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  • As “boas novas” dão alegria à África Central

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  • As “boas novas” dão alegria à África Central
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1981
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  • Religião Que Não Teme os Mortos
  • Pregação na África Central
A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1981
w81 1/2 pp. 5-7

As “boas novas” dão alegria à África Central

‘SEREIS testemunhas de mim até à parte mais distante da terra’ estava entre as últimas palavras do ressuscitado Jesus Cristo antes de ascender ao céu. Embora, na mente de muitos, a África Central seja isolada e ‘uma das partes mais distantes da terra’, isto não impediu que a verdade da Palavra de Deus ou a mensagem do seu reino fosse levada até mesmo às menores e mais remotas aldeias ali. — Atos 1:8.

Em 1947, pessoas interessadas solicitaram, por iniciativa própria, que a Sociedade Torre de Vigia lhes enviasse literatura bíblica. Sem qualquer contato direto com Testemunhas de Jeová, reuniam-se para ler e considerar as publicações recebidas pelo correio. De início, apenas homens se reuniam. Mas, logo reconheceram a necessidade de a esposa e os filhos estarem presentes. Assim, eles traduziam oralmente a matéria, em francês, para o idioma local. Ao aprender que a imersão era um requisito cristão, este grupo organizou-se em 1949 para o batismo. Visto que ninguém entre eles havia sido batizado anteriormente, escolheram alguém para ser imerso primeiro. Ele, por sua vez, imergiu outros. Embora tendo falta de entendimento de certos princípios bíblicos, demonstraram zelo notável.

Isto não passou despercebido dos inimigos religiosos. Em 1950, foram impostas restrições à importação e à distribuição de toda a literatura publicada pela Sociedade Torre de Vigia. Quando o governo colonial acabou, em fins da década de 1950, porém, as Testemunhas de Jeová obtiveram reconhecimento legal e o direito de importar literatura bíblica. Isso e a chegada de missionários deram um impulso à obra da pregação do Reino.

Religião Que Não Teme os Mortos

Em bem pouco tempo, as pessoas, até mesmo em aldeias longínquas, ficaram sabendo duma religião cujos membros não temem os mortos. (Ecl. 9:5, 10; Eze. 18:4) Durante séculos, as pessoas da África Central têm vivido em terror dos mortos. De fato, grande parte de sua vida gira em torno da morte e de costumes relacionados com os mortos. Fazem-se sacrifícios para apaziguar os falecidos, e deve-se deixar alimento para os espíritos. Por isso, a condição dos mortos é um freqüente tópico de conversa na atividade de pregação das Testemunhas de Jeová.

A verdade bíblica abriu os olhos de muitos. Por exemplo, certo homem que afirmava que sua falecida tia o visitava regularmente, à noite, foi interrogado quanto ao que ela queria. Ele respondeu: ‘Que se fizesse um sacrifício para ela lá embaixo, à beira do rio.’ E se o sacrifício não fosse feito? Havia ameaça de morte. Enquanto vivia, esta tia fora uma pessoa muito amorosa, que o criara desde a infância. Mas, após morrer, ela supostamente agia como uma tirana ameaçadora e amedrontadora. Podia ser esta realmente a mesma pessoa? Por raciocinar e usar as Escrituras, este homem e outros como ele foram libertos do temor dos mortos. Tais pessoas descobriram que as visões, vozes e aparições eram obra de anjos decaídos, de demônios. — Veja 2 Coríntios 11:3, 14; Efésios 6:12; Revelação 16:14.

Não obstante, aderir fielmente aos ensinos bíblicos traz muitas provas difíceis Depois que o corpo dum parente falecido é sepultado, a família se reúne em casa, onde se realiza um velório e seguem-se práticas de que se diz que alegram o espírito do falecido. Há geralmente dança selvagem. Participar em tais práticas seria admitir abertamente que a pessoa crê em ensinos não-bíblicos acerca dos mortos. Isto o verdadeiro cristão simplesmente não pode fazer. Mas, como é encarada a não-participação? É considerada como uma admissão pública de que a pessoa é responsável pela morte do falecido. Que provação é para as Testemunhas de Jeová serem acusadas pela sua família de ser assassinos, embora todos compreendam que tal acusação é inteiramente falsa e ridícula!

Mas, houve outra coisa que veio como surpresa para muitos. As Testemunhas de Jeová aderem à norma delineada nas Escrituras Gregas Cristãs com referência ao casamento. As missões católicas e protestantes fizeram vista grossa à prática de tomar esposas adicionais. Para as pessoas na África Central, a segurança baseia-se em ter muitos filhos, devido ao alto índice de mortalidade infantil. Ter a pessoa muitos filhos é um modo de assegurar-se de que haverá alguém para cuidar do homem quando doente ou idoso. Ter muitos filhos requer diversas esposas. Por isso, a poligamia é aceita como tradição e como necessidade econômica Geralmente, ninguém tenta argumentar que ter várias esposas sob o mesmo teto contribui para um modo de vida feliz. De fato, muitos maridos e esposas adicionais foram envenenados devido a rivalidades e ciúmes entre mulheres contenciosas.

Para a admiração de muitos, africanos abandonaram a poligamia ao se tornarem Testemunhas de Jeová. Mas não tem sido fácil. Amiúde, há intensa pressão familiar para o homem tomar mais esposas. Imagine voltar do seu trabalho, certo dia, e descobrir que sua família adquirira uma segunda esposa para você, e que, enquanto estava trabalhando, já a haviam estabelecido na sua casa! A escolha entre suportar a ira duma família enfurecida, totalizando talvez mais de 200 pessoas, e defender princípios bíblicos é uma das muitas provas que as Testemunhas de Jeová enfrentam na África Central.

Pregação na África Central

Palestrar sobre assuntos religiosos com as pessoas é tão natural como é conversar sobre o tempo ou os esportes na América ou na Europa. Nas aldeias é desnecessário bater às portas, visto que quase todo trabalho é realizado portas afora, sob a sombra duma árvore. Um rápido relance diz se há alguém em casa ou não. Freqüentemente, ao fim duma palestra bíblica, a Testemunha tem uma assistência de 10, 20 ou mesmo 30 pessoas, conforme os transeuntes param para escutar Nas zonas rurais, as Testemunhas talvez viajem muitos quilômetros de bicicleta para chegar aos habitantes duma pequena aldeia, descobrindo então que as pessoas já haviam ouvido acerca da Palavra de Deus de um parente visitante que transmitira o que havia ouvido lá na sua aldeia nativa. Geralmente, os aldeões estão prontos para ouvir mais.

Durante a década de 1960 e o início da de 1970, as Testemunhas de Jeová construíram Salões do Reino duma extremidade à outra do país. Ali reuniam-se unicamente Testemunhas de tribos diferentes. Isto não foi nenhuma pequena proeza, conforme se pode ver pelo que ocorre nas igrejas protestantes. Por exemplo, certa vez, quando o pastor duma tribo foi enviado para supervisionar uma igreja constituída por membros de outra tribo, foi tão severamente espancado pelo seu novo “rebanho”, que ele e sua esposa tiveram de ser hospitalizados.

A obra e os princípios das Testemunhas de Jeová na África Central, embora nem sempre apreciados, foram universalmente respeitados e admirados. Mas, então, desenvolveu-se pressão nacionalista e a obra delas foi proscrita em 1976. O governo então existente achou que uma organização que não participa nas atividades políticas não pode ser tolerada. Entretanto, não houve qualquer hostilidade contra Testemunhas individuais. As reuniões eram realizadas em lares particulares. A atividade de casa em casa não era possível, mas o interesse geral das pessoas por assuntos religiosos abriu muitas oportunidades para partilhar a verdade bíblica com elas. Embora cerca de 40 Testemunhas passassem até vários meses na prisão e algumas perdessem seu emprego, os tribunais foram eqüitativos e as circunstâncias proveram ocasiões para proclamar o nome de Deus.

O dia 20 de setembro de 1979 trouxe uma mudança de governo, e o país reverteu ao seu nome original, República Centro-Africana. O novo governo prometeu restaurar a plena liberdade do povo. Quão grande foi a alegria das Testemunhas de Jeová quando, em 27 de setembro de 1979, foi decretada a anulação da proscrição!

Nenhum relato sobre a atividade das Testemunhas de Jeová na África Central seria completo sem se mencionar o papel vital desempenhado pelos superintendentes viajantes, que visitam regularmente todas as congregações. O país está esparsamente povoado, com cidades e aldeias ligadas por estradas de terra, que amiúde são intransitáveis durante a época chuvosa. Os transportes de um lugar para outro não têm qualquer horário fixo, e os ônibus e caminhões enguiçam com freqüência Muitas vezes, os superintendentes viajantes passam meses sem o benefício da eletricidade ou da água corrente, vivendo sob condições bem difíceis. Contudo, estes irmãos prosseguem fielmente em seu trabalho, reconhecendo que suas visitas podem fazer muito para encorajar as congregações.

As Testemunhas de Jeová na África Central apreciam estar livres do temor dos mortos. São gratas de que suas preocupações não se restringem a uma só tribo ou aldeia, mas são parte duma fraternidade mundial unida pelo amor. A diligência e o trabalho delas têm tornado conhecida a esperança do reino de Deus por todo o país. Também, seus princípios têm conquistado o respeito de muitos, até mesmo daqueles que não desejam aceitar para si o modo de vida cristão. As Testemunhas de Jeová regozijam-se ao prosseguir tornando conhecidas as “boas novas” nesta “parte mais distante da terra”. — Rev. 14:6, 7.

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