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‘Pregue livramento aos cativos’A Sentinela — 1967 | 1.° de julho
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‘Pregue livramento aos cativos’
“Enviou-me para pregar livramento aos cativos e recuperação da vista aos cegos, para mandar embora os esmagados, com livramento, para pregar o ano aceitável de Jeová.” — Luc. 4:18, 19.
1. Para as pessoas, atualmente, a questão é de livramento ou de quê? Que exemplo admoestador foi fornecido a nós há dezenove séculos?
ATUALMENTE, a questão é de pronto livramento ou de inescapável destruição! Ou haverá um livramento das pessoas ou então serão destruídas junto com o que as mantém cativas e as esmaga! A questão é tão premente assim! A situação que hoje confronta a todos nós não deixa de ter um exemplo admoestador anteriormente na História. Confrontou um grupo de treze homens, há dezenove séculos atrás. Enfrentaram corajosamente a situação e fizeram estrênuos esforços de trazer livramento a seu povo antes de vir a horrível destruição. Certo número de pessoas pensantes deu ouvidos de forma obediente à pregação dum livramento, e aceitou a ajuda oferecida e obteve oportuno livramento da organização que as retinha cativas e as esmagava. Não se encontravam entre as mais de um milhão de pessoas de seu próprio povo que morreram em questão de alguns meses de sítio e dentre as dezenas de milhares de outras pessoas que foram levadas para o exílio e a escravidão a amos pagãos. Tudo isto foi profético e sua lição deveria ficar inculcada em nós, hoje em dia. Em forma de eventos similares, a história está prestes a se repetir atualmente, só que em escala mundial. Para as pessoas, a questão agora é de livramento ou de destruição!
2. Com respeito à religião, que situação nacional confrontaram Jesus e seus apóstolos, e será que sua nação era um povo livre?
2 Olhe a situação nacional que Jesus Cristo e seus doze apóstolos enfrentaram, há dezenove séculos atrás. Teve de começar tudo sozinho, exceto, naturalmente, que Deus estava com ele. Veio ao seu próprio povo. Este era profundamente religioso. Era zelosamente apegado à sua religião, que era totalmente diferente do hinduísmo, do budismo, do zoroastrismo persa, das religiões gregas e romanas, e das religiões góticas e druidas que floresceram em amplas regiões da terra. Tais religiões gentias estavam marcadas pela idolatria. Por causa desta diferença de religião, o povo de Jesus teria de ser um povo livre, pelo menos religiosamente. Possuíam trinta e nove livros sagrados, e estes se achavam agrupados sob três divisões, a saber, a Lei ou Tora, os Profetas e os Salmos. Haviam recebido estas de Deus, o Criador. Por que não deveriam ser um povo livre? Mas, não eram!
3. O que foi que colocou o povo de Jesus num estado de escravidão?
3 Não foi a Lei, nem os Profetas e nem os Salmos que colocaram estas pessoas num estado escravo, falando-se religiosamente. Não foi o Império Romano que as escravizou religiosamente, embora tivesse ocupado seu país no ano 63 Antes de Nossa Era Comum. Foi o grande conjunto de tradições e regras de homens que foram mais tarde agrupadas em forma escrita no Talmude judaico.
4. Quem os colocou neste sistema de escravidão, e como, e com que ação resultante para com os profetas de Deus?
4 Muito embora estas tradições, regras e estes preceitos de homens não inspirados contradissessem e nulificassem a Lei, os Profetas e os Salmos, os líderes religiosos colocavam-nos no lugar da inspirada Palavra escrita de Deus; e o povo confiantemente se submetia a isto. Tal coisa colocou o povo comum num sistema de escravidão, escravidão aos líderes religiosos que consideravam mais o que ensinaram e praticaram os homens dos tempos antigos do que a expressamente escrita Lei e o arranjo de Deus. Esta escravidão os cegava. Fazia que seguissem cegamente a seus cegos líderes religiosos e se opusessem aos homens inspirados a quem o próprio Deus lhes enviava. Como mostram os fatos nus da História, isso fez com que se opusessem, até à morte, ao seu maior Profeta, que deu todas as evidências de ser o próprio Filho de Deus.
5. Como foi que as pessoas reagiram para com a proteção oferecida a elas por Jesus, e o que, por conseguinte, aconteceu à sua cidade?
5 Por exemplo, considere-se a antiga cidade murada de Jerusalém lá no ano 33 de nossa Era Comum, que era o décimo nono ano do reinado de Tibério César de Roma. Três dias antes da Páscoa judaica daquele ano, Jesus Cristo denunciou a escravidão religiosa do povo comum e então disse à sua santa cidade: “Jerusalém, Jerusalém, matadora dos profetas e apedrejadora dos que lhe são enviados — quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo de suas asas! Mas vós não o quisestes. Eis que a vossa casa vos fica abandonada. Pois eu vos digo: De modo algum me vereis doravante, até que digais: ‘Bendito aquele que vem em nome de Jeová!”‘ (Mat. 23:1-4, 15, 37-39) Mas, as pessoas que seguiam seus líderes religiosos tradicionalistas não desejavam a proteção que Jesus Cristo oferecia a elas, como a galinha protege seus pintainhos sob as asas dela. A Jerusalém daqueles dias jamais disse a Jesus: “Bendito aquele que vem em nome de Jeová!” Assim, em 70 E. C., tal cidade judaica foi horrivelmente destruída.
6. Com referência à família de Abraão, como foi que o apóstolo Paulo ilustrou a escravidão de seu povo, e por quanto tempo Jerusalém continuou nesta escravidão?
6 Os apóstolos de Jesus Cristo também viram o cativeiro religioso do povo. Cerca de vinte anos antes de Jerusalém ser destruída pelos exércitos romanos, o apóstolo Paulo escreveu a alguns discípulos na Galácia que estavam sendo desorientados para o cativeiro às tradições religiosas: “Abraão adquiriu dois filhos, um por meio da serva e outro por meio da [mulher] livre . . . Ora, esta [serva] Agar . . . corresponde à Jerusalém atual, pois está em escravidão com os seus filhos. Por conseguinte, irmãos, somos filhos, não duma serva [Agar], mas da [mulher] livre. Para tal liberdade Cristo nos libertou. Portanto, ficai firmes e não vos deixeis restringir novamente num jugo de escravidão.” (Gál. 4:21-25, 31; 5:1) Tais palavras significavam que durante dezessete anos depois de Jesus Cristo morrer, fora de suas portas, Jerusalém continuara em sua escravidão religiosa. Continuou nela até ser destruída no ano 70 E. C. e as dezenas de milhares de seus filhos escravizados religiosamente foram arrastados para a escravidão aos romanos pagãos.
