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  • Os servos de Jeová são diferentes
    A Sentinela — 1971 | 15 de fevereiro
    • Os servos de Jeová são diferentes

      “Cessai de ser modelados segundo este sistema de coisas, mas sede transformados por reformardes a vossa mente, a fim de provardes a vós mesmos a boa, e aceitável, e perfeita vontade de Deus.” — Rom. 12:2.

      1, 2. (a) Contra que tendência decaída do coração humano precisam prevenir-se os cristãos, e por quê? (b) Que diferença havia entre os pensamentos e modos de Jeová e os de Israel dos dias de Isaías, e por quê?

      ENTRE as tendências do coração imperfeito, contra as quais os cristãos se precisam prevenir, existe a de querer ser popular, de querer que os outros gostem da pessoa, não importa quem sejam. Por causa desta tendência, a grande maioria da humanidade veio a estar em escravidão ao laço do conformismo, o laço de concordar ou condescender com as opiniões e o comportamento dos que os rodeiam. Todos os que querem agradar a Jeová Deus e obter a vida eterna nos seus novos céus e nova terra justos precisam prevenir-se contra ceder ou desistir por causa desta pressão do conformismo. Por quê? Porque, conforme Jeová disse ao povo refratário nos dias do seu profeta Isaías: “‘Os vossos pensamentos não são os meus pensamentos, nem os meus caminhos, os vossos caminhos’, é a pronunciação de Jeová. ‘Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim os meus caminhos são mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, do que os vossos pensamentos.’” — Isa. 55:8, 9.

      2 “Assim como os céus são mais altos do que a terra” — que enorme diferença! De fato, pode-se dizer que representa a maior diferença imaginável. O que era responsável por esta grande diferença entre Jeová e seu povo? Terem deixado de exercer a justiça, de amar a benignidade e de andar modestamente com o seu Deus. (Miq. 6:8) Antes, foram na direção oposta, deixando-se conformar às nações em volta deles, tanto na sua adoração como na sua conduta moral.

      3. Como se manifestou cedo na história de Israel a tendência de querer conformar-se aos em volta deles?

      3 Logo cedo na história da nação de Israel manifestou-se a tendência de seguir o proceder ímpio das pessoas em volta dela. Enquanto Moisés estava no monte de Deus, por quarenta dias, os israelitas adotaram a adoração pagã e praticaram a licenciosidade pagã. (1 Cor. 10:7) E assim que morreram Josué e os homens mais maduros que lhe sobreviveram e que “tinham visto todo o grande trabalho de Jeová, que ele fizera para Israel”, os filhos de Israel “abandonaram a Jeová e passaram a servir a Baal e às imagens de Astorete”. (Juí. 2:7-13) E nos dias do Juiz Samuel, os israelitas insistiram em imitar as nações em torno deles quanto a terem um rei visível: “Também nós teremos de tornar-nos iguais a todas as nações, e o nosso rei terá de julgar-nos, e terá de sair na nossa frente e travar as nossas batalhas.” Embora Jeová concedesse seu pedido, fez isso com desagrado. — 1 Sam. 8:7, 20; Osé. 13:11.

      4, 5. (a) Por que não podem os servos de Jeová agradar a ele e ainda assim conformar-se ao mundo em volta deles? (b) Portanto, que conselho dá Paulo bem apropriadamente aos cristãos?

      4 Como poderiam os servos de Jeová ser como as pessoas em volta deles e ainda assim agradar a Jeová? Não é verdade que, com exceção de alguns anos após o dilúvio dos dias de Noé, desde o tempo em que Adão e Eva transgrediram e foram expulsos do Éden até o presente, o mundo inteiro jaz no poder do iníquo, Satanás, o Diabo, ‘o deus deste sistema de coisas”? Não há dúvida sobre isso! Que laço, então, é para qualquer servo de Jeová tentar conformar-se ao mundo! — 2 Cor. 4:4; 1 João 5:19.

      5 É por isso bem apropriado que sejamos aconselhados em Romanos 12:2: “Cessai de ser modelados segundo este sistema de coisas, mas sede transformados por reformardes a vossa mente, a fim de provardes a vós mesmos a boa, e aceitável, e perfeita vontade de Deus.’ Ou conforme as palavras de Paulo são vertidas por traduções menos literais e mais livres: “Não vos amoldeis ao padrão deste mundo.” (Novo Testamento, da I. B. B.) “Deixai de viver de acordo com os costumes deste mundo.” (The New Testament, C. B. Williams) “Não vos conformeis com este mundo.” (Almeida) “Não deixeis que o mundo em volta de vós vos comprima no seu próprio molde.” — The New Testament in Modern English.

      AS TESTEMUNHAS ANTEDILUVIANAS DE JEOVÁ ERAM DIFERENTES

      6, 7. Por que não devem os servos de Jeová hesitar em ser diferentes, e quem nos dá o primeiro exemplo neste respeito?

      6 Visto que o procedimento do mundo da humanidade, desde o tempo em que os nossos primeiros pais foram expulsos do Éden até os nossos dias, tem sido de impiedade, segue-se que todos os servos de Jeová, desde o início, devem ter-se destacado como diferentes, como notável e salientemente diferentes de todos os outros em volta deles. Os servos de Jeová, hoje em dia, que talvez hesitem timidamente de se destacarem como diferentes dos em volta deles, no seu modo de vestir, na sua conduta ou na sua forma de adoração, devem notar como agiram os servos fiéis de Jeová, neste respeito, desde o início, conforme registrado na Palavra de Deus.

      7 Para começar, havia Abel, primeira testemunha fiel de Jeová. Não sabemos quantos outros existiam na terra no tempo em que ele tomou posição firme a favor da adoração pura de Jeová, mas sabemos que Adão, Eva e Caim, os únicos outros mencionados por nome no Registro divino, estavam sob a influência e o domínio do iníquo, Satanás, o Diabo. O proceder de Abel certamente era o oposto daquele destes três. Ele tinha a coragem de se destacar como diferente, e assim veio a ser a primeira testemunha fiel, o primeiro mártir. — Gên. 4:3-11; Heb. 11:4; 1 João 3:12.

      8. Que fatos mostram que Enoque se destacou como diferente dos em volta dele?

      8 E depois havia Enoque. Não há dúvida de que ele não se conformava ao sistema de coisas antediluviano. Como podemos ter certeza disso? Por já haver nos seus dias muita adoração falsa na terra, conforme se vê de que já nos dias de Enos, neto de Adão, havia evidentemente uma invocação falsa e hipócrita do nome de Jeová. (Gên. 4:26) É também indicado por Enoque ser destacado como aquele que estava “andando com o verdadeiro Deus”. (Gên. 5:22) De fato, destacar-se Enoque de modo tão notável como sendo diferente é claramente indicado pela profecia de aviso que Jeová Deus o fez proclamar, conforme registrada pelo discípulo cristão Judas: “Eis que Jeová vem com as suas santas miríades, para executar o julgamento contra todos e para declarar todos os ímpios culpados de todas as suas ações ímpias que fizeram de modo ímpio, e de todas as coisas chocantes que os pecadores ímpios falaram contra ele.” Por certo, o teor de tal mensagem indica que Enoque estava rodeado por homens ímpios e por isso se deve ter destacado corajosamente como diferente. — Jud. 14, 15.

      9. Como mostraram Noé e sua família que eram diferentes dos seus contemporâneos?

      9 A história inspirada nos fala também de Noé, junto com sua família. Embora não possamos ser dogmáticos quanto a se Abel e Enoque eram os únicos adoradores verdadeiros de Jeová nos seus dias — por exemplo, Abel podia ser casado e sua esposa ter a mesma fé — as Escrituras não deixam dúvida de que nos dias de Noé ele e sua família estavam sozinhos na adoração do único Deus verdadeiro, Jeová. “Mas, Noé achou favor aos olhos de Jeová. . . . Noé era homem justo. Mostrou-se sem defeito entre os seus contemporâneos. Noé andou com o verdadeiro Deus.” Dar-se tal testemunho a seu respeito num tempo em que “Jeová viu que a maldade do homem era abundante na terra e que toda inclinação dos pensamentos do seu coração era só má, todo o tempo”, salienta claramente que Noé se destacava como diferente do mundo da humanidade nos seus dias. Quanta zombaria ele e sua família devem ter sofrido enquanto construíam em terra aquela estrutura enorme, parecida a um estábulo, a fim de servir de moradia, para ele, sua família e as espécies representativas da criação animal durante o predito dilúvio! cinqüenta anos! Era diferente do mundo dos seus dias? Não há dúvida sobre isso! — Gên. 6:8, 9, 5.

      OS PATRIARCAS ERAM DIFERENTES

      10, 11. Como mostraram os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó que eram estrangeiros e residentes temporários?

      10 Depois havia os patriarcas ou chefes de família imediatos das doze tribos de Israel. Para começar, havia Abraão. Quanto ele se destacava como diferente com a sua fé no único Deus verdadeiro, Jeová, no meio dum povo saturado de todos os tipos de práticas religiosas pagãs, especialmente a adoração do deus-lua Sim, padroeiro da cidade de Ur. De fato, Ur, sua cidade natal, era uma verdadeira Meca ou Roma como cidade principal da adoração e religião babilônica. Quando Jeová ordenou a Abraão: “Sai da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que te mostrarei”, Abraão se destacou de modo ainda mais conspícuo como diferente. — Gên. 12:1-3.

      11 Quanta zombaria Abraão teve de suportar quando seus vizinhos e seus conhecidos o viram sair de Ur, no que certamente lhes deve ter parecido futilidade! E o mesmo se deu em grande parte com Isaque e Jacó. Todos eles “declararam publicamente que eram estranhos e residentes temporários no país”. Podiam ter voltado à sua própria terra e se estabelecido ali, mas sabiam que esta não era a vontade de Jeová para com eles. O que ajudará os servos de Deus hoje em dia ser corajosamente diferentes do mundo em volta deles é reconhecerem que também são estrangeiros e residentes temporários no que se refere a este sistema de coisas e seu povo. — Heb. 11:8-15.

      12. De que modo era José um bom exemplo de se ser diferente, e como foi ele recompensado?

      12 E havia José, filho favorito do patriarca Jacó. Quanto a sua vida brilha nas Escrituras Sagradas! Depois de ter sido vendido em escravidão e assim ter sido isolado de todos os adoradores verdadeiros de Jeová, quão fácil teria sido para ele conformar sua conduta e adoração à dos adoradores pagãos em volta dele, deixando-se amoldar por aquele sistema de coisas! Ele se apegou à sua adoração pura e aos princípios piedosos, e assim se tornou exemplo notável de alguém que manteve a sua integridade apesar das tentações mais fortes. Além disso, quando manter ele a integridade a Jeová resultou em ele ser lançado na prisão, manteve-se firme. Estando sozinho, poderia ter concluído, como fizeram muitos antes e depois de seu tempo: “Que adianta?” e seguido o exemplo dos em volta dele quanto à adoração e à conduta, mas não o fez. Negou-se a se deixar modelar segundo aquele sistema de coisas, mas continuou fiel a Jeová. E quanto Jeová o abençoou por isso! José tornou-se primeiro-ministro do Egito e salvador dele, bem como da família de seu pai. — Gên. 37:1-36; 39:1-45:28.

      OS EXEMPLOS DOS PROFETAS

      13, 14. Como demonstrou Moisés que os servos de Jeová são diferentes?

      13 Entre os muitos outros servos fiéis de Jeová Deus que tiveram a coragem de ser diferentes e que não se deixaram modelar segundo o exemplo infiel dos em volta deles, encontram-se os profetas hebreus, desde o tempo de Moisés até o tempo de Daniel, e mais além. Moisés, ao se tornar adulto, na corte de faraó, poderia ter facilmente se conformado aos em volta dele, esquecendo-se de sua formação e religião hebraica e continuando a usufruir os prazeres, a fama e o poder que lhe cabiam como filho da filha de faraó. Quantas vantagens se lhe apresentavam visto que “foi instruído em toda a sabedoria dos egípcios” e era conhecido como “poderoso nas suas palavras e ações”! — Atos 7:22.

