BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • Um convite para louvar a Jeová
    A Sentinela — 1960 | 1.° de novembro
    • pela obediência aos seus mandamentos.

      Agora é o tempo em que, em harmonia com a profecia de Jesus sobre o tempo do fim, “estas boas novas do reino” estão sendo pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações, antes de vir o fim derradeiro. Aproveite-se da grandiosa oportunidade que se lhe apresenta. Anuncie a salvação dada por Deus, agora, antes que venha o fim consumado, para que possa estar entre os que serão beneficiados por ela. Participe na proclamação do estabelecimento do reino de Deus, para que possa ser um dos seus súditos e receber para sempre os seus benefícios. — Mat. 24:14, NM.

  • Vivendo agora para um novo mundo
    A Sentinela — 1960 | 1.° de novembro
    • Vivendo agora para um novo mundo

      1. O que terá Deus segundo o seu propósito, e o que escreveu Pedro sobre isso?

      O PROPÓSITO de Deus ter um novo mundo em que habite a justiça. Foi a esperança de tal novo mundo que incentivou os primitivos cristãos nos dias dos apóstolos; deveras, fez que mudassem completa as suas vidas. Em vez de viver para as coisas que o m em volta deles lhes podiam oferecer, começaram a viver para esse novo mundo. O apóstolo Pedro escreveu: “Desde que todas estas coisas [as coisas do velho mundo em volta deles] assim serão dissolvidas, que sorte de pessoas deveis ser em atos santos de conduta e feitos de devoção piedosa . . . ! Mas, há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes habitará a justiça.” — 2 Ped. 3:11-13, NM.

      2. Qual foi o resultado da rebelião do homem no Éden?

      2 Muito antes dos dias de Pedro, Jeová, o Criador do universo, fizera conhecer o seu propósito de ter tal novo mundo. Ele disse por meio do profeta Isaías: “Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das cousas passadas, jamais haverá memória delas.” (Isa. 65:17, ALA) Foi desde o princípio o seu propósito ter tal mundo justo, e foi só por causa da rebelião do homem no Éden que esta terra se tornou um lugar em que a iniqüidade e a injustiça vieram a florescer, e o pecado tem resultado em sofrimento e morte para os habitantes da terra, em vez de a terra ser um paraíso de paz e felicidade, com vida eterna para os que nela vivem. Mas, Deus não abandonou este emocionante propósito seu, pois ele promete que os justos “possuirão a terra, e residirão nela para sempre”. — Sal. 37:29, NM.

      3. Que significará que ‘a justiça habitará na terra’?

      3 A palavra “justo” significa “reto, virtuoso, obediente à lei”. O propósito declarado de Deus é ter então uma terra purificada, restaurada à condição de beleza paradísica igual ao Éden original, em que “habitará a justiça”. Há de ser um mundo em que florescerão a justiça, a verdade e a retidão, em que todos os habitantes da terra serão obedientes às leis, isto é, cumprindo a lei divina e fazendo a vontade divina. Foi em prol de tais condições na terra que Jesus nos ensinou a orar na sua oração-modelo: “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.” — Mat. 6:9, 10, Al.

      4, 5. (a) Por que trouxe Deus o Dilúvio sobre a terra? (b) De que era quadro o Dilúvio, e como são as atuais condições na terra similares ás que existiam pouco antes do Dilúvio?

      4 Hoje não vivemos em tal mundo. Os habitantes deste mundo não vivem juntos em paz, nem há tratos justos entre a maioria deles. A virtude é algo facilmente posto de lado. Há menos respeito pela guarda das leis corretas, mesmo das leis dos homens, pois as notícias indicam claramente que aumenta o desrespeito pela lei. O que, porém, mais perturba as pessoas sinceras é o fato de que este mundo mostra pouco ou nenhum respeito pela lei divina de Deus. Condições similares existiam na terra nos dias de Noé, quando “a maldade do homem se multiplicara sobre a terra, e . . . toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente”. (Gên. 6:5, Al) Por causa desta maldade, Deus destruiu aquela sociedade iníqua dos homens por um dilúvio, permitindo que apenas Noé e sua família escapassem. A Bíblia fala disso como sendo a destruição duma “terra”. Não era que a terra literal fosse destruída; o que foi destruído foi a sociedade de pessoas que vivia na terra, os que viviam apenas para as suas próprias idéias mundanas depravadas e que se tinham esquecido de Deus. — 2 Ped. 3:5, 6.

      5 O que aconteceu naquele tempo foi um modelo em pequena escala de como Deus há de destruir este presente mundo mau. O próprio Jesus avisou sobre isto e disse: “Pois assim como foram os dias de Noé, assim será a presença do Filho do homem.” (Mat. 24:37, NM) Foi acuradamente predito que pouco antes do fim deste mundo perverso as condições na terra seriam similares às que precediam ao Dilúvio. Note quão fiel aos fatos são estas palavras inspiradas: “Nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar. Pois os homens serão amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, sem benignidade, não tendo afeição natural, não querendo entrar em acordo, caluniadores, sem autocontrole, cruéis, sem amor à bondade, traidores, obstinados, inchados com amor-próprio, mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus.” (2 Tim. 3:1-4, NM) Um estudo cuidadoso das outras profecias da Bíblia torna bem certo que vivemos agora nestes últimos dias, e isto significa que o fim deste presente mundo mau ocorrerá em nosso tempo.

      O AJUNTAMENTO DAS OVELHAS PARA A SOCIEDADE DO NOVO MUNDO

      6, 7. (a) A que espécie de pessoas mostra Jeová agora misericórdia? (b) Como fala Jesus do ajuntamento atual dos que amam a justiça?

      6 A destruição deste mundo mau envolverá necessariamente as vidas de grande número de pessoas. Mas Deus, na sua benevolência e misericórdia, tem por propósito fazer que, antes de este mundo vir ao fim, se ajuntem dentre as nações os que amam o que é direito, os que desejam ver a justiça florescer, os que mostram fé na Palavra de Deus, a Bíblia, e na promessa do novo mundo, cuja fé é tal que estão preparados a dar as costas a este velho mundo e seu mau proceder, e, em vez disso, ajustar-se aos princípios de justiça que hão de governar para sempre o novo mundo feito por Deus.

      7 Que haveria em nossos dias tal ajuntamento dos que amam a justiça é esclarecido nas Escrituras. O próprio Jesus proferiu a parábola das “ovelhas e dos cabritos para ilustrar exatamente isso. O relato desta parábola, em Mateus 25:31-46, indica que se trataria dum ajuntamento de pessoas de todas as nações e da separação delas do mundo, de tal modo que seriam identificáveis como povo separado e ajuntado. Jesus mostrou além disso que haveria tal ajuntamento de pessoas semelhantes a ovelhas para formar um povo identificável nestes últimos dias, quando disse: “E tenho outras ovelhas, que não são deste aprisco; essas também tenho de trazer, e elas escutarão a minha voz, e se tornarão um só rebanho, um só pastor.” (João 10:16, NM) Estes são os que aceitam a chamada feita em Sofonias 2:3: “Buscae a Jehovah, todos os mansos da terra, que tendes posto por obra o seu juizo: buscae a justiça, buscae a mansidão; pôde ser que sejaes escondidos no dia da ira de Jehovah.” — Veja-se também Isaías 2:1-3.

      8. Que escolha confronta agora todos os viventes?

      8 Assim se dá que todas as pessoas que hoje vivem têm a oportunidade de aprender a verdade e então fazer a decisão quanto ao seu próprio destino. É preciso escolher: Desejará continuar a viver igual a este presente mundo mau, empenhar-se nas suas práticas erradas, ser parte dele e morrer com ele? Ou deseja aprender a respeito do novo mundo, almejando a sua justiça, viver para ele e viver nele para sempre? Abandonará este mundo de injustiça para viver agora para o novo mundo?

      9, 10. (a) Por que não pode haver demora na decisão? (b) Que decisão farão os que amam a justiça, em harmonia com Romanos 12:2?

      9 É uma escolha que não pode ser adiada indefinidamente. Não se pode dizer com sabedoria: “Bem, mudarei quando esse novo mundo vier. Naturalmente estarei então disposto a conformar-me àquilo que Deus desejar que façamos naquele novo mundo.” Não! Agora é o tempo para se começar a viver para o novo mundo, dando-se evidência de ser adorador genuíno de Deus em espírito e em verdade, como alguém semelhante a uma ovelha, amante do que é direito, pois “o Pai espera que tal espécie o adore”. — João 4:23, NM.

      10 Antes que venha a destruição deste mundo na batalha do Armagedon, chamada assim pela Bíblia, Jeová Deus oferece às pessoas das nações a oportunidade de aprender a verdade, de se harmonizar coro ela e daí demonstrar a sua fé por buscarem o caminho da justiça, dando evidência de que são a espécie de pessoas que viveriam em justiça no perfeito novo mundo de Deus, se recebessem a oportunidade para isso. Se for o seu desejo sincero receber a aprovação de Deus e obter dele a vida naquele novo mundo, então desejará agir alegremente em harmonia com as palavras: “Deixai de vos amoldar a este sistema de coisas, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente, para que proveis a vós mesmos a boa, aceitável e completa vontade de Deus.” — Rom. 12:2, NM.

      11. O que faz que as testemunhas de Jeová sejam tão notavelmente diferentes?

      11 As testemunhas de Jeová, como grupo cristão de pessoas, esforçam-se a seguir esta ordem bíblica. São um povo ajuntado de todas as nações. Crêem na promessa bíblica dum novo mundo e já começaram a viver agora para ele. Por esta razão são de fato uma sociedade do Novo Mundo. É este fato simples que as torna tão notavelmente diferentes. Sua fé no novo mundo não é negativa, mas é positiva. É uma fé viva e as move ao apoio ativo daquilo que crêem. É por isso que são encontradas visitando os lares das pessoas para falar-lhes sobre a sua esperança. Nisto estão privilegiadas a cumprir uma das profecias para os nossos dias: “E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, com o propósito de dar testemunho a todas as nações, e então virá o fim consumado.” (Mat. 24:14, NM) Mas, sabem que viver para o novo mundo significa mais do que pregá-lo. Viver para o novo mundo significa viver em harmonia com os princípios justos do Criador dele em tudo o que se faz, e estes princípios precisam governar todas as ações da pessoa como pai ou como filho, como empregador ou como empregado, no trabalho ou na folga.

      12. Como considera o mundo os que fazem a mudança para o modo de vida do Novo Mundo, mas de que nos devemos lembrar?

      12 Significará uma grande mudança para os que adotam tal proceder, irias certamente será uma mudança para melhor. Tal mudança é muitas vezes mal entendida. Este mundo é governado flor certos princípios e idéias; o novo mundo é governado por outros — por princípios e propósitos divinos. O mundo talvez estranhe quando nos harmonizamos com estes últimos; pois não nos ajustamos mais ao seu modo de pensar e de agir. Talvez conduza até a antagonismo e oposição da parte de pessoas que antes considerávamos nossos amigos. Não se deu o mesmo com Jesus? E não escreveu o apóstolo Pedro: “Porque não continuais a correr com eles . . . , eles se admiram e continuam a falar de vós abusivamente”? (1 Ped. 4:4, NM) Mas, o objetivo do cristão na vida é principalmente agradar a Deus, e por isso, a coisa importante a saber é “de que maneira deveis andar e agradar a Deus”, não apenas aos homens. — 1 Tes. 4:1; Col. 1:10; 1 Tes. 2:4.

      13. Como se viram as pessoas confrontadas por uma questão similar nos dias primitivos do cristianismo?

      13 Se for o seu sincero desejo receber das mãos de Deus a vida no Seu novo mundo de justiça, então é do seu interesse examinar cuidadosamente alguns dos princípios básicos de conduta, que Deus exige dos que ele ajunta hoje para o seu lado de favor e bênção, reunindo-os como um só rebanho na sociedade do Novo Mundo. As decisões que tiver de fazer são similares às que confrontaram os que viveram nos dias primitivos do cristianismo, quando se viram pela primeira vez defronte da verdade pregada pelos apóstolos e viram a escolha entre continuar a proceder como antes, em harmonia com o proceder das nações em volta deles, e fazer a mudança necessária, se quisessem entrar em relação favorável com seu Criador.

      OS PRINCÍPIOS DA VIDA SEGUNDO O NOVO MUNDO

      14, 15. De que proceder se deviam desviar os cristãos em Éfeso, segundo lhes disse Paulo?

      14 Por volta do ano 60, ou 61 (E. C.), o apóstolo Paulo escreveu aos cristãos em Éfeso. Antes de se lhes ter pregado a verdade, os membros daquela congregação primitiva tinham vivido igual às outras pessoas das nações. Mas aquela espécie de vida não era a que agradava a Deus. Por isso Paulo lhes escreveu que não continuassem mais “a andar assim como andam também as nações na inutilidade de suas mentes, enquanto estão mentalmente em escuridão e alienados da vida que pertence a Deus, por causa da ignorância que há neles, por causa da insensibilidade dos seus corações. Tendo ficado além de qualquer senso moral, entregaram-se à conduta desenfreada, para cometerem com avidez toda espécie de imundície”. — Efé. 4:17-19, NM.

      15 Foi esta a espécie de exemplo de viver que Cristo Jesus lhes dera para seguira Certamente não! “Mas, não aprendestes que o Cristo seja assim, assumindo, naturalmente, que o ouvistes e que fostes ensinados por intermédio dele, assim como a verdade é em Jesus, para que vos despojeis da velha personalidade que se conforma ao vosso procedimento anterior e que se corrompe segundo seus desejos enganosos; mas, para que sejais feitos novos na força que ativa vossa mente, e vos revistais da nova personalidade que foi criada, segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e benevolência.” — Efé. 4:20-24, NM.

      16. Que principio básico considera Paulo em Efésios 4:25?

      16 O apóstolo passa então a mencionai por nome algumas das más coisas praticadas pelas nações e que não podiam mais ser praticadas pelos cristãos. O que ele tinha para dizer é exatamente tão importante para nós os que vivemos agora durante o tempo do fim deste sistema de coisas, se é que queremos seguir o exemplo dos primitivos cristãos e aprender a viver dum modo agradável a Deus para receber a sua aprovação. Primeiro, observe que o versículo 25 do capítulo 4 de Efésios nos diz que depois de termos posto de lado a falsidade devemos falar “a verdade cada um ao seu próximo”. (NM) Este mesmo princípio foi declarado por Jeová, muitos séculos antes, por meio do seu profeta Zacarias (capítulo 8, versículos 16, 17): “Estas são as cousas que fareis: falae a verdade, cada um com o seu proximo; julgae nas vossas portas juizo de verdade e de paz; nenhum de vós intente no seu coração o mal contra o seu proximo; e não ameis o juramento falso; porque todas estas são cousas que aborreço, diz Jehovah.”

      17, 18. (a) Como é a desonestidade considerada pelas pessoas deste velho mundo? (b) Quais são algumas das razões por que as pessoas dizem mentiras?

      17 A desonestidade, que inclui coisas tais como mentir, enganar, roubar e defraudar, é muito comum neste mundo, não é verdade? É encontrada em todas as rodas da vida, entre pessoas de todas as idades. Não só as crianças mentem para não serem descobertas em algum proceder errado, mas também os adultos mostram desonestidade nos seus tratos com outros, nos negócios, ao procurarem fugir da responsabilidade por alguma dívida ou obrigação ou para encobrir algum mal. Por causa disso, muitos começaram a perder a confiança nos outros. Alguns chegam até a afirmar que, por causa da desonestidade dos outros, é direito que eles também sejam desonestos. Mas, se nós quisermos fazer o que é direito, não podemos mais “andar assim como andam também as nações na inutilidade de suas mentes”.

      18 Há muitas razões por que não há honestidade entre pessoas e por que recorrem à mentira e ao engano. Conforme mencionado acima, uma razão é fugir da punição por algum proceder errado. O medo é certamente uma forte influência na vida de muitos e é uma das razões básicas para o mentir. Em alguns países, o povo é criado com o medo dos “espíritos” dos antepassados falecidos, e é ensinado desde a juventude que é necessário enganar estes “espíritos” para evitar dano. Os que têm tal crença chegam muitas vezes a pensar que mentir e enganar para tal fim não é mau; mas, tal idéia é certamente prejudicial para a consciência da pessoa e enfraquecerá a sua capacidade de falar a verdade, em vez de a mentira, nos seus tratos com os seus próximos. Alguns assumem a atitude dê que o mentir é só errado quando a pessoa é apanhada na mentira, mas, se consegue mentir com êxito, então é “esperta” e tem feito algo de admirável. É deveras um conceito pervertido do que é certo e do que é errado. Ainda outros mentem de orgulho. De fato, é verdade dizer-se que alguns levam toda a sua vida como mentira, afirmando ser algo que não são, e tendo de inventar histórias inverídicas sobre as suas façanhas para apoiar as suas afirmações. Ainda outros mentem deliberadamente para enganar, para desencaminhar, a fim de ganhar algum, vantagem sobre os outros, para o seu próprio lucro egoísta.

      19. Por que não há lugar para o mentir e o enganar na sociedade do Novo Mundo?

      19 Quando se aprende a verdade da Palavra de Deus, vê-se a necessidade de deixar de lado toda a prática da desonestidade. O temor é substituído pelo amor; o amor por Jeová, por seus princípios e pelos irmãos cristãos. Ao aprenderem que os antepassados estão realmente mortos nos túmulos e não vivos em outra parte como “espíritos”, os que antes tinham esta crença não mais temem a tais, nem acham que precisam enganá-los. O cristão sabe que não pode enganar a Deus, e mesmo se tentasse enganar ou mentir a outras criaturas humanas, Jeová, que pode ver os pensamentos mais íntimos do coração não seria enganado, e Sua desaprovação levaria a resultados desastrosos. O orgulho, outra causa da mentira, é algo odiado por Deus, mas ele aprova a humildade. Portanto, na crescente sociedade do Novo Mundo de Deus não há lugar para coisas tais como o enganar, o mentir e outras formas de desonestidade. — 1 Cor. 4:5; 1 Tes. 2:4; Atos 5:3-5; Miq. 6:8; 1 João 4:18; Mat. 22:37-39; Pro. 16:5.

      A HONESTIDADE NAS DIVERSAS RELAÇÕES

      20. Embora haja confiança e confidência entre as testemunhas de Jeová, contra que é correto que se protejam?

      20 Entre os que agora estão sendo ajuntados dentre as nações do mundo para o um só “rebanho” das ovelhas de Jeová substituem-se assim a desconfiança e a suspeita da sociedade do velho mundo pela confiança e confidência. Sim, mesmo agora, os princípios da Palavra de Deus estão mudando as vidas das pessoas para que possam usufruir a associação cristã sem os temores que afetam a associação dos que estão no velho mundo. Isto não significa que as testemunhas de Jeová sejam, por exemplo, um povo crédulo, facilmente enganado, confiando como que em qualquer um. Usam de precaução sensata e estão alertas a lidar com qualquer pessoa de maquinações iníquas que procure infiltrar-se na sua associação por razões de lucro pessoal, para aproveitar-se da bondade e da confiança existentes na sociedade do Novo Mundo. Tais mal-intencionados mostram prontamente pelas suas obras que não amam a verdade e a justiça, no íntimo, e os cristãos maduros logo percebem o seu disfarce hipócrita. — Mat. 7:20.

      21. Como se aplicaria o principio da honestidade nos negócios dum cristão?

      21 Que se pode dizer daquele que é dono e administrador dum negócio? Pode ele, como cristão, usar corretamente de meios enganosos para fazer competição aos outros e aumentar seu lucro? O seguinte princípio bíblico é muito pertinente em resposta a essa pergunta: “Não cometereis injustiça no juízo, . . . nem no peso, nem na medida. Balanças justas, pesos justos.” Portanto, o comerciante cristão não enganaria os seus fregueses por não lhes dar a medida pelo seu dinheiro ou por trabalho inferior, a fim de ter um lucro desonesto. Igualmente, ele lidará justa e honestamente com os seus empregados. — Sal.19:35, 36; Col. 4:1, ALA.

      22. Com que objetivo se apresenta esta informação neste artigo?

      22 Isto não significa que o cristão tem o direito de ir falar aos outros como eles devem manejar os seus negócios, como se fosse juiz de tais questões. O propósito do que se escreve aqui não é tentar dizer às pessoas do mundo como devem cuidar de suas vidas. O que se apresenta aqui são simplesmente princípios que governam a vida cristã, para que os que desejam cessar de viver do modo como as nações fazem e viver em harmonia com a justiça do Novo Mundo, possam ser ajudados a fazer isso.

      23. Como pode uma pessoa ser desonesta no seu trabalho, e por que razão de máxima importância deve o cristão ser trabalhador diligente?

      23 O mesmo princípio de honestidade aplica-se também aos empregados em relação a seus patrões. Quando alguém entra num acordo de trabalhar para outro por determinado ordenado, então tal acordo deve ser cumprido. Se a pessoa não o cumprir, por preguiça de fazer o trabalho designado, isso seria realmente uma forma de desonestidade, não é verdade? Seria igualmente desonesto se a pessoa usasse o tempo em que concordou trabalhar para o patrão, e pelo qual recebe ordenado, para outros objetivos, mesmo que ache que tal outro objetivo seja mais interessante ou mesmo mais proveitoso para si própria ou para os outros. Usar assim o tempo do patrão sem o seu conhecimento e sua permissão é ser infiel ao acordo. O trabalhador honesto e diligente ganha respeito e uma reputação honrosa. (1 Tes. 4:11, 12) O empregado ou servo cristão faz bem o seu trabalho, não apenas para agradar aos homens ou ganhar a aprovação dos homens, mas por que é direito fazer isso, é ser honesto, e ele reconhece que é um proceder que agrada a Jeová e lhe traz uma recompensa dele. Paulo escreveu em Efésios 6:5-8 (NM): “Vós, escravos, sede obedientes aos que são vossos senhores em sentido carnal, com temor e tremor, na sinceridade de vossos corações, como ao Cristo, não de modo ostentoso como para agradar a homens, mas como escravos de Cristo, fazendo a vontade de Deus de toda a alma. Sede escravos com boas inclinações, como a Jeová, e não como a homens, pois sabeis que cada um, qualquer que seja o bem que fizer, receberá isto de volta de Jeová.” — Compare-se com Colossenses 3:22-25.

      24. Que principio adicional do modo de vida do Novo Mundo é declarado em Efésios 4:28?

      24 Continuando no capítulo 4 de Efésios (versículo 28, NM), o apóstolo especificou outra regra do modo de vida do Novo Mundo: “Que o ladrão não roube mais, antes, trabalhe arduamente, fazendo com as mãos o que é boa obra, a fim do que tenha algo para distribuir a alguém em necessidade.” Roubar significa tirar algo a que não se tem direito, secretamente, sem ser visto. É fácil de compreender que arrombar uma casa, à noite, quando o proprietário não está ali, e tirar dinheiro ou outros bens, tais como roupa, seja roubo. Mas, o que se pode dizer quando alguém lida com alimentos ou materiais, ou equipamento, no decorrer do seu emprego como empregado doméstico, ou num escritório ou numa fábrica? Tem-se a liberdade de se servir de tais coisas?

      25. Que perguntas podem ser feitas, para se guardar contra o roubo?

      25 Em certas comunidades aldeanas, em alguns países, é costume que o viajante em trânsito pela aldeia pode servir-se de um pouco de alimento, para que possa prosseguir na sua viagem revigorado. Este costume mostra consideração e louvável hospitalidade. Todos os da comunidade compreendem este costume onde é praticado, e não é de modo algum considerado roubo, mesmo que o viajante use o alimento na ausência do seu dono. Tal costume faz-nos lembrar da provisão feita para o estranho, para o viajante ou o pobre, debaixo da lei judaica. (Veja-se Levítico 19:9, 10.) Mas, os costumes mudam, e, embora tal costume seja ainda praticado em algumas comunidades rurais, não é mais comum nas grandes cidades, sob as condições da civilização moderna. Portanto, é preciso ajustar-se à situação onde quer que se esteja. Um guia seguro para se saber o que é roubo e o que não é roubo é perguntar-se: “Tenho o direito de tomar isso?” Quer dizer: “Tenho a permissão do proprietário deste alimento ou deste material para usá-lo ou tirá-lo?” Caso se tratar de algo que é propriedade do patrão, poderá perguntar-se: “Tiraria eu isto se o meu patrão estivesse presente e me visse?” Se achar que a resposta é “não” a qualquer uma destas perguntas, então sabe que seria roubo tomar o objeto em questão.

      26. Que poderá fazer o trabalhador honesto e diligente?

      26 Em harmonia com o conselho do apóstolo, o cristão deve trabalhar arduamente, fazendo com as mãos o que é bom, não o que é mau; deve ser honesto e diligente, não precisando roubar a fim de ter o suficiente para comer. Antes, não só proverá para as suas próprias necessidades e para as necessidades de sua esposa e seus filhos, se estiver casado, mas estará também em situação de ajudar a qualquer um de seus companheiros cristãos na congregação, que talvez não sejam tão afortunados, tendo possivelmente sofrido alguma perda ou desastre inesperado. E ele estará também em condições de contribuir para os fundos da congregação local, a fim de ajudar a arcar com as despesas e promover a obra da pregação das boas novas do reino .de Deus na sua vizinhança.

      27, 28. (a) De que modo são as pessoas muitas vezes desonestas quando tomam dinheiro emprestado? (b) Que diz a Bíblia sobre os que não restituem o que tomaram emprestado? (c) Que boas qualidades deve o cristão cultivar e que más qualidades deve abandonar?

      27 Este velho sistema de coisas está cheio de egoísmo. As pessoas mostram isso na sua atitude para com a vida, procurando ganhar o máximo pelo mínimo que possam dar em troca. Os líderes políticos e religiosos apelam para este egoísmo a fim de tentar ganhar apoio para as suas respectivas organizações. Isto se vê do modo como as pessoas estão prontas para tomar emprestado dinheiro de quem puderem, mas estão vagarosas para devolvê-lo, e muitas vezes acontece que nem têm a intenção de devolvê-lo. Alguns tentarão até justificar isso por dizer que tomar emprestado dum rico e não lhe pagar de volta não está realmente errado, visto que o rico não precisa do dinheiro para si mesmo. Quantas vezes surgem brigas e lutas por causa de dívidas não pagas! Por isso diz Salmo 37:21 que “o iníquo toma emprestado e não paga”.

