BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • O que acontece aos cristãos em Malaui?
    Despertai! — 1973 | 22 de junho
    • e em sua consciência. As testemunhas de Jeová assumem uma posição neutra em todos os países do mundo, não tomando lados nem participando de quaisquer atividades políticas, para assim servirem melhor e imparcialmente como ministros da boa-nova que representa o reino celeste de Jeová Deus.”

      Comentando o assunto do envolvimento político que resultaria de se comprarem carteiras do partido, esta seção também observava:

      “As testemunhas de Jeová respeitam e observam as leis de cada país em que residem, conquanto tais leis não sejam contrárias à lei divina. No entanto, na questão de envolvimento político, que inclui a compra de carteiras de filiação a partidos políticos, acham conscienciosamente que isto seria contrário às palavras de nosso Senhor Jesus a respeito de seus verdadeiros seguidores: ‘Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.’ (João 17:16) Também, Cristo disse, conforme registrado em João 18:36: ‘Meu reino não faz parte deste mundo. Se o meu reino fizesse parte deste mundo, meus assistentes teriam lutado.’”

      Em aditamento, a carta do Corpo Governante ao representante de Malaui nas Nações Unidas dizia o seguinte:

      “As testemunhas de Jeová assumem a mesma posição que os cristãos primitivos. O livro ‘O Cristianismo e o Governo Romano’ declara: ‘Os cristãos eram estrangeiros e peregrinos no mundo em torno deles; sua cidadania estava no céu; o reino que procuravam não era deste mundo. A conseqüente falta de interesse nos assuntos públicos veio assim a ser, desde o início, modalidade notável do Cristianismo.’

      “Permita-nos dizer, contudo, que as testemunhas de Jeová não têm intenção, nem desejo, de interferir no que outros fazem quanto a participação na política. Não estão trabalhando contra o Governo de Malaui ou contra o partido político. Elas mesmas declinam participar em assuntos políticos ou comprar carteiras de partidos políticos, ainda que isso traga grande sofrimento sobre elas, porque para as testemunhas de Jeová se trata dum assunto de crença baseada na Bíblia e de consciência.”

      No entanto, até agora, não se recebeu nenhuma resposta do governo de Malaui. Não se permitiu que nenhuma delegação representasse as testemunhas de Jeová perante o presidente ou outras autoridades daquele país.

      Bem mais de 20.000 testemunhas de Jeová se viram obrigadas a fugir de Malaui. A maioria delas fugiu para a vizinha Zâmbia. Vários milhares delas fugiram para Moçambique.

  • O campo de refugiados de Sinda Misale
    Despertai! — 1973 | 22 de junho
    • O campo de refugiados de Sinda Misale

      AS TESTEMUNHAS de Jeová que fugiram de Malaui para Zâmbia foram reunidas num campo de refugiados perto da fronteira dos dois países. Este campo foi chamado de Sinda Misale. Vários relatórios, inclusive um feito pelo Ministro do Desenvolvimento Rural de Zâmbia, Sr. Reuben Kamanga, indicavam que cerca de 19.000 testemunhas de Jeová se achavam refugiadas ali.

      Visto que Zâmbia não convidara as Testemunhas para seu país, foram tratadas como visitantes indesejáveis. O campo foi isolado pelas forças de segurança, de modo que ninguém tivesse acesso a ele.

      Alguns suprimentos foram fornecidos pelas autoridades. Em adição, dinheiro e suprimentos doados pelas testemunhas de Jeová em todo o mundo chegavam a suas filiais. Por exemplo, na África do Sul apenas, cerca de 1.000 lonas alcatroadas e 157 grandes caixotes de roupas, em adição a cobertores e outros suprimentos, foram enviados. Estes chegaram aos refugiados.

      As Testemunhas sul-africanas organizaram outra grande remessa. Incluía dinheiro para 10.000 novos cobertores, remédios e outras necessidades. Médicos também se ofereceram, e estes estavam disponíveis para ir. Deveras, tais ofertas e contribuições das testemunhas de Jeová em outros países foram mais do que suficientes para fornecer todas as necessidades aos refugiados em Zâmbia.

      No entanto, depois das primeiras remessas, as testemunhas de Jeová foram informadas de que não mais seria permitido enviar ao campo quaisquer outros suprimentos. Fizeram-se então esforços de enviar tais suprimentos por meio da Cruz Vermelha, mas tais esforços fracassaram.

      As Nações Unidas enviaram seus representantes a Zâmbia para investigar a situação. Quando, em 19 de dezembro, soube-se que uma destas autoridades, o Sr. Emmanuel Dazie, se achava em Zâmbia, as testemunhas de Jeová tentaram de toda forma possível entrevistar-se com ele. Desejavam saber o que acontecia com seus irmãos cristãos no campo e fazer arranjos para levar-lhes socorros. Mas, isso de nada adiantou. O Sr. Dazie afastou as Testemunhas, dizendo estar muito ocupado e não poder conceder-lhes nenhum tempo para uma audiência.

      No ínterim, mais de 350 testemunhas morreram no campo de Sinda Misale, segundo os relatórios disponíveis. A água ruim, a subnutrição e a falta de suficientes cuidados médicos foram as causas. O maior número dos que morreram eram crianças.

      Por fim, as autoridades de Malaui e de Zâmbia determinaram que as testemunhas de Jeová em Sinda Misale deveriam ser mandadas de volta para Malaui. Foram feitos arranjos para isso, sem que as Testemunhas no campo soubessem.

      A Transferência — Que Decepção!

      Em dezembro, as autoridades disseram às testemunhas de Jeová no campo que elas mudariam de local, mas seria para outro local em Zâmbia. Tal mudança não lhes era objetável. Mas, não lhes disseram a verdade. O destino real era Malaui.

      Está claramente documentado que as Testemunhas foram enganadas quanto ao destino. Mais de cem entrevistas com as testemunhas de Jeová que foram realmente envolvidas provaram isto de forma conclusiva. Segundo o Sunday Telegraph de Londres, foi-lhes dito que seu destino era outro campo em Zâmbia:

      “Em 20, 21 e 22 de dezembro, uma frota de 52 caminhões de carga e 13 ônibus dirigidos por zâmbios chegou a Sinda Misale. Segundo certo jornalista africano que visitou o campo . . . as Testemunhas de Jeová receberam ordens de tomar tal transporte para outro campo em Zâmbia.”

      Os representantes das Nações Unidas não fizeram nada para frustrar tal engano. Com efeito, tornaram-se partícipes do mesmo. O Times de Zâmbia declarou em 23 de dezembro:

      “Os 19.000 refugiados da Torre de Vigia que acabaram de ser repatriados para Malaui ‘estavam felizes de voltar a seu país’. Isto foi declarado ontem pelo Alto Comissário da ONU Para Refugiados, o Dr. Hugo Idoyaga. . . .

      “O Dr. Idoyaga disse que ele e um diretor do ACRONU de Genebra, Sr. Skodjoe Dazie, haviam ajudado a supervisionar o repatriamento voluntário.”

      Cerca de duas semanas mais tarde, o Times de 6 de janeiro disse: “O alto comissário das Nações Unidas para refugiados em Zâmbia, o Dr. Hugo Idoyaga, disse que os refugiados sentiam-se felizes de retornar.”

      Mas, isso era inverídico. As Testemunhas não queriam retornar sob as condições que então prevaleciam em Malaui. Deveras, caso não tivessem sido obrigadas a fugir para preservar a vida, não teriam ido para Zâmbia em primeiro lugar. É por isso que o Times de Zâmbia havia corretamente noticiado antes, em 18 de dezembro de 1972, que as testemunhas de Jeová “preferem permanecer em Zâmbia”. Também, o Daily Telegraph de Londres disse: “Apesar das garantias oficiais, as Testemunhas de Jeová não queriam voltar voluntariamente.”

      Dezenas de entrevistas com as Testemunhas que estavam envolvidas na transferência comprovam isto. A seguir há um resumo da situação, narrada por tais Testemunhas:

      “Primeiro de tudo, estes irmãos [isto é, as testemunhas de Jeová] explicaram que não é verdade que os irmãos que estavam em Sinda Misale concordaram alegremente em voltar a Malaui. A polícia e outras autoridades governamentais que superintendiam o movimento tapearam os irmãos, dizendo-lhes que estavam mudando para novo local na área de Petauke.

      “As autoridades esperaram até que todos os irmãos na liderança e outros tivessem subido nos ônibus que estavam sendo guardados pela polícia, e então disseram aos irmãos que estavam sendo levados para Malaui.”

      As Testemunhas de Sinda Misale seriam levadas para um campo em Lilongwe, Malaui. Ali, num velho aeroporto, as autoridades malauis e centenas de forças de segurança de Malaui as aguardavam.

      Quantas testemunhas de Jeová realmente chegaram ali? Não se pode determinar isto com precisão na atualidade. Os relatórios de testemunhas oculares são incompletos.

      Um relatório do Sunday Telegraph de Londres tem o seguinte a dizer: “Na jornada de 96 quilômetros de Sinda Misale a Lilongwe . . . milhares abandonaram os ônibus e caminhões de carga e fugiram para o mato.” O jornal também declara que “um jornalista africano viajou por todo o caminho até Lilongwe, no último comboio, que partiu com 3.000 refugiados de Sinda Misale. Oito ônibus chegaram e apenas 29 Testemunhas desembarcaram deles.” No entanto, tais relatórios ainda não foram confirmados.

      Mas, o que pode ser confirmado é o que aconteceu com os que voltaram.

      [Mapa na página 20]

      (Para o texto formatado, veja a publicação)

      0 160 quilômetros

      Zâmbia

      Sinda Misale

      Malaui

      Lilongwe

      Moçambique

      Forte Mlangeni

  • Truque para sobreviver
    Despertai! — 1973 | 22 de junho
    • Truque para sobreviver

      ◆ Escrevendo em Outdoor Life (Vida ao Ar Livre), certo senhor relatou como achava que devia sua vida a um truque para sobreviver que lhe foi ensinado por um velho caçador de peles. Se forçado pelas circunstâncias a ficar ao relento a noite toda durante tempo muitíssimo frio, o caçador de peles disse, “tire seu casaco, abaixe o capuz, ponha o casaco sobre ele e o abotoe, e dobre seus braços lá dentro. Com pequena fogueira a seus pés, poderá manter-se aquecido a noite toda.”

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar