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A promessa dum paraíso espiritualEstá Próxima a Salvação do Homem da Aflição Mundial!
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Capítulo 6
A promessa dum paraíso espiritual
1. (a) O que mostra que Jesus, mesmo quando confrontado com a morte, pensava no Paraíso para a humanidade? (b) Anos depois, o que disse Jesus à congregação efésia a respeito do Paraíso? (c) Referiam-se ambas estas menções ao mesmo paraíso?
O SERVO messiânico de Jeová Deus desempenha um papel muito importante em obtermos um paraíso. Mesmo naquele dia triste, há dezenove séculos atrás, quando Jesus foi contado com os transgressores, em cumprimento de Isaías 53:12, ele pensava num Paraíso para a humanidade. Quando um dos dois assaltantes, pendurados em estacas em cada lado dele, lhe disse: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino”, ele respondeu: “Deveras, eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso.” (Lucas 23:39-43; Marcos 15:25-27) Sessenta e três anos mais tarde, ao falar à congregação cristã em Éfeso, na Ásia Menor, o ressuscitado Jesus disse: “Aquele que vencer concederei comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus.” (Revelação [Apocalipse] 2:7) Visto que essas promessas foram feitas a espécies diferentes de pessoas, a primeira a um que não era cristão e a segunda a um cristão vitorioso, deve tratar-se de dois paraísos diferentes, o primeiro terrestre e o segundo celeste. O “Servo” de Jeová tem que ver com ambos.
2. Que espécie de paraíso, predito por Isaías, pode ser usufruído hoje, sem que se passe pela morte e ressurreição física?
2 Cada um desses paraísos era futuro, quando Jesus os mencionou. Também, seriam usufruídos apenas após a morte da pessoa e sua ressurreição dentre os mortos, no tempo devido de Deus. Mas há um paraíso usufruído pelos que agora vivem na terra. Visto que todo o meio ambiente terrestre da humanidade está sendo cada vez mais poluído e a superfície da terra hoje não é paraíso, o paraíso que atualmente está sendo usufruído na terra pelos verdadeiros adoradores cristãos de Jeová deve ser um paraíso figurativo, espiritual. A profecia de Isaías, com referência ao Servo messiânico de Jeová, predisse o estabelecimento deste paraíso espiritual para os adoradores fiéis de Jeová.
3. (a) Quem desempenharia um papel importante na produção do paraíso espiritual na terra, conforme predito por Isaías? (b) Como ‘filho de Deus’, qual era sua relação com a organização celestial como um todo?
3 Segundo a profecia de Isaías, o Servo messiânico tem algo que ver com o estabelecimento do paraíso espiritual na terra. Antes de desempenhar seu papel na terra, conforme profetizado no capítulo cinqüenta e três de Isaías, era membro da organização celestial de Jeová, de fiéis “filhos de Deus”. (Jó 1:6; 2:1; 38:7; Daniel 3:25) Esta organização celestial, espiritual, desempenha o papel de “esposa”, casada com Jeová, o Criador, assim como foi a antiga nação de Israel, quando foi aceita no pacto da Lei com Ele, por meio do mediador Moisés, estava como que casada com Jeová e representada como esposa terrestre Dele. Assim, Ele desempenha o papel de Marido nesta união celestial. (Isaías 54:5; 50:1; Jeremias 31:31-34) Visto que os celestiais “filhos de Deus” eram considerados como sendo filhos da organização celestial de Deus, por serem membros dela, a organização celestial era considerada como sendo sua mãe, esposa de seu Pai celestial. Portanto, o Servo mencionado em Isaías 53:11 é um dos filhos dela.
4. (a) Como foi que a organização-mãe, de Jeová, no céu, produziu o prometido Messias? (b) Qual deve ter sido a reação no céu,. quando Jesus foi ungido, e, mais tarde, quando foi ressuscitado dentre os mortos?
4 Jeová escolheu seu principal filho celestial para servir qual Servo messiânico na terra. (Isaías 52:13; 53:11) De modo que a organização-mãe, de Jeová, no céu, proveu este como principal vindicador da soberania universal de seu Marido. Depois de aquele, na terra, ter sido batizado no rio Jordão, pelas mãos de João Batista, o Marido dela, Jeová, derramou Seu espírito santo sobre o batizado Jesus, tornando-o o ungido, o Cristo. Assim se produziu o prometido Messias ou Cristo. Quão indizível deve ter sido a alegria para a Mãe celestial, bem como para seu Marido! Se os filhos angélicos de Deus se alegraram com o nascimento do menino Jesus, em Belém de Judá, devem ter tido ainda maior alegria quando ele se tornou assim o prometido Cristo, o Servo messiânico do Deus deles, Jeová. (Lucas 2:10, 13, 14; Mateus 3:13-17; João 16:21) Quando sua vida lhe foi tirada da terra e ele foi ressuscitado dentre os mortos, a organização materna, no céu, acolheu-o de volta como “primogênito dentre os mortos”, e alegrou-se de tê-lo novamente entre seus filhos celestiais. (Colossenses 1:18; Revelação 1:5, 17, 18) Sua alegria fora predita!
5, 6. (a) Em Isaías 54:1, que motivo foi apresentado para a alegria da parte desta “mulher” celestial? (b) De quantos “filhos” se tornaria ela mãe espiritual?
5 “‘Grita de júbilo”‘, diz Isaías 54:1, “‘ó mulher estéril que não deste à luz! Fica animada com clamor jubilante e grita estridentemente, tu que não tiveste dores de parto, porque os filhos da desolada são mais numerosos do que os filhos da mulher que tem um dono marital’, disse Jeová”.
6 Este texto inspirado foi aplicado pelo apóstolo cristão Paulo, não à nação judaica, depois de seu exílio em Babilônia, mas à organização-esposa de Jeová, no céu. Segundo a profecia de Isaías, a organização celestial de Deus havia de ter mais filhos do que apenas o Messias Jesus, por quem esperara muito tempo, como se estivesse estéril. Portanto, devia tornar-se mãe espiritual de 144.000 companheiros do Messias Jesus. Ele seria o Primogênito dentre estes adicionais filhos espirituais dela. A alegria dela começaria quando desse à luz ou produzisse o primogênito, o Messias Jesus, mas ela continuaria a dar a luz todos os co-herdeiros do Reino do Messias Jesus. O apóstolo Paulo era um destes prospectivos co-herdeiros de Cristo, e foi ele quem fez a aplicação de Isaías 54:1, sob inspiração.
7-9. Contrastando a nação judaica com a organização celestial de Deus, que aplicação fez o apóstolo Paulo de Isaías 54:1?
7 Contrastando a nação judaica, que havia estado casada com Jeová Deus por meio do pacto da Lei mosaica (mas que havia rejeitado Jesus Cristo), com a organização-esposa celestial de Deus, o apóstolo Paulo escreveu: “Por exemplo, está escrito que Abraão adquiriu dois filhos, um por meio da serva [Agar, a egípcia] e outro por meio da livre [Sara, sua esposa]; mas aquele [chamado Ismael] por meio da serva nasceu realmente na maneira da carne [antes de Abraão se ter tornado impotente], o outro [chamado Isaque], por meio da livre, por intermédio duma promessa [de Deus]. Estas coisas são como que um drama simbólico; pois estas mulheres [Agar e Sara] significam dois pactos, um do monte Sinai [mediante Moisés], que dá à luz filhos para a escravidão, e que é Agar [a escrava]. Ora, Agar significa Sinai, um monte na Arábia, e ela corresponde à Jerusalém atual, pois está em escravidão com os seus filhos. Mas a Jerusalém de cima é livre, e ela é a nossa mãe.
8 “Porque está escrito [em Isaías 54:1]: ‘Regozija-te, ó mulher estéril [a Jerusalém de cima], que não dás à luz; irrompe e grita alto, ó mulher que não tens dores de parto; pois os filhos da desolada são mais numerosos do que os daquela que tem marido.’ Ora, nós, irmãos, somos filhos pertencentes à promessa, assim como Isaque foi. Mas, assim como então aquele [Ismael] nascido na maneira da carne começou a perseguir o [Isaque] nascido na maneira do espírito, assim também é agora. Não obstante, o que diz a Escritura? ‘Expulsa a serva e o filho dela, pois de modo algum será o filho da serva herdeiro junto com o filho da livre.’ Por conseguinte, irmãos, somos filhos, não duma serva, mas da livre.
9 “Para tal liberdade é que Cristo nos libertou.” — Gálatas 4:22 a 5:1.
10, 11. (a) Como mostra Isaías 54:13 que a “Jerusalém de cima” teria mais filhos espirituais do que apenas Jesus? (b) A quem aplicou Jesus Cristo este texto?
10 Que a “Jerusalém de cima”, da qual o Grandioso que a fez, Jeová, é “dono marital”, havia de ter mais filhos espirituais além do Messias Jesus, seu primogênito, é o motivo de se lhe dizer em Isaías 54:13: “E todos os teus filhos serão pessoas ensinadas por Jeová e a paz de teus filhos será abundante.”
11 Jesus Cristo aplicou este texto aos seus próprios discípulos, ao dizer aos judeus: “Está escrito nos Profetas: ‘E todos eles serão ensinados por Jeová.’ Todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim.” (João 6:45) Era do propósito do Pai que Jesus se tornasse “primogênito entre muitos irmãos”. (Romanos 8:29) A “Jerusalém de cima” é também a mãe celestial de todos estes irmãos espirituais de Jesus Cristo. É, portanto, com bom motivo que seu “dono marital”, Jeová, clama para ela, em vez de para a Jerusalém terrestre que rejeitou o Messias, que ela ‘grite de júbilo’ e ‘fique animada com clamor jubilante’, por finalmente tornar-se mãe de tantos filhos espirituais, junto com o Messias Jesus. — Isaías 54:1.
12. Com que forte encorajamento para estes filhos espirituais conclui o capítulo 54 de Isaías?
12 Estes filhos espirituais têm a garantia da proteção e preservação divinas, conforme expresso nas seguintes palavras dirigidas à “Jerusalém de cima”: “‘Nenhuma arma que se forjar contra ti será bem sucedida, e condenarás toda e qualquer língua que se levantar contra ti em julgamento é a propriedade hereditária dos servos de Jeová, e sua justiça procede de mim’, é a pronunciação de Jeová.” o capítulo cinqüenta e quatro de Isaías encerra com tal forte encorajamento dado à “Jerusalém de cima”. — Isaías 54:17.
CONVITE PARA BEBER E COMER O QUE VALE A PENA
13. Com que convite atraente começa o próximo capítulo de Isaías?
13 À luz de todas as boas coisas que hão de resultar do cumprimento desta bela profecia, faz-se um convite apropriado aos ouvidos de todos: “Eh! todos vós sedentos! Vinde à água. E vós os que não tendes dinheiro! Vinde, comprai e comei. Sim, [vinde,] comprai vinho e leite mesmo sem dinheiro e sem preço. Por que continuais a pagar dinheiro por aquilo que não é pão e por que é a vossa labuta por aquilo que não resulta em saciedade? Escutai-me atentamente e comei o que é bom, e deleite-se a vossa alma com a gordura. Inclinai o vosso ouvido e vinde a mim. Escutai, e a vossa alma ficará viva, e eu concluirei convosco prontamente um pacto de duração indefinida referente às benevolência. para com Davi, que são fiéis. Eis que o dei como testemunha para os grupos nacionais, como líder e comandante para os grupos nacionais.” — Isaías 55:1-4.
14. (a) Quem faz este convite? (b) A quem é feito, e por que?
14 Quem senão Jeová Deus, Fonte de toda a vida, podia fazer tal convite e promessa maravilhosos? Envolve seu Servo messiânico, que ele dá como “líder e comandante para os grupos nacionais”. Estes grupos nacionais deviam estar interessados no convite divino. Mas, em primeiro lugar, o convite é dirigido ao povo de Jeová, que está num pacto com ele, mas que se encontra numa situação dessatisfatória. Por quê? Porque estão labutando, comprando, comendo e bebendo, mas continuam a morrer sem esperança. Obtemos a chave para a situação, ao nos lembrarmos de que o profeta Isaías predisse a destruição de Jerusalém, a desolação da terra de Judá e o exílio dos judeus na terra pagã de Babilônia. A desolação do país, enquanto seus habitantes nativos estavam no exílio, devia durar setenta anos, de 607 a 537 antes de nossa Era Comum.
15. Jeová predissera que proveria livramento para o povo judaico por meio de quem, e por que é seu papel de interesse especial para nós?
15 Babilônia, com seus deuses falsos e adoração falsa, seu imperialismo e comercialismo, não oferecia nada aos judeus exilados. Não oferecia nenhuma esperança de livramento, com a oportunidade de retomar a adoração do Deus verdadeiro e vivente na sua pátria: “Este o homem [o rei de Babilônia] que . . . nem aos seus prisioneiros abriu o caminho para casa?” (Isaías 14:16, 17) Quem podia abrir as garras desta potência mundial, Babilônia, e deixar seus prisioneiros judaicos ir livres, para voltarem à sua pátria e renovarem a adoração de Jeová, no templo reconstruído na Jerusalém restaurada? Este próprio Deus podia fazer isso, e ele tinha um servo a quem podia usar para este fim. Este servo terreno era Ciro, o Persa, cujo próprio nome Jeová predisse muito antes do nascimento dele. (Isaías 44:28 a 45:6) Este antigo conquistador persa de Babilônia não era apenas uma figura histórica, mas também tipo profético do Servo messiânico de Jeová, a quem Este usaria para derrubar e destruir a hodierna Babilônia, a Grande, a saber, o império mundial da religião falsa.
16. Antigamente, quais eram as coisas que, em sentido espiritual, eram como alimento e bebida para os judeus exilados?
16 Água, pão, vinho e leite estão à disposição para se alimentar e revigorar, mesmo aos que não tem dinheiro com que pagar pelo que comem e bebem! Quem diz isso é Jeová Deus. Naturalmente, não fala de tais coisas em sentido literal. Fala do que corresponde a essas coisas, para manter a pessoa espiritualmente viva com aquilo que resulta em verdadeira vida, vida eterna com verdadeiro prazer de viver e objetivo na vida. Antigamente, o vital era ter as provisões feitas por Jeová Deus para a libertação de seu povo exilado em Babilônia e para o restabelecimento deles na sua pátria dada por Deus. Em primeiro lugar, havia a mensagem de libertação que nutria a esperança dos exilados. Depois havia o decreto de Jeová Deus, por meio de seu servo terrestre, cujo decreto de libertação tinha de ser posto em ação. Daí, quando se tomasse ação, haveria o retorno à pátria e o cumprimento das gloriosas profecias divinas na sua amada terra, novamente ocupada. A alegria que isto daria seria como que beber o melhor dos vinhos. — Salmo 104:15.
17. Na realidade, quem são os babilônios hodiernos, e com que alimentam?
17 Atualmente, bilhões de habitantes da terra encontram-se sob as opressões religiosas, morais, intelectuais e sociais de Babilônia, a Grande, não só no chamado paganismo, mas de modo igual na cristandade. Pagam dinheiro por sua religião, segundo a comercialização da religião pelas suas muitas seitas e cultos. Suas religiões não se separaram deste mundo, mas estimularam e aprovaram que fizessem parte ativa deste mundo. Suas religiões não os desviaram da confiança em homens e em instituições criadas pelo homem. Até mesmo as pessoas da cristandade não têm outra perspectiva senão a de depender ainda mais dos homens, para resolveram os problemas do mundo e trazerem alívio. Na realidade, são os babilônios hodiernos, e aquilo com que se alimentam religiosamente deveras não satisfaz, nem traz verdadeiro alívio.
18. (a) Por meio de que pacto tem Jeová hoje um povo em relação consigo mesmo? (b) Quem é o povo que se apega fielmente a este novo pacto?
18 Lá no sexto século A. E. C., os que não deviam ter sido “prisioneiros” da antiga Babilônia eram os que estavam no pacto da Lei mosaica com Jeová Deus. Se tivessem amorosamente cumprido suas obrigações pactuadas para com Ele, não teriam sido exilados na Babilônia pagã, longe de sua pátria desolada. Atualmente, Jeová ainda tem um povo em relação com Ele por meio dum pacto nacional. Deste pacto, o Mediador é o Servo messiânico de Jeová, maior do que o profeta Moisés. O pacto deles é o que substituiu o pacto da Lei mosaica no ano 33 E. C. É o novo pacto conforme predito em Jeremias 31:31-34. Ao estabelecer a Ceia do Senhor, em comemoração de sua morte sacrificial, Jesus Cristo falou sobre seu sangue como provendo o meio de selar e validar este novo pacto. (Mateus 26:26-30; Lucas 22:19, 20; 1 Coríntios 11:20-26) Obedientemente, as testemunhas cristãs de Jeová celebram esta Ceia do Senhor cada ano na sua data aniversária. Apegam-se fielmente ao novo pacto de Jeová.
19. Por meio de que conseguiu Babilônia, a Grande, ter no seu poder as testemunhas cristãs de Jeová, no decorrer da Primeira Guerra Mundial e quais pareciam ser as perspectivas delas?
19 Toda a Babilônia, a Grande, como império mundial da religião falsa, tem-se oposto incessantemente às testemunhas cristãs de Jeová. No decorrer da Primeira Guerra Mundial, em 1914-1918 E. C., realmente chegou a tê-los no seu poder, mediante seus amantes mundanos, seculares. Por meio das autoridades políticas, militares e judiciais, Babilônia, a Grande, causou toda espécie de perseguição a estes adoradores de Jeová, inclusive proscrições de sua literatura religiosa, por meio da qual estudam a Bíblia Sagrada. Sua organização para a divulgação ampla das boas novas da Bíblia ficou seriamente incapacitada, em especial quando os membros do corpo governante da organização visível de Jeová foram encarcerados, sob acusações que, depois da guerra, foram revogadas e rejeitadas pelo tribunal como improcedentes. As perspectivas duma mudança na situação eram muito poucas, e aguardava-se o pior, com o sentimento de resignação e submissão a vontade de Jeová. Providencialmente, sua revista oficial então chamada A Torre de Vigia e Arauto da Presença de Cristo (atualmente A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová) continuou a ser publicada quinzenalmente, para a edificação espiritual daqueles a quem estava disponível, apesar das condições do tempo de guerra.
20, 21. Como foi que a situação dos adoradores de Jeová na terra tornou o tempo apropriado, após a Primeira Guerra Mundial, para a aplicação moderna de Isaías 55:1, 2?
20 Todavia, de repente acabou a Primeira Guerra Mundial Não levou a uma revolução e anarquia mundiais, nem à batalha do Armagedom, conforme os estudantes da Bíblia esperavam. E os adoradores sinceros de Jeová, que estavam no novo pacto com ele, mediante seu Mediador Jesus Cristo, ainda se encontravam em carne na terra. Mas ainda estavam no cativeiro de Babilônia, a Grande, e os amantes políticos, militares e judiciais dela! Abriu-se diante deles um inesperado período de após guerra, com possibilidades de renovar e prosseguir com a proclamação das boas novas da Palavra de Deus Surgiu ali, pois, um tempo muito propício para que o Deus, a quem adoravam apesar de toda a oposição e opressão por parte de Babilônia, a Grande, fizesse algo a seu favor e pela causa de Seu próprio nome. Era o tempo devido para se enviar o equivalente hodierno da mensagem revitalizadora de Isaías:
21 “Eh! todos vós sedentos! Vinde à água. E vós os que não tendes dinheiro! Vinde, comprai [cereais] e comei Sim, [vinde,] comprai vinho e leite mesmo sem dinheiro e sem preço. Por que continuais a pagar dinheiro por aquilo que não é pão e por que é a vossa labuta por aquilo que não resulta em saciedade? Escutai-me atentamente e comei o que é bom, e deleite-se a vossa alma com a gordura.” — Isaías 55:1, 2.
22. O que mostrou ser então igual a água, pão, vinho e leite para o povo hodierno de Jeová?
22 Tal mensagem veio deveras de Jeová Deus, mediante seu Servo messiânico Jesus Cristo. Destinava-se a soerguer Seu povo dum estado mental deprimido e negativo e infundir nele vida e esperança. Então, o que seria igual à água, para saciar sua enorme sede de verdade e justiça? O que seria igual ao pão, para nutrir e fortalecer sua devoção de coração a Deus? O que seria igual ao vinho, para alegrar-lhes o coração com regozijo salutar? O que seria semelhante ao leite, para engordar e reforçar seu estado de bem-estar na relação com o único Deus vivente e verdadeiro? (Salmo 104:15) Era a mensagem bíblica da libertação das garras de Babilônia, a Grande, por meio do reino messiânico estabelecido de Deus! Era a mensagem de serem libertos da escravidão a este mundo, que é “amigo” de Babilônia, a Grande, a fim de que lutassem pela liberdade de adoração e proclamassem mundialmente as boas novas do reino de Deus, para a bênção de toda a humanidade aflita
23. Como se mostrou veraz que provisão foi tornada disponível “sem dinheiro e sem preço”?
29 Os adoradores oprimidos de Jeová Deus não tiveram de pagar por mensagem de libertação! Não tiveram de comprar a saída do cativeiro e da servidão à Babilônia, a Grande! A mensagem foi-lhes oferecida gratuitamente, e eles tinham de agir em harmonia com ela, com coragem e convicção! Então ela seria como água refrescante, pão revigorante, vinho animador e leite gorduroso. “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” — João 8:32.
24. Na primavera de 1919, que evidência de libertação havia?
24 Um símbolo concreto desta libertação veio na primavera setentrional de 1919, primeiro ano do após-guerra, com a libertação dos membros do corpo governante dos adoradores cristãos de Jeová do encarceramento na penitenciária federal de Atlanta, Geórgia, E. U. A. Pouco depois, foram revogadas as acusações federais contra estes cristãos acusados, e posteriormente elas foram rejeitadas pelo tribunal como improcedentes. Assim, os membros do corpo governante dos adoradores cristãos de Jeová ficaram livres das acusações falsas, de serem cidadãos contrários à lei, perigosos para a segurança do país. Então, em apreço da liberdade cristã que procede de Jeová, mediante Jesus Cristo, seu Servo, fez-se um estudo mais adiantado das Suas Escrituras Sagradas, para determinar qual era a vontade divina para com Seu povo, neste inesperado período do após-guerra.
25. (a) O que foi feito em 1919, para dar coragem aos servos de Deus? (b) De que era sinal o anúncio do lançamento da revista A Idade de Ouro?
25 O estudo bíblico não deixou incerteza quanto à vontade divina. Apontava infalivelmente para a obra do Reino que estava diante dos adoradores de Jeová, os quais haviam sobrevivido às perseguições e dificuldades da Primeira Guerra Mundial. Portanto, a fim de dar coragem ao coração deles, publicou-se nos números de 1.º e 15 de agosto de 1919 da Torre de Vigia o artigo principal, em duas partes, intitulado “Benditos os Destemidos”. Este tema foi a diretriz do Congresso Geral destes adoradores, durante oito dias, de 1.º a 8 de setembro, em Cedar Point, Ohio, E. U. A. Como sinal de que havia mais alimento espiritual que os aguardava e também mais e maior trabalho à frente, o presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (dos E. U. A.) fez em 5 de setembro de 1919 um anúncio emocionante aos 6.000 congressistas. A respeito de quê? De que a Sociedade ia publicar outra revista, além da Torre de Vigia (ou: Sentinela). Esta nova revista quinzenal seria chamada “A Idade de Ouro” e complementaria a revista oficial dos adoradores cristãos de Jeová. Também se destinava a anunciar o reino de Deus.
26. Conforme declarado no primeiro número, qual era o motivo da publicação da Idade de Ouro?
26 Mostrando o então existente fundo contra o qual nova revista fez a sua estréia em 1.º de outubro de 1919, a saudação do primeiro número dizia, em parte:
Seu objetivo é explicar, à luz da sabedoria divina, o verdadeiro significado dos grandes fenômenos dos dias atuais e provar às mentes refletivas, por evidência irrefutável e convincente, que é agora iminente o tempo de maiores bênçãos para a humanidade. Igual a uma voz no deserto de confusão, sua missão é anunciar a vinda da Idade de Ouro.
Há mais corações tristes no mundo atual do que em qualquer tempo de sua história. Uma guerra devastadora assolou as nações até que ficaram dilaceradas e sangraram até a morte. A guerra veio acompanhada da grande influenza pestilenta, ceifando o dobro do número das vítimas que caíram em resultado da guerra. Nos últimos poucos anos milhões caíram na morte e outros milhões lamentam a perda de seus entes queridos.
Em toda a parte, o custo de vida aumenta cada vez mais e condições de verdadeira necessidade e fome encaram muitas pessoas. Em praticamente todos os ofícios do mundo, os trabalhadores estão fazendo greve ou ameaçam fazê-la paralisando assim as rodas do comércio. Em toda a parte há um desassossego geral.
Os financistas não estão menos perplexos. . . .
A IDADE DE OURO levará aos lares das pessoas a mensagem desejada, que tenderá a restabelecer o sossego das mentes perturbadas e dar consolo aos corações entristecidos. Não esperamos conseguir isso pela sabedoria humana, porque isso já foi tentado e falhou, e tal sabedoria é tolice à vista de Jeová. Mas, indicaremos às pessoas a evidência clara e indisputável, à luz dos acontecimentos atuais, revelando a solução divinamente expressa para a reconstrução dos assuntos humanos, que satisfará o desejo de todas as nações, assegurando às pessoas vida, liberdade e felicidade. Convidamos todas as pessoas amantes da ordem, acatadoras da lei e tementes de Deus a ajudar em transmitir mensagem de consolo aos que desejam ser consolados.
27, 28. Que grandiosa esperança indicava esta revista, mas o que tem de vir primeiro?
27 Ali havia, pois, uma revista totalmente nova que apontava destemidamente para o restabelecimento do paraíso nesta terra e sua extensão em todo o globo, para o usufruto de todas as pessoas de qualquer raça, cor ou origem nacional. No entanto, antes de a humanidade receber este paraíso terrestre, literal, pelo reino messiânico de Deus, precisa ser estabelecido um paraíso espiritual entre os adoradores cristãos de Jeová, agora restabelecidos no seu favor. É por isso que o capítulo cinqüenta e cinco de Isaías diz, depois de fazer o convite de tomar as provisões vitalizadoras de Deus:
28 “Inclinai o vosso ouvido e vinde a mim. Escutai, e a vossa alma ficará viva, e eu concluirei convosco prontamente um pacto de duração indefinida referente às benevolências para com Davi, que são fiéis. Eis que o dei como testemunha para os grupos nacionais, como líder e comandante para os grupos nacionais.” — Isaías 55:3, 4.
O PACTO ETERNO DO REINO
29. (a) Qual seria o efeito sobre os que inclinassem seu ouvido e chegassem a Jeová em resposta ao convite encontrado em Isaías 55:3, 4? (b) Que relação há entre essas bênçãos e as “benevolências para com Davi, que são fiéis”?
29 Os que inclinassem seu ouvido e se chegassem a Jeová no ano do após-guerra de 1919 E.C. teriam sua vida espiritual renovada e sustentada pelas provisões espirituais a cuja participação e usufruto Jeová convidou então seu povo. Sua alma ficaria viva com saúde espiritual. O instrumento para todas estas bênçãos de restabelecimento para seus fiéis adoradores cristãos seria o reino messiânico, nascido nos céus no ano de 1914, no fim dos “tempos dos gentios”. (Lucas 21:24, ALA; Daniel 4:16, 23, 25, 32; Revelação 12:1-10) Isto é o que queria dizer a promessa de Jeová, de celebrar com os proclamadores do Reino o pacto de duração indefinida “referente às benevolências para com Davi, que são fiéis”. Estas benevolências divinas significavam que o direito ao reino continuaria na linhagem do Rei Davi, de Jerusalém, até o seu Descendente mais ilustre, o prometido Messias, e que o reino messiânico pertenceria então a Este para sempre.
30, 31. (a) Como se mostraram “fiéis” essas benevolências prometidas a Davi? (b) Que aplicação da promessa de Isaías 55:3 fez o apóstolo Paulo ao falar em Antioquia da Pisídia?
30 Sendo “fiéis”, estas benevolências para com Davi são duradouras, firmemente estabelecidas. (2 Samuel 7:11-16) Em confirmação disso foi dito no Salmo 89:28, 29: “Reservarei minha benevolência para com ele por tempo indefinido e meu pacto lhe será fiel. E hei de estabelecer sua descendência para todo o sempre e seu trono como os dias do céu.” (Também Jeremias 33:19-21) Essas benevolências divinas, prometidas ao Rei Davi, mostraram-se fiéis, porque tiveram sua culminação naquele que havia de ser Rei eterno, o Messias. Não há margem para dúvidas sobre quem este é, porque o apóstolo Paulo aplica a promessa de Isaías 55:3 a Jesus Cristo.
31 Falando na sinagoga judaica de Antioquia da Pisídia, na Ásia Menor, o apóstolo Paulo disse aos seus ouvintes: ‘Nós vos declaramos as boas novas concernentes à promessa feita aos antepassados, que Deus a cumpriu inteiramente a nós, seus filhos, por ter ressuscitado a Jesus; assim como está escrito no segundo salmo: ‘Tu és meu filho, hoje eu me tornei teu Pai.’ E este fato, de que o ressuscitou dentre os mortos, destinado a nunca mais voltar à corrução, foi declarado por ele do seguinte modo: ‘Eu vos darei as benevolências para com Davi, que são fiéis.’ Por isso ele diz também em outro salmo: ‘Não permitirás que aquele que te é leal veja a corrução.’ Pois Davi, por um lado, serviu a vontade expressa de Deus na sua própria geração e adormeceu na morte, e foi deitado com os seus antepassados e viu a corrução. Por outro lado, aquele a quem Deus levantou não viu a corrução.” — Atos 13:32-37.
32. Em quem encontra Isaías 55:4 seu cumprimento?
32 De modo que o reino messiânico, estabelecido nos céus em 1914, nas mãos do ressuscitado e incorrutível Jesus Cristo, tem continuado funcionando até agora e prosseguirá durante mil anos à frente, para a bênção da humanidade num paraíso terrestre. Por conseguinte, Jeová Deus não se referia ao ainda morto Davi, quando passou a dizer em Isaías 55:4: “Eis que o dei como testemunha para os grupos nacionais, como líder e comandante para os grupos nacionais.” Não, mas Jeová referiu-se ali ao prometido Descendente de Davi, Jesus Cristo, em quem veio a repousar o pacto feito com Davi, para um reino eterno.
33. A favor de quem é ele “testemunha para os grupos nacionais”?
33 Este é dado como “testemunha para os grupos nacionais” com respeito a quem? Com respeito ao próprio Dador, Jeová. Jesus Cristo era Sua testemunha na terra, testemunha de Jeová. Em Isaías 43:9, Jeová desafiou todos os deuses das nações, para provarem que realmente são deuses vivos, que podem corretamente predizer as coisas adiante de nós. Que esses falsos deuses produzam suas testemunhas, para que as pessoas possam ouvir destas testemunhas algo a respeito do que os deuses delas disseram ao profetizarem e depois dizer: “É verdade!” Esses deuses falsos não podem fazer isso. Mas Jeová, como o Deus vivente e verdadeiro, pode produzir testemunhas para o seu lado, e Sua maior testemunha que já houve na terra foi seu Filho unigênito, Jesus Cristo. Este era membro carnal da nação a quem se dirigia Isaías 43:10, dizendo: “‘Vós sois as minhas testemunhas’, é a pronunciação de Jeová, ‘sim, meu servo a quem escolhi’.”
34. (a) Para quem foi Jesus testemunha em primeiro lugar, quando estava como homem na terra? (b) Conforme predito, quem mais ouviria seu testemunho, e como se realizou isso?
34 Como homem perfeito na terra, Jesus Cristo disse repetidas vezes que dava testemunho de seu Pai celestial, Jeová Deus. Naquele tempo, este testemunho destinava-se em especial à nação judaica. Em Revelação 1:5, o apóstolo João fala dele como sendo “Jesus Cristo, ‘a Testemunha Fiel’, ‘o primogênito dentre os mortos’ ‘o Governante dos reis da terra’”. Também em Revelação 3:14, o ressuscitado e glorificado Jesus Cristo apresenta-se à congregação de Laodicéia, na Ásia Menor, dizendo: “Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.” Mas Jeová havia de dar o Messias Jesus como testemunha não só para a nação judaica, mas também “para os grupos nacionais”. Seu testemunho a respeito do Deus de quem é Servo messiânico destina-se a toda a humanidade, sem consideração de nacionalidade, cor ou raça. Ele dá hoje este testemunho vital por meio de suas fiéis co-testemunhas na terra. Atualmente, as testemunhas cristãs de Jeová têm muito prazer em dar o mesmo testemunho que Jesus Cristo deu, em mais de duzentas terras e grupos ilhéus, “para os grupos nacionais”.
35, 36. (a) A fidelidade demonstrada por Jesus qual testemunha fornece garantia de quê? (b) Quanto a Jesus ser “líder e comandante”, que paralelos observamos no caso de Davi?
35 Primeiro é preciso dar testemunho veraz e fidedigno antes de se tomar ação para com aqueles a quem se deu o testemunho. (Mateus 24:14) Jesus Cristo foi fiel na terra, como testemunha da verdade divina, (João 18:37) Morreu pela causa de tal verdade.
36 Podemos ter a certeza de que será igualmente fiel na qualidade executiva que lhe foi concedida nos céus. Seu Deus o dá como mais do que apenas “testemunha para os grupos nacionais”. Ele o dá depois como “líder e comandante para os grupos nacionais”. Jeová suscitou Davi, de mero menino pastor, em Belém de Judá, para ser “líder” do povo de Deus. (2 Samuel 7:8) Visto que era membro da tribo de Judá, então, quando Davi se tornou rei sobre todo o Israel, o “bastão de comandante” veio a ser posto entre os pés dum descendente de Judá, quando este se assentou no seu trono régio. (Gênesis 49:10) Nunca havia de ser afastado da posse da tribo de Judá até que viesse o Messias, o Siló, ou, “aquele de quem é”.
37. Que espécie de “líder e comandante” mostra ser Jesus Cristo?
37 Embora fosse descendente do Rei Davi, o prometido Messias ou Siló havia de ser maior do que o Rei Davi. Havia de ser Senhor até mesmo do Rei Davi. (Salmo 110:1, 2) Isto exigiria do Messias nada menos do que ser “líder e comandante”, assim como Davi havia sido para sua nação, e isso não só para com Israel, mas também “para os grupos nacionais”. d: disso que precisam as pessoas de todas as nações, dum “líder e comandante”, dado por Jeová Deus para ser verdadeiro Representante Dele. As pessoas podem assim ter a certeza de que este “líder e comandante” messiânico as guiará e orientará no caminho em harmonia com a vontade de Deus, para o seu bem eterno. Isto é o que terão no ressuscitado e glorificado Jesus Cristo, que se assentou à mão direita de Deus, nos céus. Por isso é que ele é agora chamado no céu de Governante leonino, porque se diz lá em cima: “O Leão que é da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu.” — Revelação 5:5.
38. Como podemos receber os benefícios eternos que foram pactuados para os súditos do Messias?
38 Os que aceitam o testemunho dado pelo Messias Jesus e seguem sua liderança, obedecendo às suas ordens, são benditos. Por este motivo, o “pacto de duração indefinida”, feito por Jeová com o Rei Davi, para um reino eterno, entra em vigor para com os que voluntariamente se tornam súditos do Messias Jesus. Esse governo messiânico é estabelecido sobre eles. De modo que tiram proveito duradouro do fato de que Jeová se apegou fielmente às suas prometidas “benevolência para com Davi” até a vinda do prometido Messias, sim, até o fim dos Tempos dos Gentios, no outono setentrional do ano de 1914 E. C. Desta maneira, essas benevolência foram pactuadas para os súditos do Messias. Tais súditos obedientes obtêm as grandiosas bênçãos do reino messiânico produzidas pelas benevolência de Deus, especialmente no caso dos israelitas espirituais, que se tornarão co-herdeiros de Cristo, no reino celestial.
39. (a) Quem recebeu primeiro os benefícios e de que modo? (b) Quem mais se junta agora ao banquete espiritual?
39 OS primeiros a obter os benefícios deste reino, dado à luz nos céus em 1914 E. C., são os que em 1919 E. C. aceitaram o convite divino de vir e tomar da água, do pão, do leite e do vinho que Jeová proveu para eles em sentido espiritual. (Revelação 12:1-6, 14) Sujeitarem-se ao recém-nascido reino do Messias significou para eles libertação de Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa. O restante dos israelitas espirituais na terra, que se haviam tornado cativos de Babilônia, a Grande, durante a Primeira Guerra Mundial, foram os primeiros a aceitar o convite cordial de Jeová ao banquete espiritual de bênção do Reino em liberdade. Desde a primavera setentrional do ano de 1935, uma “grande multidão” de pessoas de todas as nacionalidades, que procuram livrar-se de Babilônia, a Grande, e adorar o verdadeiro Deus, juntaram-se ao restante dos israelitas espirituais no usufruto do grandioso banquete espiritual. (Revelação 7:9-17) Deste fato podemos discernir como se relaciona o banquete que satisfaz a alma com o estabelecido reino messiânico.
A BUSCA DE JEOVÁ COMO DEUS
40. Como predizem as Escrituras um aumento de adoradores de Jeová, que não pertencem ao Israel espiritual?
40 Predisse-se um aumento de adoradores de Jeová, como o Deus da Bíblia, aumento que incluiria uma “grande multidão” de pessoas não pertencentes ao Israel espiritual. (Revelação 7:1-8) “Eis”, prossegue dizendo Isaías 55:5, “que chamarás uma nação que não conheces e correrão a ti os de uma nação que não te conheceram, por causa de Jeová, teu Deus, e pelo Santo de Israel, porque ele te terá embelezado”.
41. (a) Durante o tempo de seu cativeiro babilônico, sabiam os israelitas espirituais a respeito do ajuntamento desses outros adoradores? (b) A quem viriam esses adoradores de fora do Israel espiritual?
41 Quão deleitosas são as surpresas indicadas por estas promessas! Durante o cativeiro babilônico dos do restante do Israel espiritual, estes não tiveram nenhuma idéia de que chamariam uma “nação” além de si mesmos. Não conheciam tal nação, segundo seu entendimento das Escrituras naquele tempo. Durante seu cativeiro, isso parecia fora de questão e não estar dentro do propósito de Deus. Contudo, no tempo devido Dele, ‘chamariam’ ou convidariam uma “nação”, qualquer nação fora do Israel espiritual. Fazerem tal chamada exigiria que eles mesmos fossem primeiro libertos da servidão à Babilônia, a Grande! Mas, haveria resposta a tal chamada a nações indiscriminadas? Especialmente no caso das pessoas duma “nação que não te conheceram”, pessoas que até então não deram nenhum reconhecimento devido ao restante do Israel espiritual? Sim, Isaías 55:5 diz ao Israel espiritual que elas “correrão a ti”. Sim, apressar-se-ão a vir ao restante do Israel espiritual, que sobreviveu à Primeira Guerra Mundial.
42. Quem seria realmente o atrativo, porém, conforme declarado na profecia?
42 No entanto, como se poderia realizar isso? Ainda mais, em vista do fato de que os do restante do Israel espiritual seriam “pessoas odiadas por todas as nações”? (Mateus 24:9) Aconteceria “por causa de Jeová, teu Deus”. O atrativo não seria o restante odiado do Israel espiritual, em si mesmo, mas “Jeová, teu Deus”. Ele estava para fazer algo por eles, porque não haviam adotado os deuses falsos de Babilônia, a Grande, mas se haviam apegado a Ele como verdadeira Divindade a ser adorada. Então, o que faria por eles? Isto é especificado nas palavras adicionais: “E pelo Santo de Israel, porque ele te terá embelezado.”
43. (a) Como ‘embelezou’ Jeová seus israelitas espirituais, tornando-os assim atraentes aos de coração sincero? (b)Em que condição introduziu Deus assim seus adoradores terrestres, e por quê?
43 Em vez de continuarem a ter a aparência de cativos abatidos, mal alimentados e mal vestidos, de Babilônia, a Grande, teriam então beleza atraente como israelitas espirituais. Isto não significava que deixariam de ser “pessoas odiadas por todas as nações”. Significava que se tornariam um povo espiritualmente livre em Cristo. O Santo de Israel os revestiria de beleza espiritual por ficarem bem alimentados no banquete espiritual que fazia então para eles. Revesti-los-ia de beleza espiritual por torná-los Seus representantes do recém-nascido reino de seu Messias. Seriam reconhecidos pelos sinceros como povo que tinha o verdadeiro Deus para adorar, e que este Deus estava entre eles. Teriam a verdade Dele e seriam portadores das boas novas do Reino para todas as nações, em testemunho. Por não estarem mais sob o desfavor divino, por causa de seu fracasso recente, então, tendo mostrado seu arrependimento para com Deus, seriam introduzidos num paraíso espiritual, que se destacaria em nítido contraste com a condição religiosa de Babilônia, a Grande. Assim, estes internacionalmente odiados seriam agraciados com atrativo espiritual, para o louvor de Jeová.
44. (a) De que modo ‘chamou’ o restante do Israel espiritual a “nação” que no princípio não conhecia? (b) Fazendo isso, como deu o devido destaque ao nome de seu Deus? (c) O que induziu outros a afluir ao restante do Israel espiritual e tornar-se testemunhas cristãs de Jeová?
44 Assim, a partir de 1919 E. C., os do restante do Israel espiritual começaram a chamar a “nação” que no começo não conheciam, por pregarem “estas boas novas do reino” a cada vez mais nações. (Mateus 24:14) Não temeram de ser repelidos por serem chamados pelo nome de Deus, mas, depois de anos de dar testemunho mundial Dele, adotaram o nome apropriado para eles, Testemunhas de Jeová, suas testemunhas cristãs. Isto começou no domingo de 26 de julho de 1931, no congresso internacional realizado em Columbus, Ohio, E. U. A. Apesar do preconceito contra o nome divino, até mesmo na cristandade, muitos dos que buscavam a Deus começavam a correr ao restante do Israel espiritual. Viam no restante dos israelitas espirituais uma beleza espiritual que a cristandade e o paganismo não discerniam ou reconheciam. Vinham correndo às centenas, a partir da primavera setentrional de 1935. Desejavam usufruir o paraíso espiritual que os membros do restante usufruíam desde seu restabelecimento no favor de Jeová. Sem temerem o vitupério, aceitaram também a designação de testemunhas cristãs de Jeová.
45, 46. (a) Apesar de conflitos mundiais até que ponto houve aumento no número dos adoradores de Jeová? (b) Que bênção presente e perspectiva futura possuem eles?
45 A corrida de todas as nacionalidades ao restante tem continuado nos anos desde então. Nem mesmo o conflito mundial, maior, da Segunda Guerra Mundial parou a corrida dos que buscam o Deus certo a adorar e servir. Com a ajuda que tais têm dado aos do restante, a ‘chamada’ se tem estendido a cada vez mais terras e territórios, e cada vez mais outros milhares tiveram sua atenção trazida ao banquete espiritual no paraíso espiritual, pela chamada dominante: “Eh! todos vós sedentos! Vinde.”
46 Os que vieram correndo aumentaram a uma “grande multidão”, cujo número final ainda não é conhecido. (Revelação 7:9, 10) Passaram a viver espiritualmente, assim como exorta Isaías 55:3: “Escutai, e a vossa alma ficará viva.” Isto poderá incluir serem preservados vivos na carne durante a vindoura “grande tribulação”, na qual deixarão de existir Babilônia, a Grande, e todo o sistema mundano de coisas. O paraíso espiritual e seus habitantes felizes sobreviverão, para o louvor de Jeová e para a honra de seu reino messiânico. — Mateus 24:21, 22; Revelação 7:14.
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Requisitos para a entrada no paraíso espiritualEstá Próxima a Salvação do Homem da Aflição Mundial!
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Capítulo 7
Requisitos para a entrada no paraíso espiritual
1, 2. Para se entrar no paraíso espiritual, que requisitos, especificados em Isaías 55:6, 7, precisam ser satisfeitos?
A ENTRADA ao paraíso espiritual ainda está aberta! O convite para entrar e usufruí-lo ainda é proclamado em todo o mundo! O que se requer, se o ouvinte do convite quiser entrar? Os requisitos são belamente apresentados nas palavras adicionais da profecia inspirada de Isaías, capítulo cinqüenta e cinco:
2 “Buscai a Jeová enquanto pode ser achado. Chamai-o enquanto mostra estar perto. Deixe o iníquo o seu caminho e o homem prejudicial os seus pensamentos; e retorne ele a Jeová, que terá misericórdia com ele, e ao nosso Deus, porque perdoará amplamente.” — Isaías 55:6, 7.
3. (a) Por que é agora o tempo para se ‘buscar a Jeová’? (b) Em que sentido ele esta “perto”?
3 Visto que vivemos no “tempo do fim” deste sistema mundano de coisas desde o ano de 1914 E. C., o tempo restante durante o qual Jeová pode ser achado de modo favorável já é agora muito curto. Portanto, agora é o tempo favorável para buscá-lo. Não é preciso ir longe nesta busca, para achá-lo. Ele ainda está perto, ao alcance dos que sinceramente o buscam. Portanto, agora é também o tempo de chamá-lo. Ele não está fora do alcance para ouvir. Agora, antes do “grande e atemorizante dia de Jeová”, é que se aplicam as palavras tranqüilizadoras: “Terá de acontecer que todo aquele que invocar o nome de Jeová salvar-se-á.” — Joel 2:31, 32; Romanos 10:13.
4. (a) Explique o requisito: “Deixe o iníquo o seu caminho.” (b) O que esta envolvido em se deixarem ‘pensamentos prejudiciais’, e por que é importante fazer isso?
4 Somos informados sobre o que devemos fazer nesta busca por Jeová e para invocar seu nome. É preciso dar atenção ao modo de vida e também a como se pensa, o que tem muito que ver com a condição do coração. Isto é indicado na seguinte exortação: “Deixe o iníquo o seu caminho e o homem prejudicial os seus pensamentos; e retorne ele a Jeová.” (Isaías 55:7) Certamente, se um homem que foi iníquo desejar buscar a Jeová e achá-lo, chamando-o com aceitação, terá de abandonar seu caminho iníquo. Jeová odeia a iniqüidade. O iníquo também seria prejudicial, e, por isso, pensaria em prejudicar os outros. Portanto, a fim de buscar a Jeová, que é Deus de benevolência, teria de mudar de pensamentos, passando das intenções prejudiciais para o modo de pensar útil e proveitoso. Terá de tomar a sério o que Deus diz em Provérbios 21:27: “O sacrifício dos iníquos é algo detestável. Quanto mais quando é trazido junto com conduta desenfreada.” Os modos e pensamentos aprovados pelo Deus da justiça são requisito para se obter entrada ao paraíso espiritual de Seus adoradores e servos.
5. (a) Como se aplicou aos antigos exilados judaicos o requisito “e retorne ele a Jeová”? (b) Que perspectiva se apresentava aos que acatavam esse requisito?
5 Diz-se a respeito do homem iníquo e prejudicial: “E retorne ele a Jeová.” Isto significa que o homem iníquo e prejudicial afastou-se de Jeová e tornou-se mau. Havia antes tido uma relação boa, pacífica e íntima com Jeová. Foi assim com o antigo Israel até o tempo de seu exílio em Babilônia, que o profeta Isaías predissera anteriormente na sua profecia. Portanto, na sua aplicação primária e direta, a exortação: “Retorne ele a Jeová”, foi dirigida aos exilados judaicos em Babilônia. Tiveram de se arrepender de sua má conduta e suas más ações, que haviam resultado na desolação de sua pátria e no seu exílio na Babilônia pagã. Sua pátria havia de ficar desolada por um tempo limitado, setenta anos, e depois devia ser novamente ocupada por um restante fiel, temente a Deus, de judeus libertos de Babilônia. Ao passo que se aproximasse o tempo fixado para a libertação de Babilônia, tornar-se-ia cada vez mais aconselhável, sim, urgente, que os judeus exilados se preparassem para estar entre os privilegiados a retornar à sua pátria e a transformá-la num paraíso.
6, 7. (a) Que ação tomou o profeta Daniel em harmonia com Isaías 55:7, e por que foi apropriada tal ação? (b) Em que ano retornaram o restante judaico e seus servos à sua pátria?
6 O idoso profeta Daniel, que já era exilado em Babilônia onze anos antes da desolação de Jerusalém e de Judá, tomou a peito a exortação de Isaías 55:7. A antiga Babilônia, sobre o rio Eufrates, acabara de cair diante do conquistador persa, Ciro, o Grande, o que aconteceu em 539 A. E. C. O associado de Ciro, Dario, o Medo, governava então como rei temporário sobre Babilônia. “No primeiro ano do seu reinado”, diz Daniel, “eu, Daniel, compreendi pelos livros o número de anos a respeito dos quais viera a haver a palavra de Jeová para Jeremias, o profeta, para se cumprirem as devastações de Jerusalém, a saber, setenta anos. E passei a por a minha face para Jeová, o verdadeiro Deus, para o procurar com oração e com rogos, com jejum e com serapilheira e cinzas. E comecei a orar a Jeová, meu Deus, e a fazer confissão.” (Daniel 9:1-4) Na sua oração, Daniel confessou ser membro da nação rebelde e de levar parte da culpa de sua iniqüidade e desobediência a Deus.
7 Daniel não havia sido pessoalmente iníquo no seu caminho e prejudicial nos seus pensamentos, e por isso sua oração a favor dos judeus exilados achou favor aos olhos de Deus. O idoso Daniel, que fora retido no serviço do Rei Dario e, depois, do Rei Ciro, não retornou à terra de Judá, mas teve a alegria indizível de ver um restante judaico arrependido e reformado, junto com milhares de seus servos não-judaicos, retornar à pátria para reconstruir Jerusalém e seu templo. Isto ocorreu no fim dos setenta anos de desolação, em 537 A. E. C.
8. De que modo era similar a situação que confrontou o restante do Israel espiritual no fim da Primeira Guerra Mundial àquela dos judeus naturais perto do fim de seu período de exílio em Babilônia?
8 De modo similar, o restante hodierno do Israel espiritual teve de fazer algumas reformas quanto ao seu caminho e seus pensamentos, quando a Primeira Guerra Mundial terminou em 11 de novembro de 1918 e eles entraram ainda vivos no período de após-guerra, na terra. Ficarem exilados do pleno favor de Deus, no domínio de Babilônia, a Grande, estava prestes a terminar, e era o tempo correto de pensarem nas suas falhas e faltas com respeito à adoração e ao serviço de Deus. Haviam caído sob uma responsabilidade comunal por causa do derramamento de sangue e da violência da Primeira Guerra Mundial. Precisavam buscar a Jeová e invocar seu nome em oração. Em harmonia com este movimento seu em direção a Deus, aplica-se a eles a exortação profética: “Deixe o iníquo o seu caminho e o homem prejudicial os seus pensamentos; e retorne ele a Jeová.” — Isaías 55:7.
9. (a) Na sua busca de Jeová, que ação tomaram os do restante do Israel espiritual? (b) Por quanto tempo eram obrigados a servir a Deus e que obra precisava ser feita?
9 Na sua busca, acompanhada pela invocação do nome divino em oração, os do restante da Israel espiritual fizeram um reexame das Escrituras Sagradas, já que as coisas resultaram ser diferentes do modo em que haviam entendido as profecias bíblicas. Precisavam reajustar seu modo de pensar e seu caminho, segundo a situação nova e inesperada que se abria então diante deles. Haviam sido “consagrados” ao seu Deus, não a certa data, tal como 1914 ou 1918 E. C., mas pela eternidade. Isto os obrigava a continuar a servir o verdadeiro Deus enquanto ele os preservasse vivos na terra. Ele revelou aos do restante, por meio de Sua Palavra escrita e Sua organização, que havia uma obra muitíssimo importante para eles na terra, relacionada com Seu recém-nascido reino messiânico. Portanto, havia todos os motivos para ‘retornarem a Jeová’. Mas, seria em vão tal empenho da parte deles, em vista de suas falhas passadas?
10. Em vista de suas falhas no passado, tiveram bons motivos para crer que Deus os aceitaria?
10 Iguais aos judeus exilados na antiga Babilônia, os do restante do Israel espiritual tiveram todos os motivos para se animarem e tomarem coragem no seu movimento em direção a Deus. Por quê? Por causa das seguintes palavras tranqüilizadoras de Isaías 55:7: “E retorne ele a Jeová, que terá misericórdia com ele, e ao nosso Deus, porque perdoará amplamente.”
A AMPLITUDE DO PERDÃO DE DEUS
11. Como se cumpriu que Deus perdoou “amplamente” aos exilados do Israel natural?
11 Não há mesquinhez no perdão de Deus. Sua abundante misericórdia o faz perdoar “amplamente”. Expressou seu perdão para com os judeus exilados em Babilônia por realizar um milagre de misericórdia para com eles. Abriu a prisão em que a Babilônia imperial os mantivera cativos e proveu o modo de retornarem à sua pátria, que havia jazido desolada sem homem ou animal doméstico, durante sete décadas! Isto espantou as nações antigas em volta, que observavam isso, e elas podiam atribuir este milagre apenas ao Deus de Israel. “Naquele tempo passaram a dizer entre as nações: ‘Jeová tem feito uma grande coisa naquilo que fez com eles.’ Jeová tem feito uma grande coisa naquilo que fez conosco. Ficamos alegres. Ajunta deveras de volta nossa companhia de cativos, ó Jeová, como regos no Negebe [na terra árida].” (Salmo 126:2-4) Em face de seus antigos pecados e transgressões, os judeus exilados não mereciam isso, mas Deus lhes perdoou “amplamente” por causa de seu sincero arrependimento.
12. O que evidenciou que Jeová igualmente restabeleceu o restante do Israel espiritual no seu favor?
12 O mesmo se deu no caso do restante hodierno do Israel espiritual. Por se arrependerem de coração, Deus os libertou do poder de Babilônia, a Grande, por meio de seu Ciro Maior, Jesus Cristo, o Rei, e os retornou ao seu legítimo domínio espiritual na terra, o domínio do favor divino e de relações pacíficas. Começou a usá-los novamente na proclamação da mensagem do momento, “estas boas novas do reino”, em todo o mundo. Assim os reconduziu ao palco de destemida atividade pública, e as nações hostis passaram a aperceber-se de que Jeová Deus havia feito algo grande por eles, algo que provava que os havia restaurado no seu favor e serviço.
13. Por meio de seu profeta Isaías, como explicou Jeová seu motivo de demonstrar tal misericórdia notável?
13 Estes atos de libertação, aquele da antiga Babilônia e o outro de seu equivalente moderno, eram coisas inimagináveis para a mente humana. Tudo isso era inteiramente contrário ao imperfeito modo de pensar humano. Era inteiramente contrário aos modos humanos de lidar com pessoas neste atual sistema iníquo de coisas. Por que será que o Deus contra quem se cometera tal ofensa mostrou essa misericórdia e perdoou tão amplamente? Ele explica isso, ao prosseguir sua profecia por meio de Isaías: “‘Pois os vossos pensamentos não são os meus pensamentos, nem os meus caminhos, os vossos caminhos’, é a pronunciação de Jeová. ‘Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim os meus caminhos são mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, do que os vossos pensamentos. Pois assim como desce dos céus a chuvada e a neve, e não volta àquele lugar, a menos que realmente sature a terra e a faça produzir e brotar, e se dê de fato semente ao semeador e pão ao comedor, assim mostrará ser a minha palavra que sai da minha boca. Não voltará a mim sem resultados, mas certamente fará aquilo em que me agradei e terá êxito certo naquilo para que a enviei.’” — Isaías 55:8-11.
14. Por que não e seguro abusar da misericórdia de Deus?
14 Nossos pensamentos e caminhos nunca podem ser tão elevados como os de Deus, o Criador, e especialmente não durante a nossa imperfeição pecaminosa. E, por isso, não há nenhuma comparação entre nossos pensamentos e caminhos e os Dele. Todavia, não podemos por este motivo abusar de sua misericórdia. Não podemos com imunidade tornar-nos iguais aos homens hipócritas descritos em Judas 4, “homens ímpios, que transformam a benignidade imerecida de nosso Deus numa desculpa para conduta desenfreada e que se mostram falsos para com o nosso único Dono e Senhor, Jesus Cristo.” Não podemos com segurança abusar da magnanimidade de Deus. Nada merecemos dele, e não temos o direito de exigir algo dele. Não podemos ir além do que a sua palavra dada permite.
15. (a) Com que registro concorda plenamente a demonstração de misericórdia por Deus? (b) Como é a palavra declarada de Deus igual à chuva e à neve caídas do céu?
15 O que quer que seja que Jeová Deus tenha feito para nós em tal misericórdia, ele antes deu para isso sua palavra por escrito, nas suas profecias da Bíblia Sagrada. Ele intenciona fazer o que diz e diz o que se propõe fazer. De modo que a sua palavra dada é fidedigna, tão fidedigna como a chuva e a neve do céu ao realizarem o propósito divino pelo qual caem sobre a terra. Por este motivo, sua palavra declarada não voltará a ele por não ter conseguido resultados. Quando ele dá a sua palavra, cuida de que seja cumprida por meio de seu espírito todo-poderoso e por meio de seus servos escolhidos. Sem falta se fará segundo a sua palavra aquilo em que se agrada ou deleita. Ele enviou sua palavra numa missão e ela mostrará não ser apenas conversa vã. Terá êxito certo na missão declarada para a qual a enviou
16. Como mostrou Jeová nos seus tratos com o Israel natural e com O Israel espiritual que ele é “o Deus da verdade”?
16 De modo que a própria honra de Deus está em jogo, em conexão com a sua palavra. Não pode deixá-la falhar no seu objetivo, porque isto significaria que ele não é todo-poderoso. Significaria que não é veraz e que ele não é “o Deus da verdade.” (Salmo 31:5) Sua palavra não falhou quando se tratou de libertar os israelitas exilados da Babilônia imperial e restabelecer o restante deles na sua pátria desolada, bem na hora certa. Nem voltou sua palavra a ele sem resultados nos tempos modernos, quando se tratou de libertar o restante do Israel espiritual do poder de Babilônia, a Grande, e de restabelecê-los no seu favor e serviço, na terra, a partir de 1919 E. C. Poderiam citar-se muitos outros exemplos históricos, antigos e modernos, para provar a veracidade de sua palavra, conforme expressa em Isaías 55:10, 11
PROFECIA DUM PARAÍSO
17. Depois de enfatizar a absoluta certeza do cumprimento de sua palavra, o que prometeu Jeová, conforme registrado em Isaías 55:12, 13?
17 O que Jeová Deus disse sobre a absoluta certeza com que sua palavra se cumprirá nos fortalece em aceitarmos com confiança a luminosa profecia que se segue. Ele a dirigiu aos que o buscam e que chamam seu nome, retornando a ele em arrependimento e justiça. (Isaías 55:6, 7) Revelando quão elevados são seus pensamentos e caminhos acima dos de homens imperfeitos e mortais, ele prossegue: “Pois saireis com alegria e sereis trazidos para dentro com paz. Os próprios montes e morros ficarão animados diante de vós com clamor jubilante, e as próprias árvores do campo, todas, baterão palmas. Em lugar da moita de silvas subirá o junípero. Em lugar da urtiga subirá a murta. E terá de tornar-se para Jeová algo famoso, um sinal por tempo indefinido, que não será decepado.” — Isaías 55:12, 13, NM; MC; Leeser, em inglês.
18, 19. (a) Que grandiosa libertação se descreve ali? (b) Quem havia de ‘alegrar-se’ e como descreve belamente o Salmo 126:1, 2, seus sentimentos?
18 Não descrevem estas palavras proféticas belamente a libertação emocionante dum povo exilado e um retorno com acolhida alegre? “Pois”, isto é, em corroboração do que Jeová acabava de dizer sobre seus pensamentos e caminhos enaltecidos para com seu povo, “saireis com alegria”. Seriam tirados da terra de Babilônia como povo liberto. Esta libertação havia de ser com alegria, não por parte das nações gentias, em qualquer demonstração de simpatia para com o povo exilado de Jeová, mas por parte do Seu povo, a quem Ele livrava de tal modo notável, muito contrário ao que as nações gentias esperavam ou desejavam. A emoção alegre do restante israelita e de seus companheiros devotos diante de tal soltura maravilhosa, das garras da Babilônia pagã, é captada e reproduzida nas palavras iniciais do Salmo 126:
19 “Quando Jeová ajuntou de volta os cativos de Sião, tornamo-nos como os que estão sonhando. Naquele tempo, nossa boca veio a encher-se de riso e nossa língua de clamor jubilante. Naquele tempo passaram a dizer entre as nações: ‘Jeová tem feito uma grande coisa naquilo que fez com eles.’” — Salmo 126:1, 2; 2 Crônicas 36:20-23.
20, 21. Na libertação que tiveram em 537 A. E. C., como puderam os judeus ver forte evidência de que Jeová havia vindicado a veracidade de sua palavra?
20 Quando houve a libertação, no ano 537 A.E.C., os do fiel restante judaico podiam ver a profecia inspirada de Isaías 44:28 até 45:3, escrita dois séculos antes, e podiam ver como seu Deus havia vindicado a Palavra dele, por usar seu servo ungido, Ciro, o Persa, para libertá-los. O registro histórico de Esdras 1:1-5 harmoniza-se com a profecia de Isaías, ao relatar:
21 “No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, para que se consumasse a palavra de Jeová da boca de Jeremias, Jeová despertou o espírito de Ciro, rei da Pérsia, de modo que fez passar uma proclamação através de todo o seu domínio real, e também por escrito, dizendo: ‘Assim disse Ciro, rei da Pérsia: “Jeová, o Deus dos céus, deu-me todos os reinos da terra, e ele mesmo me comissionou para lhe construir uma casa em Jerusalém, que está em Judá. Quem dentre vós for de todo o seu povo, mostre seu Deus estar com ele. Portanto, suba ele a Jerusalém, que está em Judá, e reconstrua a casa de Jeová, o Deus de Israel — ele é o verdadeiro Deus — que havia em Jerusalém. Quanto a todo aquele que restou de todos os lugares onde reside como forasteiro, auxiliem-no os homens do seu lugar com prata, e com ouro, e com bens, e com animais domésticos, junto com a oferta voluntária para a casa do verdadeiro Deus, que havia em Jerusalém.” “Então se levantaram os cabeças dos pais de Judá e Benjamim, bem como os sacerdotes e os levitas, sim, todo aquele cujo espírito o verdadeiro Deus tinha despertado, para subir e reconstruir a casa de Jeová, que havia em Jerusalém.”
22. Por que não abandonaram os judeus Babilônia em fuga desordenada?
22 Por conseguinte, não foi com pânico ou em fuga desordenada que os do restante judaico e seus companheiros partiram de Babilônia, no ano 537 A. E. C. Não podia ser assim, se haviam de sair “com alegria”, assim como se profetizara. Saíram de modo ordeiro, sem gritos de terror diante da vista de perseguidores. Saíram em plena confiança de que o Deus que havia providenciado seu livramento iria adiante deles para guiá-los pelo caminho e que os protegeria na retaguarda. Neste sentido, ele lhes prometera: “Desviai-vos, desviai-vos, saí de lá, não toqueis em nada impuro; saí do meio dela, mantende-vos puros, vós os que carregais os utensílios de Jeová. Pois não saireis em pânico e não ireis em fuga. Porque Jeová irá na vossa frente e o Deus de Israel será a vossa retaguarda.” — Isaías 52:11, 12.
23. (a) Que motivo tinham para confiar em que chegariam a salvo ao seu destino? (b) Quando chegaram de volta a sua pátria e como evidencia isso que a palavra de Jeová não volta a ele sem resultado?
23 Partiram da antiga Babilônia pacificamente, com boa organização entre si, e chegariam pacificamente ao seu destino, sob proteção e direção divina. Isto era o que lhes assegurava a infalível palavra divina: “Pois saireis com alegria e sereis trazidos para dentro com paz.” (Isaías 55:12) Seriam “trazidos para dentro” de sua pátria, que havia jazido desolada por setenta anos. Conforme reza a tradução inglesa do texto hebraico, feita pelo Rabino Leeser: “Pois saireis com alegria e sereis trazidos para casa em paz.” Ou, conforme o verte a versão dos Missionários Capuchinhos: “Sim, partireis com júbilo, e sereis reconduzidos em paz.” Veio a ser assim, e, no sétimo mês (tisri) do ano 537 A. E. C., o restante judaico retornado e seus companheiros leais haviam passado a residir nos lugares de suas cidades, e passaram a restabelecer a adoração de seu Deus na sua pátria. (Esdras 2:68 a 3:2) Assim como a chuva e a neve descem do céu e cumprem o propósito de Deus, assim a palavra profética de Jeová não voltou para ele sem resultados para seu crédito. — Isaías 55:10, 11.
24, 25. (a) Chegando ao seu destino, encontraram os anteriores exilados sua pátria em estado de paraíso? (b) O que prometeu Deus que aconteceria no tempo devido, depois de se porem a trabalhar?
24 O caminho tomado pelo restante judaico e seus companheiros tementes a Deus para sair de Babilônia não atravessava um paraíso, nem se transformou a paisagem ao longo do caminho milagrosamente num paraíso diante deles, para animá-los durante a viagem de vários meses. Tampouco sua pátria por muito tempo desolada, cheia de mato, assumiu de repente aspecto paradísico diante dos seus olhos. Mas, quais eram suas perspectivas segundo a promessa de Deus, depois de terem sido restabelecidos na sua amada terra nativa e de terem passado a trabalhar diligentemente, sem esperarem quaisquer milagres diretos de transformação? Ora, sobre isso, seu sumo sacerdote Jesua, filho de Jeozadaque, ou seu governador designado, Zorobabel, filho de Sealtiel, podiam ler para eles as palavras estimulantes e animadoras de Isaías 55:12, 13:
25 “Os próprios montes e morros ficarão animados diante de vós com clamor jubilante, e as próprias árvores do campo, todas, baterão palmas. Em lugar da moita de silvas subirá o junípero. Em lugar da urtiga subirá a murta. E terá de tornar-se para Jeová algo famoso, um sinal por tempo indefinido, que não será decepado.” — Veja Ageu 1:1.
26. Conforme indicado na profecia, a quem caberia o crédito pela transformação daquela terra, e por que é isso apropriado?
26 Haveria deveras uma transformação linda da terra, por muito tempo não cuidada e não cultivada! Isto, porém, não ocorreria sem primeiro haver trabalho zeloso e sério da parte do povo repatriado. Contudo, o crédito pela transformação maravilhosa deveria caber e caberia a Jeová, pois era Ele quem abençoaria seus esforços sinceros. A bênção dele sobre seus esforços era necessária, e esta bênção os acompanharia desde que colocassem a adoração Dele em primeiro lugar e cumprissem com o propósito pelo qual Ele os havia liberto da opressiva Babilônia e restabelecido na sua amada pátria.
27. Qual era a evidência de que a terra de Judá, durante seus anos de desolação, ficara como solo amaldiçoado?
27 Sem dúvida, ao voltarem ao país, havia ali muitas moitas de silvas, e as urtigas medravam na terra, por muito tempo abandonada. Tais plantas não haviam sido uma peculiaridade notável e convidativa do paraíso original do homem. Antes, quando Deus sentenciou o primeiro homem e a primeira mulher como pecadores à vida lá fora do Jardim do Éden, ele disse ao homem: “Maldito é o solo por tua causa. Em dor comerás dos seus produtos todos os dias da tua vida. E ele fará brotar para ti espinhos e abrolhos.” (Gênesis 3:17, 18) De modo que a terra de Judá, durante seus setenta anos de desolação, tornara-se igual a um solo amaldiçoado: “Se produzir espinhos e abrolhos, é rejeitado e está prestes a ser amaldiçoado e acaba sendo queimado.” — Hebreus 6:8; veja Deuteronômio 28:15-18; Isaías 24:6.
“UM SINAL POR TEMPO INDEFINIDO”
28. Como mostra a linguagem usada na parte de Isaías 55:13, citada aqui, o restabelecimento da bênção de Deus sobre seu povo?
28 Examine agora a evidência do restabelecimento da bênção de Deus sobre seu povo adorador, que o havia buscado e que havia chamado seu nome em arrependimento, com frutos justos, próprios do arrependimento! “Em lugar da moita de silvas subirá o junípero. Em lugar da urtiga subirá a murta.” (Isaías 55:13) Em vez das baixas plantas espinhosas, a serem evitadas, surgiriam as árvores sempre verdes, tais como a murta e o junípero, o qual atinge a altura de cerca de vinte metros. Ali as aves do céu, até mesmo a cegonha, podem fazer seu lar. (Salmo 104:16, 17) Da murta, os israelitas restabelecidos podiam tirar galhos frondosos e construir barracas para si, ao celebrarem a festividade das barracas (ou tabernáculos), durante a terceira semana do mês lunar de tisri. (Neemias 8:15, 16; Zacarias 1:8-11) Que mudança reanimadora e agradável eram árvores sempre verdes, tais como o junípero e a murta, em contraste com as plantas urticantes e espinhosas!
29. Explique o significado da promessa: “as próprias arvores do campo todas, baterão palmas” e “os próprios montes e morros ficarão animados diante de vós com clamor jubilante”.
29 Havia outras árvores para adornar a terra novamente lavrada. Ora, “as próprias árvores do campo, todas, baterão palmas”. Aplaudiriam seu Criador celestial, quem as faz crescer. Junto com outras coisas verdes, cheias de flores silvestres, revestiriam as encostas das montanhas e dos morros. A aparência destas elevações da terra de Judá assumiria um aspecto alegre. Contariam uma mensagem de louvor a Deus e seria como se todas tivessem ficado expressivas “com clamor jubilante”. O ambiente natural assumiria um aspecto de felicidade, refletindo a felicidade de Deus por causa do restabelecimento de seu povo na liberdade de adoração em Jerusalém e em toda a terra de Judá. (Isaías 55:12) Como poderiam os ocupantes desta terra transformada deixar de eles mesmos serem alegres e irromper em clamores de agradecimento e louvor a Ele?
30, 31. (a) Com que sentiria a pessoa inclinada a comparar a aparência da terra reocupada? (b) O que havia Deus inspirado Ezequiel a profetizar sobre exatamente tal acontecimento?
30 A beleza que havia de coroar a terra reocupada só poderia suscitar comparações dela com o Jardim do Éden, o original lar paradísico do homem. Os observadores do embelezamento da terra antigamente desolada fariam então tais comparações. Isso foi predito na profecia que Deus inspirou Ezequiel a proferir, depois de Jerusalém e seu templo terem sido destruídos em 607 A. E. C. e a terra de Judá ter começado a jazer desolada.
31 “Assim disse o [Soberano] Senhor Jeová: ‘No dia em que eu vos purificar de todos os vossos erros vou fazer também que as cidades sejam habitadas, e terão de ser reconstruídos os lugares devastados. E a própria terra desolada será cultivada, sendo que se tornara um baldio desolado diante dos olhos de todo transeunte. E as pessoas hão de dizer: “Aquela terra lá, que fora desolada, tem-se tornado como o jardim do Éden, e as cidades que estavam devastadas e que tinham sido desoladas e derrubadas estão fortificadas; foram habitadas.” E as nações que se deixarão restar em volta de vós terão de saber que eu, Jeová, é que construí as coisas derrubadas, plantei o que estava desolado Eu, Jeová, é que falei e fiz isso.’” — Ezequiel 36:33-36.
32. Como estavam o próprio nome e a reputação de Deus envolvidos no que aconteceu ao povo de Israel?
32 Ninguém poderia ter produzido toda esta inversão da situação da nação de Israel, internacionalmente odiada e exilada, senão seu Deus, que cumpria seu pacto com ela. Portanto, por cumpri-lo em harmonia com sua promessa, ele se tornou famoso em toda a terra. Seu nome, sua fama, seu renome estavam em jogo nesta questão vital, porque o povo envolvido nestes acontecimentos era o povo chamado pelo seu próprio nome. O que sobrevinha a eles, refletia sobre o nome dele. As conclusões errôneas a que as nações gentias haviam chegado, em vista do modo em que ele castigou e disciplinou seu povo pactuado, tinham de ser corrigidas. Isto afetaria o conceito que as nações não-judaicas formavam sobre ele como um deus. Em amor-próprio e pela sua própria honra precisava provar a todas as nações que ele é o verdadeiro Deus fidedigno, que cumpre a sua palavra!
33. (a) Qual foi o objetivo primário de se reconduzir seu povo de Israel à terra deles? (b) O que tornou possível a conversão dessa terra num paraíso?
33 Não foi primariamente por causa de seu povo pactuado de Israel, que havia lançado vitupério sobre o seu nome entre as nações, mas por causa de seu próprio nome que ele os libertou da antiga Babilônia e trouxe de volta à terra, à qual dera um período sabático de setenta anos. (Levítico 26:41-45; 2 Crônicas 36:20, 21) Ao acabar este período sabático, em 537 A. E. C., ele restabeleceu os lavradores legítimos dela. Por dar-lhes a sua bênção, transformou-a numa terra bela, cuja aparência se chegava à do Paraíso de Delícias, o Jardim do Éden. Isto tinha grande significado. Havia um objetivo atrás disso.
34. Qual era o objetivo disso, conforme declarado em Isaías 55:13?
34 Deus deu a conhecer o motivo disso, dizendo ele mesmo: “E terá de tornar-se para Jeová algo famoso [literalmente: por nome, IBB], um sinal por tempo indefinido, que não será decepado.” (Isaías 55:13) Tal revestimento da terra há muito desolada com beleza paradísica obteve de má vontade o reconhecimento das nações gentias observadoras e aumentou o respeito destas por ele.
35. Para se entender o “sinal” mencionado em Isaías 55:13, o que deve ser lembrado a respeito daquela terra e seus habitantes?
35 A terra nestas condições, recuperada e glorificada, era um “sinal” de algo muitíssimo importante. Deve ser lembrado que, em primeiro lugar, era uma terra dada por Deus, porque Jeová a havia dado ao seu povo escolhido no século quinze A. E. C., em cumprimento de sua promessa aos antepassados deles, Abraão, Isaque e Jacó (ou Israel). Daí, por causa da persistente desobediência e infidelidade de seu povo, ele como que virou a terra igual a uma panela e a esvaziou de seus habitantes, exilando-os para a terra da Babilônia e deixando o país poluído jazer desolado na guarda de sábados, por setenta anos. (Isaías 24:1-6; 2 Reis 21:13) E então havia causado o renascimento duma terra populosa e havia também produzido o renascimento duma nação, por restabelecer seu povo por muito tempo exilado no seu domínio dado por Deus. Então, em honra de quem seria a transformação do país num paraíso um “sinal”?
36. (a) De que modo era a transformação daquela terra num paraíso um “sinal” que honrava a Jeová? (b) O que a tornou um “sinal por tempo indefinido”?
36 Pela boca de seu profeta Isaías, o próprio Jeová deu a resposta verídica, dizendo: “Isto será para Javé uma glória, um eterno sinal, infrangível.” (Isaías 55:13, Liga de Estudos Bíblicos) Ou: “E servirá isso ao SENHOR de nome, de sinal eterno, que não se apagará.” (Trinitariana, 1948) No Seu caso, refutou que “Deus está morto”. Suas obras maravilhosas com respeito àquela terra provaram que Ele é Deus vivente e que as profecias dadas em seu nome Jeová são verídicas. Fez assim para si um nome grande e glorioso. E a terra paradísica, repovoada, de Judá era “sinal” de sua Divindade, de sua soberania universal, de sua onipotência, de sua fidelidade e misericórdia, alta como o céu, para com os arrependidos que estavam em pacto com ele. Isto se tornou um “sinal por tempo indefinido”, mesmo até agora; é um sinal que não foi “decepado”, nem mesmo depois de os exércitos romanos destruírem Jerusalém e devastarem a terra da Judéia, no ano 70 de nossa Era Comum. Por que não? Porque o registro de Deus cumprir sua profecia foi posto no registro imperecível da Bíblia.
37. (a) Em que povo encontramos o equivalente hodierno de tal “sinal”? (b) No tempo de sua libertação de Babilônia, a Grande, qual era a condição de sua terra simbólica?
37 Visto ser um sinal imperecível e inapagável, “por tempo indefinido”, procuramos um equivalente moderno dele. Para se ajustar ao modelo antigo, envolveria os do restante hodierno do Israel espiritual, que estão no “novo pacto” por meio do Mediador Maior, Jesus Cristo. A história moderna confirma que este restante foi liberto de Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, na primavera setentrional do ano de 1919 E. C. Seu domínio religioso ou espiritual na terra havia sido bastante desolado pelas depredações cometidas contra eles e sua organização funcional, por parte de Babilônia, a Grande, e seus patrocinadores políticos, militares e judiciais. A terra simbólica deles, seu domínio espiritual, havia como que ficado agreste, porque coisas tais como moitas de silvas e urtigas maculavam-lhe o aspecto. Não tinha aparência convidativa ou atraente, que atraísse pessoas com inclinações religiosas a participar com estes adoradores de Jeová Deus nas suas crenças e atividades.
38. Quando Jeová abriu o caminho para a sua volta, como reagiu o restante do Israel espiritual?
38 Não obstante, quando seu Deus vivente lhes abriu o caminho, foi “com alegria” que os do restante do Israel espiritual ‘saíram’ da servidão à Babilônia, a Grande. Estavam cheios de esperança, vendo as possibilidades religiosas do futuro, embora reconhecendo que exigiria coragem aproveitá-las, em face de um mundo hostil. A guerra global havia terminado e se havia estabelecido uma paz remendada, e assim foi “com paz” que foram “trazidos para dentro” no seu legítimo domínio espiritual, seu restabelecimento no favor de Deus, sua reconciliação com ele e tornarem-se novamente aprovados para o serviço dele, quais embaixadores de seu então já estabelecido reino messiânico. (2 Coríntios 5:20) Reorganizaram-se para a obra à frente, que havia sido predita por Jesus Cristo, para a “terminação do sistema de coisas”, a saber: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” Começaram a eliminar as coisas objetáveis e estorvadoras para a verdadeira adoração de Deus. — Mateus 24:3, 14.
39. Como se produziu um paraíso espiritual, mundial, para a habitação pelo povo de Deus nos tempos modernos?
39 Fiel às suas promessas escritas e coerente com o protótipo antigo, Jeová abençoou os esforços do restante restabelecido dos israelitas espirituais. Disso resultou um paraíso espiritual, que é hoje maravilha mundial. É como se os montes e os morros do seu domínio espiritual tivessem ficado animados diante deles com clamor jubilante e como se as árvores de fecundidade cristã batessem as palmas. Em sentido figurado, as moitas de silvas e as urtigas foram substituídas pelos belos juníperos e murtas sempre verdes. Desapareceu a aparência de ter sido amaldiçoado por Deus! Tornou-se um lugar habitável para os verdadeiros cristãos, que realmente seguem o exemplo do Servo ungido de Jeová, Jesus Cristo. Há também centenas de milhares de pessoas de inclinações justas que buscam a Jeová, o Deus do restante restabelecido do Israel espiritual. Estas tornaram-se companheiros leais do fiel restante ungido.
40. De que modo se tornou o domínio embelezado do restante espiritual um “sinal”, que honra a Jeová, e que não é “decepado”?
40 Tal transformação notável no domínio espiritual do restante resultou em Jeová ficar famoso em toda a terra. O nome pessoal de Deus ficou conhecido em todo o globo. O domínio reavivado e embelezado do restante espiritual tornou-se um “sinal”, e o tempo de sua duração é indefinido. Persistiu até agora, apesar da Segunda Guerra Mundial e de outras turbulências e desastres mundiais. Não foi “decepado” até o momento, e nunca o será. — Isaías 55:12, 13.
41, 42. Nesta questão do restabelecimento do Israel espiritual, em que resultaram as coisas conforme expresso em Isaías 55:8, 9?
41 Especialmente aos olhos dos do restante restabelecido do Israel espiritual, tudo isso era maravilhoso e espantoso. Lá atrás, durante as opressões da Primeira Guerra Mundial e durante sua servidão à Babilônia, a Grande, nunca imaginariam que ocorresse tal coisa. Segundo entendiam as profecias bíblicas, isso era inimaginável! Teria sido considerado presunçoso esperar ou predizer que algo assim ocorresse com este restante cativo e exilado do Israel espiritual, enquanto ainda na terra. Seus pensamentos, certamente, não estavam no mesmo nível dos pensamentos de Deus, nem seus modos de proceder, no plano dos caminhos dele. Resultou em ser exatamente conforme o próprio Jeová predissera:
42 “‘Os vossos pensamentos não são os meus pensamentos, nem os meus caminhos, os vossos caminhos’, é a pronunciação de Jeová. ‘Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim os meus caminhos são mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, do que os vossos pensamentos.’” — Isaías 55:8, 9.
43. O que indica toda a evidência a respeito de quem é responsável por este paraíso espiritual?
43 Tudo isso tende a provar que isso não procedeu do homem, mas sim do Deus Todo-poderoso. Neste respeito, aplica-se hoje a regra declarada pelo advogado Gamaliel ao Sinédrio de Jerusalém, lá nos dias apostólicos do primeiro século E. C.: “Se este desígnio ou esta obra for de homens, será derrubada; mas, se for de Deus, não podereis derrubá-los [o desígnio ou a obra].” (Atos 5:38, 39) Por conseguinte, o paraíso espiritual que não foi decepado das testemunhas cristãs de Jeová até o dia de hoje é “sinal” pelo qual o Deus Todo-poderoso é responsável. Ele se tornou famoso em toda a terra, por meio deste. Granjeou para si um grande nome. Todos os tementes a Deus, que satisfizeram os requisitos para entrarem no paraíso espiritual que ele estabeleceu podem ser gratos por buscarem a ele enquanto pode ser achado e chamarem seu nome pessoal enquanto ainda está perto, durante esta “terminação do sistema de coisas”. — Isaías 55:6; Mateus 24:3.
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Paraíso espiritual numa terra poluídaEstá Próxima a Salvação do Homem da Aflição Mundial!
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Capítulo 8
Paraíso espiritual numa terra poluída
1, 2. Até que ponto tiveram êxito os esforços do homem em reduzir a poluição da terra?
AINDA há alguns pontos nesta terra que são como um paraíso terrestre em miniatura. No entanto, a continuação de sua existência está ameaçada. Nos últimos vinte anos, o estudo científico da poluição do meio ambiente natural de toda a humanidade recebeu séria consideração. Fizeram-se esforços para reduzir a poluição da terra, da água e do ar, mas o processo de poluição ainda continua e aumenta.
2 Verificou-se que certos planos ecológicos não são práticos ou economicamente viáveis. Diversos projetos da preservação da beleza e da salubridade da natureza, em áreas escolhidas, tiveram de ceder às necessidades criadas pela crise de energia. A terra toda está ficando cada vez mais insalubre como habitat de peixes, aves, animais terrestres e o homem. Por causa do modo de vida do homem e de sua má administração da terra, só a poluição do meio ambiente já ameaça a sobrevivência de todas as criaturas vivas em nosso planeta.
3. Apesar da poluição do ambiente natural, que paraíso se está ampliando, e desde que ano?
3 Floresce e amplia-se cada vez mais um paraíso espiritual que não é afetado pela poluição maculadora global. Ao passo que se amplia, cada vez mais pessoas de mentalidade espiritual o usufruem e levam uma vida mais feliz. Até mesmo têm a esperança de viver para sempre num paraíso terrestre sem poluição. O paraíso natural, terrestre, naturalmente, ainda está no futuro; senão não se permitiria a continuação da atual poluição do meio ambiente natural do homem. Está além da própria capacidade e sabedoria do homem restabelecer o lar paradísico original nesta terra. Mas, desde o primeiro ano de paz após a Primeira Guerra Mundial, implantou-se aqui na terra um paraíso espiritual. Sem dúvida, este é o paraíso sobre o qual o apóstolo cristão Paulo escreveu na sua segunda carta à congregação de Corinto, na Grécia, no primeiro século.
4. O que disse o apóstolo Paulo a respeito deste paraíso, na sua segunda carta aos cristãos coríntios?
4 Escrevendo nos meados do primeiro século, por volta do ano 55 E. C., ele disse a essa congregação de concrentes: “Tenho de me jactar. Não é proveitoso; mas passarei para visões sobrenaturais e revelações da parte do Senhor. Conheço um homem em união com Cristo, o qual, há quatorze anos — quer no corpo, não sei, quer fora do corpo, não sei; Deus sabe — foi arrebatado como tal até o terceiro céu. Sim, conheço a tal homem — quer no corpo, quer à parte do corpo, não sei, Deus sabe — que foi arrebatado para o paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não são lícitas ao homem falar. De tal homem é que me jactarei, mas não me jactarei de mim mesmo.” — 2 Coríntios 12:1-5.
5. (a) Quem é o “homem em união com Cristo” mencionado por Paulo? (b) Em vista disso, o que queria ele dizer com: “De tal homem é que me jactarei, mas não me jactarei de mim mesmo”? (c) A respeito de sua condição, quando teve esta experiência, por que disse ele: “Quer no corpo, não sei, quer fora do corpo, não sei”?
5 O apóstolo Paulo não falava ali sobre outro homem, mas sim sobre si mesmo. No entanto, falava a respeito de si mesmo, ao ter a descrita experiência extraordinária, como homem especialmente favorecido por Deus; e podia jactar-se de direito do homem que ele era nesta condição altamente favorecida. Mas não podia corretamente gabar-se de si mesmo como homem comum, sem tais privilégios raros da parte de Deus. Sua experiência era tão realística, que era como se estivesse ali no corpo físico, mas é razoável concluir-se que seu corpo físico ficou na terra e que ele passou por um transe, e que aquilo que ouviu ele ouviu neste transe. Se esta experiência ocorreu quatorze anos antes de ele escrever sua segunda carta à congregação coríntia, então ocorreu por volta do ano 41 E.C., que foi antes de sua primeira viagem missionária com Barnabé, a qual se deu por volta de 47/48 E. C. O apóstolo Paulo não especificou se aquilo que ouviu foi no idioma hebraico ou grego, línguas que conhecia, ou em outra língua estranha que não podia ser traduzida para uma língua humana conhecida.
6. O que indica sua referência ao “terceiro céu”?
6 Ao ser arrebatado para o terceiro céu, Paulo não foi arrebatado e levado avante, na corrente do tempo, para o terceiro duma série de céus que se seguissem um ao outro. Foi arrebatado e elevado verticalmente, e, visto que os numerais três ou terceiro são usados na Bíblia para indicar intensidade ou ênfase, o “terceiro céu” indicaria a altura de sua elevação, a qualidade enaltecida dele. Não o familiarizou com as coisas nos céus das pessoas espirituais no mesmo sentido em que Jesus Cristo, que desceu do céu, e retornou aos céus espirituais, está familiarizado com as invisíveis coisas celestiais. Em sentido figurativo, Paulo já estava sentado com concristãos da terra “nos lugares celestiais, em união com Cristo Jesus”. (Efésios 2:6) Portanto, ser ele arrebatado para o “terceiro céu” indicaria uma elevação espiritualmente enaltecida de Paulo acima da posição espiritual de seus concristãos. Sem dúvida, deu-lhe perspicácia tal como não tinha antes, e isto se evidenciaria na sua maneira de falar e escrever.
7, 8. (a) Por que não é o “paraíso” mencionado por Paulo o mesmo que aquele mencionado em Revelação 2:7? (b) Por que não era o “Jardim do Éden” aquele “paraíso” ao qual Paulo foi arrebatado?
7 Quanto a ele ser arrebatado para o “paraíso”, este está ali associado com o “terceiro céu”. Sugere algo de espiritual. Mas não indica que o paraíso para o qual Paulo foi arrebatado fosse o mencionado na mensagem enviada pelo glorificado Jesus Cristo à congregação de Éfeso, na Ásia Menor: “Quem tem ouvido ouça o que o espírito diz às congregações: Àquele que vencer concederei comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus.” (Revelação [Apocalipse] 2:7) Este “paraíso de Deus” é figurativo, nos céus espirituais, invisíveis, nos quais carne e sangue não podem entrar e que nenhum olho carnal pode ver. (1 Coríntios 15:50) Nem há qualquer indicação de que o apóstolo Paulo visse símbolos de coisas nos céus espirituais, invisíveis, do modo como o apóstolo João os viu, a respeito das quais João nos dá uma descrição em Revelação, capítulo quatro. De modo que é muito improvável que o apóstolo Paulo fosse arrebatado para o “paraíso de Deus”, para ver sua “árvore da vida”.