      28 Jeová não abençoa os iníquos. Ele não abençoa os que são egoístas, gananciosos, apenas, interessados no que podem tirar da vida, ao passo que, em troca, fazem o mínimo possível pelos outros. Os que desejam a vida no novo mundo precisam cultivar amor, em vez de egoísmo, o espírito de dar, em vez de ganância. Em vez de endividar-se para aumentar os bens materiais, o cristão aprende a estar satisfeito com as coisas necessárias, trabalhando diligentemente para ganhar tais coisas com o trabalho honesto. O apóstolo Paulo exercia cuidado para não impor um fardo desnecessário aos seus irmãos. Ele não usou a sua condição para obter lucro material de seus companheiros cristãos, só porque era apóstolo. Não cobiçou deles nem “prata nem ouro”. Como apóstolo de tempo integral ele apreciava a ajuda das congregações, para que pudesse dedicar todo o seu tempo ao ministério, mas quando esta ajuda voluntária não era prestada, ele estava pronto para trabalhar com as suas próprias mãos na fabricação de tendas, pára cuidar de suas necessidades materiais. — Atos 20:33, 34; 18:3; 1 Tes. 2:9.

  • O proveito de se viver para o novo mundo de Deus
    A Sentinela — 1960 | 1.° de novembro
    • O proveito de se viver para o novo mundo de Deus

      1. O que disseram Tiago e Paulo sobre a Ira, a contenda e o uso errado da língua?

      NÃO é verdade que hoje em dia, neste mundo, as pessoas ficam prontamente iradas, perdendo o controle sobre o seu gênio? Isto leva muitas vezes a linguagem ríspida e abusiva, e mesmo a palavras impróprias e sujas. Tal linguagem mostra falta de bondade e de consideração para com os outros, e é apenas evidência de que a amargura, o ciúme e a contenda são parte das más condições em volta de nós. Tiago, o escritor bíblico, pergunta por isso: “Quem dentre vós é sábio e entendido? Que mostre ele, pela sua conduta correta, suas obras, com mansidão que é própria da sabedoria. Mas, se tendes ciúme amargo e contenda em vossos corações, não vos jacteis, nem estejais mentindo contra a verdade. Esta não é a sabedoria que vem de cima . . . Pois onde há ciúme e contenda, ali há também desordem e toda coisa vil.” (Tia. 3:13-16, NM) É por isso que Paulo disse corretamente, em Efésios 4:29-32 (NM):“Não proceda da vossa boca nenhuma declaração torpe, mas toda a declaração que é boa para a edificação, conforme haja necessidade, para que transmita aos ouvintes o que é favorável. . . . Sejam tiradas dentre vós toda a amargura maliciosa, e ira, e cólera, e gritaria, e linguagem abusiva, junto com tudo o que é injurioso. Mas, tornai-vos bondosos uns para com os outros, ternamente compassivos, perdoando-vos livremente uns aos outros, assim como também Deus, mediante Cristo, vos perdoou livremente.”

      2. Que conselho se deve seguir quando se fica temporàriamente vencido pela ira?

      2 Mesmo quando se torne necessário dar correção ou repreensão, como no caso de pais aos filhos, ou um superintendente cristão a alguém na congregação, a linguagem não deve refletir um espírito descontrolado. Quando alguém se sente momentaneamente vencido pelo calor da ira, é o tempo de ficar calado até que a ira se tenha acalmado e se possa falar sobre o assunto com o devido equilíbrio. Sob tais circunstâncias, é preciso ser “vagaroso para falar”, antes lembrando-se que “um homem irado suscita briga”. Para obtermos a aprovação de Deus, precisamos aprender a viver em paz, ser pacíficos, pois “felizes são os pacíficos, porque serão chamados ‘filhos de Deus”. — Tia. 1:19; Pro. 15:18; Mat. 5:9, NM.

      3, 4. Que outras coisas não podem existir na sociedade do Novo Mundo?

      3 Há ocasiões em que talvez se seja corretamente movido pela justa indignação contra o que é errado e mau. Mas, ser movido à indignação contra o que é errado, por causa do amor a Jeová e ao que é direito, e por se estar incomodado de ver o Seu nome e povo ser vituperado, é diferente de ser movido à ira devido ao orgulho ferido ou ao ódio a outra pessoa, ou para encobrir o temor de ficar exposto em algum proceder errado.

      4 Tudo o que obrar contra a paz e a ordem do arranjo de Deus para a vida de seu povo não pode existir na sua já formada sociedade do Novo Mundo. Isto significa que tais coisas como a briga ou a bebedeira (que muitas vezes leva à luta) não são parte do modo de vida do Novo Mundo. — Rom. 13:13.

      PRINCÍPIOS PARA O MATRIMÔNIO E PARA O COMPORTAMENTO MORAL

      5. Para que fim fez Deus os dois sexos, e que limitação impas ao privilégio da união sexual?

      5 Quando Deus, originalmente, colocou o homem e a mulher no jardim paradísico do Éden, era Seu propósito que se reproduzissem e multiplicassem, para se tornarem uma sociedade de pessoas que por fim povoariam a terra inteira com uma raça justa. A fim de que se pudessem multiplicar, Deus os criou com a capacidade de se reproduzirem, e foi por isso que ele criou os dois sexos, o masculino e o feminino. Pela união sexual entre homem e mulher gerariam filhos segundo a sua espécie. Isto seria direito e correto para eles, não havendo nada para se envergonhar por isso, e se intencionava, por isso, que fosse para eles uma experiência agradável. Mas, Deus impôs certas limitações ao exercício do privilégio da união sexual. Esta era licita apenas dentro do arranjo marital — o marido com a sua própria esposa, e a esposa com o seu próprio marido.

      6. (a) Era o propósito de Deus que se praticasse a poligamia em Israel? (b) Que disse Jesus sobre o casamento e o divórcio, em Mateus 19:4-9?

      6 Embora Deus permitisse por certo tempo que os israelitas praticassem a poligamia, não era esta o propósito de Deus para eles, nem lhes ordenou que adotassem esta prática. Quando primeiro instituiu o matrimônio, Deus deu a Adão apenas uma esposa. E por isso foi que Jesus disse trais tarde a respeito do costume judaico da poligamia e do divórcio: ‘Não lestes que quem os criou fê-los no princípio macho e fêmea, e disse: “Por esta razão deixará o homem seu pai e sua mãe, e se apegará à sua esposa, e serão os dois uma só carne”? Assim já não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus juntou, não o separe o homem.’ Disseram-lhe: ‘Por que, então, prescreveu Moisés que se desse certificado de repúdio e que se divorciasse dela’ Ele lhes disse: ‘Moisés, em consideração da dureza de vossos corações, vos fez a concessão de vos divorciardes de vossas esposas, mas não foi assim desde o princípio. Eu vos digo que qualquer que se divorciar de sua esposa, a não ser por motivo de fornicação, e casar com outra, comete adultério.’ — Mat. 19:4-9, NM.

      7. (a) Com quem somente pode o homem ou a mulher ter relações sexuais? (b) Qual é a única base para o divórcio que permite um novo casamento?

      7 Os princípios bíblicos em relação ao matrimônio são realmente muito simples. O cristão pode ter apenas uma esposa viva, e a cristã pode ter apenas um marido vivo. O homem pode ter relações sexuais apenas com sua esposa e não com outra mulher; a esposa pode ter relações sexuais apenas com seu marido e não com outro homem. Os dois tornaram-se uma só carne. Quando um dos cônjuges morre, então, naturalmente, termina o matrimônio, e o cônjuge sobrevivente pode casar-se novamente. (Rom. 7:2, 3) Mas, enquanto ambos vivem, a única base bíblica para o divórcio que admite um novo casamento é a violação das limitações do matrimônio quer pelo homem, quer pela mulher, por causa de relações sexuais com outra pessoa, tornando-se assim uma só carne com aquela outra pessoa, cometendo adultério. Quando a pessoa casada tem relações sexuais com outra pessoa que não seja seu cônjuge, viola e profana a lei de Deus referente ao matrimônio. (Heb. 13:4) A Bíblia não permite que o matrimônio seja terminado por um divórcio por qualquer outra razão, tal como a incapacidade de ter filhos, a diferença de religião, doença ou enfermidade crônica, crueldade, e assim por diante. Quando alguém obtém um divórcio por quaisquer destas razões mencionadas, não está biblicamente livre para se casar de novo e estaria cometendo adultério se o fizesse.

      8. Que proceder deve ser seguido por pessoas não casadas ou pelos noivos?

      8 Visto que as relações sexuais são permitidas apenas no estado casado, significa que as pessoas não casadas não as podem ter. Os que concordaram em casar-se, isto é, os que são noivos, precisam, portanto, cuidar de sua conduta e exercer a devida restrição, esperando até depois do casamento para entrarem na relação íntima que cabe de direito apenas aos casados. Qualquer relação sexual imprópria da parte de pessoas não casadas ou solteiras é fornicação e é condenado por Jeová Deus. Foi por isso que Paulo escreveu aos efésios que deram as costas ao velho mundo e ao proceder dele: “Não sejam nem mencionadas entre vós fornicação e impureza de toda espécie . . . Pois sabeis isto, . . . que nenhum fornicário, nem pessoa impura, nem pessoa gananciosa — o que significa ser idólatra — tem qualquer herança no reino do Cristo e de Deus.” — Efé. 5:3-5, NM.

      9. Qual tem sido o resultado da falta de respeito que há neste mundo pelos princípios de Deus quanto ao matrimônio? Como se mantém a sociedade do Novo Mundo Isenta de práticas erradas?

      9 A falta de respeito mostrada por este velho mundo para com os princípios justos de Deus, que governam o matrimônio, tem levado a toda espécie de dificuldades: matrimônios rompidos, lares desfeitos e filhos tornando-se maus por causa da falta de cuidado, do treinamento e do exemplo por parte dos pais. Os que desejam ver a vida no novo mundo de Deus, onde o matrimônio existirá apenas em harmonia com a lei divina, não podem copiar o proceder pervertido deste mundo em tais assuntos. Mesmo agora, enquanto ainda vivem neste mundo, os que vivem para o novo mundo precisam seguir os princípios de Jeová referentes ao matrimônio e ao comportamento moral. Por isso é direito e correto que as congregações cristãs estejam alertas para manter limpa a associação, expulsando do seu meio os que deliberadamente praticam tais atos errados. — 1 Cor. 5:11, 13; 6:9, 10.

      10. Por que é correto registrar legalmente o matrimônio?

      10 Por causa da seriedade do matrimônio e para protegê-lo contra qualquer abuso dos seus direitos e privilégios, é correto que o casamento entre homem e mulher seja devidamente registrado e reconhecido pela comunidade. Na maioria dos países, o casamento precisa ser registrado junto às autoridades locais do governo e se torna assim oficialmente reconhecido, recebendo o casal uma certidão de casamento.

      11. Qual é a base para um matrimônio bem sucedido, e que mudanças podem tornar-se necessárias se a família há de viver junta em harmonia com os princípios bíblicos?

      11 A base para um matrimônio bem sucedido é o amor e não a satisfação egoísta da paixão carnal. Em algumas comunidades tem sido costume os homens desprezarem as mulheres como sendo muito inferiores a eles, mesmo ao ponto de se considerar a mulher como alguma propriedade, em vez de como ajudadora e companheira. Em tais circunstâncias não há participação comum na vida, assim como Deus intencionou o casamento. Conformar-se aos requisitos da vida do Novo Mundo significa uma mudança completa na atitude para com o matrimônio e as responsabilidades para com o cônjuge. O marido precisa reconhecer que sua esposa não é apenas uma escrava ou criada. Ela também pode receber de Jeová Deus as mesmas bênçãos de vida que ele, e a adoração e o serviço dela são igualmente aceitáveis e agradáveis a Jeová. Quando tanto o homem como sua mulher começam a aprender a esperança do Novo Mundo, eles têm algo para partilhar, algo em que podem cooperar juntos. O homem animará a sua mulher, falará com ela sobre as suas esperanças e sua obra cristã. Em vez de negligenciar a sua esposa, para estar com seus amigos mundanos, o homem verá a necessidade de aprender a conviver com sua esposa e seus filhos como família, treinando-os em casa a estudar a Bíblia e na adoração verdadeira de Deus. A mulher, por outro lado, mostrará amor e o devido respeito por seu marido, cooperando com ele na criação dos filhos na “disciplina e no conselho de autoridade de Jeová”. Deste modo, o marido, a esposa e os filhos sentem-se atraídos em amor e compreensão, em bondade e espontaneidade, vivendo e trabalhando juntos para o novo mundo. — Efé. 5:22, 23, 28, 33; 6:l-4, NM.

      12. Por que é necessário que os cristãos, hoje, travem “uma luta árdua pela fé”?

      12 Hoje em dia praticam-se toda espécie de imoralidades neste mundo iníquo: relações sexuais licenciosas entre jovens solteiros, homens e mulheres casados tendo relações sexuais com outros, e há casos em que os casados até concordam em trocar de esposa e de marido para saciar seus desejos egoístas. As mentes de alguns são tão pervertidas, que procuram induzir os outros a tais práticas erradas sob o manto de falso ensino religioso. Todas estas coisas são perversas e violam os princípios divinos do matrimônio. Não é de admirar-se, então, que o apóstolo escrevesse que tais “estão mentalmente em escuridão e alienados da vida que pertence a Deus . . . Tendo ficado além de qualquer senso moral, entregaram-se a conduta desenfreada, para cometerem com avidez toda espécie de imundície”. (Efé. 4:18, 19, NM) E o discípulo Judas avisou o povo de Deus de que tais homens até se ‘introduziriam furtivamente’, “homens ímpios, que convertem a benignidade imerecida de nosso Deus em desculpa para conduta desenfreada”. E, por isso, Judas admoestou os cristãos a quem escreveu a que travassem “uma luta árdua pela fé. — Jud. 3, 4.

      13. Descreva as condições existentes na terra quando a iniqüidade tiver sido completamente eliminada.

      13 Quão bendito será o tempo quando a terra estiver de uma vez para sempre livre de tais transgressões; quando a honestidade, a integridade e a retidão estiverem florescendo, e quando não houver mais o mentir, o roubar e o enganar; quando as pessoas tratarem entre si com confiança, não com dúvida e suspeita; quando, em vez dos sons ríspidos da ira, da briga e da linguagem abusiva houver um ambiente calmo e feliz de amor, bondade e consideração; quando a vida em família florescer em pureza moral e os filhos forem criados com afeição e treinamento sadio, para usufruírem as bênçãos duma terra paradísica! Que mudança isto será, em contraste com o mundo atual! Descrevendo esse tempo, Apocalipse 21:3, 4 (ALA) declara: “Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras cousas passaram.”

      14, 15. (a) Por que é sábio escolher viver agora para o novo mundo da promessa de Deus? (b) Se desejarmos viver para o novo mundo, a que ordens devemos obedecer, conforme declaradas por Pedro e Paulo?

      14 Não deseja viver em tal mundo? Se desejar, então desejará também começar agora a viver para este novo mundo. Que proveito há em dedicarmos todo o nosso tempo e energias às coisas deste velho mundo? O sábio Salomão respondeu àquela pergunta: “Que mais tem o homem de todo o seu trabalho, e da fadiga do seu coração, em que ele anda trabalhando debaixo do sol? Porque todos os seus dias são dores, e a sua ocupação é desgosto; até de noite não descansa o seu coração: também isto é vaidade.” (Ecl. 2:22, 23, Al) Viver para o novo mundo não resulta em vaidade, mas traz a recompensa da vida eterna em verdadeiro contentamento e felicidade.

      15 O tempo que nos sobra para nos desviarmos do modo de vida das nações e vivermos em harmonia com os princípios justos do novo mundo é muito curto. Quanto àquele que deseja adotar tal proceder, o apóstolo Pedro escreve que deve viver, “no tempo que ainda lhe resta na carne, não mais para os desejos dos homens, mas para a vontade de Deus”. Esta é uma ordem bem positiva, mas quantos a cumprem? Pergunte-se a si mesmo: Cumpro eu esta ordem? O apóstolo dá ênfase adicional à sua ordem por dizer: “Porque já basta o tempo passado em que tendes feito a vontade das nações.” Este é exatamente o argumento que Paulo apresentou na sua carta aos efésios: “Mantende estrita vigilância quanto a como andais, para que não sejais como pessoas insensatas, mas como sábias, comprando o tempo oportuno para vós mesmos, porque os dias são iníquos. Por esta razão, deixai de ser desarrazoados, mas continuai a perceber qual é a vontade de Jeová.” — 1 Ped. 4:2, 3; Efé. 5:15-17, NM.

      COMO FAZER A MUDANÇA PARA A VIDA DO NOVO MUNDO

      16. Como somente podemos aprender a viver para o novo mundo e continuar a fazer isso?

      16 Não podemos em nossas próprias forças fazer esta mudança da vida do velho mundo para a vida do Novo Mundo. O apóstolo avisa que temos um grande adversário, Satanás, o Diabo, o qual, junto com os seus iníquos espíritos demoníacos, engana as nações e se esforça em fazer que todos façam o mal, não o que é bom. Para vencermos todos os seus enganos e laços, precisamos mais do que apenas um desejo, da nossa parte, de fazer o que é direito. Precisamos da ajuda de Jeová, e esta ele fornece gratuitamente aos que realmente desejam adorá-lo e servir-lhe: Ele provê conhecimento acurado por meio de sua Palavra, a Bíblia, e por estudarmos a Bíblia, chegamos a compreender a Sua vontade e o seu propósito. Por intermédio do seu espírito santo, que é a invisível força ativa de Deus, ele nos fortalece e nos dá o poder para fazermos a sua vontade. Por meio da sua organização visível entre as sua fiéis testemunhas na terra; ele nos orienta e dirige no uso prático do conhecimento adquirido e nos une com outros que agora vivem para o novo mundo. Pelo estudo diligente da Palavra de Deus, buscando a ajuda do espírito santo e de Sua organização, podemos revestir-nos “da completa armadura de Deus”, resistindo assim à influência perversa de Satanás e do seu mundo mau. — Efé. 6:10-18, NM.

      17. (a) Isenta-nos de todas as obrigações para com o atual sistema de coisas o fato de vivermos agora para o novo mundo? (b) Quais são algumas das maneiras em que cumprimos a ordem de Jesus, em Mateus 22:21, de ‘pagar de volta a César as coisas de César’? (c) Como damos “a Deus as coisas de Deus”?

      17 Nosso viver para o novo mundo não significa que estejamos automaticamente livres de quaisquer obrigações para com o atual arranjo dos homens neste mundo. O cristão recebe muitos benefícios dos serviços prestados pelos governos humanos. Por exemplo, há leis para impedir que os perversos prejudiquem os outros e causem dano à sua propriedade, e a polícia está aí para aplicar estas leis e proteger o povo contra os criminosos e manter de outro modo a ordem na comunidade. Provêem-se hospitais, escolas e outros serviços que beneficiam a todos. Por causa de tais serviços, os governos exigem o pagamento de impostos. Os cristãos são pacíficos, obedientes às leis, e pagam seus impostos. Não procuram enganar os governos deste mundo no que é do direito deles. Seguem o princípio especificado em Mateus 22:21 (NM): “Pagai, pois, de volta a César as coisas de César.” Em harmonia com este princípio, por exemplo, as testemunhas de Jeová cumprem as leis que regulam a adquisição de propriedade para a construção de Salões do Reino, ou para a realização de assembléias grandes e ordeiras. No entanto, não transigem por pagar a César aquilo que realmente pertence a Deus, mas pagam de volta “a Deus as coisas de Deus”. É por isso que se apegam à ordem bíblica de pregar as boas novas do reino de Deus mesmo quando os governos comunistas ou totalitários procuram proibir-lhes isso, e não violam a sua neutralidade cristã, não se envolvendo, por isso, nas disputas internacionais ou inter-raciais deste velho mundo. Acima de tudo, dão a sua adoração exclusivamente a Deus, visto que pertence de direito a ele e não aos homens. — Atos 5:27-29.

      18. (a) Mesmo se começarmos agora a viver para o novo mundo, por que não é isso razão para nos gabarmos? (b) De que podemos dar prova pelos nossos sinceros esforços de procurar fazer o que é direito?

      18 Ao vivermos para o novo mundo, não devemos fazê-lo de orgulho ou por nos acharmos virtuosos aos nossos próprios olhos. A questão não é tentar provar que somos melhores ou mais justos do que os outros, para que nos possamos gabar. Nunca devemos comparar aquilo que somos, ou aquilo que tentamos fazer, com o que outros homens imperfeitos estão fazendo. Antes, devemos usar como medida de comparação o perfeito exemplo de Cristo Jesus, o qual fez sempre a vontade de seu Pai e foi perfeito no seu viver para o novo mundo. Falta-nos muito para chegarmos a essa norma, não é verdade? Por isso não temos nada de nos gabar. Não merecemos a maravilhosa dádiva da vida eterna. Antes, a vida eterna no novo mundo é o resultado da benignidade imerecida de Deus. (Efé. 2:8-10, NM) Embora imperfeitos, podemos demonstrar que temos a espécie certa de coração. Pelo nosso apoio integral aos propósitos de Jeová e seu reino sob Cristo Jesus, e pelos nossos sinceros esforços de procurar praticar agora a justiça, podemos mostrar que somos a espécie de pessoas que sabem avaliar a bondade de Deus e seus princípios de vida, e isto continuaremos a fazer quando as condições do Novo Mundo estiverem plenamente em vigor na terra. É agora correto buscar a paz e segui-la. Pois os olhos de Jeová estão sobre os justos’. (1 Ped. 3:11, 12, NM) Isto significa não ser cristão apenas de nome, não ser apenas membro em alguma organização, mas, antes, significa ser adorador genuíno de Deus, em espírito e em verdade.

      19. Que convite se faz aqui a todos os que amam a justiça?

      19 Oferece-se assim uma emocionante oportunidade! Vivemos agora nos portais dum novo mundo de justiça. Será um dos que entrarão nas suas bênçãos de vida sem fim? Esperamos que sim. As testemunhas de Jeová são muito gratas pela oportunidade de lhe poderem transmitir esta perspectiva feliz. Convidam-no a associar-se com elas, a aprender junto com elas o conhecimento acurado da vontade de Deus, para usufruir a mesma fé confiante na esperança do Novo Mundo, sim, e para participar com elas na declaração pública desta esperança a outros. Faça que sua vida valha a pena, por viver agora para o novo mundo!

  • Vindicado o registro bíblico da criação
    A Sentinela — 1960 | 1.° de novembro
    • Vindicado o registro bíblico da criação

      No periódico Förkunnaren, que significa Publicador, isto é, publicador da Palavra de Deus, o astrônomo Arvid Ljunghall, doutor em filosofia, publicou um artigo interessante sobre a ciência natural e o registro bíblico da criação. Ele conclui: “Pode-se dizer, então, que o evento novo, que marca época dum ponto de vista cristão, é que se encontrou evidência praticamente irrefutável de que o nosso mundo é de idade limitada, que houve um tempo em que o universo e a matéria não existiram, e que por esta razão deve ter havido uma criação. Vemo-nos assim confrontados pelo fato notável de que o relato bíblico da criação, que costumava ser tão anticientifico, tão estranho para o pensamento cientifico, no inicio de nosso século, está agora plenamente em harmonia com a idéia moderna do universo.” “Quem quiser ser sincero para com o cristianismo e começar na base de que há um Deus, que é o Criador de tudo, não precisa crer contrário a toda a razão, contrário a todo o bom senso e à investigação cientifica. Sua crença está plenamente de acordo com a idéia que a ciência tem hoje sobre o universo.” — Svenska Dagbladet, 16 de dezembro de 1958.

  • Servindo os que procuram posição social
    A Sentinela — 1960 | 1.° de novembro
    • Servindo os que procuram posição social

      No congresso regional das Igrejas Congregacionais Cristãs, do Centro-Oeste dos Estados Unidos, em 1959, um porta-voz oficial lamentou que a sua denominação servia na maior parte os que procuravam posição social. O clérigo Joseph W. Merchant, secretário para os serviços eclesiásticos urbanos da Diretoria de Missões Domésticas das Igrejas Congregacionais Cristãs, disse que a sua denominação atraia “homens de negócios, profissionais ou trabalhadores de escritório”. Acrescentou: “No que se refere às chamadas classes inferiores, os principais grupos protestantes estão deixando o cristianismo para as Testemunhas de Jeová, o Exército da Salvação ou outras seitas ‘de loja’. . . . Eu temo pelas nossas almas se a nossa tendência é ficarmos uma capelania para os que procuram posição social, considerando os nossos diplomas como se frisem pérolas de grande valor.” — Times de Nova Iorque, 15 de outubro de 7.959.

  • A queima de seu fetiche converte um africano
    A Sentinela — 1960 | 1.° de novembro
    • A queima de seu fetiche converte um africano

      ● Foi em fevereiro que alguns ministros cristãos visitaram certa pessoa de boa vontade que é chefe duma sociedade de “juju” (fetiches) e ardoroso crente no poder dos fetiches. Chamaram-lhe a atenção ao que a Bíblia registra sobre os adoradores de Baal nos tempos passados e o que ela diz sobre Jeová ser o único Dador de vida. Depois de prestar bem atenção a tudo o que as testemunhas tinham a dizer, este adorador de fetiches disse que, se os ministros pudessem provar que tinham poder sobre o seu “juju”, ele chegaria a crer. Portanto, numa data marcada, as testemunhas reuniram-se e convidaram todos os aldeanos a ver o que aconteceria. Primeiro fez-se uma conferência bíblica e depois se queimou publicamente o ídolo “juju”. Pela benignidade imerecida de Jeová, não só aquele líder do culto de fetiches tornou-se testemunha de Jeová, mas ele conseguiu interessar também outra pessoa de boa vontade na verdadeira adoração. Ambos foram recentemente batizados numa assembléia das testemunhas de Jeová.

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar