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  • Lançar um alicerce para a espécie correta de ministros
    A Sentinela — 1969 | 1.° de setembro
    • que tal instrução dada aos estudantes “não devia apenas incluir ouvir-se a recitação do livro, mas também sua explicação e aplicação aos corações dos alunos”. No entanto, com o passar do tempo, na Alemanha, na Inglaterra e em outras partes, “a instrução catequética degenerou até se tornar mera rotina formal em preparação para a confirmação [não para o batismo, que já havia ocorrido]”. Nos sistemas protestantes, o objetivo do catecismo não era o de se saber o que havia na mente do aluno, mas o de apenas transmitir os ensinos desejados. O aluno devia “aprender de cor as palavras do catecismo”. Tornou-se, pois, um rito de decorar palavras e repeti-las de memória. Deixava-se pouca margem para expressão dos verdadeiros pensamentos e sentimentos no coração e na mente do aluno. Além disso, a atenção se concentrava quase que inteiramente nas crianças. — Cyclopadia of Biblical, Theological, and Ecclesiastical Literature, de M’Clintock e Strong, Vol. II, págs. 148-154.

      11. Contraste os métodos acima mencionados com os das testemunhas de Jeová.

      11 Contraste isso com os métodos usados pelas testemunhas de Jeová. Seus métodos se baseiam nos relatos bíblicos sobre o ministério de Jesus e de seus apóstolos, e em outros princípios bíblicos. Os recém-interessados, usualmente adultos, são encontrados por meio do ministério ativo nos lares do público. (Atos 20:20) Provê-se então para estas pessoas um estudo bíblico, domiciliar, gratuito, em que ocasionalmente participam famílias inteiras. Este estudo semanal de uma hora trata dos ensinos fundamentais da Bíblia e se desenrola baseado em perguntas tiradas dum compêndio bíblico. O estudante é incentivado a responder à base de seu entendimento e de sua crença, e tem a oportunidade de fazer perguntas adicionais. (Rom. 10:10) Durante o estudo, a Testemunha que o dirige se dá conta da importância de chamar atenção para Jeová Deus, como Fonte da vida, e de lançar Cristo como alicerce, por ensinar a verdade a seu respeito. (João 17:3; 1 Cor. 3:11) Esforça-se para ajudar o estudante a tornar a crença nesta verdade parte de sua própria vida, para edificar a sua vida em torno de tal modelo seguro.

      12. De que modo se empenham tanto o instrutor como o instruído numa obra de construção?

      12 Portanto, está envolvida uma cooperação na edificação. O dirigente, como testemunha de Jeová, quer edificar o estudante com materiais duráveis, resistentes ao fogo: a verdadeira sabedoria da Palavra de Deus, a fé, a convicção, a devoção aos princípios bíblicos, o amor a Deus e o amor ao próximo, e o desejo sobrepujante de defender e falar a favor daquilo que é verdadeiro e justo, especialmente a favor do reino de Deus. Trabalha com estes materiais na sua obra de edificação espiritual, para que a pessoa com que se estuda se torne cristão genuíno, capaz de suportar provas ardentes, inclusive a influência corrosiva das dúvidas. (1 Cor. 3:10-15; Jud. 22, 23) Por outro lado, também o estudante faz uma obra de edificação. O conhecimento, por si só, não é alicerce seguro sobre o qual deva edificar suas esperanças e perspectivas quanto ao futuro. É por praticá-lo, por pôr este conhecimento em operação, que ele pode edificar sobre um alicerce sólido, a obediência a Cristo. Não há outra maneira. — Fil. 1:27-30; 2:12, 13

      13. Como se pode ajudar as pessoas a revestir-se da nova personalidade?

      13 Assim, em vez de apenas transmitirem conhecimento das doutrinas básicas da Bíblia, as testemunhas de Jeová se dão conta de que a pessoa precisa ‘ser feita nova na força que ativa a sua mente, e que se deve revestir da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade’. (Efé. 4:23, 24) Portanto, ao passo que o estudo progride, procuram ajudar a pessoa a pensar em termos de princípios bíblicos, conforme estes governam nossa vida diária. A questão não é de o estudante apenas repetir em outras palavras alguns pontos em certo compêndio. A questão é de compreender a razão bíblica destes pontos e de chegar a aceitar os princípios apresentados na Palavra de Deus como o único guia seguro na vida. Então, e somente então, pode o estudante realmente dizer que a Palavra de Deus é “lâmpada para o meu pé . . . e luz para a minha senda”. — Sal. 119:105; Pro. 3:5, 6.

