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  • g73 22/2 pp. 13-16
  • O furacão Agnes revela a fraqueza do homem e sua força

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  • O furacão Agnes revela a fraqueza do homem e sua força
  • Despertai! — 1973
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g73 22/2 pp. 13-16

O furacão Agnes revela a fraqueza do homem e sua força

NAS duas últimas semanas de junho de 1972, uma das tempestades mais devastadoras da história dos Estados Unidos varreu as partes orientais daquele país. Chamada “Agnes”, ceifou mais de 130 vidas e provocou danos de quase doze bilhões de cruzeiros.

Desde a concepção de Agnes, sua traição deixou estupefatos os meteorologistas. Começou na costa oriental inferior do México. Muitos distúrbios tropicais se iniciam ali cada ano, na época dos furacões, de junho a novembro. Ao passo que a maioria, desaparece, cerca de meia dúzia, como Agnes, se tornam plenos furacões — massas giratórias e móveis de ar quente que suga o vapor d’água, e este, por sua vez, se condensa como chuva.

Agnes foi responsável por sete mortes em Cuba e várias no sul da Flórida, à medida que os tornados gerados por ela varriam aquela área. Ela então açoitou o “cabo da panela” da Flórida, com ventos de 130 quilômetros por hora. Uma vez no continente, Agnes, conforme se esperava, perdeu muito de sua força.

Mas, ao invés de se dissipar sobre o continente, Agnes girou para o leste, através da Virgínia e de Maryland, e foi para o mar, reavivando-se. Uma forte crista no ar superior obstruiu sua caminhada para o mar e obrigou-a a voltar ao continente. A tempestade então assolou a parte oriental de Pensilvânia e Nova Jersey, e a parte ocidental de Nova Iorque. Daí, inesperadamente, ela açoitou com segundo golpe a Pensilvânia, desta vez no extremo ocidental daquele estado. O curso imprevisível de Agnes por fim terminou na parte oriental do Canadá.

Agnes Revela a Fraqueza do Homem

O maior dano da tempestade resultou de suas chuvas torrenciais. Dificilmente poderiam ter vindo numa época pior. A zona nordeste dos EUA já estava ‘ensopada de água’ de rios em enchente, e com o solo saturado de duas das chuvas mais pesadas de que se tem registro. Daí, veio Agnes, uma tempestade de 400 quilômetros de extensão, armazenando incrível quantidade de umidade. O desastre assolou em particular as áreas baixas próximas dos rios na Virgínia, Maryland, Nova Jersey e Virgínia Ocidental.

As águas do Rio Susquehanna, de Pensilvânia, contudo, foram as mais violentas, fazendo com que os 160 quilômetros entre Wilkes-Barre e Harrisburg parecessem uma zona de guerra. Eram comuns as grandes devastações. Subindo a mais de 12 metros em Wilkes-Barre, o Susquehanna lançou com vigor mais de 60.000 residentes da área para fora de suas casas. Harrisburg ficou virtualmente ilhada do resto do estado. Cerca de 15 por cento da própria cidade ficou debaixo d’água. As ruas principais nas cidades menores se tornaram rios. As pontes foram retorcidas e arrancadas de suas bases, ao passo que outras foram levadas de arrastão ou submersas em toneladas de entulhos acumulados. O dano em Pensilvânia, o estado mais atingido por Agnes, segundo alguns calculam, ultrapassa seis bilhões de cruzeiros!

O Rio Chemung, usualmente plácido, do estado de Nova Iorque, que deságua no Susquehanna, segundo certo repórter, agia “como um tigre enjaulado”. Ele e outros rios de Nova Iorque arruinaram tudo em seu curso ampliado.

Bem vívidos são os relatos dos que viram a perda de vidas humanas. Certa senhora, em Corning, Nova Iorque, soluçava: “Eu chorei ao ver as pessoas deslizando lá em baixo. Havia ondas de pessoas correndo para a Colina da Dinamarca (um marco local de terreno elevado). Tentaram alcançar a colina e jamais chegaram lá.”

Quase cem mil pessoas ficaram desabrigadas no estado de Nova Iorque, e os danos econômicos são calculados em seiscentos milhões de cruzeiros.

As palavras, até mesmo as fotos, só conseguem transmitir parcialmente o que os sobreviventes viram quando retornaram a suas casas. Vários centímetros de lama revestiam tudo; vermes e mofo amiúde a acompanhavam. Móveis, aparelhos elétricos, forrações, cortinas e bens pessoais viraram trapos e destroços contorcidos. As paredes e os tetos ficaram contorcidos, à medida que os alicerces cederam ou ficaram enfraquecidos. Os carros foram virados para o ar nas rodovias, e os gramados ficaram cheios de grandes buracos.

Surgiram perigos para a saúde — a febre tifóide devido aos esgotos penetrarem nos depósitos de água; o lixo putrefato atraía ratos e moscas. O perigo de eletrocussão devido às linhas de força que caíram e de incêndios devido aos tanques de petróleo rompidos era muito real. E, quando o sol por fim saiu e secou as estradas cobertas de lama, essa camada se tornou fina como pó, criando nuvens cegantes de pó.

A miopia humana sem dúvida contribuiu para tornar Agnes um desastre maior do que ele seria. Inúmeras pessoas se recusaram a acatar avisos de antemão. Outros homens arriscaram a vida para tentar salvar aqueles que teimosamente deixaram de escutar.

Egoistamente, outros atrasaram a evacuação por insistirem em levar itens materiais desnecessários, como televisores a cores. Curiosos chegaram às áreas a serem evacuadas, ou perto delas, congestionando estradas com seus carros.

E, como parasitas humanos, os pilhadores apareceram, muitos operando em seus barcos, ao passo que os ladrões coletavam dinheiro das vítimas das enchentes para programas de socorro inexistentes. Os homens da lei tiveram assim que desviar sua atenção do salvamento de vidas para o combate a tal atividade inescrupulosa.

Trabalhadores Mostram Força Diante de Agnes

Por outro lado, Agnes trouxe diversas demonstrações de coragem. Policiais e soldados, apesar de suas próprias perdas pessoais, permaneceram em seus postos. Muitos tiveram grande parte em dar o aviso inicial por irem de casa em casa, ou usarem alto-falantes a fim de acordar as pessoas. Embora trabalhassem longas horas e sofressem danos, além de exaustão, tiveram quase que expulsar a alguns de suas casas.

Os bombeiros foram obrigados a vadear por correntes traiçoeiras e arriscar-se a subir em prédios dilapidados. Os membros das forças militares empreenderam socorros, ou transportaram de caminhão ou pelo ar suprimentos de comida, de água e de remédios. Alguns dos que socorriam outros foram mortos ao tentar salvá-los.

Helicópteros giravam em operações de socorro, erguendo literalmente centenas de pessoas de pontos críticos aquosos. Vinte e cinco pessoas em férias que se perderam foram levadas de helicóptero de duas ilhas no Susquehanna. Em Lock Haven, Pensilvânia, linhas de força impediram a polícia estadual de baixar seu helicóptero perto de uma família ilhada numa casa móvel. Assim, dois policiais baixaram numa balsa de borracha e deslizaram rio abaixo até o carro-reboque adernado. Daí, depois de a família subir na balsa, o helicóptero flutuante criou um vento necessário para impulsionar a balsa bamboleante até terreno mais alto e seguro!

Rádio-amadores voluntários amiúde coordenaram as operações de socorro. Eram, às vezes, o único meio de comunicações de emergência, transmitindo chamadas para suprimentos e ajuda.

Junto dos rios transbordantes, os voluntários trabalhavam árduo em construir diques. Enchiam sacos, sacolas de plástico, fronhas, e qualquer outra coisa que pudesse conter areia para impedir a água. Em Wilkes-Barre, embora milhares se dispusessem a construir diques, o avolumante Susquehanna subitamente destruiu todo o seu trabalho, obrigando-os a fugir para continuar vivos.

A força e a perícia juvenis desempenharam a sua parte. Os residentes em Carlisle, Pensilvânia, creditam aos estudantes da Faculdade Dickinson grande parte da tarefa de construir com êxito um dique ali. Abrigos de emergência em algumas áreas foram mormente revestidos de estuque por pessoas com menos de 25 anos.

Amorosa Preocupação Pelos Irmãos Cristãos e Outros

Dezenas de congregações das testemunhas de Jeová se achavam na zona do perigo. A forma de encararem o problema é elucidativo e encorajador.

Antes da tempestade, aqueles que supervisionavam as congregações se certificaram de que todas as Testemunhas merecessem atenção e acatassem os avisos. Estes esforços prévios contribuíram, provavelmente, para que não existissem casos de mortos entre as milhares de Testemunhas na inteira área da tempestade.

Na alagada Wilkes-Barre, por exemplo, dois superintendentes de uma congregação entraram em contato um com o outro quando a tempestade ameaçava. Dividiram o número de Testemunhas com as quais cada um entraria em contato. Um deles se lembra do que aquela noite significou para ele:

“Ouvi nos noticiários que todos na zona baixa de Plymouth deveriam deixar suas casas. Sendo residente de Wilkes-Barre (cidade vizinha), e não estando atingido pela evacuação, pensei que seria melhor ir a Plymouth e ajudar os irmãos a saírem da área baixa.

‘Foi um longo processo, devido ao trânsito congestionado e demorei quatro horas para fazer a viagem até o outro lado do rio. Às 3,30 da madrugada de sexta-feira, voltei para casa, apenas para verificar que a parte baixa de Wilkes-Barre também tinha de ser evacuada. Assim, por uma hora e meia, eu e minha esposa estávamos no telefone, tentando alcançar todos os irmãos atingidos, para ver se todos dispunham de transporte.

Daí, depois de trabalhar a noite toda, o que aconteceu? A Testemunha continua:

“Às 5,30 da manhã, soaram as sirenas e ouviram-se alto-falantes anunciando que agora era a hora de irmos. Peguei minha família e partimos com o que tínhamos sobre o corpo. Não havia tempo para ajuntar itens pessoais — ainda não havíamos contatado algumas Testemunhas, de modo que tivemos de ir de carro às casas delas no meio do tráfego pesado. Quando tínhamos contatado todas as Testemunhas, levei minha família para um lugar seguro.”

