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  • Precisam todos os cristãos verdadeiros ser ministros?
    A Sentinela — 1985 | 15 de março
    • Precisam todos os cristãos verdadeiros ser ministros?

      “Todas as coisas são de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por intermédio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação.” — 2 Coríntios 5:18.

      1. Qual era a situação quanto a uma classe clerical na congregação, nos dias de Paulo?

      “NÃO havia distinção [nos dias do apóstolo Paulo] entre clero e leigos, pois não havia clero.” Essa declaração surpreendente, publicada no jornal Times de Londres, expressa uma verdade básica a respeito do primitivo cristianismo. Não havia separação entre clero e leigos. Significa isso que a congregação cristã estava desprovida de qualquer liderança visível? E não havia ministros em nenhum sentido?

      2. Que tipo de liderança havia na primitiva congregação? (Filipenses 1:1)

      2 Algum tempo após Pentecostes de 33 EC, quando o número dos cristãos ungidos ascendeu a milhares, tornou-se necessário designar homens qualificados em cada congregação para servir quais superintendentes e servos ministeriais. Entretanto, não constituíam uma classe clerical. Sua nomeação não dependia de alguma carreira universitária ou seminarística. Não recebiam salário pelos seus serviços. Eram homens humildes, com qualificações espirituais, designados pelo espírito santo para cuidar do rebanho. No entanto, eram eles os únicos que pregavam as ‘boas novas do Reino’? Eram eles os únicos ministros na congregação? — Mateus 24:14; Atos 20:17, 28; 1 Pedro 5:1-3; 1 Timóteo 3:1-10.

      3, 4. De acordo com Paulo, quem tinha parte no ministério cristão?

      3 Essas perguntas são respondidas nos conselhos de Paulo em suas cartas aos cristãos em Corinto. Note a introdução da sua segunda carta: “Paulo . . . à congregação de Deus que está em Corinto, junto com todos os santos que estão em toda a Acaia.” Não há dúvida nesse respeito — ele escreveu ao inteiro corpo de cristãos ungidos em Corinto e na Acaia, não apenas aos que tomavam a dianteira. Assim, seus comentários sobre o ministério cristão são bem pertinentes a “todos os santos”. Com base em sua atividade e na de Timóteo, ele raciocinou: “Visto que temos este ministério segundo a misericórdia que se teve conosco, não desistimos.” “Mas, todas as coisas são de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por intermédio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação . . . Somos, portanto, embaixadores, substituindo a Cristo, como se Deus instasse por nosso intermédio.” Ele prosseguiu: “De modo algum damos qualquer causa para tropeço, para que não se ache falta no nosso ministério; mas, recomendamo-nos de todo modo como ministros de Deus, na perseverança em muito.” — 2 Coríntios 1:1; 4:1; 5:18-20; 6:3, 4.

      4 Essas palavras subentendem que todos os cristãos ungidos têm de ser ministros e embaixadores de Cristo. Por que motivo? Porque o mundo, devido ao pecado, está ‘apartado da vida que pertence a Deus’ e necessita dum ministério de reconciliação, a fim de que pessoas obedientes e leais de todas as nações possam ter uma relação com o Soberano Senhor Jeová, mediante Cristo. — Efésios 4:18; Romanos 5:1, 2.

      5, 6. Como confirmou Paulo esse conceito em sua carta aos romanos?

      5 À congregação de Roma, Paulo escreveu: “Mas, o que diz [a Palavra de Deus]? ‘A palavra está perto de ti, na tua própria boca e no teu próprio coração’; isto é, a ‘palavra’ da fé, que estamos pregando. Pois, se declarares publicamente essa ‘palavra na tua própria boca’, que Jesus é Senhor, e no teu coração exerceres fé, que Deus o levantou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se exerce fé para a justiça, mas com a boca se faz declaração pública para a salvação.” — Romanos 10:8-10.

