfação de saber que uma pessoa faz o que é agradável e certo aos olhos do Deus Altíssimo. Saber que faz um bom serviço que traz proveito a outras pessoas, que promove os interesses de Jeová na terra e que magnifica a Ele traz um senso de contentamento e de tranqüilidade íntima que reflete a alegria de Deus. Esta é uma alegria duradoura que não exige expressão audível. Mas, há ocasiões em que algo digno de nota acontece que estimula a expressão momentânea de alegria que a pessoa sente no íntimo.

      15. Dêem exemplos de ocasiões notáveis que justificavam expressões audíveis de alegria.

      15 Quando os israelitas levaram a arca do pacto da casa de Obede-Edom para Jerusalém, sua alegria transbordou em expressões alegres. Tratava-se de grande ocasião em sua vida religiosa que os deixava cheios de felicidade, e assim se expressaram. “Todo o Israel, ao fazer subir a arca da aliança do Senhor [Jeová], soltava brados de júbilo, ressoando trombetas, trompas e címbalos, retinindo cítaras e harpas.” (1 Crô. 15:28, CBC) Outra ocasião que causou expressões de alegria foi quando Saul e Davi voltaram com o exército israelita depois duma vitória sobre os filisteus. “Voltando o exército, depois de Davi ter morto o filisteu, de todas as cidades de Israel saíam as mulheres ao encontro do rei Saul, cantando e dançando alegremente, ao som de tamborins e címbalos.” (1 Sam. 18:6, CBC) Estas foram ocasiões notáveis que estimularam os israelitas a expressar sua alegria de forma audível.

      16. As expressões audíveis de alegria piedosa não devem ser confundidas com o quê? Por quê?

      16 Expressões audíveis de alegria que surgem naturalmente dum coração alegre por motivo de algo excelente que ocorreu em relação com a adoração ou os propósitos de Jeová não são a mesma coisa que os repentes emocionais por parte de pessoas com fervor religioso. Seus gritos sem sentido e sua maneira desordenada de cantar não são frutos do espírito de Deus, que, entre outras coisas, produz a mansidão e o domínio próprio. Não são a “vestimenta incorrutível dum espírito quieto e brando” que se espera que o servo de Deus vista, mas, antes, a expressão de emoções desordenadas e incontroladas que os demônios acham fácil de manipular. (1 Ped. 3:4) Pelo contrário, a expressão audível de alegria que provém do coração feliz dos servos de Deus se acha dentro do seu poder de raciocínio e sob o seu controle. Não é uma coisa regular, mas algo que resulta de notáveis acontecimentos em afirmação dos propósitos de Deus e no adiantamento de seus interesses ou de agradáveis experiências que trazem honra a ele.

      17. Como é que uma pessoa obtém a alegria duradoura de servir a Deus?

      17 O sentimento duradouro de alegria que não se expressa é algo que a pessoa cultiva à medida que cresce em conhecimento e em entendimento da Palavra e dos propósitos de Deus. À medida que cresce em entendimento e em fé, sua alegria também cresce. É nutrida por ela meditar sobre os feitos e as instruções de Jeová e por continuar a alimentar-se espiritualmente. A pessoa que negligencia isto pode perder a alegria de servir a Deus, bem como a íntima relação com ele.

      18. (a) Quem são aqueles a quem Deus ama, fortalece e preserva? (b) O que contribui para seu sentimento alegre?

      18 Uma íntima relação com o Todo-poderoso, relação que inspira alegria, é possível para os que se dedicam a servir a Ele e que permanecem fiéis à sua dedicação. Pelas suas ações, revelam tal dedicação. Tais são aqueles a quem Ele ama, fortalece e preserva, como está escrito: “Jeová está perto de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em veracidade.” (Sal. 145:18) “Sua salvação está perto dos que o temem.” (Sal. 85:9) Sabendo isto e estando cônscia de que pode ter completa confiança nele, a pessoa dedicada pode provar a alegria advinda do senso de bem-estar e segurança, senso expresso no Salmo 23:4: “Muito embora eu ande no vale da sombra profunda, nada de mal temo, pois tu estás comigo.”

      JESUS CRISTO, UM EXEMPLO A SEGUIR

      19. (a) Como é que Jesus manifestou sua alegria em servir a Deus? (b) Que revela que ele possuía a alegria de servir a Deus antes de vir à terra?

      19 De todos que serviram ao verdadeiro Deus, Jesus Cristo é o melhor exemplo de alguém que obteve alegria no serviço de Jeová. Mostrou isso de maneira branda e quieta, tal como na felicidade que demonstrou ao fazer a vontade de seu Pai, bem como ao ajudar as pessoas a aprender a respeito dos grandiosos propósitos do seu Pai. Em realidade, obteve alegria no serviço de Deus muito antes de vir à terra. Enquanto ainda se achava nos céus, qual poderosa criatura espiritual, a primeira que Deus criou, achou deleite em servir a Ele. Falando sob o simbolismo da sabedoria, diz no livro de Provérbios: “Então vim a estar ao lado dele como mestre trabalhador e de dia em dia vim a tornar-me aquilo de que ele especialmente gostava, alegrando-me perante ele todo o tempo, alegrando-me com o solo produtivo da sua terra, e as coisas que eu gostava achavam-se com os filhos dos homens.” (Pro. 8:30, 31; Col. 1:15; Rev. 3:14) A alegria que obteve em servir a Deus nos céus, continuou a ter quando era homem na terra.

      20. Como é que o Filho unigênito de Deus considerou o privilégio de servir a Deus na turra?

      20 Quando Jeová abriu um novo campo de serviço para este querido Filho espiritual que exigia que este nascesse como criatura humana perfeita, tal Filho fiel se regozijou. Sobre isto está escrito: “Mantende em vós esta atitude mental que houve também em Cristo Jesus, o qual, embora existisse em forma de Deus, não deu consideração a uma usurpação, a saber, que devesse ser igual a Deus. Não, mas ele se esvaziou e assumiu a forma de escravo, vindo a ser na semelhança dos homens. Mais do que isso, quando se achou na feição de homem, humilhou-se e tornou-se obediente até à morte, sim, morte numa estaca de tortura.” (Fil. 2:5-8) Tudo que seu Pai queria que fizesse, ele estava disposto a fazer, pelo amor que tinha a ele. Tendo esta excelente atitude, Jesus Cristo deu esplêndido exemplo para todos que desejam servir ao verdadeiro Deus.

      21. Relatem alguns dos modos de Jesus servir a Deus.

      21 Quando na terra, serviu a Deus não só por adorar a Ele e por obedecer as leis divinas, mas também por proclamar publicamente e ensinar a verdade a respeito dele. Ajudou as pessoas a transformar seu modo de pensar e suas vidas, de modo que pudessem tornar-se servos aprovados de Deus. Ensinou-lhes a amar a Deus, umas às outras, e aos inimigos, e deu-lhes a esperança dum governo mundial feito por Deus, bem como a esperança da ressurreição dos mortos. Isto aproximou o povo de Jeová Deus, intensificando-lhe o desejo de servir a Ele de maneira imaculada. Neste serviço piedoso, Jesus obteve alegria. Mas, uma fonte de alegria especialmente grande para ele foi ter parte em vindicar o bom nome de seu Pai do vitupério lançado sobre o mesmo pelos Seus inimigos e pelos adoradores que se mostraram infiéis a Ele.

      22, 23. (a) O que constituía uma alegria especialmente grande para Jesus e como isto se tornou necessário? (b) Por que Jesus Cristo tem sido uma inspiração para os adoradores de Deus?

      22 O grande inimigo da justiça, Satanás, o Diabo, questionara a integridade das criaturas de Deus. Isto foi feito nos dias do homem fiel, Jó, tempo em que Satanás disse a Deus: “Pele por pele! . . . O homem dá tudo o que tem para salvar a sua própria vida. Mas, estende a tua mão, toca em seus ossos, em sua carne; juro que te renegará em tua face.” (Jó 2:4, 5, CBC) Este desafio questionava não só a integridade do homem a Deus, mas também a integridade do Filho unigênito de Deus, que estava numa posição mui favorecida nos céus. Será que sua integridade se desvaneceria sob prova, conforme Satanás acusou que a do homem faria? A prova veio quando tal Filho nasceu qual homem. Manteve sua integridade até à morte violenta e provou que Satanás era mentiroso. Sua fidelidade foi uma vindicação para Jeová Deus. A perspectiva de vindicar o nome de Jeová era uma alegria para Jesus Cristo.

      23 Falando do proceder íntegro de Jesus, a Bíblia nos conta: “Pela alegria que se lhe apresentou, ele aturou uma estaca de tortura, desprezando a vergonha, e se tem assentado à direita do trono de Deus.” (Heb. 12:2) A alegria de ter uma parte em vindicar o grande nome de Jeová o habilitou a suportar a estaca de tortura ao ponto de morrer. Como recompensa pelo serviço fiel dele, Jeová o levantou dos mortos, restaurando-o ao domínio das hostes angélicas, com poder e honra maiores do que tivera antes. Assim, seu exemplo de serviço alegre a Deus tem sido inspiração para todos os adoradores do verdadeiro Deus até os dias atuais.

      24. Expliquem como a alegria é uma fortaleza que preserva a vida.

      24 Quando consideramos como o serviço de Deus tem sido motivo de alegria para os homens fiéis através dos séculos passados, podemos constatar que tal alegria é uma fortaleza que preserva a vida. Para os que a cultivam e a mantêm, Jeová se torna fonte de vigor e de proteção. Sua verdade os protege das falsidades deste mundo demoníaco que pervertem a mente. Ajuda-os a suportar as provas de sua fé; e, quando este velho sistema de coisas for varrido pelas suas forças celestes, ele os preservará para verem a nova terra que introduzirá. A alegria ajuda a manter um escudo forte e protetor da fé. Pode, por conseguinte, ser dito a respeito deles: “A alegria de Jeová é a vossa fortaleza.” (Nee. 8:10) Mantêm-nos espiritualmente vivos num mundo espiritualmente morto.

      25. Por que podemos sentir a mesma alegria no serviço de Deus que sentiu Davi?

      25 Como o pastor Davi, que ficava tão impressionado pelos céus estrelados que dava vazão à sua alegria em servir ao Criador deles, nós, atualmente, temos amplos motivos de sentir a mesma alegria. Nós também podemos sentir admiração pelas suas criações maravilhosas, e nos podemos voltar para as Escrituras inspiradas a fim de aprender sobre Suas atividades e ser instruídos por ele. Por cultivarmos apreciação pelas suas verdades vitalizadoras e seus propósitos magníficos para a humanidade, podemos achar o serviço de Deus atualmente um motivo de grande alegria.

  • Obtendo alegria no serviço de Deus atualmente
    A Sentinela — 1966 | 1.° de dezembro
    • Obtendo alegria no serviço de Deus atualmente

      “Meus próprios servos clamarão de alegria, por causa da boa condição de coração.” — Isa. 65:14.

      1, 2. (a) Expliquem por que a pessoa que deseja servir a Deus é uma pessoa rara. (b) Qual é a atitude do mundo para como tais pessoas?

      DESEJA servir a seu Criador? Deseja dar-lhe devoção exclusiva, como o fez Davi? Deseja obedecer às Suas leis justas, como o fez Daniel? Deseja ser produtivamente ativo no trabalho que Ele ordenou que fosse feito, como o foi Jesus Cristo? Se desejar, é uma pessoa rara neste século vinte. De mais de três bilhões de pessoas que vivem hoje, poucas têm algum desejo de servir ao verdadeiro Deus. Como nas gerações anteriores, preferem servir aos deuses falsos das imaginações religiosas, das ideologias políticas ou do materialismo. A respeito de tais deuses, um profeta de Jeová, o verdadeiro Deus, escreveu: “Pois todos os deuses dos povos são deuses sem valor. Quanto a Jeová, ele fez os céus.” (1 Crô. 16:26) Têm sido poucas as pessoas que provaram a alegria de servir a este grande Criador.

      2 Depois do dilúvio dos dias de Noé, a porcentagem de pessoas humanas que serviram a Jeová Deus, o Preservador dos sobreviventes do Dilúvio, diminuiu rapidamente à medida que a humanidade se multiplicou, até que se tornaram minoria inconformada no mundo antigo. Foram elas que se recusaram a participar junto com a maioria em construir a Torre de Babel. Foram as pessoas extraordinárias que recusaram acompanhar a nação de Israel quando tal nação se desviou do serviço do verdadeiro Deus para a adoração dos deuses falsos. Foram as poucas pessoas decididas que se apegaram ao Cristianismo, embora a maioria das pessoas no primeiro século falasse mal delas e as perseguisse. A respeito da atitude do mundo para com elas, um dos apóstolos de Jesus Cristo escreveu: “Temo-nos tornado como o refugo do mundo, a escória de todas as coisas.” (1 Cor. 4:13) Todavia, tinham boa condição de coração porque faziam o que era correto aos olhos de Deus. A situação não é muito diferente hoje em dia. Cumprindo a profecia de Jesus sobre os nossos dias, os servos de Deus continuam a não ser apreciados pela maioria do mundo. “Então vos entregarão à tribulação e vos matarão, e sereis pessoas odiadas por todas as nações, por causa do meu nome.” (Mat. 24:9) Apesar desta perseguição, há boas razões para se obter alegria em servir ao verdadeiro Deus atualmente.

      3. Que conhecimento do futuro nos fornece Deus que é motivo de alegria?

      3 É motivo de grande alegria a pessoa saber que o grande Criador, em seu tempo designado, trará fim permanente às pessoas iníquas e livrará a terra para aqueles que o servem habitarem nela em paz. Imagine só poder viver na terra sem encontrar nenhuma pessoa iníqua, por mais longe que se olhe! Ao invés dela, o que encontrará são pessoas que amam a justiça. Isto é o que Jeová promete, e suas promessas não voltam a ele sem serem cumpridas. “Apenas mais um pouco, e não existirá o iníquo, e prestarás certamente atenção ao seu lugar, e ele não existirá. Mas os próprios mansos possuirão a terra e acharão requintado deleite na abundância de paz.” (Sal. 37:10, 11) Tal conhecimento por certo é um incentivo para se servir alegremente ao Criador justo, mas é somente uma das muitas coisas que ele tem fornecido como incentivos para tal serviço jubiloso.

      4, 5. Expliquem como a verdade e ser portador do nome de Jeová são motivos de alegria.

      4 As intrincadas maravilhas da criação e os portentos dos céus estrelados evidenciam que existe um Criador infinitamente sábio. Mas, pouco se pode saber a respeito dele pessoalmente por se estudar tais criações. Para suprir ao homem de mais informações, Ele proveu sua Palavra escrita, a Bíblia Sagrada. Nela nos tem dado grande quantidade de informações sobre si mesmo, suas grandes obras do passado e seus propósitos para a humanidade. Este fundo de informações provê sólidos motivos para que o sirvamos alegremente antes que aos deuses falsos das nações. É a verdade, e a simples posse da mesma pode ser motivo de alegria, especialmente visto que contribui para a boa condição de coração. A liberdade espiritual é o que traz aos que a procuram àvidamente, e a longura dos dias aos que a abraçam. Por certo, a liberdade das falsidades que corrompem as idéias é inquestionàvelmente um motivo de alegria, e isso é prometido aos que servem a Jeová Deus. A respeito disso, afirmou Jesus Cristo: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” — João 8:32.

      5 Sobre as raras pessoas que servem ao verdadeiro Deus, Jeová, ele tem pôsto seu nome, abençoando-as mediante as identificar como sendo Seu povo. Isto também é motivo de alegria. Ele não se envergonha de ser identificado com elas, embora sejam consideradas pelo mundo como “a escória de todas as coisas”. (1 Cor. 4:13) Esta relação íntima com o Criador indica que possuem a Sua boa vontade, e tal coisa pode significar para elas a dádiva de vida eterna, dádiva que somente Jeová Deus, o grande dador da vida, pode dar. Compreendendo que bênção grandiosa é ter associado à sua pessoa o nome do Deus Todo-poderoso, disse o profeta Jeremias: “A tua palavra tornou-se para mim exultação e regozijo para o meu coração, pois o teu nome tem sido invocado sobre mim, ó Jeová Deus dos exércitos.” (Jer. 15:16) Manter-se cônscio desta relação favorecida com o grande dador da vida é importante para se obter alegria no Seu serviço.

      6. Que expressão da bondade imerecida de Jeová é uma fonte de alegria para nós?

      6 Por sua bondade, que o homem não merece, Jeová Deus proveu um sacrifício de resgate, de modo que aqueles que o servem possam ser libertos do pecado adâmico e possam recuperar a perfeição que Adão perdeu. “Deus recomenda a nós o seu próprio amor, por Cristo ter morrido por nós, enquanto éramos ainda pecadores. Muito mais, portanto, visto que agora fomos declarados justos pelo seu sangue, havemos de ser salvos do furor, por intermédio dele.” (Rom. 5:8, 9) Esta magnífica provisão para a salvação dos que servem ao verdadeiro Deus é ainda outro motivo de alegria para eles. Expressando seus sentimentos, escreveu o apóstolo Pedro: “Embora atualmente não estejais olhando para ele [Jesus Cristo], contudo, exerceis fé nele e vos alegrais grandemente com indizível e glorificada alegria, recebendo o objetivo da vossa fé, a salvação das vossas almas.” (1 Ped. 1:8, 9) Assim Jeová tem provido muitos motivos de se obter alegria em seu serviço nestes tempos modernos.

      CORRETA ATITUDE MENTAL

      7. Por que a correta atitude mental é importante para se obter alegria no serviço de Deus?

      7 Com tudo que Deus tem provido para se obter alegria em seu serviço, pode-se atualmente ter alegria com facilidade, uma vez que a pessoa tenha a correta atitude mental. Tal atitude é importante, visto que cria apreciação para com o Criador e sua Palavra. Sem apreciação, a pessoa não se sentirá grata do que Deus tem feito e das boas coisas que Deus tem prometido fazer. Não terá o desejo de fazer o que é agradável ao grande Dominador do universo. Mas, a boa atitude mental a move a apreciar tudo que Jeová tem feito e fará. Estimula o desejo correto de servir a Deus. O ministério cristão é um modo mui importante de satisfazer tal desejo.

      8. Como é que a correta atitude mental para com o ministério ajuda a cultivar a alegria?

      8 Conforme demonstrado por Jesus Cristo, o ministério cristão envolve a pregação de verdades bíblicas a outros, de modo a converter-lhes o coração para a adoração imaculada do verdadeiro Deus. Tal proclamação e ensino públicos da verdade é uma característica importante do modo de os cristãos servirem ao grande Dador da vida. Disse o apóstolo cristão, Paulo: “Porque com o coração se exerce fé para a justiça, mas com a boca se faz declaração pública para a salvação.” (Rom. 10:10) Com a atitude mental correta para com tal trabalho, a pessoa apreciará o bem que realiza em transformar a vida das pessoas, harmonizando-a com os altos padrões morais da Palavra de Deus. Também apreciará como se trata de obra de preservação da vida, orientando as pessoas no caminho que conduz à preservação durante a vindoura guerra de Deus, que destruirá o atual sistema iníquo de coisas. Trata-se duma obra que move crescente número de pessoas a se desviarem da religião falsa para o serviço de seu Criador. Tendo bom conceito mental desta excelente obra que Jesus iniciou, a pessoa pode cultivar a alegria neste modo de se servir a Deus.

      9, 10. (a) O que tende a diminuir a alegria no ministério, e o que compensa isso? (b) O que torna difícil cultivar a alegria no ministério, e como isto pode ser vencido?

      9 Para muitas pessoas, não é agradável visitar pessoas de casa em casa, falando-lhes sobre as verdades da Palavra de Deus, especialmente quando os moradores, como um todo, não apreciam isto. Ao passo que não é uma alegria receber desfeitas de pessoas desinteressadas que não têm desejo de servir a seu Criador, é uma alegria encontrar uma pessoa humilde que aprecia genuinamente o esforço feito de se lhe instruir nas verdades da Palavra de Deus. Vê-la crescer em conhecimento e observá-la romper os grilhões da religião falsa, um por um, trazem uma alegria que é característica do ministério cristão. Mais do que compensa as experiências desagradáveis tidas com pessoas sem apreciação.

      10 Se o leitor for um servo do Deus Altíssimo que se empenha no ministério de casa em casa, não cultivará a alegria nesse serviço de Deus por meditar nas experiências desagradáveis tidas nele. Nem obterá alegria nele se o seu serviço for relutante, exigindo contínuo estímulo por parte dos irmãos cristãos. Em ambos os casos, é necessária a correta atitude mental para se obter alegria. Ao invés de ver apenas o lado negativo ou desagradável, olhe para o lado positivo. Pense em como as pessoas de coração bom apreciarão os seus esforços, quando tiver êxito em localizá-las e em cultivar o interesse delas. Pense em quão necessária é esta obra para familiarizar as pessoas de todas as espécies com os propósitos de Jeová, especialmente no tocante às forças que transformarão o mundo, da vindoura guerra de Deus. Pense em quão importante é esta obra em separar as pessoas nestes últimos dias e em dar grandioso testemunho do verdadeiro Deus e de seus propósitos. Pense em como este serviço divinamente ordenado é meio de manifestar seu amor a Deus e sua fé nas promessas dele. Somente por cultivar a correta atitude para com o ministério cristão é que poderá provar a alegria que esta fase do serviço de Deus pode trazer.

      11. Por que é importante não se preocupar demais com sua habilidade de falar?

      11 Se pensar negativamente a respeito de sua habilidade de falar aos outros a respeito das coisas que aprendeu na Palavra de Deus, está permitindo que a incorreta atitude mental se desenvolva, a qual lhe tirará a alegria de Seu serviço. Não compare a sua habilidade de falar com a dum irmão cristão que seja perito em falar. Ao invés, compare-a com as pessoas a quem encontra no ministério, que professam ser cristãs, nas terras da cristandade, mas que não falam as verdades de Deus a outros. Não importa quão pobre seja a sua habilidade de falar, é melhor que a delas, porque não falam nada a respeito do Criador. Use a habilidade que tiver e esforce-se de aprimorá-la. Lembre-se de que Deus tem escolhido, não os homens sábios do mundo ou os grandes oradores religiosos para proclamar seus propósitos, mas as pessoas humildes que não dispõem de especial perícia em oratória. Nos dias de Jesus, eram pessoas comuns; alguns eram pescadores. Dispondo da correta atitude mental, não perderá a alegria de servir a Deus, mediante declarar publicamente as suas verdades e seus propósitos a outros, como Jesus ordenou. — 1 Cor. 1:26-29.

      OS DISCÍPULOS OBTIVERAM ALEGRIA EM PREGAR

      12. Como é que os discípulos de Jesus acolheram o ministério cristão, e como é que consideraram a perseguição?

      12 Quando Jesus introduziu o ministério cristão a seus discípulos, ficaram encantados com a experiência. Alguns dos primeiros a se empenhar nele voltaram a Jesus com grande animação. “Os setenta voltaram então com alegria.” (Luc. 10:17) Foram proclamar as verdades que tinham aprendido sem apreensões quanto a sua habilidade de falar. Seu coração estava cheio das coisas boas aprendidas de Jesus Cristo, e estavam ansiosos de falar estas coisas a outros. As experiências desagradáveis e a falta de interesse entre muitos com quem falaram não diminuiu sua alegria. Mantiveram-na viva pela boa atitude mental que tinham para com esta forma de se servir a Deus. Nem mesmo a rejeição popular por parte da nação judaica e a perseguição ás mãos dos líderes judeus puderam acabar com sua alegria em servir a Jeová Deus.

      13. Que efeito teve a perseguição da parte do Sinédrio sobre os apóstolos de Jesus?

      13 Em certa ocasião, quando os apóstolos foram conduzidos perante o Sinédrio judaico, depois de se lhes ter sido proibido pregar as boas coisas aprendidas, disseram os homens proeminentes deste corpo administrativo: “Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens.” (Atos 5:29) Depois de serem açoitados e avisados de não mais pregarem em nome de Jesus, foram embora regozijando-se de terem mantido a integridade à verdade. Nada podia diminuir sua alegria em servir ao verdadeiro Deus. “Estes, portanto, retiraram-se do Sinédrio, alegrando-se porque tinham sido considerados dignos de serem desonrados a favor do nome dele.” — Atos 5:41.

      14. O que trouxe alegria a Paulo e a seus companheiros, apesar da perseguição que lhes sobreveio?

      14 Em sua primeira visita missionária à Antioquia, na Ásia Menor, o apóstolo Paulo e aqueles junto dele encontraram muitas pessoas que não acolheram as boas novas que eles pregavam. Foram até expulsos da cidade por um motim destas pessoas, mas, esta experiência desagradável não fez que criassem a incorreta atitude mental para com sua obra e assim perdessem a alegria da mesma. Pelo contrário, regozijaram-se de terem encontrado algumas pessoas em Antioquia que acolheram apreciativamente as boas novas. “Depois de se dissolver a reunião da sinagoga, muitos dos judeus e dos prosélitos que adoravam a Deus seguiram a Paulo e Barnabé, os quais, falando com eles, começaram a instar com eles para que continuassem na benignidade imerecida de Deus.” (Atos 13:43) O desprazer de serem expulsos da cidade por um motim foi eclipsado pelo prazer de encontrarem algumas pessoas de bom coração que acolheram favoravelmente as coisas boas que eles pregavam. “Os discípulos continuaram cheios de alegria e de espírito santo.” — Atos 13:52.

      15, 16. Que elemento em particular do ministério é especialmente útil para se cultivar alegria, e o que ajuda a pessoa a apreciar isto?

      15 Exigir a proclamação pública das boas coisas da Palavra de Deus que a pessoa dê livremente a outros o que é edificante, que transforma a vida e que sustenta a vida, traz alegria à pessoa porque há felicidade em dar coisas boas a outros. Este é o princípio que o apóstolo Paulo indicou quando falava a respeito do ministério cristão. “Eu vos exibi em todas as coisas que, por labutardes assim, tendes de auxiliar os que são fracos e tendes de ter em mente as palavras do Senhor Jesus, quando ele mesmo disse: ‘Há mais felicidade em dar do que há em receber.’ (Atos 20:35) Assim como Paulo e seus associados obtiveram alegria em transmitir a outros as boas coisas que aprenderam, assim também aqueles que servem atualmente a Jeová Deus podem também obter alegria ao fazerem a mesma obra edificante, se mantiverem a mesma boa atitude mental.

      16 A excelente experiência de ver o conforto que a verdade traz às pessoas angustiadas e a apreciação dos que foram por ela libertados da religião falsa, bem como a felicidade dos que assim obtêm uma esperança segura pela qual podem viver, faz que a pessoa se regozije por Deus a ter abençoado com o privilégio de falar a respeito de Sua verdade. Até que a pessoa tenha tido esta experiência pessoal no ministério cristão, não poderá compreender plenamente a felicidade advinda de transmitir a outros este conhecimento.

      17. Por que Paulo disse aos tessalonicenses que eles eram uma coroa de exultação para ele?

      17 O apóstolo Paulo, e aqueles que viajavam com ele, levaram a verdade aos tessalonicenses na Macedônia. A congregação resultante de sua pregação era uma fonte de alegria para eles. A experiência desagradável de enfrentar oponentes cheios de ódio foi mais que sobrepujada pela alegria de ver as boas pessoas da cidade acolherem as boas novas. A respeito dos sentimentos de Paulo e de seus viajantes associados, escreveu ele: “Pois, qual é a nossa esperança, ou alegria, ou coroa de exultação — ora, não sois de fato vós? — perante o nosso Senhor Jesus, na sua presença? Vós, certamente, sois a nossa glória e alegria.” — 1 Tes. 2:19, 20.

      AJUDANDO-NOS UNS AOS OUTROS

      18, 19. (a) Que atitude mental deve ser assumida para com as posições de responsabilidade numa congregação? (b) A quem são dados tais privilégios?

      18 Na congregação dos que servem a Jeová Deus, há posições de responsabilidade. Ao trabalhar diligentemente em cuidar dos deveres relacionados a tais posições, a pessoa serve a Deus de ainda outro modo, porque a congregação é de Deus e está dedicada à Sua adoração e à instrução das pessoas em Sua Palavra. Com a correta atitude mental para com tais posições, as pessoas designadas às mesmas podem obter alegria em assumir as responsabilidades decorrentes delas. Ao invés de olhar apenas para o trabalho, a responsabilidade e os problemas que tais posições de supervisão envolvem, devem olhar para o bem que trazem a seus irmãos cristãos e a necessidade de organizar a proclamação pública da Palavra e dos propósitos de Deus. Muito pode ser feito pelas pessoas em tais posições de responsabilidade a fim de ajudar seus irmãos cristãos a manter boas relações com o verdadeiro Deus e a servir a Ele de forma aceitável. Isto, em si mesmo, é uma fonte de alegria.

      19 Uma posição de supervisão numa congregação do povo de Deus deve ter tida como bênção de Jeová. É oportunidade de ampliar o serviço que a pessoa presta a Ele. Tais oportunidades são oferecidas a pessoas que estabeleceram bom registro para si mesmas no serviço de Deus e tem manifesto a madureza espiritual. Por usarem sabiamente o conhecimento obtido da Palavra de Deus, e terem trabalhado diligentemente nos privilégios de serviço que lhes foram dados na congregação, recebem maiores privilégios de serviço, com maior responsabilidade. Isto se harmoniza com a idéia expressa por Jesus, quando disse: “A todo aquele que tem, mais será dado, e ele terá abundância.” (Mat. 25:29) Naturalmente, isto não significa que deve ir a um extremo e assumir mais do que possa.

      20. Qual é o fator que torna possível uma pessoa servir a Deus numa congregação por longo tempo?

      20 Não é manifestar bom senso a pessoa cumprir mais responsabilidades numa congregação do que sua saúde permita que cumpra, ou mais do que possa cuidar. Ao assumir mais do que pode fazer, poderá sufocar sua alegria em servir a Deus numa congregação. Portanto, deve-se exercer bom senso. As pessoas com a correta atitude mental estarão ansiosas de encontrar a sua capacidade de trabalho, ao passo que os que têm pouca apreciação procurarão desculpas para evitar privilégios de serviço. Para estas últimas serão oferecidos cada vez menos privilégios. O servo cristão sabe qual é a sua capacidade física e nervosa para responsabilidades, e, a fim de que continue a servir alegremente na congregação por longo tempo, não deve exceder tal capacidade. Por permitir que outros na congregação partilhem de suas responsabilidades, a carga de trabalho poderá ser mantida em nível que não afete sua alegria ou sua saúde.

      BOA CONDIÇÃO DE CORAÇÃO

      21. (a) Como é que os servos de Deus provam uma boa condição de coração? (b) Expliquem como se pode perder a alegria no serviço de Deus.

      21 Mediante o profeta Isaías, Jeová predisse: “Meus próprios servos clamarão de alegria, por causa da boa condição de coração.” (Isa. 65:14) Em todo o mundo, atualmente, as relativamente poucas pessoas que servem a Jeová Deus experimentam tal boa condição de coração. Seus corações não estão amargurados por causa das diferenças raciais ou políticas. Seus corações não se tornaram maus por causa do colapso moral do mundo. Seus corações não estão endurecidos pela filosofia ateísta ou as falsas crenças religiosas. As verdades edificantes da Palavra de Deus, suas leis justas, suas confortadoras promessas para o futuro, e a obra de amor que lhes foi dada a fazer, fornecem-lhes uma boa condição de coração. Mas, depende de cada pessoa manter tal boa condição. Se a pessoa permitir que a incorreta atitude mental se desenvolva para com qualquer fase do seu serviço a Deus, pode perder a alegria de tal serviço e sua boa condição de coração pode começar a deteriorar. Foi com boa razão, portanto, que a Palavra de Deus avisou: “Acima de tudo o mais que há de ser guardado, resguarda teu coração.” (Pro. 4:23) Manter boa atitude mental, com vívida apreciação e entusiasmo pelas verdades e pelos propósitos de Jeová, é importante para se salvaguardar a boa condição de coração.

      22. De que é fruto a alegria, e como isto se torna evidente?

      22 A alegria sentida por aqueles que têm boa condição de coração é hoje em dia evidência de que o espírito de Deus opera por meio deles, pois a alegria é um dos frutos do espírito, mencionados no quinto capítulo de Gálatas. Deus coloca seu espírito sobre aqueles que servem a ele, aqueles que lhe dão devoção exclusiva. Opera sobre as suas testemunhas modernas, fazendo que elas executem uma obra tremenda e mundial de proclamar as mesmas verdades libertadoras que foram proclamadas pelos apóstolos. Operando diretamente sobre elas, bem como mediante a Palavra e a organização de Deus, o espírito santo as ajuda a criar boa condição de coração, e as ajuda a serem motivadas à proclamação pública dos propósitos de Jeová. Assim, a alegria que uma pessoa cultiva como resultado disto é, realmente, um fruto do espírito.

      23. O que deve permitir que Deus lhe faça, por meio do Seu espírito?

      23 Se o leitor for uma das raras pessoas que desejam servir atualmente ao Criador, que desejam dar-lhe devoção exclusiva, que desejam fazer o trabalho que é agradável a seus olhos, que desejam receber a Sua aprovação e sua dádiva de vida, então, deixe que Jeová, mediante seu espírito, cultive dentro de sua pessoa a boa condição de coração que é um sinal do Seu povo. Abra seu coração às Suas instruções. Deixe que criem em sua pessoa a correta atitude mental para com Seu serviço. Deixe que as boas novas de Sua Palavra e suas verdades que transformam a vida o estimule a cultivar a alegria distintiva que pode ser obtida em se servir ao Grande Deus do universo.

  • O julgamento simulado de cristãos — a vergonha de Portugal
    A Sentinela — 1966 | 1.° de dezembro
    • O julgamento simulado de cristãos — a vergonha de Portugal

      PERTO de fins de junho e de princípios de julho, o julgamento de quarenta e nove testemunhas de Jeová e seus associados em Lisboa captou a atenção de Portugal inteiro. Embora a sala do tribunal só pudesse acomodar a um número limitado de pessoas, milhares de pessoas se reuniram cada dia para as sessões. Nunca antes se vira em Portugal algo parecido! Até mesmo pessoas em outros países acompanharam atentamente os despachos dos correspondentes estrangeiros presentes ao julgamento.

      Muitos cidadãos portugueses talvez pensem que sabem o que aconteceu no julgamento. Ora, em questão de apenas dois dias, os jornais de Lisboa continham cerca de 4,50 metros de colunas de publicidade a respeito das testemunhas de Jeová e do julgamento que se aproximava. Mas, estes noticiários estavam eivados de preconceitos ao extremo, amiúde contendo deslavadas mentiras. Só havia propaganda dos que buscavam a condenação; jamais foi publicada a defesa das testemunhas de Jeová. Certo jornal afirmou a pessoas que perguntaram que, quando já estava preparado e composto em tipo certo noticiário imparcial, os censores do Governo o impediram de ser impresso.

      As autoridades logo descobriram, contudo, que até mesmo a publicidade cheia de prevenção resultou em maior interesse quanto às testemunhas de Jeová e suas atividades. De modo que a mesma, também, diminuiu grandemente. Por conseguinte, relativamente poucas pessoas realmente sabem o que se passou no desenrolar real do julgamento. Verificará que estes assuntos são de vivo interesse.

      PRISÃO E ENCARCERAMENTO

      Na noite de 10 de junho de 1965, a Congregação Feijó das testemunhas de Jeová estava pacificamente reunida numa casa dum subúrbio de Lisboa. Cerca de setenta pessoas estavam presentes, estudando a Bíblia entre si, como é costume regular das testemunhas de Jeová. Então, por volta das 22 horas, a polícia, comandada pelo Tenente Jorge Manuel

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