PREGADO E OFERECIDO O LIVRAMENTO
7. Nos dias de Jesus, será que a questão era de haver livramento do povo ou sua destruição, e o que mostra a história judaica subseqüente a respeito disto?
7 Bem, então, quando Jesus Cristo se apresentou a seu povo, há mil e novecentos anos atrás, será que precisava dum livramento? Será que a questão era de haver livramento ou destruição? Por recusarem o livramento religioso, será que sofreram destruição física°? Sim, 1.100.000 deles, segundo o historiador judaico, Flávio Josefo. Terem um sacerdócio, terem um magnífico templo e altar e uma cidade santa, terem a Lei, os Profetas e os Salmos no hebraico e aramaico originais não os salvou. Haviam rejeitado o livramento que lhes fora oferecido da maneira de Deus. Nenhum livramento veio pela sua própria rebelião contra Roma em 66 E. C., e por seus esforços heróicos de livrarem-se do domínio romano. Deus deveras abandonara a “casa” deles, seu santo templo em Jerusalém. Ele não a protegeu da destruição em 70 E. C.
8. (a) No caso de Jerusalém, quanto tempo estava envolvido para que surgissem os péssimos resultados do proceder errado? (b) Em que posição retornou Jesus a Nazaré, e, apropriadamente, o que fez ele no dia de sábado ali?
8 Leva tempo até que um proceder errado produza seus péssimos resultados. Foi assim que aconteceu com Jerusalém e seu templo. Pelo menos quarenta anos estavam envolvidos. Na época da Páscoa da primavera (hemisfério norte) de 30 E. C., Jesus Cristo purificou o templo dos cambistas e negociantes que transformavam o templo em “casa de comércio”. (João 2:13-17) Alguns meses mais tarde, visitou a cidade em que se criou, Nazaré. No ano anterior, partira de Nazaré como carpinteiro. Agora retornava como pregador do reino de Deus. O sábado judaico veio, e, como era seu hábito, foi à sinagoga, não apenas para ouvir, mas para apresentar sua mensagem de livramento. Levantou-se para ler parte da Bíblia Sagrada para os adoradores judaicos ali. “Foi-lhe assim entregue o rolo do profeta Isaías, e ele abriu o rolo e achou o lugar onde estava escrito: ‘O espírito de Jeová está sobre mim, porque me ungiu para declarar boas novas aos pobres, enviou-me para pregar livramento aos cativos e recuperação da vista aos cegos, para mandar embora os esmagados, com livramento, para pregar o ano aceitável de Jeová.’” — Luc. 4:16-19.
9. Onde se encontrava a profecia que Jesus leu, e, em sua primeira aplicação, indicava o livramento do cativeiro para quem?
9 Essa era a profecia de Isaías 61:1, 2, escrita pelo menos 732 anos Antes de Nossa Era Comum. Assim, foi escrita pelo menos 125 anos antes de os exércitos babilônios destruírem Jerusalém e arrastarem a maioria dos judeus sobreviventes para o cativeiro em Babilônia, a capital da religião falsa. Ali, foram esmagados sob a opressão, e seu Deus, Jeová, foi motivo de zombaria. Assim como predissera o profeta Isaías: “Seus opressores soltam brados de triunfo, diz o Senhor [Jeová], e meu nome é ultrajado todo o dia, sem cessar.” (Isa. 52:5, CBC) Babilônia não fazia idéia de libertar os judeus cativos. Tornou-se necessário derrubar a religiosa Babilônia a fim de libertar os judeus cativos. Foi por isso que o profeta Isaías, ao predizer a queda de Babilônia, disse que o povo faria a pergunta a respeito de sua derrubada dinastia real: “Porventura é aquele que fazia tremer a terra, e que abalava os impérios, que fazia do mundo um deserto, e destruía as cidades, e que impedia os prisioneiros de voltarem para suas casas?” (Isa. 14:16, 17, CBC) Não obstante, a profecia de Isaías a respeito de um pregador ungido indicava que viria um livramento para os prisioneiros judaicos. Sem falha, veio tal livramento — em 537 A. E. C.
10. Como foi resolvida na sinagoga de Nazaré a questão a respeito do pregador ungido predito por Isaías?
10 Quem era o pregador ungido a quem Isaías se referira? As palavras proféticas, conforme registradas na Bíblia hebraica, rezam: “O espírito do Senhor Jeová está sobre mim, pela razão de que Jeová me ungiu para contar boas novas aos mansos. Enviou-me para curar os quebrantados de coração, para proclamar liberdade aos que foram levados cativos e a ampla abertura dos olhos até dos presos; para proclamar o ano de boa vontade da parte de Jeová e o dia da vingança da parte de nosso Deus; para confortar a todos os que pranteiam.” (Isa. 61:1, 2) A questão a respeito deste pregador ungido foi resolvida por Jesus Cristo ali na sinagoga de Nazaré. Depois de acabar de ler a profecia de Isaías, entregou o rolo de volta ao assistente e se sentou, dizendo a todos na sinagoga: “Hoje se cumpriu esta escritura que acabais de ouvir.” (Luc. 4:20, 21) Isso significava que Jesus era o pregador ungido.
11. (a) De que modo falara Jesus corretamente ali? (b) Por que teve ele de procurar fora de Nazaré os judeus que desejavam o livramento do cativeiro?
11 Jesus falara corretamente. No ano anterior, fora batizado por João Batista e, ao sair do Rio Jordão, Deus derramou sobre o batizado Jesus o espírito santo. O Senhor Jeová o ungiu com espírito santo. Assim, ele se tornou o ungido para pregar o livramento aos cativos, e a recuperação da vista aos cegados pelas densas trevas de sua prisão religiosa. (Mat. 3:13-17) Mas, Jesus disse àqueles nazarenos na sinagoga: “Deveras, eu vos digo que nenhum profeta é aceito no seu próprio território.” Jesus estava certo; pois, quando terminou seu sermão, tentaram matá-lo, muito embora fosse realmente o Ungido, o Messias, o Cristo. Mas, a maneira deles não era a maneira para Jesus Cristo morrer. Assim, com a ajuda de Deus, livrou-se das mãos deles, e foi pregar em outra parte. (Luc. 4:22-30) Procurou, fora de seu território central, judeus que desejavam o livramento do cativeiro.
12. Será que a profecia de Isaías a respeito do pregador ungido se concluiu em Jesus, e o que mostraram os acontecimentos no seguinte Pentecostes?
12 Será que a profecia de Isaías a respeito do pregador ungido se concluiu em Jesus Cristo? Não! A pregação dum livramento não terminou quando Jesus Cristo morreu no dia da Páscoa de 33 E. C. Sua morte ainda deixou a capital de Jerusalém “em escravidão com os seus filhos”. (Gál. 4:25) Mas, Jesus ajuntara ao redor de si doze homens, para acompanhá-lo a maior parte do tempo. Depois de sua ressurreição e antes de sua ascensão de volta ao céu, disse a seus fiéis apóstolos: “Ao chegar sobre vós o espírito santo, recebereis poder e sereis testemunhas de mim tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até à parte mais distante da terra.” Dez dias depois, o espírito santo realmente veio sobre eles, no dia da festa de Pentecostes, ali em Jerusalém. (Atos 1:1-9; 2:1-21) Assim, o Senhor Jeová começou a ungir com espírito os seguidores batizados de Jesus Cristo. (2 Cor. 1:21; 1 João 2:20, 27) Dessa forma, a profecia de Isaías tornou-se também aplicável a eles, e veio a estar sobre eles a obrigação de “pregar livramento aos cativos”.
13. No dia de Pentecostes, como foi que o apóstolo Pedro mostrou a necessidade urgente que as pessoas tinham de livramento?
13 Aqueles judeus e prosélitos que se reuniram aos milhares para ouvirem a Pedro e ao restante dos apóstolos pregarem sob o impulso do espírito santo, naquele dia de Pentecostes, talvez não tenham avaliado plenamente quão importante e oportuno era este livramento da escravidão religiosa. Mas, Pedro a avaliava, e disse ás pessoas inquiridoras: “Sede salvos desta geração pervertida.” Também, em seu discurso anterior a eles, citou a profecia de Joel a respeito do derramamento do espírito de Jeová nos últimos dias e continuou citando o restante da profecia de Joel, afirmando: “E [eu, Jeová] darei portentos em cima no céu e sinais em baixo na terra: sangue, e fogo, e fumaça brumosa; o sol será transformado em escuridão e a lua em sangue, antes de chegar o grande e ilustre dia de Jeová. E todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo.” (Atos 2:16-21, 40; Joel 2:28-32) Isso queria dizer que o derramamento do espírito santo e a pregação do livramento eram precursores duma época incomum de dificuldades, com destruição para a “geração pervertida” e para todos os que não invocaram o nome de Jeová.
O QUE DEVE ACOMPANHAR A UNÇÃO COM ESPÍRITO
14, 15. Depois da unção com espírito, o que sobreviria á nação, e como é que Gabriel predisse isto a Daniel?
14 As dificuldades fermentavam para a Jerusalém terrestre, que estava “em escravidão com os seus filhos”. Outra declaração profética a respeito da unção indicava isto. Naquela profecia, o anjo Gabriel disse ao profeta Daniel o ano exato da unção de Jesus com espírito santo, para torná-lo o “Messias, o Líder”, e também da unção de seus seguidores. Depois disso haveria dificuldades, pois o anjo Gabriel disse, em parte:
15 “Há setenta semanas que estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua cidade santa, a fim de terminar a transgressão, . . . e para ungir o Santo dos Santos. . . . O Messias será cortado, sem nada para si mesmo. E quanto à cidade e ao lugar santo, o povo dum líder que virá trará a ruína deles. E o fim dela será pela enchente. E até o fim haverá guerra; o que é decidido é desolações.”
16. O que era o “Santo dos Santos” que deveria ser ungido, e quando e como isto ocorreu?
16 Nestas palavras de Daniel 9:24-26, o Santo dos Santos que deveria ser ungido é o templo ou santuário espiritual de Deus. Compõe-se de Jesus Cristo e seus 144.000 seguidores fiéis que se tornam “pedras viventes” do templo espiritual. Pelo seu espírito, Deus habita neste templo de pedras vivas. (1 Ped. 2:5; Efé. 2:20-22; 1 Cor. 3:16, 17) Portanto, este templo ungido é diferente do “lugar santo” que deveria ser trazido à ruína pelo povo do vindouro líder. O condenado “lugar santo” era a casa de adoração, o templo de pedras literais e inanimadas, que Jesus disse que fora abandonada por Deus aos descrentes judeus. (Mat. 23:38) Não foi ungida com espírito santo de Deus; mas, no começo da setuagésima semana, no ano 29 E. C., Jesus foi batizado com espírito santo. Pouco depois da metade da setuagésima semana, seus fiéis apóstolos e outros discípulos foram ungidos com espírito em Jerusalém, no dia de Pentecostes; e, no fim da setuagésima semana, os primeiros crentes gentios ou não-judeus foram ungidos com espírito santo,a em Cesaréia, cerca de oitenta quilômetros ao noroeste de Jerusalém.
17. (a) O que, conforme decidido por Deus, sobreveio á “cidade e ao lugar santo”, mas o que dizer do “Santo dos Santos”? (b) Assim, a respeito de que dia avisou Pedro aos judeus no dia de Pentecostes?
17 Este ungido “Santo dos Santos” sobreviveu quando a “cidade santa” e “o lugar santo” foram trazidos à ruína trinta e quatro anos depois do fim da setuagésima semana. Assim como o anjo Gabriel dissera a Daniel, até o fim de Jerusalém e de seu templo houve guerra, e o líder romano que veio com suas legiões, a saber, Tito, trouxe sobre a “cidade e o lugar santo” o que fora decidido por Jeová Deus, a saber, “desolações”. Esse foi deveras um “dia de Jeová” com referência a Jerusalém e a seus filhos. E, com relação a esse dia, havia abundância de “sangue, e fogo, e fumaça brumosa”, o sol não clareando a escuridão da cidade durante o dia, e a lua sugerindo sangue derramado, não havendo luar pacífico e prateado à noite. Estas coisas vieram depois de Jeová Deus ter derramado seu espírito santo sobre carne de todas as sortes em cumprimento da profecia de Joel, a profecia que o apóstolo Pedro citou aos milhares de judeus e prosélitos reunidos em Jerusalém no dia de Pentecostes de 33 E. C. Pedro estava especialmente dando aviso àqueles judeus circuncidados e prosélitos a respeito do “grande e ilustre dia de Jeová” que deveria chegar no ano 70 E. C.
18. Como é que a profecia de Jesus a respeito de Jerusalém, ao cavalgar para aquela cidade, indicava que havia urgência quanto a aceitarem o livramento?
18 Será que havia, então, qualquer urgência quanto a aceitarem o livramento que era pregado pelos discípulos de Jesus aos cativos religiosos, e será que havia qualquer urgência a respeito de invocarem o nome de Jeová mediante Jesus Cristo a fim de serem salvos? Certamente que havia! Apenas dois meses antes de Pentecostes, quando Jesus fazia sua cavalgada real para Jerusalém, ele parou e chorou por causa da cidade, dizendo: “Se tu, sim, tu, tivesses discernido neste dia as coisas que têm que ver com a paz — mas agora foram escondidas de teus olhos. Porque virão sobre ti os dias em que os teus inimigos construirão em volta de ti uma fortificação de estacas pontiagudas e te cercarão, e te afligirão de todos os lados, e despedaçarão contra o chão a ti e a teus filhos dentro de ti, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não discerniste o tempo de seres inspecionada.” — Luc. 19:41-44.
19, 20. (a) Ao contemplar o templo de Jerusalém, que profecia proferiu Jesus a respeito dele? (b) Em resposta a seus apóstolos, que profecia proferiu Jesus a respeito de Jerusalém, e que dia estava Jesus assim pregando?
19 Dois dias mais tarde, depois de Jesus ter dito aos judeus que o templo deles, sua casa de adoração, ficaria abandonada a eles, ficou contemplando o templo e disse a seus apóstolos: “Não observais todas estas coisas? Deveras, eu vos digo: De modo algum ficará aqui pedra sobre pedra sem ser derrubada.” (Mat. 23:38; 24:1, 2) Quando é que isto se daria? Seus apóstolos lhe perguntaram mais tarde.
20 Então, ele proferiu sua profecia a respeito do fim do sistema de coisas, em que disse: “Quando virdes Jerusalém cercada por exércitos acampados, então sabei que se tem aproximado a desolação dela. Então, comecem a fugir para os montes os que estiverem na Judéia, e retirem-se os que estiverem no meio dela, e não entrem nela os que estiverem nos campos; porque estes são dias para se executar a justiça, para que se cumpram todas as coisas escritas. Ai das mulheres grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Porque haverá grande necessidade na terra e furor sobre este povo; e cairão pelo fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e Jerusalém será pisada pelas nações, até se cumprirem os tempos designados das nações.” (Luc. 21:20-24) Jesus estava então pregando o dia da vingança de nosso Deus.
21. Em sua penosa caminhada para o Calvário, como foi que Jesus predisse dificuldades para Jerusalém e para suas filhas?
21 Três dias depois, Jesus caminhava penosamente para o Calvário, seguido de Simão de Cirene, que levava para êle a estaca de tortura. “Mas, seguia-lhe uma grande multidão do povo e de mulheres que se batiam de pesar e que o lamentavam. Jesus voltou-se para as mulheres e disse: ‘Filhas de Jerusalém, parai de chorar por mim. Ao contrário, chorai por vós mesmas e pelos vossos filhos; porque, eis que virão dias em que as pessoas dirão: “Felizes as mulheres estéreis e as madres que não deram à luz, e os peitos que não amamentaram!” Então principiarão a dizer aos montes: “Caí sobre nós”, e às colinas: “Cobri-nos!” Porque, se fazem estas coisas quando a árvore é seivosa, o que ocorrerá quando estiver ressequida?’” — Luc. 23:26-31.
22. Como é que a árvore simbólica ainda tinha umidade, e como é que ficaria ressequida?
22 Ainda havia alguma umidade de vida na árvore da nação judaica por causa da existência dum restante crente no meio dela. Mas, a retirada deste restante cristianizado deixaria uma árvore espiritualmente morta, uma organização nacional seca. Ó, como isso traria a ira de Deus sobre os judeus então!
23. Alguns anos depois, o que disse Paulo a respeito da conduta dos judeus e sobre o que lhes sobreviria, e será que isto aconteceu?
23 Cerca de dezessete anos depois que Jesus avisou a respeito da árvore ressequida, o apóstolo Paulo, um judeu convertido, escreveu à congregação cristã que sofria perseguição em Tessalônica, Macedônia, e disse: “Vós, irmãos, vos tornastes imitadores das congregações de Deus que estão na Judéia, em união com Cristo Jesus, porque também começastes a sofrer às mãos dos vossos próprios conterrâneos as mesmas coisas que eles também estão sofrendo às mãos dos judeus, que mataram até mesmo o Senhor Jesus e os profetas, e que nos perseguiram. Outrossim, eles não estão agradando a Deus, mas são contra os interesses de todos os homens, visto que tentam impedir-nos de falar a pessoas das nações para que essas se salvem, com o resultado de que sempre enchem a medida de seus pecados. Mas, por fim veio sobre eles o furor dele.” (1 Tes. 2:14-16) Quão verdadeiro era isso, pois vinte anos depois o “grande e ilustre dia de Jeová” veio sobre êles, e sua ira foi derramada sobre eles às mãos dos exércitos romanos!
24. Quando os judeus cristianizados fugiram, o que começou a ser retido daqueles que estavam na Judéia e em Jerusalém, e será que isso pressagiava algo?
24 Seguindo o conselho de Jesus, os cristãos judeus fugiram de Jerusalém e da Província da Judéia, abandonando os judeus descrentes a seu predito fim terrível. Então, cessou o derramamento do espírito santo de Jeová sobre os judeus em Jerusalém e na Judéia. Esta retenção do Seu espírito foi muitíssimo ominosa, pressagiando a dificuldade à frente!
25. Como é que a rejeição do livramento pregado pelos seguidores de Jesus veio a significar destruição para os judeus?
25 Os judeus descrentes rejeitaram a pregação dum livramento, proferida pelos seguidores de Cristo, ungidos com espírito santo. Preferiram permanecer cativos ao sistema de judaísmo, preso às tradições. Sua própria mesa religiosa se tornou uma armadilha de destruição para eles. (Sal. 69:22; Rom. 11:9) Rejeitando Jesus Cristo como o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”, continuaram a apegar-se à sua Páscoa anual em Jerusalém. Ao invés de fugirem de Jerusalém e da Judéia junto com os cristãos, afluíram a Jerusalém em centenas de milhares, na primavera (hemisfério norte) de 70 E. C. Então, as legiões romanas, sob o General Tito, voltaram e cercaram-nos em Jerusalém, construindo uma cerca fortificada de oito quilômetros em torno da cidade condenada. Depois dum sítio cruel, Jerusalém caiu diante do General Tito em 8 de setembro de 70 E. C. Segundo o historiador Flávio Josefo, houve a mortandade de 1.100.000 pessoas, e 97.000 sobreviventes miseráveis foram levados à escravidão. Pelo menos para 1.100.000 pessoas, a recusa de livramento da parte de Jesus Cristo tinha significado terrível destruição.
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O que o livramento significa para os cativos em nosso tempoA Sentinela — 1967 | 1.° de julho
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O que o livramento significa para os cativos em nosso tempo
1. O que ilustra a experiência judaica no primeiro século, e, assim, será que o livramento significa meramente sair dum sistema de cativeiro?
O DESASTRE que sobreveio à nação judaica em nosso primeiro século foi ilustração histórica, em pequena escala, do que resulta quando não é aceito o livramento pregado pelos ungidos de Jeová. O livramento não é apenas sair dum sistema de cativeiro, a restauração da luz da liberdade aos olhos cegados pelas trevas religiosas dum sistema de prisão. O livramento também inclui escapar da destruição junto com o sistema semelhante à prisão do cativeiro religioso. Tal destruição se aproxima dos homens desta geração, em escala mundial.
2. Assim, o aviso de Pedro para que eles fossem salvos daquela geração pervertida significava mais do que apenas o livramento do quê?
2 Há dezenove séculos atrás, foi aos judeus e aos prosélitos circuncidados que Pedro avisou para que se salvassem daquela pervertida geração judaica. Avisava-os do que sobreveio à nação deles em 70 E. C. Pregava-lhes então mais do que apenas um livramento do sistema escravizador do judaísmo tradicional. — Atos 2:40.
3. (a) Cerca de três anos e meio mais tarde, Pedro lançou a convocação para que os gentios saíssem do que, e como sua ação estava em harmonia com a ordem de despedida de Jesus? (b) Depois da destruição de Jerusalém, por que tinha de prosseguir a pregação dum livramento?
3 Não haviam ainda passado três anos e meio quando Pedro foi enviado a pregar a mensagem de livramento aos gentios incircuncidados que não estavam em escravidão ao judaísmo tradicional. (Atos 10:1-48; 11:8) Aos gentios que creram desde então, a questão era de livramento quanto ao sistema pagão de religião. A questão era de livramento do império mundial da falsa religião babilônica. A convocação feita aos gentios era para que saíssem de Babilônia, a Grande, o que significava saírem daquele império mundial da religião falsa. É por isso que o ressuscitado Jesus Cristo disse a seus discípulos: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do sistema de coisas.” (Mat. 28:19, 20) Assim, o fato de que a Jerusalém terrestre foi destruída em 70 E. C. não era sinal para indicar que a pregação dum livramento aos cativos deveria terminar. Babilônia, a Grande, ainda permanecia, depois de Jerusalém ser destruída pelos exércitos romanos.
4. Anos depois, que visão de Babilônia, a Grande, teve João, e por que há urgente necessidade agora de livramento quanto a ela?
4 Vinte e seis anos depois de Jerusalém ser assim destruída, o apóstolo João teve uma visão miraculosa e viu Babilônia, a Grande, ainda sentada opressivamente sobre muitas águas simbólicas, a saber, povos, multidões, nações e línguas, por volta de todo o globo. (Rev. 17:15) Babilônia, a Grande, ainda continua sentada pesadamente nas costas das pessoas. Há agora urgente necessidade de livramento quanto a ela, em todas as ramificações religiosas dela. A antiga Babilônia não escapou da destruição depois de ela mesma destruir a Jerusalém terrestre no ano 607 A. E. C. Será que devemos esperar que Babilônia, a Grande, escape da destruição depois da destruição de Jerusalém pelos romanos babilônicos em 70 E. C.? Não segundo a profecia bíblica.
5. (a) A destruição de Jerusalém assinalou que dia? (b) Como é que a revelação dada a João mostrou se esse era o cumprimento final da profecia de Joel, e, deve-se convocar as pessoas para saírem do quê?
5 A destruição de Jerusalém e de seu templo naquele ano assinalou um “grande e ilustre dia de Jeová”, que os cristãos do primeiro século podiam avaliar. Mas, não se tratava do cumprimento completo da profecia de Joel. (Joel 2:30-32) Depois de Jerusalém e seu templo jazerem em ruínas, já por vinte e seis anos, o apóstolo João ouviu falar dum dia de Jeová ainda futuro, “o grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. Era um dia que seria assinalado por uma guerra no lugar chamado na língua hebraica de Har-Magedon, ou Armagedom. Por isso, a convocação que João ouviu não era uma convocação de sair da Jerusalém terrestre, pois aquela cidade não existia então, e os romanos não construíram uma nova cidade ali senão bem no decorrer do segundo século. A convocação que João ouviu tem de ser ouvida agora por todo o mundo da humanidade, a convocação de sair de Babilônia, a Grande. (Rev. 16:14-16; 18:1-4) Deixar de atender a esta convocação resultará em desastre!
6. Por que não devem as pessoas da cristandade, hoje em dia, pensar que usufruem a liberdade cristã, e será que precisam dar ouvidos à convocação?
6 No decorrer do tempo, ocorreu a morte do apóstolo João e de todos os outros apóstolos de Jesus Cristo e de seus fiéis associados íntimos, como Timóteo e Tito. Então, os cristãos começaram a transigir com respeito à liberdade para a qual Cristo os libertara. Por vantagens egoístas, materialistas e sociais, deixaram-se conduzir à escravidão à Babilônia, a Grande. O estabelecimento da cristandade, durante o reinado do Imperador romano, Constantino, o Grande, foi simples fusão do tipo popular de Cristianismo daquele tempo com o paganismo de Babilônia, a Grande, do qual Constantino foi Sumo Pontífice até sua morte em 337 E. C. Assim, as pessoas da cristandade, hoje em dia, não devem pensar que usufruem a liberdade cristã, “a gloriosa liberdade dos filhos de Deus”. (Rom. 8:21) Acham-se em escravidão a seus clérigos religiosos e a seus sistemas religiosos eclesiásticos. Acham-se em servidão à Babilônia, a Grande, com sua confusão de religiões sectárias, sendo que mil ou mais delas afirmam ser cristãs. Assim, a convocação desde o céu, de sair de Babilônia, a Grande, abrange sair da cristandade.
A MODERNA FUGA DE BABILÔNIA, A GRANDE
7. Em 1919, quem deu passos para sair de Babilônia, a Grande, e por que razão?
7 Na primavera (hemisfério norte) de 1919, poucos meses antes apenas de terminar a Primeira Guerra Mundial, um grupo comparativamente pequeno de cristãos dedicados deu passos corajosos para sair de Babilônia, a Grande. No ano de 1931, tornaram-se conhecidos internacionalmente como testemunhas de Jeová. Durante a Primeira Guerra Mundial, haviam entrado no cativeiro a Babilônia, a Grande e seus amantes políticos, especialmente os da cristandade.
8. Como é que Revelação 11:2-12 predisse sua saída de Babilônia, a Grande, e o que estão determinadas a fazer agora?
8 O último livro da Bíblia, em Revelação 11:2-12, fala-nos a respeito das testemunhas ungidas de Deus, suas duas oliveiras simbólicas. Diz que seriam mortas pelo sistema bestial da política do mundo; mas, depois de curto período de tempo, como três dias e meio, o espírito de vida de Deus entraria nestas testemunhas ungidas e tornariam a viver e seriam elevadas à altura do céu, no serviço de Deus sobre a terra. Este reavivamento das testemunhas ungidas de Deus ocorreu na primavera (hemisfério norte) de 1919. Foi então que estas mesmas testemunhas ungidas responderam à convocação celeste de saírem de Babilônia, a Grande. Com a ajuda de Deus, por meio de seu Rei reinante, Jesus Cristo, saíram de Babilônia, a Grande. Com o auxílio de Deus, estão determinadas a permanecer fora dela e livres dela, até que ela não mais exista. — Zac. 4:11-14; 2:7.
9. Por que houve necessidade de o restante ungido pregar o livramento aos cativos desde 1919, e será que fizeram isso?
9 Aqueles que se tornaram livres em 1919 eram um pequeno restante ungido de cristãos dedicados e batizados, que são judeus interiormente, israelitas espirituais. Mas, ainda mais deles eram necessários para completar o número bíblico de 144.000 israelitas espirituais que ficarão junto com o Cordeiro, Jesus Cristo, sobre o celestial Monte Sião, e reinarão com êle desde a “Jerusalém celestial” para a bênção de todas as nações. (Rev. 7:1-8; 14:1-5; Heb. 12:22) Por conseguinte, mais cativos em Babilônia, a Grande, precisavam ouvir a mensagem de livramento e escapar dela, tornando-se parte do “Israel de Deus” livre e espiritual, o Israel cristão. (Gál. 6:16) Assim, o restante ungido que fora liberto em 1919 compreendia que havia sido ungido com o espírito santo de Deus para “pregar livramento aos cativos” e foram pregar de casa em casa, bem como publicamente.
10. Que acolhida houve a esta pregação dum livramento, e o que isto produziu?
10 Milhares de pessoas acolheram as boas novas de livramento, de liberdade, quanto à Babilônia, a Grande, e elas se dedicaram a Deus e foram batizadas como Jesus Cristo ordenara. Depois disso, suas vidas cristãs demonstraram que foram geradas por Deus, o Pai, para serem seus filhos espirituais, co-herdeiros do celeste Jesus Cristo. — João 3:3, 5; 2 Cor. 1:12; 1 João 2:20, 27; Rom. 8:16, 17.
11. O que significou esta ação da parte de Deus a respeito destes libertos, e que profecia tinha assim um cumprimento moderno?
11 Entende plenamente o que isto significou? Significou mais do que Jeová Deus gerar filhos espirituais para uma herança celeste! Significou também que ele ungia estes libertos, derramava seu espírito sobre estes crentes dedicados e batizados que eram de carne de todas as sortes. Desta forma, houve um cumprimento moderno da profecia de Joel 2:28-32, a qual o apóstolo Pedro citou no dia de Pentecostes de 33 E. C., quando o espírito santo foi derramado sobre a congregação dos discípulos de Cristo pela primeira vez.
12. Que atividade foi predita que seguiria o derramamento do espírito sobre carne de todas as sortes, e será que seguiu mesmo?
12 Segundo a profecia de Joel, não só seria derramado o espírito, mas haveria o profetizar da parte dos ungidos, tanto os homens como as mulheres, jovens e idosos. Bem, então, se o espírito fora derramado, será que ocorreu o predito profetizar? Sim, não só de modo público, mas, de forma mais ampla do que nunca antes, de casa em casa. Os crentes dedicados foram ungidos com espírito santo para profetizar e pregar. Como, então, poderiam deixar de pregar a mensagem da “terminação do sistema de coisas”, a saber, “estas boas novas do reino”, em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações, antes de vir o fim deste sistema de coisas? — Mat. 24:14.
13. (a) Em cumprimento de Joel 2:28-32, o que mais se espera além do derramamento do espírito e do profetizar? (b) Segundo o que já observamos desde 1919, para o que estamos prontos agora?
13 Será que observamos este cumprimento moderno do derramamento do espírito de Deus sobre carne de todas as sortes, em cumprimento da profecia de Joel (2:28, 29)? Visto que observamos, então devemos esperar algo mais. Conforme ilustrado no padrão profético de dezenove séculos atrás, nos dias dos apóstolos de Cristo, desde Pentecostes de 33 E. C. até o verão de 70 E. C., o cumprimento de Joel 2:28-32 significava mais do que o derramamento do espírito de Deus sobre carne de todas as sortes. Significava também que Jeová ‘daria portentos nos céus e sobre a terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O próprio sol se transformará em trevas, e a lua em sangue, antes da vinda do grande e temível dia de Jeová. E tem de ocorrer que todo aquele que invocar o nome de Jeová escapará a salvo; pois no Monte Sião e em Jerusalém demonstrarão achar-se os que escaparam, assim como Jeová tem dito, e entre os sobreviventes, a quem Jeová está chamando’. Visto que, nestes tempos modernos, temos observado de forma convincente o derramamento do espírito de Deus sobre os cristãos dedicados e batizados, estamos prontos para a vinda do “grande e temível dia de Jeová”. Onde é que se encontrará o lugar de sobrevivência?
14. Onde é que se poderá encontrar o lugar de sobrevivência?
14 Conforme ilustrado há dezenove séculos atrás, nos tempos apostólicos, o lugar dos sobreviventes não se achava no Monte Sião terrestre nem na Jerusalém terrestre, ocupada pelos judeus descrentes. Acha-se no Monte Sião celeste e na “Jerusalém celestial”.
15. Em relação com que ajuntamento houve o derramamento do espírito desde 1919, e de que evento deveria isto ser o precursor?
15 Que nós, então, não deixemos de ver o significado sensato das coisas que têm acontecido durante os últimos cinqüenta anos. Temos presenciado o ajuntamento dos escolhidos, chamados e ungidos desde 1919 em uma organização unificada através da terra. Esta obra de ajuntamento sob a direção angélica continuou nos anos de transição de 1931 a 1935. Aqueles que foram acrescentados ao restante liberto depois de 1919, também foram ungidos com o derramado espírito de Deus a fim de profetizarem. Segundo a norma histórica de nosso primeiro século, este derramamento do espírito é um íntimo precursor do “grande e temível dia de Jeová”, com seus portentos nos céus e sangue, fogo e colunas de fumaça na terra. Este é o dia de Jeová Deus, para executar sua vingança contra todos os que não invocaram o Seu nome e que não fugiram do sistema mundano de escravidão para o lado do reino de Deus, que reina desde 1914 na “Jerusalém celestial”, no Monte Sião celeste.
16. (a) Em que “ano” ainda vivemos, e por que nos compete continuar a pregar um livramento? (b) Quem lidera esta obra, atualmente?
