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A “navalha contratada” — a verdadeira ameaçaA Sentinela — 1977 | 1.° de setembro
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Além disso, os animais selvagens passariam a ocupar os anteriores vinhedos. Evidentemente, com referência à necessidade de proteção contra tais, a profecia de Isaías declara: “Naquele dia terá de acontecer que todo lugar onde costumava haver mil videiras, valendo mil moedas de prata, virá a ser — virá a ser para os espinheiros e para as ervas daninhas. Com flechas e com arco chegará aí, porque todo o país se tornará meramente espinheiros e ervas daninhas.” (Isa. 7:23, 24) Sim, a pessoa teria de se preparar para se defender com arco e flecha contra os animais selvagens, que poderiam estar de tocaia nos vinhedos desolados.
Participaram os assírios em levar a terra de Judá a um estado de ruína? Sim; durante o reinado do filho de Acaz, Ezequias, o monarca assírio Senaqueribe invadiu Judá e capturou uma cidade fortificada após outra. (Isa. 36:1) Seus anais existentes relatam: “Quanto a Ezequias, o judeu, ele não se submeteu ao meu jugo, eu sitiei 46 de suas cidades fortes, fortificações muradas e inúmeras aldeias pequenas na sua vizinhança, e conquistei (-as) . . . Eu desalojei (delas) 200.150 pessoas, jovens e idosos, homens e mulheres, cavalos, mulos, jumentos, camelos, gado grande e miúdo sem conta.” (Ancient Near Eastern Texts, editado por J. B. Pritchard, p. 288) Embora a declaração de Senaqueribe possa estar exagerada, não obstante, obtemos um vislumbre duma devastação que se ajusta à palavra profética.
A profecia sobre a “navalha contratada” é apenas uma das muitas nas Escrituras Sagradas. Junto com as outras, ela fornece forte evidência de que a mensagem da Bíblia não é de origem humana, mas é inspirada por Deus. Por isso, devemos prestar atenção a ela. Isto pode resultar no melhor modo de vida agora e oferece a promessa de vida eterna numa nova ordem justa criada por Deus. — 2 Ped. 3:13; Rev. 21:3-5.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1977 | 1.° de setembro
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Perguntas dos Leitores
● Conheço um homem que está progredindo para receber o batismo cristão, mas já expirou seu visto de permanência no país em que está. O que devo aconselhar-lhe?
Certamente, deve elogiá-lo por desejar conhecer e seguir o conselho de Deus. As Escrituras exortam os cristãos a acatarem a lei e a pagarem a César o que é de César. (Mat. 22:21) Portanto, seria bom exortar este homem a fazer o possível para endireitar sua situação, que no momento pode ser considerada como a de um estrangeiro ilegal.
Pelo visto, ele não está roubando, mentindo, vivendo em imoralidade ou de outro modo violando as leis de moral de Deus, especificadas na Bíblia. Mencionamos isso, porque alguém que viola as leis de Deus, precisa arrepender-se e dar meia-volta, antes de estar habilitado para o batismo cristão. (1 Cor. 6:9, 10; Atos 26:20; 2:38) Mas, este homem quer saber: O que se faz para cumprir as leis do país, como neste seu caso?
A Bíblia aconselha os cristãos a obedecerem às leis do país em todos os assuntos em que não haja conflito com a lei de Deus. (Rom. 13:1; Atos 5:29) O apóstolo explicou que, por fazermos isso, não precisamos temer a punição da parte das autoridades, que punem violadores da lei. Também, assim podemos ter uma consciência limpa. — Rom. 13:3-5.
Contudo, a Palavra de Deus não incumbe a congregação cristã, por meio de seus superintendentes, da obrigação de se familiarizar com todos os pormenores do código penal e civil, a fim de fazê-los vigorar. Podemos ver isso na maneira em que Paulo tratou do caso de Onésimo.
Onésimo era escravo dum cristão colossense, chamado Filêmon. Por motivos egoístas, Onésimo fugiu para Roma, a fim de desaparecer ali no meio da multidão de gente; talvez até mesmo tenha roubado seu amo antes de fugir. Em Roma, Onésimo, como escravo fugitivo (em latim: fugitivus), veio a ter contato com Paulo, tornou-se cristão e ministrou a Paulo. Com o tempo, o apóstolo exortou Onésimo a voltar ao seu amo legítimo, sendo que Paulo até mesmo exortou Filêmon a acolher Onésimo como irmão e a tratá-lo com bondade. — Filêm. 8-22.
Note que, enquanto Onésimo estava em Roma, o apóstolo Paulo não o entregou às autoridades romanas para que fosse punido como escravo fugitivo e possível ladrão. Sabemos dos escritos de Paulo que ele acreditava que o cristão deve obedecer às leis do país, mas evidentemente não achava ser dever da congregação servir de braço para o governo em policiar a vida individual das pessoas. Podemos observar também que a situação de Onésimo não foi tratada como barreira a ele ser batizado. Por fim, Onésimo, provavelmente, motivado por conselho tal como havia sido escrito anteriormente em Romanos 13:1-5 e por exortação pessoal de Paulo, decidiu voltar ao seu amo legítimo.
A atual congregação cristã segue um proceder em harmonia com este modelo bíblico. Ela não verifica, antes de permitir que alguém seja batizado ou continue na congregação, se a casa deste satisfaz em todos os pormenores o código de edificações, se satisfez em todos os pormenores sua situação legal no país, e assim por diante.
Mas isto de modo algum sugere que o povo de Deus pouco se importe com as leis de César. Ao contrário, somos bem conhecidos como gente que se esforça a acatar as leis; muitas autoridades governamentais têm elogiado as Testemunhas de Jeová por isso. É assim como Paulo escreveu a respeito de se obedecer ao governo: “Persiste em fazer o bem, e terás louvor dela.” — Rom. 13:3.
Especialmente os homens que tomam a dianteira na congregação devem ser exemplares neste respeito. A Bíblia diz sobre os anciãos e os servos ministeriais que eles devem ser ‘irrepreensíveis’, ter “testemunho excelente de pessoas de fora” e estar “livres de acusação’’. (1 Tim. 3:2, 7, 10) Assim, o cristão que escolhe não fazer caso de bem conhecidos requisitos legais de “César” dificilmente estaria em condições de ser recomendado para tais cargos na congregação. Os homens recomendados para tais privilégios devem ser aqueles que se ‘apegam firmemente à palavra fiel’, não só no que dizem, mas também em como decidem viver, inclusive aplicarem o conselho de pagar “a César as coisas de César”. — Tito 1:7-9.
É verdade que cada um, cristão ou não, é pessoalmente responsável por ele cumprir com as leis civis. Contudo, será bondoso da sua parte transmitir ao seu conhecido tais conceitos bíblicos. De fato, o conselho da Bíblia, de ser obediente às leis governamentais, é sábio e para o nosso bem. Seu acatamento pelos cristãos os habilita a evitar problemas embaraçosos e a usufruir uma consciência limpa ao servirem a Deus.
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É este o propósito de Deus?A Sentinela — 1977 | 1.° de setembro
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É este o propósito de Deus?
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