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A primeira vez que for a um Salão do ReinoA Sentinela — 1970 | 15 de abril
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ser lida “na frente de todo o Israel”. Jeová disse: “Congrega o povo, os homens e as mulheres, e os pequeninos . . . para que escutem e para que aprendam.” (Deu. 31:11, 12) Deste modo, os pais sabem o que os seus filhos ouvem, e por isso podem ajudá-los mais tarde a compreender os pontos mais difíceis. Cria-se união, quando famílias inteiras se sentam juntas para considerar a Palavra de Deus. E os jovens aprendem a ficar sossegados e atentos, bem como a usar a Bíblia na leitura dos textos citados durante a reunião. Sim, há muitos benefícios.
Jesus se sentia feliz em ter presentes as criancinhas quando se falava da Palavra de Deus, e o mesmo se dá com as testemunhas de Jeová. (Mat. 19:13, 14) Observará isso no Salão do Reino.
REUNIÕES AOS DOMINGOS
Usualmente, cada congregação das testemunhas de Jeová tem diversas reuniões em horas diferentes durante a semana. Cada uma delas é característica, abrangendo matéria diferente, mas descreveremos o que presenciará quando for às reuniões realizadas no fim da semana, usualmente aos domingos. Escolhe-se a hora de modo que estas reuniões importantes se realizem quando é mais conveniente para a maioria na localidade.
Primeiro profere-se uma conferência bíblica, pública. O presidente apresentará o assunto e o orador. Daí, durante o discurso, que dura quase uma hora, os na assistência podem acompanhar o orador na sua própria Bíblia quando fala sobre o assunto anunciado, à base das Escrituras. Talvez trate da aplicação de princípios bíblicos à vida familiar, ou de uma doutrina tal como a ressurreição ou a provisão dum paraíso, por Deus, ou duma consideração de versículo por versículo de alguns capítulos da Bíblia.
Jesus proferiu discursos públicos similares, e “as multidões ficaram assombradas com o seu modo de ensinar”. (Mat. 5:1, 2; 7:28) Os oradores públicos, no Salão do Reino, estudaram o modo de ensinar empregado por Jesus, e cremos que achará os discursos muito mais proveitosos do que os costumeiros sermões nas igrejas da cristandade. O orador talvez use um quadro-negro ou uma tabela. Às vezes recapitula as questões apresentadas, e os presentes que quiserem responder podem fazê-lo por indicar isso.
Após o discurso, haverá durante uma hora um estudo de matéria bíblica na revista A Sentinela, que se estuda junto com a Bíblia. Esta parte do programa começará com um cântico. Daí, um dos ministros fará uma oração. Durante o estudo, ler-se-ão as perguntas impressas ao pé de cada página da revista. Se quiser dar um breve comentário, poderá fazer isso. Naturalmente, aquele que dirige o estudo costuma chamar apenas os que levantam a mão para indicar que querem responder, para que não se embarace a ninguém. Achamos este método de estudo o mais interessante e proveitoso, e é provável que pense assim também.
No fim do estudo, entoa-se outro cântico, do mesmo modo como Jesus concluiu uma das suas reuniões com cântico. (Mat. 26:30) Nós usamos o cancioneiro “Cantando e Acompanhando-vos com Música nos Vossos Corações”. (Efé. 5:19) Se não tiver um exemplar dele, qualquer Testemunha no Salão do Reino com prazer o deixará olhar no dela. Todos gostamos muito destes cânticos que acalentam o coração. Como encerramento, faz-se uma oração final de agradecimento a Deus.
Uma coisa que talvez tenha notado nesta descrição é que não se fez menção de se passar a bandeja de coleta. Embora este costume seja comum na cristandade, é antibíblico e não é seguido pelas testemunhas de Jeová. No que se refere a contribuições, a Palavra de Deus diz: “Faça cada um conforme tem resolvido no seu coração, não de modo ressentido, nem sob compulsão, pois Deus ama o dador animado.” (2 Cor. 9:7) De modo que, no Salão do Reino, há uma caixa de contribuições pequena e inconspícua, para os que gostariam de fazer uma dádiva “em secreto”, conforme Jesus mencionou. — Mat. 6:3, 4.
AS PESSOAS QUE ENCONTRARÁ
É muito provável que tenha curiosidade de saber que tipo de pessoas vai encontrar no Salão do Reino. Os que freqüentam o Salão do Reino não vêm porque é a coisa correta a fazer em sentido social, nem para impressionar seus amigos, mas porque querem aprender da Bíblia qual é a vontade de Deus e alcançar a madureza espiritual como cristãos. Pode imaginar quão agradável é encontrar-se no meio de tais pessoas!