      14 Mas não, ele não se esquivou de ser diferente! Seus anteriores conhecidos na corte devem ter meneado a cabeça, perplexos porque o herdeiro presuntivo estava “escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que ter o usufruto temporário do pecado, porque estimava o vitupério do Cristo como riqueza maior do que os tesouros do Egito”. (Heb. 11:25, 26) Por adotar tal proceder, não só assegurou para si mesmo um bom nome perante Jeová Deus, mas foi usado de modo mais poderoso por Deus do que qualquer outro homem imperfeito que já fora usado. E especialmente os profetas fiéis Isaías, Jeremias e Ezequiel tiveram de ter coragem para ser diferentes dos israelitas refratários em volta deles. — Isa. 20:3; Jeremias 16:2; 7:16; Ezequiel, capítulos 4 e 5.

      15, 16. Como mostraram Daniel e seus três companheiros que eram diferentes dos em volta deles?

      15 Havia também o exemplo notável de Daniel e de seus três companheiros. Quão fácil teria sido para eles se conformarem ao sistema real babilônico na questão da espécie de alimento que comeriam! Mas não, eles não se deixaram conformar aos em volta deles, mas tiveram a coragem de se destacar como diferentes, como adoradores verdadeiros de Jeová Deus. E por isso nos diz o registro: “Mas Daniel [e seus três companheiros] decidiu no coração não se poluir com as iguarias do rei e com o vinho que bebia. E ele persistiu em solicitar” — sim, não levantava a questão só uma vez para acalmar a consciência por dizer que tinha tentado, mas solicitava repetidas vezes “do principal oficial da corte que lhe permitisse não se poluir”. Por fim, o oficial da corte “os escutou com respeito a este assunto e os pôs à prova por dez dias”. E quanto Jeová Deus abençoou a Daniel e seus três companheiros por sua atitude corajosa! Por suportarem a zombaria e o desrespeito de todos em volta deles, por se negarem a comer das iguarias reais e preferirem comer simples pratos de legumes (sem gordura, sangue, etc.), verificou-se no fim do seu período de treinamento por três anos que tanto eram mais saudáveis como mais sábios do que todos os outros treinandos! — Daniel, capítulo 1.

      16 E não fez a recusa dos três companheiros de Daniel, de se curvarem diante da imagem que o Rei Nabucodonosor havia erguido na planície de Dura, que eles se tornassem conspícuos ou diferentes? Quantos milhares de olhos de pessoas altas e baixas devem ter-se fixado neles quando o Rei Nabucodonosor os convocou perante ele por causa de sua recusa de se curvarem diante de sua imagem! De modo similar, quando os rivais de Daniel conseguiram fazer que se adotasse uma lei pela qual esperavam tirar Daniel do caminho, Daniel não precisava continuar a orar três vezes por dia diante duma janela aberta, na direção de Jerusalém, e deixar assim todos os homens ver quão diferente era de todos os demais, precisava? Podia ter orado a Deus em secreto. Mas ele não quis dar a ninguém a impressão de que, mesmo superficialmente, acatava o decreto do rei contrário a Deus. E quanto Jeová recompensou a ele e seus três companheiros pela sua coragem de se destacarem como diferentes, por milagrosas libertações e promoções! — Daniel, capítulos 3 e 6.

      O EXEMPLO DE JESUS CRISTO

      17-19. Que fatos da vida de Jesus mostram que ele não hesitava em se destacar como diferente?

      17 A necessidade de os servos de Jeová se destacarem corajosamente como diferentes não cessou com a vinda do Messias, Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ele veio ao próprio povo de Jeová, que estava numa relação pactuada com Deus e que possuía a Palavra e as leis dele, o sacerdócio dele e também o benefício da obra preparatória de João Batista. Todavia, qual não era o contraste que Jesus apresentava com os líderes religiosos deles e qual não era o contraste entre seu proceder e os costumes e práticas religiosas deles! Longe de transigir ou de fazer pouco da diferença entre o ‘vinho novo’ de sua adoração e os ‘odres velhos’ do judaísmo tradicional, ele salientava francamente a diferença para todos verem. — Mat. 9:14-17.

      18 Por outro lado, Jesus se destacava como diferente tanto no seu modo de ensinar, que era com autoridade, como em misturar-se livremente com o povo comum da terra. (Mat. 7:29; 9:11) Por outro lado, destacava-se como diferente em razão daquilo que ensinava. Quão óbvio era, em vista das suas palavras, que ele não era bajulador, que não procurava a popularidade entre governantes ou governados, embora os seus milagres fizessem dele a pessoa mais popular da nação, ao ponto de seus inimigos se queixarem: “Eis que o mundo foi atrás dele.” (João 12:19) Ele disse denodadamente: “Ouvistes que se disse . . . Mas eu vos digo.” (Mat. 5:27-48) “Demoli este templo, e em três dias o levantarei.” “A menos que comais a carne do Filho do homem e bebais o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos.” “Digo-vos em toda a verdade: Antes de Abraão vir à existência, eu tenho sido.” Parecia como se quisesse chocar e abalar seus ouvintes. Não era pregador para agradar aos ouvidos! — João 2:19; 6:53; 8:58.

      19 Até mesmo seus próprios discípulos se admiravam às vezes da sua franqueza, dizendo em certa ocasião: “Sabes que os fariseus tropeçaram por ouvirem o que disseste,” E se aqueles fariseus já tropeçaram quando Jesus lhes disse que haviam tornado a Palavra de Deus sem efeito por causa de suas tradições, qual não deve ter sido a sua reação quando os fustigou severamente como hipócritas, serpentes, descendência de víboras e filhos do próprio Diabo, do próprio Satanás! Jesus nunca hesitava nem por um momento quanto a se destacar como diferente em razão daquilo que dizia. Tampouco em razão do que fazia, conforme se pode ver de ele expulsar em duas ocasiões os comerciantes gananciosos do templo de seu Pai. — Mat. 15:12; 23:13-39; Mar. 11:15-18; João 2:13-17; 8:44.

      OS DISCÍPULOS DE JESUS IGUALMENTE DIFERENTES

      20, 21. Como mostraram os apóstolos e os primitivos discípulos de Jesus que eram diferentes dos em volta deles?

      20 Só se podia seguir que os discípulos de Jesus, visto que o imitavam, adorando o mesmo Deus do mesmo modo, eram igualmente diferentes dos outros judeus, assim como Jesus. Tanto a sua mensagem incomum, de que Jesus de Nazaré era o há muito aguardado Messias e que Jeová Deus o havia levantado dentre os mortos, como a sua maneira de pregar os destacava como diferentes. Quando seus oponentes observaram o destemor de Pedro e dos companheiros dele ao testificarem de Jesus Cristo, “e perceberam que eles eram homens indoutos e comuns, ficaram admirados”, sim, admirados do que os fazia tão diferentes de pescadores indoutos, comuns. “E começaram a reconhecer a respeito deles que costumavam estar com Jesus.” — Atos 4:13.

      21 Dentre os primitivos discípulos e apóstolos de Jesus sabemos mais sobre o apóstolo Paulo do que sobre qualquer dos outros: “circuncidado no oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu nascido de hebreus”, e “com respeito à lei, fariseu” estrito, fanático. Quão diferente Paulo tinha de ser de todos os seus anteriores companheiros quando se tornou cristão! Tornou-se então tão diferente, que os judeus em Tessalônica acusavam Paulo e seus colaboradores de terem “subvertido a terra habitada”. Não era de se admirar que Festo exclamasse, quando Paulo apresentou a sua defesa perante o Rei Agripa II: “Estás ficando louco, Paulo! A grande erudição está-te levando à loucura!” Paulo não só ensinava aos outros cristãos a não se conformarem a este sistema de coisas, mas ele mesmo certamente vivia segundo o que ensinava. — Fil. 3:5, 6; Atos 17:6; 26:24; Rom. 12:2.

      OS CRISTÃOS ERAM DIFERENTES NOS TEMPOS PÓS-APOSTÓLICOS

      22-25. (a) Como se destacavam os cristãos dos tempos pós-apostólicos como diferentes quanto à sua religião? (b) Quanto à sua relação com César? (c) Quanto à sua moral? (d) Quanto ao seu amor de uns para com os outros?

      22 Embora pouco depois de os apóstolos terem adormecido na morte, “enquanto os homens dormiam”, viesse um inimigo, Satanás, o Diabo, e semeasse joio no campo de tribo, o campo de trigo não se tornou logo um campo de joio. (Mat. 13:25) Por isso, os primitivos historiadores eclesiásticos nos contam que naqueles primeiros séculos os cristãos se destacavam como diferentes dos em volta deles. Esta diferença era evidente em pelo menos quatro sentidos distintos. Primeiro, destacavam-se como diferentes de todos os demais na questão da religião. Não só se distinguiam as suas crenças e sua forma de adoração, mas eles afirmavam singularmente que eram os únicos que constituíam a religião verdadeira e que todas as outras eram falsas. Exigia coragem fazer tal afirmação. Conforme o expressa certo historiador eclesiástico: “Para o cristão, seu Deus nunca podia ser colocado na mesma categoria de Ísis, ou Mitras ou Augusto.” Os imperadores romanos toleravam as diferentes religiões, mas não aquela que ensinava “que os deuses de Roma e de todas as outras religiões eram igualmente falsos, e que se esforçava a converter toda a humanidade àquela crença”.

      23 Aqueles primitivos cristãos também se destacavam como diferentes na sua relação com as outras partes daquele sistema de coisas. Por um lado, negavam-se a ocupar cargos no governo e a servir nos exércitos de César, e por outro lado deixavam de ser materialistas. As riquezas materiais não eram mais o objetivo de seus esforços, mas apenas o meio usado para promover a sua atividade de pregação.

      24 De modo similar os primitivos cristãos se destacavam como diferentes na questão da moral. Nas civilizações romana e grega prevalecia toda espécie de imoralidade, naquele tempo, sendo que a imoralidade sexual fazia até mesmo parte de sua adoração, e eram correntes as perversões sexuais, tais como o homossexualismo. Os historiadores relatam quão diferentes os primitivos cristãos eram daqueles em volta deles também neste sentido: “Possuímos o testemunho de sua vida imaculada, de sua moral irrepreensível, de sua boa cidadania e de seu garbo cristão.”

      25 E, finalmente, aqueles primitivos cristãos se destacavam como diferentes no seu grande amor altruísta de uns para com os outros, assim como Jesus disse que se daria: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” — João 13:34, 35.

      26. Que fatos se destacam com respeito aos servos de Jeová desde Abel até os tempos pós-apostólicos, e que se pode dizer dos nossos tempos?

      26 Não há dúvida sobre isso. O registro, tanto inspirado como de outro modo, atesta que os servos de Jeová eram diferentes dos em volta deles, desde o tempo de Abel até os primeiros séculos pós-apostólicos. Mas que dizer de nossos dias? Ainda acontece o mesmo? Acontece, conforme mostrará o próximo artigo.

  • Fica o mundo intrigado com o seu proceder? — Devia ficar!
    A Sentinela — 1971 | 15 de fevereiro
    • Fica o mundo intrigado com o seu proceder? — Devia ficar!

      “Visto que não continuais a correr com eles neste proceder para o mesmo antro vil de devassidão, ficam intrigados e falam de vós de modo ultrajante.” — 1 Ped. 4:4.

      1, 2. Que testemunho bíblico marca como tolo o proceder daqueles que pretendem agradar a Deus e também ser amigos do mundo?

      QUÃO tolos são aqueles cristãos professos que pretendem servir a Deus e a Cristo e ao mesmo tempo ser amigos do mundo! Tentar misturar as duas coisas é como tentar misturar óleo é água. Não pode ser feito! Por que não? Porque, conforme nos diz o apóstolo João, “o mundo inteiro jaz no poder do iníquo”. — 1 João 5:19.

      2 É por isso que o mundo nos odeia, assim como Jesus advertiu: “Porque não fazeis parte do mundo, mas eu vos escolhi do mundo, por esta razão o mundo vos odeia.” Bem que nos aconselha o apóstolo João: “Não estejais amando nem o mundo, nem as coisas no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo o que há no mundo — o desejo da carne, e o desejo dos olhos, e a ostentação dos meios de vida da pessoa — não se origina do Pai, mas origina-se do mundo. Outrossim, o mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” — João 15:19; 1 João 2:15-17.

      3. O que mostram Paulo e Tiago quanto a se agradar a Deus e o mundo ao mesmo tempo?

      3 Só pode ser assim, visto que a mentalidade do mundo se fixa nas coisas da carne, a respeito das quais somos informados: ‘A mentalidade segundo a carne significa inimizade com Deus, visto que não está em sujeição à lei de Deus, de fato, nem pode estar. De modo que os que estão em harmonia com a carne não podem agradar a Deus.” Não é de se admirar, pois, que Tiago, meio-irmão de Jesus, escrevesse: “A forma de adoração que é pura e imaculada do ponto de vista de nosso Deus e Pai é esta: . . . manter-se sem mancha do mundo.” E novamente: “Adúlteras, não sabeis que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Portanto, todo aquele que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” — Rom. 8:7, 8; Tia. 1:27; 4:4.

      4, 5. Que proceder adota o mundo, conforme mostram as Escrituras e os fatos físicos?

      4 Visto que este mundo jaz no poder de Satanás, o Diabo, não é de se admirar que seja tão iníquo, conforme é bem descrito pelas palavras de Paulo em Efésios 4:17-19: “Que não mais andeis assim como também as nações andam na improficuidade das suas mentes, ao passo que estão mentalmente em escuridão e apartados da vida que pertence a Deus, por causa da ignorância que há neles, por causa da insensibilidade dos seus corações. Tendo ficado além de todo o senso moral, entregaram-se à conduta desenfreada para fazerem com ganância toda sorte de impureza.” Que linguagem franca! E note-se que estas palavras são ainda mais verazes quanto ao mundo de hoje, assim como se predisse em 2 Timóteo 3:1-5.

      5 Sim, não importa para onde olhemos, vemos degeneração moral em toda a parte. Os filmes, os espetáculos de TV, as peças teatrais, as novelas, os jornais e as revistas populares mascateiam imundície moral e servem os gostos depravados. Os filmes cheios de cenas lascivas e abundantes em obscenidades são anunciados como “adultos”, ou apenas para adultos, mas os cinemas em que são exibidos estão cheios de gente jovem e velha, para se deleitarem com as cenas luxuriosas. Não é de admirar que as doenças venéreas tenham atingido proporções epidêmicas e que os nascimentos ilegítimos aumentem em grande escala. Houve tempos em que os de mentalidade lasciva tinham de fazer esforços extraordinários para encontrar diversão ou leitura pornográfica, obscena e licenciosa, mas hoje é o contrário; estão sendo apresentados de todos os ângulos, e aquele que gostar de diversão e de leitura edificante, sadia e limpa precisa ter muito cuidado e ser criterioso para não macular o coração e a mente sem se aperceber disso. As canções populares se inclinam cada vez mais na mesma direção, cheias de linhas sexualmente sugestivas, e o mesmo acontece com a música de dança e as modas femininas. O mundo adora novamente o sexo, só que o moderno falicismo não é praticado em nome da religião, embora seja uma forma de idolatria, sendo avidamente cobiçoso. — Col. 3:5.

      6. Por que querem as pessoas conformar-se a este mundo e especialmente quem é suscetível de suas pressões?

      6 Visto que este velho mundo está moralmente tão degenerado, bem como aflito e condenado, jazendo sob o domínio de Satanás, o Diabo, por que é que as pessoas ainda se querem conformar a ele? Por que é que todo o mundo quer que os outros pensem bem deles? Por que têm as pessoas um medo mortal de se destacarem como conspicuamente diferentes, em especial na questão dos princípios? Por que se deixam enlaçar por ‘tremerem diante de homens’? (Pro. 29:25) Por causa da falta de alicerce firme para as suas regras de conduta, por estarem inseguras e incertas em sentido mental, moral, emocional, religioso e filosófico. Rejeitaram a autoridade da Palavra de Deus, e por isso não têm ponto de apoio, tornando-se assim como “pequeninos, jogados como que por ondas e levados para cá e para lá por todo vento de ensino, pela velhacaria de homens, pela astúcia em maquinar o erro”. (Efé. 4:14) Especialmente os jovens estão em perigo de serem enlaçados por este temor do homem, pelo desejo enganoso de serem populares, de serem compreendidos, de gozarem de bom conceito e de serem apreciados. Em vista da sua falta de madureza, tendem especialmente a hesitar, sim, mesmo a se rebelar diante da idéia de se destacarem como diferentes dos seus colegas de escola. Temem ser classificados de “quadrados”.

      7. Se nos quisermos mostrar fiéis a Jeová, o que temos de admitir?

      7 Mas em vista de todos os fatos, devíamos ser orgulhosos de nos destacar como diferentes do mundo. A menos que admitamos que simplesmente tem de ser assim, não nos poderemos mostrar fiéis a Jeová, pois seremos enlaçados pelo descontentamento, pela frustração ou pelo medo do homem. Precisamos lembrar-nos do aviso de Jesus: “Ai, sempre que todos os homens falarem bem de vós, porque coisas como essas são as que os antepassados deles fizeram aos falsos profetas.” (Luc. 6:26) Desejamos ser, temos de ser, ao contrário, como os apóstolos, a respeito dos quais lemos que, depois de terem sido publicamente vilipendiados e chibateados, saíram “alegrando-se porque tinham sido considerados dignos de serem desonrados a favor do nome dele”. Sim, devemos alegrar-nos de ser diferentes, devemos orgulhar-nos de que o mundo fica intrigado com o nosso proceder, que não nos pode compreender ou entender, e que acha que somos tolos; assim como o apóstolo Paulo, “tolos por causa de Cristo”. — Atos 5:41; 1 Cor. 4:10.

      INTRIGADO COM A SUA ADORAÇÃO DE JEOVÁ

      8, 9. Que aspectos quanto à base de nossa fé e de nosso nome deixam o mundo intrigado?

      8 O mundo ficará intrigado com o seu proceder se mostrar ser excelente ministro das boas novas, que faz discípulos. Ele simplesmente não compreende por que prefere a Bíblia ao conhecimento mundano falso, conforme o apóstolo Paulo o aconselha a fazer em 1 Timóteo 6:20. Achará que é esquisito e tolo porque adotou a atitude de que “é impossível que Deus minta” e por deixar que “seja Deus achado verdadeiro, embora todo homem seja achado mentiroso”. Pode ouvi-los perguntar incrédulos: “Quer dizer que realmente crê na Bíblia? Em toda ela? Como pode fazer isso? Quão antiquado você é! Quão simplório!” — Heb. 6:18; Rom. 3:4.

      9 O mundo ficará também intrigado com o seu proceder se adotar o nome de Jeová e deixar saber que é uma das testemunhas dele. O mundo acha que é um nome estranho, zomba do Deus das Escrituras Hebraicas e refere-se a Deus como um Deus sanguinário de guerra, como o Deus tribal dos judeus. Mas o seu nome não é mero apelido, como são muitos dos nomes das seitas da cristandade, tais como “luterano”, “metodista”, “batista” e “quáquer”. Não, mas o próprio Jeová designou seus servos assim, conforme lemos em Isaías 43:10-12: “‘Vós sois as minhas testemunhas’, é a pronunciação de Jeová, ‘sim, meu servo a quem escolhi, . . . e eu sou Deus’.”

      10. O que intriga o mundo quanto à nossa forma de adoração?

      10 O mundo ficará também intrigado com o seu proceder se freqüentar regular e diligentemente as cinco reuniões congregacionais cada semana, e se fizer isto, não importa qual o tempo. Ele o marcará como fanático religioso por preferir uma reunião bíblica a atrações tais como eventos esportivos ou outras formas de diversão. Não pode compreender que “graça” tem acatar fielmente o conselho do apóstolo de não deixar de se ajuntar com os concristãos. Até mesmo entre a maioria dos religiosos deste mundo, ir a uma reunião uma vez por semana é considerado como sendo tudo o que Deus exige! — Heb. 10:24, 25.

      11, 12. Que atividades teocráticas nossas deixam o mundo intrigado?

      11 Seus conhecidos no mundo também ficarão intrigados se manifestar o zelo consumidor que Jesus teve, conforme mencionado em João 2:17. Visto que, para pregar as boas novas e fazer discípulos, fica de pé nas esquinas das ruas, oferecendo revistas, vai de casa em casa em toda espécie de tempo e se arrisca ser rejeitado no testemunho incidental, eles se admiram do que lhe aconteceu. Não podem compreender isso, pois eles mesmos desejam fazer muito pouco, se é que alguma coisa, por Deus e Jesus Cristo!

      12 E o mundo ficará especialmente intrigado com o seu proceder quando abandonar literalmente tudo pela causa das boas novas, e seguir seu Modelo, Jesus Cristo, no serviço de pioneiro, no serviço missionário ou no serviço na sede em Betel. O mundo simplesmente não compreende por que deve ser igual aos apóstolos de Jesus e deixar atrás família e amigos, casa e terreno, a segurança financeira e uma carreira promissora pela causa do ministério cristão. O mundo acha que é bom ter uma religião, mas, ‘ora, não leve isso tão a sério’! Mas nós sabemos, assim como Jesus disse a Pedro, conforme registrado em Marcos 10:28-30, que este ministério de tempo integral é a carreira mais satisfatória em que alguém se pode empenhar, pois os empenhados nele recebem agora cem vezes mais nesta vida e neste sistema de coisas, casas, irmãos, irmãs e mães, e têm a esperança da vida eterna no novo sistema de coisas agora tão próximo. Não há dúvida sobre isso, quanto mais se empenhar zelosamente no ministério cristão, tanto mais o mundo ficará intrigado com o seu proceder.

      INTRIGADO COM A SUA ATITUDE NEUTRA

      13, 14. Que atitude dos cristãos para com os assuntos governamentais parecem deixar muitos intrigados?

      13 O mundo ficará também intrigado com o seu proceder se aderir estritamente à atitude cristã de neutralidade para com a política e as guerras das nações do mundo, se adotar a atitude de que o reino de Cristo não faz parte do mundo e que a cidadania do cristão está nos céus. (João 18:36; Fil. 3:20) Ele acha que todas as pessoas bem intencionadas deviam apoiar os movimentos de direitos civis e apoiar os candidatos, os partidos e os programas políticos mais dignos, e em especial as Nações Unidas, como única esperança de paz duradoura, do homem. Visto que quase todos os clérigos, tanto da cristandade como do paganismo, estão profundamente envolvidos na política, não pode compreender por que não faz o mesmo.

      14 O mundo ficará também intrigado com o seu proceder se não exibir o seu patriotismo por fazer continência à bandeira e por ficar de pé quando se toca o hino nacional. É provável que o acuse de motivos ocultos quanto ao seu proceder de participar em transformar espadas em relhas de arado e lanças em podadeiras, e por se negar a vestir uma farda e sair para matar seu próximo. Pergunta: ‘O que aconteceria conosco, se todo o mundo cresse e agisse assim como você?’ Se todo o mundo o fizesse, então é evidente que não haveria guerras, e isto certamente seria bom! — Isa. 2:4.

      INTRIGADO COM A SUA ADERÊNCIA AOS PRINCÍPIOS BÍBLICOS

      15. O que fez que o mundo ficasse intrigado com os cristãos nos dias de Pedro?

      15 O mundo ficará também intrigado com sua pessoa se aderir aos princípios cristãos quanto à conduta pessoal. Conforme o apóstolo Pedro escreveu aos primitivos cristãos: “Porque já basta o tempo decorrido para terdes feito a vontade das nações, quando procedestes em ações de conduta desenfreada, em concupiscências, em excessos com vinho, em festanças, em competições no beber e em idolatrias ilegais. Visto que não continuais a correr com eles neste proceder para o mesmo antro vil de devassidão, ficam intrigados e falam de vós de modo ultrajante.” (1 Ped. 4:3, 4) Visto que a moral sexual do mundo é tão baixa como foi antes do dilúvio e tão baixa como foi na antiga Sodoma e Gomorra, o mundo não pode compreender por que acata o conselho sábio: “A fornicação e a impureza de toda sorte, ou a ganância, não sejam nem mesmo mencionadas entre vós, assim como é próprio dum povo santo; nem conduta vergonhosa, nem conversa tola, nem piadas obscenas, coisas que não são decentes, mas, antes, ações de graças.” — Efé. 5:3, 4.

      16, 17. De que modo se destacam os servos de Jeová como diferentes do mundo (a) no que se refere à honestidade dos empregados, e (b) no que se refere a dar a César o que lhe é devido?