      6 Dirigiu Paulo essas palavras a uns poucos seletos? Sua introdução indica o contrário, pois escreveu: “A todos os que estão em Roma, como amados de Deus.” Acrescentou: “Agradeço a meu Deus, por intermédio de Jesus Cristo, concernente a todos vós, porque se fala da vossa fé em todo o mundo.” Está bem claro que Paulo dirigiu seus conselhos e encorajamentos, inclusive o capítulo 10, à congregação inteira. O privilégio de fazer declaração pública era acessível a todos. De fato, ele reforçou seu argumento por acrescentar: “No entanto, como invocarão aquele em quem não depositaram fé? Por sua vez, como depositarão fé naquele de quem não ouviram falar? Por sua vez, como ouvirão, se não houver quem pregue? Por sua vez, como pregarão, a menos que tenham sido enviados? Assim como está escrito: ‘Quão lindos são os pés daqueles que declaram boas novas de coisas boas!’” — Romanos 1:7, 8; 10:14, 15.

      7. Em que sentido é o cristianismo diferente das demais religiões? (Lucas 19:36-40)

      7 Quão encorajador é isso para todos os cristãos ungidos! Significa que todos eles têm a alegria de divulgar a mensagem de salvação a outros. Sim, aos olhos de Deus, os pés deles podem e devem ser “lindos”, figurativamente falando. Por quê? Porque o cristianismo genuíno não é uma religião egocêntrica que conduz à autogratificação, à segregação, e a votos de silêncio. Ao contrário, promove um ministério cristão ativo, expresso em palavra e ação! A seguinte exclamação de Paulo evidencia quão cônscio estava ele disso: “Realmente, ai de mim se eu não declarasse as boas novas!” — 1 Coríntios 9:16; Isaías 52:7.

      8. Que perguntas vitais atingem hoje a muitos?

      8 Mas, que dizer dos milhões de cristãos verdadeiros que não são ungidos pelo espírito santo, pois sua esperança é de vida eterna na terra, não no céu? Precisam eles também ser ministros? — Salmo 37:29; 2 Pedro 3:13.

      São Ministros os da “Grande Multidão”?

      9. Em que atividade participam os que fazem parte da “grande multidão”?

      9 O livro de Revelação fornece uma resposta parcial a essas perguntas. Por exemplo, depois de ver em visão a congregação ungida de 144.000, João diz: “Depois destas coisas eu vi, e, eis uma grande multidão, que nenhum homem podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, trajados de compridas vestes brancas; e havia palmas nas suas mãos. E gritavam com voz alta, dizendo: ‘Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.’” Certamente estes, que atualmente estão sendo reunidos para sobreviver à grande tribulação, não ocultam sua identidade cristã. Estão declarando com “voz alta” donde provém sua salvação. De que modo fazem isso hoje? Entre outras coisas, por auxiliarem o pequeno restante de ungidos no cumprimento de outras profecias e ordens ministeriais vitais. — Revelação 7:9, 10, 14.

      10, 11. (a) Que ordem deu Jesus aos seus seguidores antes de ascender ao céu? (b) Que profecia precisa ser cumprida nos nossos dias?

      10 Por exemplo, esta multidão incontável desempenha um papel essencial no cumprimento da ordem de Jesus de pregar e ensinar, que ele deu aos seus discípulos fiéis na Galiléia. Naquela ocasião, Jesus disse: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei.” Esse mandato foi dado a todos os cristãos, não a uma classe clerical seleta. — Mateus 28:18-20; 1 Coríntios 15:6.

      11 A ordem de Jesus também está intimamente relacionada com a profecia que ele proferiu sobre a “terminação do sistema de coisas”. Ele declarou: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” Como se enfrentou este desafio de pregar a mensagem do Reino em todo o mundo dentro do período de uma só geração? Certamente, os decrescentes milhares de cristãos ungidos não poderiam ter feito sozinhos esta obra vitalizadora. Teria sido uma tarefa impossível! — Mateus 24:3, 14; Lucas 21:32.

      12. O que se sentem felizes em reconhecer hoje os ungidos?

      12 Os ungidos “co-herdeiros de Cristo” sentem-se felizes de reconhecer a parte desempenhada pelos mais de dois milhões de ministros da “grande multidão” que têm divulgado a mensagem do Reino em todo o mundo durante tal período relativamente curto. Mesmo na década de 30, muitos cristãos verdadeiros aceitaram a responsabilidade do ministério em outros países e ofereceram-se para servir onde a necessidade era maior. Graças ao exemplo abnegado desses irmãos e irmãs, quer da classe dos ungidos, quer da das “outras ovelhas”, a obra do Reino criou raízes mais fortes em muitos países da Europa, da África, da Ásia e das Américas. — Romanos 8:17.

      13. (a) De que forma acelerou Jeová a obra desde 1943? (Isaías 60:22) (b) Que parte têm desempenhado os da “grande multidão” na atividade missionária?

      13 Antes de 1943, a classe de cristãos ungidos do “escravo fiel e discreto” notou a necessidade de se estabelecer uma escola missionária, de modo que ministros cristãos pudessem receber treinamento e preparo adicionais, visando o início e a aceleração da obra de pregação em muitos outros países. Desde que foi inaugurada, em 1943, até 4 de março de 1984, essa Escola de Gileade (em hebraico “Gileade” significa “monte de testemunho”] treinou cerca de 6.100 missionários, a maioria dos quais foram enviados a designações estrangeiras ao redor do mundo. Apenas 292 (4,8 por cento) destes formados em Gileade professavam pertencer à classe ungida, de modo que a maioria desses ministros que receberam treinamento especial têm sido da “grande multidão”. Assim como os demais das Testemunhas de Jeová em todo o mundo, aceitaram o ministério cristão como parte integral da vida cristã quando se dedicaram a Jeová mediante Cristo Jesus. — Mateus 24:45-47; Hebreus 10:7.

      Vocação Baseada em Quê?

      14, 15. Em que se baseia a vocação cristã para o ministério? (Mateus 22:37-40)

      14 Significa isso que os cristãos possuem uma vocação pessoal ou recebem uma chamada da parte de Deus para o ministério? É verdade que alguns na cristandade têm descrito sua “vocação” como experiência extremamente emocional, como se Deus os tivesse chamado diretamente para o serviço dele. Mas, baseia-se o ministério cristão em algo tão passageiro como a emoção?

      15 Quando o apóstolo Paulo falou sobre serviço sagrado prestado a Deus, qual foi a base indicada por ele? Escreveu: “Conseqüentemente, eu vos suplico, irmãos, pelas compaixões de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e aceitável a Deus, um serviço sagrado com a vossa faculdade de raciocínio [“como o vosso culto racional, Matos Soares; “como criaturas racionais”, A Nova Bíblia Inglesa, nota ao pé de página].” Sim, o serviço sagrado prestado a Deus baseia-se na razão. Como assim? Porque a dedicação da pessoa e sua relação pessoal com Jeová baseiam-se no conhecimento do verdadeiro Deus. Assim, a chamada cristã para o ministério, embora seja em si mesma uma experiência feliz, não é somente o resultado duma reação emocional. Tem sólida motivação — o amor a Deus e o amor ao próximo. — Romanos 12:1; João 17:3.

      16. Será que o trabalho secular por tempo integral exclui alguém de ser ministro? (Atos 18:1-5)

      16 Mas, talvez pergunte: Eram aqueles primitivos cristãos também ministros mesmo que tivessem ocupação secular de tempo integral ou fossem donas-de-casa? Sim, eram. É possível que talvez pudessem gastar apenas uma pequena parte do seu tempo no ministério cristão, pregando e ensinando, mas esse era seu propósito primordial na vida. Sabiam que tinham de ‘deixar brilhar a sua luz’ como verdadeiros discípulos de Cristo. Realmente, eram ministros trabalhadores muito antes de a cristandade instaurar seu movimento de sacerdotes-operários. — Mateus 5:16; 1 Pedro 2:9.

