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  • Um cataclismo atinge o Peru
    Despertai! — 1971 | 22 de janeiro
    • “Já alvorecia a manhã de segunda-feira quando, por fim, a ponte foi aberta ao trânsito. Assim, conseguimos fazer o restante de nossa viagem de quatro horas até Lima.”

      Organizado o Socorro

      De imediato, foram dados telefonemas a todas as testemunhas de Jeová em Lima que possuíam telefones. Foram dadas instruções para se ajuntar alimento e roupa, cobertores e remédios, e transmitir o aviso a outros para fazerem o mesmo. A amorosa resposta foi imediata. Nessa noite, a portaria do escritório da Torre de Vigia em Lima começou a encher-se de sacos de roupa e caixas de alimentos. Recebeu-se dinheiro em pequenos e grandes donativos.

      Tão grande foi a reação que, por volta de meia-noite de terça-feira, apenas trinta e seis horas depois de se receber o aviso, um comboio de cinco veículos, inclusive um caminhão de dez toneladas, partiram de Lima em direção de Casma e Chimbote, com suprimentos de socorro! Levavam cobertores, roupa, alimento e 1.040 litros de água potável, bem como equipamento de cozinha e de restaurante, e materiais para tendas. A caravana da Torre de Vigia se achava entre os primeiros a levar socorro a estas áreas atingidas.

      Um caminhão cheio de provisões foi deixado em Casma. Todas as Testemunhas ali se reuniram na propriedade de uma Testemunha nos arredores da cidade, onde não se havia registrado nenhum dano.

      Em Chimbote, as Testemunhas foram encontradas em boa disposição, apesar da grande perda. Nos dois dias que se seguiram ao terremoto, haviam removido os destroços do Salão do Reino e ergueram paredes de esteiras de palha ao redor dele. Isto o tornou um lugar seguro para se deixar provisões até que pudessem ser distribuídas.

      As duas outras congregações em Chimbote haviam levantado um acampamento numa colina que dá para a cidade. Quando os membros da expedição chegaram, encontraram estabelecida uma pequena cidade. Era bem arranjada e ordeira e funcionava harmoniosamente. Foram designadas várias tarefas. Nas manhãs, as Testemunhas removiam os destroços de suas casas desmoronadas. E, nas tardes, visitavam os lares das pessoas afligidas, consolando-as mediante a Bíblia. Uma escola fora estabelecida para manter ocupadas as crianças.

      Pouco depois as Testemunhas usufruíam sua primeira refeição quente em três dias. Naquela noite puderam dormir quentes, sob os cobertores e roupa pesada que foram providos. Tendo limpado o local do Salão do Reino, a congregação continuou a sua tabela de reuniões sem interrupção. As Testemunhas deram sua primeira atenção ao seu Salão do Reino, deixando os seus próprios lares para mais tarde!

      O Vale Huaylas

      Mas, uma grande e imprevisível pergunta ainda pairava sobre a cidade de Huaraz. Não se tinha recebido nenhuma notícia da congregação de lá. Nem se havia recebido notícias de Caraz, mais ao norte de Huaraz, onde há um grupo isolado das testemunhas de Jeová. Mesmo depois de oito dias, não se havia recebido nenhuma notícia a respeito das Testemunhas no vale Huaylas. À medida que continuaram a chegar notícias da magnitude do desastre, realmente temíamos pela sorte de nossas co-testemunhas ali.

      As estradas serpenteantes que levam a Huaraz e Caraz, que sobem tortuosamente para o “altiplano” andino jamais foram boas’ mesmo nas suas melhores condições. Agora se achavam praticamente obliteradas. Tarefa monumental coube aos agrupamentos de engenheiros rodoviários do Exército para abri-las logo que possível.

      Na verdade, aviões deixavam cair suprimentos. Mas, devido a sua carga restrita, bem como o risco em vidas e a grande despesa, era vital manter aberto o transporte terrestre para tal área. Já quatro helicópteros e um avião tinham caído, sendo mortas oito pessoas. Centenas de toneladas de itens de socorro aguardavam a oportunidade, de chegar aos afligidos logo que a estrada pudesse ser aberta.

      As turmas da estrada trabalhavam sem parar numa corrida quase sobre-humana contra o tempo. Um comboio enviado pelas testemunhas de Jeová ficou detido pela estrada bloqueada ainda, e os suprimentos foram levados para Casma e Chimbote. Por fim, na segunda-feira, 8 de junho, recebeu-se oficialmente aviso de que por fim a estrada seria aberta. Organizou-se outro comboio, e se achava entre os primeiros quinze veículos que esperavam por volta de um quilômetro e meio atrás das turmas da estrada, indo adiante à medida que cada nova faixa de estrada era aberta.

      Certo membro do comboio observou: “Ao tentarmos incansavelmente dormir um pouco no frio terrível, enquanto esperávamos que a estrada fosse aberta, pensávamos em nossas co-testemunhas e em seus filhinhos que também deveriam estar tentando dormir. Mas, não dispunham dum teto sobre suas cabeças, e de alguns cobertores e um pouco de roupa para combater as temperaturas congeladoras.”

      Por fim ficou livre o caminho e a caravana continuou sua poeirenta ascensão para a atmosfera congelante e rarefeita das elevações acima!

      A Busca

      Os raios acalentadores do sol que alvorecia encontrou a caravana serpenteando por fim para o vale em que certa vez se situava Huaraz. A destruição total dos povoados pelos quais passamos ao longo do caminho trazia pensamentos sombrios às mentes dos viajantes. Por certo, uma destruição tão completa deve ter varrido algumas das Testemunhas, senão todas.

      O comboio saiu da fileira de outros caminhões e começou a tarefa de tentar localizar as Testemunhas. A cidade jazia em ruínas. Por todo o seu perímetro haviam surgido campos de refugiados. Rumores e deixas foram seguidos com desapontamento até seus clímaxes inúteis.

      Usando walkie-talkies para manter contato, dois membros do comboio avançaram por entre os acampamentos, de tendas em palhoças a meias-águas, perguntando. No por do sol, duas deixas separadas os levaram quase que simultaneamente ao acampamento das testemunhas de Jeová. Lágrimas de alegria rolaram pelas faces, ao se abraçarem. Todas as testemunhas de Jeová e os membros mais próximos de suas famílias, cerca de sessenta pessoas ao todo, estavam sãos e salvos!

      Pouco a pouco, a lenda da sobrevivência começou a desvendar-se. Alguns tinham conseguido chegar a um local aberto, ao passo que outros buscaram refúgio nas ombreiras das portas, essa parte do prédio que com mais freqüência permanece em pé. Houve alguns que só escaparam por pouco.

      Uma Testemunha cavou um buraco freneticamente para retirar seu filhinho que fora sepultado embaixo de duas pesadas paredes de adobe. Combatendo o sufocamento resultante do pó e da sujeira, o menino teve a presença de espírito de limitar seu fôlego até que o pai pudesse remover os destroços em torno de seu rosto e cabeça. Saiu-se apenas com o maxilar fissurado.

      Uma filha de onze anos de uma Testemunha saíra de bicicleta para comprar pão para o jantar. Sua mãe, no segundo andar de sua casa bem no meio da área mais devastada, enfrentou o terremoto embaixo de uma ombreira duma porta ao passo que o restante da casa se desmoronava em torno dela. Foi feita uma busca da mocinha. Duas horas depois do terremoto, seu tio deparou com diversos pedaços de pão no meio dos destroços da rua. Daí, uma parte estraçalhada duma bicicleta, e, pouco além sob grandes tijolos de adobe e telhas, a criança perdida. Ela agora se recupera num hospital de Lima das fraturas múltiplas do braço, da perna e da bacia.

      Completa Desolação

      Dez mil outros não foram tão afortunados. Pois calculou-se oficialmente que muitas pessoas ainda se acham soterradas nas ruas estreitas de Huaraz, sob toneladas de destroços.

      Quando foram sentidos os primeiros tremores, milhares de pessoas correram em busca de segurança nos espaços abertos. Jamais o conseguiram. Suas próprias casas desabaram sobre elas.

      Os destroços nas ruas atingem agora a altura do que era o segundo andar, de modo que é difícil dizer onde estavam as ruas.

      Informes do vale abaixo revelaram ainda maior e mais completa destruição. Aparentemente, gigantesca rocha se desprendeu da face norte do Monte Huascarán, caindo no Lago Yanganuco, derramando suas águas nos canyons que levam ao vale Huaylas abaixo. A resultante avalancha de água, lama, pedras e gelo atingiram a cidade de Yungay e seu povoado vizinho, Ranrahirca, sepultando as duas e colhendo mais de 20.000 vidas! Tudo que permanece visível da cidade de Yungay são os topos de quatro altas palmeiras que certa vez assinalavam a “Plaza de Armas” do centro. Aqueles que talvez sobreviveram ao terrível terremoto foram mortos apenas dez minutos depois pela inundação.