Uma vez que seus irmãos cristãos e sua família estavam seguros, ele então ofereceu seus serviços para ajudar a pôr sacos de areia no dique. Em certas áreas atingidas, os homens designados a supervisionar os grupos de estudo bíblico de dez a vinte outras Testemunhas cuidaram daqueles sob seus encargos.

O que fortaleceu as Testemunhas a levar esta carga de forma amorosa e organizada? Uma coisa que sem dúvida ajudou grandemente foi a oração. Uma vez que Agnes varreu Apalachicola, Flórida, as Testemunhas ali “oraram a Jeová para que protegesse Seu povo na costa norte, à medida que a tempestade seguia seu curso e provocava mais dano do que fizera aqui”.

Confrontados com a perda de bens pessoais, encontraram conforto adicional no conhecimento da verdade bíblica. Como se lembra uma Testemunha na área da tempestade:

“Condicionamos nossa mente para a possibilidade de que poderíamos perder tudo e tínhamos de ficar contentes de poder escapar vivos. Isto me fez lembrar da experiência de Jó, e de alguns ditados sábios de Provérbios e do conforto de alguns Salmos. A esperança que temos, de viver sob a Regência Divina numa terra paradísica subitamente parecia mais importante para nós do que todos os bens que possuíamos.”

Tal força tinha de ser mantida. À medida que as águas retrocediam, a maioria das pessoas colocaram as atividades de limpeza em primeiro lugar em sua mente. Mas, as testemunhas de Jeová deram a outra coisa sua boa atenção. Em todas as áreas atingidas, reuniram-se para as reuniões cristãs quase que imediatamente depois da tempestade. O ministro-presidente de Salamanca, Nova Iorque, relembra:

“Os irmãos se mantinham em contato e, ao passo que nossa reunião de quinta-feira à noite foi cancelada, em obediência aos apelos da polícia para que os residentes deixassem as ruas livres nossa reunião de A Sentinela no domingo foi realizada em três locais, devido a que era impossível atravessar o rio, estando fechadas todas as pontes. Nossa assistência foi de 100%.”

Em Elmira, Nova Iorque, o estudo bíblico em que se usa A Sentinela, nesse mesmo dia, foi realizado à luz das velas. E, apesar dos obstáculos pessoais devidos à tempestade, muitas Testemunhas expressaram a determinação de ir a uma das Assembléias de Distrito “Regência Divina”, que se realizariam em várias partes do país.

Nas operações de limpeza que se seguiram, centenas de Testemunhas de muitos estados viajaram para as áreas afligidas a fim de ajudar seus irmãos cristãos. Contribuições materiais, inclusive dinheiro, com freqüência foram feitas por eles.

À medida que estas equipes de Testemunhas voluntárias tinham a oportunidade, ajudavam os estranhos. Isto amiúde levava a observações tais como: ‘Nunca mais vou enxotar as testemunhas de Jeová de minha porta.’

O Que Dizer do Futuro?

Agora, através da área inundada, todos fazem a pergunta: Como podem ser impedidos desastres tais como Agnes?

As represas e outros instrumentos para controlar enchentes têm-se provado apenas parcialmente bem sucedidas. Virtualmente todos os peritos no controle de enchentes concordarão com o editorial do Times de Nova Iorque: “A verdadeira necessidade é romper o padrão, abandonar as perigosas planícies sujeitas a enchentes e relocalizar as pessoas . . . em terrenos mais seguros, mais elevados.” O colunista do jornal de Harrisburg, Paul Beers, apóia tal conceito com a seguinte observação:

“Os pioneiros [primitivos] dispunham de pouco conhecimento científico, mas conheciam o valor dos terrenos elevados junto a um rio, como o Susquehanna. É interessante notar que muitas das excelentes casas da Rua Front, inclusive o local da antiga Mansão do Governador, estavam em local alto e seco, ao passo que mais adiante, e para baixo [tudo] estava submerso, inclusive a nova Mansão do Governador.”

A maioria das pessoas, provavelmente, jamais ‘romperão o padrão’ do passado. Muitas delas apreciam o “panorama da vista para o rio”. Outros retornam às planícies sujeitas a enchentes após cada desastre, dizendo que mudar-se dali seria admitir sua derrota. Muitos, nas faixas de menor poder econômico, e que têm rendas fixas, hipotecaram suas casas na área do rio e, assim acham que não podem mudar-se.

As pessoas que têm fé forte compreendem que será preciso o novo sistema de Deus a fim de trazer genuína segurança. Como disse um dos sobreviventes da fúria de Agnes: “Aguardamos o tempo, depois da grande tempestade do Armagedom, quando toda a terra poderá ser cabalmente limpa. No ínterim, todos estamos certamente muito gratos a Jeová por nossa vida, nossa saúde, e o nosso privilégio de servi-lo.”

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