16 Segundo a profecia de Isaías (61:1, 2) ainda vivemos no “ano da boa vontade da parte de Jeová”, mas este “ano” simbólico deverá atingir seu fim, cedendo lugar ao “dia da vingança da parte de nosso Deus”. Antes que o “ano” da boa vontade de Deus se escoe, compete-nos intensificar a nossa pregação dum livramento para as pessoas ainda cativas, visto que o “dia da vingança da parte de nosso Deus” está agora muito mais próximo, sim, mais próximo do que na ocasião em que houve o derramamento do espírito de Deus, de 1919 em diante. Alguns milhares de pessoas do restante ungido ainda estão conosco; e cumprem o propósito de sua unção. Como? Por liderarem a obra que Deus designou, de “proclamar liberdade aos que foram levados cativos e a ampla abertura dos olhos até dos presos” em Babilônia, a Grande.
17, 18. (a) Por que há agora bom motivo de sair de Babilônia, a Grande? (b) O que foi que ouviu João que disse a voz desde o céu?
17 Para a Babilônia dos tempos antigos houve também um “dia de Jeová”, e foi “cruel, tanto com fúria como com ira ardente”. (Isa. 13:1, 9) Semelhantemente, para a Babilônia, a Grande, moderna há um “dia da vingança”, sim, “o grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. Há agora bom motivo de se sair de Babilônia, a Grande, pois escute o que o apóstolo João ouviu a voz do céu dizer:
18 “Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas. Pois os pecados dela acumularam-se até o céu, e Deus se lembrou dos atos injustos dela. . . . É por isso que as pragas dela virão num só dia, morte, e pranto, e fome, e ela será completamente queimada em fogo, porque Jeová Deus, quem a julga, é forte.” — Rev. 18:4-8.
19. (a) Por que isso torna urgente para o restante ungido continuar pregando o livramento aos cativos, e especialmente a que tipo de cativos agora? (b) Em que ocasião, lá em 1923, a atenção foi concentrada em tais cativos?
19 Observe bem! A destruição virá sobre Babilônia, a Grande, como que “num só dia”. Isto faz com que seja muito urgente que o restante ungido pregue sem cessar um “livramento aos cativos”. Por algumas décadas até agora, o restante ungido tem tido presente os “cativos” religiosos que não são deste restante ungido, com sua esperança celeste. Este fato é demonstrado por um evento do ano de 1923. Em 18-26 de agosto, foi realizada em Los Angeles, Califórnia, EUA, uma assembléia de muitos milhares de estudantes da Bíblia dedicados e batizados. Na tarde de sábado, 25 de agosto, o então presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados dos EUA falou a milhares do restante ungido sobre a parábola de Jesus quanto às “Ovelhas e Cabritos”. Explicou que as “ovelhas” eram aqueles que prestam favores bondosos ao restante ungido dos irmãos espirituais de Cristo. Como recompensa, os membros desta classe de “ovelhas” seriam preservados vivos durante a vindoura batalha do Armagedom e introduzidos na nova ordem de coisas de Deus depois disso. No fim deste discurso, o orador leu uma Resolução, e propôs sua adoção, e, exceto pela presença de alguns estranhos, ela foi adotada unanimemente, ficando em pé os que votaram a favor. Nos últimos três parágrafos dela, diz-se:
20, 21. (a) Esta Resolução foi dirigida aos cativos de tal tipo em que lugar, e que convocação foi aplicada a eles? (b) Foi-lhes feito um apelo para que fizessem o quê?
20 “. . . a linha de demarcação entre as duas classes de cristandade é traçada de perto, e que chegou o tempo para a separação daqueles que preferem o mal dos que amam a justiça e desejam o reino do Senhor. Nós, por conseguinte, no espírito de amor, soamos o aviso a todas estas pessoas que amam a paz e a ordem e que temem a Deus, que se acham associadas com as igrejas denominacionais, e lhes indicamos o fato de que não podem ter parte nem associação com tal classe de pretensos cristãos, que repudiam a Palavra de Deus e negam o Senhor Jesus Cristo e seu reino; e instamos com elas a que dêem ouvidos à Palavra de Deus e se separem da coisa imunda (2 Coríntios 6:17), que se afastem dos sistemas eclesiásticos injustos designados pelo Senhor como ‘Babilônia’, e ‘saiam dela, para que não sejam participantes em seus pecados e não recebam as suas pragas’ (Revelação 18:4); e
21 “Apelamos a todas estas pessoas a reconhecerem a Jesus Cristo como o Rei dos reis e Senhor dos senhores, e que seu reino agora às portas é a esperança e a salvação dos povos; e que elas, individual e coletivamente, se declarem do lado do Senhor e com simpatia pela sua causa, e fiquem prontas para receber as bênçãos do reino de Deus, que ele tem preparado para elas desde a fundação do mundo.” — A Torre de Vigia, de 1.° de novembro de 1923, página 327, em inglês.
22. Como é que foi soada de Toronto, em 1927, esta convocação para saírem de Babilônia, a Grande?
22 Esta convocação de sair de Babilônia, a Grande, especialmente da parte dela chamada cristandade, foi de novo soada poderosamente no domingo, 24 de julho de 1927, perante uma assistência pública de 15.000 pessoas ou mais em Toronto, Ontário, Canadá, e uma incontável assistência invisível reunida pela então “maior cadeia do mundo”, uma rede de 53 estações de rádio, no discurso intitulado “Liberdade Para os Povos”. Este estimulante apelo proferido pelo então presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados dos EUA foi mais tarde publicado no número de 15 de outubro de 1927 de A Torre de Vigia (veja-se a página 313, parágrafo 56, em inglês) e também circulada em milhões de exemplares do folheto que trazia o título “Liberdade Para os Povos”.
23. O que mostra se simplesmente sair dos sistemas religiosos da cristandade salvará as pessoas do dia da vingança de Deus?
23 Sair de Babilônia, a Grande, e escapar para o lugar de segurança não é feito simplesmente por se retirar dos sistemas religiosos da cristandade ou por deixar de freqüentar uma igreja denominacional. Milhões de pessoas da cristandade têm feito isso, especialmente em países em que há uma Igreja Estatal, ou uma união da Igreja e do Estado, sendo estabelecida uma determinada denominação eclesiástica como a Igreja nacional. Embora se afastassem e deixassem de apoiar financeiramente a Igreja Estatal, ainda continuam em escravidão aos amantes políticos de Babilônia, a Grande. Embora talvez vejam Babilônia, a Grande, ser destruída no “dia da vingança da parte de nosso Deus”, serão logo depois disso destruídas como “cabritos” simbólicos junto com os amantes políticos de Babilônia, a Grande. Aqueles amantes políticos têm sido os instrumentos da religiosa Babilônia, a Grande, e, junto com ela, têm-se colocado em oposição ao reino messiânico de Deus.
24. (a) Para se tornar uma “ovelha”, em contraste com os “cabritos”, o que tem de fazer a pessoa, e quantas de tais “ovelhas” haverá por volta do tempo da destruição de Babilônia, a Grande? (b) Em vista do que é Babilônia, a Grande, de que áreas religiosas têm de proceder as “ovelhas”?
24 Em vista disto, a revista oficial das testemunhas de Jeová, A Sentinela, sob a data de 15 de agosto de 1934, páginas 249, 250, em inglês, afirmou que para uma pessoa se tornar parte da classe das “ovelhas” tem de fazer uma dedicação plena e incondicional de si mesma a Jeová Deus e ser batizada em água, da mesma forma que Jesus fez. No ano seguinte, foi revelado ademais que estas “ovelhas” procederiam de “todas as nações, e tribos, e povos, e línguas” e que formariam uma “grande multidão” por volta do tempo da destruição de Babilônia, a Grande. (Rev. 7:9, 10) Por conseguinte, os membros dessa “grande multidão” têm de sair não só da cristandade, mas também do paganismo. Quão apropriado foi, então, que em 1963, se publicasse um livro intitulado “Babylon the Great Has Fallen!” God’s Kingdom Rules! (“Caiu Babilônia, a Grande!” O Reino de Deus já Domina!) e que este livro identificasse Babilônia, a Grande, como sendo maior do que a religião organizada da cristandade, a saber, o império mundial da falsa religião babilônica, inclusive a cristandade.
PASSADO O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO, CHEGA O GRANDE DIA!
25. (a) Para que cativos é feita a pregação dum livramento, e por que esta obra de libertação tem de prosseguir até terminar? (b) Visto que temos observado o derramamento do espírito, o que tem de vir em seguida, em cumprimento de Joel 2:28-32?
25 Para quem, então, se faz a pregação dum livramento? É para os cativos de todos os sistemas religiosos que compõem Babilônia, a Grande. Todos eles precisam ser libertos de Babilônia, a Grande, agora, se é que desejam escapar da destruição junto com ela ou da destruição junto com seus amantes políticos na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Armagedom. (Rev. 16:14-16) Temos de avisá-los da destruição eterna que se apressa em sua direção. Esta geração da humanidade tem testemunhado o derramamento do espírito de Deus sobre carne de todas as sortes, a fim de realizar a grande obra de pregação a respeito do reino messiânico de Deus. Agora, dentro em breve, tem de vir o cumprimento do restante da profecia de Joel (2:28-32), e isto é o “grande e temível dia de Jeová” para a destruição de todos aqueles que não invocam o nome de Jeová mediante Jesus Cristo e que não procuram refúgio junto ao restante ungido de Jeová, sob a proteção da “Jerusalém celestial”. Assim, a pregação dum livramento para os cativos não pode parar agora. Esta obra de libertação, de salvação, tem de prosseguir até findar!
26. Como é que findará a escravidão sob Babilônia, a Grande, e seus amantes políticos, e por que, segundo a vontade de Deus, tem de terminar tal escravidão?
26 Babilônia, a Grande, e seus consortes e patronos políticos continuam a cometer juntos a imundície religiosa, e mantêm o povo numa escravidão que terminará em breve na destruição, no “dia da vingança da parte de nosso Deus”. Tal escravidão tem de terminar! Deus não se interessa em ter um campo de escravos em operação aqui na terra da parte de Babilônia, a Grande, e seus amantes políticos. Sim, Satanás, o Diabo, interessa-se em tal campo de escravos, mas não Jeová Deus. Ele não crê em escravidão e dívida eternas para toda a humanidade. Ele é o Deus da libertação, da liberdade! Crê na liberdade daqueles que são seus filhos.
27. (a) Como é que Deus permitiu que ocorresse esta escravização da humanidade, mas, que declaração de propósito fez ele imediatamente? (b) Que esperança suscitou tal declaração nos corações humanos, e, assim, de quem tem esta terra de ser expurgada agora?
27 Na criação, não foi a vontade de Deus que a humanidade se tornasse escrava de Satanás, o Diabo, do pecado e da morte. Tal escravidão foi permitida por ele ao passo que concedia a seus filhos terrestres o uso de seu livre arbítrio, de sua livre vontade de amar obedientemente a Deus ou rejeitá-lo. Mas, imediatamente, anunciou seu propósito imutável de libertar as vítimas infortunadas da transgressão cometida por Adão e Eva, nossos primeiros pais humanos. Segundo a declaração de propósitos de Deus, anunciada e registrada, ele suscitou nos corações das criaturas humanas a “esperança de que a própria criação será também liberta da escravização à corrupção e terá a liberdade gloriosa dos filhos de Deus”. (Rom. 8:20, 21) Babilônia, a Grande, e seus amantes políticos, não bloquearão este programa de Jeová Deus para trazer esta preciosa liberdade à gemedora criação humana. A terra tem de ser expurgada destes obstrutores da liberdade dada por Deus. Os que amam a liberdade têm de ser auxiliados agora a escapar da destruição, junto com tais obstrutores.
28. (a) O que farão agora o restante e as pessoas semelhantes a ovelhas que foram libertas? (b) Ao que levará este livramento e este passo no sentido da liberdade cristã?
28 O que farão, então, o restante ungido e as pessoas semelhantes a ovelhas que já foram libertas por Jeová Deus e seu Filho, Jesus Cristo? Continuarão a se dirigir às pessoas de todas as nações e de todas as religiões e a “pregar livramento aos cativos”, enquanto ainda há oportunidade de se obter o livramento e de se usufruir a liberdade para a qual Cristo nos libertou. Este livramento conduzirá à proteção e à preservação da parte de Deus, quando Babilônia, a Grande, e os amantes políticos que pecam com ela forem destruídos, após o que não mais haverá nenhuma escravidão a eles. Tomarmos nossa posição assim a favor da verdadeira liberdade cristã será um passo no sentido de termos parte na consecução do magnífico propósito de Deus, de banir o pecado, a morte e o Diabo, e transformar toda a terra num paraíso de liberdade para os aperfeiçoados filhos humanos de Deus para sempre.
29. O que foi publicado agora como ajuda a tais prospectivos filhos de Deus, e o que é recomendado a respeito disso?
29 A fim de ajudar atualmente, nesta época crítica, a tais prospectivos filhos de Deus, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia, EUA, publicou agora um novo livro intitulado Vida Eterna — na Liberdade dos Filhos de Deus. Podemos recomendar de todo o coração que o leia, estude-o junto com a Bíblia Sagrada, e assim salvaguarde sua inestimável liberdade que é a dádiva de Deus mediante Cristo.
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