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A união da família de DeusA Sentinela — 1964 | 15 de novembro
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lado, os fariseus discordaram dos ensinos e dos feitos de Jesus. O orgulho dêles e a interpretação errônea das Escrituras os impediram de virem a ser unidos com êle. Assim se dá hoje em dia.
8. De que modos ajuda o espírito de Deus ao cristão sincero?
8 A revelada verdade da Palavra de Deus, contudo, não pode ser entendida a menos que o espírito santo de Deus guie homens honestos e que amam a verdade para esta verdade e a penetrarem nela. Êste espírito santo então produz em tais pessoas os maravilhosos frutos do espírito e as purifica das obras da carne, obras carnais estas que têm um efeito desintegrador das relações humanas, e que são mencionadas em Gálatas 5:19-21. Entre tais obras acham-se os ódios, as contendas, o ciúme, os acessos de ira, as rixas, as divisões, as seitas, as invejas, tôdas as coisas que separam as pessoas e causam menor ou maior desunião. Tais características negativas, contudo, são removidas por meio da influência do espírito de Deus. Isto não acontece da noite para o dia, imediatamente, mas é um processo, semelhante ao crescimento dos frutos, que precisam de tempo para crescer e amadurecer. Os homens que estiverem impregnados com o espírito ou fôrça ativa de Deus, tornam-se amáveis, amigáveis, pacíficos, pacientes, bondosos, mansos e suportam uns aos outros. (Gál. 5:22, 23) O espírito de Deus é, por conseguinte, um fator essencial e poderoso para se alcançar a genuína união cristã. Sem a Palavra de Deus e sem o espírito de Deus, a união cristã é inconcebível.
A NECESSIDADE DE ORDEM
9. Que fatos reconhece o povo de Deus, como uma família mundial de cristãos?
9 Mas, a união está também ìntimamente relacionada com a ordem, assim como a desunião está com a desordem. A família que não fôr unida também não será harmoniosa e ordeira na vida familiar. Mui provàvelmente, o pai seguirá o seu próprio caminho, a mãe o dela e os filhos o dêles. A ordem da família será perturbada. O conjunto cristão das testemunhas de Jeová pode ser assemelhado a uma família mundial. Visto que a união e a ordem têm relação mútua, uma para com a outra, cada membro desta grande família tem de reconhecer e respeitar a ordem que governa esta “família da fé”. Deus é um Deus de ordem. “Deus não é Deus de desordem, mas de paz.” (1 Cor. 14:33) Êle próprio é o centro e o ápice desta maravilhosa ordem ou arranjo. Por conseguinte, todos os membros de sua grande família se curvam perante Êle, em amor a Deus. Todos reconhecem que Jeová designou o seu Filho, Jesus Cristo, como herdeiro de tôdas as coisas e delegou a êle tôda a autoridade nos céus e na terra. (Mat. 28:18; Heb. 1:2) Em virtude disto, Jesus Cristo ocupa o segundo lugar neste arranjo divino de coisas e tem de ser reconhecido por todos os que pertencem à família de Deus. Qualquer pessoa que não reconhecer o Filho, não será reconhecida na família de Deus e não tem lugar nela. “Quem exerce fé no Filho tem vida eterna; quem desobedece ao Filho não verá a vida, mas o furor de Deus permanece sôbre êle.” — João 3:36.
10. Que idéia têm algumas pessoas quanto à verdadeira igreja, mas, como mostram as Escrituras que não é verdadeira?
10 A ordem na família de Deus também encontra sua expressão visível aqui na terra. A ordem está ligada com a organização. Muitos homens são de opinião que a verdadeira igreja não é idêntica a um conjunto organizado de pessoas, mas, ao invés, é composta de muitas pessoas, espalhadas em tôdas as denominações da chamada religião cristã. Para êles, esta é a única explicação lógica, porque têm em seu conceito a confusão e variedade da contradição das muitas igrejas. Mas, esta idéia ou crença não é bíblica. Sem dúvida, há muitas pessoas sinceras em todas estas igrejas diferentes, que são parte de Babilônia, a Grande. Mas, a Bíblia mostra que estão sendo chamadas para fora desta Babilônia, o império mundial da falsa religião, e que têm de sair dela, se desejam ser aceitáveis a Deus. Diz o apóstolo Paulo: “Não vos ponhais em jugo desigual com incrédulos. Pois, que associação tem a justiça com o que é contra a lei? Ou que parceria tem a luz com a escuridão? Além disso, que harmonia há entre Cristo e Belial? Ou que quinhão tem o fiel com o incrédulo? E que acôrdo tem o templo de Deus com os ídolos? . . . ‘Portanto, saí do meio deles e separai-vos’, diz Jeová, ‘e cessai de tocar em coisa impura’; ‘e eu vos acolherei’. ‘E eu serei pai para vós e vós sereis filhos e filhas para mim’, diz Jeová, o Todo-poderoso.” (2 Cor. 6:14-18) João também escreveu: “Caiu Babilônia, a Grande, . . . Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar, com ela nos seus pecados e . . . receber parte das suas pragas.” — Rev. 18:2, 4.
11. Como mostraram os primitivos cristãos que reconheciam que só havia uma fé verdadeira?
11 Se a verdadeira congregação de Deus fôsse composta de pessoas espalhadas por todos os sistemas eclesiásticos da cristandade, onde estaria a união em pensamento e em ação? Onde estaria a união que governou a igreja primitiva e que é tão enfàticamente descrita na carta aos efésios, capítulo 4: “Há um só corpo e um só espírito, assim como também fôstes chamados em uma só esperança a que fôstes chamados; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sôbre todos, e por intermédio de todos, e em todos”? (Versículos 4-6) De modo a que os cristãos primitivos pudessem alcançar esta união, todos êles abandonaram a sua anterior religião e se uniram na congregação cristã. Os discípulos judaicos de Jesus abandonaram o judaísmo e suas seitas, os discípulos gregos desviaram-se dos sistemas filosóficos de seus dias e da adoração de ídolos, e assim o fizeram os cristãos romanos. Sem considerar até que ponto estavam apegados a êstes sistemas, êles os abandonaram, saíram daquela falsa religião babilônica, e vieram ao único conjunto visível da congregação cristã.
12. Que arranjo ordeiro existia nas primitivas congregações?
12 Êste conjunto visível de pessoas tinha a sua ordem ou organização. Havia uma parte que governava ou liderava, composta dos apóstolos e de outros homens maduros. As congregações locais possuíam seus superintendentes e servos ministeriais. (1 Tim. 3.1-9) Tôdas as congregações recebiam seus ensinamentos e suas instruções da mesma base, a inspirada Palavra de Deus. As congregações foram admoestadas a reconhecer os superintendentes locais bem como o corpo governante. Um dos irmãos de maior responsabilidade, o apóstolo Paulo, escreveu-lhes: “Sêde obedientes aos que tomam a dianteira entre vós e sêde submissos, pois vigiam sôbre as vossas almas como quem há de prestar contas; para que façam isso com alegria e não com suspiros, porque isso vos seria prejudicial.” (Heb. 13:17) Por reconhecer a congregação aos irmãos encarregados da obra, em sentido local e em geral, era preservada a união. Êste reconhecimento era necessário; muito embora todos êstes superintendentes e irmãos responsáveis fôssem homens imperfeitos, sujeitos a cometer enganos. Êstes superintendentes tinham o espírito de Deus.
13. Que conselho deu Paulo a bem da união?
13 Os superintendentes não estavam livres de pregar e ensinar às congregações qualquer coisa que bem desejassem, ou a aceitar apenas certas partes da Palavra de Deus. O mesmo se dava com todo membro da congregação, a quem se disse que pregasse. Não estavam livres para pregar qualquer coisa. Foram todos convocados para pregar a verdade. Lògicamente, então, estavam circunscritos a regar a mesma mensagem, quer isto fôsse feito em Jerusalém, em Roma ou em Corinto. “Exorto-vos, agora, irmãos, . . . que todos faleis de acôrdo, e que não haja entre vós divisões, mas que estejais aptamente unidos na mesma mente e na mesma maneira de pensar.” (1 Cor. 1:10) Não havia lugar para movimentos contraditórios, como se dá hoje em dia, onde, na mesma igreja, há o grupo “positivo” e daí, há o grupo “liberal” que nem mesmo reconhece a morte sacrificial de Jesus e a sua ressurreição. O apóstolo Paulo escreveu a certo superintendente, Tito, que êste deveria ‘mostrar incorrupção em seu ensino’, e “palavras sadias que não podem ser condenadas”. (Tito 2:7, 8) Isto certamente foi escrito não só para o benefício de Tito, e de sua congregação, mas também para todos os superintendentes cristãos, de todos os tempos.
14. Como devem ser tratadas as pessoas que promovem seitas?
14 De modo que a união possa ser preservada e sejam evitadas seitas e separações, o apóstolo Paulo, homem que fazia parte do corpo governante daqueles tempos primitivos, escreveu em sua carta aos tessalonicenses: “Mas, se alguém não fôr obediente à nossa palavra por intermédio desta carta, tomai nota de tal, parai de associar-vos com êle, para que fique envergonhado.” (2 Tes. 3:14) Tal pessoa que não se mostrava disposta a aceitar o ensino inspirado do apóstolo não era companhia segura na congregação. Ela não seria permitida de ir à tribuna, de modo que pudesse apresentar as suas próprias opiniões, contrárias ao que o apóstolo havia escrito e ensinado. Não, ela deveria ser ignorada, de modo que tal pessoa pudesse ver quão desarrazoada era a sua atitude e, por meio de admoestação, pudesse eventualmente ser ajudada a tornar-se obediente. Por fazer isto, a congregação mantinha a união em suas fileiras e em sua relação para com as outras congregações e os irmãos que estavam na dianteira.
15. Que base favorável à união gozam as pessoas que abandonam a religião babilônica?
15 Hoje em dia, achamos a mesma ordem e os mesmos princípios nas restauradas congregações cristãs das testemunhas de Jeová. Nas poucas décadas passadas centenas de milhares de homens de boa vontade têm abandonado as suas igrejas da religião babilônica, das quais muitos vieram a fazer parte desde o nascimento. Aceitam a mensagem saudável do reino de Deus, fazem a sua dedicação a Jeová e se unem às congregações organizadas das testemunhas de Jeová. Quer tenham sido anteriormente católicos, protestantes, judeus, budistas, muçulmanos, aderentes de qualquer outra fé ou até mesmo ateus, estão agora unidos pelo denominador comum da verdade bíblica, na grande família de Deus, sob o reino de Deus. Encontraram uma união que jamais haviam conhecido antes.
NENHUMA DITADURA
16. O que é uma ditadura? Que perguntas têm sido feitas a respeito disso?
16 Algumas pessoas que observam a íntima união mundial do povo de Deus têm perguntado se as testemunhas de Jeová vivem sob uma ditadura, visto que tôdas estão sujeitas a certos princípios. Pelo têrmo “ditadura” geralmente se entende, hoje em dia, a forma de govêrno que assume autoridade absoluta e domina pela fôrça e coerção. Milhões de pessoas, atualmente, vivem sob tal ditadura, e, em geral, êstes sistemas de govêrno encontram bom apoio das igrejas. Mas, quantas das pessoas que vivem sob uma ditadura estão satisfeitas com tal govêrno e estão contentes com êle? Quantas sofrem injustamente debaixo de uma ditadura? Quantas anseiam de se ver livres dela? A maioria das pessoas que vivem debaixo de tal forma de govêrno não desejaram êste modo de vida. Foi-lhes impôsto. Mas, não têm outra escolha a fazer do que aceitá-lo.
17. Que contraste há entre o domínio de Deus e uma ditadura?
17 O reino de Deus, todavia, não é ditadura e nem o é a Sociedade do Nôvo Mundo das testemunhas de Jeová. O ditador domina por compulsão; Jeová Deus apela para a livre e boa vontade das pessoas honestas. Deus não força ninguém a lhe servir. “Escolhei por vós mesmos hoje a quem servireis.” (Jos. 24:15) Êste sempre tem sido o princípio seguido por Jeová, e é o mesmo atualmente. Ninguém é obrigado a aceitar a organização teocrática que opera na família de Deus hoje em dia. É questão de livre arbítrio. Jeová atrai seus súditos por mostrar-lhes amor. E êle espera que seus súditos o amem sem reservas. (Mat. 22:37, 38) O domínio de Deus se baseia no amor, de alto a baixo. Êste não pode ser encontrado em nenhuma ditadura. O domínio de Deus baseia-se, ademais, na perfeita justiça, na perfeita sabedoria e no perfeito poder. Também isto não se pode encontrar em nenhum domínio ditatorial. Visto que Jeová é o Criador de tôdas as coisas, êle tem direito absoluto e indisputável à obediência e à devoção perfeitas de tôdas as suas criaturas. Nenhuma ditadura pode pretender ter êstes direitos.
18, 19. (a) O que Deus deseja de nós? (b) Qual deve ser a nossa atitude como parte da família de Deus?
18 O amor que um cristão tem a Deus e a Seu reino debaixo de Cristo é expresso na obediência que demonstra para com os mandamentos de Deus: “Pois o amor de Deus significa o seguinte: que observemos os seus mandamentos.” (1 João 5:3) A nossa obediência para com Deus não é forçada, mas é voluntária e alegre. Não é uma carga sob a qual gememos e sofremos. Disse o Rei do reino de Deus: “Meu jugo é benévolo e minha carga é leve.” (Mat. 11:30) Há felicidade em se fazer a vontade de Deus, conforme foi expresso pelo salmista, nas palavras: “Feliz é o homem que teme a Jeová, em cujos mandamentos êle tem tido muito deleite.” — Sal. 122:1.
19 Portanto, há uma tremenda diferença entre uma ditadura e a organização de Jeová. Incontável número de pessoas escapariam dos domínios ditatoriais, se o pudessem fazer. Por outro lado, vemos que dezenas de milhares de pessoas honestas fogem cada ano para o reino de Deus, porque têm aqui a promessa de vida interminável e de felicidade. São aceitos na união da família de Deus. “Oh! Quão bom e quão agradável é que os irmãos habitem juntos em união!” — Sal. 133:1.
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Manter a união o em tempos de dificuldadesA Sentinela — 1964 | 15 de novembro
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Manter a União em Tempos de Dificuldades
“De que vos mantendes firmes em um só espírito, com uma só alma lutando lado a lado pela fé das boas novas, e que em nenhum sentido estais sendo amedrontados pelos vossos oponentes.” — Fil. 1:27, 28.
1. De que modo há um contraste entre as testemunhas de Jeová e o mundo?
NÃO há dúvida de que vivemos em tempos de dificuldades! Foram preditos e já estão sôbre nós. (2 Tim. 3:1) Neste turbulento “tempo do fim”, com suas ondas tempestuosas de desassossêgo sôbre a sociedade humana, há, em vívido contraste, a tranqüilidade e a união das testemunhas de Jeová. Mas, esta condição harmônica não é algo que surgiu por si mesma, automàticamente, sem qualquer esfôrço, simplesmente porque há congregações de tais pessoas em tôda a parte. O artigo precedente já mostrou algumas das bases espirituais em que se funda esta união. Embora tal união não seja acreditada aos homens, cada um dos que pertencem a esta grande família de Deus é convocado a fazer o melhor que puder para manter e aperfeiçoar esta unidade.
2, 3. (a) Quais são algumas armadilhas opostas à união? (b) Como podem ser evitadas?
2 Assim como há muitos fatôres que contribuem para essa união, há muitos fatôres que trabalham a bem da desunião e de dificuldades. O servo vigilante de Deus saberá e entenderá quais são êstes perigos e os evitará. Tais perigos à união provêm do inimigo de Deus, Satanás, o qual, há muito tempo atrás, teve êxito em romper a união da família de Deus. Êstes perigos provêm também de seu mundo, e, por último, mas não de menos importância, podem ser encontrados no próprio homem decaído. — 1 João 5:19; Gál. 5:19-21.
3 Nos seus dias, o apóstolo Paulo tinha boas razões para admoestar os cristãos em Corinto a que estivessem unidos. Êle veio a saber que havia dissensões entre êles. “Pois, foi-me exposto a respeito de vós, meus irmãos, . . . que existem dissensões entre vós.” (1 Cor. 1:11) Isto também poderá acontecer, de vez em quando, aqui e acolá, entre o povo de Deus da atualidade. Com freqüência, tais dificuldades são mais de natureza pessoal, mas, às vêzes, também afetam a congregação como um todo. Seja qual fôr a situação, essas dificuldades devem ser evitadas e cada um dos envolvidos deve fazer o máximo que puder para remover a perturbação tão ràpidamente quanto fôr possível. “Não se ponha o sol enquanto estais encolerizados, nem deis margem ao Diabo.” — Efé. 4:26, 27.
RESTRINGINDO A LÍNGUA, PRONTIDÃO PARA PERDOAR
4. Por que devemos restringir nossa linguagem?
4 Um dos fatôres que pode levar mais ràpidamente à tensão é o emprêgo incorreto da nossa língua. A Bíblia mostra-nos que êste pequeno membro de nosso corpo pode causar grandes danos. Um palito de fósforo — quão insignificante e pequeno é — e, todavia, pode atear fogo a uma floresta, causando milhões de cruzeiros de prejuízo. “Assim também a língua é um membro pequeno, contudo, faz grandes fanfarrices. Vêde quão pouco fogo é preciso para incendiar um bosque tão grande!” (Tia. 3:5) Se inverdades e calúnia forem mencionadas a respeito de certa pessoa, isto não cria um sentimento de amabilidade, mas, ao invés, um sentimento de reserva, e leva consigo o gérmen da divisão e da desunião. Naturalmente que, em virtude de tal divisão ou dificuldade pessoal a congregação cristã não ruirá em pedaços, mas, apesar disso, talvez algum dia sinta seus efeitos, a saber, quando as correntes simpáticas e antipáticas, surgirem e começarem a dividir de alguma forma os membros da congregação. A congregação ainda se reúne em conjunto e ainda executa sua missão de pregar o evangelho, mas talvez haja uma sombra sôbre ela e certa diminuição da alegria nela existente.
5. Como é que a humildade ajuda a manter união?
5 A língua tem de ser, por conseguinte, colocada sob rédeas. (Tia. 3:10-18) Se palavras duras, descontroladas, ofensivas e inverídicas tiverem causado uma tensão entre o leitor e seu irmão, não hesite em pedir desculpas. Sim, isto talvez exija a humildade, mas é esta humildade que de tantas formas contribui para a paz e a união. A humildade significa despretensão mental. Não é fraqueza; pelo contrário, é um estado mental agradável a Jeová. “Todos vós, porém, cingi-vos de humildade mental uns para com os outros, porque Deus se opõe aos soberbos, mas dá benignidade imerecida aos humildes.” (1 Ped. 5:5) A humildade tornará mais fácil admitir que erramos e pedirmos desculpas, sem considerar que posição de responsabilidade tenhamos na organização de Deus. A humildade fará com que nos seja mais fácil adaptar-nos à ordem existente na família de Deus. A humildade também nos ajudará a manter a inveja longe de nosso coração, se outros irmãos obtiverem posições de serviço que nós mesmos não temos. Sempre nos ajudará a ver a nós mesmos como homens insignificantes na devida relação e proporção com nosso Pai celestial, para com nossos co-irmãos e para com a organização teocrática. A humildade nos impedirá de considerarmo-nos muito importantes ou levarmo-nos demasiadamente a sério.
6. Por que devemos estar dispostos a perdoar?
6 Já encontrou alguma vez pessoas que não se perdoaram mùtuamente? As suas relações pessoais foram cortadas ou reduzidas a um mínimo possível. Mas, onde é que estaríamos nós se o nosso Pai celestial não nos perdoasse? A prontidão de perdoar, por conseguinte, é um fator importantíssimo para se manter a união cristã. Quantas vêzes devemos estar dispostos a perdoar? Essa pergunta foi respondida para Pedro. “Jesus disse-lhe: ‘Eu não te digo: Até sete vêzes, mas: Até setenta e sete vêzes.’” (Mat. 18:22) A pessoa que não está preparada para perdoar, trabalha contra os seus próprios interêsses. Por quê? Não só porque a animosidade e o ressentimento são prejudiciais à nossa paz mental e saúde física, mas também porque tal pessoa corre o risco de que certo dia Deus não perdoe mais os seus pecados. É isso o que as Escrituras dizem: “Pois, se perdoardes aos homens as suas falhas, também o vosso Pai celestial vos perdoará; ao passo que, se não perdoardes aos homens as suas falhas, tampouco o vosso Pai vos perdoará as vossas falhas.” — Mat. 6:14, 15.
7. Que atitude devemos ter para com as ofensas pessoais? Por quê?
7 Com muita freqüência, as ofensas são apenas de pequena natureza, e são ùnicamente devidas à falta de consideração, à falta de jeito ou à criação ou à excitação momentânea, e são sem más intenções! Por conseguinte, não devemos ser mesquinhos quando se tratar de perdoar-nos mùtuamente, mas, ao invés disso, devemos ser tolerantes e esquecer a ofensa. Destarte, as nuvens tenebrosas que aparecem em nossas relações pessoais serão ràpidamente dispersadas e de nôvo brilhará o sol. Nenhum de nós é perfeito. Todos temos as nossas imperfeições e somos todos gratos se os outros nos perdoarem. Mas, é um fato de que usualmente vemos as imperfeições dos outros muito mais ràpidamente do que as nossas próprias.
EVITAR A DESUNIÃO EM ASSUNTOS DOUTRINÁRIOS
8. (a) Por que gozam as testemunhas de Jeová de união doutrinal? (b) Que sugestões são dadas para ajudar a entender pontos difíceis e para se manter a união?
8 A desunião também poderá surgir por causa de assuntos doutrinários. Como pode ser evitada? Em tais momentos, é bom lembrar-se do texto em João 6:45, onde se lê: “Todos êles serão ensinados por Jeová.” As testemunhas de Jeová em todo o mundo recebem o seu ensino baseado na Bíblia. As explicações da Bíblia são dadas pela Sociedade Tôrre de Vigia de Bíblias e Tratados, que representa o “escravo fiel e discreto”, conforme mencionado em Mateus 24:45. Êste ensino centralizado e uniforme tem contribuído muito para a união entre as testemunhas de Jeová em tôda a terra. Se, então, certo membro de uma congregação tiver dificuldades de entender ou de aceitar certo ponto, êle tem a possibilidade de comentar o assunto com irmãos que tenham conhecimento maduro. Se o ponto ainda não puder ser entendido, então, é melhor deixar como está o assunto. Talvez a Sociedade publique algo mais sôbre o assunto em data futura, e então aumentará o entendimento. Em oração, podemos pedir a Jeová que nos dê melhor entendimento da matéria. “Portanto, se alguém de vós tiver falta de sabedoria, persista êle em pedi-la a Deus, pois êle dá generosamente a todos, e sem censurar; e ser-lhe-á dada.” (Tia. 1:5) Seria errado, no entanto, tentar tornar conhecida a sua própria opinião divergente sôbre certo assunto doutrinário a tantas pessoas na congregação quantas seja possível. Isto não trabalha a favor da preservação da união; ao invés, contudo, poderá semear a discórdia e a desconfiança. Usualmente, êstes pontos de disputa são de natureza pequena. Mas, podem ser aumentados tanto que obscureçam a grande verdade do reino de Deus, e a pessoa poderá até mesmo parar de pregar as boas novas.
9. Que ponto de vista devemos adotar quando algo ainda não fôr claramente entendido?
9 A verdade a respeito do propósito revelado de Jeová pode ser assemelhada a um quadro maravilhoso. Êste quadro nos transmite a esperança e a perspectiva de viver para sempre numa nova ordem. Mas, podemos dizer que Êste quadro ainda não recebeu o toque final. Não entendemos tudo ainda. E, com o passar do tempo, poderemos entender melhor algumas coisas. Porque ainda não vemos todos os pormenores, será que isto se tornará razão de perdermos a nossa alegria e tentarmos achar falta com a inteira Palavra de Deus e com sua organização? Não. Veja quanta verdade já recebeu por meio da Sociedade Tôrre de Vigia, que Jeová está usando. Então, sentir-se-á grato. Veja quão seguramente Jeová tem conduzido o seu povo, por meio de sua organização. Então, sentir-se-á confiante. Ao passo que nem sempre tivemos o mesmo grau de entendimento, não temos sentido, de modo espiritual, fome ou sêde, nem temos sentido falta de Seu amor. Agradecidamente, podemos dizer, por conseguinte, assim como o fêz Davi: “Jeová é meu Pastor. Nada me faltará. Faz-me deitar em pastos com relva; conduz-me a lugares de descanso bem regados. Refrigera-me a alma.” — Sal. 23:1-3.
UNIÃO DEBAIXO DE PERSEGUIÇÃO
10, 11. Que proceder bíblico segue o povo de Jeová debaixo de perseguição?
10 Em cumprimento da profecia de Jesus, em Mateus, capítulo 24, muita perseguição tem sobrevindo às testemunhas de Jeová neste “tempo do fim”, tanto assim que não tem passado despercebida pelo mundo. Atualmente, é especialmente difícil as testemunhas de Jeová realizarem a sua obra cristã nos estados totalitários, os quais fazem pressões e trazem perseguição sôbre elas. Pelo poder de Deus, suportam tudo isso. Não se revoltam contra a autoridade política, não retaliam, porque são cristãos fiéis, e não são revolucionárias ou contra-revolucionárias. Não esperam a salvação da parte de nenhum sistema político, seja êle qual for, inclusive a democracia, mas exclusivamente da parte do reino de Deus. O reino de Deus é o único que fará novas tôdas as coisas. — Rev. 21:5.
11 Se é importante que as testemunhas de Jeová façam o melhor que puderem em tôdas as ocasiões, a fim de manterem à sua união, em geral, é ainda mais importante que o façam em tempos de tensão e de perseguição especiais, quando a obra tem de ser feita de modo oculto. Por que se dá isso?
12. O que poderá acontecer quando a obra vem a ser proscrita?
12 Se a obra fôr banida em certo país, tal como a România, a Hungria ou a Rússia, isto produz imediato efeito na correspondência com o escritório central em Brooklyn. Talvez aconteça que não haja troca de correspondência, durante meses. No país ditatorial mesmo, pràticamente tôda a correspondência entre as congregações e os irmãos responsáveis também cessa. Nenhum carteiro vem à porta trazer as revistas da Sociedade ou suas cartas de instrução e de informações. O alimento espiritual, que debaixo de condições normais chega às congregações e as pessoas de modo tão abundante, sùbitamente se torna escasso. Grande parte dêle foi provàvelmente confiscado pela polícia. Os Salões do Reino são fechados e, mui provàvelmente, não há nenhuma extensa biblioteca de publicações da Tôrre de Vigia que possa ser consultada fàcilmente, em parte alguma.
13, 14. Que esfôrço poderá ser feito para parar o ministério, e, por conseguinte, o que é essencial?
13 Mas, isto não é tudo. Talvez aconteça que o superintendente da congregação e os irmãos de responsabilidade dos escritórios da filial sejam privados de sua liberdade e estejam encarcerados em alguma parte. Outros irmãos terão que assumir os seus lugares, irmãos êstes que, talvez, não sejam conhecidos pessoalmente dos irmãos todos. Não há mais reuniões em ampla escala, mas apenas em pequenos grupos às ocultas. Não se precisa dizer que tudo isto expõe a união do povo de Deus à grande pressão, e nunca é demais destacar a necessidade de se fazer todo o possível para manter a união.
14 Um ditado em latim diz divide et impera e significa “divida e domine”. Êste princípio é muitas vêzes seguido nos estados totalitários, em que o govêrno tem tentado esmagar a organização das testemunhas de Jeová. Porque não podem destruir a organização por meio de um ataque frontal, tentam dissolvê-la de dentro por empregarem astúcias de tôdas as espécies, de modo a reduzir a pedaços a união.
15 Como é que algumas Testemunhas têm resistido à tentação?
15 Por exemplo, algumas pessoas em tais países totalitários tentaram ganhar a confiança de diferentes irmãos por meio de bajulação, dizendo-lhes que grandes vantagens teriam se cooperassem com o govêrno e se esquecessem de seus princípios cristãos, ao invés de serem tão “extremistas”, dogmáticos e obstinados e, por conseguinte, sofrerem punição por parte do govêrno. Ofereceu-se aos irmãos uma posição responsável, da parte do govêrno, na organização das testemunhas de Jeová, e, se aceita, tudo estaria na mais perfeita ordem, assim disse o govêrno. Mas, os irmãos recusaram aceitar tal oferta não teocrática. Um dêles respondeu: “Não fui pôsto à venda.” Sabiam que uma designação de serviço na organização teocrática não poderia vir por parte de qualquer govêrno do mundo, mas sòmente por meio da própria organização. Resistiram à bajulação. — Sal. 12:2.
16. Que planos foram tentados a fim de causar confusão entre as Testemunhas?
16 Em certo país comunista, a polícia secreta do estado mimeografou cartas circulares que foram enviadas a diferentes irmãos, e nelas foram lançadas graves acusações contra diferentes pessoas de responsabilidade na organização das testemunhas de Jeová. Estas pessoas de responsabilidade foram acusadas de serem beberrões, adúlteros e traidores. A finalidade de tais maquinações é muito clara: tais cartas foram escritas para criar confusão e minar a confiança das pessoas nos irmãos encarregados. Naturalmente, estas cartas não diziam que a polícia secreta as escreveu e as enviou. Os envelopes mostravam, ao invés disso, endereços de irmãos fiéis como remetentes, para dar a impressão de que as cartas foram escritas pelos irmãos. Em outro país, a polícia secreta até mesmo imprimiu exemplares falsificados de uma revista Sentinela, com a mesma finalidade de confundir os irmãos. Ao compilarem êste exemplar falsificado de A Sentinela, foram tirados artigos da genuína revista A Sentinela, os quais foram então torcidos de modo a servir o propósito do inimigo. Mas, os irmãos logo viram a diferença, e êste plano falhou.
17. Pelo que somos responsáveis? Ilustrem.
17 Outro meio de “dividir e dominar”, nos países em que a obra fôr proscrita consiste em lançar uma pessoa contra a outra. Um juiz inquiridor poderá ajuntar fatos a respeito da obra feita às ocultas, apresentá-los aos irmãos a quem êle interroga e dizer: “O seu irmão N. contou-me tudo isso. Como vê, êle está disposto a cooperar. Por que não entregam os pontos então e cooperam?” Por meio disso, o juiz dá a impressão de que êles se tornaram vítimas da traição. Os irmãos que se vêem confrontados com tais situações têm exigido que sejam postos face à face com a pessoa ou as pessoas que, segundo se supõe, contaram tais coisas à polícia. Usualmente, isto não é concedido e assim os irmãos sabem que as declarações não são verdadeiras. Debaixo de circunstância alguma deve a pessoa deixar-se impressionar por tais manobras e mentiras. Mas, o que fazer se ficar positivado que certo irmão entregou os pontos e se voltou contra os seus irmãos? Isto não é razão de alguém mais seguir o exemplo dêle. O leitor não é responsável pelo que êle fêz. É responsável pelas suas próprias ações e pela proteção de seus irmãos fiéis. Lembre-se de que os nossos exemplos a seguir são os fiéis e temos muitos de tais, tanto nos tempos presentes como nos passados, conforme registrado em Hebreus, capítulo 11.
18. Por que aconselham as Escrituras a não se designar um homem recém-convertido a uma posição de responsabilidade?
18 As Escrituras não recomendam a designação de homens recém-convertidos para cargos na congregação cristã. “Não homem recém-convertido, para que não venha a enfunar-se [de orgulho] e a cair no julgamento aplicado ao Diabo.” (1 Tim. 3:6) Especialmente em tempos de perseguição não se deve ignorar êste princípio. Homens recém-convertidos talvez sejam zelosos no serviço a favor do Reino, mas êles talvez não tenham madureza. Debaixo de condições normais, tais pessoas podem ser melhor observadas e ajudadas. No trabalho de pregação às ocultas do reino de Deus, isto é mais difícil. Um homem recém-convertido talvez cause dissensões, se começar a agir de modo independente. Talvez não tenha aprendido ainda a confiar na liderança do fidedigno “escravo fiel e discreto”. Êle confia demasiado em si mesmo. Êle tem as suas próprias idéias, ao invés das de Deus. Êle não vê que suas ações talvez tragam conseqüências indesejáveis, tanto para si mesmo como para outras pessoas. Talvez transija com facilidade, ou tenha pontos de vista extremistas e esteja inclinado a ser fanático. Se fôsse superintendente de uma congregação, êle poderia causar a desunião. Por conseguinte, no trabalho às ocultas, deve-se dar cuidadosa atenção de que sejam designadas às posições de serviço pessoas que já foram bem provadas e que sejam fidedignas. “Também, sejam êstes primeiro examinados quanto à aptidão, então sirvam como ministros, estando livres de acusação.” (1 Tim. 3:10) Isto é verdadeiro em todos os casos de superintendentes, especialmente de servos de circuito e de distrito, os quais mantêm as ligações com as congregações no país.
19. Como poderá ser resolvida a desunião, de acôrdo com o precedente bíblico?
19 Se porventura acontecer que surja desunião, os irmãos envolvidos não devem hesitar em aceitar a direção dos irmãos que são responsáveis pela obra no país, porque o seu conselho estará baseado na Palavra de Deus. Talvez até aconteça que o escritório central da Sociedade escreva uma carta, se as circunstâncias o exigirem, carta esta que conterá admoestações e decisões. Na igreja primitiva, temos um exemplo de como foi resolvida certa diferença de opinião por meio de uma carta do corpo governante. A questão naquele tempo era a da circuncisão. Algumas pessoas disseminaram a idéia de que a circuncisão era necessária à salvação. Êste conceito estava errado. (Atos 15:1) Não foi pequena a dissensão que causou. Depois de os irmãos responsáveis em Jerusalém terem esclarecido o ponto, a devida resposta, de que não mais era necessária a circuncisão, foi remetida por carta às congregações. Podemos ler o interessante conteúdo dessa carta até mesmo hoje em dia, em Atos 15:23-29. A carta do corpo governante foi de encorajamento e de real ajuda aos irmãos: “Depois de a lerem, alegraram-se com o encorajamento.” — Atos 15:31.
20. Que problema se enfrenta quanto à neutralidade cristã? Como pode ser vencido?
20 Para os cristãos maduros, a questão no tocante a que atitude tomar no assunto de eleições políticas não apresenta dúvidas. Em países totalitários, muitas vêzes as pessoas são obrigadas por lei a irem às seções eleitorais, e, às vêzes, algumas pessoas são apanhadas em casa e conduzidas às seções eleitorais. Até mesmo em certas democracias, a lei torna compulsório o comparecimento dos cidadãos às seções eleitorais. Em nenhum país as testemunhas de Jeová tomam parte na política. Não fazem parte dêste mundo. (João 17:14) Por conseguinte, não tomam parte em votar em eleições. Não transigem a sua posição de neutralidade em assuntos de política, contudo, se forem às seções eleitorais e anularem o seu voto de algum modo, quer riscando-o quer anotando nêle, por exemplo, as palavras “Para o Reino de Deus”. Isto significa declarar a favor de que a pessoa é. Por fazer isto, o seu voto será anulado; não será contado na eleição de um homem. Cumprem a lei e vão às seções eleitorais, e, assim evitam ser punidas. Lembre-se do conselho de Jesus: “Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos; portanto, mostrai-vos cautelosos como as serpentes, contudo, inocentes como as pombas.” (Mat. 10:16) Ninguém deve ser condenado por agir assim. “Mas, por que julgas tu o teu irmão? Ou, por que menosprezas também o teu irmão? Porque nós todos ficaremos postados diante da cadeira de juiz de Deus.” — Rom. 14:10.
21. Como poderemos ser guiados com sabedoria, se estivermos em dúvida?
21 Mas, o que dizer das condições que surgem e que não foram nunca enfrentadas antes, talvez nunca foram consideradas antes, situações que exijam decisões? Talvez não haja ninguém por perto a quem se fazer perguntas. Se conhecermos os princípios da Palavra de Deus, na Bíblia, não será tão difícil uma pessoa dedicada fazer decisões corretas. Sabemos o que devemos aos homens, mas, primàriamente, sabemos o que devemos a Jeová. Temos de amá-lo e obedecer a êle acima de tudo o mais. (Mat. 22:36-40) Vivemos no mundo, mas não fazemos parte dêle. Por conseguinte, somos neutros quanto à política e às guerras. Conhecemos a devida relação para com pessoas do sexo oposto. Estamos informados quanto ao uso incorreto do sangue. Conhecemos a ordem bíblica para a família e para a congregação crista, a atitude correta para com nosso empregador e para com o govêrno. Se a nossa consciência fôr esclarecida pela luz dos princípios bíblicos, então, poderemos fazer decisões corretas. Se estivermos em dúvida quanto a qual é a decisão certa, em certo assunto, então, agiremos de modo sábio se decidirmos de modo que deixe tranqüila a nossa consciência. Se enfrentarmos situações que exijam decisões da nossa parte, faremos bem em pedir a orientação de Jeová sôbre o assunto, por meio de oração. “Por causa do teu nome, tu me orientarás e conduzirás.” — Sal. 31:3.
22. Como é o corpo humano uma ótima ilustração da união da organização?
22 A idéia de união e de íntima cooperação é mui aptamente ilustrada na Bíblia. Leia Primeira aos Coríntios, capítulo 12. O corpo humano é ali usado qual ilustração. Em realidade, o corpo humano é uma unidade e está unido, algo completo. Funciona harmoniosamente e para o bem-estar de todo o organismo. Se certo órgão não mais funciona adequadamente, então o resultado em geral são perturbações e doenças. A Sociedade do Nôvo Mundo das testemunhas de Jeová, embora espalhada por todo o mundo, pode ser assemelhada a tal corpo humano. Bem apropriadamente, a organização em qualquer país pode ser assemelhada a um corpo humano. Nem todos os seus membros realizam a mesma função. “Se todos fôssem um só membro, onde estaria o corpo? Agora, porém, são muitos membros, contudo um só corpo. O ôlho não pode dizer à mão: ‘Não tenho necessidade de ti’; ou, novamente, a cabeça [não pode dizer] aos pés: ‘Não tenho necessidade de vós.’” — 1 Cor. 12:19-21.
23. Como pode ser mantida a união debaixo de pressão externa? Que engano deve ser evitado?
23 No trabalho às ocultas, não se pode ignorar êste princípio. Também, debaixo de tais circunstâncias, a obra é dirigida de um só lugar central e de responsabilidade, no país, que pode ser assemelhado à cabeça do corpo. Não só recebe o alimento espiritual, de modo que êste possa ser distribuído por todo o país, mas recebe as necessárias instruções e conselhos. Lembre-se de que a Palavra de Deus é sempre nosso verdadeiro guia. Se vivermos uma vida cristã, como Jesus deu o exemplo, e, além disso, pregarmos as boas novas do reino de Deus, estaremos fazendo o que é certo. Por seguir êste proceder, a união poderá ser mantida, mesmo que sob perseguição e pressão. Desejaremos manter-nos em contato com a agência responsável em nosso pais, também, se isto fôr de todo possível. Devemos conhecer os nossos irmãos fiéis. Se o fizermos, então não cometeremos o engano que alguns irmãos de Corinto cometeram: “O que eu quero dizer é o seguinte: que cada um de vós diz: Eu pertenço a Paulo’, ‘mas eu a Apolo’, ‘mas eu a Cefas’, ‘mas eu a Cristo’. Existe o Cristo dividido’ (1 Cor. 1:12, 13) A resposta, por certo, é Não! Assim sendo, não importa onde estejam as testemunhas de Jeová, permaneça próximo a todos os seus irmãos fiéis.
24. Quão forte é o vínculo do amor? O que pode fazer em nosso benefício?
24 Jeová chamou o seu povo para fora da confusão dêste mundo. (1 Ped. 2:9) Chamou todo o seu povo para a união, à união consigo mesmo e à união com os seus irmãos. O nôvo sistema de coisas, que está-se aproximando dia a dia, sòmente presenciará esta união. Para todos nós que vivemos nestes dias atribulados, é a ordem do dia vivermos em união agora, cada dia e sob tôdas as circunstâncias, quer em liberdade, quer debaixo de perseguição, trabalharmos a favor da união e de manter-nos unidos na organização de Jeová. Foi-nos dado o perfeito vínculo para isso: o Amor! “Além de tôdas estas coisas, porém, revesti-vos de amor, pois é o perfeito vinculo de união.” (Col. 3:14) O amor a Jeová e ao próximo pode ser extremamente forte, sim, um inquebrantável vínculo. Vincula-nos a todos, quer vivamos no Norte ou no Sul, no Leste ou no Oeste. Une-nos, quer possamos pregar livremente o evangelho e reunir-nos livremente, quer tenhamos de fazê-lo às ocultas, secretamente. O amor nos impedirá de usarmos errôneamente a língua e ferirmos nosso irmão. O amor tornará mais fácil reconhecermos a ordem teocrática na família de Deus, em tôdas as ocasiões. O amor nos impedirá de agir presunçosamente e de modo independente. Impedir-nos-á de nos tornarmos egoístas, agradando a nós mesmos em conceitos extremistas ou seguindo o caminho da menor resistência. Também nos impedirá de manobrar-nos a posições de responsabilidade às quais não fomos designados. Ensinar-nos-á a esperar em Jeová.