      A cidade de Caraz foi poupada da destruição total causada por esta terrível avalancha quando a mesma parou pouco antes dos limites da cidade. Embora a estrada ali ainda estivesse fechada, por fim chegou a mensagem enviada pelas Testemunhas em Caraz. Todas estavam a salvo!

      Dentre todos os mais de 56.000 quilômetros quadrados abalados pelo cataclismo surgiram estórias de terrível desolação. Duzentas e cinqüenta cidades, povoados, vilas e vilarejos reduzidos a destroços, deixando de 800.000 a 1.000.000 de pessoas sem abrigo. As testemunhas de Jeová são deveras felizes de que só precisaram contar três mortos e muitos poucos feridos entre as aproximadamente 400 Testemunhas que vivem e trabalham nas áreas mais duramente atingidas.

      Recuperação

      Agora resta a gigantesca tarefa de cuidar dos feridos, enterrar os mortos, encontrar lares para as centenas de órfãos deixados em seu rastro e reconstruir as cidades deixadas arrasadas. Mas, há confiança de que isto será realizado. Pois o peruano aprendeu a resiliência em viver diante da possibilidade sempre presente de terremotos e avalanchas.

      Neste século apenas, doze grandes terremotos abalaram o Peru. E muitas outras áreas da terra foram igualmente abaladas por numerosos grandes terremotos desde 1914, a mortandade variando de centenas a perto de duzentos mil em cada um destes desastres. As testemunhas de Jeová vêem nestes cataclismos evidência suplementar de que vivemos nos últimos dias deste sistema de coisas. Pois Jesus Cristo disse especialmente que “terremotos num lugar após outro” assinalariam a “terminação do sistema de coisas”. — Mat. 24:3, 7.

      De todo o mundo surgiu ajuda para auxiliar as vítimas do terremoto a se recuperarem do desastre. As testemunhas de Jeová na cidade de Nova Iorque doaram bem mais de dez toneladas de roupas, classificaram-nas para fácil distribuição, encaixotaram-nas em mais de mil caixas, e as enviaram para o Peru em princípios de junho. Tais esforços ajudaram os peruanos a se recobrar do pior desastre natural do hemisfério ocidental de que se tem registro na história.

  • As igrejas e a moral sexual
    Despertai! — 1971 | 22 de janeiro
    • As igrejas e a moral sexual

      NO DIA 1.º de junho de 1970, o Times de Nova Iorque noticiou que a doença venérea, um dos resultados da imoralidade sexual, tornou-se “a moléstia contagiosa mais comum da nação, com exceção do resfriado comum”. Em especial estão sendo infetados crescentes números de jovens. Para muitas pessoas sinceras, pareceria que as igrejas, por ensinarem a moral, forneceriam um baluarte de proteção para seus membros. Mas, fornecem mesmo?

      O clérigo Norman Vincent Peale admite: “A igreja protestante mostra crescente hesitação no que tange à moral sexual, tendência de adotar uma forma de encarar as coisas com liberalidade ou relativismo.”

      Esta atitude chegou recentemente à atenção de toda aquela nação, os Estados Unidos. Em seu número de 17 de maio de 1970, Parede, um suplemento de revista apresentado em noventa e três jornais, apresentou o artigo de destaque: “Centro de Tempestade Religiosa: Novo Código Sexual.” Dizia:

      “O novo código sexual proposto da Igreja Presbiteriana Unida — tão liberal que praticamente elimina o pecado como um dos principais fatores nas relações sexuais — já envia ondas traumáticas de controvérsia nos círculos religiosos dos EUA. . . .

      “Intitulado ‘A Sexualidade e a Comunidade Humana’, e redigido por uma equipe de peritos em vários campos, o relatório repudia todos os absolutos no que tange à sexualidade humana.

      “Entre as significativas morais sexuais advogadas pelos peritos presbiterianos:

      “A remoção de todas as restrições contra os adultos não casados que desejem viver juntos. . . .

      “A remoção de qualquer estigma que faça com que os homossexuais sintam que se acham em conflito insolúvel com a associação cristã.”

      Parade também comentou:

      “Quanto ao adultério, por exemplo, até então absolutamente não permitido aos olhos da igreja, afirma o relatório dos peritos: ‘Reconhecemos que talvez haja circunstâncias excepcionais em que a atividade extramarital não seja contrária aos interesses de uma fiel preocupação no bem-estar do cônjuge.’”

      Embora não o endossasse, a recente assembléia anual da Igreja Presbiteriana em Chicago votou, por 485 votos contra 250, “receber” o relatório para ser estudado por suas congregações. Para muitos, sua ação parece bastante inocente.

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