      14. Por que é importante edificar o apreço para com Jeová Deus no coração do estudante? Como se pode fazer isso?

      14 Não se pode amar alguém sem conhecê-lo bem, sem conhecer suas qualidades, seu modo de proceder, o que tem feito e o que se propõe fazer. Portanto, durante o estudo, o ministro que o dirige procura edificar no estudante um apreço da grandiosidade e bondade de Deus. Ele espera que o estudante, algum dia, possa dizer jubilantemente, como o antigo israelita fiel: “Eis! Este é o nosso Deus. Pusemos nossa esperança nele, e ele nos salvará. Este é Jeová. Pusemos nossa esperança nele. Jubilemos e alegremo-nos na salvação por ele.” (Isa. 25:9) Isto significa concentrar a atenção não apenas na mente do estudante, mas também no seu coração ou sede da motivação. (Pro. 4:23) Como se pode fazer isso? Por se pausar em pontos apropriados para trazer à atenção a significação do que Deus fez e como o ponto em questão ou o texto citado salienta o amor, a sabedoria, a justiça ou o poder de Deus. Daí, se o coração da pessoa for reto, com o tempo ela também sentirá profunda lealdade a Jeová e o desejo de estar entre os que louvam Seu nome entre os povos. — Isa. 12:3, 4.

      15, 16. Por que é tão urgente que sejamos eficientes em lançar hoje um alicerce para a espécie correta de ministros?

      15 Quão bem se faz isso no tempo atual? Quais são alguns dos problemas envolvidos? Ao passo que as condições do mundo se tornam cada vez piores e a espiritualidade enfraquece em toda a terra, tal obra de instrução se torna cada vez mais importante. No ano 70 E. C., a destruição calamitosa de Jerusalém deixou um enorme claro na população judaica e destroçou as esperanças e perspectivas em que milhões tinham baseado a sua vida. Por quê? Porque não haviam construído sobre a rocha da obediência aos ensinos de Cristo. Mas, um pequeno restante daquela nação escapou da destruição por fugir no tempo certo, no tempo indicado por Jesus. (Luc. 21:20-22) Assim, em nossos dias, em escala muito maior, as forças destruidoras do Armagedom trarão o desastre sobre todos os que tiverem construído sobre um alicerce de areia, guiados pelos seus próprios desejos e raciocínios, ou pelos de outros homens imperfeitos. Verão desintegrar-se diante de si as suas esperanças e perspectivas porque “não obedecem às boas novas acerca de nosso Senhor Jesus”. (2 Tes. 1:7-10) Mas, uma “grande multidão” de pessoas passará através daquela tempestade virtualmente incólume. Como ministros fiéis de Deus, viverão para usufruir a vida numa nova ordem criada por Deus, em que seus corações se emocionarão por verem cumpridas as suas esperanças e perspectivas, para a sua eterna satisfação e deleite. — Pro. 1:24-33; Rev. 7:9, 10, 14.

      16 Nós, os que temos parte em ‘fazer ressoar’ as verdades da Palavra de Deus nos ouvidos, na mente e no coração de outros, faremos bem em considerarmos agora nossos métodos de ensino.

  • ‘Fazer ressoar’ a verdade na mente e no coração dos estudantes
    A Sentinela — 1969 | 1.° de setembro
    • ‘Fazer ressoar’ a verdade na mente e no coração dos estudantes

      1. Que experiência triste tem às vazes os ministros cristãos?

      Quão triste é quando nasce uma criança, e, depois de apenas alguns meses ou um ano, mal tendo começado a viver, ela repentinamente adoece e morre. O sentimento no coração dos pais enlutados, que passam por tal tragédia, é similar ao sentimento no coração dos ministros cristãos que passam meses e talvez anos ajudando alguma pessoa a obter conhecimento da Bíblia, alimentando-a com o “leite” da Palavra de Deus, nutrindo-a com a verdade, vendo-a tomar posição a favor da justiça e até empenhar-se ela mesma no ministério da Palavra — e que depois, repentinamente, enfraquece espiritualmente e cai em inatividade semelhante à morte. (Gál. 4:19; 1 Cor. 3:2; 1 Tes. 2:7, 8) Infelizmente, isto acontece, às vezes chegando ao ponto em que de cada duas pessoas que se iniciam no ministério ativo, uma deixa de participar nele. Por que acontece isso? Pode-se fazer alguma coisa neste respeito?

      2. Que fraqueza se nota em muitos dos que abandonam a vereda da vida, e que perguntas suscita isso?

      2 Os históricos indicam que há muitas vezes falta de genuína compreensão da Palavra de Deus, da parte de muitos dos que começam a andar na vereda que conduz à vida e depois se desviam. Durante o ano de 1968, as testemunhas de Jeová, em todo o mundo, dirigiam em média 977.503 estudos bíblicos domiciliares, gratuitos. Em resultado disso, 82.842 pessoas indicaram que construíam sobre a rocha da obediência, por se submeterem ao batismo em água, simbolizando assim a sua dedicação a fazer a vontade de Deus, segundo o exemplo dado por seu Filho. Prosseguirão? Ou afastar-se-ão algumas delas, como outros fizeram no passado? Visto que agora há mais algumas centenas de milhares estudando, nós, os que participamos em dar tal instrução bíblica aos que buscam a verdade, podemos perguntar a nós mesmos serenamente: Estão estas pessoas, que podem tornar-se futuros novos proclamadores do Reino, realmente compreendendo a mensagem da Bíblia e o significado dos princípios bíblicos para elas, na sua vida diária? A resposta a esta pergunta depende em grande parte de como respondemos a outras perguntas: Por que estudamos com essas pessoas? Quão profundamente tomamos a peito os seus interesses? (2 Cor. 12:15; Fil. 2:17; 1 Tes. 2:8) Quão eficientemente ‘fazemos ressoar’ a verdade na sua mente e no seu coração?

      3. Qual deve ser o nosso objetivo em ter um estudo bíblico com pessoas interessadas?

      3 Devemos ter, e provavelmente temos, o mesmo desejo com relação a estes recém-interessados que o apóstolo Paulo expressou com relação aos crentes na verdade em Éfeso. Sua oração a favor deles era “que o Cristo more em vossos corações, com amor, por intermédio da vossa fé; para que fiqueis arraigados e estabelecidos sobre o alicerce, a fim de que sejais cabalmente capazes de compreender, junto com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e para que conheçais o amor do Cristo, que ultrapassa o conhecimento”. (Efé. 3:17-19) Paulo, naturalmente, não estava interessado em apenas poder ‘relatar um estudo bíblico domiciliar para atingir o alvo’. Nem se satisfazia com que os que ele ajudava obtivessem apenas um conceito superficial da vontade de Deus. Queria que compreendessem a verdade nas suas plenas dimensões: largura, comprimento, altura e profundidade. Queria ajudá-los a serem pessoas de fé; que Cristo morasse não só nas suas mentes, mas nos seus corações, com amor. Certamente, queremos a mesma coisa para os que são semelhantes a ovelhas hoje em dia, não queremos? Nós também queremos que ampliem seu conceito dos propósitos de Deus, que aprofundem seu entendimento, que desenvolvam uma perspectiva de longo alcance quanto ao futuro e que elevem sua mente e seu modo de proceder até as normas de Deus, ao passo que aumentam seu apreço para com as Suas provisões. Naturalmente, não podemos fazer isso da noite para o dia; primeiro, precisam de nossa ajuda para começar a ficar “arraigados e estabelecidos sobre o alicerce”. Como podemos ajudá-los com eficiência

      4. Por que não é aconselhável insistir numa rotina fixa ao se dirigir estudos bíblicos?

      4 Nunca devemos esquecer que cada pessoa é um indivíduo; por isso precisa de atenção e ajuda individual segundo as suas próprias necessidades individuais e sua situação pessoal. (Compare isso com Romanos 14:1-8; 1 Coríntios 9:20-23.) Esta é a razão por que entre as testemunhas de Jeová não se estabelece nenhuma rotina fixa pela qual devem dirigir seus estudos bíblicos domiciliares com os interessados. Seu ensino “catequético” não é estereotípico. Sua recente publicação, “Lâmpada Para o Meu Pé É a Tua Palavra”, diz (na página 91): “Não há regra arbitrária quanto a como se deve dirigir o estudo, mas certifique-se de que o estudante realmente compreenda os pontos considerados.” Certamente, quando há a motivação correta, não se precisa de muitas regras para se ajudar outro a obter entendimento da Palavra de Deus.

      5. (a) Como se demonstrou que são práticas as sugestões dadas por meio da organização de Deus? (b) Qual é a melhor fonte de orientação neste assunto?

      5 Ao mesmo tempo provêem-se às testemunhas de Jeová muitas sugestões excelentes e práticas para o ensino e a instrução bíblica, nas suas assembléias e por meio de seu mensário, o Ministério do Reino. Estas sugestões têm ajudado muito a equipá-las para a obra esplêndida que realizaram ao ajudarem, nos últimos dez anos, a mais de 650.000 pessoas ao ponto de dedicarem sua vida a Deus, simbolizando isso pela imersão em água. Mas, além destas sugestões úteis e práticas, temos realmente exemplos e conselhos bíblicos para nos guiar. Quanta reflexão damos a estes? Quão profunda é nossa preocupação de aplicá-las com a maior vantagem, em vista do fato de que há vidas em jogo? — 1 Tim. 4:16.

      O INSTRUTOR SUPERLATIVO

      6. Em que sentidos foi notável o ensino de Jesus?

      6 Que exemplo melhor poderíamos ter do que o de Cristo Jesus, o próprio Filho de Deus e Instrutor perfeito de pessoas semelhantes a ovelhas? Certamente foi com boa razão que seus métodos de ensino foram registrados na Bíblia. Ao ler o registro de seu ministério, o que o impressiona? Talvez a simplicidade de seu ensino. Seus métodos não foram complicados, mas ele mostrou sempre profundo interesse nas pessoas, o desejo amoroso de ensinar-lhes a verdade a respeito dos propósitos de seu Pai. (Mat. 9:35, 36; Mar. 6:34) Este é o primeiro essencial; sem ele, nada mais teria valor. (1 Cor. 13:1, 8) Este interesse amoroso tornou Jesus fidedigno na sua obra educativa. Quando ele disse a Zaqueu: “Desce, pois hoje tenho de ficar em tua casa”, Zaqueu podia ter a certeza de que Jesus estaria ali sem falta. — Luc. 19:1-6.

      7. Que mais punha Jesus sempre em foco ao ensinar?

      7 É também notável o interesse genuíno

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