      Prova do Seu Ministério

      17, 18. (a) Que princípio geral estabeleceu Cristo quanto aos verdadeiros cristãos? (b) Quais são as genuínas credenciais dum ministro?

      17 Como provam as Testemunhas de Jeová que são ministros, se não possuem diploma ou grau universitário? Bem, como demonstravam os primitivos cristãos que eles eram ministros? O próprio Cristo forneceu o seguinte critério: “Toda árvore boa produz fruto excelente.” Os ministros cristãos devem produzir “fruto excelente”, que inclui participar na obra de fazer discípulos. — Mateus 7:17.

      18 O apóstolo Paulo explicou-o da seguinte forma: “Estamos novamente principiando a recomendar a nós mesmos? Ou necessitamos talvez, como alguns homens, de cartas de recomendação para vós ou de vós? Vós mesmos sois a nossa carta, inscrita nos nossos corações, e conhecida e lida por toda a humanidade. Porque vós sois demonstrados ser carta de Cristo, escrita por nós, como ministros, inscrita, não com tinta, mas com espírito dum Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas carnais, nos corações.” Como era feita essa escrita nos corações? Mediante a pregação da palavra de fé, semelhante a uma semente, que assim ficava implantada no coração. Esta semente, por sua vez, também motivava o recebedor a pregar a outros a mesma mensagem de salvação. — 2 Coríntios 3:1-3.

      19. Que sólidas credenciais de ministros têm as Testemunhas de Jeová?

      19 Têm as Testemunhas de Jeová a prova duma ‘carta de Cristo, escrita por elas, como ministros’? Os fatos falam por si mesmos. Em 1931, quando aceitaram seu nome ímpar, havia cerca de 50.000 Testemunhas que pregavam em todo o mundo. O relatório de 1984 indica um auge de 2.842.531 ministros que pregam as boas novas do Reino, associados com 47.869 congregações. Sim, há hoje quase tantas congregações quantas Testemunhas havia em 1931! Deveras, a verdade tem sido escrita em milhões de corações no decorrer das últimas décadas — e isso constitui prova irrefutável do ministério das Testemunhas de Jeová. — Isaías 43:10-12.

      20. Quais ministros cristãos, de que necessitamos hoje? Que perguntas restam a ser respondidas?

      20 A necessidade de ministros cristãos é hoje mais urgente do que nunca. Resta pouco tempo e a colheita é grande. Portanto, isso é tanto mais razão para que sejamos ministros qualificados e capacitados que pregam e ensinam de forma produtiva. Como podemos sê-los? Como podemos ser ministros mais eficazes? São de valor prático para nós hoje os exemplos de Cristo e dos apóstolos? — Efésios 5:15, 16; Mateus 9:37, 38.

      Pontos Para Recapitulação

      ◻ Como sabemos que todos os seguidores ungidos de Cristo têm de ser ministros?

      ◻ Que papel tem desempenhado a “grande multidão” no ministério dos tempos modernos?

      ◻ Em que se baseia a vocação cristã para o ministério?

      ◻ Que prova têm as Testemunhas de Jeová do seu ministério?

  • Como tornar-se ministro eficaz
    A Sentinela — 1985 | 15 de março
    • Como tornar-se ministro eficaz

      “É por isso que vos envio Timóteo, [pois] ele vos fará recordar os meus métodos em conexão com Cristo Jesus, assim como eu estou ensinando em toda parte, em cada congregação.” — 1 Coríntios 4:17.

      1, 2. Qual é um fator necessário para que alguém se sinta atraído pela verdade? (Atos 8:12)

      COM o derramamento do espírito santo em Pentecostes de 33 EC, a congregação cristã cresceu e se expandiu rapidamente. (Atos 2:40-42; 4:4; 6:7; 11:19-21) Qual foi o segredo do seu sucesso? Por que tantos judeus, e depois samaritanos e gentios, aceitaram Cristo e a mensagem do Reino de Deus? — Atos 8:4-8; 10:44-48.

      2 Há certos fatores que estão envolvidos para que alguém aceite as boas novas cristãs. Primeiro, ele precisa reconhecer a benignidade imerecida de Deus para com a humanidade em tomar a iniciativa de enviar Seu Filho à terra como sacrifício resgatador. E como o escritor bíblico João o expressou: “Por meio disso é que se manifestou o amor de Deus em nosso caso, porque Deus enviou o seu Filho unigênito ao mundo, para que ganhássemos a vida por intermédio dele. O amor é nesse sentido, não que nós tenhamos amado a Deus, mas que ele nos amou e enviou seu Filho como sacrifício propiciatório pelos nossos pecados.” — 1 João 4:9, 10.

      3. Por que é necessário que a pessoa esteja cônscia de suas necessidades espirituais?

      3 Outro fator vital é a atitude de cada um para com os valores espirituais. Jesus disse: “Felizes os cônscios de sua necessidade espiritual, porque a eles pertence o reino dos céus. Felizes os famintos e sedentos da justiça, porque serão saciados.” (Mateus 5:3, 6) A pessoa satisfeita consigo mesma e virtuosa aos seus próprios olhos, em geral, não se apercebe de qualquer necessidade espiritual e não mais está propensa a acatar a verdade. Quando as Testemunhas de Jeová lhe oferecem a mensagem do Reino, tal pessoa amiúde responde: ‘Não estou interessado. Já tenho minha religião.’ De modo similar, a pessoa que está profundamente enfronhada na busca de coisas materiais não tem tempo para assuntos espirituais. — Mateus 6:33, 34; 7:7, 8; Lucas 12:16-21.

      4. Que perguntas serão agora consideradas?

      4 Mas, que dizer daqueles que estão “cônscios de sua necessidade espiritual” e dispostos a buscar a Deus e o Seu Reino? Como podem estes ser encontrados e reconhecidos? Há algo que possamos fazer quais ministros da Palavra de Deus para tornar nossa mensagem mais compreensível? Como podemos nos tornar ministros mais eficazes?

      Os Métodos de Quem Devemos Usar?

      5. De acordo com Paulo, o que iria ensinar Timóteo aos coríntios?

      5 Quando o apóstolo Paulo escreveu sua primeira carta aos cristãos em Corinto, disse-lhes que estava enviando Timóteo, que os ‘faria recordar os seus métodos [os de Paulo] em conexão com Cristo Jesus’. Em lugar de “métodos”, algumas traduções falam de “normas de vida”, “princípios de vida”, ou “minha maneira de viver”. Entretanto, O Léxico Grego-Inglês do Novo Testamento, do professor Thayer, oferece a seguinte interpretação para esse texto: “Os métodos que eu qual ministro e apóstolo de Cristo sigo na desincumbência do meu encargo.” Visto que Paulo completa a sentença por dizer “assim como eu estou ensinando em toda parte, em cada congregação”, é razoável concluir que suas observações abrangem seu ministério ativo e não apenas sua conduta pessoal cristã. — 1 Coríntios 4:17.

      6. Por que foi eficaz o ministério de Jesus?

      6 O ministério de Jesus não foi realizado a esmo. Ele também usou método na sua pregação. A título de ilustração, ele instruiu meticulosamente seus apóstolos, e mais tarde os 70 evangelizadores, a pregar com eficácia. O uso constante que ele fazia de ilustrações, de perguntas e de citações bíblicas servia de exemplo para eles. Esse continua sendo o melhor método. — Lucas 9:1-6; 10:1-11.