8 No que se refere ao paraíso terrestre, original, o “jardim do Éden”, não há nada de misterioso em tal paraíso, para as criaturas humanas. Não é além do conhecimento humano, e o restabelecimento dele na terra, sob o reino messiânico de Deus, já é por muito tempo subentendido segundo as profecias bíblicas. (Gênesis 3:8-24) Portanto, o apóstolo Paulo não teria de receber “visões sobrenaturais e revelações da parte do Senhor”, a fim de aprender e saber isso. — 2 Coríntios 12:1.
9, 10. (a) De que paraíso tratava a visão dada ao apóstolo Paulo, existente em que tempo? (b) O que envolviam as “palavras inefáveis” que Paulo ouviu, e proferir essas palavras teria significado o quê?
9 No entanto, há outro paraíso que as Escrituras Sagradas representam profeticamente, fornecendo-nos até mesmo o protótipo histórico dele, na terra de Judá, após o exílio babilônico dos judeus. Este paraíso é o espiritual em nossos dias, dezenove séculos depois de o apóstolo Paulo ter sido arrebatado para o “terceiro céu” e o “paraíso” numa visão sobrenatural. O que Paulo ouviu durante esta experiência realística, “palavras inefáveis, as quais não são lícitas ao homem falar”, tratava do então futuro paraíso espiritual. Este domínio bendito dos verdadeiros discípulos de Cristo viria à existência durante a sua “presença” ou parusia, na “terminação do sistema de coisas”. — Mateus 24:3.
10 Paulo foi inspirado a predizer a “apostasia” religiosa que sobreviria à congregação cristã antes da “presença de nosso Senhor Jesus Cristo”, mas não lhe era lícito, como homem, falar sobre este paraíso espiritual, a respeito do qual ouviu “palavras inefáveis”. Se tivesse feito isso, significaria que interpretava as profecias bíblicas que tratavam deste paraíso espiritual. — 2 Tessalonicenses 2:1-3; 2 Coríntios 12:1-4.
O “CAMINHO DE SANTIDADE” PARA O PARAÍSO ESPIRITUAL
11. (a) Quando começou a “presença” de Jesus Cristo? (b) Naquele tempo, Jesus Cristo tornou-se igual a que governante antigo, e em que sentido?
11 Em publicações anteriores da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, provou-se biblicamente que a “presença de nosso Senhor Jesus Cristo” começou no fim dos Tempos dos Gentios em 1914, quando o reino messiânico de Deus foi dado à luz nos céus invisíveis. (Revelação 12:1-10) Naquele tempo, o recém-entronizado Jesus Cristo tornou-se igual ao antigo “servo” ungido de Deus, Ciro, o Grande, conquistador da Babilônia imperial e libertador dos judeus cativos e de seus companheiros não-judaicos, leais. Desempenhando este papel em estilo moderno, Jesus Cristo libertou o restante ungido de seus seguidores fiéis, que haviam sido levados cativos por Babilônia, a Grande, e seus amantes mundanos, durante a Primeira Guerra Mundial de 1914-1918 E. C. Quebrando o poder daquele império mundial da religião falsa, realizou o restabelecimento do restante dos israelitas espirituais, no ano de 1919 E. C. Isto espantou e vexou todo o mundo religioso daquele tempo. — Revelação 11:7-13.
12. Que perguntas se fazem aqui a respeito do paraíso espiritual?
12 Muitos de nossos leitores poderiam perguntar: Por que e como se dá que os do restante ungido do Israel espiritual de Jeová só entraram no paraíso espiritual a partir de 1919 E. C.? Não estavam num paraíso espiritual, na terra, antes do irrompimento da Primeira Guerra Mundial em 1914 E. C.? Não usufruíam tal bendito domínio espiritual no favor de Deus, digamos, a partir da publicação da Torre de Vigia de Sião e Arauto da Presença de Cristo, a partir de julho de 1879 E. C.? Nós, os mais antigos, que vivemos algum tempo antes da Primeira Guerra Mundial e que fazíamos então parte do restante do Israel espiritual podemos responder com um Não a tais perguntas. Por que motivo?
13. Antes de 1919, qual era o único paraíso em que os servos de Deus na terra pensavam?
13 Ora, algo assim como um paraíso espiritual para o restante do Israel espiritual na terra era uma coisa de que nunca se ouviu falar. O único paraíso futuro em que se pensava era o paraíso literal, material, que havia de ser restabelecido no nosso planeta Terra, durante o reinado milenar de Jesus Cristo, e para o qual haveria uma ressurreição do malfeitor compassivo, pendurado numa estaca, ao qual Jesus disse: “Deveras, eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso.” (Lucas 23:39-43) Entendia-se até mesmo que o paraíso ao qual o apóstolo Paulo se referiu em 2 Coríntios 12:4 fosse esse paraíso, ‘a terra restabelecida’. — Veja o parágrafo 2, página 648, do livro A Batalha do Armagedom, publicado em inglês em 1897.
14. (a) Como se entendiam durante aqueles anos as profecias a respeito dum paraíso, que tinham aplicação à antiga nação de Israel? (b) Portanto, que aplicação dessas profecias não foi discernida então?
14 Esperava-se também que as profecias bíblicas que tiveram cumprimento em miniatura na antiguidade, na nação de Israel, no sexto século antes de nossa Era Comum, tivessem um cumprimento final, hodierno, nos judeus circuncisos, naturais, pelo ajuntamento deles à terra da Palestina. (Por exemplo, veja a página 63 dos números ingleses de A Torre de Vigia [em português, agora, A Sentinela] de 1892, sobre Ezequiel 36:22-36.) Ou pensava-se que as profecias cumpridas no antigo Israel, em miniatura, tivessem seu cumprimento maior e completo durante o reinado milenar de Cristo, depois de Satanás, o Diabo, ter sido amarrado e encarcerado na cova sem fundo. (Por exemplo, veja Isaías, capítulo trinta e cinco.) Assim, aconteceu que o cumprimento hodierno de tais profecias, no restante do Israel espiritual, foi inteiramente despercebido, obscurecido e não discernido — assim como se dá no caso das igrejas da cristandade até o dia de hoje. De fato, até o ano de 1932, as próprias testemunhas cristãs de Jeová tinham a impressão de que o restabelecimento dos judeus carnais na Palestina e o estabelecimento dum Estado judaico seria cumprimento da profecia divina.
15. Que expectativas tinha o restante a respeito do ano de 1914, e, mais tarde, a respeito do ano de 1918?
15 Além disso os do restante do Israel espiritual haviam aguardado por décadas, sim, desde o ano de 1876, o fim dos Tempos dos Gentios no outono setentrional de 1914. Esperavam que o reino messiânico de Deus fosse plenamente estabelecido nos céus até então e que também o restante do Israel espiritual fosse glorificado junto com Jesus Cristo, no reino celestial, naquele tempo. Todo o entendimento das Escrituras Sagradas estava inclinado naquela direção ou ajustado àquela idéia. E quando o ano de 1914 terminou no meio das chamas da Primeira Guerra Mundial e os do restante do Israel espiritual ainda se encontravam aqui na terra, estavam inclinados a pensar que seriam glorificados no ano de 1918, três anos e meio depois do fim dos Tempos dos Gentios. (Lucas 21:24; Daniel 4:16, 23, 25, 32) Suas experiências duras sob proscrição e perseguição durante a Primeira Guerra Mundial não foram consideradas como sendo um exílio babilônico, do qual haviam de ser libertos após a Primeira Guerra Mundial. Não esperavam o restabelecimento no pleno favor de Jeová, na terra, para uma obra mundial de testemunho.
16. Que desenvolvimentos desde o ano de 1919 não foram previstos pelo restante antes daquele ano?
16 Assim, antes de sua libertação no ano de 1919, os do restante do Israel espiritual não estavam cônscios dum paraíso espiritual. Uma obra tal como tem sido realizada desde aquele ano, até os cantos mais longínquos da terra, estava muito longe de seus pensamentos! Ainda não haviam discernido, pelo seu estudo da Bíblia, que havia chegado o tempo de Jeová fazer para si um nome. (Isaías 63:14; Jeremias 32:20; 2 Samuel 7:23) Não reconheciam que eles mesmos seriam os usados para divulgar o nome pessoal de Deus até os cantos longínquos da terra e para anunciar o reino messiânico estabelecido de Deus a todas as nações dentro e fora da cristandade. (Mateus 24:14) Não previam os maravilhosos cumprimentos da profecia bíblica, que presenciariam, nem a continuamente crescente compreensão das Escrituras Sagradas, que obteriam. Não esperavam que fossem usados para ajuntar uma “grande multidão” de crentes semelhantes a ovelhas, de todas as nações, para sua condição bendita no favor de Deus. — Revelação 7:9-17.
17. (a) Portanto, apercebia-se o restante de estar num paraíso espiritual antes de 1919 E. C.? (b) Agora, porém, reconhecem que cumprimento de Isaías, capítulo 35?
17 A percepção de estarem num paraíso espiritual não inundou a mente dos do restante do Israel espiritual de uma só vez, naquele ano de libertação e restabelecimento — 1919 E. C. Mas hoje, nesta data tardia no “tempo do fim” deste sistema de coisas, podem reconhecer quão grandiosamente a profecia de Isaías capítulo trinta e cinco, se cumpriu neles em sentido espiritual, desde 1919. Conforme representado naquela luminosa profecia, vieram por um ‘caminho de santidade’ até um paraíso espiritual, apesar da poluição da terra pelo homem.
A PROFECIA PARADÍSICA PASSA A DESENROLAR-SE
18. Que contraste aumenta grandemente a beleza da profecia de Isaías, capítulo 35?
18 A profecia de Isaías, capítulo trinta e cinco, em si mesma bela, tem sua beleza grandemente aumentada pelo motivo de vir logo após uma solene profecia de extrema e interminável desolação e ermo. Este estado lastimável surgiria como expressão da vingança divina sobre certa nação repreensível, nação-irmã dos israelitas. Essa nação descendia de Esaú, irmão gêmeo mais velho do patriarca Jacó ou Israel. Por ter vendido sua primogenitura a Jacó, por um prato de cozido vermelho, Esaú foi apelidado Edom (significando “Vermelho”), e este nome se apegou à nação que descendeu dele. (Gênesis 25:30) A antiga terra de Edom estava situada entre o Mar Morto e o Golfo de ‘Aqaba, em ambos os lados do Arabá. — Isaías 34:5-17.
19, 20. (a) A transformação da terra de quem é predita em Isaías 35:1, 2, e o que mostra isso? (b) Em quem teve a profecia seu primeiro cumprimento?
19 Um “ermo” bem diferente é mencionado em Isaías, capítulo trinta e cinco, que começa com beleza poética e diz: “O ermo e a região árida exultarão, e a planície desértica jubilará e florescerá como o açafrão. Sem falta florescerá e realmente jubilará com exultação e com grito de júbilo. Terá de se lhe dar a própria glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e de Sarom. Haverá os que verão a glória de Jeová, o esplendor de nosso Deus.” — Isaías 35:1, 2.
20 Ali se prediz a transformação duma terra, o restabelecimento duma terra em beleza paradísica. A terra de quem? A terra daqueles a respeito de quem se diz nos versículos finais do capítulo: “E retornarão os próprios remidos por Jeová e certamente chegarão a Sião com clamor jubilante; e sobre a sua cabeça haverá alegria por tempo indefinido. Alcançarão exultação e alegria, e terão de fugir o pesar e o suspiro.” (Isaías 35:10) No primeiro cumprimento, ou no cumprimento antigo da profecia, os remidos que retornaram a Sião ou Jerusalém eram os do próprio povo do profeta Isaías, o povo da terra da antiga Judá. No tempo de Isaías, ainda havia um rei ungido sentado no que era chamado de “trono de Jeová” em Jerusalém. De fato, Isaías profetizou durante os reinados sucessivos de quatro reis judaicos: Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias. — Isaías 1:1.
21, 22. (a) Era a terra de Judá um ermo desolado nos dias de Isaías? (b) Quando foi desolada essa terra e por quanto tempo ficou assim?
21 Nos dias de Isaías, a terra de Judá não havia sido reduzida ao estado indicado no Is capítulo trinta e cinco de sua profecia. É verdade que o imperador assírio, o Rei Senaqueribe, havia invadido a terra e capturado várias cidades, causando considerável devastação. Quando este invasor pagão jactanciosamente ameaçou capturar Jerusalém, Jeová fez milagrosamente com que fugisse de volta para casa, em desgraça. Embora seriamente danificada, a terra de Judá não foi deixada despovoada pelos assírios, de modo que, com o tempo, seus anteriores ocupantes tivessem de voltar duma terra de exílio e vir a uma Sião reconstruída.
22 Também, a “alegria” sentida pelos judeus pela expulsão maravilhosa do assírio, da terra de Judá, não foi “por tempo indefinido”. Por que não? Porque no século seguinte, Jerusalém e seu templo foram destruídos, o “trono de Jeová” ocupado por reis judaicos foi derrubado e a terra inteira de Judá ficou desolada, sem habitantes humanos, nem animais domésticos. Os sobreviventes deportados estavam profundamente pesarosos na terra estrangeira de Babilônia, enquanto sua amada pátria jazia assim desolada por setenta anos. Portanto, o que Isaías predisse foi seu retorno do exílio em Babilônia.
23. (a) Quando teve cumprimento em miniatura a profecia a respeito do embelezamento daquela terra? (b) Quando começou a dar-se o cumprimento maior dessa profecia, e que paralelo se evidencia na comparação da terra do antigo Israel com o domínio espiritual do restante do Israel espiritual?
23 Foi depois de os judeus exilados retornarem de Babilônia, em 537 A. E. C., que a profecia do embelezamento do “ermo”, da “região árida” e do ‘deserto’ de Judá teve seu cumprimento em miniatura. O cumprimento maior e final, o espiritual, começou a ocorrer no restante dos israelitas espirituais depois de seu retorno do exílio do favor de Deus, em Babilônia, a Grande, no ano 1919 E. C. Além de sofrerem os maus efeitos da influência religiosa e política de Babilônia, a Grande, antes da Primeira Guerra Mundial, o domínio espiritual dos israelitas espirituais ficou reduzido a um ermo e deserto desolado, pela Primeira Guerra Mundial, cuja responsabilidade cabia primariamente a Babilônia, a Grande, e ela usou a guerra contra o restante dos israelitas espirituais. Mas, quando o Deus Todo-poderoso, Jeová, começou a conduzir seu restante de adoradores para fora da servidão babilônica, no ano de 1919, qual não foi a transformação de seu domínio espiritual na terra, que então começou!
24. Por que havia ficado ressequida e improdutiva a “terra” do Israel espiritual durante a Primeira Guerra Mundial?
24 Durante a Primeira Guerra Mundial, a falta da chuva de bênçãos de Deus e da Sua aprovação expressa havia resultado em regiões ressequidas e improdutivas nos seus privilégios e no cumprimento de suas obrigações espirituais para com Jeová Deus. Ele não estava em condições de abençoar a medida de temor dos homens que demonstravam e a restrição religiosa que isto lhes impunha. Não podia abençoar a medida de contaminação com o mundo em guerra, com que se deixaram ficar infetados, especialmente por não adotarem um proceder de absoluta neutralidade para com as lutas internacionais deste mundo. Não podia abençoar preocuparem-se mais com sua prometida glorificação no reino celestial, do que com a obra mundial de testemunho que quis que fizessem na terra a favor do seu recém-nascido reino messiânico. Em tais condições falhas, não podiam produzir os “frutos” do Reino no tempo devido para frutos. — Mateus 21:43.
25. No entanto, que mudança era possível ao restante, conforme indicada nas Escrituras?
25 No entanto, os do restante faltoso dos israelitas espirituais podiam arrepender-se de seu proceder falho, uma vez que fosse trazido à atenção deles. Podiam notar suas faltas e falhas com respeito a fazer a vontade divina e podiam então passar a corrigir isso, assim que discernissem o proceder certo a adotar. Fazerem isso eliminaria o motivo da desaprovação de Deus e de ele lhes reter as bênçãos oportunas. A profecia antiga a respeito do restabelecimento do povo escolhido de Jeová havia dito: “E delas e dos arredores do meu morro vou fazer uma bênção e vou fazer as chuvadas descer no seu tempo. Chuvadas de bênção virá a haver.” — Ezequiel 34:26.
26. (a) Portanto o que tinha de ocorrer antes de poder haver um paraíso espiritual? (b) Como nos ajuda a promessa: “Terá de se lhe dar a própria glória do Líbano”, a apreciar a condição do domínio espiritual do restante restabelecido de Jeová?
26 Esta chuvada de bênçãos teria de ocorrer antes de poder haver qualquer transformação no domínio do restante restabelecido, cujo domínio havia ficado igual a um “ermo”, uma “região árida” e uma “planície desértica”. A grandiosidade do domínio espiritual do restante restabelecido de Jeová pode hoje ser apreciada pelas comparações proféticas que se fazem. Por exemplo: “Terá de se lhe dar a própria glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e de Sarom.” (Isaías 35:1, 2) Apenas é preciso pensar nos montes do Líbano, revestidos na antiguidade de magníficas árvores sempre-verdes, a respeito das quais Jeová inspirou seu profeta a dizer: “A ti [Sião] chegará a própria glória do Líbano, o junípero, o freixo e o cipreste, ao mesmo tempo, a fim de embelezar o lugar do meu santuário; e eu glorificarei o próprio lugar dos meus pés.” (Isaías 60:13) O antigo Líbano era tão belo, que Jeová o comparou com o Jardim do Éden, dizendo ao rei de Tiro, cuja cidade estava situada no Líbano: “Vieste a estar no Éden, jardim de Deus.” — Ezequiel 28:11-13.
27. O que acrescenta a este quadro a expressão “o esplendor do Carmelo”?
27 Outras cenas belas com que Isaías podia fazer comparações eram “o esplendor do Carmelo e de Sarom”. A serra do Carmelo corre para o oeste, terminando num promontório impressionante que desce quase que a pino para o Mar Mediterrâneo, em Haifa. O amante admirador no Cântico de Salomão podia dizer bem apropriadamente à sua amada sulamita: “Tua cabeça sobre ti é como o Carmelo.” (Cântico de Salomão 7:5; veja Jeremias 46:18) O nome Carmelo significa “pomar” ou “terra frutífera”. A montanha ajustava-se bem ao seu nome, quando estava adornada de vinhedos e pomares, como nos dias do Rei Uzias de Jerusalém. — 2 Crônicas 26:10.
28. Ao ouvirmos que o domínio espiritual do restante restabelecido é semelhante ao “esplendor . . . de Sarom” o que nos vem à mente?
28 De fato, na antiguidade, o “esplendor do Carmelo” era amplamente conhecido. Mas que dizer do “esplendor . . . de Sarom”? A menção do nome suscita uma visão mental da planície costeira que se estendia ao norte da cidade portuária de Jope (significando “bela”) e que estava cheia de flores coloridas. (Atos 9:35) Traz à mente as palavras da amada sulamita: “Sou apenas um açafrão da planície costeira [ou: de Sarom].” (Cântico de Salomão 2:1, NM margem da ed. ingl. 1971) Ou conforme a Versão Almeida cita as palavras dela: “Eu sou a rosa de Sarom.” E A Nova Bíblia Inglesa: “Eu sou um asfódelo em Sarom.” (Também na margem da NM inglesa.) Deveras, o antigo Sarom tinha um “esplendor” todo seu.
29. Que quadro se pinta assim, por meio do profeta Isaías, a respeito do domínio restabelecido do restante?
29 Quando acrescentamos a toda esta visão de beleza as palavras iniciais do profeta Isaías: “O ermo e a região árida exultarão, e a planície desértica jubilará e florescerá como o açafrão”, pinta-se para nós um quadro de pura beleza, em palavras inspiradas bem escolhidas (Isaías 35:1) Tal é a aparência transformada que o antes desolado domínio espiritual do restante do Israel espiritual assumiria ao ser restabelecido no favor de Jeová.
30. (a) A quem cabe o crédito por esta transformação maravilhosa? (b) Quem são os que vêem o cumprimento da profecia e dão glória a Deus por ele?
30 Os feitos maravilhosos de quem refletiria tal aparência transformada do domínio? O inspirado Isaías responde com as palavras: “Haverá os que verão a glória de Jeová, o esplendor de nosso Deus.” (Isaías 35:2) Apenas o Deus com o mais elevado senso de beleza, o Criador, podia fazer tal coisa, transformando o aspecto lastimável de setenta anos de desolação num cenário de lindeza, por meio duma nação restabelecida. Os israelitas repatriados, dos tempos antigos, presenciaram o cumprimento desta profecia em miniatura. Os da atualidade, que presenciaram o cumprimento da profecia em escala maior, abrangendo o globo inteiro, têm sido os adoradores cristãos de Jeová, restabelecidos da servidão religiosa à Babilônia, a Grande, no seu devido domínio espiritual na terra. Aos olhos dos antigos babilônios frustrados, o embelezamento da terra de Judá, que eles haviam desolado, não era uma vista agradável. Aos olhos da moderna Babilônia, a Grande, o embelezamento do domínio espiritual do restante ungido dos israelitas espirituais tampouco é uma vista animadora.
31. De que outro modo poderia ser entendida a expressão “haverá os que”?
31 Todavia, pode ser que, com a expressão: “Haverá os que”, devamos entender “o ermo e a região árida . . . e a planície desértica” do estado desolado do povo de Deus. Estes lugares haviam jazido na sua condição lastimável por tanto tempo, por sete décadas, que nunca mais esperavam ver coisas melhores para si mesmos. Mas, por se lhes alterar a sua condição e receberem a glória e o esplendor semelhantes aos do Líbano, do Carmelo e de Sarom, estes lugares viram no seu próprio estado transformado “a glória de Jeová, o esplendor de nosso Deus”.
32. Desde quando vê o restante na transformação de seu domínio espiritual “o esplendor de nosso Deus”?
32 Quantas palavras de esperança, pois, continha a profecia de Isaías para o povo de Deus, com seu domínio temporariamente desolado! No tempo de seu estado devastado, durante a Primeira Guerra Mundial em 1914-1918 E. C., os do restante cativo dos israelitas espirituais não discerniram a aplicação correta da profecia e por isso não derivaram dela o consolo que se destinava a eles. Mas agora, especialmente desde as explicações da profecia providas no livro Vindicação, Volume II, publicado em inglês no ano de 1932 E. C., viram na transformação de seu domínio espiritual “a glória de Jeová, o esplendor de nosso Deus”.
FORTALECIDOS PARA A OBRA DO REINO APÓS O EXÍLIO
33. O que tornava especialmente apropriada a exortação registrada em Isaías 35:3, 4?
33 As palavras esperançosas do profeta Isaías naturalmente seriam difíceis de crer para o povo aflito de Deus. Em especial ao se aproximar o tempo fixado para o cumprimento destas palavras e surgir a necessidade de se preparar para a ação. Portanto, a exortação que agora interrompe a descrição profética do belo quadro de restabelecimento é bem apropriada: “Fortalecei as mãos fracas e firmai os joelhos vacilantes. Dizei aos de coração ansioso: ‘Sede fortes. Não tenhais medo. Eis que vosso próprio Deus chegará com a própria vingança, Deus, até mesmo com retribuição. Ele mesmo chegará e vos salvará.’” — Isaías 35:3, 4.
34, 35. (a) Quando o apóstolo Paulo citou essa profecia, onde se precisava especialmente duma obra de fortalecimento? (b) Por que espécie de experiências haviam passado aqueles hebreus cristianizados?
34 Lá no primeiro século de nossa Era Comum, o apóstolo Paulo citou esta exortação profética, ao escrever aos hebreus cristianizados em Jerusalém. Ele disse: “Por isso, endireitai as mãos pendentes e os joelhos debilitados, e persisti em endireitar as veredas para os vossos pés, para que o coxo não fique desconjuntado, mas, antes, para que sare.” (Hebreus 12:12, 13) Aqueles hebreus cristianizados precisavam então fazer tal obra fortalecedora entre si mesmos. Como cristãos, haviam passado por experiências bastante disciplinares. Paulo fala sobre isso ao dizer:
35 “Persisti em lembrar-vos dos dias anteriores, em que, depois de terdes sido esclarecidos, perseverastes em uma grande competição, debaixo de sofrimentos, às vezes enquanto expostos como que num teatro, tanto a vitupérios como a tribulações, e tornando-vos às vezes parceiros dos que estavam tendo tal experiência. Porque vós tanto expressastes compaixão pelos em prisão como suportastes alegremente o saque de vossos bens, sabendo que vós mesmos tendes uma possessão melhor e subsistente.” — Hebreus 10:32-34.
36. De que modo é tal tratamento às mãos de perseguidores similar a uma disciplina por parte do Pai celestial, visando que objetivo?
36 O apóstolo Paulo comparou tal tratamento rude, às mãos dos perseguidores, a uma disciplina dada pelo Pai celestial, pela sua permissão de tal perseguição, aos seus filhos devotos na terra. Até mesmo Jesus Cristo, como nosso Exemplo, recebeu tal disciplina da parte de seu Pai celestial. (Hebreus 12:1-6) Em explicação adicional, Paulo prossegue: “É para disciplina que estais perseverando. Deus vos trata como a filhos. Pois, que filho há a quem o pai não disciplina? Mas, se estais sem a disciplina de que todos se tornaram participantes, sois realmente filhos ilegítimos, e não filhos. Outrossim, costumávamos ter pais, que eram da nossa carne, para nos disciplinar, e nós os respeitávamos. Não nos sujeitaremos muito mais ao Pai de nossa vida espiritual para vivermos? Pois eles costumavam disciplinar-nos por alguns dias, segundo o que lhes parecia bom, mas ele o faz para o nosso proveito, para participarmos de sua santidade. É verdade que nenhuma disciplina parece no momento ser motivo de alegria, mas sim de pesar; no entanto, depois dá fruto pacífico, a saber, a justiça, aos que têm sido treinados por ela.” — Hebreus 12:7-11.
37. Então, por que foram incentivados a se fortalecerem mutuamente?
37 Por causa da disciplina severa que aqueles hebreus cristianizados haviam recebido, o apóstolo Paulo cita a seguir Isaías 35:3 e o aplica a eles. Por assim se fortalecerem mutuamente, não desistiriam de sua perseverança sob disciplina, mas receberiam a sua recompensa no tempo devido de Deus. — Hebreus 12:12.
38. Depois da Primeira Guerra Mundial, por que era especialmente necessário que o restante ungido fortalecesse mãos fracas e firmasse joelhos debilitados?
38 Do mesmo modo, nos tempos modernos, por suportarem perseguições e dificuldades às mãos de Babilônia, a Grande, e seus cúmplices mundanos, os do restante ungido dos israelitas espirituais passaram por severas experiências disciplinares. Naturalmente, quando acabou a Primeira Guerra Mundial em 11 de novembro de 1918 e eles entraram no período do após-guerra, cuja duração não sabiam então, precisavam fortalecer as mãos fracas e firmar os joelhos vacilantes. Deviam empenhar-se então na maior obra da história da congregação cristã desde Pentecostes de 33 E. C. Precisavam empenhar-se na obra de após-guerra com passo firme, não mancando entre duas opiniões, mas convencidos de que Deus os guiava na direção certa. Os Tempos dos Gentios haviam terminado em 1914 E. C. O reino messiânico havia nascido nos céus, e todos os sinais preditos que se acumulavam davam prova disso. Chegara então o tempo de avançarem unidamente como testemunhas do reino messiânico de Jeová.
39, 40. (a) Como se disse ao restante ungido, em 1919: “Sede fortes. Não tenhais medo”? (b) Que evidência de destemor havia no discurso público na assembléia de Cedar Point?
39 Conforme nós, os mais antigos, sabemos muito bem, algo espantoso estava acontecendo com este restante de co-herdeiros do reino de Cristo, algo inteiramente inesperado, segundo nosso entendimento de então, das profecias bíblicas. Estávamos inclinados a ter “coração ansioso”. Mas, de fato, fomos informados: “Sede fortes. Não tenhais medo.” (Isaías 35:4) Esta exortação foi dada vigorosamente no artigo de duas partes, intitulado “Benditos os Destemidos”, publicado nos números da Torre de Vigia em inglês, de 1.º e 15 de agosto de 1919. Além disso, a realização da assembléia geral, de oito dias, em Cedar Point, Ohio, E. U. A., de 1.º a 8 de setembro de 1919, foi uma experiência estimulante, e ali se enfatizou a afirmação desafiadora: “Benditos os Destemidos.”
40 Bem diferente do que havia acontecido nas assembléias regionais de quatro dias, realizadas pelos do restante ungido durante 1918 E. C., enquanto ainda grassava a Primeira Guerra Mundial, nas quais não se anunciava e proferia nenhum discurso público, a particularidade destacada do Congresso de Cedar Point, de 1919, foi o discurso público ao ar livre, proferido pelo presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos E. U. A.), J. F. Rutherford, sobre o tema “A Esperança Para a Humanidade Angustiada”. Naquele discurso, o orador público declarou destemidamente que a Liga das Nações, então proposta para o estabelecimento de paz mundial e abundância, seria do desagrado de Deus. Não era “a expressão política do Reino de Deus na terra”, conforme os clérigos da cristandade haviam afirmado. Os presentes naquela assistência de 7.000 em Cedar Point, Ohio, que sobreviveram ao irrompimento da Segunda Guerra Mundial, em setembro de 1939, viram que o orador público lhes dissera a verdade. A Liga das Nações, patrocinada pelos clérigos religiosos, havia fracassado como protetora da paz mundial. A Segunda Guerra Mundial deu-lhe um golpe mortal e a lançou num abismo. Mas o verdadeiro reino messiânico, nascido nos céus em 1914, continua a reinar e a ser divulgado na terra pelas testemunhas cristãs de Jeová.
41. Assim, em 1919, o que indicava a evidência quanto ao que havia acontecido no caso dos do restante do Israel espiritual de Jeová?
41 De modo que em 1919 chegou o tempo para os do restante do Israel espiritual, de Jeová, demonstrarem ao mundo que haviam sido libertos de Babilônia, a Grande. Começaram a acumular-se as evidências de que haviam sido restabelecidos no favor Dele e que Ele os havia designado para serem suas testemunhas cristãs. Por outro lado, começaram a multiplicar-se as evidências do desagrado de Deus com Babilônia, a Grande, acumulando-se finalmente até o céu. Nunca mais, nem mesmo em tempo de guerra, poderia ela levar as testemunhas cristãs de Jeová ao exílio e silenciar seu testemunho do Reino.
42. (a) Contra quem era então tempo que Deus chegasse com “vingança”, e por quê? (b) Que papel desempenharia nisso o restante do Israel espiritual?
42 A exortação fortalecedora da profecia de Isaías continha a garantia: “Eis que vosso próprio Deus chegará com a própria vingança, Deus, até mesmo com retribuição. Ele mesmo chegará e vos salvará.” (Isaías 35:4) O primeiro congresso geral do após-guerra, em Cedar Point, Ohio, em 1919, e o recomeço da obra pública de testemunho naquele mesmo ano, constituíam símbolo claramente visível de que Jeová Deus havia salvo seu restante de israelitas espirituais da temível servidão em Babilônia, a Grande. Chegara então a ocasião de Ele vir com vingança contra aquele império mundial da religião falsa, que procede de Satanás, o Diabo, através da antiga Babilônia, sobre o rio Eufrates. Chegara então o tempo de Jeová vir para retribuir a Babilônia, a Grande, o que ela tinha feito à sua nação do Israel espiritual durante os séculos de nossa Era Comum. Usaria então o restante do Israel espiritual para proclamar o dia de Sua vingança e do modo em que Ele retribuiria a Babilônia, a Grande, e seus cúmplices políticos e militares. — Isaías 61:1, 2; 2 Tessalonicenses 1:6.
A TRANSFORMAÇÃO DOS RELIGIOSAMENTE ALEIJADOS
43. Que efeito da ação de Deus a favor de seu povo previu o profeta Isaías?
43 Que reação previu o profeta Isaías à sua exortação estimulante, que ele foi usado a transmitir aos adoradores de Jeová, cujo domínio religioso havia por um tempo ficado semelhante a um “ermo”, uma “região árida” e uma “planície desértica”? Que efeito teria sobre eles a vinda de Deus e sua salvação deles, enquanto ao mesmo tempo trazia vingança e retribuição aos opressores e desoladores? “Naquele tempo”, responde o profeta “abrir-se-ão os olhos do cegos e destapar-se-ão os próprios ouvidos dos surdos. Naquele tempo o coxo estará escalando como o veado e a língua do mudo gritará de júbilo. Pois no ermo terão arrebentado águas, e torrentes na planície desértica. E o solo crestado pelo calor se terá tornado como um banhado de juncos, e a terra sedenta, como fontes de água. No lugar de permanência de chacais, para eles um lugar de repouso, haverá grama verde com canas e plantas de papiro.” — Isaías 35:5-7.
44. O que significa abrirem-se “os olhos dos cegos”, e como se fez isso em 537 A. E. C.?
44 Libertação da masmorra escura — isto é o que a abertura dos olhos dos cegos queria dizer! Tal iluminação dos olhos por meio da libertação foi a obra para a qual Jeová reservou seu Servo messiânico, no tempo devido, dizendo-lhe: “Eu te estive resguardando para te dar como pacto [ou penhor] para o povo, para reabilitar a terra, para fazer que se reentre na posse das desoladas propriedades hereditárias, para dizer aos presos: ‘Saí!’, aos que estão em escuridão: ‘Revelai-vos!’” (Isaías 49:8, 9) Assim, no ano 537 A. E. C., depois de a antiga Babilônia ter caído diante do conquistador persa, Ciro, o Grande, Deus tirou do longo encarceramento em Babilônia seu povo exilado, para verem a luz da liberdade nas suas “propriedades hereditárias”, sua amada pátria.
45. Que abertura dos “olhos dos cegos” ocorreu em 1919?
45 Do mesmo modo no ano de 1919 E. C., Jeová trouxe para fora seu restante ungido, cujos olhos haviam sido cegados pelo encarceramento em Babilônia, a Grande, a fim de que vissem a luz de seu favor no seu restabelecido domínio espiritual. Com o passar do tempo, seus olhos absorveram cada vez mais a crescente beleza de seu domínio espiritual.
46. Em que sentido eram ‘surdos’ seus ouvidos, mas em que tem resultado destaparem-se-lhes os ouvidos?
46 Quanto aos seus ouvidos de entendimento espiritual, haviam sido ensurdecidos para com as profecias bíblicas sobre a restauração deles e sobre a obra de testemunho mundial que tinham depois de seu livramento de Babilônia, a Grande. Não ouviram explicado o significado correto destas profecias. Então, depois de seu retorno ao seu domínio espiritual revivificado, começaram a ouvir tais profecias, conforme explicadas por meio da organização de Deus, e começaram a entender o sentido de tais profecias, em vias de cumprimento. Cumprira-se fielmente a promessa divina: “Naquele dia os surdos hão de ouvir as palavras do livro, e dentre as trevas e dentre a escuridão até mesmo os olhos dos cegos verão. E os mansos certamente incrementarão a sua alegria no próprio Jeová e até mesmo os pobres da humanidade jubilarão no próprio Santo de Israel.” (Isaías 29:18, 19) Até o dia de hoje, os ouvidos dos adoradores cristãos de Jeová permanecem abertos para com as mensagens que procedem das profecias que se vão desenrolando. Mantêm os ouvidos abertos para com as ordens divinas que procedem de Sua Palavra escrita, com respeito à obra do Reino agora a ser feita em toda a terra.
47. (a) Em que sentido havia sido coxo o restante? (b) Conforme predito, como estão “escalando como o veado”?
47 Houve também um milagre espiritual para com o “coxo”. Os do restante do Israel espiritual haviam sido tornados coxos, por Babilônia, a Grande, e pelo uso que esta fez das autoridades políticas, judiciais e militares dos países. Impediu-se seriamente de se movimentarem em público e com a mais plena liberdade de religião. Mas, quando se ouviu a exortação de Deus mediante Isaías e houve o fortalecimento das mãos fracas e dos joelhos vacilantes, restabeleceu-se o andar constante, firme e seguro dos israelitas espirituais que reagiam favoravelmente. Conforme se predissera: “Naquele tempo o coxo estará escalando como o veado.” Empreenderam-se vigorosamente trabalhos como que íngremes no serviço do Reino de Jeová. Era preciso pular e saltar na obra a ser feita, na pregação destas “boas novas do reino . . . em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações”. (Mateus 24:14) Em sentido figurado, foi uma escalação para organizar todos os israelitas espirituais, restabelecidos, para pregarem a mensagem do Reino de casa em casa.
48. Quando começou “a língua do mudo” a ‘gritar de júbilo’, e qual foi a causa disso?
48 “E a língua do mudo gritará de júbilo.” (Isaías 35:6) Isto também se cumpriu no restabelecimento do Israel espiritual no seu devido domínio espiritual, na era do após-guerra. Tinham muitos motivos para louvar o Deus de sua salvação, ao observarem a transformação de sua situação na terra. Em vez de continuarem a anelar seu lar celeste, acharam a vida mais agradável no seu domínio espiritual na terra. “Pois no ermo terão arrebentado águas, e torrentes na planície desértica.” A vida no serviço do Reino de Deus, aqui na terra, tornou-se-lhes espiritualmente revigorante. Água da vida passou a fluir da Bíblia Sagrada, ao passo que o espírito de Deus a tornava mais compreensível, e o significado de suas profecias tornava-se mais pleno e emocionantemente animador. Portanto, não era este um motivo estimulante para os adoradores restabelecidos de Jeová ‘gritarem de júbilo’, sendo que sua língua havia estado ‘muda’ por causa da desolação espiritual que antes os confrontara? Sim, de fato!
49. Conforme predito em Isaías 35:7, que mais havia de resultar da bênção de Jeová sobre o seu povo?
49 Em resultado das chuvas de bênção que Deus fez descer sobre seu restante restabelecido do Israel espiritual, passaram a animar-se em sentido figurativo, diante dos seus olhos, os aspectos alegradores adicionais da profecia de Isaías: “E o solo crestado pelo calor se terá tornado como um banhado de juncos, e a terra sedenta, como fontes de água. No lugar de permanência de chacais, para eles um lugar de repouso, haverá grama verde com canas e plantas de papiro.” — Isaías 35:7.
50. (a) O que sugere a menção de “chacais”? (b) Que mudança é indicada pelo aparecimento de “grama verde com canas e plantas de papiro”?
50 A menção de chacais traz à mente cenas de desolação. O chacal é uma espécie de cão carniceiro, selvático, que freqüenta regiões solitárias e ermas, e até mesmo lugares que se parecem a um deserto. Sua presença sugere regiões áridas e de aspecto estéril. Deixado em tal estado seco, o lugar de permanência e de repouso de chacais não seria um lugar desejável para homens viverem. Clamariam e orariam por água, por fontes e por chuva. Provendo-se tal irrigação, formar-se-iam banhados de juncos nas depressões. Até mesmo plantas de papiro cresceriam ali. E tapetes de grama verde cobririam a antiga planície desértica. Homens poderiam passar a morar ali, e não mais haveria o uivo e o latido dos chacais, para aumentar a estranheza da crescente escuridão da noite. Tal mudança notável começou em 537 A. E. C.
51, 52. (a) Como se cumpriu esta parte da profecia no caso da pátria dos judeus exilados? (b) De maneira similar, o que tem ocorrido desde 1919 E.C.?
51 Antes da desolação da terra do reino de Judá, pelos babilônios, que vieram pelo caminho do norte, o profeta Jeremias predissera em que resultaria a sua vinda, dizendo “Escuta! Uma notícia! Eis que ela chegou, também um grande retumbo desde a terra do norte, a fim de fazer das cidades de Judá um baldio desolado, guarida de chacais.” Ele disse também, como porta-voz de Jeová: “Eu vou fazer de Jerusalém montões de pedras, guarida de chacais; e das cidades de Judá farei um baldio desolado, sem habitante.” — Jeremias 10:22; 9:11.
52 Por conseguinte, quando os judeus exilados partiram de Babilônia e voltaram à sua pátria, depois de esta ter jazido como baldio desabitado durante setenta anos, havia guaridas, lugares de permanência e de repouso de chacais, que precisavam ser transformados em lugares relvosos, com lagoas plácidas, em cujas beiras crescessem juncos e plantas de papiro. Assim, os judeus repatriados reconquistaram o baldio e os chacais foram embora. De modo similar, em sentido figurado, começou a haver uma mudança nos aspectos externos do domínio espiritual do restante liberto do Israel espiritual, a partir de 1919 E. C. A partir de então, quaisquer poluentes de seu domínio espiritual, quando descobertos, eram expurgados. Mas, quanto às nações mundanas, prosseguiam poluindo o globo terrestre como nunca antes. Apesar desta poluição mundial, eis um paraíso espiritual cultivado pelas testemunhas cristãs de Jeová, sob a bênção Dele e para a honra do nome Dele.
[Foto na página 141]
J. F. Rutherford falando no congresso de Cedar Point, Ohio, em 1919.
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O “caminho de santidade” para o paraíso espiritualEstá Próxima a Salvação do Homem da Aflição Mundial!
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Capítulo 9
O “caminho de santidade” para o paraíso espiritual
1. Que grandiosa perspectiva se apresentava aos exilados judaicos quando partiram de Babilônia em 537 A. E. C.?
UMA terra igual ao paraíso, em sentido literal! Era nisso que os exilados judaicos esperavam transformar sua pátria por muito tempo desolada, ao partirem de Babilônia, no ano 537 A. E. C. Tinham diante de si a perspectiva de realizar o cumprimento das palavras ardentes proferidas pelo profeta Isaías a respeito de sua pátria: “O ermo e a região árida exultarão, e a planície desértica jubilará e florescerá como o açafrão Sem falta florescerá e realmente jubilará com exultação e com grito de júbilo. Terá de se lhe dar a própria glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e de Sarom. Haverá os que verão a glória de Jeová, o esplendor de nosso Deus.” — Isaías 35:1, 2.
2. Que garantia lhes deu Deus, de terem um retorno seguro e bem sucedido à sua pátria?
2 Com tal grandiosa perspectiva diante de si, como deve ter satisfeito o coração do restante judaico liberto, e de seus companheiros leais, ao iniciarem a marcha para fora de Babilônia e realmente se dirigiram para casa! Deus assegurou-lhes consoladoramente que prepararia para eles um caminho especial, para um retorno seguro e bem sucedido à sua pátria ansiada. Suas palavras mediante seu profeta Isaías eram neste sentido: “E certamente virá a haver ali uma estrada principal, sim, um caminho; e chamar-se-á Caminho de Santidade. O impuro não passará por ela. E será para aquele que anda no caminho, e nenhuns tolos vaguearão nele. Ali não virá a haver leão e não subirá nele a espécie feroz de animais selváticos. Não se achará ali nenhum deles; e ali terão de andar os resgatados.” — Isaías 35:8, 9.
3. (a) O que tornava religiosamente impura Babilônia, da qual os Judeus partiam? (b) De que modo seria o caminho de retorno à terra de Judá na realidade um “Caminho de Santidade”?
3 A Babilônia pagã, para a qual os judeus sobreviventes da destruição de Jerusalém, em 607 A. E. C., haviam sido deportados, era religiosamente impura e ímpia. Sua terra estava cheia de ídolos e templos da adoração falsa. A pátria à qual os judeus libertos deviam retornar havia de ser solo religiosamente limpo, terra santa, porque ali será reconstruído o templo de Jeová Deus, no seu lugar original, e a província repovoada de Judá seria uma terra onde floresceria a adoração pura do único Deus vivente e verdadeiro. Certamente, pois, o caminho de retorno havia de ser um “Caminho de Santidade” de fato, não só de nome. Os retornados que usassem este caminho provido por Deus teriam de ter motivação santa, a de restabelecer na sua pátria por muito tempo desolada a adoração pura do Deus de Santidade. Este era o motivo principal pelo qual foram libertos de Babilônia. — Esdras 1:1-4.
4. (a) Como se mostraria veraz que, conforme predito, “o impuro não passará por ela”? (b) Que obrigação especial tiveram neste sentido Governador Zorobabel e o Sumo Sacerdote Josué?
4 “O impuro não passará por ela.” O israelita que fosse impuro com contaminação religiosa, babilônica, não teria direito de passagem na Via Sacra de volta para Judá e Jerusalém. Não devia levar de volta nada de natureza religiosa, babilônica, para transplantar no solo sagrado, onde havia de prevalecer a adoração exclusiva de Jeová Deus. A ordem divina aos que carregavam de volta os utensílios sagrados, para serem devolvidos ao templo de Jeová, a ser reconstruído em Jerusalém, era: “Desviai-vos, desviai-vos, saí de lá, não toqueis em nada impuro; saí do meio dela [Babilônia], mantende-vos puros, vós os que carregais os utensílios de Jeová.” (Isaías 52:11) A adoração de Jeová não se mistura de modo algum com a religião falsa, babilônica Portanto, o Caminho de Santidade não devia ser profanado por qualquer israelita apóstata, que tramasse introduzir a religião idólatra, babilônica, na pátria restabelecida. E o governador judaico Zorobabel, bem como o sumo sacerdote arônico Josué (ou Jesus), encarregados da marcha de volta para a província de Judá, tinham a obrigação de cuidar de que nenhum israelita apóstata, de intenções más, acompanhasse o restante de realmente arrependidos e de coração puro de volta a Jerusalém.
5. De quem se fala em Isaías 35:8 como sendo “aquele que anda no caminho”?
5 “E será para aquele que anda no caminho.” Quem seria este? Nunca poderia ser alguém impuro, que estava excluído de passar pelo caminho. Visto que o caminho em que tal devia andar é o Caminho de Santidade, deve ser alguém que vive à altura da santidade de Jeová, que procura ser santo, assim como Ele é santo. (Levítico 11:44, 45) Naturalmente, o próprio Jeová ia adiante dos israelitas libertos, cuja face se fixava na direção do monte santo de adoração em Jerusalém, e Ele seria notavelmente. Aquele que anda no caminho; nunca andaria num caminho ímpio, nem levaria seu povo por um caminho ímpio. (Isaías 52:12) Forçosamente, os que seguissem atrás dele no caminho precisariam ser santos iguais a Ele, não tocando em coisas impuras pertencentes à religião babilônica, falsa.
6, 7. Quem são os “tolos” que não teriam permissão de vaguear no Caminho de Santidade?
6 Isto é adicionalmente provado pela próxima sentença, que identifica aquele que é impedido de andar no Caminho de Santidade: “E nenhuns tolos vaguearão nele.” (Isaías 35:8) Com a designação de “tolos” não se fala ali daqueles que apenas são néscios, inexperientes, fazendo em ignorância aquilo que não é sábio. Tal pessoa, antes, é tolo perverso, alguém que obstinadamente se apega a um proceder nada sábio.
7 Jeová deu uma descrição fiel desta espécie de tolo, ao dizer ao profeta Jeremias: “Meu povo é tolo. Não fizeram caso de mim. São filhos estultos; e não são os que têm entendimento. São sábios para fazer o mal, mas para fazer o bem eles realmente não têm conhecimento.” (Jeremias 4:22) Por causa de sua tolice arraigada e persistente sofreram a desolação de Judá e de Jerusalém, e sua deportação para a terra pagã de Babilônia. Assim, pois, com o retorno do restante fiel à sua pátria desolada, tais “tolos” não tinham permissão de vaguear livremente pela Estrada de Santidade, nem de passar a tomá-la.
8. Conforme mostra Isaías 35:9, de que mais se prometia que os judeus estariam livres no retorno para sua pátria?
8 Não só não haveria contato com elementos indesejáveis na estrada de retorno para a sua pátria, longe da religiosamente poluída Babilônia, mas tampouco haveria animais ferozes, carnívoros, de tocaia ao longo da estrada, para atacar os que usassem o caminho de volta para o favor de Jeová. A promessa divina era: “Ali não virá a haver leão e não subirá nele a espécie feroz de animais selváticos. Não se achará ali nenhum deles; e ali terão de andar os resgatados.” — Isaías 35:9.
9. Prometia isso segurança apenas contra ataques por animais, ou contra o quê?
9 Assim, nenhum animal feroz, antropófago, infestaria o Caminho de Santidade. Se não haveria tais animais perigosos para aterrorizar o caminho de retorno à adoração de Jeová na Sua terra escolhida, então tampouco homens animalescos ou turbas de homens teriam permissão de assaltar repentinamente e atacar a fileira dos em marcha, para saquear e matar. De modo que não deveria haver temor no coração dos do restante liberto do povo de Jeová quanto a empreender a viagem de retorno pelo caminho provido por Ele. Havia corajosamente um restante que em plena confiança no Deus Todo-poderoso se ofereceu a ser os primeiros a andar no caminho. Conforme estava escrito: “E ali terão de andar os resgatados.”
10. Por que havia aquele povo sido ‘vendido’ aos babilônios, e em que base estava sendo ‘resgatado’?
10 Estes eram os resgatados e remidos por Jeová Deus. Por causa da desobediência a Ele e da rebelião contra Sua adoração pura, o povo do reino de Judá havia sido ‘vendido’ aos babilônios, para ser deportado para a terra de seus captores. Muito antes de sua deportação para Babilônia, Jeová dissera-lhes: “A qual dos meus credores foi que vos vendi? Eis que fostes vendidos por causa dos vossos próprios erros e vossa mãe foi mandada embora por causa das vossas próprias transgressões.” Também: “Pois assim disse Jeová: ‘Foi por nada que fostes vendidos e será sem dinheiro que sereis resgatados.’” (Isaías 50:1; 52:3) Quer dizer, Jeová não tirou nenhum proveito pessoal da venda deles aos babilônios, nem tira qualquer proveito material do resgate deles da terra de seus captores, seus amos babilônicos.
LIBERTAÇÃO NÃO PAGA
11. Pagou-se algo aos babilônios, quando Deus tomou novamente posse de seu povo escolhido?
11 Os judeus deportados não pagaram a Jeová nenhum dinheiro para ele os resgatar, tampouco pagaram dinheiro aos babilônios, para comprarem de volta sua própria liberdade. Foi Jeová quem altruistamente os trouxe de volta, livrando-os das conseqüências do próprio erro e das transgressões deles. Não devia nada aos babilônios por terem levado cativo seu povo e os retirado da terra que Deus lhes deu. Por isso, não teve de pagar nada aos babilônios por tomar novamente posse de Seu povo escolhido, exceto retribuir vingança aos babilônios pelas depredações que causaram à sua cidade santa de Jerusalém, ao templo dela e ao trono do reino de Davi. — Jeremias 51:11, 36, 37; 1 Crônicas 29:23.
12. De que modo foi o hodierno restante do Israel espiritual ‘resgatado’ “sem dinheiro”?
12 No equivalente moderno, Jeová Deus não deve nada a Babilônia, a Grande, e seus cúmplices mundanos, pela libertação do restante do Israel espiritual do domínio deles, no ano de 1919 E. C. Tampouco o restante ungido pagou qualquer dinheiro a Babilônia, a Grande, ou aos reis e governantes do mundo, com os quais ela comete fornicação espiritual para comprar a sua própria libertação. O crédito pela sua libertação, em 1919, cabia apenas a Jeová, porque ele os ‘resgatou’ das conseqüências das suas faltas, por satisfazer a Sua própria justiça por meio de seu Servo ungido, Jesus Cristo.
13. Depois de sua libertação de Babilônia, a Grande, o discernimento do restante a respeito de que se tornou cada vez mais claro, e o que envolvia isso?
13 Assim foi que, como povo resgatado, os do restante do Israel espiritual voltaram as costas para Babilônia, a Grande, e tomaram a Estrada de Santidade. Sua atitude era de arrependimento, ao passarem a reconhecer cada vez mais suas faltas, falhas e delinqüência padas, especialmente durante a Primeira Guerra Mundial. Seu discernimento se tornou cada vez mais agudo quanto a terem de dar santidade ao seu Libertador divino, de Lhe terem de dar devoção exclusiva. Isto lhes impôs manterem-se separados deste mundo, da organização visível do Diabo. Tinham de ser plenamente leais à soberania Dele, conforme então representada pelo reino messiânico, recém-nascido nos céus, em 1914 E. C. Por conseguinte, tinham de pregar o Reino, tinham de proclamá-lo em todo o mundo.
14. (a) Que manchas de impureza precisava o povo de Deus eliminar de sua vida? (b) Com que devem aqueles que desejam servir a Deus harmonizar sua conduta e sua atitude?
14 Visto que a Estrada de Santidade se destinava apenas para os puros, precisavam ser limpos de toda e qualquer contaminação e maculação que tivessem sofrido no cativeiro e na servidão em Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa. Portanto, fora com suas festas religiosas! Fora com as festas nacionalistas deste mundo, de que Babilônia, a Grande, é amiga! (Tiago 4:4) Fora com qualquer transigência com ela e as tradições dela! A Palavra Sagrada de Deus, a Bíblia, era a coisa com que se harmonizar. É com os ensinos dela que devemos transformar a mente, para discernirmos a vontade de Deus e termos a atitude certa da mente e do coração.
15. (a) Desde que eles mesmos se comportassem corretamente, faria alguma diferença se tolerassem no seu meio os persistentemente “tolos”? (b) Por que não seria a Estrada de Santidade ameaçada por homens animalescos?
15 Somente por tal proceder podiam os do restante do Israel espiritual obter o pleno favor do Deus da Bíblia Sagrada e entrar no paraíso espiritual, que reservara para eles. Que o chamado domínio cristão, a cristandade, e os demais de Babilônia, a Grande, prosseguissem no seu caminho ‘tolo’ durante o período do após-guerra, mas, quanto aos do restante ungido, não teriam nada que ver com tais “tolos”. Não tolerariam quaisquer “tolos” no seu meio, visto que a Palavra de Deus especificara que “nenhuns tolos vaguearão [pela Estrada de Santidade]”. (Isaías 35:8) Além disso, não permitiriam que a Estrada de Santidade fosse ameaçada por homens ou organizações humanas semelhantes a leões ou a alguma espécie feroz de animal selvático. O medo de tais homens e organizações aterrorizadores não amedrontaria os arrependidos que buscassem o favor de Deus, para não entrarem e tomarem sua Estrada de Santidade. O temor Dele minimizaria ou anularia o medo de homens ferozes, especialmente visto que o próprio Jeová é o principal, o na dianteira, “que anda no caminho”.
16. (a) Em que ano começou o restante ungido a andar pela Estrada de Santidade? (b) Apercebiam-se de que estavam abandonando Babilônia a Grande?
16 Com crescente apreço do que Deus requeria deles naquele período do após-guerra, de restabelecimento e reconstrução, os “resgatados” de Jeová começaram em 1919 E. C. a andar por sua Estrada de Santidade. Sabiam definitivamente que se separavam da companhia ou servidão daquela meretriz religiosa, Babilônia, a Grande, porque, depois dos maus tratos sofridos às mãos dela e de seus amantes mundanos, durante a Primeira Guerra Mundial, tinham tanto mais motivos para odiá-la e se opor a ela. Reconheciam que ela era culpada de sangue e impura, e não queriam ter nenhum contato com ela em qualquer fraternização religiosa. Conheciam a ordem divina de Isaías 52:11: “Parti, parti, saí dali, não toqueis em coisa impura; saí do meio dela; sede limpos, os que levais os vasos do SENHOR.” (Versão Autorizada inglesa do Rei Jaime) (Veja o número de 1.º de novembro de 1918 da revista Watch Tower [Sentinela], página 333, sob o título “A Pureza É Qualificação do Sacerdócio Real” — “Sede limpos, os que levais os vasos do Senhor.” — Isaías 52:11.) Portanto, os do restante ungido cumpriram com esta ordem.
17. (a) A quem aplicou o apóstolo Paulo a ordem divina de Isaías 52:11? (b) Portanto, que ação precisa tomar a pessoa antes de se tornar verdadeiro cristão?
17 Lá no ano 537 A. E. C., esta ordem aplicava-se aos judeus exilados, cativos na antiga Babilônia. Mas depois do ano 33 de nossa Era Comum, quando os judeus naturais, circuncisos, foram repudiados por Jeová Deus, por rejeitarem o Messias dele, o apóstolo cristão Paulo aplicou esta ordem divina aos israelitas espirituais, o Israel cristão. Citando Isaías 52:11, Paulo escreveu à congregação cristã em Corinto, na Acaia (Grécia), e disse: “Não vos prendais a um jugo desigual com incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? . . . Pelo que, saí vós do meio deles e separai-vos, diz o Senhor; e não toqueis coisa imunda, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.” (2 Coríntios 6:14-18, IBB) Conseqüentemente, lá no primeiro século de nossa Era Comum, os crentes tinham de abandonar Babilônia, a Grande, antes de poderem tornar-se verdadeiros cristãos. Assim se dá também neste século vinte E. C.
18, 19. Numa resolução adotada numa assembléia cristã em 1923 E. C. a que ação se exortou as pessoas tementes a Deus em Babilônia a Grande?
18 Esta espécie de requisito divino, para alguém tornar-se verdadeiro cristão, foi especificado no ano de 1923 E. C. Em 18 a 26 de agosto daquele ano, realizou-se em Los Angeles, Califórnia, E. U. A., uma de várias assembléias regionais da Associação Internacional dos Estudantes da Bíblia. Na tarde de sábado deste congresso, J. F. Rutherford, como presidente da A. I. E. B., falou perante a assistência (de aproximadamente 2.500 pessoas neste congresso) sobre o assunto de “Ovelhas e Cabritos”, baseado na parábola de Jesus, registrada em Mateus 25:31-46. No fim deste discurso, o orador leu uma resolução pertinente e propôs a adoção dela pela assistência. Com exceção de alguns que se abstiveram, a assistência pôs-se de pé para adotar esta resolução oportuna. Os últimos dois parágrafos da resolução são de interesse especial neste momento. Os dois parágrafos rezavam:
Nós, portanto, no espírito de amor, damos o aviso a todos esses que amam a paz e a ordem, e que temem a Deus, associados com as igrejas denominacionais, e indicamos-lhes o fato de que não podem ter parte nem associação com aquela classe de pretensos cristãos, que repudiam a Palavra de Deus e negam o Senhor Jesus Cristo e seu reino; e convocamo-los para acatar a Palavra de Deus e a separar-se da coisa imunda (2 Coríntios 6:17), para retirar-se dos sistemas eclesiásticos, injustos, chamados pelo Senhor de “babilônia”, e para ‘sair dela, para não se tornarem participantes nos seus pecados e receberem suas pragas’ (Revelação 18:4); e
Instamos com todos esses a reconhecerem Jesus Cristo como Rei dos reis e Senhor dos senhores, e que seu reino, agora presente, é a esperança e a salvação dos povos; e que, individual e coletivamente, se declarem estar do lado do Senhor e em harmonia com a sua causa, e que estão prontos a receber as bênçãos do reino de Deus, que ele lhes preparou desde a fundação do mundo.
19 Depois, esta Resolução foi publicada em forma de tratado, em vários dos idiomas principais, e distribuída por toda a terra, em dezenas de milhões de exemplares. — Veja The Watch Tower (A Sentinela) de 1.º de novembro de 1923, páginas 326, 327.
20. (a) Em 1934, que medidas adicionais foram tomadas para ajudar os semelhantes a ovelhas a tomar a Estrada de Santidade junto com o restante ungido? (b) A que grupo dos que abandonaram Babilônia junto com os exilados judaicos correspondem os semelhantes a ovelhas?
20 Esta Resolução não mandava que essas pessoas semelhantes a ovelhas fizessem uma plena dedicação de si mesmas a Deus, mediante Cristo, e que fossem batizadas em símbolo desta dedicação. Isto veio mais tarde, só no ano de 1934. (Veja The Watchtower de 15 de agosto de 1934, página 250, parágrafo 34.) Não obstante, a Resolução de 1923 foi um dos passos progressivos na preparação desta classe dos semelhantes a ovelhas para o proceder que, no tempo devido, os colocaria na Estrada de Santidade, junto ao restante do Israel espiritual. Tais pessoas semelhantes a ovelhas, que faziam o bem ao restante dos ungidos, eram similares aos netineus (Dados) que deixaram a terra de Babilônia em 537 A. E. C. e voltaram junto com o restante fiel do Israel natural para a terra desolada de Judá e para o lugar anterior de Jerusalém (ou Sião). Tais antigos netineus não só tinham certo serviço braçal relacionado com o templo de Jerusalém, mas também participavam na reconstrução daquela cidade santa. (1 Crônicas 9:2; Esdras 2:43-54, 58, 70; 7:24; 8:17-20; Neemias 3:26, 31; 7:46-56, 60, 73) Iguais aos da antiguidade, os atuais netineus semelhantes a ovelhas têm sido muito úteis ao restante ungido dos irmãos espirituais de Cristo.
RETORNO ALEGRE
21. Com que atitude mental voltou o restante israelita a Sião, em 537 A. E. C., e por que era isso apropriado?
21 Ser liberto duma organização religiosa, pagã, e recomeçar a adoração religiosa, pura, sob renovado favor e bênção do único Deus vivente e verdadeiro devia ser um acontecimento alegre para todo aquele que buscasse a religião certa. Isto é exatamente o que foi para o restante israelita, lá no ano de 537 A. E. C. O profeta Isaías foi inspirado a predizer a alegria daquela ocasião, dizendo: “E retornarão os próprios remidos por Jeová e certamente chegarão a Sião com clamor jubilante; e sobre a sua cabeça haverá alegria por tempo indefinido. Alcançarão exultação e alegria, e terão de fugir o pesar e o suspiro.” — Isaías 35:10.
22. A quem usou Jeová para trazer a libertação (a) do restante judaico em 537 A. E. C., e (b) do restante do Israel espiritual neste século vinte?
22 Para os antigos israelitas, o cumprimento em miniatura desta profecia animadora começou no ano 537 A. E. C., no primeiro ano do reinado do rei persa Ciro, o Grande. (2 Crônicas 36:20-23; Esdras 1:1-4; Isaías 44:26 a 45:7) Assim como lá naquele tempo Jeová Deus usou seu predito servo ungido, o Rei Ciro, para trazer a libertação e soltura do restante-judaico, de Babilônia, assim também neste século vinte, este mesmo Deus usou o Ciro Maior, o reinante Rei Jesus Cristo, para realizar a libertação e soltura do restante do Israel espiritual, de Babilônia, a Grande. — Revelação 14:1-8.
23, 24. (a) Qual é o preço dos “resgatados” mencionado em Isaías 43:1-4? (b) Portanto, o que recebeu Ciro, o Grande, em troca pelos Israelitas naturais, que ele restabeleceu na sua pátria? (b) Em que sentido são “resgatados” os do restante do Israel espiritual desde 1919 E. C.?
23 Os que retornaram pela Estrada de Santidade para Sião (ou Jerusalém) foram chamados de “resgatados”, “os próprios remidos por Jeová”. (Isaías 35:9, 10) O preço de resgate, o preço de redenção, neste caso, foi profeticamente mencionado em Isaías 43:1-4, nas seguintes palavras: “E agora, assim disse Jeová, teu Criador, o Jacó, e teu Formador, o Israel: ‘Não tenhas medo, porque eu te resgatei. Eu te chamei pelo teu nome. Tu és meu. Se passares pelas águas, vou estar contigo; e pelos rios, eles não passarão por cima de ti. Se andares através do fogo, não ficarás chamuscado, nem te crestará a própria chama. Porque eu sou Jeová, teu Deus, o Santo de Israel, teu Salvador. Dei o Egito como resgate por ti, a Etiópia e Sebá, em lugar de ti. Devido ao fato de que tens sido precioso aos meus olhos, foste considerado honroso e eu mesmo te amei. Darei homens em lugar de ti e grupos nacionais em lugar da tua alma.’”
24 Em lugar do restante do Israel natural, que Ciro, o Grande, restabeleceu na sua pátria, o Deus de Justiça deu a ele e a seus descendentes territórios Africanos, e os povos e grupos nacionais deles, por meio de conquista. Estes constituíam o preço de resgate, o valor de redenção, o resgate. (Ester 1:1-4) Neste nosso século vinte, Jeová diz ao seu Ciro Maior, Jesus Cristo, com respeito ao restante do Israel espiritual e da “grande multidão” de pessoas semelhantes a ovelhas, similares aos antigos netineus: “Pede-me, para que eu te dê nações por tua herança e os confins da terra por tua propriedade. Tu as quebrantarás com um cetro de ferro, espatifá-las-ás como se fossem um vaso de oleiro.” (Salmo 2:8, 9) Por conseguinte, os do restante arrependido do Israel espiritual, soltos de Babilônia, a Grande, desde 1919 E. C., podem ser biblicamente chamados de “resgatados”, “os próprios remidos por Jeová”. Em sentido específico, pois, pertencem a Jeová Deus, mediante Cristo.
25. (a) Voltaram todos os israelitas exilados ao mesmo tempo de Babilônia para Jerusalém? (b) Nos tempos modernos, foi no ano de 1919 que todos os que constituem o restante do Israel espiritual abandonaram Babilônia, a Grande?
25 O primeiro grupo de exilados que abandonaram Babilônia e foram para Sião, em 537 A. E. C., compunha-se no máximo de 49.942 pessoas, das quais 42.360 eram israelitas. Os demais eram escravos e cantores profissionais. (Neemias 7:66, 67; Esdras 2:64, 65) Sessenta e nove anos depois, ou em 468 A. E. C., cerca de 1.500 homens e suas famílias juntaram-se ao fiel sacerdote arônico Esdras em retornar a Jerusalém, com a permissão do rei persa Artaxerxes (Longímano). Isto deve ter dado grande encorajamento ao primeiro contingente dos exilados judaicos, retornados, que se esforçavam em cultivar e embelezar a amada pátria, na qual haviam sido restabelecidos. (Esdras 7:1 a 8:15) Em nosso século vinte, foi a partir de 1919 E. C. que os do restante ungido do Israel espiritual começaram a sair da servidão de Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa. Durante os anos que se seguiram à Primeira Guerra Mundial, e especialmente até 1935 E. C., o número do restante ungido aumentou, ao passo que mais abandonaram Babilônia, a Grande, para constituir o restante. Portanto, nem todos os membros do atual restante deixaram Babilônia, a Grande, e ficaram restabelecidos no favor e no serviço de Jeová em 1919. Nos anos depois de 1919, havia continuamente pessoas que se livraram de Babilônia, a Grande, para entrar no domínio espiritual, paradísico, do restante restabelecido de Jeová.
26. (a) Como tem percorrido o restante hodierno a Estrada de Santidade, para longe de Babilônia, a Grande, e para o paraíso espiritual? (b) Onde se evidenciou logo cedo a sua alegria com a sua situação mudada, e de quanta duração se mostrou esta alegria?
26 Diferente do caso dos exilados judaicos em 537 A. E. C., o restante hodierno do Israel espiritual não teve de viajar de um lugar geográfico na terra para outro. De Babilônia, a Grande, passaram pela Estrada de Santidade para o paraíso espiritual por obedecerem à ordem de Deus, de se livrarem da servidão à ímpia Babilônia, a Grande, e tomarem sua posição no domínio espiritual, livre, do restante restabelecido de Jeová. Só era preciso assistir ao congresso internacional em Cedar Point, Ohio, E. U. A., de 1.º a 8 de setembro de 1919, para reconhecer que era “com clamor jubilante” que os do restante dos israelitas espirituais haviam começado a andar pela Estrada de Santidade e haviam retornado ao favor de Deus, ‘chegando a Sião’. A alegria e o renovado zelo daquele primeiro congresso geral do após-guerra, dos adoradores de Jeová, estenderam-se às congregações de Seu povo dedicado, em todas as partes da terra. A alegria com a liberdade religiosa, livres de Babilônia, a Grande, e com a reintegração no seu domínio espiritual, dado por Deus, não era passageira, de pouca duração. Conforme predisse Isaías 35:10: “Sobre a sua cabeça haverá alegria por tempo indefinido.” Ergueram a cabeça com alegria aumentada, ao intensificarem seus esforços em pregar mundialmente “estas boas novas do Reino” e ao discernirem cada vez mais o paraíso espiritual que se cultivava no seu domínio espiritual.
27, 28. Em 537 A. E. C., o que aconteceu em cumprimento da última parte de Isaías 35:10?
27 Tinham de se cumprir as palavras da profecia divina: “Alcançarão exultação e alegria, e terão de fugir o pesar e o suspiro.” (Isaías 35:10) No ano 537 A. E. C., no começo do sétimo mês lunar (tisri), os judeus repatriados reuniram-se em Jerusalém e reconstruíram o altar de Jeová, no local do templo, para renovar ali a oferta de sacrifícios a ele. Daí, no décimo quinto dia de tisri, começaram a celebrar a festividade das barracas, de sete dias, que regularmente era a festividade mais alegre do ano, em todo o calendário judaico de acontecimentos anuais. (Esdras 3:1-6) No segundo ano de seu retorno do exílio, no segundo mês lunar do calendário sagrado, sua alegria aumentou ainda mais quando se lançaram os alicerces do templo de Jeová, no lugar original dele, no monte Moriá. As emoções de alguns os levaram a lágrimas, mas outros alegraram-se:
28 “Portanto, o povo não distinguia o som do grito de alegria do som do choro do povo, pois o povo dava um grande grito e o som dele se ouvia a grande distância.” — Esdras 3:8-13.
29. No caso do restante do Israel espiritual, como lhe fugiram “o pesar e o suspiro”?
29 Tudo isso era um modelo em miniatura da indizível exultação e alegria que o restante restabelecido do Israel espiritual tinha depois de sua libertação de Babilônia, a Grande. O pesar por causa do que haviam sofrido às mãos de Babilônia, a Grande, e de seus amantes mundanos, durante a Primeira Guerra Mundial, desapareceu com a alegria diante das bênçãos de seu transformado domínio espiritual. Os suspiros a que se haviam entregado por causa da servidão e restrição religiosa desapareceram. As dificuldades da era do após-guerra do mundo, até mesmo incluindo os horrores e as perseguições da Segunda Guerra Mundial, não podiam sufocar sua exultação e alegria com Jeová e seu reino messiânico reinante. Não ficaram pesarosos com estas coisas mundanas, e nunca mais se sujeitaram à servidão religiosa à Babilônia, a Grande, ao ponto de fazê-los suspirar por causa de opressões adicionais por parte dela.
30, 31. (a) A partir de 1935 E. C., quem se juntou ao restante na Estrada de Santidade? (b) Que motivos de alegria tiveram eles, segundo predito em Revelação 7:16, 17?
30 Ao contrário, sua alegria aumentou ao afluir para eles uma crescente “grande multidão” de adoradores de Jeová Deus, semelhantes a ovelhas. Esta “grande multidão” de “outras ovelhas”, iguais aos netineus do antigo Israel, começaram a seguir o restante ungido pela Estrada de Santidade, a partir do ano de 1935 E. C. (Revelação 7:9-17; João 10:16; Mateus 25:31-46) Em lealdade a Jeová Deus e ao reino celestial de seu Filho Jesus Cristo, tais fugitivos de Babilônia, a Grande, semelhantes a ovelhas, dão ajuda ativa e consolo aos do restante dos israelitas espirituais, os “irmãos” espirituais do Rei Jesus Cristo. Têm abundante alegria com sua própria liberdade religiosa e participam plenamente na alegria do restante ungido, no seu domínio espiritual, transformado. Assim como está escrito a respeito da “grande multidão” em Revelação 7:16, 17:
31 “Não terão mais fome [espiritual], nem terão mais sede [espiritual], nem se abaterá sobre eles o sol [da desaprovação divina], nem calor abrasador, porque o Cordeiro, que está no meio do trono, os pastoreará e os guiará a fontes de águas da vida. E Deus enxugará toda lágrima dos olhos deles.”
32. Que motivo adicional de “alegria por tempo indefinido” aguarda os da “grande multidão” e do restante do Israel espiritual?
32 A esta “grande multidão” de seguidores do Cordeiro Jesus Cristo, semelhantes a ovelhas, oferece-se a esperança de sobreviverem à vindoura “grande tribulação”, na qual este sistema mundano de coisas será levado ao eterno fim. (Revelação 7:14) Junto com o fiel restante ungido do Israel espiritual, esperam sobreviver para o prometido novo sistema de coisas sob o reino messiânico de Deus. Não será para eles uma alegria passar por isso? Deveras, pode-se dizer tanto a respeito do restante ungido como a respeito da “grande multidão” que “sobre a sua cabeça haverá alegria por tempo indefinido”. (Isaías 35:10) Ao passo que a terra fica cada vez mais poluída pelas coisas nocivas da humanidade egoísta hoje em dia, o paraíso espiritual usufruído pelo restante divinamente abençoado e pela “grande multidão” de companheiros amorosos floresce com saúde animada.
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O Rei temente a Deus do paraíso espiritualEstá Próxima a Salvação do Homem da Aflição Mundial!
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Capítulo 10
O Rei temente a Deus do paraíso espiritual
1. Quanto aos dignos de morar hoje no paraíso espiritual, o que aprendemos da expulsão de Adão e Eva do Éden?
QUANDO nossos primeiros pais, Eva e Adão, comeram, em desobediência, do fruto proibido, Deus os sentenciou à morte e os expulsou do Jardim do Éden. O Paraíso de Delícias não era lugar para rebeldes contra o Plantador e Dono do jardim. (Gênesis 2:8 a 3:24) Isto estabeleceu a norma com respeito àqueles que Jeová Deus considera dignos de morar hoje no paraíso espiritual.
2. (a) Como afetam a atitude e a conduta de outros a vida que a pessoa usufrui, mesmo num ambiente que é belo para os olhos? (b) Portanto, que elementos são excluídos por Jeová do paraíso espiritual?
2 O meio ambiente natural de alguém talvez seja muito parecido a um paraíso, mas, quando os vizinhos em todo o redor são egotísticos, sem lei, ferozes, ateus, não é um lugar agradável em que viver. Pessoas assim podem tornar a vida miserável, insegura e desfavorável para a espiritualidade e piedade. A vida na terra, hoje em dia, com seu crescente crime, tornou-se assim, mesmo em bairros suburbanos que os moradores procuram manter belos para os olhos. Jeová Deus manteve o paraíso original da humanidade livre de tais elementos humanos, indesejáveis. Atualmente, mantém o paraíso espiritual do restante do Israel espiritual e de seus companheiros cristãos, semelhantes a ovelhas, livre de tais elementos humanos, prejudiciais e nocivos.
3. (a) De que procedência vêm os habitantes do paraíso espiritual? (b) Por conseguinte, que mudanças se exigem deles?
3 Os aprovados como habitantes do paraíso espiritual, não importa se são do restante do Israel espiritual ou da “grande multidão” de companheiros semelhantes a ovelhas, procedem de pessoas de todas as raças, nacionalidades, cores e línguas, de origem natural. (Revelação [Apocalipse] 5:9, 10; 7:9, 10) Como descendentes naturais de Adão e Eva, herdaram a imperfeição e a pecaminosidade. Cultivaram diversas atitudes e disposições, segundo a situação em que nasceram, foram criados ou influenciados moralmente. A mensagem do reino messiânico de Deus encontrou-os nesta condição e lhes foi pregada. (Mateus 24:14) Portanto, para pessoas de tipos tão diferentes viverem pacífica e amorosamente juntas num paraíso espiritual, é preciso primeiro uma transformação notável de personalidade, para tornar os habitantes do paraíso homogêneos, de mentalidade e disposição iguais. Isto exige muito mais do que mera influência humana. Exige o espírito irresistível de Deus.
4, 5. (a) Que espécie de governante seria necessário para produzir tal transformação? (b) Em que profecia bíblica se prediz tal governante, e como é ele identificado pelo apóstolo Paulo?
4 Bem vital para a transformação da personalidade, para a vida no paraíso espiritual, na terra, é um governante que tenha o espírito de Jeová Deus e se deleite em transmitir este espírito aos seus súditos no Paraíso. Tal governante do Paraíso forçosamente teria de ser um governante celestial, sobre-humano, sob o qual todos os habitantes do Paraíso se uniriam de bom grado, segundo a vontade de Deus. O Deus Todo-poderoso já proveu esse governante espiritual, celestial, em cumprimento da profecia inspirada de Isaías 11:1-10. A profecia, registrada trezentos anos depois do reinado bem sucedido do Rei Davi, filho de Jessé, de Belém, indica a fonte da qual procederia tal governante cheio de espírito. O apóstolo cristão Paulo não deixa dúvida sobre quem é este governante, quando ele, no auge de seu argumento, cita a profecia de Isaías 11:10, dizendo à congregação mista, de judeus e gentios, em Roma:
5 “Para que, de comum acordo, com uma só boca, glorifiqueis o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, acolhei-vos uns aos outros, assim como também o Cristo nos acolheu, visando glória para Deus. Pois eu digo que Cristo se tornou realmente ministro . . . para que as nações glorificassem a Deus pela sua misericórdia. Assim como está escrito: . . . E, novamente, Isaías diz: ‘Haverá a raiz de Jessé, e haverá um surgindo para governar as nações; nele é que as nações basearão a sua esperança.’” — Romanos 15:6-12; Isaías 11:10, segundo a Versão dos Setenta grega.
6, 7. (a) De quem era Jesus descendente, conforme indicado na profecia? (b) Quando Jesus Cristo apareceu no cenário terrestre, como estava a vasta maioria dos judeus inclinada a encará-lo? (c) Como indicara o profeta Isaías que do ponto de vista mundano, o Messias não seria de aspecto muito impressionante?
6 Jesus Cristo, por descender do Rei Davi, filho de Jessé, que pertencia à tribo de Judá, também era descendente deste Jessé de Belém de Judá. (Mateus 1:1-6; 2:4-6; Miquéias 5:2) No entanto, Jesus Cristo apareceu no cenário terrestre mais de seiscentos anos depois da derrubada do reino de Davi em Jerusalém, pelos babilônios, em 607 A. E. C., e, naquele tempo, a vasta maioria dos judeus não estava inclinada a pensar que ele era o Messias, o predito Ungido por meio de quem todas as nações seriam eternamente abençoadas. Para os judeus incrédulos, ele parecia ser pretendente muito improvável do reinado do reino messiânico de Deus. Não tinha aspecto muito impressionante, segundo seu conceito mundano. Mas a própria profecia de Isaías indicava que seria assim. Em comparação com os governantes orgulhosos e de aspecto pretensioso, da terra, não parecia nada promissor. Portanto, a fim de salientar esta comparação unilateral, o versículo inicial de Isaías, capítulo onze, é precedido pelos seguintes dois versículos finais do capítulo dez:
7 “Eis que o verdadeiro Senhor, Jeová dos exércitos, está truncando galhos com terrível estrondo; e os que cresceram altos, estão sendo cortados, e os próprios eminentes ficam rebaixados. E ele derrubou as moitas da floresta com um instrumento de ferro, e o próprio Líbano cairá por meio de um poderoso.” — Isaías 10:33, 34.
8. (a) Ali, em Isaías 10:33, 34, quem é comparado com as árvores maciças do Líbano? (b) Como se mostrou veraz que ‘o próprio Líbano caiu por meio de um poderoso’?
8 Nos dias de Isaías, a Potência Mundial Assíria era a maior ameaça mundana para Jerusalém e a linhagem reinante dos reis descendentes de Davi, filho de Jessé. Pelo que parece, pois, a profecia de Isaías comparava o rei assírio e suas poderosas forças militares com árvores maciças dos montes do Líbano. Durante a vida de Isaías, quando o Rei Senaqueribe, da Assíria, e seus aterrorizantes exércitos devastaram a terra de Judá, até mesmo a cidade real de Jerusalém parecia estar ao seu alcance, como prêmio. Nesta crise, o Deus Todo-poderoso e Altíssimo passou a agir. Por meio dum “poderoso”, um anjo celestial, Jeová fez adormecer na morte 185.000 soldados de Senaqueribe, numa única noite. Os “galhos” da Assíria caíram com estrondo, como se a floresta sempre-verde do monte Líbano estivesse caindo, e o humilhado rei assírio, Senaqueribe, viu-se obrigado a fugir para casa, sofrendo morte violenta com o decorrer do tempo. — Isaías 37:33-38.
9. Por meio de quem foi cortada a linhagem davídica de reis, e, em resultado, com o tempo, que perguntas exigiam respostas?
9 Portanto, não foi pelos assírios, mas sim pela conquista posterior da terra de Judá pelos babilônios, em 607 A. E. C., que a linhagem reinante dos sucessores do Rei Davi ficou igual ao toco duma árvore que havia sido cortada. Com o passar dos séculos sobre este toco simbólico de árvore, tornaram-se cada vez mais urgentes as perguntas: Será que sairia novamente algo deste tronco de árvore? Cresceria esta árvore real novamente, conforme indicavam as profecias inspiradas por Deus? Será que o cetro régio foi finalmente desviado da tribo de Judá, para todo o sempre? (Gênesis 49:10) Mostrou-se o reino, pelo qual Deus fizera um pacto com Davi, apenas de longa duração, mas não eterno, não infindável? (2 Samuel 7:8-16) A profecia de Isaías, capítulo onze, fornecia a resposta infalível.
O REI SOBRE QUEM POUSA O ESPÍRITO DE JEOVÁ
10, 11. O que disse o profeta Isaías a respeito de certo “renovo”, e por que não era algo a ser desprezado por causa de sua pequenez?
10 No arranjo de Deus, o dia de coisas pequenas não deve ser desprezado; e o início humilde do verdadeiro Messias não devia ser encarado como sem grandes possibilidades. Assim como os governantes “que cresceram altos”, da Potência Mundial Assíria, foram derrubados, assim o Deus Todo-poderoso pode fazer um pequeno, de espécie humilde, tornar-se alto e dar muito fruto. O que é um pequeno renovo ou rebentão comparado com um cedro maciço num monte do Líbano? Muito insignificante, contudo, Isaías 11:1, 2, passa a dizer:
11 “E do tronco [ou: toco] de Jessé terá de sair um renovo; e das suas raízes frutificará um rebentão. E sobre ele terá de pousar o espírito de Jeová, o espírito de sabedoria e de compreensão, o espírito de conselho e de potência, o espírito de conhecimento e do temor de Jeová.”
12. (a) Quem é representado pelo “renovo” e pelo “rebentão”? (b) Nos dias de Isaías, qual era a condição da árvore real que tinha suas raízes em Jessé, mas o que aconteceu com ela em 607 A. E. C.?
12 Que o “renovo” e o “rebentão” representavam a mesma coisa e que representavam uma pessoa é evidente do fato de que a profecia diz que “sobre ele terá de pousar o espírito de Jeová”. O “renovo” e “rebentão” da mesma fonte representam um rei ungido com o espírito de Jeová Deus, portanto, o Messias. Nos dias do profeta Isaías, a árvore real com suas raízes em Jessé, pai do Rei Davi, ainda não havia sido cortada, para sobrar apenas um toco ou tronco e suas raízes na terra. Essa árvore real compunha-se da linhagem de reis da família real de Davi e ela permaneceu até o ano de 607 A. E. C. Daí foi cortada pelos babilônios, quando estes deportaram o rei para Babilônia e destruíram sua cidade real, Jerusalém. Cumpriu-se assim a ordem divina àquele último rei davídico reinante, Zedequias, sob a força das circunstâncias: “Remove o turbante e retira a coroa. Esta não será a mesma. Põe no alto o rebaixado [a série de potências mundiais gentias, uma após outra] e rebaixa o que estiver no alto [o reino messiânico na linhagem de Davi]. Uma ruína, uma ruína, uma ruína a farei. Também, quanto a esta, certamente não virá a ser de ninguém, até que venha aquele que tem o direito legal, e a ele é que terei de dá-lo.” — Ezequiel 21:25-27.
13. Cumpriu Zorobabel em 537 A. E. C., a profecia a respeito do “renovo” e “rebentão”?
13 Em 537 A. E. C., quando o conquistador persa de Babilônia, Ciro, o Grande, restabeleceu os judeus exilados na terra de Judá, Zorobabel, da linhagem real de Davi, não foi coroado e empossado num trono régio na reconstruída Jerusalém. O Rei Ciro o fez apenas governador da província persa de Judá. (Lucas 3:27-32; Mateus 1:6-13) Portanto, Zorobabel não era aquele que tinha o direito legal, a quem seria dado o reino, com seu turbante régio e sua coroa. Ele não cumpriu a profecia a respeito do “renovo” e “rebentão” que saíram do toco e das raízes de Jessé.
14. (a) Quando surgiu e frutificou o “renovo” e “rebentão”, e como? (b) Pouco depois, o que disse Natanael sobre o cargo para o qual Jesus fora ungido?
14 Quando, e na pessoa de quem, surgiu e frutificou o “renovo” e “rebentão”? Isto aconteceu mais de meio milênio depois de Zorobabel, no ano 29 de nossa Era Comum e durante o reinado do imperador romano Tibério César. No começo do outono setentrional daquele ano, um descendente real de Davi, a saber, Jesus, filho de Maria, de Belém, foi batizado no rio Jordão por João Batista. Foi então que este Jesus se tornou Filho espiritual de Deus, pois foi então que desceu sobre ele o espírito de Deus e se ouviu desde o céu a voz de Deus dizendo: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” (Mateus 3:13-17) Desta maneira, Jesus não foi só gerado pelo espírito de Deus, para ser Filho espiritual de Deus, mas ele foi também ungido com o espírito de Deus, para ser o Rei-Designado da linhagem real de Davi. Em reconhecimento disso, cerca de dois meses depois, Natanael, prospectivo discípulo de Jesus, o Messias, disse-lhe: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel.” — João 1:29-49.
15. (a) Perto do fim da vida terrestre de Jesus, Pedro disse que discernia que Jesus era quem? (b) O “renovo” ou “rebentão” que apareceu em 29 E.C. tornou-se árvore plenamente desenvolvida em que ano, e o que aconteceu nesta ocasião?
15 No último ano de seus trinta e três anos e meio como homem na terra, Jesus perguntou aos seus doze apóstolos quanto a quem haviam discernido que ele era. Simão Pedro respondeu prontamente: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.” (Mateus 16:13-16; Marcos 8:27-30, PIB; Lucas 9:18-21, MC) De modo que Pedro chamou Jesus de “Messias de Deus”. Os que falavam grego chamavam-no de “o Cristo de Deus”. Como recém-designado Messias ou Cristo, este Jesus era o simbólico ‘renovo saído do tronco de Jessé’ e o simbólico “rebentão” que saiu das raízes de Jessé através do “tronco”. No entanto, este toco ou “tronco” continuou ainda por muitos séculos sem caule, até o começo do outono setentrional de 1914 E. C., e foi então que o “renovo” ou “rebentão” realmente se tornou plena árvore frutífera, Rei reinante, Messias reinante. Isto se deu porque acabaram então os Tempos dos Gentios e chegou o tempo de se inverterem as coisas. A série de potências mundiais gentias, que haviam sido ‘postas no alto’ em 607 A. E. C., tinham de ser novamente rebaixadas, ao passo que o reino messiânico da linhagem real de Davi, que havia sido ‘rebaixado’, tinha de ficar novamente “alto”. — Lucas 21:24, Almeida.
16. (a) A partir da ocasião em que Jesus foi ungido, que qualidades lhe concedeu o espírito de Jeová? (b) Foram tais qualidades concedidas anteriormente a qualquer homem por meio do espírito de Deus?
16 A partir do tempo da unção de Jesus, depois de seu batismo em água, o espírito de Jeová deveras pousou sobre ele. Mostrou ser “o espírito de sabedoria e de compreensão, o espírito de conselho e de potência, o espírito de conhecimento e do temor de Jeová”. (Isaías 11:2) Estas qualidades concedidas a Jesus Cristo pelo espírito de Jeová correspondem às qualidades concedidas ao construtor da tenda sagrada de reunião, nos dias do profeta Moisés. Notamos isso em Êxodo 31:1-3: “E Jeová continuou a falar a Moisés, dizendo: ‘Vê, eu deveras chamo por nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá. E eu o encherei do espírito de Deus em sabedoria e em entendimento, e em conhecimento, e em toda espécie de artesanato.’” (Também, Êxodo 35:31; veja Zion’s Watch Tower, de 15 de novembro de 1907, páginas 349, 350.) Ora, se Bezalel, construtor do tabernáculo sagrado de adoração, precisava do espírito de Deus em sabedoria, entendimento, conhecimento e artesanato, Jesus, o Messias, certamente precisava destas mesmas qualidades no seu cargo mais responsável de Rei.
17. Que paralelo observa na operação do espírito de Deus sobre Davi e sobre Jesus, depois da respectiva unção deles?
17 Lembramo-nos de que, depois de o profeta Samuel ungir o menino pastor Davi, de Belém, para ser rei-designado de Israel, então, conforme nos diz 1 Samuel 16:13, “o espírito de Jeová começou a tornar-se ativo em Davi daquele dia em diante”. De modo similar, depois da unção de Jesus com a força ativa de Deus, no rio Jordão, o espírito de Deus tornou-se especialmente ativo nele.
18. Apresente exemplos que mostrem que, naquilo que Jesus fazia, havia evidência de que lhe foram concedidos pelo espírito de Deus sabedoria, entendimento e conhecimento especiais.
18 “Ora, Jesus, cheio de espírito santo, afastou-se do Jordão e foi conduzido pelo espírito, lá no ermo, por quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. Outrossim, ele não comeu nada naqueles dias.” Tendo-se-lhe concedido sabedoria, entendimento e conhecimento pelo espírito de Deus, Jesus resistiu com bom êxito às propostas que lhe foram feitas pelo Diabo como tentações. “Jesus voltou então no poder do espírito para a Galiléia. E a boa fama dele espalhou-se por toda a região circunvizinha. Começou também a ensinar nas sinagogas deles, sendo tido em honra por todos.” (Lucas 4:1-15) Na sinagoga de Nazaré, seus anteriores companheiros maravilhavam-se com o que falava e perguntavam: “Onde obteve este homem tal sabedoria e tais obras poderosas? Não é este o filho do carpinteiro?” (Mateus 13:53-55; Marcos 6:1-3) Jesus tinha então capacidades especiais, porque, conforme lhes dissera anteriormente, Deus o ungira com espírito santo para ser o Messias. — Lucas 4:16-22.
19. (a) Como salientaram adicionalmente os apóstolos Pedro e Paulo o efeito que o espírito de Deus tinha sobre o Filho dele? (b) Portanto, em resultado da operação do espírito de Deus, o que aconteceu com aquele que costumava ser um “renovo” nada impressionante?
19 Anos depois da morte, ressurreição e ascensão de Jesus ao céu, o apóstolo Pedro enfatizou o efeito do espírito de Deus sobre seu Filho, dizendo: “Deus o ungiu com espírito santo e poder, e ele percorria o país, fazendo o bem e sarando a todos os oprimidos pelo Diabo; porque Deus estava com ele.” (Atos 10:38) O apóstolo Paulo escreveu com referência ao glorificado Jesus Cristo no céu, ao dizer: “É devido a [Deus] que estais em união com Cristo Jesus, que se tornou para nós sabedoria de Deus.” (1 Coríntios 1:29, 30) As filosofias dos chamados sábios de nossa muito propalada Era do Cérebro não se podem comparar com a faculdade intelectual do glorificado Jesus Cristo, pois, “cuidadosamente ocultos nele se acham todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento”. (Colossenses 2:3, 8) Assim, por estar sobre ele o espírito do Deus Todo-sábio, aquele que começou na terra como nada impressionante ‘renovo saído do tronco de Jessé’ tornou-se o Rei messiânico superior a todos os antigos governantes terrestres, dentro e fora de Israel.
20, 21. Também os seguidores ungidos de Jesus Cristo são chamados de “rebentão” — de quem?
20 Aos olhos de Deus, tudo depende de que procede o “renovo” ou “rebentão” para se ter ou não ter importância e valor. Ser o Servo de Jeová “rebentão” das raízes de Jessé de Belém era de importância vital para Deus. De quem procede o “rebentão”? A resposta a esta pergunta é o que decide as questões. É assim no caso dos seguidores das pisadas do Servo ungido.
21 Visto que o Servo e seus discípulos são membros da organização universal de Deus, de sua figurativa “mulher” ou “esposa”, Deus lhe diz com referência aos membros dela, estes discípulos: “E quanto ao teu povo, todos eles serão justos; por tempo indefinido terão posse da terra, rebentão [nétser] da minha plantação, trabalho das minhas mãos, para eu ser embelezado. O próprio pequeno [tal como um rebentão] tornar-se-á mil e o menor, uma nação forte. Eu mesmo, Jeová, apressarei isso ao seu próprio tempo.” (Isaías 60:21, 22) Por este motivo, nem o Servo, nem seus discípulos fiéis passam a ser “rebentão detestado”, assim como a última dinastia de reis da antiga Babilônia. — Isaías 14:19.
22. Que certeza podemos ter de que o Rei messiânico não será um governante irresponsável, agindo como se não tivesse de prestar contas a alguém superior?
22 Este Rei messiânico não agirá como governante irresponsável para com a família humana, sobre a qual é designado para reinar por mil anos, depois de prender e lançar Satanás, o Diabo, e seus demônios num abismo. (Revelação 20:1-6) O espírito que pousou sobre o Rei age contrário a ele governar como se não tivesse de prestar contas a ninguém superior. O espírito sobre ele não é só o de sabedoria, entendimento, conselho e potência, mas também o de conhecimento e “do temor de Jeová”. Ele teme a Jeová, e tal temor controla o exercício de sua regência messiânica.
23. Como encara ele pessoalmente este “temor de Jeová”?
23 Este “temor de Jeová” não é um incômodo para o Rei, nem interfere na sua ação livre e irrestrita como Rei. Ele gosta de ter tal temor, e lhe é um prazer ver também tal “temor de Jeová” no coração de seu súditos. A profecia de Isaías prossegue: “E deleitar-se-á no temor de Jeová.” (Isaías 11:3) A tradução inglesa de Byington reza: “E ele perfumará pelo temor de Jeová.” A versão da Liga de Estudos Bíblicos reza (11:2): “Ele respira o temor de Javé.” A tradução inglesa de Rotherham reza: “De modo que achará fragrância [tirará fôlego] na reverência de Iavé.” — Margem.
O JUIZ QUE LIVRA OS OPRIMIDOS
24, 25. Conforme descrito adicionalmente por Isaías, que espécie de juiz mostra ser o Rei messiânico?
24 Um juiz que faz as suas decisões no temor de Jeová Deus é alguém de quem se pode depender para se fazer a justiça. As pessoas de inclinações justas, de toda a terra, têm aguardado e ansiado tal juiz. Esta é a espécie de juiz que o Rei messiânico de Jeová vem a ser. Depois de falar sobre o “temor de Jeová”, do Rei, o profeta Isaías prossegue:
25 “E não julgará pelo que meramente parece aos seus olhos, nem repreenderá simplesmente segundo a coisa ouvida pelos seus ouvidos. E terá de julgar com justiça os de condição humilde e terá de dar repreensão com retidão em benefício dos mansos da terra. E terá de golpear a terra com a vara da sua boca; e ao iníquo entregará à morte com o espírito de seus lábios. E a justiça terá de mostrar ser o cinto de seus quadris, e a fidelidade, o cinto de seus lombos.” — Isaías 11:3-5.
26. Como será assegurada a justiça pelo fato de que ele “não julgará pelo que meramente parece aos seus olhos, nem repreenderá simplesmente segundo a coisa ouvida pelos seus ouvidos”?
26 Imagine como será a terra, com um juiz global assim como descrito aqui, o enaltecido Jesus Cristo! Não será possível enganá-lo. Poderá ver atrás da aparência superficial das coisas, através de todo o disfarce. Não se deixará desencaminhar por conversa enganosa, tal como os argumentos especiosos de advogados de defesa. Meras palavras não valerão perante ele; o que valerá é a condição do coração, e ele poderá discerni-la. Não dependerá de jurados compostos de homens e mulheres imperfeitos, para determinar a inocência ou a culpa de quem é julgado. Terá o mesmo espírito que agia no caso do apóstolo cristão Pedro, quando percebeu a aparência e as palavras enganosas dos hipócritas Ananias e Safira, e os informou de que tinham de sofrer a morte por tentarem mentir ao espírito santo de Deus. — Atos 5:1-11; veja Mateus 22:15-22.
27. Como beneficiará seu julgamento “os de condição humilde” e os “mansos da terra”?
27 Este Juiz messiânico é uma dádiva de Deus para os “de condição humilde” e “mansos da terra”. Não tem medo de repreender o opressor dos indefesos sob o atual sistema de coisas. Refutará os argumentos justificativos dos opressores e lhes provará que estão errados e que são injustos. Corrigirá os assuntos, endireitando-os do modo como devem ser. Isto será justo e reto fazer, sem injustiça para com os opressores. Nenhum sindicato do crime florescerá sob o seu reinado; ele esmagará o crime organizado.
28. Quais são a “vara da sua boca” e “o espírito de seus lábios” que o Juiz messiânico dirigirá contra os iníquos?
28 As decisões do Juiz messiânico entrarão em vigor. Não são algo que não se possa fazer valer, algo que possa ser revogado ou anulado por um apelo para um tribunal superior. (João 5:22-24) O que procede de sua boca ao sentenciar o transgressor será igual a uma vara de punição. Será executado sem falta e sem demora. O culpado sentirá isso. O que proceder de entre os seus lábios será como que uma força ativa mortífera, contra a qual os iníquos não terão escudo. Morrerão por causa da operação deste espírito, procedente dentre seus lábios, ao passo que estes proferem a sentença de morte. Não se permitirá mais a iniqüidade; o Rei-Juiz messiânico não está mancomunado com ela.
29. Como virão a ser para ele a justiça e a fidelidade qual cinto, com que efeito para a sua atuação?
29 A qualidade moral que fortalece o Juiz sobre quem pousou o espírito de Jeová é igual a um cinto para seus quadris ou seus lombos. É um cinto de justiça, um cinto de fidelidade. Ele não tem fraqueza quanto a inclinações injustas. O que o domina e motiva é a justiça segundo a norma perfeita de Deus. Ele é fiel ao encargo que recebeu de Jeová Deus. Não conhece nenhum outro proceder senão o de fidelidade a Jeová, o Juiz Supremo. Quando esteve aqui na terra, como homem perfeito, provou sua fidelidade a Deus, embora tivesse de morrer de maneira muito injusta. Lançou assim de volta, na face do Grande Acusador falso, Satanás, a mentira que há muito fora levantada contra os adoradores de Jeová. Satanás, o Diabo, insistira em que o funcionário mais alto de Jeová, seu Filho unigênito, não se mostraria fiel a Deus, se fosse testado até o limite pelo Principal Adversário de Deus, anjos e homens. — Jó 1:1 a 2:5.
30. Quando terminaram os Tempos dos Gentios, contra quem agiu primeiro o Juiz messiânico, e com que resultado?
30 Assim, em vez de ir atrás dos iníquos mais fracos na terra, a “arraia miúda”, o Juiz messiânico foi primeiro atrás do poderoso mais alto de toda a iniqüidade organizada, Satanás, o Diabo. Isto foi o que aconteceu no céu logo depois do nascimento do reino messiânico lá em cima, assim que acabaram os Tempos dos Gentios em 1914 E. C. Sabendo bem onde agir, o empossado Rei messiânico travou guerra contra Satanás, o Diabo, e seus anjos demoníacos. Esta guerra terminou com a expulsão daqueles iníquos dos santos céus. O Rei vitorioso os mantém agora presos na vizinhança de nossa terra. Assim que acabar o “curto período de tempo” para a restrição deles aqui, o Rei messiânico os porá em cadeias e encarcerará num abismo, longe da vizinhança de nossa terra. — Revelação 12:7-13; 20:1-3.
31. Que ação adicional tomará o Rei contra todos os que estiverem fora do paraíso espiritual?
31 Visto que é assim que o Rei temente a Deus trata os cabeças diabólicos de toda a iniqüidade organizada, o que se segue logicamente? Ora, para terminar a questão, o Rei terá de matar na terra os que se endureceram no pecado e se aferraram à organização visível do Diabo. Desta maneira, a ímpia sociedade humana, que está fora do paraíso espiritual dos adoradores de Jeová, sentirá o golpe recebido pela “vara” da boca judicial dele. Seu decreto de punição será executado neles. Sua própria justiça intrínseca o fortalecerá, igual a um cinto, para fazer isso. Sua fidelidade ao Deus da justiça o sustentará, igual a um cinto, ao fazer isso.
32. (a) Que efeito terá essa ação sobre os que agora estão dentro do paraíso espiritual? (b) Mesmo já agora, o que fazem pessoalmente para embelezar seu paraíso espiritual?
32 Tal ação corajosa contra toda a iniqüidade organizada, no céu e na terra, significará grande alívio para os adoradores de Jeová, que agora usufruem o favor e a proteção dele no seu paraíso espiritual. São gratos a ele, por prover tal Rei justo sobre seu paraíso espiritual. Procuram cultivar cada vez mais em si mesmos as qualidades evidenciadas do espírito de Deus que pousou sobre este Rei messiânico. Assim embelezam seu paraíso espiritual.
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Nem dano nem ruína no paraíso espiritualEstá Próxima a Salvação do Homem da Aflição Mundial!
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Capítulo 11
Nem dano nem ruína no paraíso espiritual
1. As qualidades morais de quem são refletidas por aquele que é Rei sobre o paraíso espiritual?
FOI dito que a qualidade moral de qualquer governo humano representa aquilo que o próprio povo governado é. Tal observação foi feita pelos próprios estadistas do mundo. Todavia, isso não se dá entre os que agora ocupam o paraíso espiritual, que o Soberano Senhor Jeová estabeleceu para seus adoradores na terra. Como Soberano Universal, é Ele quem lhes coloca o governante e Rei sobre eles. Não foram eles os que escolheram e empossaram seu Rei sobre si mesmos, um rei modelado segundo eles, e, por isso, alguém que seria indulgente para com seu modo de vida materialista, egoísta e pecaminoso. Antes, os que estão no paraíso espiritual querem ter um Rei que seja à imagem de Jeová Deus, e querem imitar seu Rei dado por Deus e ser semelhantes a ele. Em sentido moral e religioso, querem ser o que são por causa do que seu Rei temente a Deus é. Sim, querem que aquilo que são represente o que seu Rei messiânico é, para a honra dele.
2, 3. Com que espécie de linguagem descreve Isaías 11:6-8 as mudanças de personalidade produzidas nos súditos do Rei messiânico?
2 A personalidade do Rei messiânico influi na personalidade de seus súditos no paraíso espiritual de modo excelente e edificante. A profecia de Isaías aponta nesta direção. Logo depois de descrever as qualidades e os atos do Rei messiânico suscitado por Jeová Deus, o profeta Isaías prossegue:
3 “E o lobo, de fato, residirá por um tempo com o cordeiro e o próprio leopardo se deitará com o cabritinho, e o bezerro, e o leão novo jubado, e o animal cevado, todos juntos; e um pequeno rapaz é que será o condutor deles. E a própria vaca e a ursa pastarão; juntas se deitarão as suas crias. E até mesmo o leão comerá palha como o touro. E a criança de peito há de brincar sobre a toca da naja; e a criança desmamada porá realmente sua própria mão sobre a fresta de luz da cobra venenosa.” — Isaías 11:6-8.
4. (a) O que é incomum nesta descrição, especialmente referente às feras? (b) Já existiram alguma vez tais condições na terra?
4 Neste espantoso quadro profético, algo afetou radicalmente os animais, em especial os animais ferozes do campo. Os animais ferozes não mais atacarão e devorarão os animais domesticados. Ter-se-ão tornado mansos e inofensivos, abandonando seus modos carnívoros e tornando-se vegetarianos. Ora, assim é que foi na terra, sim, no Jardim do Éden, antes de Jeová Deus colocar nele o homem e a mulher perfeitos. E embora fossem criados no meio duma terra cheia de vida animal, Adão e Eva não tinham medo de ser molestados por tais, e ambos também eram vegetarianos. Assim, por que se retrata na profecia tal transformação no domínio animal? Por que se retrata para nós profeticamente tal quadro de inofensividade e senso de segurança?
5. Qual é evidentemente o objetivo desta descrição agradável?
5 Evidentemente, é para retratar o que ocorrerá na sociedade humana sob o governo do Rei-Juiz messiânico, o entronizado Jesus Cristo nos céus. Mas, certamente, as coisas não seriam de um modo no domínio animal e de outro modo no domínio humano. Um terá de retratar o outro. A esfera inferior terá de retratar a esfera superior. Terá de prevalecer uma relação paradísica entre eles.
6. (a) Onde ocorreu tal transformação, e desde quando? (b) Qual é o motivo da mudança?
6 Tal transformação de caraterísticas há muito inerentes ainda não ocorreu no domínio animal. Não, nem mesmo embora o Rei messiânico já esteja reinando nos céus desde o fim dos Tempos dos Gentios no ano de 1914 E. C. No entanto, tal transformação de caraterísticas no mundo animal devia retratar a transformação ocorrida na sociedade humana. Em harmonia com tal intenção, essa transformação predita pela profecia a respeito do mundo animal aconteceu realmente no paraíso espiritual dos adoradores restabelecidos de Jeová. Tem sido assim desde a libertação deles de Babilônia, a Grande, culpada de sangue, a partir do ano de 1919 E. C. Toda esta transformação se deve à operação do “espírito de Jeová” e ocorre também porque os habitantes do paraíso espiritual têm sobre si o Rei messiânico, sobre quem pousou o “espírito de Jeová”. — Isaías 11:1, 2.
7, 8. (a) Que espécie de disposição costumavam ter muitos dos que agora estão no paraíso espiritual, e o que contribuía para tal condição? (b) Por que se aplica bem Efésios 2:1-3 aos que estão no paraíso espiritual?
7 Nem todos os que agora moram no paraíso espiritual do favor de Deus eram antes de disposição pacífica, igual à dum cordeirinho ou cabritinho domesticado, ou da vaca ou do animal cevado. Muitos, provavelmente a vasta maioria, tinham disposição semelhante à do lobo predatório, do leopardo ou do leão novo jubado, do urso, da naja ou de outras cobras venenosas. Em especial desde que o mundo entrou no que foi chamado de “Era da Violência”, em 1914, ano assinalado pelo irrompimento duma guerra em escala global, duma guerra mundial. Isto não contribuiu para a melhora da disposição e da inclinação das pessoas como um todo. Até mesmo a decência começou a declinar para aquilo que é hoje. A todos os habitantes do paraíso espiritual pode-se dizer do mesmo modo como foi dito à congregação cristã em Éfeso, na Ásia Menor, há dezenove séculos atrás:
8 “[Estivestes] mortos nas vossas falhas e pecados, nos quais andastes outrora segundo o sistema de coisas deste mundo, segundo o governante da autoridade do ar, o espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Sim, todos nós nos comportávamos outrora entre eles em harmonia com os desejos de nossa carne, fazendo as coisas da vontade da carne e dos pensamentos, e éramos por natureza filhos do furor, assim como os demais.” — Efé. 2:1-3.
9, 10. O que disse o apóstolo Paulo a respeito do anterior modo de vida daqueles das congregações cristãs em Corinto e em Roma?
9 Dizendo claramente que espécie de pessoas mundanas os membros da congregação cristã em Corinto, na Grécia, costumavam ser, o apóstolo Paulo escreveu-lhes: “O quê! Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não sejais desencaminhados. Nem fornicadores, nem idólatras, nem adúlteros, nem homens mantidos para propósitos desnaturais, nem homens que se deitam com homens, nem ladrões, nem gananciosos, nem beberrões, nem injuriadores, nem extorsores herdarão o reino de Deus. E, no entanto, isso é o que fostes alguns de vós. Mas vós fostes lavados, mas vós fostes santificados, mas vós fostes declarados justos no nome de nosso Senhor Jesus Cristo e com o espírito de nosso Deus.” — 1 Coríntios 6:9-11; veja também Colossenses 3:5-8.
10 Também, ao advertir os cristãos a não recaírem no seu anterior proceder mundano, o apóstolo Paulo escreveu à congregação de Roma, na Itália: “Sabeis a época, que já é hora de despertardes do sono, pois agora a nossa salvação está mais próxima do que quando nos tornamos crentes. A noite está bem avançada; o dia já se tem aproximado. Portanto, ponhamos de lado as obras pertencentes à escuridão e revistamo-nos das armas da luz. Andemos decentemente, como em pleno dia, não em festanças e em bebedeiras, nem em relações ilícitas e em conduta desenfreada, nem em rixa e ciúme. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não estejais planejando antecipadamente os desejos da carne.” — Romanos 13:11-14.
11. (a) De que modo mostraram muitos dos que agora estão no paraíso espiritual antigamente tendências semelhantes às de animais predatórios? (b) O que produziu a mudança na sua personalidade?
11 Assim, é bem provável que muitos dos mais de dois milhões que agora usufruem a provisão do paraíso espiritual de Deus antes tinham e ainda têm de lutar contra a disposição predatória, as tendências animalescas, associadas com os animais predatórios mencionados em Isaías 11:6-8. Nesta era de guerras mundiais, alguns dos habitantes estiveram literalmente naqueles conflitos mundiais e nas guerras menores no ínterim, e realmente agiram quais feras famintas em matar e procurar matar o próximo. Outros habitantes estiveram em empresas ou operações que tinham por negócio explorar as fraquezas das vítimas para lucro egoísta, sem se importarem com o dano físico e mental causado às suas vítimas. Mas agora, com a ajuda do espírito santo de Jeová, passaram por uma mudança de personalidade. O Rei que ele designou para o paraíso espiritual, o Rei messiânico, sobre quem pousou o espírito de Jeová, não permite tal pilhagem animalesca, mútua, dentro deste domínio espiritual dos adoradores de Jeová. (Efésios 4:20-24; Colossenses 3:10, 11) O amor fraternal, cristão, permeia o Paraíso.
12. Que efeito tiveram as palavras de Jesus, registradas em Mateus 18:1-4, sobre os que estão no paraíso espiritual?
12 Assim, de modo figurativo, o lobo domado deita-se com o cordeiro, também o leopardo com o cabritinho, e o bezerro, o animal cevado e o leão novo jubado se misturam a qualquer hora. Em vez de a ursa se alimentar da vaca e de suas crias, a ursa, a vaca e as crias delas pastarão juntas a forragem vegetariana. Vê-se até mesmo o leão comer palha como o touro. No paraíso espiritual, acataram-se as palavras de Jesus Cristo, o Rei: “A menos que deis meia-volta e vos torneis como criancinhas, de modo algum entrareis no reino dos céus. Por isso, todo aquele que se humilhar, semelhante a esta criancinha, é o que é o maior no reino dos céus.” (Mateus 18:1-4) De modo que agora é como se um mero pequeno rapaz fosse condutor de animais selvagens do campo.
13. A aplicação de que regra bíblica os ajudou a chegar à condição predita pelo profeta Isaías, e como?
13 O que ajuda nesta pacificidade e na ausência de ataques animalescos de uns aos outros no paraíso espiritual é que seus habitantes vivem segundo a regra de não fazerem parte deste mundo. (João 15:19; 17:14-16) Durante a Primeira Guerra Mundial, de 1914-1918 E. C., alguns do restante do Israel espiritual aceitaram serviço não-combatente nas forças armadas, e assim passaram a ter culpa de sangue por sua participação na responsabilidade comunal pelo sangue derramado na guerra. No entanto, em 1939, ano em que irrompeu a Segunda Guerra Mundial, todos os do restante do Israel espiritual e também os da “grande multidão” de companheiros semelhantes a ovelhas declararam-se a favor da absoluta neutralidade para com os conflitos mundiais, sem consideração de nacionalidade. A publicação do artigo sobre “Neutralidade”, no número inglês de 1.º de novembro de 1939 de A Sentinela (fevereiro de 1940, em português), esclareceu sua atitude. Não se afastaram desta atitude em nenhum tempo desde então. Coerentes com isso, nunca se meteram tampouco na política de qualquer nação, nem participaram nela, na qual há tanta vituperação e incitação a muitas hostilidades e ódios divisórios.
14. Que frutos são cultivados no paraíso espiritual, e como contribui isso para o cumprimento daquilo que foi predito em Isaías 11:6-8?
14 Cultivam-se os frutos do espírito de Jeová, em harmonia com o conselho do apóstolo Paulo: “Os frutos do espírito são amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio. Contra tais coisas não há lei. Além disso, os que pertencem a Cristo Jesus penduraram na estaca a carne com as suas paixões e desejos. Se estamos vivendo por espírito, continuemos também a andar ordeiramente por espírito. Não fiquemos egotistas, atiçando competição entre uns e outros, invejando-nos uns aos outros.” (Gálatas 5:22-26) Não havendo competições, nem rivalidades, exaltação ambiciosa de si próprio acima dos outros, não há difamações malignas, nem rancor. É como se a cobra venenosa, mesmo a naja, se sentisse segura e escolhesse não usar seu veneno, de modo que a criança de peito pode brincar sobre a toca da naja e a criança recém-desmamada pode pôr a mão sobre a fresta de luz da toca da cobra venenosa.
A PREVALÊNCIA DO CONHECIMENTO VITALIZADOR
15, 16. Onde mais, na profecia de Isaías, encontra-se uma profecia paralela, e que indícios há ali quanto ao tempo de seu cumprimento?
15 Uma profecia paralela no livro inspirado de Isaías fixa o tempo deste paraíso pacífico e espiritualmente seguro. Para sabermos o tempo do cumprimento da profecia, temos de considerar os versículos que levam a esta profecia paralela. Por isso, lemos o seguinte:
16 “‘Porque as aflições anteriores realmente terão sido esquecidas e porque ficarão realmente escondidas dos meus olhos. Pois eis que crio novos céus e uma nova terra; e não haverá recordação das coisas anteriores, nem subirão ao coração. Mas exultai e jubilai para todo o sempre naquilo que estou criando. Pois eis que crio Jerusalém como causa para júbilo e seu povo como causa para exultação. E eu vou jubilar em Jerusalém e exultar pelo meu povo; e não se ouvirá mais nela o som de choro, nem o som dum clamor de queixume. . . . Não labutarão em vão, nem darão à luz para perturbação; porque são a descendência composta dos escolhidos de Jeová, e seus descendentes com eles. E há de acontecer que antes que clamem, eu mesmo responderei; enquanto ainda estiverem falando, eu mesmo ouvirei. O lobo e o cordeirinho é que pastarão como se fossem um, e o leão comerá palha como o touro; e quanto à serpente, seu alimento será o pó. Não farão dano nem causarão ruína em todo o meu santo monte’, disse Jeová.” — Isaías 65:16-25.
17. Quando teve esta profecia seu primeiro cumprimento e qual foi então a “causa para júbilo”?
17 O primeiro cumprimento, em miniatura, desta magnífica profecia serve de modelo profético para prefigurar a realização final da profecia, em plena escala. O cumprimento em escala menor, ou em miniatura, da profecia de Isaías ocorreu depois do restabelecimento dos judeus exilados na sua pátria, a terra de Judá, nos dias do conquistador persa, Ciro, o Grande. Com o tempo, Jerusalém foi reconstruída no seu lugar anterior, e esta cidade santa veio a tornar-se “causa para júbilo”, quando se reconstruiu ali o templo de Jeová no seu lugar anterior e os sacerdotes e levitas reempossados prosseguiram com a adoração revivificada dele. A narrativa disso está registrada nos livros de Esdras e Neemias.
18. Quando ocorre o cumprimento final desta profecia, e, nesta ocasião, o que produz a predita transformação?
18 O cumprimento maior e final, portanto, ocorre num período similar de restabelecimento. É o tempo em que ocorre o restabelecimento do restante do Israel espiritual liberto da servidão sob a hodierna Babilônia, a Grande, no seu legítimo domínio espiritual no favor renovado de Jeová. Segundo a história do século vinte, isto ocorreu no ano que se seguiu ao fim da Primeira Guerra Mundial. O corajoso reavivamento da proclamação livre e aberta destas “boas novas do reino”, em todo o mundo, no ano de 1919 E. C., indicava que havia ocorrido o restabelecimento do restante liberto do Israel espiritual no seu domínio espiritual dado por Deus, na terra. Sob a bênção divina e a operação do espírito santo de Jeová, este domínio espiritual do restante ungido foi transformado num paraíso espiritual. É neste domínio que a beleza espiritual dos adoradores de Jeová Deus o glorifica e que há paz, união e segurança fraternais.
19. Identifique a Jerusalém que é “causa para júbilo” neste cumprimento final da profecia.
19 A Jerusalém que Jeová Deus criou como “causa para júbilo”, e na qual ele mesmo está alegre, não é a capital da república judaica de Israel, mas a Jerusalém celestial, à qual se chegou o restante do Israel espiritual. (Hebreus 12:22-29) É a sede do reino messiânico nascido nos céus no fim dos Tempos dos Gentios, em 1914 E. C. (Revelação 12:1-5) Esta cidade situa-se no Monte Sião celestial, o “monte santo” de Jeová, onde o Rei messiânico, Jesus Cristo, se ergueu em poder régio. — Salmo 2:6; Revelação 14:1-5.
20. A partir de 1919, por que houve correções da parte do restante do Israel espiritual quanto ao seu entendimento das profecias bíblicas?
20 Portanto, o tempo do cumprimento da profecia de Isaías, a respeito da transformação da disposição da vida animal, é a partir do ano do após-guerra de 1919 E. C. Isto assinalou o começo dum período de educação na Palavra escrita de Deus, do ponto de vista de que a profecia bíblica é entendida melhor depois de se ter cumprido. Portanto, precisava haver uma correção dos conceitos anteriores, e o restante sobrevivente do Israel espiritual precisava ser reajustado às realidades e oportunidades do após-guerra. A pregação destas “boas novas do reino” não havia de ser então dum futuro governo celestial, mas do reino messiânico de Deus já estabelecido nos céus, desde o fim dos “tempos designados das nações” gentias, no outono setentrional de 1914. Os do restante liberto deviam ser daí em diante testemunhas do Senhor Deus, Aquele que assumira seu grande poder para reinar em 1914 por meio do reino de seu Cristo. (Mateus 24:14; Lucas 21:24; Revelação 11:15-17) Este programa revisado de educação bíblica teve profundo efeito no restante. Orientou sua obra na direção certa.
