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  • Decidida a pregar a verdade de Deus
    A Sentinela — 1974 | 15 de janeiro
    • estava parada. Escrevi à Sociedade Torre de Vigia sobre a situação existente em Ypsilanti. A resposta veio na forma dum representante especial, o Servo de Zona Clayton Ball. Ele trouxe o carro sonante, os fonógrafos e a literatura que eu havia pedido. Desde aquele tempo, Jeová tem continuado a suprir ajuda espiritual para manter a pregação do Reino em andamento nesta cidade.

      Com o tempo, consegui arranjar que um grupo de Testemunhas de cor viesse e ajudasse na pregação nesta região. Alugou-se uma escola e anunciou-se bastante o discurso público, que foi bem assistido. Depois de a Testemunha de cor proferir o discurso, era bem conhecido que todas as raças estão representadas e são bem-vindas na adoração verdadeira de Jeová. Em resultado do discurso, evidenciou-se muito interesse entre as pessoas de cor nesta região. Em pouco tempo, iniciaram-se muitos estudos bíblicos com anteriores opositores da verdade.

      DECIDIDA A PREGAR POR TEMPO INTEGRAL

      Eu queria desesperadamente ingressar na obra de pregação por tempo integral. Mas ainda tinha uma das filhas na escola e não via como podia fazer isso. Levei o problema a Jeová em oração. Logo veio a idéia de alugar quartos na minha casa. Mas eu não tinha bastantes quartos para alugar, a fim de ganhar o sustento para mim e para minha filha. Depois surgiu-me outra idéia: Ampliar a casa! Mas como? Eu não tinha dinheiro, mas fui falar com um madeireiro local e apresentei-lhe meus planos. Ele aceitou logo a idéia e prometeu dar ajuda. Além disso, deu-me a madeira a crédito. Ampliei a casa, e em 1944 ingressei na pregação por tempo integral. A casa tem sido uma bênção também de outros modos, além de ser um meio de sustento. Com o decorrer dos anos, Jeová permitiu que muitos obtivessem um conhecimento da verdade enquanto se hospedavam lá naquela casa. Estou convencida de que este foi outro exemplo maravilhoso de Jeová motivar seu povo com seu espírito santo.

      Durante todos estes anos, em vista de nossos poucos meios, meus irmãos e minhas irmãs cristãos deram amorosamente a mim e às minhas filhas uma ajuda para assistir aos congressos. Aos poucos, o aluguel dos quartos fornecia bastante renda a mim e à minha filha para ir a todas as assembléias. Depois disso, nunca perdemos uma delas! Recentemente, porém, tem havido ocasiões em que tive de obter permissão de sair do hospital para assistir a uma assembléia, numa cadeira de rodas, mas eu estava decidida a estar presente e estava mesmo!

      Quando comecei a pregação por tempo integral, em 1944, fui abençoada com o meu primeiro carro, um Dodge de 1934. Havia pertencido a um velho lavrador, e duas Testemunhas o consertaram para mim. Para ajudar a pagá-lo e mantê-lo suprido de gasolina, eu vendia trapos e papel velho ao comprador local. Jeová, na sua benignidade, criou para mim oportunidades para louvar ainda mais seu grande Nome! — Sal. 96:1-3.

      Pela benignidade de Jeová, não só pude assistir às assembléias nos Estados Unidos, mas também tive a bênção de fazer uma viagem à Europa, em 1951, assistindo às assembléias de Londres e de Paris. Em 1955, pude retornar à Europa, para visitar todas as cidades em que se realizavam assembléias. Estas foram bênçãos maravilhosas.

      A pregação por tempo integral foi deveras um privilégio em que pude participar durante todos estes anos. Nesta cidade, onde há um grande vaivém de pessoas, Jeová permitiu-me ajudar a muitas pessoas a obter um conhecimento da verdade de Deus, antes de se mudarem para outro lugar. Hoje, estes irmãos e estas irmãs cristãos estão espalhados por todo este país, de costa a costa. Com o decorrer dos anos, tive tantas experiências maravilhosas, que nem posso começar a contá-las. Apesar da dor de artrite, consigo continuar na pregação por tempo integral. Com a ajuda duma muleta e duma bengala, tenho tido o privilégio de ajudar na dispensação destas maravilhosas verdades a outros.