      7. Como podemos transmitir as boas novas ao máximo número possível de pessoas?

      7 Visto que o ministério cristão é uma questão de vida eterna ou de morte eterna, de que forma podemos transmitir as boas novas ao máximo número possível de pessoas? Sim, como podemos estar ‘limpos do sangue de todos os homens’? Por fazermos uso de todas as facetas de serviço, que incluem, conforme declarou o apóstolo Paulo, o ministério “de casa em casa”. Certo comentário em espanhol sobre Atos 20:20 diz: “Temos aqui o método de pregação seguido por Paulo em Éfeso.” — Atos 20:20-27.

      O Primeiro Obstáculo

      8, 9. (a) Qual é muitas vezes o primeiro obstáculo no ministério? (b) Por que podia Jesus falar com denodo?

      8 Com bastante freqüência, o primeiro obstáculo que precisamos vencer no ministério somos nós mesmos. Alguns tendem a sentir-se constrangidos, inadequados e insuficientemente instruídos em comparação com as pessoas que encontram no ministério. Mas, como se sentia Jesus? Cursou ele as escolas rabínicas de aprendizagem? Recebeu ele instrução superior? Contudo, quando ele pregou, como reagiu seu próprio povo? Mateus nos diz: “Ficaram assombrados e disseram: ‘Onde obteve este homem tal sabedoria e tais obras poderosas?’” É verdade que Jesus era perfeito, o Filho de Deus. Mas, seus métodos eram também práticos para seus discípulos, na maioria “indoutos”, que haviam de imitá-lo. Que reação provocaram eles, mesmo entre seus inimigos religiosos? “Ora, quando observaram a franqueza de Pedro e João, e perceberam que eles eram homens indoutos e comuns, ficaram admirados. E começaram a reconhecer a respeito deles que costumavam estar com Jesus.” — Mateus 13:54; Atos 4:13.

      9 Mas, onde aprendeu Jesus todas as coisas que ensinou? Por que teve ele tanto êxito no seu ministério? Empregava ele, assim como os modernos pregadores de TV, exagerada emoção para influenciar a assistência? Não. A base de Jesus era a própria simplicidade — ele falava a linguagem do povo comum, apercebia-se das necessidades espirituais deles, e, o que é mais importante, Jesus sabia que tinha o apoio do seu Pai. Ele tornou isso claro quando anunciou sua comissão ministerial na sinagoga de sua cidade natal, Nazaré, na Galiléia. Leu no rolo do profeta Isaías: “‘O espírito de Jeová está sobre mim, porque me ungiu para declarar boas novas aos pobres, enviou-me para pregar livramento aos cativos e recuperação da vista aos cegos, para mandar embora os esmagados, com livramento, para pregar o ano aceitável de Jeová.’ . . . Principiou então a dizer-lhes: ‘Hoje se cumpriu esta escritura que acabais de ouvir.’” — Lucas 4:16-21.

      10, 11. (a) Como nos devemos sentir quanto ao nosso ministério? (b) Como responde Paulo?

      10 Hoje em dia, temos o mesmo apoio no nosso ministério — Jeová Deus, o Soberano Senhor do universo. Pregamos Sua mensagem, Sua sabedoria. Baseamo-nos na Sua Palavra e a usamos amplamente nas nossas conversações. Portanto, deveríamos ter complexo de pregar mesmo a pessoas mais instruídas ou mais ricas?

      11 Paulo responde: “Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o polemista deste sistema de coisas? Não tornou Deus tola a sabedoria do mundo? . . . Pois observais a vossa chamada da parte dele, irmãos, que não foram chamados muitos sábios em sentido carnal, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre estirpe; mas Deus escolheu as coisas tolas do mundo, para envergonhar os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo, para envergonhar as coisas fortes; e Deus escolheu as coisas ignóbeis do mundo e as coisas menosprezadas, as coisas que não são, para reduzir a nada as coisas que são, a fim de que nenhuma carne se jacte à vista de Deus.” — 1 Coríntios 1:18-29.

