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  • Após o terremoto de Manágua
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1973
A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1973
w73 1/9 pp. 518-519

Após o terremoto de Manágua

QUANDO ocorre um desastre sério, as vítimas desamparadas dependem muito da ajuda de outros. Preocupados com os que perderam seu lar, com os feridos e os famintos, muitos respondem voluntariamente aos apelos evidentes de seu próximo aflito. As testemunhas cristãs de Jeová não são exceção nisso. Reconhecem que ajudar os aflitos faz parte da verdadeira adoração. (Tia. 1:27) Junto com outros, empenham-se diligentemente em ajudar os em grande necessidade. As medidas de socorro adotadas a favor das vítimas do terremoto de Nicarágua são um exemplo disso.

Assim que as notícias do terrível terremoto que há pouco tempo atrás devastou Manágua, na Nicarágua, chegaram aos países vizinhos, as testemunhas de Jeová nestes países quase que imediatamente fizeram esforços para ajudar seus irmãos cristãos e outros que o mereciam. Em pouco tempo, carros e caminhões cheios de alimentos e roupa dirigiram-se à filial da Sociedade Torre de Vigia em Manágua.

A filial da Sociedade Torre de Vigia em Manágua havia servido de centro de direção da atividade pregadora das mais de 1.800 Testemunhas na Nicarágua. Felizmente, o prédio havia sofrido apenas danos ligeiros durante o terremoto, e, por isso, alimentos, roupa e outros artigos puderam ser recebidos e distribuídos ali.

Menos de vinte e duas horas depois do primeiro abalo, chegaram suprimentos de socorro das testemunhas de Jeová de Honduras. No dia seguinte, domingo, L. E. Witherspoon, superintendente de filial na Nicarágua, convocou uma reunião dos missionários que serviam em Manágua para tratar da distribuição dos socorros. Não demorou muito até chegarem alimentos, roupa e remédios das testemunhas de Jeová de Costa Rica e El Salvador. A água foi trazida por caminhão das vizinhanças de Manágua. Naquele dia, centenas de pessoas receberam a ajuda necessária.

Na segunda-feira, 25 de dezembro, estabeleceram-se outros depósitos para distribuir os suprimentos de socorro entre as vítimas do terremoto, e na terça-feira estabeleceram-se ainda outros destes depósitos, em outras cidades. Até então, a maior parte da população de Manágua já havia abandonado a cidade. Entrementes chegaram toneladas de suprimentos de socorros das testemunhas de Jeová de Costa Rica, Honduras e El Salvador, e mais estavam a caminho. Recebeu-se também ajuda financeira das Testemunhas de outros países.

Uma missionária de Honduras escreve a respeito das medidas de socorro: “Os irmãos aqui e os de Costa Rica e El Salvador têm recolhido toneladas de suprimentos de víveres. Embora nossos irmãos sejam pobres, contribuíram de coração.” Ela continua: “Hoje passamos a noitinha aqui na filial [da Sociedade Torre de Vigia em Tegucigalpa] acondicionando batatas, cebolas e detergentes em sacos plásticos para facilitar a distribuição.”

Na própria Manágua, especialmente na parte central, o mau cheiro dos cadáveres estava ficando mais forte. Irromperam incêndios. E houve muitos saques. Foi considerado aconselhável evacuar a filial da Sociedade. Esta mudança foi feita na quarta-feira, 27 de dezembro.

Os socorros dirigidos desde a filial começaram a ser prestados num novo local, cerca de vinte e dois quilômetros ao sul de Manágua. As testemunhas de Jeová empreenderam ali a tarefa de fazer pacotes de alimentos. Os bancos do Salão do Reino da filial tornaram-se mesas de trabalho e prateleiras.

L. E. Witherspoon relata que os pacotes continham basicamente os seguintes artigos: uns quatro quilos de arroz, dois quilos de feijão, meio quilo de queijo, meio quilo de banha, meio quilo de leite desidratado, três quartos de quilo de milho, um quarto de quilo de café, um quilo de açúcar, uma lata grande de sardinhas, duas velas, duas caixas de fósforos, uma barra de sabão e um pacote de sopa desidratada, junto com os últimos números de A Sentinela e Despertai!. Os pacotes eram feitos em dois tamanhos, um que duraria uns cinco dias para uma família de duas a cinco pessoas e outro que duraria o mesmo período para uma família de seis a dez pessoas.

Para muitos, abandonar Manágua significava uma mudança de clima, do calor para o clima fresco ou até mesmo o frio. Por isso, forneceram-se também cobertores aos necessitados.

Em 29 de dezembro, a obra de socorro das testemunhas de Jeová foi explicada a todo o pessoal da Cruz Vermelha. Eles ficaram muito impressionados e repetiram vez após vez: É isso que devíamos fazer. É assim que o devíamos fazer.” Ficaram espantados de saber que as testemunhas de Jeová tinham quatorze centros de distribuição de socorros nos arrabaldes de Manágua e uma lista dos nomes de todas as famílias que recebiam ajuda.

O diretor da Cruz Vermelha, Sr. Reinaldo Tapia Molina, escreveu uma ordem para a entrega de 450 quilos de arroz e 1.000 quilos de feijão, para ajudar as testemunhas de Jeová nos seus socorros. No dia seguinte, recebeu-se a autorização do governo para a entrega do alimento requisitado pela ordem recebida da Cruz Vermelha.

Mais tarde, a Cruz Vermelha forneceu cerca de uma tonelada e meia de alimentos e dez tendas. Estas tendas serviram muito bem aos que tiveram de dormir ao relento. Foram necessárias, visto que o orvalho era tão forte, que aqueles que dormiam ao desabrigo tinham de espremer a água dos lençóis, de manhã.

Visto que muitos dos missionários das testemunhas de Jeová que servem na Nicarágua são estadunidenses, procurou-se a ajuda da Embaixada dos Estados Unidos. Por meio de AID, afiliada à Aliança Para o Progresso, receberam-se vinte tendas, bem como cem catres e cobertores.

O governo da Nicarágua também forneceu suprimentos que ajudaram as testemunhas de Jeová a prestar ajuda individual às vítimas do terremoto.

Naturalmente, muitas coisas foram contribuídas pelas testemunhas de Jeová e seus amigos de Costa Rica, Honduras, El Salvador e de outras partes, para ajudar com a obra de socorro. Isto foi especialmente animador para os que receberam a ajuda, visto que se aperceberam de que muitos de seus concrentes em países vizinhos eram bastante pobres.

Em vista da ajuda recebida de várias fontes, as testemunhas de Jeová na Nicarágua distribuíram cada dia entre 500 a 750 quilos de alimentos. Em vários dias por semana distribuíram-se mais de uma tonelada de alimentos. Até 10 de janeiro de 1973, forneceram-se bastante alimentos para servir 100.000 refeições.

Além de distribuírem os alimentos muito necessários, as testemunhas de Jeová na Nicarágua mantiveram-se também ocupadas em levar consolo bíblico aos aflitos. Pensam o mesmo que o apóstolo Paulo, quando escreveu: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de ternas misericórdias e o Deus de todo o consolo, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que possamos consolar os que estiverem em qualquer sorte de tribulação, por intermédio do consolo com que nós mesmos estamos sendo consolados por Deus.” (2 Cor. 1:3, 4) Alegram-se também de que Jeová Deus motivou o coração de seus irmãos cristãos em outros países para responderem tão prontamente com auxílio quando sofreram aflição física.

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