      Em 1965, minha casa incendiou-se enquanto eu estava na pregação. Nem mesmo isto me impediu de continuar na pregação por tempo integral. Tudo o que eu queria era um lugar onde descansar à noite, alimento bastante para me manter viva, a fim de servir a Jeová, e um modo de chegar às pessoas com a mensagem da verdade de Deus. — Mat. 4:4.

      Recentemente, fiquei novamente de cama por causa dum acidente. Mas pude continuar com diversos estudos bíblicos por meio do telefone. O que havia acontecido? De algum modo, o carro desengatou-se e retrocedeu, passando por cima das minhas pernas. Apesar deste acidente, realizei meu estudo e depois fui para o hospital para ser examinada. Não se havia quebrado nenhum osso! Mas tive de ficar no hospital por seis semanas. O médico que tratou de mim ficou espantado e chamou isso de “milagre”.

      Agora, na força desvanecente da minha idade, continuo a pregar e a louvar o grande nome de Jeová! Aos oitenta e quatro anos de idade, continuo decidida a ser fiel ao Patrão mais maravilhoso e mais amoroso do universo, Jeová. Sim, a pregação por tempo integral foi deveras uma carreira muito maravilhosa e muito satisfatória! Eu oro para continuar a ser fiel até o fim.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1974 | 15 de janeiro
    • Perguntas dos Leitores

      ● Durante a Segunda Guerra Mundial, em alguns campos de concentração na Alemanha, onde havia apenas mulheres encarceradas, houve casos em que uma irmã dedicada realizou um batismo. Assim, certa irmã conta que, depois de ela obter conhecimento da verdade, num campo de concentração, e depois de se dedicar a Jeová, ela foi então batizada por uma irmã. É válido tal batismo?

      Um exame da Bíblia não revela nenhuma evidência de mulheres batizarem. Mas ela registra os exemplos de homens dedicados batizarem outros. (Mat. 3:13-17; João 4:2; Atos 8:38) A Palavra de Deus não nos autoriza a declarar que um batismo realizado por uma irmã seja aceitável; portanto, no caso mencionado, a irmã devia ser batizada por um irmão dedicado, segundo os requisitos da Bíblia.

      Entretanto, isto não significa que a dedicação feita pela irmã no campo de concentração não tenha validez. O próprio fato de ela ainda servir a Jeová anos depois de seu livramento do campo mostra que ela compreendeu o que estava fazendo e realmente fez uma dedicação. Portanto, a data de sua dedicação pode ser registrada por ela como originalmente.

      Quando alguém aprende a verdade numa prisão ou em outro lugar onde não há varões dedicados presentes, nem disponíveis, para realizarem um batismo, e a pessoa desejar fazer uma dedicação a Jeová, o que poderá fazer? Romanos 10:10 diz: “Com o coração se exerce fé para a justiça, mas com a boca se faz declaração pública para a salvação.” A mulher crente pode dirigir-se a Jeová em oração e fazer sua dedicação. Ela poderá então fazer uma declaração pública de sua fé e poderá tornar público, perante irmãs dedicadas que talvez estejam presentes, que ela ‘exerceu fé no coração’ e que espera a primeira oportunidade para ser batizada por um irmão. Jeová olha para o coração (Pro. 17:3; 21:2), e a condição de coração de tal mulher certamente levaria à salvação. No caso de Cornélio e dos de sua casa, houve evidentemente um reconhecimento celestial da condição de coração, pois o espírito santo veio sobre eles antes do batismo. Seis irmãos circuncisos, de Jope, haviam acompanhado Pedro nesta ocasião, e eles não podiam levantar nenhuma objeção quando Pedro ordenou que estes primeiros crentes gentios, que haviam recebido espírito santo, fossem batizados. — Atos 10:44-48.

      Do mesmo modo, um homem talvez aprenda a verdade e faça uma dedicação válida quando encarcerado, e embora haja irmãos dedicados presentes,

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