      12. De que provém o êxito no nosso ministério? (Tiago 4:8)

      12 O êxito no ministério não provém de nossa instrução ou de nossa nobre estirpe. Provém da própria mensagem do Reino que toca numa corda sensível do coração da pessoa que está cônscia de sua necessidade espiritual. Outro fator é a boa vontade de Jeová para com essa pessoa, pois, como Jesus disse: “Ninguém pode vir a mim, a menos que o Pai, que me enviou, o atraia.” — João 6:44.

      13. (a) Como reagiram Paulo e Barnabé ao se confrontarem com oposição? (b) Como podemos ter sempre alegria no ministério?

      13 Portanto, confiando no apoio de Jeová, podemos realizar nosso ministério com convicção, assim como o fizeram Paulo e Barnabé, no primeiro século. Quando pregaram em Icônio, seu ministério causou uma forte divisão de opiniões e alguma oposição. Será que isso os fez desistir? O relato de Lucas nos diz: “Passaram . . . um tempo considerável falando com denodo pela autoridade de Jeová, o qual dava testemunho da palavra de sua benignidade imerecida por conceder que ocorressem sinais e portentos por intermédio das mãos deles.” Se, do mesmo modo, adotarmos uma atitude positiva para com as pessoas no nosso território, e deixarmos os resultados nas mãos de Jeová, o ministério sempre será uma alegria, não um fardo. — Atos 14:1-3; Tiago 1:2, 3.

      Como Reagem as Pessoas

      14. Como reagiram as pessoas à pregação de Paulo?

      14 No decorrer de sua pregação, nem Jesus nem Paulo obtiveram sempre uma reação favorável. Por exemplo, como reagiu o público quando Paulo pregou em Atenas? O relato nos diz: “Certos dos filósofos epicureus bem como dos estóicos passaram a conversar com ele polemicamente, e alguns diziam: ‘O que é que este paroleiro quer contar?’ Outros: ‘Ele parece ser publicador de deidades estrangeiras.’ Isto se deu porque ele declarava as boas novas de Jesus e a ressurreição. Assim, agarraram-no e conduziram-no ao Areópago, dizendo: ‘Podemos saber qual é este novo ensino de que falas? Porque estás introduzindo algumas coisas que são estranhas aos nossos ouvidos.’” — Atos 17:18-20.

      15. Como reagem as pessoas ao seu ministério? Mas, de que nos devemos lembrar?

      15 Temos de reconhecer que a nossa mensagem, e a versão dela divulgada pelos veículos de comunicação e pelos opositores, também podem soar estranhas para o público de hoje. Em resultado disso, muitos, influenciados por boatos, prejulgam o assunto e nos rejeitam sem sequer nos ouvir. Outros, assim como os em Atenas, aceitam mais informações antes de tomar uma decisão. Naturalmente, depois de ouvirem, ainda podem zombar da esperança do Reino como algo inacreditável. Lembre-se, porém, de que rejeitam a Cristo e a mensagem dele, não a você. — Atos 17:32-34; Mateus 12:30.

      De Estranhos a Amigos

      16. (a) Qual talvez seja nossa reação quando estranhos visitam nossa casa? (b) O que deve realizar nossa introdução?

      16 Como se sente quando estranhos vêm à sua casa? Que perguntas lhe ocorrem? Provavelmente: Quem são? O que querem? Vão causar-me problemas? Devemos lembrar-nos disso quando nos apresentamos como ministros à porta de alguém. Portanto, nossa introdução deve tranqüilizar essas dúvidas das pessoas. Mas como? Bem, o que sugeriu Jesus como introdução? Ele disse: “Ao entrardes na casa, cumprimentai a família; e, se a casa for merecedora, venha sobre ela a paz que lhe desejais; mas, se ela não for merecedora, volte a vós a vossa paz.” — Mateus 10:12, 13.

      17. Como podemos tranqüilizar a pessoa na nossa introdução?

      17 “Venha sobre ela a paz que lhe desejais.” O que significa isso? Que no ministério desejamos que a nossa paz esteja sobre todas as pessoas e famílias. Assim, nossas primeiras palavras devem indicar que somos ministros de Deus amantes da paz. Até hoje, judeus e muçulmanos empregam as saudações: “A paz esteja contigo”, ou: “Paz” (“Shalom aleichem” ou “Shalom”, em hebraico, e “Assalãm‘alaikum” ou “Salãm”, em árabe). Naturalmente, nossas saudações variam de um país para outro, segundo o costume local. Mas, o objetivo é o mesmo — tranqüilizar a pessoa para que ela ouça a mensagem do Reino. Fornecer primeiro seu nome, e até mesmo mencionar onde mora poderá ajudar nesse respeito. Revela que você não tem nada a esconder. Seu propósito e sua honestidade ficam evidentes a todos. Então estará fazendo como Paulo aconselhou: “Vede que o vosso comportamento em público esteja acima de crítica. No que se refere à vossa responsabilidade, vivei em paz com todos.” — Romanos 12:17, 18, Phillips.

      18. Que norma sempre devemos satisfazer no nosso ministério?

      18 Quer estejamos no ministério de casa em casa, quer estejamos na rua, estamos à vista do público. Nossa conversa e nosso comportamento sempre devem ser irrepreensíveis e inofensivos. Entretanto, embora nossa apresentação deva ser branda e pacífica, não deve ser apologética. Não temos vergonha de ser ministros públicos de Deus. — Marcos 8:38.

      19, 20. (a) Como podemos abordar as pessoas na rua de forma mais reservada? (b) Por que foi Jesus eficaz na maneira informal de falar com as pessoas?

      19 Em certas nações, as pessoas são mais reservadas e conservadoras. Algumas se sentem embaraçadas ao ser abordadas na rua por alguém que esteja exibindo revistas. Se for esse o caso, por que não emprega um método mais discreto de contatar as pessoas? Com tato, pode-se iniciar uma palestra com alguém que não esteja com pressa, e depois apresentar as publicações de maneira natural.

      20 Jesus foi certamente hábil num tipo similar de pregação. Visto que os samaritanos e as mulheres eram normalmente desprezados pelos judeus, Jesus usou de discrição ao falar com a samaritana imoral na fonte de Jacó. Sua palestra constitui modelo de testemunho informal e na rua. É também excelente exemplo de ensino compassivo e edificante. — João 4:5-30.

      21. Que outro fator vital é ilustrado no ministério de Paulo?

      21 Há outro fator vital que temos de levar em conta quando apresentamos as boas novas do Reino. Paulo era mestre nisso. Veja se consegue discernir isso em algumas de suas introduções encontradas em Atos 13:16-20; 17:22 e; 22:1-3. Note que em cada ocasião ele procurou estabelecer uma base comum com sua assistência. Identificou-se com eles e com a formação deles. O resultado foi que ouviram, mesmo não concordando com ele. De modo similar, nossa introdução pode dar-lhe o toque humano, o ponto de identidade entre nós e o morador. Talvez note que há filhos na casa, e pode ser que você também seja pai ou mãe. Então terão coisas em comum, uma base amistosa. Têm um assunto para palestra que pode conduzir à mensagem do Reino! — Mateus 18:1-6.

      22. Que perguntas necessitam agora duma resposta?

      22 Mas, estas sugestões são apenas o início. Que medidas adicionais são necessárias para se produzir, por fim, outro discípulo? Sim, o que mais é necessário para ajudar alguém a desenvolver uma relação com Deus mediante Cristo? Que qualidades tornarão mais eficaz seu ministério?

      Como Responderia?

      ◻ Quais são alguns dos fatores que estão envolvidos em alguém aceitar a mensagem do Reino?

      ◻ Como podem a timidez e o constrangimento ser vencidos no ministério?

      ◻ Qual deve ser o objetivo das nossas introduções no serviço de campo?

      ◻ Com podem os exemplos de Jesus e de Paulo ajudar-nos na maneira de abordar as pessoas?

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