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Alegramo-nos com “o Deus que dá esperança”A Sentinela — 1980 | 1.° de abril
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Adão e Eva perderam este privilégio. Por quê? Porque pecaram, errando o alvo da perfeita obediência ao seu Pai, Jeová Deus. O Soberano Senhor Jeová sentenciou corretamente à morte o casal desobediente. Haviam ficado obstinados, independentes, e não havia mais lugar para eles entre as criaturas leais de Jeová. Além disso, incorreram na pena de morte não só para si mesmos, mas também para os bilhões de filhos que nasceriam a estes pais pecadores. Conforme Paulo nos diz: “É por isso que, assim como por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado.” — Rom. 5:12.
6. À base de que esperança ficou a criação escravizada?
6 No entanto, Paulo prossegue dizendo que, embora ‘a criação estivesse sujeita à futilidade’, isto se dava “à base da esperança”. Que esperança? Ora, a esperança de que ela seria “liberta da escravização à corrução e terá a liberdade gloriosa dos filhos de Deus”, assim como nossos primeiros pais tiveram tal liberdade no paraíso do Éden. Incluiria a esperança de vida eterna. Só Deus podia prover tal esperança. — Rom. 8:20, 21; João 17:3.
ESPERANÇA NO “DESCENDENTE”
7. Como é identificado o “descendente” da promessa?
7 Logo cedo nas coisas “escritas outrora” lemos sobre a promessa de Deus, de que o “descendente” de sua organização-esposa no céu “machucará a cabeça” da serpente, isto é, destruirá Satanás, junto com toda a sua prole. (Gên. 3:14, 15) Mas, quem é este “descendente”? Ele é mencionado mais tarde como sendo também o “descendente” do amigo de Deus, Abraão, descendente por meio de quem “todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas”. O apóstolo Paulo identifica este “descendente”, dizendo: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e a seu descendente. . . . ‘E a teu descendente’, que é Cristo.” — Gên. 22:18; Gál 3:16.
8. (a) Como fora há muito predito o proceder de Jesus na vida na terra? (b) Como se demonstrou o amor de Deus à humanidade?
8 As coisas “escritas outrora” prediziam o proceder de Cristo Jesus na vida enquanto aqui na terra. Assim como Isaías profetizara mais de 700 anos antes, Jesus foi desprezado, não foi tido em conta, foi afligido e “trazido qual ovídeo ao abate”. Em harmonia com a vontade de seu Pai, “esvaziou a sua alma” na morte, a fim de poder resgatar “muita gente” da servidão ao pecado. (Isa. 53:3-12) Jeová ressuscitou-o dentre os mortos e empossou-o como “Agente Principal da vida” nos céus, “para que todo aquele que nele crer tenha vida eterna”. Deus fez esta provisão porque “amou tanto o mundo” da humanidade. (João 3:15, 16; Atos 3:15) Que maravilhosa esperança isso abriu para nós! — João 5:24-29.
BASE SÓLIDA PARA TER ESPERANÇA NA VIDA ETERNA
9. (a) Que garantia tem a nossa esperança? (b) Como nos deve afetar a nossa esperança?
9 Nossa bem-fundada esperança é garantida pelo próprio nome de nosso Deus, Jeová. Este nome significa “Ele Causa que Venha a Ser”, indicando que faz acontecer coisas específicas no cumprimento dos seus propósitos. Ele é o Deus “que não pode mentir” e que provê a “base duma esperança . . . que . . . prometeu antes dos tempos de longa duração”. (Tito 1:2) Que significa esta esperança para você? Considera-a assim como as pessoas da cristandade encaram sua religião — como formalismo ao qual prestam serviço apenas da boca para fora? Ou dedicou, fundo no coração, toda a sua pessoa, toda a sua vida, ao “Deus que dá esperança”? (Rom. 15:13) Tornou-se esta esperança tão forte que já lhe parece realidade? Neste caso, ela se tornou a sua fé — uma fé que estará ativa com boas obras em testemunhar a outros sobre a sua esperança. — Heb. 11:1; Tia. 2:17.
10. (a) O que provê a base para a nossa esperança? (b) Por que se devem alegrar agora os cristãos ungidos com a sua esperança?