A Palavra de Deus salienta a importância de ‘nos ajuntarmos, encorajando-nos uns aos outros, e tanto mais quanto vemos’ aproximar-se o fim deste sistema iníquo de coisas. (Heb. 10:25) Portanto, quando as testemunhas de Jeová se reúnem, procuram encorajar-se mutuamente em sentido espiritual. Um modo de fazer isso é por se participar do programa e dar comentários valiosos durante a reunião. Outro modo, porém, é o de manter palestras cordiais e edificantes antes e depois das reuniões. Sentirá isso quando alguém se dirige à sua pessoa e se apresenta, genuinamente deleitado de dar-lhe as boas-vindas no Salão do Reino.
Alguns dos que encontrará ali talvez sejam conhecidos seus do bairro onde mora ou pessoas que se criaram na mesma igreja que freqüentou. Eles também vieram algum dia pela primeira vez ao Salão do Reino. Portanto, saberão exatamente como se sente na sua primeira visita, e terão prazer em responder a qualquer pergunta que tenha sobre a atividade das testemunhas de Jeová. Muitos se agradaram tanto do que viram e ouviram na sua primeira visita ao Salão do Reino, que passaram a vir regularmente. Esperamos que faça o mesmo.
Nenhuma das Testemunhas que encontra terá um título tal como “Rabino”, “Padre” ou “Reverendo”. Embora estes sejam de uso comum entre os líderes religiosos a Bíblia salienta que os adoradores verdadeiros não se devem dar títulos religiosos altissonantes. Jesus aconselhou: “Não sejais chamados Rabi, pois um só é o vosso instrutor, ao passo que todos vós sois irmãos. Além disso, não chameis a ninguém na terra de vosso pai, pois um só é o vosso Pai, o Celestial. . . . Mas o maior dentre vós tem de ser o vosso ministro.” (Mat. 23:8-12) Em harmonia com isso, não há distinção entre clero e leigos no meio das testemunhas de Jeová. Todos os cristãos batizados são irmãos e irmãs espirituais, assim como Jesus indicou.
Talvez se encontre com ministros que cuidam de designações específicas para ajudar seus concristãos. Estes são chamados na Bíblia “superintendentes” e “servos” na congregação. (1 Tim. 3:1, 8) Quão apropriados são estes termos, visto que estes homens provêem a necessária supervisão e servem realmente seus irmãos e suas irmãs espirituais! Tais “servos” não se destacarão por algum tipo especial de roupa, mas é provável que os veja ajudar outros a obter Bíblias e outras publicações úteis para ajudar os sinceros a aprender a vontade de Jeová. Ou talvez façam arranjos para os diversos na congregação prepararem discursos para as reuniões. Sim, verá o Salão do Reino cheio de pessoas ativas e felizes, e achamos que vai gostar de estar ali.
Há, naturalmente, outras coisas sobre as quais poderíamos falar, tais como as outras reuniões programadas e a biblioteca de pesquisa no Salão do Reino. Mas, deixaremos que alguns dos ministros amistosos na reunião lhe falem sobre estas coisas.
Conforme poderá ver, desta breve descrição, as atividades no Salão do Reino têm por centro a Bíblia. Convidamo-lo a trazer consigo o seu exemplar dela.
Achamos que a sua visita ao Salão do Reino será uma ocasião satisfatória e memorável. Aceite nosso convite e venha em breve.
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Afinal, quem é Deus?A Sentinela — 1970 | 15 de abril
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Afinal, quem é Deus?
PARA muitas crianças, Deus é bem real, uma figura bastante imponente, mas que não amedronta. Quando se pediu a crianças de menos de dez anos que descrevessem a Deus, suas cartas revelaram franqueza, encanto e reverência. Por exemplo, uma das crianças escreveu:
“Querido Deus: Quando você começou a fazer a terra e pôs nela gente, e todos os animais, e a grama, e as estrelas, ficou muito cansado? Tenho ainda muitas outras perguntas.” É evidente que, para esta criança, Deus é real. A criança não sabe muito a respeito de Deus, mas quer aprender, pois tem “muitas outras perguntas”.
Outra criança expressou uma atitude similar, escrevendo: “Querido Deus: Como é quando a gente morre? Ninguém me quer dizer. Só quero saber, não o quero fazer.”
As crianças, em geral, formam um conceito vago, mas terno de Deus. Mas, depois de crescidas, as pessoas freqüentemente perdem esta confiança e fé em Deus. A educação que recebem depois amiúde mina-lhes a fé.
CRENÇA INFANTIL?
Significa isso que é infantil crer que Deus é realmente uma pessoa que se interessa nos assuntos da terra? É tal Deus apenas fruto da imaginação infantil? É ele apenas ficção, como o Papai Noel?
Pois bem, considere o seguinte: Em todo o universo são evidentes desígnio e ordem maravilhosos. “Para mim”, observou o falecido cientista Albert Einstein, “basta . . . meditar na maravilhosa estrutura do universo, vagamente perceptível a nós, e tentar compreender humildemente nem que seja uma infinitésima
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