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Por que permite Deus tal perseguição?Despertai! — 1973 | 8 de abril
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discípulos de Cristo. Realmente aprovou e compartilhou no assassinato de alguns, enquanto caçava outros através da Palestina. (Atos 9:1; 7:58-8:3) Todavia, quando viu os assuntos em sua verdadeira luz, Saulo posteriormente se tornou um dos apóstolos mais zelosos de Cristo. Então provou sua própria fidelidade sob perseguição. E sentiu-se profundamente grato e agradecido a Deus por Sua grande paciência e bondade imerecida que lhe permitiram desviar-se do seu proceder desorientado. — 1 Cor. 15:9, 10.
Assim, os cristãos que sofrem hoje podem regozijar-se de que a paciência de Deus permite que alguns perseguidores se desviem e obtenham a vida eterna na nova ordem de Deus. Também, muitas outras pessoas que observam ou lêem a respeito do que ocorre podem ver a verdadeira questão em sua clareza e tomar sua posição ao lado de Deus.
Naturalmente, realiza-se algo mais. A permissão da perseguição, dada por Deus, com o tempo expõe aqueles que são seus inimigos empedernidos e que se recusam a mudar. Sua persistência em atacar os cristãos, mesmo quando confrontados com a evidência de sua inocência os condenarão como opositores conscientes e premeditados de Deus. Isso dará a Deus plena justificativa para julgá-los dignos da destruição quando ele trouxer em breve o fim deste global sistema de coisas injusto e violento. — 2 Tes. 1:6-9.
Há muito tempo, o apóstolo Pedro escreveu a seus concristãos: “Amados, não fiqueis intrigados com o ardor entre vós, que vos está acontecendo como provação, como se vos sobreviesse coisa estranha.” (1 Ped. 4:12) As hodiernas testemunhas de Jeová, em Malaui e em todas as demais partes do mundo, não ficam intrigadas com o que acontece. Sabem por que a perseguição está sendo permitida por Deus. E têm confiança nos resultados finais, para a honra de Deus e para a sua própria bênção eterna.
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O que farão as Testemunhas de Jeová e o que poderá fazerDespertai! — 1973 | 8 de abril
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O que farão as Testemunhas de Jeová e o que poderá fazer
AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ em Malaui, como em outros países, têm consciência limpa. Não têm nada contra o homem ou o governo. E, pelo seu proceder de leal integridade para com as leis de Deus, não ofenderam a Deus. Podem juntar-se ao apóstolo Paulo em dizer: “Exercito-me continuamente para ter a consciência de não ter cometido ofensa contra Deus e os homens.” — Atos 24:16.
As testemunhas de Jeová não têm intenções de deixar de ser leais a Deus. Continuarão a fazer o que a Palavra de Deus instrui. E, como verdadeiros seguidores de Cristo Jesus, continuarão a ser submissas às “autoridades superiores” seja lá qual for o país em que residam. (Rom. 13:1) Não tentarão tomar a lei em suas próprias mãos para retaliar contra os que as perseguem. O Filho de Deus não fez isso. A respeito dele, escreve o apóstolo Pedro: “Cristo sofreu por vós, deixando-vos uma norma para seguirdes de perto os seus passos. Ele não cometeu pecado, nem se achou engano na sua boca. Quando estava sendo injuriado, não injuriava em revide. Quando sofria, não ameaçava, mas encomendava-se àquele que julga justamente.” — 1 Ped. 2:21-23.
Recorrer às ameaças, tentativas de provocar pressões políticas ou econômicas, ou atiçar a violência contra os opositores, só fariam com que as testemunhas de Jeová se moldassem à imagem de seus atacantes. Isto lhes custaria a aprovação de Deus. Ao invés, seguirão o inspirado conselho do apóstolo: “Não retribuais a ninguém mal por mal. . . . Não vos vingueis, amados, mas cedei lugar ao furor; pois está escrito: ‘A vingança é minha; eu pagarei de volta, diz Jeová.’ . . . Não te deixes vencer pelo mal, porém, persiste em vencer o mal com o bem.” (Rom. 12:17-21) Assim, as testemunhas de Jeová se voltam para o modo justo de Deus de trazer verdadeiro e duradouro alívio.
Plena Fé no Poder de Deus de Sustentá-las
É sua fé nas promessas de Deus que habilita as testemunhas de Jeová a seguir este proceder. Embora Deus permita que sejam provadas por um tempo, jamais as abandonará. Os opositores talvez as privem de seus próprios meios de vida, todavia, a promessa de Deus permanece verídica: “De modo algum te deixarei e de modo algum te abandonarei.” Por conseguinte, têm boa coragem e dizem: “Jeová é o meu ajudador; não terei medo. Que me pode fazer o homem?” (Heb. 13:5, 6) Sabem que Deus ajudará a sustentá-las, materialmente e de outra forma, no seu tempo de necessidade, e que, mesmo que morram, Ele as trará de volta à vida em sua nova ordem. — Atos 24:15.
Sentem-se encorajadas porque pessoalmente provam a Sua ajuda, à medida que Ele lhes dá forças para suportar e sabedoria para enfrentar seus problemas. Como Paulo e seus concristãos, as testemunhas de Jeová em Malaui ou nos campos de refugiados podem afirmar: “Somos apertados de todos os modos, mas não comprimidos sem nos podermos mover; estamos perplexos, mas não inteiramente sem saber o que fazer; somos perseguidos, mas não ficamos cambaleando; somos derrubados, mas não destruídos. Sempre, em toda a parte, suportamos em nosso corpo o tratamento mortífero dado a Jesus.” — 2 Cor. 4:8-10.
Obtêm verdadeiro conforto neste conhecimento seguro: Jeová Deus jamais permitirá que Seu povo seja despedaçado e destruído. Talvez percam propriedades e bens, é verdade. Alguns talvez até mesmo sejam mortos, embora, usualmente, isto se dê apenas com pequena minoria. Todavia, sabem que, visto que Deus, mediante seu designado juiz celeste, Jesus Cristo, está apoiando seu povo, jamais permitirá que sejam aniquilados.
Continuarão a ser obedientes às leis dos sistemas políticos deste mundo, não cometendo quaisquer atos de desrespeito para com eles. Ao mesmo tempo, as testemunhas de Jeová manterão com perseverança sua separação do mundo. Continuarão a situar-se inteiramente a favor do governo do Reino de Deus como sua verdadeira esperança e confiança. Terem a aprovação de Deus depende disto. — João 18:36.
Esforços a Favor dos Perseguidos
As testemunhas de Jeová em Malaui se voltam para Deus em oração para obter a ajuda de que precisam a fim de atravessarem com êxito, fielmente, o seu tempo de crise. Seus irmãos espirituais em todo o mundo, semelhantemente, oram em seu favor, como fizeram os primitivos cristãos, quando o apóstolo Pedro foi encarcerado e corria perigo de morte. (Atos 12:5) O apóstolo Pedro pediu que seus irmãos orassem por ele, para que pudesse ser liberto dos descrentes na Judéia. (Rom. 15:30, 31) O
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