10 Assim como nosso Soberano Senhor Jeová vive para sempre, assim ele promete prover uma base para uma “esperança viva”. E seu Filho ressuscitado, Jesus Cristo, “por continuar vivo para sempre”, dá substância a esta esperança, pois “ele é também capaz de salvar completamente os que se aproximam de Deus por intermédio dele, porque está sempre vivo para interceder por eles”. (Heb. 7:24, 25) Neste respeito, o apóstolo Pedro escreveu a cristãos ungidos: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, pois, segundo a sua grande misericórdia, ele nos deu um novo nascimento para uma esperança viva por intermédio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, e imaculada, e imarcescível. Ela está reservada nos céus para vós, os que estais sendo resguardados pelo poder de Deus, por intermédio da fé, para uma salvação pronta para ser revelada no último período de tempo. Vós vos alegrais grandemente com este fato.” (1 Ped. 1:3-6) Agora que atingimos o “último período de tempo”, há um motivo impelente para que os cristãos ungidos se alegrem com esta esperança.
11. (a) Que ‘‘esperança viva” tem também a “grande multidão”? (b) Que base firme há para tal esperança?
11 Mas, que dizer da “grande multidão . . . de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”, que aguarda a vida eterna na terra paradísica? Ela também tem uma “esperança viva”, porque lhe foi dada a promessa: “Não terão mais fome, nem terão mais sede, nem se abaterá sobre eles o sol, nem calor abrasador, porque o Cordeiro, que está no meio do trono [de Deus], os pastoreará e os guiará a fontes de águas da vida. E Deus enxugará toda lágrima dos olhos deles.” (Rev. 7:9, 16, 17) Os que esperam em tais “boas novas” não ficarão desapontados, porque elas se fundam solidamente na Palavra inspirada de Deus. Citando Isaías 40:8, o apóstolo Pedro disse a respeito “da palavra do Deus vivente e permanecente”: “‘Toda a carne é como a erva, e toda a sua glória é como flor da erva; a erva se resseca e a for cai, mas a declaração de Jeová permanece para sempre’. Ora, esta é a ‘declaração’, esta que vos foi anunciada como boas novas.” — 1 Ped. 1:23-25.
12. Quão generoso é Deus em conceder a vida eterna?
12 Descrevendo a si mesmo como pastor excelente, que “entrega a sua alma em benefício das ovelhas”, Jesus disse: “Eu vim para que tivessem vida e a tivessem em abundância.” (João 10:10, 11) Esta generosidade não se limita ao “pequeno rebanho” dos que se tornam co-herdeiros de Cristo nos céus. (Luc. 12:32) Não, porque Jesus disse, de fato: “Tenho outras ovelhas, que não são deste aprisco; a estas também tenho de trazer, e elas escutarão a minha voz e se tornarão um só rebanho, um só pastor. E eu lhes dou vida eterna.” (João 10:16, 28) Além dos da “grande multidão” que esperam passar vivos através da “grande tribulação”, haverá servos fiéis dos tempos pré-cristãos, bem como os bilhões de outros mortos humanos que serão ressuscitados na terra, com a perspectiva de obterem vida eterna. (Mat. 24:21; Heb. 11:35; Rev. 20:12) Quão generoso é nosso Deus em fazer esta provisão para a vida!
13. Como se expressa o amor de Deus à humanidade, e como nos deve afetar isso?
13 A generosidade de Jeová em expressar seu amor aos homens reflete-se também nas palavras anteriores de Jesus: “Deus amou tanto o mundo [da humanidade], que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna. Pois, Deus enviou seu Filho ao mundo, não para julgar [adversamente] o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por intermédio dele. Quem nele exercer fé, não há de ser julgado.” (João 3:16-18) Visto que Jeová e seu Filho são tão generosos, não devemos também ser generosos em divulgar a outros estas grandiosas “boas novas”?
14. (a) De que modo as nações são como ‘não tendo esperança’? (b) Como se refletem nossa fé e nossa “esperança viva”?
14 Fazendo isso, estaremos participando em “boas obras, que Deus preparou de antemão para andarmos nelas”. Não somos mais como aqueles que Paulo descreveu como “estranhos aos pactos da promessa”, ‘não tendo esperança’ e estando “sem Deus no mundo”. Não andamos mais “assim como também as nações andam na improficuidade das suas mentes, ao passo que estão mentalmente em escuridão e apartados da vida que pertence a Deus, por causa da ignorância que há neles, por causa da insensibilidade de seus corações”. (Efé. 2:10, 12; 4:17, 18) Não, porque andamos agora com Deus, e nossas “boas obras”, que são a pregação e o ensino das “boas novas”, refletem nossa fé e a “esperança viva” que transborda em nosso coração. — Mat. 4:17; 5:16; 9:35; 24:14.
ESPERANÇA DUM GOVERNO JUSTO
15. (a) Por que é necessário haver um bom governo para termos uma “esperança viva”? (b) Que animadora profecia registrou Isaías sobre isso?
15 Nossa esperança viva abrange muito mais do que a perspectiva de vida eterna. Considere o seguinte: Quão agradável seria viver para sempre sob governos humanos cruéis e opressivos, tais como os que tantas vezes governaram no decorrer da história? Alguns prefeririam a morte a tal escravidão. Felizmente, a esperança viva do povo de Deus inclui a esperança dum governo justo, o Reino pelo qual os cristãos têm orado por tanto tempo, e que santificará o nome de Jeová e fará com que Sua vontade se realize “como no céu, assim também na terra”. (Mat. 6:9, 10) Nos seus preparativos de longo alcance para este reino, Jeová usou o Rei Davi de Israel para tipificar Cristo Jesus no Seu papel de Rei. O profeta Isaías descreveu a Este como o “Príncipe da Paz”, dizendo: “Da abundância do domínio principesco e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer firmemente e para o amparar por meio do juízo e por meio da justiça, desde agora e por tempo indefinido. O próprio zelo de Jeová dos exércitos fará isso.” — Isa. 9:6, 7.
16. Que garantia deram Gabriel e o salmista a respeito do Reino?
16 Mais de 1.000 anos depois, o anjo Gabriel apareceu a uma virgem, Maria, dizendo-lhe: “Achaste favor diante de Deus; e eis que conceberás na tua madre e darás à luz um filho, e deves dar-lhe o nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e Jeová Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, . . . e não haverá fim do seu reino.” (Luc. 1:30-33) De modo que este “Filho do Altíssimo” não só fornece a via de salvação para a vida eterna, mas também bênçãos por meio do seu reino. Este governo regerá toda a humanidade em justiça e trará paz abundante aos seus súditos, em toda a terra. — Sal. 72:1-8.
17. Então, por que devemos ‘abundar em esperança’ e como podemos expressá-la?
17 Mencionando novamente as coisas “escritas outrora”, o apóstolo Paulo escreveu: “Novamente, Isaías diz: ‘Haverá a raiz de Jessé [pai de Davi], e haverá um surgindo para governar as nações; nele é que as nações basearão a sua esperança.’ Que o Deus que dá esperança vos encha de toda alegria e paz pela vossa crença, para que abundeis em esperança com poder de espírito santo.” (Rom. 15:12, 13) De fato, nossa esperança no reino de Deus por Cristo é motivo de alegria e de paz de coração, e ao passo que abundarmos nesta esperança, ficaremos animados a proclamá-la a outros, na força provida pelo espírito de Deus. — Zac. 4:6; Isa. 40:28-31.
18. Que luminosa previsão fornece Isaías a respeito do Reino?
18 Ao mencionar “a raiz de Jessé”, Paulo estava citando o capítulo 11 de Isaías, que fornece esta luminosa previsão do Reinado de Cristo: “Sobre ele terá de pousar o espírito de Jeová, o espírito de sabedoria e de compreensão, o espírito de conselho e de potência, o espírito de conhecimento e do temor de Jeová; e deleitar-se-á no temor de Jeová. E não julgará pelo que meramente parece aos seus olhos, nem repreenderá simplesmente segundo a coisa ouvida pelos seus ouvidos. E terá de julgar com justiça os de condição humilde e terá de dar repreensão com retidão em benefício dos mansos da terra.” Depois de descrever a qualidade pacífica do paraíso espiritual que o povo de Deus usufrui mesmo já agora, como se as feras da terra tivessem sido domadas, a profecia declara: “A terra há de encher-se do conhecimento de Jeová assim como as águas cobrem o próprio mar.” Que gloriosa esperança! Não é de admirar que muitos das nações se voltem, indagando, para “a raiz de Jessé”, o entronizado Jesus, que está posto “de pé qual sinal de aviso para os povos”. — Vv. Isa. 11:1-10.
19. Por que devemos especialmente agora alegrar-nos com a esperança?
19 Desde o ano momentoso de 1914, a humanidade está vivendo na “terminação do sistema de coisas”. “O Filho do homem” já chegou, e com ele todos os anjos, para sentar-se no seu glorioso trono celestial. Ele já passou a ajuntar as nações para julgamento e para separar “uns dos outros assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos”. Para as nações e os “cabritos” é um tempo de aflição sem esperança, mas para os humanos obedientes, semelhantes a ovelhas, é tempo de ‘erguer-se e levantar a cabeça, porque o seu livramento está-se aproximando’. — Mat. 24:3-8; 25:31-34; Luc. 21:26-28.
20. Empenhados em que devemos agora persistir em esperança?
20 Todavia, precisamos ter perseverança para poder alcançar o cumprimento da esperança. Ao passo que estes “últimos dias” chegam ao seu fim, temos de encarar as coisas assim como Jesus fez e Paulo admoestou: “O Deus que provê perseverança e consolo vos conceda terdes entre vós próprios a mesma atitude mental que Cristo Jesus teve, para que, de comum acordo, com uma só boca, glorifiqueis o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rom. 15:5, 6) Persistamos, pois, “de comum acordo” e “com uma só boca”, servindo com perseverança, ao passo que pregamos estas boas novas do Reino “em testemunho a todas as nações”, confiantes de que “então virá o fim”. (Mat. 24:13, 14) Sim, tenhamos inabalável confiança no nosso Soberano Senhor Jeová, o “Deus que dá esperança”.
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Somos impelidos pela “Esperança viva”A Sentinela — 1980 | 1.° de abril
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Somos impelidos pela “Esperança viva”
“Para este fim estamos trabalhando arduamente e nos esforçamos, porque baseamos a nossa esperança num Deus vivente, que é Salvador de toda sorte de homens, especialmente dos fiéis.” — 1 Tim. 4:10.
1. Por que deve a Palavra de Deus motivar-nos à ação?
É NA palavra de Deus, a Bíblia, que encontramos “palavras deleitosas e a escrita de palavras corretas de verdade”. (Ecl. 12:10) Estas palavras são especialmente deleitosas, visto que criam em nós uma esperança viva — a esperança de vida eterna no arranjo do Reino que o Soberano Senhor Jeová proveu tão amorosamente por meio de seu Filho, Jesus Cristo. (João 3:16; Rom. 15:12, 13) Conforme o expressou o congregante, “as palavras dos sábios são como aguilhadas”, impelindo seus ouvintes à ação. As palavras de sabedoria e esperança que lemos na Palavra de Deus devem assim motivar-nos a trabalhar arduamente e a esforçar-nos em servir os interesses de seu reino justo. — Ecl. 12:11.
2. O que têm aguardado os homens de fé?
2 Desde o tempo em que Jeová fez a promessa edênica, homens de fé em Deus tem aguardado o dia de julgamento, em que o Descendente messiânico esmagaria a cabeça da serpente. (Gên. 3:15; Rom. 16:20) Seria o dia de julgamento do mundo de Satanás, a ser culminado pela libertação de todos os que depositaram sua esperança no reino de Jeová por seu Cristo. — 2 Tim. 4:1, 18; Luc. 21:28.
ESPERANÇA CERTA
3. (a) Por que é esta uma esperança certa? (b) O que deve impelir-nos a declarar publicamente a nossa esperança?
3 O livro bíblico de Hebreus, capítulo 11, fornece uma longa lista de homens e mulheres que demonstraram uma fé exemplar. Eles tinham uma “expectativa certa de coisas esperadas”. Esta esperança era real para eles, e agiram em harmonia com ela enquanto aguardavam “a cidade que tem verdadeiros alicerces, cujo construtor e fazedor é Deus”. Embora não obtivessem o cumprimento das promessas nos seus dias, “viram-nas de longe e acolheram-nas, e declararam publicamente que eram estranhos e residentes temporários no pais”. (Heb. 11:1, 10, 13) Hoje, esta esperança não está mais “longe”, porque o Reino está próximo! Quanto mais motivos temos assim nós para fazer uma declaração pública de nossa esperança! — Mat. 24:14, 33.
4. Sobre que profetizou Enoque, e como nos interessa isso hoje?
4 Alguns daqueles homens fiéis que tinham “a expectativa certa de coisas esperadas” viveram num tempo de julgamento por Deus, assim como nós, hoje. Jeová usou-os para avisar os iníquos. Assim, Enoque profetizou sobre homens corrutos nos dias antes do Dilúvio: “Eis que Jeová veio com as suas santas miríades, para executar o julgamento contra todos e para declarar todos os ímpios culpados de todas as suas ações ímpias que fizeram de modo ímpio, e de todas as coisas chocantes que os pecadores ímpios falaram contra ele.” (Judas 14, 15) Este julgamento era tipo profético do julgamento de Deus contra o mundo atual, que é chocante na sua impiedade.
5. Que exemplo nos deu Noé em obras de fé?
5 Também Noé, que viveu durante a execução do julgamento de Jeová no mundo ímpio, foi “pregador da justiça”. (2 Ped. 2:5) Ele se esforçou em fazer obras de fé, construindo “uma arca para a salvação de sua família; e, por intermédio desta fé, ele condenou o mundo”. (Heb. 11:7) Noé era bom exemplo para nós, hoje. Dentro em breve se expressará o “julgamento justo de Deus”, ao passo que “os que não conhecem a Deus . . . serão submetidos à punição judicial da destruição eterna de diante do Senhor e da glória da sua força”. Visto que nos aproximamos desta execução do julgamento, é acima de tudo o tempo para pregarmos a justiça de Jeová na terra! — 2 Tes. 1:5-10.
6. (a) Que julgamento antigo destaca a certeza da “grande tribulação”? (b) Como podemos escapar de tal julgamento?
6 Entre os que ‘declararam publicamente’ sua esperança no reino de Deus estiveram Abraão e Sara, também Isaque e Jacó. Abraão viveu no tempo da execução do julgamento de Deus em Sodoma e Gomorra. Ele ficou muito ansioso para que Sodoma fosse poupada à destruição, mesmo que houvesse apenas 10 homens justos (tais como seu sobrinho Ló) naquela cidade. Por fim, Deus disse-lhe: “Não a arruinarei por causa dos dez.” Nós, hoje, iguais a Abraão, talvez esperemos que multidões sejam poupadas à destruição na iminente “grande tribulação”. Mas, não! Este mundo ímpio tem de ser destruído, assim como Sodoma e Gomorra, limpando assim a terra em preparação para o paraíso restabelecido. A única maneira de se sobreviver ao julgamento de Deus é ‘não fazer parte do mundo’, similar à fuga de Ló e sua família de Sodoma, antes da sua destruição ardente. E seria também desastroso retornar às coisas do mundo. “Lembrai-vos da mulher de Ló.” — Luc. 17:26-32; Gên. 18:22-32; 19:15-26; Mat. 24:21; João 15:19.
7. Que privilégio semelhante ao de Ezequiel temos hoje, e o que devemos fazer a respeito dele?
7 Entre os da fiel “nuvem de testemunhas”, descrita por Paulo em Hebreus 11 como tendo “a expectativa certa de coisas esperadas”, estão “Samuel e os outros profetas”, e quanta coragem demonstraram ter na divulgação da palavra de Jeová! (Heb. 11:32; 12:1) Incluíam Ezequiel, que profetizou de Babilônia sobre o julgamento de Jeová contra a apóstata Jerusalém — julgamento que foi executado em 607 A. E. C. A seriedade da comissão de Ezequiel torna-se clara na “palavra de Jeová” que veio a ele em diversas ocasiões. Dizia: “‘E no que se refere ao vigia, se ele vir a espada chegar e realmente não tocar a buzina, e o povo não receber nenhum aviso, e a espada vier e lhes tirar a alma, terá de ser tirada pelo seu próprio erro, mas o seu sangue exigirei de volta da mão do próprio vigia.’ E no que se refere a ti, ó filho do homem, constituí-te vigia para a casa de Israel, e da minha boca terás de ouvir a palavra e dar-lhes aviso da minha parte.” (Eze. 33:6, 7; 3:17-21) Vemos hoje “a espada chegar”? Reconhecemos que a atual “angústia” entre as nações está levando inexoravelmente à guerra de Deus no Har-Magedon? Então temos de tocar a ‘buzina de aviso’, mostrando às pessoas o caminho para o reino de Deus — sua única esperança. Quão grande é o privilégio de participar nesta obra de aviso, no atual dia de julgamento, assim como Ezequiel fez lá naquele tempo! — Mat. 24:3-8, 14; 25:31, 32; Rev. 16:13-16.
O “APERFEIÇOADOR DA NOSSA FÉ”
8. Quanto a dar aviso, que belo exemplo deu Jesus?
8 Depois de descrever a grande “nuvem de testemunhas”, muitas das quais pregaram uma mensagem de aviso nos tempos pré-cristãos, Paulo traz à atenção “o Agente Principal e Aperfeiçoador da nossa fé, Jesus”. Este Filho de Deus também proclamou destemidamente o reino de Deus durante um dia de julgamento — e a execução do julgamento veio com a destruição de Jerusalém em 70 E.C. Paulo exorta a nós, os que vivemos em mais outro dia de julgamento, a estar “olhando atentamente” e a ‘considerar de perto’ o exemplo de Jesus quando ele sofria pressões, para que nós mesmos ‘não nos cansemos nem desfaleçamos na nossa alma’. — Heb. 12:1-3; João 12:31.
9, 10. (a) Que alimento considerou Jesus como sendo o mais precioso? (b) A respeito de que deu Jesus Instruções aos seus discípulos?
9 Ninguém trabalhou mais arduamente nos interesses do reino de Jeová do que o próprio Filho de Deus. Nisto ele seguia o exemplo de seu Pai no céu, pois disse: “Meu Pai tem estado trabalhando até agora e eu estou trabalhando.” O serviço do Reino significava mais para Jesus do que o alimento material, porque ele disse também: “Meu alimento é eu fazer a vontade daquele que me enviou e terminar a sua obra. . . . Eis que vos digo: Erguei os vossos olhos e observai os campos, que estão brancos para a colheita. Desde já o ceifeiro está recebendo salário e está ajuntando fruto para a vida eterna.” — João 5:17; 4:34-36.
10 Jesus referiu-se à sua colheita de pessoas, daquelas que “andavam esfoladas e empurradas dum lado para outro como ovelhas sem pastor”, e ele proveu o modelo para esta obra de colheita ao percorrer as cidades e aldeias, ensinando e pregando a esperança do Reino. Foi também uma obra de aviso, porque Jesus, ao enviar seus 12 discípulos, instruiu-os: “Onde quer que alguém não vos acolher ou não escutar as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés. Deveras, eu vos digo: No dia do Juízo será mais suportável para a terra de Sodoma e Gomorra do que para essa cidade.” — Mat. 9:35 a 10:15.
“OBRAS MAIORES DO QUE ESTAS”
11. Que comentário incomum fez Jesus pouco antes de ser pendurado numa estaca?
11 Na véspera de ele ser pendurado numa estaca, Jesus falou aos seus discípulos sobre a sua união íntima com o seu Pai na execução de obras, acrescentando: “Digo-vos em toda a verdade: Quem exercer fé em mim, esse fará também as obras que eu faço; e ele fará obras maiores do que estas, porque eu vou embora para o Pai.” (João 14:9-12) A que obras se referia Jesus? Como podiam estas ser maiores do que as realizadas pelo próprio Filho de Deus, que trabalhou em união com o seu Pai?
12. Como indicou Jesus o que envolveriam estas “obras maiores”?
12 Alguns dias mais tarde, após a sua morte e ressurreição, Jesus apareceu aos seus discípulos na Galiléia e indicou o que estaria envolvido nestas “obras maiores”, dizendo: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do sistema de coisas.” Durante 40 dias, Jesus continuou a instruí-los sobre o reino de Deus, e então, pouco antes de sua ascensão ao céu, ele lhes disse: “Recebereis poder e sereis testemunhas de mim tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até à parte mais distante do terra.” — Mat. 28:16-20; Atos 1:3-8.
13. Que “testemunho cabal” foi dado nos dias apostólicos?
13 De modo que Jesus falou duma grande obra de testemunho e ensino, que atingiria cada canto da terra. Após o derramamento do espírito santo sobre os seus discípulos, em Pentecostes, esta campanha de pregação foi empreendida com a bênção de Jeová. Resultou num “testemunho cabal”, conforme se menciona muitas vezes no livro bíblico de Atos. Um dos que tomaram a dianteira nesta obra foi o apóstolo Paulo, o qual, no decorrer do tempo, disse aos anciãos da congregação cristã de Éfeso: “Não me refreei de vos falar coisa alguma que fosse proveitosa, nem de vos ensinar publicamente e de casa em casa. Mas, eu dei cabalmente testemunho, tanto a judeus como a gregos, do arrependimento para com Deus e da fé em nosso Senhor Jesus.” — Atos 20:20, 21, 24; 2:40; 10:42; 23:11; 28:23.
14. (a) Quão extensiva foi a pregação antes de 70 E. C.? (b) Como foi a “devoção piedosa” encarada pelos empenhados na obra?
14 Aqueles cristãos do primeiro século haviam empreendido a obra de avisar as pessoas e de ensinar as “boas novas”, de modo que os judeus foram plenamente avisados sobre a iminente destruição de Jerusalém — que veio com repentinidade surpreendente em 70 E.C., assim como Jesus profetizara. (Mat. 23:37, 38; 24:15-22) Quando se aproximou a execução do julgamento, o apóstolo Paulo pôde escrever que a esperança das “boas novas” havia sido pregada “em toda a criação debaixo do céu”. (Col. 1:23) Deveras, este “testemunho cabal” havia resultado em “obras” até mesmo maiores do que as realizadas por Jesus! E quem foram os trabalhadores? Foram homens e mulheres humildes, que colocaram a devoção piedosa em primeiro lugar na sua vida. Junto com o apóstolo Paulo, podiam dizer: “A devoção piedosa é proveitosa para todas as coisas, visto que tem a promessa da vida agora e daquela que há de vir. . . . para este fim estamos trabalhando arduamente e nos esforçamos, porque baseamos a nossa esperança num Deus vivente, que é Salvador de toda sorte de homens, especialmente dos fiéis.” (1 Tim. 4:8-10) Seu “testemunho cabal” e sua participação em “obras maiores”, naquele dia de julgamento, foram ricamente abençoados por Deus.
TESTEMUNHAS HODIERNAS
15. Em que difere a atividade das Testemunhas de Jeová daquela das religiões da cristandade?
15 Neste derradeiro dia de julgamento do mundo ímpio, que começou quando se esgotaram os “tempos designados das nações” em 1914 E.C., uma grande multidão de testemunhas tem abrangido a terra com a divulgação do nome e do reino de Jeová. Seu método de testemunho a respeito de sua esperança é desaprovado pela cristandade, assim como os líderes religiosos judaicos desprezavam Jesus e seus apóstolos. (Luc. 21:24; João 7:45-52; Atos 5:27-29) As Testemunhas de Jeová não se fiam nuns poucos clérigos de elite, produto de seminários religiosos, para representá-las no púlpito, na televisão ou no rádio. Antes, elas mesmas são uma sociedade de pregadores, de mais de dois milhões, que dão testemunho de pessoa a pessoa. De casa em casa, em logradouros públicos e de maneira informal, divulgam a esperança das “boas novas” que têm acolhido no coração. (Atos 5:42; 20:20, 21; 1 Ped. 3:15) Transmitem fielmente o aviso de que este mundo está no seu dia de julgamento e se confronta com uma “grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”. — Mat. 24:21, 22.
16. Que espécie de pessoas escolheu Jeová para fazerem a sua obra hoje?
16 Assim, nos tempos modernos, as testemunhas cristãs de Jeová, com a ajuda do espírito de Deus, têm realizado obras “maiores” — mais extensas — do que as obras de Jesus, enquanto esteve na terra. Não atribuem a si mesmas o mérito disso. Antes, sentem-se individualmente felizes de serem a espécie de pessoas descritas por Paulo: “Observais a vossa chamada da parte [de Deus], irmãos, que não foram chamados muitos sábios em sentido carnal, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre estirpe; mas Deus escolheu as coisas tolas do mundo, para envergonhar os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo, para envergonhar as coisas fortes; e Deus escolheu as coisas ignóbeis do mundo e as coisas menosprezadas, as coisas que não são, para reduzir a nada as coisas que são, a fim de que nenhuma carne se jacte à vista de Deus.” (1 Cor. 1:26-29) Amiúde é a Testemunha humilde do Reino, ‘tola’ segundo as normas do mundo, mas rica na fé, que atinge o coração dos que param para ouvir.
EXPRESSAMOS NOSSA “ESPERANÇA VIVA”
17. (a) Em harmonia com o Salmo 145:10-14, como tem abençoado Jeová seu povo durante o ano de serviço de 1979? (b) Quais são alguns dos relatórios notáveis que observa na tabela acompanhante?
17 Durante o ano de serviço de 1979, Jeová tem abençoado maravilhosamente a atividade de testemunho do seu povo em toda a terra, ajudando-o novamente a realizar “obras maiores”, em face de proscrições, perseguições e pressões econômicas. De novo se deu um grandioso testemunho do nome e do reino de Jeová, conforme mostra a tabela acompanhante.
18. (a) O que aconteceu com respeito a batismos? (b) De que modo tem dado fruto o serviço do Reino? (c) Qual é o relatório da Comemoração de 1979, e que esperança temos quanto aos muitos que assistiram a ela?
18 O que se destaca no relatório é o número dos batizados, 113.672 — um aumento de 19,6 por cento sobre os batismos do ano anterior. Houve também aumentos no número de Testemunhas no campo, nas horas devotadas ao serviço do Reino, nas revisitas feitas a pessoas interessadas e nos estudos bíblicos dirigidos nos lares de tais pessoas como ovelhas. Esta obra de estudo está dando frutos, e isto é corroborado pelo maior número dos que já assistiram à reunião mais importante do ano — a celebração da Comemoração da morte de Jesus — tendo havido o total de 5.323.766 presentes, um aumento de 4,4 por cento sobre o ano anterior. Temos a esperança de que os três milhões dos que não eram Testemunhas e que assistiram continuem a progredir para ‘fazerem uma declaração pública para a salvação’. — Rom. 10:8-10.
19. (a) Que relatórios emocionantes há sobre a atividade de pioneiro? (b) De que modo contribui o serviço de pioneiro para “obras maiores”?
19 É emocionante ver o contínuo crescimento das fileiras dos proclamadores “pioneiros” de tempo integral do Reino, tendo sido a média mensal de 127. 558, um aumento de 10,5 por cento sobre 1978. Eles têm feito uma grande contribuição para a realização de “obras maiores” neste “tempo do fim”, e muitos deles têm sido abençoados e edificados para sua atividade por meio das Escolas do Serviço de Pioneiro realizadas em períodos de duas semanas, em toda a terra. (Dan. 12:4) Também muitos outros estão mostrando grande interesse em alistar-se como “pioneiros regulares” de tempo integral. Somente em agosto, 896 se candidataram a este serviço nos Estados Unidos, e 777 no Japão. Muitíssimos países também relatam um auge no número dos que se empenham na obra de “pioneiro auxiliar” — atividade prolongada por apenas um mês ou por vários meses — e isto continua a estimular as congregações a “obras maiores”.
20. (a) Que encorajamento obtemos do Relatório do Ano de 1979? (b) Então, como devemos agir com respeito a nossa “esperança viva”?
20 Ao todo, o Relatório do Ano de 1979 sobre a atividade de serviço das Testemunhas de Jeová, em toda a parte, dá motivo de alegria. Deve impelir todos a participarem plenamente em “obras maiores”, enquanto ainda há tempo. Deve estimular-nos a nos ‘apegarmos à declaração pública da nossa esperança, sem vacilação’, para que, por meio de Jesus, “ofereçamos sempre a Deus um sacrifício de louvor, isto é, o fruto de lábios que fazem declaração pública do seu nome”. (Heb. 10:23; 13:15) Sim, seja a nossa “esperança viva” tão real assim para nós!
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