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Os grandes peixes de ArgunguDespertai! — 1984 | 22 de maio
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A expectativa aumenta entre os torcedores que espicham o pescoço. Muitos ficam imaginando se os peixes deste ano serão maiores do que o peixe de 98 quilos pescado em 1979. Desde o torneio de 1982, não se permitiu a pesca neste trecho do rio. A água se tornou bem rasa durante esta estação seca, e, sem dúvida, agora pulula de peixes.
Ao estampido dum tiro, inicia-se a corrida dos pescadores. Uma onda após outra de homens, com suas cabaças e redes de pesca, rola pelas margens do rio. Em questão de minutos, as águas rasas, cinzentas, estão repletas deles. Soa um grito: Pegou-se o primeiro peixe!
Sempre que alguém consegue pegar um grande peixe em sua rede, outros competidores vêm ajudá-lo. Homens num barcopatrulha pegam o peixe para ser pesado e etiquetado. Aumenta o ritmo da pesagem, mas poucos peixes pesam mais de 30 quilos. Muitos só apanham peixes do tamanho de sardinhas. Subitamente, pesca-se um que pesa mais de 40 quilos! Visto que a maioria dos competidores já saíram da água, o pescador se considera o vencedor e faz um amplo gesto de campeão. Alguns, contudo, continuam pescando, esperando pegar algum peixe maior. E a perseverança compensa! Antes de se expirar o tempo, há um brado triunfante! Trata-se dum Bukuiki, como é chamado em haussá, de 1,30 metro. Pesando 50 quilos, é muito menor que o recorde de 1979, mas, mesmo assim, é o vencedor de 1983.
Logo termina o torneio de três dias de Argungu. Agora virão as chuvas de maio, recobrindo por algum tempo de relva verde a terra seca, e com as cores variadas das trepadeiras e arbustos floridos. O rio de novo ficará cheio de água — e de peixes. E os pescadores não tocarão nele, aguardando a oportunidade, no próximo ano, de pegar um dos grandes peixes de Argungu.
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Carta “Queixosa”Despertai! — 1984 | 22 de maio
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Carta “Queixosa”
Após um congresso distrital das Testemunhas de Jeová em Glens Falls, Nova Iorque, EUA, foi publicada no Post-Star, de Glens Falls, a seguinte carta ao editor:
“Na semana passada, as Testemunhas de Jeová vieram de toda a parte a Glens Falls, para um congresso. Não sei por quanto tempo mais conseguiremos tolerar tal comportamento revoltante.
“Ninguém fumava maconha. Ninguém estava sob a influência de tóxicos ou do álcool. Não se ouvia música alta de estourar os miolos, ensurdecedora. Nenhuma música imoral. Nenhum sexo ilícito. Nenhuma procura louca de entradas. Nenhum grito ou berro. Nenhum empurrão. Nenhuma cotovelada. Nenhuma briga para entrar ou para sair. Ninguém praguejando ou amaldiçoando. Ninguém gritando palavrões. Nenhum gesto obsceno. Nenhuma piada ou linguagem suja. Não era necessária a polícia para impedir arruaças. Nenhuma prisão foi feita por conduta desordeira. Ninguém mandava na polícia. Antes, obedeciam as direções policiais. Não se via o Centro Cívico cheio de fumaça; o ar era respirável.
“As mulheres trajavam vestidos e se pareciam mulheres. Os homens, com cabelos bem aparados, trajavam ternos e gravatas, e pareciam respeitáveis. Os maridos de braços dados com suas próprias esposas. Os pais e os filhos estavam juntos como famílias. Os filhos obedeciam aos pais, não sendo desrespeitosos ou destrutivos. As pessoas portavam Bíblias, em vez de canivetes ou navalhas. Nenhum roubo ou assalto às lojas.
“Ninguém jogando latas de cerveja ou de refrigerantes nos gramados de Glens Falls. Ninguém estourando garrafas de cerveja e de refrigerantes nas ruas de Glens Falls.
“Isso foi realmente incomum. Quero dizer: Por Deus, o que realmente se passava? Seria tão ruim se mais de nós agíssemos dessa forma? Isso nos faz pensar, não faz?” — S. N. G., Whitehall, N.I., EUA.
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