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  • É Gabão realmente “o país da amizade”?
    A Sentinela — 1971 | 15 de outubro
    • É Gabão realmente “o país da amizade”?

      “O PAÍS da amizade” — é assim que alguns anúncios de propaganda turística chamam Gabão, um país da África ocidental, situado no equador. Mas, desde abril de 1970 surgem dúvidas quanto a se Gabão é realmente “o país da amizade”? Por quê? Porque perto do fim de abril o governo de Gabão proscreveu a liberdade de culto para o povo mais pacífico daquela terra.

      Na noitinha de quarta-feira, 29 de abril de 1970, a Rádio Libreville anunciou que, numa reunião do gabinete presidida pelo Presidente Bongo, se tomou a decisão de proscrever a obra das testemunhas de Jeová em todo o Gabão. Depois disso, o governo expulsou do país todos os missionários das Testemunhas.

      A proscrição significa que todas as reuniões cristãs das testemunhas de Jeová e toda a pregação da Bíblia, de porta em porta, são proibidas. Além disso, as revistas bíblicas que lhes são enviadas por correio têm sido apreendidas no correio. Negou-se-lhes até mesmo o direito de receberem remessas de Bíblias!

      Em resultado da proscrição, dois ministros nativos de tempo integral, das testemunhas de Jeová, foram presos. E por que motivo? Ora, um foi encontrado com uma Bíblia! E era a mesma Bíblia que se pode comprar em muitos lugares em todo o Gabão. O que acha de um governo que prende pessoas pacíficas por levarem consigo uma Bíblia?

      A REAÇÃO ENTRE O POVO

      O anúncio da negação da liberdade de adoração a estas testemunhas cristãs veio como um choque para muitos, especialmente os que sabem que estes cristãos crêem em viver segundo a ordem bíblica de ‘buscar a paz e se empenhar por ela’. (1 Ped. 3:11) Um homem disse: “Minha esposa passou a chorar quando ouviu o anúncio.” Outro homem gabonês, que não era Testemunha, expressou os sentimentos de muitos ao dizer a um missionário: “‘Desde que se fez o anúncio da expulsão dos missionários, por vários dias não consegui nem comer nem dormir, mas fiquei chorando!”

      Diversos perguntaram: “Por que não respeita nosso governo a sua própria Constituição? Deve haver liberdade de cultos em Gabão.”

      Outro homem disse: “Estamos expulsando a religião boa, que só cuida de seus próprios assuntos, e mantemos as que sempre se metem na política e que nos causam dificuldades.”

      De modo que houve muitos gaboneses que ficaram desapontados por causa da ação desamistosa do seu governo. Um dos que agradeceram aos missionários por lhe terem ajudado tinha sido anteriormente um beberrão vagabundo, mas ele se empenha agora no ministério cristão. Outro expressou numa carta seu apreço da ajuda que os missionários lhe prestaram. Ele havia sido antes polígamo, com quatro esposas, mas é agora casado apenas com uma, por causa da influência exercida pelas verdades bíblicas na sua vida. — 1 Tim. 3:2, 12.

      O povo de Gabão, em geral, é amistoso. Muitos nativos reconhecem que as Testemunhas pregam a Palavra de Deus e se apegam a ela; e eles continuam a mostrar o mesmo espírito amistoso de sempre. Foi o seu governo, porém, que tomou medidas tão desamistosas contra a liberdade de culto.

      QUAL FOI O MOTIVO DA PROSCRIÇÃO E DOS ATOS DESAMISTOSOS?

      Foi esta decisão do governo gabonês motivada apenas pelos governantes políticos? Há indícios de que clérigos religiosos estavam envolvidos. Por exemplo, pouco depois de se anunciar a proscrição, sacerdotes católicos começaram a visitar o proprietário da casa em que moravam os missionários das testemunhas de Jeová. Chegaram os sacerdotes para solidarizar-se com o proprietário da casa e para se expressarem a favor da liberdade de culto? Não, os sacerdotes procuraram induzir o senhorio a expulsar os missionários de sua casa! Mas o proprietário se negou a tomar uma ação tão desamistosa, apesar das muitas instigações da parte dos sacerdotes católicos.

      Outro aspecto interessante da questão é que as Testemunhas foram informadas por pessoas que estavam em condições de saber, que tinha havido uma reunião de muitos clérigos, tanto católicos como protestantes, no lar dum funcionário do governo, e que eles se tinham alegrado com a trama de proscrever a liberdade religiosa destas testemunhas cristãs. Um dos ministros do governo, que falou contra as Testemunhas, é pastor protestante. E outro destacado líder político é sacerdote católico.

      As Testemunhas no Gabão sabiam que as acusações eram falsas e que, quer tenham sido de algum modo inspiradas pelos clérigos religiosos, quer não, é preciso declarar a verdade. Portanto, na manhã seguinte ao anúncio da proscrição, dois representantes missionários das Testemunhas e uma Testemunha gabonesa nativa dirigiram-se ao Ministro do Interior. Falaram sobre o assunto por uns quarenta e cinco minutos. Perguntaram-lhe em que base se proscreveu sua atividade cristã. Ele lhes disse que a sua religião fora proscrita por causa de alguns membros de sua religião no interior do país. E como comprovou ele esta acusação? Com quatro cartas manuscritas enviadas de cidades do interior do Gabão — onde não há Testemunhas! Ele disse que a obra das Testemunhas havia sido investigada e que estas cartas eram o resultado enviado pelos seus agentes.

      Mais tarde, as autoridades acusaram as testemunhas de não respeitarem a bandeira, de não pagarem os impostos, de ensinarem às pessoas a não votar e de causarem desordens entre a população.

      ACUSAÇÕES SEM BASE

      As Testemunhas responderam a estas acusações do governo por explicarem que, como cristãos, respeitam o governo e o mostram pela obediência, conforme ensina a Bíblia. (Rom. 13:1) Salientaram que nenhuma das Testemunhas, em Gabão, foi alguma vez presa ou encarcerada por ter furtado alguma coisa, matado alguém ou combatido a lei ou o governo. Ora, as testemunhas de Jeová são conhecidas mundialmente como cidadãos pacíficos e acatadores da lei. Mostram respeito pela bandeira, sabendo que ela representa o governo, e qualquer Testemunha, no Gabão, presente numa cerimônia em que se fazia continência à bandeira, se manteve de pé quieta e respeitosamente.

      Quanto à acusação de não pagarem impostos, qualquer pessoa informada sabe que isto não é verdade. As Testemunhas sempre pagam os impostos, porque é isso que lhes manda a Palavra de Deus, e elas vivem segundo a Bíblia. Até mesmo o livro de instruções para Testemunhas batizadas, “Lâmpada Para o Meu Pé É a Tua Palavra”, na página 34, diz: “Precisa o cristão pagar todos os impostos exigidos por lei?” A resposta é dada com uma citação bíblica: “Rendei a todos o que lhes é devido, a quem exigir imposto, o imposto; a quem exigir tributo, o tributo.” — Rom. 13:7.

      Quanto à política, as testemunhas de Jeová se mantêm neutras. Ninguém foi apresentado ao governo gabonês como prova de que as Testemunhas lhe haviam ensinado que não devia votar. Incidentalmente, o voto em Gabão é secreto, de modo que não se deve poder dizer quem votou e quem não votou. Também, por três anos antes desta proscrição, não tem havido eleições, e por mais quatro anos depois dela não se realizarão nenhumas. Portanto, constitui esta questão da votação um problema com que o governo de Gabão se vê de repente confrontado? Dificilmente.

      Que dizer, então, da acusação de causarem desordens entre o povo? As Testemunhas pregam as boas novas do reino de Deus. Nunca obrigam a ninguém a aceitar sua mensagem e tornar-se Testemunha. Seguem o conselho de Jesus, que disse: “Ao entrardes na casa, cumprimentai a família; e, se a casa for merecedora, venha sobre ela a paz que lhe desejais; mas, se ela não for merecedora, volte a vós a vossa paz. Onde quer que alguém não vos acolher ou não escutar as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés.” — Mat. 10:12-14.

      As testemunhas de Jeová têm pregado pública e livremente no Gabão desde 1958. Então por que, depois de doze anos, as acusa o governo repentinamente de causar desordens?

      Para mostrar que as acusações não tinham fundamento, as Testemunhas enviaram ao governo uma carta de defesa, de quatro páginas, abrangendo estes pontos mencionados. E qual foi o resultado? Uma resposta breve dizendo que a sua sociedade jurídica havia sido “dissolvida”. Acrescentou-se que, quando o governo toma uma decisão, ela é “soberana e nunca pode ser mudada”.

      Mas, visto que as acusações são falsas e visto que está envolvida a liberdade de culto, não devia haver uma mudança? Claro que sim!

      As Testemunhas procuraram de diversos modos uma audiência com o presidente de Gabão, para explicarem a sua atitude e para responderem às acusações falsas lançadas contra elas. Mas os pedidos não foram atendidos. O governo não concedeu às Testemunhas a oportunidade de explicar sua posição às altas autoridades responsáveis pela proscrição.

      PODERÁ AJUDAR

      Embora o governo se tenha negado a aceitar uma explicação da parte das Testemunhas, você, leitor, poderá ajudar. Se não estiver de acordo com tal negação da liberdade de culto, com o confisco de Bíblias e outros atos desamistosos para com cristãos pacíficos, então por que não escreve a uma ou mais das autoridades governamentais alistadas aqui, expressando seu pensamento? Inste com elas para que haja respeito para com a sua própria Constituição e para com o povo que procura fazer a vontade de Deus.

      Se fizer isso, talvez induza o governo de Gabão a reconsiderar o assunto e a esforçar-se, por uma mudança de proceder, a mostrar que Gabão é “o país da amizade” que professa ser.

      [Quadro na página 638]

      AUTORIDADES DE GABÃO

      Excelentíssimo Senhor

      Presidente Albert B. Bongo

      BP 546

      Libreville, Gabão

      Ilmo. Sr. Leon Mebiame

      Vice-Presidente

      BP 547

      Libreville, Gabão

      Sr. Jean-Stanislas Migolet

      Ministro de Estado

      BP 549

      Libreville, Gabão

      Sr. Jean Remy Ayoune

      Ministro de Relações Exteriores

      BP 389

      Libreville, Gabão

      Sr. Raphael Mamiaka

      Ministro do Interior

      BP 1110

      Libreville, Gabão

      Excelentíssimo Senhor

      Jean Davin

      Embaixador E. e P.

      Mission of the Republic of Gabon

      to the United Nations

      866 United Nations Plaza

      New York, N. Y. 10017 U. S. A.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1971 | 15 de outubro
    • Perguntas dos Leitores

      ● Qual é o significado da profecia: “Quanto aos vossos anciãos, terão sonhos. Quanto aos vossos jovens, terão visões”? — D. A., E. U. A.

      Esta profecia de Joel 2:28 teve um cumprimento nos tempos apostólicos, a partir de Pentecostes de 33 E. C., assim como o apóstolo Pedro mostrou naquela ocasião. (Atos 2:17) Visto que a profecia diz que anciãos teriam sonhos e jovens teriam visões, significa que ambas as espécies de carne, carne idosa e carne jovem, seriam usadas por Deus como meio de comunicação divina. Os sonhos dos anciãos seriam inspirados por Deus, assim como as visões dos jovens seriam de inspiração divina. Isto não significava que os anciãos não poderiam também ser inspirados a ter visões da parte de Deus.

      E isto é o que o registro mostra. Pedro teve uma visão da parte de Deus, que o preparou para pregar ao gentio Cornélio, assim como fora aproximadamente ao mesmo tempo que o centurião italiano Cornélio teve uma visão da parte de Deus para mandar buscar Pedro. (Atos 10:3-17) O discípulo Ananias teve uma visão que lhe disse que fosse ao perseguidor Saulo de Tarso e o familiarizasse com as boas novas a respeito do Messias, o que ele fez. Depois de Saulo se tornar o apóstolo Paulo, ele teve repetidas vezes visões inspiradas. E quais não foram as visões inspiradas que o apóstolo João teve perto do fim de sua vida! — Atos 9:10; 18:9; 2 Cor. 12:1; Rev. 1:1.

      No entanto, não devemos pensar que esta profecia se limitava apenas aos tempos apostólicos. Assim como se dá com muitas outras profecias, tem uma aplicação secundária em nossos dias. Isto é evidenciado pela referência ao acontecimento destas coisas antes de vir “o grande e atemorizante dia de Jeová”. — Joel 2:31.

      Já que hoje possuímos as inteiras Escrituras inspiradas, Deus não dá mais visões ou sonhos inspirados. No entanto, o povo de Deus presencia hoje o cumprimento de muitas das visões e dos sonhos inspirados, que os servos de Deus tiveram nos tempos antigos, e têm até mesmo parte no seu cumprimento. Têm parte no cumprimento da profecia que diz que “vossos filhos e vossas filhas certamente profetizarão”. (Joel 2:28) Não é que estejam profetizando no sentido de predizer acontecimentos sob inspiração divina, mas, antes, no sentido de que fazem uma proclamação pública dos sonhos e das visões inspiradas, registradas há muito tempo atrás. Profetizam no sentido de serem porta-vozes de Deus. Que este é um dos significados de ‘profetizar’ evidencia-se em que Jeová Deus designou Arão para ser profeta de seu irmão Moisés. Arão não predizia as coisas a Moisés, mas servia como porta-voz de Moisés. — Êxo. 7:1.

      ● Quando Jesus falou de um camelo passar pelo fundo duma agulha, referia-se ao fundo duma agulha literal ou se referia esta expressão a uma porta pequena num dos grandes portões de Jerusalém? — N. R., Guiana.

      Lembramo-nos de que há anos atrás se costumava explicar o “fundo duma agulha” como referindo-se a uma pequena porta nos grandes portões de Jerusalém, de modo que, após cair a noite e se terem fechado os portões, esta pequena porta podia ser aberta e o camelo descarregado podia passar por ela com dificuldades, de joelhos e arrastando-se; em outras palavras, com grande dificuldade. Depois, em 1940, George M. Lamsa publicou a sua tradução inglesa O Novo Testamento Traduzido de Fontes Aramaicas Originais, e nela ele verte Mateus 19:24: “Novamente eu vos digo: É mais fácil uma corda passar pelo fundo duma agulha, do que um rico entrar no reino de Deus.”

      Entretanto, a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas verte Mateus 19:24: “Novamente, eu vos digo: É mais fácil um camelo passar pelo orifício duma agulha, do que um rico entrar no reino de Deus.” Mas Lucas 18:25 usa uma palavra grega diferente na Bíblia original, e por isso a Tradução do Novo Mundo verte este versículo: “De fato, é mais fácil para um camelo passar pelo orifício duma agulha de costura, do que para um rico entrar no reino de Deus.” Cremos que Jesus se referia a uma agulha literal e a um camelo literal, para ilustrar a impossibilidade disso sem o auxílio extremo de Deus.

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