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Tempo instável — pode-se fazer algo a respeito?Despertai! — 1975 | 8 de setembro
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com tempo que opere para o seu bem. Nessa nova ordem, promete a Bíblia, até mesmo “o ermo e a região árida” florescerão. — Isa. 35:1, 6, 7.
Assim, ao passo que os hodiernos meteorologistas predizem coisas más para o futuro, no que tange ao tempo, a Palavra de Deus nos diz que, em breve, virá uma mudança para melhor. Mas, no ínterim, os padrões climáticos em mutação continuarão a desempenhar uma parte em expor a incapacidade dos humanos de governar seus assuntos com êxito, à parte de Deus.
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Diferença observávelDespertai! — 1975 | 8 de setembro
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Diferença observável
AS PESSOAS em geral, em toda a terra, tornam-se cada vez mais interessadas nas “nações emergentes” da África. Não é surpresa, então, que surja uma pergunta quanto à medida em que este progresso deva ser creditado aos missionários das igrejas no passado que visavam tornar “cristãos” os nativos Africanos. Um sociólogo, Stanislav Andreski, escreve em The African Predicament (A Aflitiva Situação Africana):
“Há milhões de cristãos devotos que acham a tepidez religiosa dos residentes europeus profundamente desconcertante e se vêem chocados ao observarem europeus bebendo e espreguiçando-se, parcamente vestidos, ao redor de piscinas, quando deveriam estar indo às igrejas. Todavia, não se pode dizer que a fé cristã tenha causado grande impacto no teor das relações humanas em África. Como em outras partes do mundo, para a grande maioria a religião é uma questão do ritual e de alguns tabus — na maior parte sem qualquer significado ético. Os missionários têm tido êxito em fazer as pessoas envergonhar-se da nudez (que, incidentalmente, foi uma das razões pelas quais, nos dias primitivos, conseguiram apoio financeiro dos fabricantes de tecidos de algodão), mas não da poligamia. E, quanto à honestidade e à veracidade para com os não aparentados, ou à dedicação ao trabalho, os missionários bem que poderiam não ter estado ali.” — P. 83.
Isto não quer dizer, porém, que o verdadeiro cristianismo não esteja em evidência, a espécie de cristianismo que, no primeiro século, ajudou as pessoas a transformar seus hábitos morais, seu conceito sobre a vida e suas atitudes para com o trabalho. Este mesmo cristianismo verdadeiro, baseado na Palavra de Deus, ainda produz tais bons resultados e a diferença ainda é bem observável.
O Dr. Norman Long considera em seu livro Social Change and the Individual (Mudança Social e a Pessoa, 1968) o que notou num cuidadoso estudo da situação social e religiosa em uma comunidade rural Africana, comunidade em que há muitas testemunhas de Jeová vivendo e praticando o cristianismo. Note a diferença no que tange à honestidade e à confiança. Observa o Prefácio do livro: “Expresso claramente, ao passo que as não-Testemunhas só podem confiar em seus parentes (e nem sempre nesses), as Testemunhas podem confiar tanto nos parentes como nas co-Testemunhas.” O que dizer dos casamentos polígamos? Escreve o Dr. Long: “Não posso aqui considerar em pormenores o conteúdo da ética social pregada pelas Testemunhas de Jeová . . . Mas, a ética dá importante ênfase à família núcleo como agrupamento cristão, . . . e bane o casamento polígamo.” — P. 78.
Pode-se notar a diferença também em outros aspectos da vida, tal como a disposição de trabalhar? Aponta o Dr. Long: “Parece que as Testemunhas de Jeová elogiam certo estilo de vida. Uma Testemunha deve andar bem vestida (que, para os homens, significa usar paletó e gravata, em especial quando estão pregando ou comparecendo às reuniões religiosas) e ser limpa em seus hábitos. Deve estar atenta às necessidades de sua família tanto em sentido espiritual como material. . . . As Testemunhas de Jeová não encaram seu estilo secular de vida como separado de seus modos religiosos. Para elas, é mais ou menos uma extensão de seu enfoque religioso: ser membro da Sociedade do Novo Mundo significa progresso espiritual e a promessa duma nova vida, mas, isto também subentende certa orientação prática para com a vida neste mundo. . . . O tempo e o dinheiro são valiosos e não devem ser desperdiçados; devem ser gastos em aprimorar-se espiritual, social e economicamente. Por toda a parte, ali, há ênfase ao individualismo e à laboriosidade, e a organização e a disciplina da igreja operam para sustentar os valores do grupo.” — Págs. 215, 216.
O que dizer de empenhar-se na tarefa de aprender a ler e a escrever? Observa o autor: “Todo membro precisa ser bem versado na Bíblia e tem de adquirir a habilidade de ensinar a outros, e, para fazer isso, tem de poder ler as escrituras. Por isso toda congregação realiza aulas de alfabetização e sessões especiais de estudo da Bíblia.” Com que resultado? “Se compararmos as Testemunhas com as não-Testemunhas na paróquia, em termos de alfabetização e de nível educacional verificamos que 87,2 por cento das Testemunhas masculinas e 31,9 por cento das Testemunhas femininas são alfabetizadas, em comparação com 51 por cento dos homens e 11,7 por cento das mulheres que não são Testemunhas.” — Págs. 157, 216.
Assim, quanto mais atenção se focaliza em África tanto mais se torna patente: A ampla diferença que resulta da presença do verdadeiro cristianismo!
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