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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1973 | 1.° de agosto
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jurar algumas coisa que exigiria dele fazer coisas contrárias à lei de Deus. Mas, não haveria objeção a ele prestar um juramento de ‘apoiar ou defender’ as provisões da lei que não estão em oposição à lei de Deus. O cristão reconhece que defender e apoiar ele a lei de César precisa estar dentro das limitações impostas pela Palavra de Deus. Ele pode ‘defender’ a lei por palavra, por sua conduta diária, e, em questões jurídicas, pelo seu testemunho no tribunal. Os cristãos são informados: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores.” (Rom. 13:1) De modo que não haveria objeção a se fazer algo que já se tem a obrigação de fazer perante Deus.
Muitos países esclarecidos, porém, reconhecem a razoabilidade da outra obrigação do cristão, de ‘dar a Deus o que é de Deus’. Neste respeito, a Constituição dos Estados Unidos bem como de muitas outras nações garante a liberdade de religião. Entende-se, assim, que não se exigirá do cristão fazer algo contrário às suas crenças religiosas e às suas obrigações para com Deus. Esta provisão não constitui perigo para o país, visto que os verdadeiros cristãos não se empenham em subversão; antes, esforçam-se a ser cidadãos exemplares e acatadores da lei.
Visto que o verdadeiro cristão toma muito a sério sua adoração e sua relação com Deus, ele precisa exercer cuidado quanto a qualquer juramento que se requeira dele. Deve estar convencido na sua própria mente de que o juramento não constitui violação de sua consciência ou transigência na sua atitude neutra para com as nações políticas e suas controvérsias. (Veja Romanos 14:5.) Se, depois de pensar no assunto, achar que pode prestar determinado juramento, terá de arcar com a sua própria responsabilidade. Deve sempre lembrar-se da sua obrigação primária para com o Soberano Supremo, Jeová Deus, antes de se submeter a qualquer outra obrigação.
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Uma carta da NicaráguaA Sentinela — 1973 | 1.° de agosto
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Uma carta da Nicarágua
POUCO depois do terremoto que devastou Manágua em fins do dezembro passado, recebeu-se a seguinte carta do irmão Witherspoon, superintendente da filial da Sociedade Torre de Vigia ali. Muitos dos leitores da Sentinela ficaram profundamente preocupados com o bem-estar de seus irmãos cristãos em Manágua, de modo que acharão de muito interesse o seguinte relatório datado de 25 de dezembro. Foi dirigido a N. H. Knorr, presidente da Sociedade Torre de Vigia (nos E. U. A.):
“Eu pude ouvi-lo de modo bem claro na nossa conversa telefônica hoje de manhã. Muito obrigado, irmão Knorr, pelo seu amor e pela sua preocupação conosco, e agradecemos a Jeová a formação de tal organização de amor, desenvolvida por Ele neste período crítico do tempo. Foi rápida a ajuda que recebemos após o terremoto.
“O primeiro e mais severo abalo sísmico que atingiu Manágua ocorreu por volta de 0,40 horas da madrugada do novo dia 23 de dezembro. Todos os missionários estavam dormindo. Quando parou, fomos rapidamente para o centro da rua lá fora. Mais dois abalos ocorreram pouco tempo depois. Em volta de nós caíam casas. Mas nós nem mesmo sofremos algum corte na pele. A cidade ficou coberta duma espessa nuvem de pó. Depois de esta se abater um pouco para deixar aparecer a lua minguando, obtivemos os primeiros vislumbres de nosso bairro. Não sabíamos então que em toda a Manágua a devastação era a mesma.
“Nossos vizinhos estavam atordoados e calados. Daí, após um pouco de tempo, ouviram-se gritos de desespero e clamores. Meio quarteirão mais adiante, doze pessoas haviam ficado enterradas vivas numa colônia. O trabalho de socorro ficou dificultado por falta de ferramentas. Nos quarteirões vizinhos, a história era a mesma: Três pessoas enterradas aqui, uma ali, vinte mais a três quarteirões de distância. Estávamos cercados pela morte. Um clarão vermelho sobre a parte central da cidade dizia-nos que o terremoto fora seguido por incêndios. No frio amanhecer na cidade devastada, começamos a ver os horrores produzidos.
“Nós nos preocupávamos com nossos irmãos cristãos, e, eles se preocupavam também conosco. Os missionários que eram superintendentes puseram-se a visitar os irmãos. Eu permaneci na filial, esperando relatórios e vendo o que seria necessário fazer. Os momentos ansiosos pareciam horas, ao passo que os relatórios chegavam aos pousos. Mas, o que parecia quase incrível, não se relatou a morte de nenhum dos irmãos. Entretanto, alguns de seus pais ou parentes perderam a vida, e uma pessoa que iria ser batizada na nossa assembléia de distrito esta semana perdeu quatro de seus filhos.
“Em caso após caso, a história dos irmãos era a mesma. A casa simplesmente caiu por cima deles e eles tiveram de cavar para sair de lá do melhor modo possível. Muitos sofreram cortes e ferimentos, mas até agora não se relatou de ninguém que tivesse algum osso fraturado. O que ocupava mais a mente destes irmãos?
“Bem, depois de perguntarem primeiro tudo a nosso respeito e a respeito dos outros irmãos, perguntavam desalentados como isto iria afetar a próxima assembléia de distrito, temendo que fosse cancelada — para eles esta era a maior tragédia, perder a assembléia. Nem pensavam na perda de seus lares ou dos bens materiais. Pode acreditar-me, irmão Knorr, isto deixa um nó na garganta.
“Às dez horas da noite daquele mesmo dia do terremoto, menos de vinte e duas horas depois dele, chegou a primeira ajuda material dos irmãos de Honduras. Isto foi sábado à noite. Todos nos passamos a noite na rua, de fato, todos fizeram isso em Manágua. Os abalos continuaram durante toda a noite, alguns fortes, outros leves, mas nada se comparou em duração ou em força com o primeiro sismo na madrugada de sábado. Passamos uma noite muito desassossegada. Às 7 horas da manhã de domingo chegou o irmão Shepp (superintendente de filial) de Costa Rica com mais ajuda. Ele queria também saber de que se precisava, para poder voltar imediatamente e providenciar ajuda adicional. Depois de decidirmos quais as necessidades básicas, percorremos a cidade por duas horas e meia. Ficamos chocados com e que vimos. Manágua havia sido destruída. Na minha opinião, a filial da Sociedade era o prédio menos danificado em toda a cidade.
“Antes do meio-dia de domingo, chegaram mais suprimentos de El Salvador. Lá também estavam ansiosos de saber de que precisavam, de modo que se lhes forneceu uma lista. As fronteiras eram mantidas abertas para a passagem de veículos de socorros de emergência. Não se exigiam vistos, de modo que os irmãos puderam fazer rápidas viagens de ida e volta. Ontem, domingo de manhã, estabelecemos os arranjos de socorro no Salão do Reino da filial. Os irmãos foram avisados e passaram a vir. Até o fim do dia de ontem, pudemos suprir 578 irmãos com alimentos suficientes para dois dias. Pudemos também fornecer-lhes água suficiente para o mesmo tempo, por trazê-la em caminhão de fora de Manágua. Não se precisa de suprimentos médicos. Temos bastante deles ou poderemos obtê-los aqui.
“Cerca de 80 por cento de nossos irmãos perderam seus lares. Nove Salões do Reino ficaram parcial ou totalmente destruídos. Manágua está sendo evacuada. Começou-se a nivelar toda a parte central da cidade numa faixa de quinze quarteirões de largura. Ainda se descobrem muitos cadáveres nesta parte. O mau cheiro está ficando muito forte. Em vista do perigo de contaminação, todos são exortados a evitar esta área. O hospital geral ficou tão danificado, que os pacientes foram retirados dele para o terreno fora dele. As vítimas do terremoto não puderam assim ser atendidas ali e foram simplesmente mandadas embora. Soubemos que armam-se agora unidades de tendas fora do hospital para prover maior assistência. O governo tem estado sob forte tensão para prover tudo para tal empreendimento enorme.
“Vamos ter que esperar para ver o que será mais prático fazer. Mas os irmãos estão calmos e esperam instruções antes de agir.
“Temos alguns fundos em mãos, mas a maior parte de nosso dinheiro está no banco, e os bancos não estão abertos. Talvez demore alguns dias antes de abriram. Mas, se precisarmos de ajuda financeira que não pudermos obter aqui para ajudar os irmãos, e parece que vai ser precisa, então informarei o irmão Allinger (superintendente de filial) em Honduras e o irmão Shepp, em Costa Rica, para comprarem suprimentos para nos com o dinheiro que tem, enviando-os a nos e debitando nossa filial com isso, até podermos obter nossos fundos e/ou podermos resolver a situação de um modo mais satisfatório. Ou se pudermos comprar aqui o necessário, então talvez baste que nos enviem o dinheiro. Mas, ainda é cedo demais para saber o que vai acontecer, de modo que vamos esperar para ver e fazer o melhor possível sob as circunstâncias.
“Exortamos a todos a continuar ativos na obra de pregação, a manter-se espiritualmente fortes e a confiar em Jeová. Quanto a ajuda material que recebem, ora, eles quase não podem conter as lágrimas. Apreciam muito o amor e a preocupação dos irmãos em outras partes do mundo.”
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Pode ler isso no jornal?A Sentinela — 1973 | 1.° de agosto
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