      16 O mundo fica também intrigado quando adere aos princípios retos em questões de negócios, tais como nas relações entre empregador e empregado. O mundo acredita em fazer o mínimo possível pelo salário ou ordenado que se percebe, folgando no trabalho, fazendo longos intervalos para tomar café e eximindo-se de responsabilidades. Acha incompreensível que os cristãos acatem o conselho em Colossenses 3:22, 23, e trabalhem de toda a alma em qualquer coisa que se lhes dá para fazer. De fato, o mundo não acha nada de roubar o patrão. Por exemplo, num grande aeroporto da cidade de Nova Iorque, uma agência de aluguel de automóveis notava que perdia muita gasolina, e por isso instalou secretamente uma câmara de TV para descobrir quem furtava a gasolina. Descobriu que dezoito de seus vinte empregados se serviam de gasolina para os seus próprios automóveis, e por isso despediu a todos os dezoito. Apenas dois não o faziam. A gerência ficou intrigada e perguntou: Por que é que não se serviram também da gasolina da companhia? Eles explicaram: “Acontece que somos testemunhas de Jeová!” Ofereceu-se a um deles a posição de gerente da agência, mas ele a recusou, novamente deixando intrigado seus patrões. A pregação das boas novas do Reino e fazer discípulos de outros não lhe deixava tempo e energia para ser gerente. Por outro lado, sem dúvida, aqueles dezoito empregados que se serviram da gasolina da companhia ficaram intrigados por que as testemunhas não se serviram também dela. Quando se faz hoje o que é direito, as pessoas ficam intrigadas!

      17 O mundo fica também intrigado se obedecer a todas as leis do país, se der de volta a César as coisas de César, conforme lemos em Mateus 22:21. Também no que se refere às suas relações com os governos, o mundo acredita em safar-se com tudo o que puder, na questão dos impostos, dos regulamentos de transito e de tudo o mais. Que as testemunhas de Jeová não fazem o mesmo lhes causa surpresa. Assim, na primavera de 1967, dois vistoriadores de casas da cidade de Nova Iorque inspecionaram o lar de Betel em Brooklyn e ficaram simplesmente espantados com o que viram. Disseram que seus superiores não iam acreditar neles se entregassem um relatório tão bom, e, de fato, no dia seguinte vieram seus superiores para eles mesmos verificarem quão conscienciosos eram os encarregados do lar de Betel em Brooklyn para mantê-lo seguro, limpo e livre do perigo de incêndio. Não tinham nenhuma violação a relatar e escutaram avidamente o testemunho que lhes foi dado pelos que lhes mostraram os prédios.

      18, 19. Que atitude cristã para com as coisas materiais deixa muitos intrigados?

      18 O mundo se compõe de materialistas. Estes só dão valor ao que podem compreender e usufruir com os sentidos naturais. Ficam intrigados quando demonstra não ser materialista, mas acata as palavras de Jesus, de não armazenar tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem os consomem e onde ladrões arrombam e furtam, mas armazena para si mesmo tesouros duradouros no céu. Ficam intrigados porque persiste em buscar primeiro o reino de Deus e a Sua justiça. Não podem compreender que pode por em primeiro lugar na sua vida algo em cuja existência eles nem mesmo acreditam, o reino celestial de Jeová Deus, no qual Cristo rege como Rei desde 1914. — Mat. 6:33; Rev. 11:15-18.

      19 O mundo se preocupa com tirar vantagens na corrida pela riqueza, pelo destaque e pela popularidade, e em não ficar atrás dos vizinhos. Fica intrigado quando vê que acata o conselho sábio: “Decerto, é meio de grande ganho, esta devoção piedosa junto com a auto-suficiência. Pois não trouxemos nada ao mundo, nem podemos levar nada embora. Assim, tendo sustento e com que nos cobrir, estaremos contentes com estas coisas.” Sim, parece estranho ao mundo que não tenhamos ambições egoístas. No entanto, quão tolo é “o amor ao dinheiro . . . raiz de toda sorte de coisas prejudiciais”. — 1 Tim. 6:6-10.

      20. Que condição entre os cristãos não consegue o mundo compreender?

      20 O mundo que está arraigado no egoísmo, em que cada homem ou família só cuida de si, fica intrigado porque os cristãos manifestam amor, amor altruísta, agápe. Acha estranho que acate as palavras de Paulo em 1 Coríntios 13, de que o amor não procura os seus próprios interesses, não leva em conta o dano, e suporta, acredita e espera todas as coisas. Não pode compreender como os cristãos podem visar, em interesse pessoal, não apenas os seus próprios interesses mas também, em interesse pessoal, os dos outros, e que eles tenham o amor que Jesus tinha pelos seus seguidores. — João 13:34, 35; Fil. 2:4.

      INTRIGADO COM OS JOVENS CRISTÃOS

      21. Especialmente quem sofre provas por serem diferentes de seus companheiros, e por quê?

      21 Ainda mais do que os outros são os jovens do mundo que ficam intrigados com o proceder de vocês, jovens cristãos. Pode-se dizer que os jovens têm um papel muito difícil para desempenhar, pois são os jovens de hoje que tomam a dianteira na rebelião, na violência e no crime. Por serem “desobedientes aos pais”, assim como foi predito, zombam, mofam e escarnecem de vocês, jovens cristãos, porque honram seu pai e sua mãe, mostram respeito pelos mais velhos e obedecem aos pais em união com o Senhor, em tudo. Requer coragem da parte de vocês, rapazes cristãos, não imitar seus colegas de escola na questão do corte do cabelo, e de vocês, que são moças cristãs, não imitar suas colegas no uso de mini-saias. — 2 Tim. 3:2; Efé. 6:1-3; Col. 3:20.

      22, 23. Como se recompensa às vezes a atitude firme a favor da adoração pura?

      22 Seus colegas de escola talvez fiquem intrigados por fazerem questão de tantas coisas: Vocês se negam a acompanhá-los a celebrações de aniversário e da véspera de todos os santos, do Natal e de outras celebrações babilônicas, de fazer continência à bandeira e de cantar hinos patrióticos. Mas talvez fique surpreso de saber os resultados quando jovens cristãos tomam uma atitude firme. Há pouco tempo atrás, um de tais jovens, cuja conduta era muito exemplar e que se havia negado a cantar tais canções religiosas e patrióticas, foi mandado pelo seu professor a trazer à escola uma das canções que ele gostava de cantar. Por isso levou consigo o cancioneiro “Cantando e Acompanhando-vos com Música nos Vossos Corações”, indicando o cântico N.º 109: “Eis-me aqui! Envia-me”, que era seu favorito. O professor mandou que se fizessem cópias mimeografadas dele, e toda a classe tinha de aprender a cantar este cântico numa das suas funções escolares, sendo que o professor explicou que este era um dos cânticos favoritos do jovem. Que testemunho este não foi, pois as palavras deste cântico contêm uma bela declaração dos propósitos de Jeová!

      23 Portanto, vocês, jovens cristãos, deixem que seus colegas de escola zombem, mofem ou não façam caso de vocês, por terem escolhido ser diferentes, por não terem tempo nem se importarem com as associações nas atividades extracurriculares, tais como esportes, festas e excursões. Simplesmente não se podem dar ao luxo de se envolverem nestas coisas! Têm alvos muito mais sábios para alcançar do que eles! Comecem a trabalhar agora para alcançá-los, mediante estudo pessoal, freqüência às reuniões e o ministério de campo. Participem na atividade de pioneiros de férias! Isto tanto os protegerá, como será fonte de muitas ricas bênçãos.

      24. Que conselho sábio dá o apóstolo Paulo aos cristãos salientando a necessidade de serem diferentes?

      24 Em vista de tudo o que foi considerado, quão apropriado é o conselho bíblico sábio: “Nenhum homem vos engane com palavras vãs, pois, . . . vem o furor de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não vos torneis co-participantes deles; pois outrora éreis escuridão, mas agora sois luz em conexão com o Senhor. Prossegui andando como filhos da luz, pois os frutos da luz consistem em toda sorte de bondade, e justiça, e verdade. Persisti em certificar-vos do que é aceitável para o Senhor; e cessai de compartilhar com eles nas obras infrutíferas que pertencem à escuridão, mas, antes, até mesmo as repreendei. Assim, mantende estrita vigilância para não andardes como néscios, mas como sábios, comprando para vós todo o tempo oportuno, porque os dias são iníquos . . . prossegui percebendo qual é a vontade de Jeová.” — Efé. 5:6-11, 15-17.

      25. Qual tem sido o proceder dos servos de Jeová desde o tempo de Abel até os nossos dias, e quando será vindicado e recompensado?

      25 A Palavra de Deus nos diz que os servos fiéis de Jeová, desde Abel e até os apóstolos de Cristo, se destacavam como diferentes. O mundo não podia compreendê-los. Ficava intrigado com eles, pois eles se empenhavam na adoração pura de Jeová, se mantinham separados do mundo e conduziam sua vida em harmonia com os princípios justos de Jeová. Fica o mundo intrigado com o seu proceder? Devia ficar, e ficará, se seguir o exemplo dos servos fiéis de Jeová, se tiver a coragem de não se conformar com este sistema de coisas. O mundo diz que Deus está morto e age como se fosse mesmo assim, mas em breve, na vindoura “grande tribulação”, quando vier “o furor de Deus sobre os filhos da desobediência”, verificará que Jeová Deus está bem vivo, como Soberano Universal, todo-poderoso. (Rev. 7:14) E naquele tempo ficará plenamente vindicado e recompensado o proceder dos servos de Jeová em serem diferentes do mundo.

  • ‘Sou tão grata que me visitaram’
    A Sentinela — 1971 | 15 de fevereiro
    • ‘Sou tão grata que me visitaram’

      A SOCIEDADE Torre de Vigia, de Brooklyn, “Nova Iorque, recebeu a seguinte carta de apreço de uma senhora da Nova Zelândia:

      “Escrevo esta carta para expressar meu apreço de sua maravilhosa organização. Tenho vinte e cinco anos de idade e sou mãe de três meninos. Já faz algum tempo que quero compreender a Bíblia Sagrada. Meu marido era batista e eu não tinha nenhuma formação religiosa. Quando ele me deu uma Bíblia, comecei a freqüentar a igreja com ele, mas ali não aprendi nada sobre a Bíblia. Depois de termos nossos filhos, não pudemos mais ir à igreja, e por isso hesitávamos em entrar em contato com os batistas da nova localidade em que morávamos.

      “Certo dia apareceu uma jovem senhora, perguntando se queríamos matricular nossos filhos na escola dominical. Concordamos com isso, e ela nos disse que seríamos avisados quando os devíamos levar para lá. Nunca nos avisaram. Simplesmente não estavam interessados em nós. Tínhamos sido visitados pelas testemunhas de Jeová, mas nunca lhes dávamos atenção. Eu ficava com a literatura delas, mas nunca a lia. Achava que eram gente excêntrica.

      “Depois de nosso desapontamento com os batistas, não sabíamos o que fazer. Eu não sabia como encontrar a religião verdadeira e não via jeito de eu ir a cada igreja. Isto era impossível! Certo dia estávamos tão desesperados de compreender a Bíblia, que oramos a Deus, pedindo que nos mostrasse a verdade. Três dias depois, bateram na nossa porta, e lá estava um homem que disse: ‘Sou estudante da Bíblia.’ Fiquei tão emocionada que simplesmente o puxei para dentro. Aceitei avidamente a sua oferta de me ajudar a aprender a Bíblia. Foi só depois de ele ter ido embora que me dei conta de que ele era testemunha de Jeová, e isto me deixou um pouco apreensiva. Mas comecei a estudar a Bíblia, e mais tarde meu marido fez o mesmo.

      “Com o tempo, chegamos a saber que tínhamos encontrado a verdade. E o dia mais feliz da minha vida foi quando ambos fomos batizados na Assembléia ‘Paz na Terra’ em 1969. Ajoelhei-me e agradeci a Jeová Deus por ter respondido às nossas orações naquele dia. Sim, sou grata a ele de que as suas Testemunhas nos revisitaram regularmente. Não importava qual o tempo que fazia, vinham para nos ajudar. Sim, estavam genuinamente interessadas em nós.

      “Se aquela querida Testemunha não se tivesse empenhado na obra de pregação, naquela manhã, talvez não tivéssemos hoje a verdade de Deus. As testemunhas de Jeová nos trouxeram a maior dádiva que alguém poderia trazer — a esperança de vivermos com os nossos filhos para sempre na nova ordem de Deus.”

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