21. Como predisse Isaías 11:9 o efeito desta obra educativa?
21 Esta obra educativa, junto com seus efeitos transformadores, é mencionada na parte adicional da profecia de Isaías, nas seguintes palavras: “Não se fará dano nem se causará ruína em todo o meu santo monte; porque a terra há de encher-se do conhecimento de Jeová assim como as águas cobrem o próprio mar.” (Isaías 11:9) O “não se fará”, neste versículo, pode referir-se aos animais selvagens mencionados nos três versículos precedentes. Aqueles versículos descrevem o lobo, o leopardo, o leão, a ursa, a naja e a cobra venenosa como não causando dano nem aos animais domésticos, nem às crianças inocentes.
22. Quem são realmente aqueles que, em resultado desta instrução, não mais fazem dano nem causam ruína?
22 No entanto, estes animais potencialmente nocivos devem ter sido usados como ilustrações aqui, na profecia, porque esses animais não poderiam ficar mentalmente afetados por se encher a terra com o conhecimento de Jeová. Portanto, a verdadeira aplicação da frase “não se fará” é aos habitantes do paraíso espiritual de Deus, para o restante restabelecido dele, do Israel espiritual, na terra. Essas pessoas inteligentes, tementes a Deus, são as que teriam sua disposição e seus empenhos transformados pelo recebimento do “conhecimento de Jeová”.
23-26. (a) Em harmonia com a profecia, a que nome deram cada vez mais ênfase as publicações da Torre de Vigia? (b) Ilustre isso com a Torre de Vigia de 1.º de agosto de 1919, em inglês.
23 Concordemente, nas publicações da Sociedade Torre de Vigia, o nome pessoal do Deus Altíssimo, Jeová, começou a destacar-se para identificar com maior nitidez Aquele de quem se falara anteriormente sob o título geral de Senhor ou Senhor Deus. Por exemplo, no sexto parágrafo do artigo principal “Benditos os Destemidos”, na Torre de Vigia (Sentinela) de 1.º de agosto de 1919, em inglês, comparou-se a situação do restante liberto do Israel espiritual com a do antigo Israel, quando estava prestes a atravessar o rio Jordão, para a Terra da Promessa, sob a liderança do sucessor de Moisés, Josué. Os israelitas necessitavam de encorajamento para avançar, e o parágrafo dizia:
24 “Josué, igual a Moisés, era homem manso, tendo pouca confiança na sua própria força, mas ele tinha grande fé em Deus e mostrou tal fé por encorajar o povo a avançar e a possuir o que Deus lhes prometera. Mas, Josué precisava de encorajamento, e o povo que havia de liderar precisava de encorajamento para realizar as tarefas que Jeová pusera diante deles. Deus começou tal encorajamento por dizer: ‘Agora, pois, levanta-te, atravessa este Jordão, . . .’”
25 O parágrafo oito (página 228) do mesmo artigo falava do triunfo obtido pelo Juiz Gideão e dizia: “Os israelitas haviam sido fracos na sua fé e obediência a Jeová, e os midianitas tiveram permissão de vir e ameaçar apossar-se da parte mais fértil de sua terra. A fidelidade da parte de Israel teria impedido esta ameaça de invasão. Os midianitas vieram numa grande multidão, de mais de 200.000, e acamparam-se em preparação para a batalha com os israelitas. Jeová tinha o propósito de obter uma grande vitória sobre estes inimigos de seu povo e a expulsá-los da terra prometida. . . . Jeová concedeu a Gideão a grande honra de ser o instrumento na sua mão, para a libertação de Israel. . . . Sob a direção de Jeová, Gideão convocou então voluntários dentre os israelitas, para combater as hostes de Midiã. . . .”
26 Falando sobre o pequeno bando de Gideão, de 300 voluntários especialmente escolhidos, o parágrafo seguinte dizia: “Este pequeno bando de 300 possuía os próprios elementos de caráter que agradavam a Jeová.” E assim prosseguia através do artigo inteiro até o último parágrafo, o qual dizia em parte: “Apenas os puros de coração é que são perfeitos no amor; portanto, segue-se, segundo as palavras de Jesus, que os destemidos — perfeitos no amor — puros de coração, são os que serão acolhidos no reino e que verão a Jeová.” — Página 233.
27. (a) O que é a “terra’’ que se enche do conhecimento de Jeová, conforme predito em Isaías 11:9? (b) Com que particularidade do novo pacto é coerente este aumento do “conhecimento de Jeová”?
27 Assim, o “conhecimento de Jeová” começou a espalhar-se e a encher “a terra”, quer dizer, o domínio espiritual do restante restabelecido do Israel espiritual, “o Israel de Deus”. (Gálatas 6:16) Este restante está no novo pacto mediado por Jesus Cristo entre Deus e a “nação santa” do Israel espiritual. Uma das particularidades deste pacto melhor é apresentada nas seguintes palavras proféticas: “‘E não mais ensinarão, cada um ao seu companheiro e cada um ao seu irmão, dizendo: “Conhecei a Jeová!” porque todos eles me conhecerão, desde o menor deles até o maior deles’, é a pronunciação de Jeová. ‘Porque perdoarei seu erro e não me lembrarei mais do seu pecado.”’ (Jeremias 31:31-34; Hebreus 8:7-12) Por isso, era apenas correto que o domínio espiritual do restante do “Israel de Deus”, cristão, ficasse cheio do “conhecimento de Jeová assim como as águas cobrem o próprio mar”.
28. (a) Como influi o “conhecimento de Jeová” na pessoa que o tem? (b) O que é representado pelo “santo monte” mencionado em Isaías 11:9, onde não se faz dano nem se causa ruína?
28 O “conhecimento de Jeová” faz algo para aquele que o possui. É tido por responsável por ‘não se fazer dano nem se causar ruína em todo o meu santo monte’, segundo o que Jeová disse em Isaías 11:9. Visto que o “santo monte” é a sede do governo e foi tipificado pelo Monte Sião, onde o Rei Davi se assentava no “trono de Jeová”, a expressão “todo o meu santo monte” é usada em sentido representativo. Não se refere apenas ao Monte Sião celestial, mas refere-se a todo o domínio do Israel espiritual na terra. Refere-se ao atual domínio espiritual do restante liberto e restabelecido, desde 1919 E. C. Eles reconhecem como Rei messiânico o anterior ‘renovo saído do tronco de Jessé’, e obedecem a ele, a quem o Senhor Deus empossou no Monte Sião celestial, seu “santo monte”. — Isaías 11:1; Hebreus 12:22; Salmo 2:6.
29. Por que transforma o “conhecimento de Jeová” a personalidade daqueles que o possuem?
29 Por que transforma o “conhecimento de Jeová” os habitantes do paraíso espiritual de modo a serem inofensivos e não nocivos? É porque há muito mais envolvido do que apenas ter informação sobre ele. Conhecê-lo significa reconhecê-lo ao ponto de viver segundo a Sua vontade. “Por meio disso”, diz o apóstolo cristão João, “temos o conhecimento de que chegamos a conhecê-lo, a saber, se continuarmos a observar os seus mandamentos. Aquele que disser: ‘Eu o cheguei a conhecer’, e ainda assim não observar os seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está neste. Quem não amar, não chegou a conhecer a Deus, porque Deus é amor. E nós mesmos chegamos a conhecer e temos crido o amor que Deus tem em nosso caso. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em união com Deus, e Deus permanece em união com ele. Pois o amor de Deus significa o seguinte: que observemos os seus mandamentos; contudo, os seus mandamentos não são pesados.” — 1 João 2:3, 4; 4:8, 16; 5:3.
CONSEQÜÊNCIAS DA FALTA DE CONHECIMENTO DE JEOVÁ
30. O que disse Jeremias a respeito dos que não conhecem a Jeová, em contraste com os que o conhecem?
30 As conseqüências lastimáveis que resultam de alguém não conhecer a Jeová, de não reconhecê-lo, de não fazer caso dele, são expressas pela boca de Seus profetas. Por exemplo, nos últimos quarenta anos antes da destruição de Jerusalém e de seu templo, e da deportação dos judeus sobreviventes para Babilônia, Jeová declarou pela boca de seu profeta Jeremias: “Meu povo é tolo. Não fizeram caso de mim. São filhos estultos; e não são os que têm entendimento. São sábios para fazer o mal, mas para fazer o bem eles realmente não têm conhecimento.” (Jeremias 4:22) “Quem se jacta, jacte-se da seguinte coisa: de ter perspicácia e de ter conhecimento de mim, que eu sou Jeová, Aquele que usa de [benevolência], de juízo e de justiça na terra; porque é destas coisas que me agrado.” — Jeremias 9:24, NM ed. ingl. 1971; 1 Coríntios 1:21.
31, 32. Numa ocasião anterior, o que disse o profeta Oséias sobre a conseqüência da falta de conhecimento de Deus em Israel?
31 Também, algum tempo antes da derrubada do reino de dez tribos de Israel pela Potência Mundial Assíria, em 740 A. E. C., o profeta Oséias foi inspirado a dizer aos israelitas: “Ouvi a palavra de Jeová, ó filhos de Israel, porque Jeová tem uma causa jurídica contra os habitantes da terra, pois não há verdade, nem benevolência, nem conhecimento de Deus na terra. [Com que conseqüências?] Irrompeu o proferimento de maldições, e a prática do engano, e assassinato, e furto, e adultério, e atos de derramamento de sangue têm tocado em outros atos de derramamento de sangue. Por isso a terra pranteará e todo habitante nela terá de definhar-se com o animal selvático do campo e com a criatura voadora dos céus, e até mesmo os próprios peixes do mar serão ajuntados na morte. Meu povo certamente será silenciado [na morte], pois não há conhecimento. Visto que tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei para que não me sirvas como sacerdote; e visto que te estás esquecendo da lei de teu Deus, eu me esquecerei dos teus filhos, sim, eu.”
32 “Por isso terei de talhá-los por meio dos profetas; terei de matá-los por meio das declarações da minha boca. E os julgamentos sobre ti serão como a luz que sai. Pois, agrado-me da benevolência e não do sacrifício; e do conhecimento de Deus antes do que de holocaustos.” — Oséias 4:1-3, 6; 6:5, 6.
33. Por que são muito diferentes as condições do paraíso espiritual daquelas do antigo Israel, descritas pelo profeta Oséias?
33 As conseqüências para o reino de dez tribos de Israel e para o reino de Judá foram sérias e desastrosas, por terem rejeitado o “conhecimento de Deus”. Quando vemos os maus efeitos colaterais que acompanham tal rejeição do conhecimento mais vital, podemos reconhecer por que, entre os que habitam no paraíso espiritual do restante do Israel espiritual, não se faz dano nem se causa ruína. É porque o sadio “conhecimento de Jeová” enche seu bendito domínio espiritual assim como as águas cobrem o próprio mar. Este conhecimento é profundo como o mar, fundo como o oceano, igual aos “sete mares” que envolvem o globo inteiro.
34. Na oração a seu Pai, o que enfatizou Jesus como requisito principal para a vida eterna?
34 Quando Jesus Cristo orou a favor de seus apóstolos fiéis, ele disse corretamente a Jeová, seu Pai celestial: “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” (João 17:3) No paraíso espiritual da atualidade, os habitantes ainda absorvem conhecimento de Jeová e de seu Rei messiânico, Jesus Cristo, e, portanto, a vida espiritual no domínio paradísico dos que conhecem a Jeová é pacífica e segura.
“SINAL DE AVISO PARA OS POVOS”
35. (a) Quem mais além do restante ungido, está agora no paraíso espiritual, e especialmente desde quando? (b) Como indica a linguagem de Isaías 11:10 que isto ocorreria?
35 Atualmente, em especial desde o ano marcado de 1935 E. C., os do restante ungido do Israel espiritual não são os únicos habitantes deste figurativo paraíso, onde não se faz dano nem se causa ruína a homem ou animal. Existe agora, também, junto com o restante, uma “grande multidão” constantemente crescente de pessoas transformadas, semelhantes a ovelhas, que buscam o conhecimento de Jeová. A profecia adicional de Isaías predisse que isto se daria. Dando seqüência à descrição linda do paraíso espiritual, Isaías 11:10 acrescenta: “E naquele dia terá de acontecer que haverá a raiz de Jessé posta de pé qual sinal de aviso para os povos. A ele é que irão consultar as nações, e seu lugar de descanso terá de tornar-se glorioso.”
36. (a) A que tempo se refere a expressão “naquele dia”? (b) Quem é a “raiz de Jessé” mencionada nesta profecia?
36 É “naquele dia”, desde o fim dos Tempos dos Gentios em 1914 E. C., que isto tem de acontecer. A simbólica “raiz de Jessé” é o glorificado Rei messiânico, Jesus Cristo. O apóstolo cristão Paulo não deixa margem de dúvida sobre isso, porque cita esta profecia de Isaías 11:10, segundo a Versão dos Setenta grega, para mostrar a generosidade e magnanimidade de Deus, em oferecer uma grandiosa esperança às nações não-judaicas. De modo que Paulo escreve em Romanos 15:12: “E, novamente, Isaías diz: ‘Haverá a raiz de Jessé, e haverá um surgindo para governar as nações; nele é que as nações basearão a sua esperança.’”a
37. Por que era apropriada, mesmo lá no primeiro século, a referência que Paulo fez a Isaías 11:10?
37 Era apropriado que o apóstolo Paulo citasse e usasse esta profecia de Isaías 11:10 com respeito aos crentes não-judaicos ou gentios. Era então cerca de vinte anos depois da conversão do centurião italiano Cornélio, de Cesaréia, para o cristianismo, ocasião em que Jeová Deus começou a admitir crentes gentios na congregação cristã. Portanto, os crentes judeus, circuncisos, tinham de suprimir seus anteriores preconceitos contra os gentios, o povo das nações não-judaicas, e acolhê-los como irmãos na congregação dos discípulos de Jesus Cristo.
38, 39. (a) Mas, quando foi que, conforme predito, a “raiz de Jessé” ‘se pôs de pé’? (b) Em que sentido se dá que Jesus Cristo realmente é a “raiz de Jessé”?
38 No entanto, a profecia aplica-se mais especificamente “naquele dia”. Já estamos naquele dia desde o nascimento do reino messiânico de Deus, nos céus, em 1914 E. C. Foi então que o glorificado Jesus Cristo, “a raiz de Jessé”, se pôs de pé na autoridade do Reino, para lidar com todas as nações da terra. (Mateus 25:31, 32) Ele era descendente de Jessé de Belém, por meio do Rei Davi, contudo, podia corretamente ser chamado de “raiz de Jessé”. Isto se dava porque nele foi revitalizada a linhagem real derivada de Jessé, pai de Davi. Se não fosse por Jesus Cristo, que veio mais de seiscentos anos depois da derrubada dos reis davídicos em Jerusalém pelos babilônios, a linhagem real de Jessé se teria extinguido com o tempo. E em 1914 E. C., quando Jesus Cristo foi entronizado no céu, já se completaram plenamente os Tempos dos Gentios (2.520 anos), contados a partir da derrubada do trono dos reis davídicos em 607 A. E. C.
39 Jesus Cristo deu assim nova vida a esta linhagem de reis messiânicos, que procedeu em primeiro lugar de Jessé. Também, quando nos lembramos de que Jesus Cristo disse: “Eu sou a ressurreição e a vida”, ele terá de ser “raiz” vitalizadora para Jessé, por ressuscitá-lo dentre os mortos. — João 11:25.
40. De maneira similar, de que modo é Jesus a “raiz . . . de Davi”?
40 Pelo mesmo motivo, na revelação dada ao apóstolo João, por volta do ano 96 E. C., Jesus Cristo podia falar de sua relação com o filho de Jessé, Davi, dizendo: “Eu sou a raiz e a descendência de Davi, e a resplandecente estrela da manhã.” (Revelação 22:16) As esperanças do há muito falecido Davi dependem deste Descendente e prole estelar, seu Herdeiro Permanente, Jesus Cristo.
41. Como aconteceu que Jesus Cristo, desde 1914, foi posto de pé “qual sinal de aviso para os povos”?
41 Jesus Cristo já se pôs de pé na autoridade ativa do reino desde 1914 E. C., posto “de pé qual sinal de aviso para os povos”. Jeová Deus, o Constituinte celestial do Rei, pô-lo em pé para ser visto por todos os povos como o Rei messiânico, em quem todas as famílias e nações da terra serão abençoadas. É a Ele que todos os povos têm de ajuntar-se, se esperam obter um governo justo, com vida em paz, felicidade e segurança.
42. Mas, como devem ajuntar-se os povos das nações a este Rei messiânico a quem não podem ver com os olhos naturais?
42 No entanto, como devem ajuntar-se os povos das nações à enaltecida “raiz de Jessé”, a quem Jeová Deus suscitou qual poste de sinal no cume do Monte Sião celestial? Não o podem ver com os olhos naturais, para se ajuntarem a ele como ponto focal. Por isso é preciso que se lhes indique este enaltecido Sinal de Aviso, que se lhes dê informação sobre ele, para habilitá-los a vê-lo com seus olhos de entendimento e fé. O apóstolo Paulo, que fez a aplicação de Isaías 11:10 no primeiro século de nossa Era Comum, reconheceu isso. Por conseguinte, aceitou a comissão divina de ir às nações não-judaicas ou gentias e pregar as boas novas do reino messiânico de Deus. Por ocasião de sua conversão do judaísmo tradicional para o cristianismo, o glorificado Jesus Cristo disse a respeito dele: “Este homem é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome às nações, bem como a reis e aos filhos de Israel.” — Atos 9:1-15; 22:6-21; 26:12-18.
43. Que bom exemplo deu o apóstolo Paulo ao restante ungido hoje desde a Primeira Guerra Mundial?
43 Paulo escreveu na sua carta aos membros gentios da congregação cristã em Roma: “Agora falo a vós, os que sois pessoas das nações. Visto que sou, na realidade, apóstolo para as nações, glorifico o meu ministério.” (Romanos 11:13) Ao levar assim o nome da messiânica “raiz de Jessé” às nações não-judaicas, este “apóstolo para as nações” é hoje exemplo para os do restante ungido do Israel espiritual, desde o fim da Primeira Guerra Mundial, em 11 de novembro de 1918. Agora é o tempo do cumprimento maior e final da profecia de Isaías 11:10 a respeito do “sinal de aviso para os povos”. O apóstolo Paulo foi enviado a “povos”, aos que eram por natureza gentios, em comparação com os judeus naturais, carnais, circuncisos, descendentes de Abraão, Isaque e Jacó (Israel) por nascença. Paulo ajudou a tais crentes gentios a ter confiança e esperança na messiânica “raiz de Jessé”, que havia de ser o régio Sinal de Aviso para toda espécie de povos. Esses crentes também foram batizados em obediência à ordem de Jesus em Mateus 28:18, 19, e assim tornaram-se membros da congregação cristã do primeiro século, do espiritual “Israel de Deus”, e também co-herdeiros do reino do Messias.
44. Portanto, a que campos tem o restante levado a pregação das boas novas desde 1919?
44 A partir de 1919, o restante do Israel espiritual renovou vigorosamente sua atividade pública, reconhecendo bem que então era o tempo de se cumprir a profecia de Jesus Cristo, a saber: “Também, em todas as nações têm de ser pregadas primeiro as boas novas.” (Marcos 13:10; Mateus 24:14) Isto significa que as “boas novas” do recém-nascido reino messiânico de Deus tinham de ser pregadas não só aos judeus naturais, mas também às nações não-judaicas. Dava-se isso porque os judeus naturais, descrentes, haviam sido rejeitados e não eram mais o povo escolhido de Jeová Deus. Especialmente desde a conversão do gentio Cornélio, em 36 E. C., os judeus têm estado perante Deus em pé de igualdade, no mesmo nível com os gentios naturais, incircuncisos.
45. (a) De 1919 a 1935 E. C., quem foi ajuntado em resposta à obra de pregação? (b) No ano de 1935, como foi a atenção das testemunhas cristãs de Jeová dirigida para outro grupo de pessoas?
45 Segundo a profecia de Jesus em Mateus 24:31, tinha de haver um ajuntamento primeiro dos membros do restante do Israel espiritual, neste “tempo do fim”, durante esta “terminação do sistema de coisas”. (Mateus 24:3; Daniel 12:4) Durante dezesseis anos, os do restante liberto concentraram-se no seu testemunho do Reino estabelecido, ou seja, da primavera setentrional de 1919 à primavera de 1935 E. C., e este período permitiu que o ajuntamento geral do restante do Israel espiritual ficasse praticamente completo. Portanto, a atenção do restante reunido fixou-se então especialmente em outra espécie de ajuntamento, para a qual chegara então o tempo. Era o ajuntamento da “grande multidão” predita em Revelação 7:9-17. No congresso das testemunhas cristãs de Jeová em Washington, D. C., E. U. A., na primavera de 1935, o discurso principal concentrou-se em Revelação 7:9-17, e o então presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (dos E. U. A.) identificou a “grande multidão”. Não se tratava, conforme se pensava por muito tempo, duma classe espiritual de cristãos destinada ao céu, e, por conseguinte, a “grande multidão” não pertencia ao restante dos israelitas espirituais, que pertencem à classe mencionada em Revelação 7:1-8.
46. (a) Que grandiosa esperança apresentam as Escrituras a esta “grande multidão”? (b) Por que se aplicam a esta “grande multidão” certas profecias a respeito de nações não-israelitas?
46 Ao contrário, esta “grande multidão” havia de ser constituída das “outras ovelhas” do Pastor Excelente, Jesus Cristo. Sua esperança era da espécie terrena, de sobreviver à “grande tribulação” que se aproximava e usufruir a vida humana perfeita na terra, sob o reino messiânico do glorificado Filho de Deus. Comparados com os do restante ungido dos israelitas espirituais, todos os da “grande multidão”, em sentido figurado, seriam gentios. Revelação 7:9 os classifica como tais, falando deles como sendo “uma grande multidão, que nenhum homem podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”. Coerente com isso, pois, certas profecias bíblicas a respeito de nações não-israelitas (gentias) podiam corretamente ser aplicadas a esta “grande multidão”.
47. A partir de quando, conforme predito, voltaram-se as nações em consulta para o Sinal de Aviso messiânico?
47 Em vista disso, a messiânica “raiz de Jessé” no Monte Sião celestial estava então “posta de pé qual sinal de aviso para os povos” como nunca antes. A partir de então entrou em cumprimento a parte adicional de Isaías 11:10: “A ele é que irão consultar as nações, e seu lugar de descanso terá de tornar-se glorioso.” Apesar da Segunda Guerra Mundial, cada vez mais pessoas das nações passaram a consultar o régio Sinal de Aviso. Com os olhos da fé avistaram este Sinal de Aviso messiânico, por causa do testemunho do Reino, dado pelos do restante ungido do Israel espiritual.
48. Ao se responderem às suas consultas sobre os requisitos divinos, que ação tomaram apropriadamente essas pessoas das “nações”?
48 Segundo os relatórios recebidos de 210 terras, nas quais se volta a atenção das pessoas para o Sinal de Aviso pela pregação destas “boas novas do reino”, mais de dois milhões reagiram favoravelmente. Consultaram sobre os requisitos divinos para eles, a fim de se tornarem súditos aprovados do já empossado Rei messiânico de Jeová. Ao se lhes responder biblicamente às suas perguntas, para sua satisfação e convicção, dedicaram-se a Jeová Deus por meio do Messias Jesus. Simbolizaram publicamente tal dedicação por serem batizados em água, sendo que só no ano de serviço de 1974 foram batizados 297.872. — Mateus 28:19, 20.
49, 50. (a) Quem e o que estão agora no paraíso espiritual? (b) Portanto, como se tornou glorioso o “lugar de descanso” do Sinal de Aviso messiânico?
49 Todos estes das “outras ovelhas”, que afluíram ao Pastor messiânico, o “Sinal de Aviso”, foram introduzidos no paraíso espiritual, no qual o restante do Israel espiritual já mora desde 1919 E. C. Há agora mais de 38.000 congregações das testemunhas cristãs de Jeová neste paraíso espiritual, onde a vida e a personalidade foram transformadas e onde não se causa nem dano nem ruína. Visto que a messiânica “raiz de Jessé”, o régio “Sinal de Aviso”, reside ali em espírito, seu “lugar de descanso” ou sua residência tornou-se deveras gloriosa. (Mateus 28:20) Esta glória acompanhou o cumprimento da profecia de Jeová em Ageu 2:7: “‘E vou fazer tremer todas as nações, e terão de entrar as coisas desejáveis de todas as nações; e eu vou encher esta casa de glória’, disse Jeová dos exércitos.” A “casa” de Jeová ou seu templo espiritual ficou cheio de glória por se trazerem as “coisas desejáveis de todas as nações”, a saber, os membros da “grande multidão”. Deste modo, seu templo se torna agora, como nunca antes, mesmo uma “casa de oração para todos os povos”. — Isaías 56:7.
50 Ali, nesta espiritual “casa de oração”, os da “grande multidão” prestam a Jeová Deus serviço sagrado, dia e noite. (Revelação 7:15) Fazem ali oração a Deus de modo aceitável, mediante a “raiz de Jessé”, Jesus Cristo. Ali dobram os joelhos a Deus, em seu nome, e toda língua reconhece abertamente que “Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai”. — Filipenses 2:10, 11.
51. Que condições que sentimos no paraíso espiritual tornam evidente para nós que o paraíso não é algo imaginário?
51 O paraíso espiritual não é algo imaginário. É real e existe hoje como domínio espiritual do restante restabelecido dos israelitas espirituais e dos já ajuntados da “grande multidão”, sendo que todos estes juntos são testemunhas cristãs de Jeová. (Isaías 43:10-12; 44:8) Em nítido contraste com o estilo e a qualidade da vida da sociedade humana terrena, deste atual sistema de coisas, a vida no paraíso espiritual é deveras bendita. Nele não há algo assim como dano ou ruína causados por habitantes cristãos cheios do “conhecimento de Jeová”. Há ali também segurança espiritual, assim como descrito no Salmo 91. Não se permite que as pragas e os perigos espirituais e morais que infestam este mundo degradado da humanidade invadam o paraíso espiritual para tornar os habitantes, divinamente protegidos, doentes e enfermos religiosa e moralmente, e sujeitos à desaprovação e ao desfavor de Deus. É um lugar espiritualmente salutar, em que se produzem em abundância os frutos do espírito santo de Deus. — Gálatas 5:22, 23.
52, 53. Por quanto tempo durará o paraíso espiritual e de que é precursor?
52 O paraíso espiritual dos adoradores de Jeová está aqui para ficar! Visto que o próprio Jeová se agrada dele, não será destruído de cima da terra na agora já iminente “grande tribulação”, tal como o mundo da humanidade nunca teve antes. (Mateus 24:21, 22; Daniel 12:1) É o precursor do paraíso terrestre, material, que revestirá a terra literal de glória e beleza, depois de se ter acabado com os poluidores e arruinadores da terra na “grande tribulação” e depois de aquele que causou a entrada do pecado no paraíso original do homem, no Éden, ter sido preso e lançado na prisão abismal, junto com suas hordas demoníacas. — Revelação 19:11 a 20:3; Salmo 37:37-40; 67:5-7.
53 Daí, a combinação do paraíso espiritual com o paraíso terrestre, literal, tornará a terra inteira um lugar muito agradável para a “grande multidão” de “outras ovelhas” viver sob o reino bendito de seu Pastor celestial, Jesus Cristo.
[Nota(s) de rodapé]
a Segundo a tradução inglesa da Versão dos Setenta grega, por Charles Thomson (impressão revista de 1954), Isaías 11:10 reza: “Portanto, haverá naquele dia a raiz de Jessai, sim aquele que se levanta para governar nações: nele as nações depositarão a sua confiança, e seu lugar de descanso será glorioso.”
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A cristandade e o judaísmo enfrentam agora a desolaçãoEstá Próxima a Salvação do Homem da Aflição Mundial!
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Capítulo 12
A cristandade e o judaísmo enfrentam agora a desolação
1. O que foi o ano de 1975 no calendário religioso da Igreja Católica Romana, e quantas vezes realizam-se tais celebrações?
1975 de nossa Era Comum — ano marcado no calendário religioso da Igreja Católica Romana para a celebração dum Ano Santo, que realmente começou na Véspera do Natal em 24 de dezembro do ano de 1974. Neste século vinte, já houve três de tais celebrações de Anos Santos, em 1925, em 1933, em comemoração do milésimo nongentésimo aniversário da morte de Jesus Cristo em 33 E. C., e em 1950. Sobre este assunto disse em parte a Nova Enciclopédia Católica, Volume 7, páginas 108, 109, em inglês:
Um ano durante o qual se concede aos fiéis solene indulgência plenária, sob certas condições, e se dão faculdades especiais aos confessores. Os Anos Santos são comuns quando ocorrem em intervalos regulares (nos tempos modernos, em cada 25 anos) e extraordinários quando são proclamados por algum motivo muito especial, p. ex., em 1933, para celebrar o aniversário da Redenção. Celebraram-se vinte e cinco Anos Santos gerais entre 1300 e 1950. . . .
O primeiro Ano Santo, em 1300, começou na véspera de 24-25 de dezembro . . . O Papa Bonifácio VIII emitiu uma bula . . . que determinou que cada 100 anos se celebrasse um jubileu universal. . . . Em 1342, Clemente VI decretou
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