Por conseguinte, cultivemos êste maravilhoso atributo, o amor, tanto mais quanto nos aproximarmos da queda dêste velho sistema de coisas e da prova que isso trará sôbre o povo escolhido de Jeová. Em palavras animadoras, o apostolo Paulo nos admoesta à união, quando diz: “Sòmente comportai-vos da maneira digna das boas novas acêrca do Cristo, a fim de que, quer eu vá e vos veja, quer esteja ausente, eu ouça das coisas que se referem a vós, de que vos mantendes firmes em um só espírito, com uma só alma lutando lado a lado pela fé das boas novas, e que em nenhum sentido estais sendo amedrontados pelos vossos oponentes. Esta mesma coisa é para êles prova de destruição, mas para vós, de salvação; e esta [indicação] é de Deus.” — Fil. 1:27, 28.
25. Que excelente conselho deu Paulo, para ajudar-nos a manter a união em tempos difíceis?
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Ensinando a verdade aos filhosA Sentinela — 1964 | 15 de novembro
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Ensinando a verdade aos filhos
◆ Certa irmã, mãe de dez filhos, cujo marido é descrente, relata como seus esforços de instruir seus filhos têm sido abençoados: “Alguns dos meus filhos são fervorosos, sendo publicadores regulares e outros são bem pequeninos, mas mesmo assim faço oração na hora da refeição e considero o texto diário com êles. Faço também estudo com êles cada semana. Uma das maiores bênçãos que Jeová Deus tem me concedido é que meus filhinhos já vivem com a verdade no coração. Um certo dia meu espôso levou uma de nossas filhas para a feira, perto do mercado na cidade de Cabo. A hora do almôço êle decidiu comer um petisco, o muito conhecido sarapatel, que é feito de sangue. A menina, que estava com êle, é bem sabidinha e conhece o que é sarapatel e sabe que é feito com sangue. Sabem o que aconteceu? A menina disse ao pai quando êste lhe deu um prato de sarapatel: ‘Papai, esta comida contém sangue. Eu não posso comer esta comida porque Jeová não gosta que a gente coma sangue.’ Parece incrível, pois a menina tem apenas quatro anos.”
Deveras, tal mãe ensina seus filhos ‘no caminho em que devem andar’. — Pro. 22:6.
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Benefícios da escola do ministério teocráticoA Sentinela — 1964 | 15 de novembro
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Benefícios da Escola do Ministério Teocrático
EXPRESSANDO A FÉ DA PESSOA
● Durante uma lição sôbre a Bíblia, numa escola dos Países-Baixos, certa môça perguntou ao professor: “Será que o senhor poderia nos contar alguma coisa sôbre as testemunhas de Jeová?” O professor sabia que uma de suas alunas era uma das testemunhas de Jeová, e disse que ela poderia explicar isso melhor do que êle. O professor concedeu à Testemunha quinze minutos, e todos a ouviram atentamente. Poucos dias depois, o professor pediu a ela que falasse mais extensamente a respeito dêste assunto, e a jovem Testemunha fervorosamente concordou. Foram concedidos trinta minutos para a palestra e cinqüenta minutos para uma consideração com perguntas e respostas. A Testemunha disse: “Apesar do pouco tempo que tive para preparar-me, levei a minha Bíblia e falei a respeito do significado do nome ‘testemunhas de Jeová’, o que elas pregam e a base para a esperança do homem numa nova ordem de justiça. O professor e as minhas colegas fizeram anotações e, depois disso, eu respondi a muitas perguntas. Certa môça contou à mãe tudo o que tinha acontecido. Agora, eu vou até a casa dela tôda semana para palestras bíblicas. Quão contente fiquei por ter assistido à Escola do Ministério Teocrático com regularidade, porque foi nela que aprendi como expressar a minha fé perante outras pessoas.”
“MUITO QUE APRENDER”
● Uma jovem testemunha de Jeová em Oklahoma, E. U. A., declara: “Quando comecei a freqüentar as reuniões das testemunhas de Jeová, não apreciei cabalmente a Escola do Ministério Teocrático. Tinha parte ativa nos debates e na oratória em todo o ginásio, de modo que não me era estranha a arte de falar em público. No entanto, a primeira vez que me vi diante de um grupo, para falar-lhe sôbre a Palavra de Deus, descobri que tinha muito a aprender. Falar sôbre assuntos da Bíblia, com sinceridade e convicção não é o mesmo que declamar ou discutir, como logo descobri. Com freqüência, obscurecia ou ocultava o ponto que tentava inculcar em meu ouvinte. Designações regulares durante quatro anos ajudaram-me a vencer isto. Por me concentrar na ênfase, eu negligenciara outro ponto, e fiquei parado pela terceira vez neste ponto, na minha fôlha de conselhos sôbre discursos. Por conseguinte, descobri que tenho muito em que melhorar e compreendo que, durante êste sistema de coisas, jamais poderei dizer: ‘Não preciso da Escola do Ministério Teocrático!’”
CONFIANÇA E EQUILÍBRIO
● Uma Testemunha em idade escolar, alistada na Escola do Ministério Teocrático à idade de nove anos, relata a seguinte experiência: “Na aula de inglês, certo dia, a professôra nos designou a tarefa de relatar os planos que tínhamos para o feriado do Dia de Ação de Graças. Eu planejava participar na atividade especial do Dia de Revistas, e relatei à turma como é que procedíamos para trazer louvor a Jeová e para mostrar amor ao nosso próximo, participando no ministério de casa em casa. Desta forma, foi dado um bom testemunho à turma inteira, e, mais tarde, a professora me fez em particular muitas perguntas sôbre a minha fé. Disse que minha designação fôra a melhor de tôdas as classes dela; que a minha apresentação fôra bem feita, mostrando confiança e equilíbrio. Acho que o treino que obtive da Escola do Ministério Teocrático merece o crédito pela boa nota que tirei nesta designação.”
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