BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • O conceito equilibrado sobre os bichinhos de estimação
    Despertai! — 1973 | 8 de janeiro
    • de seu Filho, quando a morte herdada de Adão pelos humanos “não haverá mais”. — Rev. 21:4.

      A ressurreição provida para a humanidade pecadora pelo sacrifício de resgate de Cristo obviamente não se aplica à criação animal, que é incapaz de ter entendimento, e de ter fé nessa provisão divina. Os animais em Israel não eram enterrados em cemitérios ao morrer, mas eram arrastados para fora da cidade e jogados fora. (Compare com Jeremias 22:18, 19; 36:30.) Jamais eram considerados como indo para o Seol (a sepultura comum de toda a humanidade) do qual poderiam ser ressuscitados.

      Sim, os animais são maravilhosos — em seu devido lugar. Mas, jamais podem realmente substituir os humanos. A fim de evitar ficar desequilibrados em nosso ponto de vista ou nossa atitude emocional, devemos avaliar que foi ao mundo da humanidade que Deus amou tanto que deu Seu Filho unigênito. (João 3:16) Na verdade, a maioria dos humanos hoje em dia não refletem as qualidades de Deus nem agem à Sua ‘imagem e semelhança’. Destarte, causam muita tristeza, frustração, irritação e pesar. Mas, nem todos são desse jeito. Podemos encontrar pessoas que fornecem excelente companhia, pessoas que são admiráveis e amáveis, que se provam dignas do amor de Deus. Se estivermos dispostos a fazer o esforço de encontrar a tais, jamais precisaremos ficar sozinhos ou cometer o erro de nos voltar para os animais a fim de receber o que só os humanos podem dar.

  • Em defesa da liberdade
    Despertai! — 1973 | 8 de janeiro
    • Em defesa da liberdade

      VIVE num país em que há uma declaração de direitos individuais?

      Se viver, talvez creia que suas liberdades estão garantidas. Mas, quão seguras estão na realidade? Pode estar certo de poder exercê-las sempre?

      Suponhamos que se sinta obrigado a falar publicamente sobre as atividades corruptas de homens que detêm o poder político em seu povoado. Poderia exercer o direito à liberdade de palavra ou a polícia o incomodaria? Suponhamos que vivesse numa cidade em que a maioria das pessoas pertencessem a sindicatos, mas o leitor tivesse fortes objeções aos sindicatos. Poderia expressar seus pontos de vista publicamente por muito tempo? O que dizer se fosse a uma cidade em que havia tensões raciais e começasse a falar a favor da integração racial? Por quanto tempo poderia exercer sua liberdade de palavra?

      A verdadeira prova de quão seguras são as garantias de liberdade é tentar exercê-las onde seu ponto de vista colide com o da maioria ou dos que detêm o poder. As pessoas estão sujeitas aos interesses próprios, aos preconceitos e a outras fraquezas humanas que influenciam suas atitudes para com as pessoas francas e as minorias não apreciadas. Não é incomum que os políticos e a polícia locais ignorem os direitos constitucionais quando confrontados com tais pessoas.

      O que faria se lhe fossem negados ilegalmente seus direitos garantidos pela Constituição? Será que os defenderia pacificamente nos tribunais? Mas, o que dizer das pessoas que não dispõem dos recursos para longas batalhas legais? É mais do que provável que rangeriam os dentes em ira amarga, concluindo que as demonstrações violentas ou a revolta armada contra as “Instituições” sejam seu único recurso.

      Mas, será que recorrer à violência lhes trará maior liberdade? Não é provável. A violência gera mais violência, que pode levar à suspensão das liberdades constitucionais. Se um governo revolucionário assumir o poder, as liberdades provavelmente não serão concedidas aos oponentes. Até os que ajudaram a levar tal governo ao poder talvez verifiquem que dispõem de menos liberdades do que antes. Assim, a busca das liberdades humanas pode tornar-se frustradora.

      No entanto, muitas batalhas exangues foram travadas em defesa da liberdade nos tribunais. Algumas delas foram vitoriosas e se tornaram precedentes históricos. Uma delas ajudou a fortalecer as liberdades canadenses.

      Presa por Falar a Verdade

      Em 7 de dezembro de 1946, Louise Lamb uma das testemunhas de Jeová no Canadá, visitava as casas das pessoas em Verdun, Quebec, e falava com elas sobre as coisas esperançosas da Bíblia. Naquele tempo, o Primeiro-Ministro Maurice Duplessis usufruía um governo de dezesseis anos como o chefe político da província. Desagradava-lhe ver pessoas que não eram de sua religião falando com o povo de Quebec sobre assuntos religiosos. Assim, usou a polícia para negar às testemunhas de Jeová suas liberdades de palavra e de religião. A Senhorita Lamb foi uma das muitas pessoas presas por exercer tais liberdades.

      Ficou detida no fim-de-semana sem acusação, sem ter permissão de telefonar a seus amigos ou para obter um advogado. Foi fotografada, fichada e tratada como uma criminosa comum por ter exercido liberdades que há muito são prezadas no Canadá.

      Depois de passar o fim-de-semana na cadeia, foi-lhe dito que poderia sair livre, mas tinha de assinar uma nota de soltura, concordando em não mover um processo contra o oficial de polícia provincial por prendê-la. Se se recusasse a assiná-la, seria movido um processo criminal contra ela. Ela recusou, e o processo foi movido. Um tribunal mais tarde o mandou arquivar.

      A Senhorita Lamb então moveu um processo cível contra o oficial de polícia em defesa do seu direito de liberdade de palavra e de religião. Isto resultou numa longa e difícil batalha que finalmente parou no Supremo Tribunal do Canadá. O acórdão do tribunal a vindicou, por dizer: “A prisão e o processo foram bem injustificados ou indesculpáveis e a detenção da apelante no fim-de-semana foram executadas duma forma e em condições que quase chegavam a ser vergonhosas.”

      A vitória que obteve numa longa batalha legal foi reconhecida pelo Professor Frank Scott em seu livro de 1959, Civil Liberty and Canadian Federalism (A Liberdade Civil e o Federalismo Canadense) como vitória em defesa da liberdade, vitória que ajudou a tornar as liberdades democráticas mais seguras para todos os canadenses. Disse ele:

      “O caso Lamb é simplesmente outro exemplo da ilegalidade policial, mas é parte do quadro surpreendente que tem sido exposto mui amiúde em Quebec nos anos recentes. . . . Quando se lê tal estória, fica-se pensando quantas outras vítimas inocentes têm sido tratadas semelhantemente pela polícia, mas não tiveram a coragem e o apoio de dar andamento ao assunto até à vitória final — neste caso, 12 anos e meio depois de ocorrer a prisão. Deveríamos ser gratos de que temos neste país algumas vítimas da opressão estatal que se erguem a favor de seus direitos. Sua vitória significa a vitória para todos nós.”

      Conforme observado pelo Professor Scott, nem todos que tiveram negadas as

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar